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Fechamento do espaço aéreo prolonga voos e aumenta emissões da aviação

O avanço dos conflitos geopolíticos está criando um efeito colateral que vai além da segurança e dos custos das companhias aéreas: o impacto ambiental. Com áreas inteiras do espaço aéreo fechadas ou restritas, aeronaves precisam adotar trajetos mais longos para chegar aos mesmos destinos.

A mudança aumenta o tempo de viagem, eleva o consumo de combustível e, consequentemente, amplia as emissões de CO₂ da aviação. O cenário coloca em xeque parte dos ganhos de eficiência obtidos pelo setor nos últimos anos.

Mas, afinal, como as restrições ao espaço aéreo internacional estão alterando as rotas, encarecendo as operações e agravando a pegada climática dos voos de longa distância?

Por que um espaço aéreo pode ser fechado?

O fechamento ou a restrição de uma região do espaço aéreo pode ocorrer por diferentes motivos. Entre eles estão ameaças à segurança, exercícios militares, lançamento ou atividade de mísseis e drones, conflitos políticos, greves de controladores de tráfego aéreo, desastres naturais e condições meteorológicas extremas.

Além disso, uma restrição não necessariamente impede todas as aeronaves de utilizarem determinada área. Na Ucrânia, por exemplo, todo o espaço aéreo permanece fechado à aviação civil. Na Rússia, por outro lado, as restrições atingem especificamente companhias aéreas da União Europeia.

Órgãos reguladores também podem determinar ou recomendar que empresas evitem determinadas regiões. É o caso da Federal Aviation Administration (FAA), nos Estados Unidos, e da European Union Aviation Safety Agency (EASA), na Europa.

As próprias companhias aéreas também podem optar por não utilizar determinadas rotas, levando em conta suas avaliações internas de risco operacional e segurança.

Na Europa, o sistema Flexible Use of Airspace, administrado pela Eurocontrol, busca liberar para a aviação civil áreas reservadas às atividades militares quando elas deixam de ser necessárias. Para os voos de longa distância, entretanto, conflitos prolongados em pontos estratégicos podem alterar a malha internacional durante meses ou até anos.

Conflitos aumentam o tempo dos voos

Um dos exemplos mais claros envolve a rota entre Helsinque e Tóquio operada pela Finnair. Segundo dados apresentados pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) em 2023, a viagem passou de aproximadamente nove para 13 horas depois que a companhia perdeu o acesso ao espaço aéreo russo — um aumento de 44%.

Em comunicado divulgado em abril de 2026, a Finnair informou que os voos para Japão e Coreia do Sul passaram a exigir de duas a quatro horas adicionais em determinadas circunstâncias.

A situação também se agravou após a escalada das hostilidades no Oriente Médio, em 28 de fevereiro de 2026. O fechamento de áreas do espaço aéreo e de aeroportos obrigou diversas empresas a redesenhar suas rotas.

Segundo a Finnair, viagens com destino à Índia, Tailândia e Singapura passaram a levar cerca de uma a duas horas a mais devido aos desvios provocados pela situação na região.

Rotas entre Ásia e América do Norte também foram afetadas

Os impactos chegaram ainda aos voos que conectam diretamente a Ásia e a América do Norte.

Em março de 2026, a Air India passou a direcionar para oeste algumas operações com destino à Europa e à América do Norte, utilizando corredores disponíveis sobre Omã, Arábia Saudita e Egito.

Os desvios fizeram com que determinados voos entre a Índia e a América do Norte ficassem longos o suficiente para exigir escalas técnicas em cidades como Roma ou Viena antes da continuação da viagem pelo Atlântico.

A companhia informou que as novas rotas elevaram o tempo de voo e acrescentaram complexidade às operações.

Mesmo após uma trégua temporária no conflito do Oriente Médio, algumas áreas permanecem sob alerta. A EASA continua recomendando que as empresas aéreas evitem o sobrevoo de países e regiões como Irã, Iraque e Líbano.

Combustível mais caro chega ao bolso do passageiro

Os desvios não afetam apenas o planejamento operacional das companhias. O aumento do consumo de combustível também pode ser repassado aos viajantes por meio de sobretaxas de combustível.

A Air India começou a cobrar valores adicionais em 10 de março de 2026, poucos dias após a escalada das tensões no Oriente Médio. A empresa justificou a medida pelo aumento dos preços do combustível de aviação associado à situação geopolítica no Golfo.

Para voos com destino à América do Norte, a sobretaxa por trecho passou de US$ 150 para US$ 200 e, posteriormente, chegou a US$ 280 em abril.

A All Nippon Airways (ANA) também adotou uma cobrança adicional. Em abril, a empresa anunciou uma sobretaxa de 56 mil ienes por trecho em determinados voos entre o Japão e a América do Norte ou Europa, considerando itinerários com origem fora do Japão.

O valor subiu para 65 mil ienes em julho e agosto. Em 1º de setembro, porém, a cobrança foi reduzida para 55 mil ienes, após medidas adotadas pelo governo japonês ajudarem a aliviar parte da pressão sobre os custos de combustível.

Na mesma data, a Emirates manteve suas sobretaxas. As viagens entre Japão e Dubai tinham cobrança adicional de 48 mil ienes por trecho, enquanto os voos do Japão para Europa ou Américas apresentavam sobretaxa de 49 mil ienes.

Voos mais longos significam mais emissões

O aumento das distâncias percorridas também tem consequências ambientais. Durante a interrupção do espaço aéreo no Oriente Médio, a Eurocontrol calculou o impacto dos desvios em relatório publicado em 31 de março de 2026.

A estimativa apontou que cerca de 1.150 voos por dia estavam sendo desviados para evitar áreas de conflito. Quando considerados também os voos que atravessavam a Europa com origem ou destino na América do Norte, o número chegava a aproximadamente 1.360 operações diárias.

Somadas, essas aeronaves percorriam cerca de 206 mil quilômetros adicionais todos os dias.

Esse aumento representava um consumo extra de aproximadamente 602 toneladas métricas de combustível diariamente. As operações também acrescentavam mais de 1.900 toneladas métricas de CO₂ e 3,3 toneladas métricas de NOx, os chamados óxidos de nitrogênio, por dia.

Impacto climático desafia metas da aviação

Os números ajudam a dimensionar o efeito dos desvios sobre o impacto ambiental da aviação. De acordo com estimativa da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), um automóvel convencional movido a gasolina emite cerca de 4,6 toneladas métricas de CO₂ por ano.

Nesse parâmetro, as 1.900 toneladas métricas de CO₂ adicionais geradas diariamente pelos desvios equivalem aproximadamente às emissões anuais de mais de 400 carros médios nos Estados Unidos.

O problema ganha importância caso as rotas mais longas deixem de ser uma situação excepcional e se tornem permanentes. Nesse cenário, parte dos ganhos obtidos pelas companhias com novas aeronaves, tecnologias e medidas de eficiência energética pode ser anulada pela necessidade de voar distâncias maiores.

Tráfego aéreo europeu também entra no debate

A discussão sobre rotas mais longas não se limita aos conflitos militares. A Ryanair também aponta problemas relacionados à gestão do tráfego aéreo europeu.

A companhia argumenta que aeronaves obrigadas a contornar áreas de espaço aéreo indisponíveis acabam percorrendo distâncias maiores, aumentando as emissões sem acrescentar qualquer benefício ao transporte.

Em comunicado, o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, citou as greves do controle de tráfego aéreo francês e afirmou que cerca de 20% dos voos da União Europeia passam pelo espaço aéreo da França.

Segundo a empresa, dois dias de paralisações provocaram o cancelamento de 1.500 voos e afetaram os planos de viagem de aproximadamente 270 mil passageiros da União Europeia.

A companhia defende, em uma petição, que uma administração mais eficiente do tráfego aéreo europeu poderia diminuir cancelamentos e desvios e, ao mesmo tempo, reduzir em cerca de 10% as emissões de carbono da aviação.

O cenário mostra como decisões geopolíticas, restrições operacionais e gestão do espaço aéreo passaram a ter impacto direto não apenas sobre o preço e a duração das viagens, mas também sobre os objetivos climáticos da aviação mundial.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: NurPhoto/Getty

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Aeroportos

Aviação comercial registra recorde histórico com 153,3 mil voos em 24 horas

A aviação comercial mundial alcançou um novo marco ao registrar 153.359 voos em apenas 24 horas. O recorde foi contabilizado na última quinta-feira pela plataforma Flightradar24, que monitora o tráfego aéreo em tempo real. O resultado representa o maior volume de operações já registrado pelo sistema e reflete o forte aumento da demanda por viagens durante o período de férias de verão no Hemisfério Norte.

Novo recorde supera marcas registradas em 2023

De acordo com a plataforma, os últimos dias de julho tradicionalmente estão entre os períodos mais movimentados do calendário da aviação mundial, impulsionados pelas férias escolares na Europa e na América do Norte. Em 2026, porém, o fluxo de aeronaves ultrapassou todos os recordes anteriores.

A marca anterior havia sido registrada em 13 de julho de 2023, quando foram monitorados 137.225 voos em um único dia. Antes disso, o maior número era de 134.396 operações, alcançado em 6 de julho de 2023.

Monitoramento inclui voos de passageiros e carga aérea

O levantamento realizado pela Flightradar24 reúne voos comerciais de passageiros, tanto regulares quanto fretados, além das operações de carga aérea acompanhadas pela rede de rastreamento da plataforma.

A empresa destaca que os números representam as aeronaves monitoradas por seu sistema, já que não existe uma base de dados global capaz de registrar a totalidade dos voos comerciais realizados diariamente. Ainda assim, a plataforma é considerada uma das principais referências internacionais para acompanhar o tráfego da aviação comercial.

Europa, América do Norte e Ásia concentram maior fluxo aéreo

A animação divulgada pela Flightradar24 mostra milhares de aeronaves em operação simultaneamente, com maior concentração sobre a Europa, a América do Norte e parte da Ásia.

O cenário reflete o auge da temporada de verão no Hemisfério Norte, período em que milhões de passageiros viajam e as companhias aéreas ampliam suas malhas para atender ao crescimento da procura por voos.

O novo recorde evidencia a recuperação e a expansão contínua do transporte aéreo global, impulsionadas pelo aumento da demanda por viagens internacionais e domésticas durante uma das épocas mais movimentadas do ano.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Aeroportos

Falha em satélite da Embratel causa impactos em aeroportos de São Paulo

Uma falha em um satélite da Embratel provocou transtornos operacionais em alguns aeroportos de São Paulo nesta segunda-feira (2). A informação foi confirmada à CNN pelo diretor-presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), Tiago Fairstein.

Segundo o dirigente, o incidente não teve qualquer ligação com o Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), hipótese que chegou a ser considerada nas primeiras análises. O problema foi identificado na frequência utilizada para a comunicação entre o satélite e as torres de controle responsáveis pelo gerenciamento do tráfego aéreo.

Nem todos os aeroportos foram afetados

De acordo com a Anac, a falha não comprometeu a totalidade dos aeroportos paulistas. Por esse motivo, as operações aéreas não chegaram a ser interrompidas completamente.

Apesar disso, alguns terminais registraram reflexos nas atividades, com impactos em pousos e decolagens, gerando ajustes pontuais na rotina operacional.

Anac avalia extensão dos impactos na malha aérea

Os órgãos responsáveis seguem analisando os efeitos da ocorrência sobre a malha aérea brasileira. A expectativa é que novos detalhes sejam divulgados após a conclusão do levantamento técnico realizado pelas equipes envolvidas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: GRU Airport

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Internacional

Como aviões comerciais continuam operando em meio a conflitos no Oriente Médio

Enquanto a tensão aumenta sobre o Irã e o Golfo, o tráfego aéreo comercial segue intenso, mesmo em rotas alteradas para garantir a segurança de passageiros e tripulações. O controle de voos tornou-se ainda mais complexo, exigindo coordenação e atenção máxima dos controladores de tráfego aéreo.

Tráfego aéreo desviado e rotas alternativas

Nos últimos 15 dias, enquanto drones e mísseis cruzavam o céu, controladores monitoravam aviões de passageiros por rotas mais seguras, ainda que congestionadas. Mapas de rastreamento mostram aumento de tráfego sobre regiões como Egito e Geórgia, à medida que as companhias aéreas buscam desviar aeronaves de áreas de risco.

Cada controlador supervisiona uma porção do espaço aéreo e coordena entradas e saídas com colegas. Em condições normais, um controlador acompanha cerca de seis aviões simultaneamente; em situações de conflito, esse número pode dobrar. Brian Roche, controlador aposentado do Reino Unido, alerta: “O cérebro consegue manter esse nível de concentração por apenas 20 a 30 minutos”.

Turnos curtos para evitar sobrecarga

Para lidar com o aumento do fluxo, os turnos de controladores são adaptados: normalmente, duram 45 a 60 minutos, seguidos por 20 a 30 minutos de descanso. Em períodos de guerra, a prática reduz os turnos para 20 minutos, com pausas iguais, garantindo segurança e concentração.

“Os controladores estão realizando turnos incríveis, lidando com volumes igualmente impressionantes de tráfego aéreo”, destaca Roche.

Lições do passado: MH17 e acidentes recentes

O acidente do voo MH17 da Malaysia Airlines, derrubado por um míssil em 2014 na Ucrânia e que matou 298 pessoas, exemplifica os riscos de voar sobre áreas de conflito. Mais recentemente, seis tripulantes americanos morreram após a queda de um avião-tanque no oeste do Iraque.

Incidentes assim reforçam a necessidade de rotas alternativas, planejamento antecipado e monitoramento constante do espaço aéreo.

Coordenação entre pilotos e controladores

Quando há fechamento parcial do espaço aéreo, os controladores informam os pilotos sobre rotas alternativas, combustível disponível e aeroportos aptos a receber cada tipo de aeronave. A separação segura entre aviões é fundamental, considerando turbulência causada por grandes jatos e diferenças de tamanho entre aeronaves.

Pilotos com experiência na região destacam que fechamentos repentinos são raros. “A maioria das companhias aéreas planeja com antecedência para evitar zonas de conflito. Neste caso, sabíamos que algo se formaria no Oriente Médio”, afirma John, piloto que prefere não ter seu nome divulgado.

Tripulação preparada e passageiros tranquilos

Além dos pilotos, comissários de bordo têm papel essencial em manter a calma dos passageiros durante conflitos. Hannah, que lidera equipes em voos de longa distância, ressalta: “Nosso trabalho vai muito além de servir refeições. Garantimos a segurança e o bem-estar dos passageiros em todas as situações”.

Alterações de rotas e escalas extras exigem adaptação da equipe, mas fazem parte da rotina. “Como comissários, sentimos que somos parte de uma grande família, unidos pelas asas”, completa Hannah.

Segurança e rotina aérea mantidas

Apesar dos desafios, o setor de aviação comercial continua a operar com segurança, disciplina e procedimentos rigorosos, garantindo que os passageiros cheguem ao destino mesmo em meio a crises geopolíticas.

FONTE: Estado de Minas
TEXTO: Redação
IMAGEM: FlightRadar24

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Aeroportos

Aviação regional no Sul do Brasil já representa um terço do tráfego aéreo em 2025

Setor registra 33,77% da movimentação nacional; capitais lideram, mas aeroportos regionais ampliam a conectividade e impulsionam turismo e economia.

A aviação regional no Sul do Brasil consolidou seu crescimento em 2025 e já responde por 33,77% de todo o tráfego aéreo nacional. O avanço é resultado da combinação entre a movimentação intensa nas capitais — Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis — e a expansão dos aeroportos de menor porte, que fortalecem o turismo, os negócios e a logística em cidades estratégicas.

Capitais lideram fluxo de passageiros

Somente em agosto, o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, registrou 599,4 mil passageiros. Curitiba aparece em seguida, com 495,2 mil embarques e desembarques, e Florianópolis contabilizou 310,4 mil passageiros no período.
Esses terminais seguem como os principais hubs da aviação regional no Sul do Brasil, com operações domésticas e internacionais cada vez mais estruturadas.

Aeroportos regionais reforçam integração

Além das capitais, aeroportos regionais vêm ganhando protagonismo na conectividade aérea. Entre os destaques, estão:

  • Navegantes – 180 mil passageiros
  • Maringá – 78,7 mil
  • Londrina, Joinville e Chapecó – entre 44 mil e 57 mil passageiros cada

Esses terminais têm papel estratégico na integração entre os estados, no escoamento da produção local e no estímulo ao turismo regional.

Investimentos federais e parcerias aceleram expansão

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a evolução do setor reflete os investimentos realizados em infraestrutura. Ele destaca que a modernização dos aeroportos melhora a qualidade dos serviços, aumenta a conectividade e favorece o desenvolvimento econômico das regiões atendidas.

Entre as ações em andamento estão:

  • R$ 13,6 milhões destinados a sistemas de aproximação de precisão (PAPIs) em 13 aeroportos regionais;
  • Melhorias estruturais voltadas à segurança operacional;
  • Concessões e parcerias público-privadas para manutenção e ampliação de terminais, como:
    • Passo Fundo (R$ 66,24 milhões)
    • Santo Ângelo (R$ 35,99 milhões)
  • Obras de acesso para facilitar o transporte de cargas e passageiros.

Voos internacionais fortalecem conexões

A expansão da aviação regional no Sul do Brasil também se estende ao mercado internacional. Em agosto, Florianópolis concentrou 52,47% da movimentação aérea internacional da região, seguida por Porto Alegre (31,27%) e Curitiba (13,26%).

Com fluxo voltado ao turismo, logística e negócios, os terminais do Sul intensificam a integração com grandes centros econômicos do Brasil e do exterior.

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: Julio Cavalheiro/Divulgação

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Aeroportos, Internacional, Notícias

Ciberataque repercute pelo 2° dia em aeroportos da Europa.

Situação melhorou, mas passageiros em Berlim, Londres e Dublin continuam a enfrentar filas maiores após pane em sistema de embarque no dia anterior. Bruxelas teve novos atrasos e cancelamentos.

Passageiros em aeroportos europeus continuaram a enfrentar atrasos e cancelamentos neste domingo (21/09), após um ataque cibernético afetar um provedor de serviços de sistemas de embarque.

Em relação ao dia anterior, entretanto, a situação melhorou no aeroportos de Berlim, Dublin e Londres. Bruxelas, entretanto, teve cancelamentos e atrasos.

Pane em sistema de check-in

Os aeroportos tinham relatado no sábado atrasos no atendimento a passageiros devido a problemas de TI, informou a Eurocontrol, organização que supervisiona o controle de tráfego aéreo.

Heathrow, em Londres, e o aeroporto Berlim-Brandemburgo (BER), que atende a capital alemã, disseram que a empresa americana Collins Aerospace foi afetada pelo ataque cibernético, que provocou pane no software da empresa que ajuda a fazer o check-in, imprimir cartões de embarque e etiquetas de bagagem, e despachar as bagagens.

A companhia, sediada nos EUA, citou no sábado uma “interrupção cibernética” em seu software em aeroportos “selecionados” na Europa, que começou na noite de sexta.

Não ficou imediatamente claro quem poderia estar por trás do ataque cibernético, mas especialistas disseram que poderiam ser hackers, organizações criminosas ou agentes estatais.

Espera mais longa em Berlim

Em um comunicado no domingo, o aeroporto de Berlim informou que viajantes devem continuar se preparando para enfrentar tempos de espera mais longos e possíveis atrasos.

O aeroporto afirmou que as operações nos terminais estavam decorrendo sem problemas e aconselhou os passageiros a efetuarem o check-in online ou em máquinas de autoatendimento no aeroporto.

Cancelamentos em Bruxelas

Neste domingo, o aeroporto de Bruxelas ainda enfrentava problemas consideráveis.

Ihsane Chioua Lekhli, porta-voz do aeroporto de Bruxelas, disse que 45 voos de ida e 30 de volta foram cancelados neste domingo, mais que o dobro do número do dia anterior: 25 partidas e 13 chegadas canceladas.

O ataque cibernético afetou apenas os sistemas de computador nos balcões de check-in, não nos quiosques de autoatendimento, disse ela, e as equipes estavam recorrendo a sistemas de backup alternativos e usando laptops para ajudar a lidar com o impacto.

Fonte: DW

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Internacional

Tráfego aéreo na América Latina e no Caribe cresce

Segundo o relatório de tráfego da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), em maio de 2025 viajaram 37,76 milhões de passageiros na região, o que representa um crescimento interanual de 2,6%, com 959 mil passageiros adicionais. Apesar de continuar em alta, o ritmo desacelerou em relação aos meses anteriores: 5,3% em abril, 4% em março e 5% em fevereiro.

Brasil: recorde no tráfego doméstico e crescimento internacional

O Brasil atingiu um recorde histórico no tráfego doméstico com 8,2 milhões de passageiros, um aumento de 6,3% em relação a maio de 2015 e de 14% sobre maio de 2024. Os meses de março a maio de 2025 foram os mais altos já registrados para voos internos.

Esse crescimento está relacionado a uma redução nos preços do transporte aéreo, que registrou uma deflação de 11,3% em comparação a maio de 2024, além de um aumento de 16,9% no consumo privado de serviços de transporte aéreo entre janeiro e abril.

Tráfego aéreo na América Latina

No segmento internacional, o Brasil cresceu 13,2% com 250 mil passageiros a mais, somando cinco meses consecutivos de recordes. A chegada de turistas internacionais vindos da América do Sul cresceu 38%, com destaque para um aumento de 93% vindo da Argentina.

Peter Cerdá, CEO da ALTA, alertou que propostas fiscais como a aplicação de um IVA de 26,5% sobre passagens aéreas podem colocar esse crescimento em risco.

Argentina: maior expansão percentual

A Argentina apresentou um crescimento interanual de 21% no tráfego doméstico e um aumento de 19% no tráfego internacional, impulsionado por uma alta de 52% nas saídas de residentes para o exterior.

Os destinos principais foram Brasil (+110%), Chile (+99%) e Europa (+45%), favorecidos por um câmbio favorável e pela eliminação de restrições a viagens internacionais.

Outros mercados e tendências regionais

  • México cresceu 2,1% no tráfego doméstico e internacional, embora com quedas em rotas principais para os EUA.
  • Colômbia e Chile registraram quedas no tráfego doméstico, de 6,2% e 1%, respectivamente, afetadas por fatores econômicos e fiscais.
  • Pela primeira vez desde abril de 2021, o tráfego internacional extrarregional caiu 0,6%.

Expansão do tráfego internacional intrarregional

As rotas dentro da região cresceram 15,4%, com destaque para pares como Argentina–Brasil, Colômbia–Panamá, Brasil–Chile e Argentina–Chile.

Indicadores-chave de janeiro a maio de 2025

  • Capacidade (ASK) cresceu 3,2%
  • Demanda (RPK) aumentou 3,0%
  • Fator de ocupação médio foi de 84,4%
  • O tráfego aéreo total atingiu 199 milhões de passageiros, com crescimento de 3,9% em relação ao mesmo período de 2024

Fonte: Todo Logística News

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