Internacional

China intensifica diálogo sobre o Estreito de Ormuz e pede redução de tensões no Oriente Médio

A China afirmou nesta segunda-feira (16) que mantém contato com “todas as partes” envolvidas na crise no Estreito de Ormuz, reforçando sua posição em favor da diminuição das tensões no Oriente Médio. A declaração foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores durante coletiva de imprensa.

China defende solução diplomática para o conflito

Questionado sobre um possível pedido do governo dos Estados Unidos para colaborar com a segurança da rota marítima — considerada estratégica para o transporte global de energia —, o porta-voz Lin Jian destacou o papel diplomático de Pequim.

Segundo ele, o país asiático segue empenhado em dialogar com os envolvidos e contribuir para a estabilização do cenário. “Estamos em contato com todas as partes e comprometidos em promover o alívio da situação”, afirmou.

Lin também reiterou o apelo para que haja cessar-fogo imediato, alertando para os riscos de uma escalada que pode gerar impactos econômicos globais.

Conflito entre EUA, Israel e Irã se intensifica

O cenário regional se agravou após o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, deflagrada em 28 de fevereiro. Na ocasião, uma ofensiva conjunta resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã, além de outros integrantes de alto escalão do regime.

Autoridades americanas afirmam que operações militares destruíram embarcações, sistemas de defesa aérea e aeronaves iranianas.

Retaliações ampliam instabilidade na região

Em resposta, o Irã lançou ataques contra diversos países do Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. O governo iraniano afirma que os alvos são interesses ligados aos Estados Unidos e a Israel nesses territórios.

O conflito já deixou mais de 1.200 civis mortos no Irã, conforme dados de uma organização de direitos humanos sediada nos EUA. Do lado americano, a Casa Branca confirmou ao menos sete mortes de militares.

Expansão do conflito e impacto no Líbano

A crise também atingiu o Líbano, onde o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, realizou ataques contra Israel. Em resposta, forças israelenses intensificaram bombardeios contra posições do grupo no país vizinho, resultando em centenas de mortes.

Novo líder supremo do Irã gera críticas

Após a morte de grande parte da cúpula iraniana, um conselho interno escolheu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo. Analistas avaliam que sua liderança deve manter a linha política atual, sem mudanças significativas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a decisão, classificando-a como um “grande erro” e afirmando que o nome escolhido seria inaceitável para o comando do país.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Economia

Ibovespa bate recorde histórico e supera 166 mil pontos; dólar sobe a R$ 5,38 com tensões internacionais

O mercado financeiro brasileiro teve um dia de movimentos contrastantes nesta terça-feira (20). Enquanto a bolsa de valores alcançou um marco inédito, encerrando acima dos 166 mil pontos pela primeira vez, o dólar comercial avançou frente ao real, pressionado pelo cenário externo e por novos ruídos geopolíticos envolvendo Estados Unidos e Europa.

Bolsa brasileira ignora cenário externo e renova máxima histórica

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão aos 166.277 pontos, com valorização de 0,87%. Após oscilar negativamente no início do dia, o indicador passou a subir com a abertura das bolsas norte-americanas, beneficiado pelo fluxo de capital estrangeiro em direção a mercados emergentes.

No fim da tarde, o índice perdeu fôlego durante o discurso que marcou um ano do novo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegando a recuar momentaneamente abaixo dos 166 mil pontos. Ainda assim, a bolsa reagiu nos minutos finais e garantiu o fechamento em nível recorde, impulsionada principalmente por ações de mineradoras, bancos e petroleiras, setores com maior peso na composição do Ibovespa.

Dólar avança com escalada de tensões entre EUA e Europa

Diferentemente do desempenho positivo da bolsa, o mercado de câmbio teve um dia de alta. O dólar comercial encerrou cotado a R$ 5,375, com avanço de 0,3%, equivalente a R$ 0,016. Pela manhã, a moeda norte-americana chegou a alcançar R$ 5,40, mas perdeu força ao longo da tarde.

O movimento foi influenciado pela intensificação das tensões políticas e comerciais entre Estados Unidos e União Europeia. O presidente francês, Emmanuel Macron, sinalizou a possibilidade de acionar um mecanismo de defesa comercial que permitiria a aplicação de tarifas de até 93 bilhões de euros sobre produtos americanos. A reação ocorre após novas declarações de Trump envolvendo ameaças territoriais e possíveis aumentos tarifários contra produtos europeus.

Impasse comercial e juros elevados no radar dos investidores

O clima de instabilidade ganhou mais força após o Parlamento Europeu suspender a tramitação do acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos, firmado em julho do ano passado, que previa tarifas de 15% sobre produtos europeus exportados ao mercado norte-americano.

Apesar do cenário internacional adverso, o Brasil foi parcialmente protegido pela diferença entre os juros internos e os praticados nos Estados Unidos. Com a Taxa Selic em 15% ao ano, no maior patamar em quase duas décadas, o país segue atraente para investidores em busca de rentabilidade, o que ajudou a conter uma pressão mais forte tanto sobre o dólar quanto sobre a bolsa.

Na próxima semana, o mercado volta suas atenções para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que definirá os próximos passos da política de juros no país.

Fonte: Agência Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO INTERNET

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