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Banco Central atualiza regras para pagamentos internacionais e reforça segurança no eFX

O Banco Central anunciou mudanças nas normas que regem os pagamentos internacionais, com foco em ampliar a segurança das operações e garantir maior transparência no uso do serviço de transferências internacionais, conhecido como eFX.

A medida, resultado de consulta pública realizada em 2025, busca alinhar o Brasil às melhores práticas globais de combate a ilícitos financeiros, além de fortalecer a supervisão sobre as operações realizadas por empresas e instituições financeiras.

Serviço eFX passa a ter regras mais rígidas

Com a nova regulamentação, o serviço de transferência internacional (eFX) passa a ser exclusivo de instituições autorizadas pelo Banco Central. Empresas que ainda não possuem essa autorização poderão continuar operando temporariamente, desde que solicitem a regularização até maio de 2027.

O eFX é amplamente utilizado para diferentes finalidades, como compras no exterior, contratação de serviços internacionais e envio de recursos para outros países.

Mais proteção ao usuário e fiscalização reforçada

Entre as exigências estabelecidas, as instituições deverão enviar relatórios mensais detalhados ao Banco Central, aumentando o nível de monitoramento das operações. Além disso, será obrigatório o uso de contas segregadas, destinadas exclusivamente à movimentação de recursos de clientes, o que amplia a proteção financeira dos usuários.

As mudanças reforçam o compromisso com a segurança financeira, reduzindo riscos e garantindo maior confiabilidade nas transações internacionais.

Ampliação para investimentos no exterior

A nova norma também amplia o alcance do serviço eFX ao permitir transferências destinadas a investimentos no mercado financeiro e de capitais, tanto no Brasil quanto no exterior.

Nesse caso, o limite estabelecido é de até US$ 10 mil por operação, facilitando o acesso de investidores a oportunidades internacionais com maior controle regulatório.

Com a atualização, o Banco Central busca modernizar o ambiente de câmbio e pagamentos internacionais, tornando o sistema mais seguro, eficiente e alinhado às exigências globais.

FONTE: Banco Central do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha PE

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Comércio Exterior

Stablecoins ganham espaço nas transferências internacionais e já são realidade no comércio exterior brasileiro

Rapidez, baixo custo e operação 24/7 estão entre os principais fatores que explicam o avanço das stablecoins como alternativa ao sistema bancário tradicional nas transferências internacionais. No Brasil, o recurso já começa a ser incorporado por empresas que atuam no comércio exterior e na logística — e já é oferecido pela Advanced Grupo, ampliando as opções de liquidação internacional para seus clientes.

Mas afinal, o que são stablecoins e por que elas estão no radar de quem opera globalmente?

O que são stablecoins?

Stablecoins são ativos digitais lastreados em moedas fiduciárias, como o dólar ou o euro. Diferentemente de criptomoedas voláteis, como o Bitcoin, elas mantêm paridade com o ativo de referência — geralmente 1 stablecoin equivale a 1 dólar.

Na prática, funcionam como um “dólar digital”, que pode ser transferido internacionalmente por meio de blockchain, sem a necessidade de bancos intermediários ou do sistema SWIFT.

Por que as stablecoins estão sendo usadas no comércio exterior?

Segundo Gledson Costa, especialista em Planejamento Estratégico da Advanced Grupo as stablecoins já se mostram mais eficientes em diversos cenários internacionais. “Existem operações em que as stablecoins são claramente mais eficientes do que o sistema bancário tradicional, como exportações para países com restrições bancárias ou dificuldade de acesso ao dólar”, explica.

Um dos principais diferenciais está na eliminação de intermediários. Enquanto uma transferência via SWIFT pode envolver três ou quatro instituições financeiras, as stablecoins permitem pagamentos diretos de ponta a ponta, reduzindo tempo, custo e complexidade operacional.

Custo, velocidade e disponibilidade: a grande diferença

A comparação entre os dois modelos evidencia por que o tema ganhou relevância no setor:

  • SWIFT:
    • Liquidação média entre 5 e 7 horas
    • Custos elevados e pouco previsíveis
    • Restrito a dias úteis e horários bancários
  • Stablecoins:
    • Liquidação entre segundos e, no máximo, 1 minuto
    • Custo médio em torno de US$ 0,30 por transação
    • Operação 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive feriados

“Mesmo em redes congestionadas, dificilmente vemos uma transação ultrapassar US$ 0,70 de custo. Isso é uma mudança estrutural quando falamos de pagamentos internacionais”, destaca Gledson.

Além disso, as stablecoins permitem transferências para praticamente qualquer lugar do mundo, inclusive países com sistemas financeiros menos integrados ao dólar, ampliando o alcance das operações internacionais.

E a questão regulatória?

Apesar de ainda gerar dúvidas, o ambiente regulatório está em rápida evolução. Para o especialista, o desafio não é exatamente a regulação em si, mas a insegurança jurídica global, que vem sendo endereçada. “Hoje já temos marcos regulatórios claros em várias regiões. A Europa opera sob o MiCA, os Estados Unidos avançam com iniciativas como o Genius Act, e no Brasil o tema já está regulamentado pelo Banco Central, com vigência prevista para fevereiro”, afirma.

Esse movimento aponta para um cenário de integração global via blockchain, semelhante ao que o SWIFT representou nas últimas décadas — porém com mais eficiência.

Compliance e gestão de riscos: o que muda?

Do ponto de vista das empresas, os processos de compliance não sofrem mudanças radicais. A base utilizada nas transferências internacionais tradicionais continua válida, com adaptações para o universo cripto. “O maior desafio está nas instituições financeiras, que precisam evoluir seus frameworks de AML para incluir conceitos como KYT (Know Your Transaction) e a Travel Rule”, explica Gledson.

A rastreabilidade da blockchain, nesse contexto, torna-se um diferencial importante, permitindo maior transparência e monitoramento das operações.

Stablecoins vão substituir o SWIFT?

A tendência, segundo o especialista, não é de substituição, mas de convivência entre os modelos. “Assim como hoje escolhemos entre PIX ou TED, no futuro as empresas vão escolher entre SWIFT ou stablecoins, dependendo do tipo de operação, urgência, custo e corredor internacional”, avalia.

Ou seja, as stablecoins surgem como mais uma ferramenta estratégica, especialmente vantajosa para operações que exigem rapidez, previsibilidade de custos e disponibilidade contínua.

Uma nova alternativa já disponível no mercado

Com a oferta do serviço pela Advanced Grupo, empresas brasileiras passam a ter acesso a uma solução moderna de liquidação internacional, alinhada às transformações digitais do comércio exterior e da logística global.

Mais do que uma tendência, as stablecoins começam a se consolidar como um novo pilar da eficiência financeira internacional, ampliando possibilidades e reduzindo barreiras para quem opera além das fronteiras.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: ILUSTRATIVA / FREEPIK

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