Internacional

Guerra no Irã impacta voos Ásia–Europa e faz tarifas dispararem

O avanço do conflito no Irã tem provocado efeitos diretos na aviação internacional, com o fechamento de rotas estratégicas no Golfo e forte alta nos preços de passagens entre Ásia e Europa. Sem acesso a um dos principais corredores aéreos do mundo, companhias enfrentam uma onda de cancelamentos, enquanto milhares de passageiros seguem sem conseguir retornar para casa.

Cancelamentos em massa deixam passageiros retidos

Desde o início da crise, mais de 50 mil voos foram cancelados, afetando diretamente o fluxo global do transporte aéreo internacional. A interrupção atinge especialmente os hubs do Golfo, responsáveis por cerca de um terço das conexões entre Europa e Ásia.

Com aeronaves fora de posição e tripulações desorganizadas, a retomada das operações tem sido lenta. Como consequência, viajantes relatam dificuldades para remarcar voos, além de falhas na comunicação por parte das companhias.

Casos de passageiros retidos por dias — ou até semanas — têm se multiplicado. Muitos enfrentam longas esperas em centrais de atendimento, cancelamentos sucessivos e, em alguns casos, reembolsos automáticos sem alternativa de remarcação.

Falta de assistência e custos extras preocupam viajantes

A crise evidencia fragilidades na assistência ao passageiro aéreo, principalmente fora de regiões com legislação mais rígida, como a União Europeia. Em rotas entre Ásia e Europa, diversos viajantes relatam que precisaram arcar com despesas de hospedagem, alimentação e novas passagens.

Outro agravante é o seguro viagem: a maioria das apólices não cobre interrupções relacionadas a conflitos armados, deixando os passageiros ainda mais vulneráveis.

Sem suporte efetivo, muitos recorrem às redes sociais para tentar solução. Relatos apontam frustração com a prática de algumas companhias de oferecer reembolso em vez de remarcação, enquanto mantêm a venda de assentos a preços elevados.

Preço das passagens dispara com crise no Golfo

A redução da oferta de voos levou a uma escalada nas tarifas. Em rotas populares entre o Sudeste Asiático, Austrália e Europa, os preços chegaram a subir de duas a cinco vezes em comparação aos meses anteriores.

Dados do setor indicam que passagens para os próximos meses seguem em alta, com aumentos expressivos também nas viagens previstas para o segundo semestre. A alta no preço das passagens aéreas é impulsionada tanto pela demanda reprimida quanto pela limitação de rotas disponíveis.

Embora algumas companhias europeias e asiáticas tenham ampliado voos diretos para contornar o Oriente Médio, a capacidade adicional ainda não é suficiente para atender todos os passageiros impactados.

Impactos na temporada de viagens e no mercado global

Além da crise operacional, o cenário é agravado pelo aumento no custo do combustível, o que deve pressionar ainda mais o setor durante a alta temporada. A expectativa é de redução na demanda em algumas rotas, especialmente nas que dependem dos hubs do Golfo.

Levantamentos recentes mostram queda nas reservas internacionais, refletindo a incerteza dos viajantes diante da instabilidade no transporte aéreo global.

Especialistas alertam que, para quem planeja viajar nos próximos meses, o cenário tende a incluir tarifas mais altas, menos opções de conexão e maior risco de alterações de última hora.

Passageiros relatam sensação de abandono

Agentes de viagem e passageiros descrevem um cenário de desorganização e falta de suporte. Há relatos de múltiplos cancelamentos, dificuldade de contato com companhias e impossibilidade de custear novas passagens.

A percepção geral é de perda de confiança no setor, especialmente entre aqueles que dependiam das rotas via Golfo para deslocamentos de longa distância.

Enquanto isso, milhares de pessoas seguem tentando alternativas para voltar para casa, muitas vezes pagando valores significativamente superiores aos originalmente previstos.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/ Mohammed Torokman

Ler Mais
Transporte

Memorando entre Brasil e Peru amplia voos e fortalece transporte aéreo

Brasil e Peru assinaram um novo acordo para ampliar o transporte aéreo internacional entre os dois países. O Memorando de Entendimento elimina restrições operacionais, aumenta a oferta de voos e fortalece a segurança jurídica das operações, principalmente no transporte de cargas.

O documento foi firmado entre a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a autoridade aeronáutica peruana, atualizando o acordo bilateral de serviços aéreos.

Fim do limite de voos entre Brasil e Peru

Com o novo entendimento, deixa de existir qualquer limitação no número de voos entre os dois mercados. Na prática, as companhias aéreas passam a definir livremente a quantidade de operações de passageiros e carga, conforme a demanda.

A medida amplia a liberdade operacional das empresas e cria ambiente mais competitivo, favorecendo a expansão da malha aérea e o crescimento do fluxo bilateral.

O acordo também formaliza a possibilidade de realização de voos exclusivamente cargueiros, com maior flexibilidade logística, o que deve impulsionar o comércio exterior entre Brasil e Peru.

Mercado aéreo em expansão

O tráfego entre os dois países já apresenta crescimento consistente. Em 2025, a rota movimentou aproximadamente:

  • 900 mil passageiros
  • Mais de 16 mil toneladas de carga
  • Cerca de 6 mil decolagens ao longo do ano

Para a temporada Verão Iata 2026 (29 de março a 31 de outubro), estão previstas cerca de 69 frequências semanais operadas por:

  • LATAM Airlines (Brasil e Peru)
  • Sky Airline (unidade peruana)

Os voos conectam Lima a cidades brasileiras como Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro (Galeão) e São Paulo (Guarulhos).

Mais conectividade e integração regional

Segundo a Anac, o memorando consolida entendimentos já negociados anteriormente e moderniza o marco regulatório bilateral, alinhando-o às melhores práticas internacionais.

A ampliação da conectividade deve:

  • Estimular a concorrência entre empresas
  • Fortalecer o transporte de cargas aéreas
  • Aumentar a oferta de voos internacionais
  • Impulsionar o desenvolvimento econômico regional

A agência reguladora afirma que seguirá negociando acordos para expandir a conectividade internacional do Brasil, garantindo mais opções para passageiros e oportunidades ao setor aéreo.

FONTE: ANAC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANAC

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook