Logística

Multilog reduz em 75% o tempo de liberação de cargas com automação da averbação de importações

A Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do Brasil, alcançou uma redução de 75% no tempo médio de liberação de cargas em seus recintos alfandegados com a implantação da Automação da Averbação de DI (Declaração de Importação). A inovação faz parte do processo de transformação digital da companhia, consolidando sua posição como referência em eficiência e modernização no comércio exterior brasileiro.

Liberação de cargas em menos de 30 minutos

Com a automação, o tempo médio de liberação caiu de duas horas para menos de 30 minutos, gerando uma economia estimada de R$ 1,5 milhão apenas em tempo de equipe no último ano. Além da agilidade, a tecnologia trouxe padronização nacional, redução de custos operacionais, eliminação de deslocamentos e fortalecimento da cultura orientada a dados.

Os importadores também foram beneficiados, com menor custo de armazenagem e transporte, mais previsibilidade e transparência e processos aduaneiros mais ágeis e precisos. Já a Receita Federal do Brasil (RFB) passou a contar com informações mais confiáveis e rastreáveis, o que contribuiu para reduzir inconsistências, consultas manuais e melhorar o compliance aduaneiro.

Segundo a Multilog, a Receita participou do projeto desde o início, com alinhamentos técnicos e operacionais para garantir que todas as etapas respeitassem as normas legais. Com isso, todo o fluxo — da recepção da DI às validações fiscais, liberações e entrega das cargas — passou a ocorrer de forma totalmente automatizada, com notificações automáticas e visibilidade completa ao cliente.

“A Multilog é pioneira no Brasil na automação completa e em escala nacional. A Automação da Averbação de DI elevou o padrão de eficiência do comércio exterior, trazendo ganhos concretos para a Receita Federal, os clientes e o mercado”, destacou Leonardo Moura, gerente de TI da empresa.

Jornada rumo à automação completa

A digitalização da averbação de DI começou em 2016, quando a Multilog automatizou apenas etapas básicas, como a validação do status do documento aduaneiro. Ainda assim, atividades como pagamento de impostos, validação de notas fiscais e verificação de eventos Siscarga eram feitas manualmente.

Em 2024, a companhia implementou a automação total de ponta a ponta, cobrindo desde a recepção dos documentos até a entrega final das mercadorias. Antes da mudança, o processo era altamente manual e descentralizado, com tempo médio (SLA) de duas horas por DI, explicou Moura.

O projeto, desenvolvido internamente, levou seis meses entre a fase de planejamento e a implantação nas primeiras unidades alfandegadas. Entre os diferenciais, estão a integração total com os sistemas internos Genius e SARA, a padronização nacional e a orquestração completa do processo aduaneiro.

Reconhecimento em inovação logística

A iniciativa rendeu à Multilog o Prêmio Comex Tech Fórum 2025, que reconhece empresas inovadoras do setor de comércio exterior. O compromisso contínuo da companhia com a inovação, a excelência operacional e a sustentabilidade também lhe garantiu destaque em premiações como o IT Forum 100+ Inovadoras e o TOTVS Brasil que Faz 2025.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Multilog

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Logística

O modelo de locação que está revolucionando a intralogística nacional

Esteiras Motorizadas: a solução que nasceu da necessidade de automatizar sem investir milhões.

A Esteiras Motorizadas surgiu com uma proposta inovadora em um mercado dominado pela venda de equipamentos. Muitas empresas precisam de automação, mas não possuem orçamento para aquisição. O modelo tradicional de venda exclui negócios que necessitam dessas ferramentas, e foi a partir desse cenário que nasceu a ideia da locação de equipamentos: gerar ganhos financeiros sem investimento, oferecendo soluções inteligentes, produtivas e acessíveis. Dessa forma, as empresas podem aumentar a produtividade de suas operações de imediato.

A locação como resposta à realidade econômica brasileira

A condição econômica do Brasil impulsionou essa decisão. Investir milhões em automação não é viável para a maioria das companhias, e o modelo de locação permite acesso imediato à tecnologia, sem custos de aquisição, reduzindo despesas e acelerando resultados. Assim, a locação garante competitividade e torna o avanço tecnológico possível para empresas de diferentes portes.

Com anos de experiência em operações de intralogística e foco em soluções produtivas e acessíveis, a Esteiras Motorizadas se consolidou como pioneira na locação de equipamentos para automação intralogística. A empresa desenvolveu simuladores que demonstram, de forma prática, os benefícios da locação em comparação à compra e à operação manual x automatizada, transmitindo segurança e confiança na tomada de decisão. O resultado é evidente: redução de custos, aumento da produtividade e melhores condições de trabalho, sem necessidade de capital imobilizado.

As soluções oferecidas são completas e seguras, voltadas especialmente a operações de cargas batidas como: descarga, carregamento, checkout de e-commerce, separação de rotas e montagem de kits. O serviço inclui avaliação “in loco”, implantação com acompanhamento técnico, apoio em cálculos de ganhos operacionais, manutenção preventiva e projetos personalizados. Todos os equipamentos seguem as normas da NR12, garantindo segurança e conformidade legal.

Resultados reais que comprovam ganhos operacionais

Os impactos são comprovados. Em um caso real, o tempo de descarga em uma operação de luvas de contêineres caiu de 12 horas para 4h30 com o uso dos nossos equipamentos, resultando em aumento da produtividade e economia. Em média, os resultados alcançam um saving líquido de R$ 100 mil por ano com redução de custos de mão de obra, além de ganhos como menor absenteísmo, aumento da capacidade instalada e melhor ergonomia.

Diante da escassez de mão de obra, especialmente em regiões com baixo desemprego como o sul do país, a automação tornou-se obrigatória. Empresas que não investirem nesse caminho terão dificuldades em se manter competitivas. O modelo de locação da Esteiras Motorizadas democratiza o acesso à automação, tornando-a viável até para empresas menores.

Inovação e proximidade com o mercado

Por ser jovem, a empresa não se prende a modelos tradicionais e atua próxima aos clientes, oferecendo soluções alinhadas às reais necessidades do mercado. Reconhecida como pioneira no modelo de locação para intralogística no Brasil, a Esteiras Motorizadas já trabalha lado a lado com grandes players e mira a expansão nacional, investindo em novas tecnologias voltadas à inteligência operacional.

Para a empresa, a automação não é mais uma opção, mas um caminho obrigatório para o crescimento e a competitividade. O diferencial está em oferecer um modelo acessível e sustentável, que transforma operações logísticas de forma inteligente, garantindo melhores resultados para todo o setor.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior, Tecnologia

Tecnologia e Estratégia: a Revolução da Inteligência Artificial e do Big Data no Comércio Exterior

O comércio exterior vive uma revolução silenciosa, mas profunda, movida por tecnologias emergentes como a Inteligência Artificial (IA) e o Big Data. Em um cenário global altamente dinâmico, essas ferramentas vêm transformando a forma como as empresas se posicionam internacionalmente, passando da intuição à tomada de decisões baseadas em dados concretos.

Segundo a especialista em Comércio Exterior Mariana Pires Tomelin, o uso dessas tecnologias deixou de ser um diferencial para se tornar uma necessidade estratégica. “A IA permite analisar grandes volumes de informações em tempo real, identificar padrões de comportamento de consumo, antecipar variações de demanda e até sugerir mercados com maior potencial de aceitação para um determinado produto”, afirma.

Com mais de 15 anos de experiência na internacionalização de indústrias e à frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana destaca que sistemas inteligentes também ajudam a prever riscos cambiais, automatizar classificações fiscais, sugerir rotas logísticas mais eficientes e garantir o cumprimento de regulamentações locais. “O resultado é a redução de custos e o aumento da eficiência operacional”, explica.

Já o Big Data oferece uma leitura ampla e profunda do mercado internacional, permitindo acompanhar o comportamento de concorrentes, identificar tendências de preço e reconhecer oportunidades em mercados ainda pouco explorados. “A combinação entre volume, velocidade e variedade dos dados gera uma inteligência de mercado muito mais sofisticada, tornando possível a tomada de decisões com menor margem de erro”, reforça.

No entanto, Mariana alerta: é fundamental que as empresas tenham profissionais capacitados não apenas nas práticas técnicas do comércio exterior, mas também com fluência digital e capacidade de interpretar os dados. “Mais do que dominar leis e tratados, o novo profissional da área precisa ter um pensamento estratégico orientado por dados”, afirma.

Com domínio de seis idiomas e atuação em negociações multiculturais, Mariana é referência na aplicação de business intelligence internacional. Sua missão é clara: “Tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador para empresas brasileiras que desejam conquistar o mundo.”

Para ela, a integração entre tecnologia e inteligência humana é o caminho para uma atuação internacional mais competitiva e alinhada às exigências de um mercado globalizado. “Investir em IA e Big Data é investir na longevidade e na relevância da empresa no cenário internacional do presente e do futuro”, conclui.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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Evento, Portos

InovaPortos 2025 atraiu mais de 700 pessoas em dois dias de evento sobre Transformação Digital e IA

Mais de 700 pessoas passaram pelo InovaPortos 2025 durante os dois dias de evento, realizado pelo Porto do Itaqui em parceria com o Sebrae Maranhão. A 6ª edição, ocorrida nos dias 17 e 18 de junho no Multicenter Sebrae, reafirmou o evento como um dos principais fóruns de inovação portuária do país ao reunir especialistas, autoridades, startups e estudantes em torno de um tema central: como a inteligência artificial e a transformação digital estão moldando o presente e o futuro dos portos brasileiros.

“Finalizamos o evento com a sensação de dever cumprido. Além das principais autoridades portuárias do Brasil, do Ministério de Portos e Aeroportos, da Antaq e das mais diversas empresas, nós conseguimos reunir diferentes atores da sociedade para falar de inovação, de tecnologia e de transformação digital nos portos. Foi histórico!”, destacou a presidente em exercício do Porto do Itaqui, Isa Mary Mendonça.

Com uma programação intensa, o evento promoveu palestras, painéis temáticos, apresentações institucionais, estandes de empresas e até um torneio de robótica com a participação de alunos da rede pública e privada do Maranhão. A proposta foi clara: conectar diferentes gerações e setores em torno da inovação, desde a educação básica até os tomadores de decisão na gestão portuária.

Entre os destaques, estiveram nomes como Arthur Igreja, um dos principais palestrantes brasileiros na área de inovação e tecnologia, que marcou presença no primeiro dia de evento para falar sobre transformação digital com IA, os impactos na produtividade e os efeitos nas organizações ao longo do tempo.

IA, Porto 4.0 e robótica em foco 

No primeiro dia de programação, o Inova discutiu as tendências da IA na indústria e logística, com representantes da Transpetro, Vale, Eletrobras e ANTAQ. Houve ainda um painel direcionado a “Startups e Governo”, que discutiu o Marco Legal das Startups e a Lei do Bem, além do Torneio de Robótica, com participação de estudantes de escolas públicas e privadas do Maranhão.

Ao longo da tarde, a Caravana da Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) trouxe o diretor de políticas setoriais, planejamento e inovação do MPor, Tetsu Koike, seguido de painéis sobre o trabalho portuário na era 4.0, pitches de startups, inovação social e governança do ecossistema de inovação.

Durante sua fala, Koike ressaltou a importância de engajar agentes públicos e privados, fortalecer a cultura de inovação e buscar novas formas de financiamento contínuo. Ele também apresentou iniciativas do MPor como o Programa Navegue Simples e a Política de Sustentabilidade, que abrangem diversos modais logísticos. “O porto organizado é um bem público. Ele cumpre uma função essencial e estratégica para o Brasil”, comunicou.

Conexões 

Além das palestras e painéis, o Inova contou com estandes de várias empresas, pesquisadores, estudantes e do programa de Residência Portuária em Inovação do Itaqui. Todos apresentaram seus projetos e produtos inovadores a quem passou pelo evento.

O Torneio de Robótica foi outro diferencial do fórum ao envolver estudantes do ensino básico em projetos de tecnologia aplicada ao setor portuário. A professora Hellen Xavier, que veio de São Paulo para participar do evento, elogiou a iniciativa.

“Parabéns por terem trazido jovens para exporem seus projetos de robótica. Isso aproxima a academia do mercado de trabalho, inspira novas gerações e ajuda a trazer inovação, tecnologia e soluções.  Também parabenizo os organizadores, que convidaram profissionais de mercado para debater e trazer ideias em palestras que se complementaram”, destacou a professora.

Já o jovem pesquisador Davi Guimarães, que participa de uma pesquisa financiada pelo Porto do Itaqui sobre ROV Marinho, apresentou o modelo “Manta”, um veículo autônomo para batimetria no porto. “O InovaPortos foi uma oportunidade incrível para fazermos contatos com diversas empresas e de confirmar o nosso compromisso com a entrega do projeto”, destacou o pesquisador.

Evolução da Inovação no setor portuário 

Para Angelino Caputo, presidente-executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (ABTRA), o InovaPortos cumpre um papel essencial. “Normalmente, as empresas e as entidades são um pouco conservadoras, chegam até a ter um pouco de medo de inovação. Então o Inova vem cobrir essa lacuna. Eu, sempre que posso, participo”, opinou.

Roberto Paveck, economista da autoridade Portuária de Santos, explicou que a sexta edição do InovaPortos representou um ponto de evolução da inovação no contexto portuário. “Participo desde a primeira edição do Inova e pude ver a evolução desse projeto no porto com grandes transformações ao longo dos anos”, comentou o economista.

Inovação com talentos locais 

O segundo e último dia de evento foi aberto com a palestra do Eduardo Peixoto, CEO do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR), que compartilhou a jornada do Centro como catalisador de inovação aberta no Brasil.

Em seguida, houve as apresentações dos painéis sobre Port Community System (PCS) e a gestão portuária baseada em dados; Smart Ports, com foco em IA, IoT e automação; Inovações na indústria e logística, com cases do Grupo Mateus, Suzano e CLI e Hubs de inovação. Para finalizar, o evento trouxe cases de sucesso em portos brasileiros, com experiências de Itapoá, Santos, Suape e Itaqui.

Sobre o Porto do Itaqui, o gerente de pesquisa, desenvolvimento e inovação, Gabriel Mateucci Cassia, apresentou um panorama das principais iniciativas inovadoras em andamento, com destaque para o Programa de Residência Portuária em Inovação. Pioneiro no Brasil, o programa reúne jovens talentos maranhenses para atuarem diretamente em desafios reais do setor logístico-portuário, desenvolvendo soluções práticas e estratégicas para a modernização e a eficiência das operações no porto.

“A missão do nosso programa é contribuir com a transformação do Maranhão em um hub de conhecimento do setor portuário. E a gente faz isso a partir da formação da mão de obra local e oferecendo, à população maranhense, a possibilidade de se integrar ao nosso complexo portuário”, enfatizou.

Prêmio Porto do Itaqui 

O InovaPortos foi encerrado em clima de celebração com a entrega do Prêmio Porto do Itaqui, que homenageou iniciativas maranhenses de destaque em sete categorias.  Os vencedores que conquistaram o primeiro lugar foram:

  • Produção Acadêmica
    Alexsandro Sousa Brito (UFMA)
    Estudo sobre a atividade portuária e o emprego no Maranhão.
  • Jornalismo
    Linda Rafaelly Rodrigues dos Santos (TV UFMA)
    Reportagem sobre o protagonismo feminino na logística portuária.
  • Redação
    Isadora Correa Nogueira (CEMAT)
    Texto sobre privacidade de dados na era digital.
  • Empresa Inovadora
    Gabriela Colonhese (Ultracargo)
    Projeto de inspeção e limpeza robotizada de tanques.
  • Robótica
    IEMA Itaqui-Bacanga
    Projeto “WearSafe: Tecnologia Assistiva e IoT do Porto do Itaqui”.
  • Hackathon do Complexo Portuário Maranhense
    Equipe 19, liderada por Maria Eduarda Rezzo
    Solução voltada à inovação em Equipamentos de Proteção Individual para trabalhadores portuários.

A lista completa dos vencedores de todas as categorias está disponível em: https://www.fapema.br/edital-fapema-emap-no-07-2025/ .

Você pode assistir a programação completa do InovaPortos pelo canal do YouTube do Porto do Itaqui: https://www.youtube.com/watch?v=tvIMdFUI910 .

Fonte: Informativo dos Portos

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