Comércio Exterior

EUA são os que menos perdem em guerra comercial, avalia Samuel Pessôa

Pesquisador do BTG Pactual e do Ibre-FGV indica que, em cenário de conflito tarifário global, economia americana é mais protegida do que possíveis adversários

Com a nova configuração no comércio global, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump tem mais poder de barganha do que seus pares e é por isso que fazem acordos, afirmou Samuel Pessôa, pesquisador do BTG Pactual e do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

Samuel aponta que o processo de desglobalização e do fim do multilateralismo nas relações internacionais “é um desastre para o mundo e para o bem estar. Se for desfazer cadeias globais, o custo é alto”.

Segundo ele, a perda de bem estar é uma ameaça “crível” em democracias, com uma capacidade pior de perder essa questão do que sociedades autocráticas.

O pesquisador traça um paralelo entre a economia americana e a chinesa, especialmente pela diferença no sistema político dos dois países. “O Xi Jinping não tem eleição. Ele pode impor a perda de bem estar.”

Desde quando Trump iniciou sua guerra comercial, o principal adversário do presidente dos Estados Unidos foi a China. Os dois países trocaram retaliações até chegarem a um acordo de pausa, que se encerra em 12 de agosto. 

“Eles estão retaliando, mas aqueles bens que são muito importantes para as cadeias locais da China, os produtores se organizam e não colocam tarifa.”, aponta Samuel. De acordo com o pesquisador, a estratégia de proteção dos produtos importantes para balança comercial chinesa, é “um dos motivos do porquê as tarifas não estão tendo o impacto esperado até aqui”.

Outro fator colocado por Samuel pelo impacto limitado das taxas é que as alíquotas “que estão sendo de fato praticadas são bem menores do que as anunciadas no ‘dia da libertação.'”

Trump já apresentou cerca de 10 acordos tarifários, que reduziram partes do tarifaço anunciado – além de pausas temporárias para alguns países. Mesmo assim, os consumidores americanos vão pagar a maior tarifa desde os anos de 1930, com 18,3%.

Fonte: CNN Brasil

Ler Mais
Comércio Exterior

SC está entre os quatro estados do país mais afetados pelo tarifaço

SC está entre os quatro estados do país mais afetados pelo tarifaço

O aumento de 50% das tarifas de importação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos, a partir do dia 6 de agosto, terá grandes impactos econômicos pra Santa Catarina. Conforme levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o estado aparece em 4º lugar na lista de maior prejuízo financeiro do país (R$ 1,7 bilhão), e terá a segunda maior queda no PIB, com taxa prevista de -0,31%.

A CNI estima que o tarifaço pode gerar a perda de pelo menos 110 mil empregos, além de reduzir em 0,16% o PIB do Brasil e de provocar uma queda de 0,12% na economia global. Em Santa Catarina, quase tudo (99%) que o estado vende pros EUA vem da indústria. Antes mesmo da vigência da sobretaxa, os exportadores catarinenses já tiveram queda de 70% dos pedidos dos importadores norte-americanos.

Mesmo com a retirada de produtos do tarifaço, as principais mercadorias que Santa Catarina exporta pros EUA estão fora das exceções e serão impactadas. Entre elas estão as da indústria náutica, impactando o polo de Itajaí; de motores e transformadores, atingindo gigantes como Weg e Tupy; e de carnes, com impacto em empresas como Sadia, BRF, Seara e Aurora.

O complexo portuário de Itajaí, por onde passa a maioria das exportações do estado, deve sofrer o efeito das operações na indústria. Enquanto 61% das empresas já buscam novos mercados para reduzir os prejuízos, o Porto de Itajaí também articula com o governo federal a ampliação das exportações para a Ásia pra compensar as perdas dos pedidos dos EUA.

Segundo pesquisa da Fiesc, com a vigência da tarifa, 72,1% das indústrias do estado preveem demissões nos próximos seis meses. Também é previsto um tombo no faturamento, atingindo 94% dos exportadores catarinenses, dos quais 51% estimam queda de mais de 30% na receita. Entre as empresas pesquisadas, 54% já suspenderam embarques para os EUA e cerca de 39% estão renegociando preços com os clientes.

“A pesquisa mostra que as perspectivas do setor para os próximos seis meses são de um cenário de redução de pedidos, demissões e recuo significativo no faturamento, demandando uma ação rápida e assertiva do poder público, de forma a preservar empregos e a nossa economia”, resume o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

Governos estadual e federal anunciam medidas nesta semana

O governo de Santa Catarina vai anunciar nesta semana medidas de proteção da economia catarinense contra o tarifaço dos Estados Unidos. No pacote estão previstas prorrogação de pagamento de impostos, crédito de ICMS e linhas de crédito para as empresas prejudicadas.

As ações também preveem a manutenção dos empregos pelas indústrias beneficiadas com as medidas. O estudo do governo estadual levou em conta a análise dos impactos por setor e por região, o total das exportações catarinenses e a geração de emprego pelas empresas.

Um pacote de socorro às empresas brasileiras também será anunciado pelo governo federal. As medidas deverão ser por setor. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou na sexta-feira já ter mandado pro presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) as propostas do plano, elaborado com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Porto discute abertura de novos mercados

A Agência Brasileira de Promoção das Exportações (Apex-Brasil) discutiu em reunião na sexta-feira o impacto do tarifaço especialmente para os produtos cujas exportações são feitas pelo Porto de Itajaí. O superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos, participou do encontro.

Ele destacou preocupação sobre setores estratégicos de Santa Catarina, como os de proteína animal, pescados e móveis, entre outros. Segundo João Paulo Bastos, a medida tem gerado insegurança entre os produtores e ameaça comprometer o desempenho do comércio exterior na região.

O presidente da Apex Brasil, Jorge Viana, adiantou as iniciativas em andamento pelo governo federal pra reduzir os prejuízos, incluindo a abertura de novos mercados na Ásia, com destaque para a China, para produtos como pescados. Ainda estão previstas missões internacionais para ampliar o acesso de exportadores nacionais a novos destinos.

Empresários catarinenses devem integrar essas comitivas, inclusive com a participação de Lula. “Estamos aguardando as orientações do governo federal para construir alternativas no comércio internacional”, disse João Paulo. “O Brasil é gigante. Santa Catarina também. E o Porto de Itajaí saberá dar as respostas à altura, com agilidade e responsabilidade”, completou.

Setor náutico faz diagnóstico

Os impactos do tarifaço no setor náutico ainda são avaliados pelas empresas catarinenses. Nesta semana, o segmento, que também está à espera das medidas dos governos federal e estadual, deve fazer um balanço da situação, segundo o presidente da Associação Náutica Brasileira (Acatmar), Leandro “Mané” Ferrari.

A sobretaxa preocupa o setor, já que os EUA são um dos principais compradores de barcos brasileiros, principalmente das embarcações de lazer e iates de luxo que têm Itajaí como polo de construção em Santa Catarina. Neste ano, o Brasil exportou 559 barcos, sendo 68% da movimentação da receita vinda das exportações aos EUA.

De acordo com a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos (Acobar), SC responde por metade da produção nacional de barcos de lazer e 90% das exportações do setor. Itajaí é destaque, concentrando 70% da produção estadual e 35% da nacional, segundo a Acatmar. A cidade abriga 27% das empresas náuticas catarinenses e lidera a exportação estadual de embarcações de esporte e lazer.

Fonte: Diarinho


Ler Mais
Comércio Exterior

Tarifaço de Trump não encontrou resistência na política de SC

Entre as principais lideranças do Estado, foi mais conveniente livrar o presidente americano e atacar todo o resto

Apesar de comprometer receitas de dezenas de importantes setores da economia, atingir diretamente 130 das 295 cidades catarinenses que vendem para os Estados Unidos e ameaçar a geração e a manutenção de empregos, o tarifaço de 50% imposto por Donald Trump a exportações brasileiras, mesmo com uma lista considerável de exceções, não encontrou grande resistência política em Santa Catarina.

Em um estado de perfil conservador e que se tornou um dos principais redutos bolsonaristas, foi mais conveniente para muitas lideranças usar o episódio para atacar o governo federal, Lula, o STF e o ministro Alexandre de Moraes do que se engajar para reverter ou mitigar os impactos da medida. Não que isso fosse garantia de mudar algo – por que Trump ligaria para a opinião dos catarinenses? –, mas ao menos demonstraria certa empatia com empresas e produtores que fazem girar uma das economias mais diversificadas e competitivas do país.

Chama particularmente a atenção o fato de políticos que se elegeram sob as bandeiras do patriotismo e do liberalismo relativizarem uma intervenção estatal e externa dessa magnitude, independentemente dos motivos alegados. Até porque, sob o viés econômico, o tarifaço não se justifica: a relação comercial com o Brasil é vantajosa para os Estados Unidos, que vendem ao país mais do que compram – a balança comercial, portanto, é superavitária aos americanos.

As cidades de SC que mais exportaram aos EUA em 2025

1° Joinville

2° Jaraguá do Sul

3° Caçador

4° Itajaí

5° Lages

6° Blumenau

7° São Francisco do Sul

8° Rio Negrinho

9° São Bento do Sul

10° Salete

Como Trump citou, na primeira carta enviada ao Brasil, que considera o ex-presidente Jair Bolsonaro alvo de perseguição, qualquer crítica ao aumento das tarifas passou a ser encarada pela extrema direita como um gesto de traição, e isso explica a “cautela” na análise do assunto de muita gente que deve o mandato a esta turma. Este é um danoso efeito colateral da polarização, que não aceita um debate amplo e aberto ao contraditório.

O discurso bélico alimenta as bases e rende votos, mas costuma ter um preço alto, comprometendo a coerência na defesa dos interesses da sociedade. A reação comedida da maioria dos deputados federais, senadores e do governador Jorginho Mello, aqueles que mais deveriam zelar pelo bem-estar dos catarinenses, sugere que, neste caso, as principais lideranças do Estado ficaram reféns do radicalismo.

Aposta

Houve quem acreditasse que o tarifaço seria um blefe de Trump. Ao deixar quase 700 produtos brasileiros de fora do decreto que aumentou a alíquota, o presidente americano deu a entender que foi forçado a diminuir o tamanho da aposta.

Fonte: NSC Total

Ler Mais
Comércio Exterior

Trump diz que Lula pode ligar para ele “a qualquer momento”

Presidente dos EUA falou a repórteres no jardim da Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (1°) que o presidente Lula pode ligar para ele “a qualquer momento” para discutir tarifas e outros conflitos entre os países.

Cerca de 44,6% das exportações brasileiras foram isentadas do tarifaço, segundo cálculo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

A ordem executiva traz uma lista com cerca de 700 produtos que ficaram de fora da sobretaxa. Entre eles estão aviõescelulosesuco de laranjapetróleo e minério de ferro. Para esses itens, continua valendo a tarifa de 10% anunciada em abril.

A fala do presidente americano acontece após a oficialização das tarifas de 50% aos produtos brasileiros na terça-feira (30). O governo dos EUA justificou as tarifas como uma “emergência nacional” em razão das políticas e ações “incomuns” e “extraordinárias” do Brasil.

Na quinta-feira (31), Trump assinou uma ordem executiva impondo tarifas que variam de 10 a 41% a diversos países.Em entrevista à jornalistas no jardim da Casa Branca, Trump disse: “Ele pode falar comigo quando quiser. Vamos ver o que acontece, eu amo o povo brasileiro” e finalizou afirmando que “as pessoas que governam o Brasil fizeram a coisa errada”.

O decreto trata de reajustar as tarifas anunciadas pelo republicano em 2 de abril, que ficou conhecido como Dia da Libertação.

No texto, Trump ainda sinaliza que pode baixar essas tarifas, a depender de acordos celebrados com os parceiros comerciais, tratativas estas que ele reitera estarem avançando.

Fonte: CNN Brasil

Ler Mais
Comércio Exterior

Frigoríficos de MT podem adotar férias coletivas após tarifa dos EUA, diz Sindifrigo

Setor descarta demissões e afirma que ajuste no mercado será temporário; EUA respondem por 12% das exportações de carnes do estado

Apesar da nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos à carne brasileira, frigoríficos de Mato Grosso não devem promover demissões, segundo o Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do estado (Sindifrigo). A medida, que entra em vigor no dia 6 de agosto, pode levar o setor a adotar férias coletivas pontuais enquanto o mercado se ajusta.

“Creio que não haverá demissões de colaboradores nos frigoríficos em decorrência da taxação americana. No caso de Mato Grosso, poderão ocorrer férias coletivas, mas somente no período necessário para ajustes de mercados e equilíbrio entre oferta e procura, nada além disso”, afirma o presidente do Sindifrigo, Paulo Bellincanta, por meio de nota.

De acordo com ele, os Estados Unidos respondem por cerca de 12% do volume total das exportações de carnes de Mato Grosso (bovina, suína e de aves), o que torna difícil substituir esse mercado de forma imediata.

“O grande problema é que 12% de volume de exportação, no atual momento do mercado, é um número muito elevado para ser ajustado. É preciso algum tempo para ajuste de volume nos diversos mercados”, avalia.

Somente as exportações de carne bovina mato-grossense no primeiro semestre de 2025 somaram 368,81 mil Toneladas em Equivalente Carcaça (TEC). Deste volume 49,55% tiveram a China como destino e apenas 7,20% os Estados Unidos, segundo maior importador do estado no ano, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), trazidos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

No acumulado do ano, os Estados Unidos adquiriram em carne bovina de Mato Grosso 26.549 toneladas, enquanto a China, como já destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, que soma 182,7 mil toneladas.

Mesmo diante da pressão, o setor frigorífico reforça sua relevância econômica. Atualmente, Mato Grosso possui 43 plantas frigoríficas, que geram aproximadamente 40 mil empregos diretos e quase 100 mil indiretos em toda a cadeia produtiva.

“Temos o embate de dois fatores opostos, por um lado os produtores aplaudindo a medida de seu presidente e de outro lado os preços pressionando a inflação o que nos dá a expectativa de uma negociação para a carne”, conclui Bellincanta.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

Ler Mais
Exportação

Em meio ao tarifaço, SP quer retomar exportação de carne ao Japão

Secretário de Agricultura e Abastecimento do governo paulista, Guilherme Piai, teve reunião com o cônsul-geral do Japão em São Paulo

O secretário de Agricultura e Abastecimento do governo paulista, Guilherme Piai, teve uma reunião com o cônsul-geral do Japão em São Paulo, Shimizu Toru, para tratar da possível retomada das exportações de carne ao país asiático.

O encontro acontece em meio às discussões sobre o tarifaço comercial imposto pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a diversos países pelo mundo, entre os quais o Brasil – alvo das maiores taxas (50%) sobre determinados produtos e setores. A informação foi publicada inicialmente pela Folha de S.Paulo.

Entenda

Em maio do ano passado, o Brasil foi declarado livre da febre aftosa sem vacinação animal. Com esse status, o país, em tese, tem sinal verde para voltar a exportar carne bovina para países como o Japão e a Coreia do Sul – que só compram de mercados livres da doença.

Por outro lado, o fim da vacinação exige protocolos mais rígidos de controle sanitário por parte dos estados brasileiros.

Atualmente, o Japão importa cerca de 70% da carne bovina que consome – o que representa algo em torno de US$ 4 bilhões por ano. Desse montante, 80% são importados dos EUA e da Austrália.

Em relação ao Brasil, o processo de negociação com os japoneses se desenrola há mais de 20 anos. O último protocolo entre os dois países vem sendo discutido há cinco anos.

Objetivo é diversificar destino de exportações, diz secretário

Por meio de nota, o secretário da Agricultura de São Paulo confirmou que o estado pretende reabrir a venda de carne ao Japão.

“A ampliação do diálogo com o Consulado do Japão reforça o nosso compromisso de fortalecer e expandir a presença da pecuária paulista no mercado internacional”, diz Piai. “A diversificação dos destinos das nossas exportações, além de aumentar a competitividade, gera mais oportunidades e promove o desenvolvimento dos nossos produtores.”

Carne não escapou do tarifaço

Pelo menos até este momento, a carne brasileira não foi incluída na lista de mais de 700 produtos isentos das tarifas adicionais impostas pelo governo dos EUA.

Ao todo, 694 produtos brasileiros escaparam do tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump, que assinou uma ordem executiva oficializando a taxa de 50% sobre exportações vindas do Brasil. A informação consta de documentos divulgados pela Casa Branca, na última quarta-feira (30/7), sobre a medida.

Entre os produtos isentos da taxa, estão itens como suco e polpa de laranja, minérios de ferro, derivados de petróleo, castanha, carvão, e peças de aeronaves civis.

Governo Tarcísio anunciou pacote emergencial

Após a confirmação das tarifas comerciais de 50% impostas pelos EUA, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou um pacote de medidas emergenciais para ajudar setores atingidos pelas taxas norte-americanas.

Uma das medidas anunciadas pelo governo de São Paulo é a oferta de R$ 400 milhões em empréstimos subsidiados às empresas exportadoras do estado. O valor é o dobro daquele que foi anunciado na semana passada, de R$ 200 milhões.

Outra medida confirmada pelo Palácio dos Bandeirantes é a liberação de R$ 1,5 bilhão em créditos acumulados do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), por meio do programa ProAtivo – o que representa um incremento de R$ 500 milhões em relação ao que havia sido anunciado.

De acordo com o governo paulista, a liberação dos créditos de ICMS será destinada, de forma prioritária, a contribuintes exportadores que possuam créditos acumulados aptos à transferência. Cada empresa poderá solicitar até R$ 120 milhões, e os pedidos aprovados serão atendidos em até 10 parcelas. O cronograma de liberação terá início em setembro.

Como ficou o tarifaço de Trump

Na quinta-feira (31/7), Trump assinou um decreto que amplia as chamadas “tarifas recíprocas” aplicadas a dezenas de países. A medida, que eleva os encargos sobre produtos estrangeiros que entram no mercado norte-americano, é justificada pelo governo como uma resposta a desequilíbrios comerciais e, em alguns casos, a questões de segurança pública.

As novas tarifas, que variam entre 10% e 41%, começarão a ser aplicadas no dia 7 de agosto, e não mais neste dia 1º, como prometido anteriormente. No entanto, mercadorias embarcadas para os EUA antes dessa data e que cheguem ao país até 5 de outubro estarão isentas da nova tributação.

A tarifa mais alta, de 41%, foi imposta à Síria. Países como Laos e Mianmar foram sobretaxados em 40%. Suíça (39%), Iraque e Sérvia (35%), além de Argélia, Bósnia e Herzegovina, Líbia e África do Sul (30%) também estão entre os mais afetados.

A União Europeia (UE), o Japão e a Coreia do Sul passarão a enfrentar tarifas de 15% sobre determinados produtos. Já para Costa Rica, Bolívia e Equador, o encargo subiu de 10% para 15%. No mesmo pacote de medidas, Trump também assinou uma ordem executiva específica para o Canadá, elevando de 25% para 35% a tarifa sobre produtos importados do país vizinho.

O Brasil, por sua vez, manteve a alíquota base de 10% estabelecida em abril. No entanto, com o novo decreto, que impõe sobretaxa de 40% a partir da primeira semana de agosto, com exceção de quase 700 produtos, a maior parte das exportações brasileiras passará a enfrentar tarifas efetivas de até 50%.

As tarifas anunciadas fazem parte da estratégia do governo Trump de pressionar países com os quais os EUA mantêm déficits comerciais. Segundo a Casa Branca, a ideia é estabelecer “condições justas e equilibradas” no comércio exterior americano.

Veja lista das tarifas recíprocas ajustadas:

  • Afeganistão: 15%
  • Argélia: 30%
  • Angola: 15%
  • Bangladesh: 20%
  • Bolívia: 15%
  • Bósnia e Herzegovina: 30%
  • Botsuana: 15%
  • Brasil: 10% (acrescido da sobretaxa de 40% anunciada em 30/7)
  • Brunei: 25%
  • Camboja: 19%
  • Camarões: 15%
  • Chade: 15%
  • Costa Rica: 15%
  • Costa do Marfim: 15%
  • República Democrática do Congo: 15%
  • Equador: 15%
  • Guiné Equatorial: 15%
  • União Europeia: 15% (para a maioria dos produtos)
  • Ilhas Malvinas (Falkland): 10%
  • Fiji: 15%
  • Gana: 15%
  • Guiana: 15%
  • Islândia: 15%
  • Índia: 25%
  • Indonésia: 19%
  • Iraque: 35%
  • Israel: 15%
  • Japão: 15%
  • Jordânia: 15%
  • Cazaquistão: 25%
  • Laos: 40%
  • Lesoto: 15%
  • Líbia: 30%
  • Liechtenstein: 15%
  • Madagascar: 15%
  • Maláui: 15%
  • Malásia: 19%
  • Maurício: 15%
  • Moldávia: 25%
  • Moçambique: 15%
  • Mianmar (Birmânia): 40%
  • Namíbia: 15%
  • Nauru: 15%
  • Nova Zelândia: 15%
  • Nicarágua: 18%
  • Nigéria: 15%
  • Macedônia do Norte: 15%
  • Noruega: 15%
  • Paquistão: 19%
  • Papua-Nova Guiné: 15%
  • Filipinas: 19%
  • Sérvia: 35%
  • África do Sul: 30%
  • Coreia do Sul: 15%
  • Sri Lanka: 20%
  • Suíça: 39%
  • Síria: 41%
  • Taiwan: 20%
  • Tailândia: 19%
  • Trinidad e Tobago: 15%
  • Tunísia: 25%
  • Turquia: 15%
  • Uganda: 15%
  • Reino Unido: 10%
  • Vanuatu: 15%
  • Venezuela: 15%
  • Vietnã: 20%
  • Zâmbia: 15%
  • Zimbábue: 15%

Fonte: Metrópoles


Ler Mais
Comércio Exterior

Ameaça de Trump por comércio com a Rússia vira novo foco do Itamaraty

Diplomacia brasileira intensifica articulações com o setor privado e autoridades dos EUA para tentar barrar punições por importações russas

As ameaças recorrentes do presidente Donald Trump de impor sanções secundárias a países que mantêm relações comerciais com a Rússia tornaram-se o novo centro de atenção do Itamaraty.

Com a escalada do protecionismo americano, a diplomacia brasileira já articula movimentos para tentar blindar a economia de mais uma ofensiva tarifária — desta vez, voltada contra nações que importam petróleo, gás, fertilizantes e outros produtos russos.

O alerta soou com mais força após Trump reduzir, nesta semana, o prazo de 50 dias dado ao presidente Vladimir Putin para negociar seriamente o fim da guerra na Ucrânia.

Na quinta-feira (31), o republicano voltou a ameaçar retaliar economicamente países que seguem comprando produtos estratégicos da Rússia e citou nominalmente a Índia, prometendo uma penalidade extra por sua aliança comercial e militar com Moscou.

No Congresso, o Senado americano discute um projeto que pode dobrar as tarifas sobre bens vindos de parceiros do Kremlin. O objetivo dos Estados Unidos é isolar economicamente Putin e forçar negociações diplomáticas pelo fim do conflito.

Se essas medidas forem adiante, o Brasil será um dos alvos prováveis. O país aumentou significativamente suas importações russas nos últimos anos, com destaque para o óleo diesel e fertilizantes — dois insumos vitais para o funcionamento da economia e do agronegócio.

Dados do Ministério da Indústria e Comércio mostram que, em 2024, o Brasil importou US$ 6,2 bilhões em combustíveis da Rússia — alta de 18,6% em relação a 2023. As compras de fertilizantes também cresceram: somaram US$ 3,7 bilhões, um aumento de 4,4%.

A maior preocupação de Brasília é com os fertilizantes, já que não há fornecedores alternativos capazes de atender, em curto prazo, às demandas do setor agrícola brasileiro, um dos mais produtivos do mundo.

Ainda há dúvidas sobre o alcance e a viabilidade das ameaças americanas, especialmente porque alguns desses países têm importância estratégica para Washington, como a Turquia – outra grande compradora de gás e petróleo russos.

Os EUA já deram sinais de que não imporiam esse tipo de retaliação à União Europeia, que continua sendo uma grande consumidora de gás da Rússia. Mas há incertezas em relação aos demais países.

Mesmo assim, existe apreensão em Brasília. Interlocutores do governo ouvidos pela CNN temem que o Brasil volte a ser alvo de punições por motivos políticos, como aconteceu no caso do tarifaço de 50%.

Para evitar um novo revés, o Itamaraty tem se movido intensamente.

Diplomatas e empresários brasileiros intensificaram contatos com interlocutores em Washington, reforçando os riscos de instabilidade global caso as ameaças avancem.

Nas reuniões, um argumento usado é que, sem fertilizantes, o Brasil — terceiro maior produtor de alimentos do planeta — pode ver sua produção cair e os preços mundiais dispararem. Uma inflação alimentar global não interessaria nem aos EUA nem a Trump.

O tema, inclusive, já vinha sendo mencionado em algumas conversas sobre o tarifaço, com a diplomacia brasileira aproveitando as brechas possíveis para alertar sobre os impactos colaterais de novas sanções.

Fonte: CNN Brasil

Ler Mais
Comércio Exterior

Exclusões do tarifaço deram alívio, mas exportadores do ES têm outros problemas

O Espírito Santo é um dos estados mais abertos aos negócios externos do Brasil. O impacto no PIB capixaba supera os 60%

Em que pese o agronegócio ter ficado de fora das exclusões do tarifaço em cima das exportações brasileiras oficializado, nesta quarta-feira (30), pelo governo dos Estados Unidos, o saldo final da confusão para a economia do Espírito Santo pode ser resumido no famoso ditado popular: ‘dos males, o menor’. Não é o ideal, mas bem melhor do que a tarifação geral de 50% que era aguardada, que tinha tudo para provocar uma quebradeira em vários segmentos muito importantes do Produto Interno Bruto (PIB) capixaba.

O fato de celulose, aço, minério de ferro, petróleo e parte das exportações de rochas (os quartzitos) terem sido excluídos na undécima hora trouxe um enorme alívio. De acordo com a Findes, 72,6% das vendas capixabas para os EUA são feitas por estes setores. Tratam-se de companhias de grande porte, que empregam milhares de trabalhadores, que têm investimentos bilionários em vista e que contratam bilhões de reais em serviços todos os anos. A indústria metalmecânica do Espírito Santo, por exemplo, que tem mais de 1,5 mil empresas e emprega 30 mil diretamente e mais de 100 mil indiretamente, é grande fornecedora de todos esses conglomerados. A participação, direta e indireta, dessa turma no PIB do Estado é enorme.

Por tudo isso, apesar do alívio, vale a pena observar algumas questões que vão além do tarifaço de Donald Trump. Todas elas foram levadas pelo setor produtivo ao governo do Estado na reunião do comitê de crise presidido pelo vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço.

“O alívio é enorme, afinal, o impacto seria significativo, mas seguimos preocupados, afinal, não sabemos se o que está valendo continuará valendo. Por isso, é muito importante olharmos para outras questões, algumas antigas, para aumentarmos a nossa competitividade. Precisamos conversar, por exemplo, sobre o aumento do gás natural no Espírito Santo. Trata-se de um insumo básico para qualquer fábrica”, disse André Brito, executivo de Relações Corporativas, Institucionais e Governamentais da Suzano.

Sérgio Mileipe, diretor de Operações da Samarco, foi pelo mesmo caminho. “Estamos em um ambiente de muita instabilidade, lá fora e aqui também, isso atrapalha as decisões. A Samarco está finalizando os estudos para um investimento que beira os R$ 4 bilhões nas duas usinas de pelotização mais antigas, mas tudo precisa de viabilidade. O preço do minério está em queda e o combustível que usamos, o gás natural, está ficando mais caro”.

A indústria siderúrgica, que vive uma espécie de tempestade perfeita (foi excluída do último tarifaço de 50%, mas, desde junho, paga 50% em qualquer venda para os EUA, ou seja, poderia chegar ao 100%, o que inviabilizaria o negócio), levou uma lista maior de questões a serem tratadas. “O impacto das tarifas já em vigor na ArcelorMittal Brasil é de R$ 1,2 bilhão em 2025. Uma nova taxa de 50% seria inviável. Mas o problema do aço vai além, estamos vivendo, no mercado brasileiro, uma inundação de aço estrangeiro, principalmente de China e Egito. Produtos que chegam aqui abaixo do valor de mercado, ou seja, não se trata de uma competição. Países do mundo inteiro já entenderam isso e estão criando barreiras. O Brasil também tem, mas não está sendo eficaz. A importação de produtos de aço não para de crescer e isso está prejudicando muito a indústria nacional. Não estamos falando de algo saudável, se nada for feito, vai atrapalhar os investimentos do grupo no Brasil”, afirmou Paulo Wanick, Diretor de Finanças da ArcelorMittal Aços Planos América Latina.

A ArcelorMittal pretende investir R$ 12,5 bilhões no Brasil nos próximos anos. Grande parte disso, algo perto de R$ 4 bilhões, viria para a construção de um Laminador de Tiras a Frio e de uma linha de galvanizados em Tubarão. O projeto está de pé, mas a inundação de aço importado é um problema a ser solucionado.

Os executivos também pediram uma melhoria nos meios de restituição dos créditos de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). Os grandes exportadores pagam o imposto ao longo da cadeia, mas não conseguem se creditar na hora da venda do produto final, já que as exportações são isentas de ICMS. Pelas contas da Secretaria de Estado da Fazenda, são cerca de R$ 3 bilhões em créditos de exportadores represados.

Fonte: A Gazeta

Ler Mais
Comércio Exterior

Pedidos dos EUA caem para 70% das exportadoras de SC, diz FIESC

Se tarifa de 50% for mantida, 72,1% das indústrias respondentes preveem demissões nos próximos 6 meses, mostra pesquisa;

Principais produtos da pauta exportadora catarinense ao mercado norte-americano estão fora da lista de exceções

O impacto das tarifas de 50% sobre as exportações do Brasil para os Estados Unidos já afeta as exportadoras de SC mesmo antes da entrada da medida em vigor. Pesquisa realizada pela Federação das Indústrias de SC (FIESC) mostra que, entre as indústrias exportadoras que responderam o questionário, 69,23% já tiveram recuo no volume de pedidos dos importadores norte-americanos.

“A pesquisa mostra que as perspectivas do setor para os próximos seis meses são de um cenário de redução de pedidos, demissões e recuo significativo no faturamento, demandando uma ação rápida e assertiva do poder público, de forma a preservar empregos e a nossa economia”, resume Mario Cezar de Aguiar, presidente da FIESC.

A queda na receita deve atingir 93,8% das exportadoras, e 51,2% delas preveem perdas de mais de 30% no faturamento. O reflexo nos empregos também é claro: 72,1% das indústrias pesquisadas estimam demissões.

Impactos já sentidos
O decreto que detalhou a nova tarifa norte-americana foi publicado ontem e vigora a partir da próxima quarta-feira (6), mas as indústrias catarinenses já vêm sentindo os impactos, em decorrência da insegurança gerada pelo anúncio, realizado no dia 9 de junho. Além de pedidos em queda, 53,84% das empresas foram obrigadas a suspender embarques. Os clientes norte-americanos pediram renegociação de preços para 38,46% das indústrias e 17,7% delas já deram férias coletivas aos trabalhadores. “O fator positivo é que 61,4% das indústrias já estão prospectando novos mercados internacionais, de forma a reduzir sua exposição aos Estados Unidos”, explica Pablo Bittencourt, economista-chefe da FIESC.

Próximos 6 meses
A pesquisa aponta que a manutenção das tarifas norte-americanas nos patamares anunciados no dia 30 teria efeitos sobre a capacidade das indústrias catarinenses de honrar seus compromissos com fornecedores e credores. As pequenas empresas devem ser as mais afetadas no curto prazo.

Em relação ao recuo do faturamento, 51,2% das empresas que responderam a pesquisa preveem queda superior a 30%. Já 20,9% das indústrias estimam redução de até 10%, enquanto 21,7% das empresas projetam perdas entre 10 e 20%.

“Esses são dados relevantes para considerarmos na elaboração de políticas públicas para minimizar o efeito do tarifaço. A perda de receita, combinada com endividamento, têm reflexos diretos sobre os níveis de emprego”, destaca Bittencourt.

O presidente da FIESC lembrou que a entidade se reuniu com o vice-presidente e ministro do desenvolvimento, Geraldo Alckmin, e executivos do ministério para debater os impactos do tarifaço, além de ter iniciado articulações com o governo do estado para propor medidas para mitigar os efeitos do tarifaço.

Apenas 27,9% das exportadoras não preveem demissões como consequência das tarifas. Das indústrias que estimam demissões, 29,5% projetam cortes de mais de 30% dos empregados, enquanto 22,5% estimam demitir entre 10 e 20%. Já 21,7% das indústrias afirmam que a expectativa é demitir até 10% da equipe nos próximos 6 meses se as tarifas continuarem em 50%.

Produtos isentos
Análise da FIESC aponta que, de forma geral, os principais produtos da pauta exportadora de Santa Catarina não estão na lista de produtos isentos. A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, explica, no entanto, que a situação dos exportadores de SC deve ser avaliada caso a caso, considerando a longa lista de exceções.

“Os produtos de madeira e derivados, como móveis, que lideram as exportações catarinenses para os Estados Unidos, estão sob investigação pela seção 232. Até o fim da investigação, essas mercadorias seguem sendo tarifadas com alíquotas anteriores ao anúncio do tarifaço”, explica.

Já o segmento de veículos e autopeças, segundo na lista dos principais produtos, tem taxa fixada em 25%, a mesma para todos os países do mundo, explica Maitê Bustamante. Não haverá sobretaxa de 50% ao setor.

“A lista de produtos isentos é extensa e muito particular. Um setor pode ter produtos dentro e fora da lista. Cabe à indústria avaliar com cuidado o documento e identificar possíveis exclusões considerando a classificação de cada um de seus produtos conforme a Comissão de Comércio Internacional dos EUA”, explica.

Fonte: FIESC

Ler Mais
Exportação

Tarifaço exclui 44,6% das exportações do Brasil para EUA, informa Mdic

Tarifaço exclui 44,6% das exportações do Brasil para EUA, informa Mdic

O tarifaço de 50% imposto pelo governo de Donald Trump exclui 44,6% das exportações brasileiras em valores para os Estados Unidos, divulgou nesta quarta-feira (31) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A pasta calculou o impacto da lista com cerca de 700 exceções para produtos que ficaram fora da sobretaxação.

Esses 700 itens, entre os quais aviões, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de ferro, continuarão a pagar a tarifa de até 10% definida em abril. Segundo a pasta, as medidas anunciadas na quarta-feira (30) incidirão apenas sobre 35,9% das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

Há ainda 19,5% das vendas sujeitas a tarifas específicas, adotadas pelo governo de Donald Trump com base em argumentos de segurança nacional. Entre esses produtos, estão as autopeças e automóveis de todos os países, que pagam 25% para entrarem nos Estados Unidos desde maio.

O aço, alumínio e cobre pagam alíquota de 50%, mas, segundo o levantamento do Mdic, estão dentro dos 19,5% porque as tarifas foram definidas com base nos argumentos de segurança nacional em fevereiro, com entrada em vigor em março.

De acordo com o Mdic, 64,1% das exportações brasileiras continuam concorrendo em condições semelhantes com produtos de outros países no mercado estadunidense. Esse percentual é a soma dos 44,6% de vendas excluídas do tarifaço e dos 19,5% de exportações com tarifas específicas.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Mdic, o levantamento é preliminar e foi elaborado com base nas exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2024. O governo brasileiro espera alguns esclarecimentos sobre se algumas especificações de produtos estão fora da lista de exceções.

A pasta esclareceu que os produtos em trânsito para os Estados Unidos não serão afetados pelas tarifas adicionais. A decisão, emitida na quinta-feira (30), excluiu da elevação da tarifa mercadorias que tenham sido embarcadas no Brasil até sete dias após a data da ordem executiva, observadas as condições previstas.

O Mdic divulgou uma tabela do efeito do tarifaço e da lista de exceções sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos: Com base nos valores vendidos em 2024:

Exportação brasileira aos EUA em 2024:

Fonte: Agência Brasil

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook