Comércio Exterior

Tarifaço de Trump ameaça desmontar 80% dos empregos no setor madeireiro na região norte de MT

Indústria busca alternativas políticas para a madeira não se tornar uma “moeda de troca”

O tarifaço imposto pelo presidente norte-americano, Donald Trump, sobre produtos brasileiros acendeu o alerta no setor de base florestal de Mato Grosso, que pode sofrer forte impacto nas exportações para os Estados Unidos. 

Mais de 26% da madeira nativa produzida no estado tem como destino o mercado americano, segundo o presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado (Cipem-MT), Ednei Blasius.

O estado trabalha com cerca de 50 espécies de madeira, das quais aproximadamente 15 são destinadas à exportação. Entre elas, destaca-se o piso de madeira maciça com acabamento voltado ao consumidor norte-americano, um produto de difícil colocação em outros mercados. 

“Sem ter para onde direcionar a produção, há risco de desemprego praticamente total nas linhas voltadas a esse mercado, que empregam de 60% a 70% de mão de obra feminina altamente especializada. Estamos falando de empregos que podem simplesmente deixar de existir e de toda uma cadeia produtiva que pode desmontar”, afirma Blasius.

Para ele, o risco nesse segmento chega a 100%, já que não há, no momento, alternativas definidas para realocação da mão de obra.

A declaração foi feita nesta quarta-feira (13), durante debate promovido pela Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), que reuniu mais de 20 representantes do setor.

Silvio Rangel, presidente do Sistema Fiemt, propôs a criação de uma carta conjunta, a ser assinada pelos representantes da indústria e dos trabalhadores, com medidas concretas que possam amenizar os efeitos negativos do tarifaço. O documento será encaminhado aos governos estadual e federal como forma de buscar apoio institucional e políticas de mitigação. 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Madeireira de Juína e Região (Stimajur), João Alves da Luz, reforça que a maior pressão recairá sobre as fábricas, diretamente dependentes das encomendas internacionais. 

Atualmente, cerca de 180 empresas atuam na região, sendo responsáveis por aproximadamente 80% dos empregos locais. “Cada trabalhador que está dentro de uma fábrica tem a sua família, e muitos dependem exclusivamente desse emprego”, pontua.

O temor é que uma queda nas exportações leve a cortes significativos no quadro de funcionários, com efeito dominó sobre a economia regional, sustentada pela base florestal. 

A expectativa agora recai sobre o pacote de medidas econômicas de R$ 30 bilhões anunciado pelo governo federal no Plano Brasil Soberano. Para os trabalhadores, é fundamental que o plano inclua subsídios e políticas específicas também para a mão de obra, e não apenas para a indústria.

“Nós vendemos nosso trabalho. Se a empresa reduz o número de funcionários, ficamos sem ter o que vender. A nossa preocupação é que a madeira acabe virando uma ‘moeda de troca’ em negociações, até porque é um setor sensível por questões ambientais”, alerta João.

Fonte: Mato Grosso Canal Rural

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Comércio Exterior, Negócios

Governo de SC anuncia pacote de R$ 435 milhões para apoiar empresas afetadas pela nova tarifa dos EUA

Governador Jorginho Mello definiu ações tributárias e financeiras para proteger empregos e manter a competitividade dos exportadores catarinensesFotos: Roberto Zacarias/Secom GOVSC

O governador Jorginho Mello anunciou nesta quarta-feira, 13, um pacote de R$ 435 milhões em medidas emergenciais para apoiar os setores da economia catarinense mais prejudicados pela nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos aos produtos importados do Brasil.

As ações do Governo de Santa Catarina têm como objetivo preservar empregos, garantir a competitividade das empresas e assegurar a manutenção das operações das indústrias mais atingidas pela nova política tarifária norte-americana. Cerca de 73 mil postos de trabalho devem ser protegidos pelas medidas. 

O pacote será dividido em três frentes de ação:

  • Liberação do crédito acumulado de exportação dividido em três meses 
  • Postergação do pagamento do ICMS por 60 dias durante três meses 
  • Financiamento emergencial por meio do BRDE

“É hora de manter os pés no chão e agir com firmeza para proteger quem está gerando emprego e renda em Santa Catarina. Vamos estar ao lado de quem mais precisa para continuar produzindo, investindo e fazendo a nossa economia girar”, afirmou o governador Jorginho Mello.

O anúncio das medidas ocorreu em Florianópolis, durante coletiva realizada na FIESC, que participou ativamente da construção das propostas nos últimos dias. O presidente Gilberto Seleme reconheceu que as medidas representam uma resposta fundamental do governo catarinense em favor do setor produtivo num momento grave.

Em contrapartida, as empresas atendidas deverão concentrar esforços na manutenção dos postos de trabalho, contribuindo para a estabilidade econômica de Santa Catarina. “É um apoio importante para que as empresas atravessem esse momento com mais segurança, preservando sua atividade e os empregos que geram em todo o Estado”, manifestou Seleme.

Também participaram da elaboração das medidas as secretarias do Planejamento (Seplan); Indústria, Comércio e Serviço (SICOS); Agricultura (SAR); Articulação Internacional e Projetos Estratégicos (SAI); além da InvestSC, do BRDE e do Badesc. 

Tarifa impacta 95% das exportações de SC aos EUA

Levantamento da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC) mostra que, em 2024, Santa Catarina exportou R$ 9,9 bilhões aos EUA. Cerca de 95% do volume total exportado (R$ 9,4 bilhões) está diretamente exposto à nova tarifa.

Os setores mais atingidos são os de madeiras e derivados, incluindo móveis de madeira (48,5% das exportações para os EUA), seguido por blocos de motor e compressores (17%), além de motores elétricos e transformadores (14,5%). O Norte do Estado é a região mais impactada (44% das exportações para os EUA), seguido do Vale do Itajaí (22%).

Classificação de risco

As ações emergenciais estão direcionadas às empresas catarinenses expostas à nova tarifa e que correm risco real de perda de competitividade no mercado internacional, enquadradas nos níveis de risco “gerenciável”, “relevante”, “alto” e “crítico”. 

Juntos, esses negócios respondem por cerca de R$ 8,5 bilhões em exportações anuais aos Estados Unidos e garantem mais de 73 mil empregos diretos — postos de trabalho que o pacote anunciado busca proteger diante do novo cenário internacional.

As três frentes de apoio do Governo do Estado somam cerca de R$ 435 milhões, entre medidas financeiras e tributárias.

“Estudamos diversos cenários para que o governador Jorginho Mello definisse as melhores alternativas para Santa Catarina. As medidas anunciadas seguem critérios técnicos, baseados em dados concretos, com foco em atender quem mais precisa e minimizar o impacto social e econômico para o Estado”, explicou o secretário Cleverson Siewert (Fazenda).

O Governo de Santa Catarina, observa o secretário, seguirá monitorando os desdobramentos da política tarifária norte-americana e poderá atualizar ou redefinir medidas, conforme a evolução do cenário.

Veja a distribuição das empresas afetadas:

Nível de ImpactoExportações afetadas em relação ao faturamento EmpresasEmpregosExposição média EUA (%)FaturamentoExportações para os EUA
Crítico75% ou mais40 (5%)4 mil (1,4%)86%R$ 2,2 biR$ 1,9 bi (20%)
Alto50% a 75%45 (5,5%)5 mil (1,8%)60%R$ 2 biR$ 1,2 bi (13%)
Relevante25% a 50%55 (6,5%)6 mil (2%)33%R$ 2,7 biR$ 0,9 bi (10%)
Gerenciável5% a 25%155 (18,5%)58 mil (20,5%)11%R$ 39 biR$ 4,4 bi (47%)
BaixoAté 5%534 (64,5%)208 mil (74%)0,5%R$ 204 biR$ 1 bi (10%)
Total0 a 100%829281 mil13%R$ 250 biR$ 9,4 bi

Fonte: Dados da Declaração Única de Exportação (DUE), CAGED e declarações fiscais

Entenda as medidas:

  • Liberação do crédito acumulado de exportação dividido em três meses
    R$ 62 milhões em créditos
    295 empresas se enquadram nos critérios (níveis crítico, alto, relevante e gerenciável)
    73 mil empregos preservados
    Início da medida: Setembro de 2025

Empresas exportadoras acumulam créditos de ICMS gerados nas operações de exportação. Essas empresas têm um fluxo estabelecido para a transferência de crédito. Com a medida, o Estado vai antecipar a liberação do saldo de crédito acumulado dividido em três meses, garantindo a entrada de recursos no caixa das empresas de forma imediata.

  • Postergação do pagamento do ICMS por 60 dias durante três meses
    R$ 72 milhões em ICMS postergado (R$ 36 mi/mês)
    295 empresas se enquadram nos critérios (níveis crítico, alto, relevante e gerenciável)
    73 mil empregos preservados
    Início da medida: Setembro de 2025

Empresas diretamente afetadas pela tarifa poderão adiar o pagamento do ICMS por dois meses, durante três meses consecutivos. Na prática, os vencimentos do imposto serão prorrogados, sem multa, por 60 dias. A medida melhora o fluxo de caixa das empresas no curto prazo, permitindo que reorganizem suas finanças sem comprometer as operações.

  • Financiamento emergencial
    R$ 265 milhões disponíveis em linhas de financiamento
    18 mil empregos preservados
    Início da medida: Imediato

251 empresas se enquadram nos critérios
Níveis crítico, alto, relevante = faturamento até R$ 300 milhões/ano
Nível gerenciável = faturamento até R$ 100 milhões/ano

Empréstimo em Dólar (US$)
Total: R$ 165 milhões
Taxa: Variação cambial + 3% a.a.*
Custo p/ Estado: R$ 18,3 milhões
*Estado irá subsidiar cerca de 6 pontos percentuais em relação à média praticada no mercado

Empréstimo em Reais (R$)
Total: R$ 100 milhões
Taxa: 9% a.a. fixo em R$*
Custo p/ Estado: R$ 17,6 milhões
*Estado irá subsidiar cerca de 10 pontos percentuais em relação à média praticada no mercado

Condições gerais
Carência: 12 meses (pagamento dos juros semestrais)
Amortização: 24 meses (pagamento principal + juros mensais)
Prazo p/ quitação: 36 meses
Custo total p/ Estado: R$ 36 milhões

O Governo de SC, em parceria com o BRDE, vai oferecer uma linha de financiamento emergencial, específica para cobrir, por quatro meses, os custos fixos das empresas (como energia, aluguel e folha de pagamento) na mesma proporção das receitas que vinham das exportações para os EUA. Será considerado o histórico de exportações para os EUA nos últimos 12 meses, não atrelado a exportações futuras. 

Por exemplo: um negócio com faturamento anual de R$ 100 milhões, com cerca de R$ 40 milhões em exportações comprometidas pela nova tarifa, terá a opção de buscar um financiamento na ordem de R$ 4 milhões — nesse cálculo, a SEF/SC considera que o custo fixo representa 30% do faturamento da empresa.

Serão atendidos pela medida os negócios com faturamento máximo de R$ 300 milhões/ano que tenham sofrido impacto “crítico”, “alto” ou “relevante” diante da nova tarifa. Também serão atendidos os estabelecimentos com faturamento máximo de R$ 100 milhões/ano enquadrados no nível “gerenciável” de impacto.

“A medida prioriza empresas de médio e menor porte, que têm menos alternativas no mercado internacional e maior vulnerabilidade diante da tarifa, enquanto as grandes corporações costumam ter maior diversificação de mercados e estrutura mais adaptada para redirecionar suas estratégias comerciais”, explica o secretário Cleverson Siewert.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Fazenda

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Comércio Exterior

Governo lança hoje pacote de R$ 30 bi contra tarifaço de Trump; veja o que esperar

Medida Provisória prevê crédito com juros reduzidos, compras governamentais e reforma estrutural no Fundo de Garantia à Exportação

O governo federal apresenta nesta quarta-feira (13) um pacote de medidas para socorrer empresas brasileiras afetadas pelo tarifaço de 50% imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos nacionais. O plano, que será detalhado em cerimônia no Palácio do Planalto às 11h30, prevê uma linha inicial de crédito de R$ 30 bilhões, com possibilidade de ampliação, além de instrumentos de estímulo à exportação e apoio jurídico contra as tarifas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva antecipou, em entrevista à BandNews, que a ajuda priorizará pequenas empresas e exportadores de alimentos perecíveis, como frutas, mel e hortaliças; e de máquinas, setores com menor capacidade de absorver o choque nas vendas externas. “Ninguém ficará desamparado pela taxação do presidente Trump”, disse Lula, reforçando que a medida busca preservar empregos e abrir novos mercados para os afetados. Segundo ele, o governo também incentivará ações judiciais nos EUA para contestar as tarifas.

O pacote será formalizado por medida provisória e deve incluir autorização para compras governamentais de produtos de empresas atingidas, conforme confirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “É um projeto que contempla as várias demandas do setor produtivo. Nós tivemos reuniões com os setores produtivos e ele atende particularmente aos mais afetados”, afirmou.

Crédito extraordinário e contrapartidas

O financiamento será concedido por meio do Banco do Brasil e do BNDES, com juros reduzidos e prazo de carência. Haddad explicou que os recursos virão de crédito extraordinário ao Orçamento, mecanismo que não conta para o limite de gastos do arcabouço fiscal, e que, em alguns casos, o acesso aos empréstimos dependerá da manutenção dos empregos.

O plano também prevê o uso do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para ampliar a cobertura a empresas exportadoras, não apenas às prejudicadas pelo tarifaço. “Estamos fazendo uma reforma estrutural no FGE, com suporte de outros fundos, para garantir instrumentos modernos para toda empresa brasileira com vocação para exportar”, disse Haddad.

Dentro da meta fiscal

A taxação americana entrou em vigor no último dia 6, após Trump vincular a medida a uma retaliação política pelo processo judicial contra Jair Bolsonaro nos EUA. Embora a Casa Branca tenha retirado cerca de 700 itens da lista, setores estratégicos permaneceram sujeitos à tarifa, provocando queda imediata nas vendas, cancelamentos de contratos e relatos de demissões.

O governo sinalizou que o pacote terá limites fiscais. “Todas as soluções vão ficar dentro da meta”, garantiu Haddad, referindo-se à meta de déficit zero para 2025.

Lula afirmou que o Brasil também buscará solução para o impasse na Organização Mundial do Comércio (OMC) e poderá adotar medidas de reciprocidade, mas sem “bravatas”. “Vamos medir as consequências de cada ação a ser tomada”, disse o presidente.

Fonte: InfoMoney

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Exportação

Exportadores de SC se antecipam ao tarifaço e vendas aos EUA disparam até 900%

Análise da FACISC aponta que, das 100 mercadorias mais vendidas aos EUA, metade delas vendeu pelo menos o dobro, em julho

As vendas de Santa Catarina aos Estados Unidos –  nosso principal parceiro comercial –  deram um salto no mês de julho, logo após o anúncio do tarifaço na segunda semana no mês, mas antes da vigência das taxas de 50%, o que passou a valer no dia seis de agosto. Os catarinenses aceleraram a remessa de carga para fugir das novas regras.

Houve um  crescimento expressivo das exportações catarinenses no mês. De acordo análise da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) sobre dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), dos 100 produtos catarinenses mais exportados aos EUA, metade deles aumentou suas vendas em pelo menos o dobro do registrado em julho de 2024 (veja lista no final do texto).

As cidades de SC que mais exportam aos EUA

1º: Jaraguá do Sul
2º: Joinville
3º: Caçador
4º: Blumenau
5º: Lages

As vendas aumentaram até para produtos isentos. Até itens que não eram comercializados com os EUA, como sucos de uva e maça, foram enviados. 

Esta antecipação impactou desde os setores do agronegócio aos que produzem maquinário para a produção industrial.

“Infelizmente, neste caso, o aumento destas exportações não é algo a ser celebrado. Pelo contrário. Demonstra o cenário de incerteza econômica que o setor produtivo catarinense está enfrentando”, explica  o diretor de Relações Internacionais da FACISC, Evaldo Niehues Junior.

Para se ter uma ideia, madeiras serradas e compensadas produzidas em SC aumentaram, respectivamente, em 137% e 117% as vendas para os EUA em julho, em relação ao mesmo período do ano passado.

O tabaco não manufaturado, que está entre os produtos taxados em 50%, registrou um aumento de 700% nas vendas para os EUA em julho. Isso que o país nem é o principal parceiro comercial do Brasil nesta cultura, que é produzida principalmente no Extremo Sul catarinense e tem como principal comprador a Bélgica.

Em julho do ano passado, empresas catarinenses não exportaram sucos de maçã e de uva aos EUA (posteriormente contemplados na lista de isenção tarifária) e, neste ano, no mesmo mês, venderam US$ 4,0 milhões,, além de óleos e gorduras animais, que cresceram 240% suas vendas no período. 

Máquinas e equipamentos mecânicos catarinenses aumentaram em 284% as vendas aos EUA – o maior montante já exportado de toda a série histórica. O produto, que se destaca no Vale do Itajaí, não está isento da tarifa de 50% e teve os EUA como segundo maior comprador em 2024.

No Planalto Norte de SC, o destaque para o crescimento das exportações aos EUA em julho ficou com os refrigeradores, com crescimento de 170%. No Norte, painéis para comando elétrico e máquinas e aparelhos para embalar mercadorias, com crescimento de 254% e 407%, respectivamente. No Oeste, turbinas hidráulicas, com crescimento de 959% em comparação a julho de 2024.

“Os efeitos negativos nas exportações virão nos próximos meses, principalmente aos setores não contemplados pela isenção tarifária”, avalia o diretor de Relações Internacionais.

Veja a lista dos 100 produtos de SC mais vendidos aos EUA

  • Obras de carpintaria para construções
  • Motores elétricos
  • Partes de motor
  • Madeira compensada
  • Madeira serrada
  • Outros móveis
  • Madeira em forma
  • Tabaco não manufaturado
  • Máquinas e aparelhos, mecânicos, com função própria
  • Partes e acessórios para veículos
  • Compressores de ar
  • Suco de frutas
  • Transformadores elétricos
  • Cerâmica não vitrificada
  • Iates
  • Gorduras e óleos não comestíveis
  • Recipientes de papel
  • Outros preparos de couros de bovinos e equinos
  • Madeira MDF
  • Gelatina
  • Carne suína
  • Mel
  • Bombas de líquidos
  • Refrigeradores
  • Gordura de bovinos, ovinos e caprinos
  • Instrumentos médicos
  • Peixes congelados, exceto filé
  • Paineis para comando elétrico
  • Máquinas e aparelhos, para trabalhar borracha ou plástico
  • Turbinas hidráulicas
  • Outros artigos de madeira
  • Outros aparelhos para conexão de circuitos elétricos
  • Máquinas e aparelhos para embalar mercadorias
  • Outras máquinas para fabricação de alimentos ou bebidas
  • Turbinas a gás
  • Madeira densificada
  • Aparelhos de elevação
  • Peptonas
  • Máquinas para colheita
  • Máquinas e aparelhos de uso agrícola
  • Aparelhos de controle
  • Peças de locomotivas
  • Outros compostos organo-inorgânicos
  • Álcoois cíclicos
  • Tampas de plástico
  • Peixes frescos, exceto filé
  • Ferramentas de madeira
  • Louças de cerâmica
  • Estruturas de ferro
  • Silicone
  • Farinhas de carnes, peixes e miudezas
  • Artefatos para construção, de plástico
  • Veios de transmissão
  • Roupas de cama, mesa e banho
  • Assentos
  • Sucos
  • Elementos de vias férreas
  • Produtos semimanufacturados de ferro ou aço
  • Gordura de porcos e aves
  • Aparelhos para análises físicas ou químicas
  • Utensílios de madeira para cozinha
  • Oxigênio compostos heterocíclicos
  • Outros produtos de plástico
  • Telefones
  • Extratos de chá e café
  • Moluscos
  • Tall oil
  • Outros produtos não comestíveis de animais
  • Chapas de plástico, não associadas a outros materiais
  • Semicondutores
  • Máquinas para seleção e peneiração de grãos
  • Válvulas
  • Máquinas para selecionar terra, pedras e minérios
  • Outras preparações alimentícias
  • Máquinas de terraplanagem
  • Jóias
  • Fios de algodão para venda a retalho
  • Carbonato de magnésio
  • Pigmentos
  • Partes de aparelhos de aeronaves e aparelhos espaciais
  • Lâminas de corte
  • Centrífugas
  • Laminadores de metais
  • Sobretudos e capas, masculinos
  • Acessórios elétricos de energia
  • Outros fármacos
  • Outros motores
  • Partes para máquinas e motores
  • Fios de algodão com pelo menos 85% de algodão
  • Veículos
  • Microfones e fones de ouvido
  • Aparelhos e instrumentos de pesagem
  • Carbonatos
  • Outros produtos de ferro
  • Equipamentos de transmissão
  • Mate
  • Camisetas de malha
  • Produtos para o cabelo

Fonte: NSC Total

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Comércio Exterior

Brasil assina memorando de cooperação com China e Rússia em meio a tarifaço

Iniciativas buscam diversificar parcerias em um contexto de tensões comerciais globais

Foi publicado no DOU (Diário Oficial da União) desta segunda-feira (11), dois memorandos de cooperação do Brasil com a China e a Rússia, que permitem avanços em áreas estratégicas de finanças e economia.

Os documentos foram assinados em 3 de julho de 2025, no Rio de Janeiro, mas publicados em meio às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a determinados produtos brasileiros.

A iniciativa com os chineses permite que os países “estabeleçam sinergias estratégicas entre as estratégias brasileiras de desenvolvimento, como a NIB (Nova Indústria Brasil), o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Plano de Transformação Ecológica e o Programa Rotas da Integração Sul-Americana e a Iniciativa Cinturão e Rota, para impulsionar a atualização e o melhoramento da qualidade da cooperação entre os dois países”.

Além disso, o memorando destaca o compromisso de “expandir e aprofundar a cooperação programática” e reforça o papel da COSBAN (Comissão Brasileiro-Chinesa de Alto Nível), com foco em “ações concretas para propiciar a criação de um mecanismo internacional voltado à proteção e preservação das florestas tropicais”.

Já o memorando com os russos estabelece um “Diálogo Econômico e Financeiro bilateral regular” para promover cooperação em áreas como “políticas macroeconômicas, desafios econômicos, cooperação tributária, financiamento de infraestrutura e fortalecimento da cooperação multilateral no âmbito dos BRICS e do G20”.

O texto ressalta que as partes atuarão com base nos princípios de “igualdade, benefício mútuo, confiança mútua firme, abertura, inovação, justiça, equidade e respeito à soberania”.

Os documentos foram assinados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e seus homólogos Anton Siluanov, da Rússia, e o representante do Ministério das Finanças da China. As iniciativas buscam diversificar parcerias em um contexto de tensões comerciais globais.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Em meio às tarifas dos EUA, Lula conversa por telefone com Xi Jinping sobre ‘defesa do multilateralismo’

O governo informou que os dois países ‘concordaram sobre o papel do G20 e do BRICS na defesa do multilateralismo’. Segundo fontes do governo, a ligação, feita a pedido de Lula, também tratou das relações bilaterais entre os países e a conjuntura geopolítica internacional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o líder chinês Xi Jinping nesta segunda-feira (11) em meio ao tarifaço dos Estados Unidos imposto pelo presidente americano Donald Trump. A realização da ligação foi confirmada pelo Planalto.

De acordo com fontes do governo, a conversa, feita a pedido de Lula, também tratou das relações bilaterais entre os países e a conjuntura geopolítica internacional.

Em nota, o governo informou que a ligação durou cerca de uma hora e que os dois países “concordaram sobre o papel do G20 e do BRICS na defesa do multilateralismo”. Quando o governo americano aumentou tarifas de importação de mercadorias brasileiras para 50%, o Planalto classificou a medida como unilateral.

“Os chefes de Estado também conversaram sobre a parceria estratégica bilateral. Nesse contexto, saudaram os avanços já alcançados no âmbito das sinergias entre os programas nacionais de desenvolvimento dos dois países e comprometeram-se a ampliar o escopo da cooperação para setores como saúde, petróleo e gás, economia digital e satélites”, afirmou o documento.

Segundo a mídia estatal chinesa, Xi disse a Lula que os dois países poderiam dar um exemplo de “autossuficiência”. Ele também declarou que “todos os países devem se unir e se opor firmemente ao unilateralismo e ao protecionismo”, relatou a Xinhua.

Mais tarde, o presidente brasileiro foi às redes sociais para comentar a ligação.

“Reiterei a importância que a China terá para o sucesso da COP 30 e no combate à mudança do clima. O presidente Xi indicou que a China estará representada em Belém por delegação de alto nível e que vai trabalhar com o Brasil para o êxito da conferência”, diz a postagem.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), entre janeiro e julho deste ano as exportações para a China superaram os US$ 57,6 bilhões — cerca de R$ 313 bilhões. Já as importações somaram US$ 41,7 bilhões — cerca de R$ 227 bilhões.

Também nesta segunda, Lula afirmou que o Brasil precisa manter sua soberania e sonhar grande diante de um cenário internacional cada vez mais hostil. As declarações foram feitas durante a entrega de um prêmio da área de educação, no Palácio do Planalto.

“Este país está precisando de todos nós, porque o mundo está ficando mais perverso. O mundo está ficando mais nervoso, e nós precisamos de um país soberano, democrático, e que o povo brasileiro seja o único dono deste país”, disse Lula.

Medidas de reciprocidade

Assim que lançar o plano de ajuda econômica em resposta ao tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos brasileiros, o governo quer iniciar o debate sobre medidas de reciprocidade. A informação foi publicada pela jornalista Ana Flor, da GloboNews.

O tema é considerado polêmico porque empresários brasileiros temem que a aplicação da Lei de Reciprocidade possa encarecer produtos importados dos EUA ou gerar outros impactos negativos na economia. Além disso, integrantes de setores econômicos avaliam que o uso da lei poderia sinalizar uma saída da mesa de negociação para tentar reverter as tarifas impostas nos últimos meses.

Segundo fontes do governo, Lula pediu aos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Fazenda a análise de medidas pontuais de reciprocidade. A orientação, segundo integrantes dessas pastas, não é adotar ações amplas, mas medidas específicas.

Fonte: G1

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Comércio Exterior

Tarifaço dos EUA já impacta transporte rodoviário de cargas no Paraná

Segmentos da economia paranaense já estão sofrendo os efeitos das sobretaxas de 50% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros desde a última quarta-feira (6), segundo o Setcepar (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná). Já há suspensão de produção e adoção de férias coletivas em algumas empresas, de acordo com Silvio Kasnodzei, presidente do sindicato.

“Tivemos relatos de embarcadores que anteciparam seus envios para julho, tentando fugir da tarifação”, disse Kasnodzei. O sindicalista explicou que o tarifaço dos EUA afeta vários setores da economia do Paraná, especialmente o agronegócio, a indústria de base e o setor madeireiro, com forte dependência do comércio exterior.

Ainda não foram registrados cancelamentos de contratos, mas já há paralisação de frotas e ociosidade em alguns terminais logísticos. Ainda segundo o dirigente do Setcepar, verifica-se uma reação em cadeia que atinge portos, transportadoras e o próprio planejamento das empresas exportadoras. Há o temor de que o impacto nas exportações possa resultar em um quadro de desemprego em massa.

Mais barreiras
Empresas que exportam a outros países, além dos EUA, relatam preocupação de que outros destinos também venham a impor barreiras ao Brasil, segundo informou o presidente do Setcepar, devido a pressões geopolíticas. Kasnodzei acredita em uma saída pela via da negociação e diz que esse cenário não pode se manter por muito tempo. “Isso seria o caos, não só para o transporte, mas para toda a economia brasileira”, afirmou.

Fonte: Agência Infra

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Comércio Exterior

Plano de contingência contra tarifaço deve ser anunciado até terça (12)

Alckmin teria agenda nesta segunda em São Paulo, mas cancelou para reunião com Lula em Brasília em que deve tratar de últimos detalhes das medidas

Concentrado nos esforços para tirar do papel o pacote de medidas de socorro para mitigar os efeitos do tarifaço dos Estados Unidos, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, cancelou agendas que teria em São Paulo nesta segunda-feira (11) para um “compromisso inadiável” em Brasília.

Alckmin terá uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro está marcado às 17h. Mas, os ministros terão uma prévia com a Casa Civil. Têm participado dos encontros: Rui Costa (Casa Civil), Fernando Haddad (Fazenda), Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União).

A expectativa é que o plano de contingência seja anunciado até terça-feira (12), seis dias após as tarifas impostas aos produtos brasileiros terem entrado em vigor.

Na capital paulista, Alckmin participaria de um congresso do agronegócio pela manhã e do lançamento de um programa de qualificação para exportações à tarde. Ele já estava em São Paulo.

De acordo com membros da equipe econômica do governo, o plano a ser apresentado foi construído “sob medida”, com diferentes ações para múltiplos setores e perfis de empresas. O pacote contará com medidas de mitigação de “curto, médio e longo prazo”, de acordo com estes governistas.

Devem fazer parte do plano linhas de crédito para setores impactados e a expansão de compras governamentais, permitindo que órgãos públicos absorvam mercadoria que deixará de ser exportada. Segundo cálculos do governo, as tarifas de 50% afetarão cerca de um terço das empresas que vendem aos EUA.

Entre as 694 isenções da tarifa, estão alguns dos itens mais importantes da pauta de exportações brasileira para os Estados Unidos, como o suco de laranja, celulose e os aviões da Embraer. Mas outros produtos importantes, como café e carne, seguem tarifados.

Fonte: CNN Brasil

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Economia

TARIFAÇO: Supermercados projetam queda de US$ 40,4 bilhões na economia do Brasil

O Fórum da Cadeia Nacional de Abastecimento (FCNA), que reúne associações ligadas às redes de supermercados, enviou um relatório ao governo federal para alertar sobre os impactos do tarifaço dos Estados Unidos na economia e no consumo, a partir do cenário atual de sobretaxas de 50% sobre o Brasil.

Segundo o estudo enviado pelo grupo, se não houver mudanças no médio prazo, a economia brasileira pode perder US$ 40,4 bilhões em 12 meses, o que significaria uma redução de 1,8 ponto percentual no PIB. De acordo com o relatório, essa situação derrubaria o crescimento esperado para 2025, de 3,2%, para 1,3%.

Associações ligadas a redes de supermercados apresentam lista de medidas ao governo

O estudo aponta que o setor mais exposto neste momento é a indústria de transformação, que pode ter retração de até 5,6 pontos percentuais no cenário mais grave, enquanto a agropecuária e a indústria extrativa sofreriam menos por terem maior capacidade de redirecionar commodities para outros mercados.

O documento também traça cenário de impactos negativos sobre a arrecadação federal, com perdas de até 2% no curto prazo, além de pressão sobre o emprego.

Sem medidas de fomento ao mercado interno, projeta-se uma redução de 179 mil postos de trabalho no curtíssimo prazo (até seis meses após a entrada em vigor da tarifa), até 287 mil postos no médio prazo (18 a 36 meses).

“O FCNA manifesta sua profunda preocupação com os impactos econômicos e sociais potenciais, em especial sobre setores que lideram as exportações brasileiras de alimentos, bebidas e insumos industriais, como café, carnes, frutas e derivados agroindustriais”, afirma o documento, que foi enviado na quinta-feira (8) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de oito ministros.

Para enfrentar o choque, o Fórum das associações propõe um conjunto de medidas para fortalecer o mercado interno. Entre elas, menciona a necessidade de antecipar a vigência da cesta básica nacional de alimentos com isenção tributária total.

O setor pede, ainda, “aceleração da redução da taxa Selic e ampliação do crédito produtivo”, além de “desoneração e simplificação das contratações formais, com foco nas pequenas e médias empresas”.

As demandas também incluem a criação de um programa emergencial de apoio aos setores mais impactados, com refinanciamento de passivos e compra pública de excedentes de produção, além de “medidas fiscais estruturantes, com foco no equilíbrio orçamentário”.

Segundo o Fórum, se as ações forem adotadas de forma coordenada, será possível neutralizar grande parte dos efeitos recessivos e de perda de empregos provocados pelo tarifaço.

Apesar do cenário traçado pelo setor, a imposição de tarifa de 50% feita por Donald Trump não causou uma mudança significativa nas expectativas dos economistas ouvidos pelo Banco Central para os principais índices da economia nacional.

O boletim Focus da segunda-feira (4) apresentou uma queda na previsão para a inflação e manteve a perspectiva para o PIB (Produto Interno Bruto), o dólar e a taxa de juros deste ano.

A expectativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu pela décima semana seguida, indo de 5,09% para 5,07%. Os analistas também reduziram o IPCA de 2026 para 4,43%, uma diminuição de 0,01 ponto percentual em relação à semana passada. Já a expectativa para 2027 e 2028 segue em 4% e 3,8%, respectivamente.

Com isso, o mercado manteve a expectativa que a inflação fique no limite da meta no próximo ano. O objetivo é alcançar uma alta de preços anual de 3%, com variação de 1,5% para cima ou para baixo.

Além da inflação, o outro índice que teve alteração na comparação com o último boletim foi o PIB, que teve uma redução em 2026 (de 1,89% para 1,88%) e 2027 (de 2% para 1,95%). Neste ano, a perspectiva é que o crescimento econômico seja de 2,23%, patamar mantido pela quarta semana consecutiva.

O documento é endossado por 15 instituições:

Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Abad (Associação Brasileira dos Atacadistas e Distribuidores), Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), Abia (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos), Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), Abipla (Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes), Abir (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas), ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alumínio), Abralog (Associação Brasileira de Logística), Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho), Abre (Associação Brasileira de Embalagem), Andav (Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários), ANR (Associação Nacional de Restaurantes) e CropLife Brasil (Associação de Pesquisa e Desenvolvimento de Soluções para a Produção Agrícola Sustentável).

Fonte: Blog do BG

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Exportação

Mercados reagem a dados chineses e Fed; tarifas pressionam exportações brasileiras

As principais bolsas da Ásia e da Europa registraram alta, desafiando o ambiente de incerteza provocado pela nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos. O índice de Xangai atingiu seu maior patamar desde 2021, impulsionado por números de importação e exportação da China em julho que superaram as expectativas dos analistas. O bom desempenho dos dados chineses renovou o apetite por risco dos investidores e compensou, em parte, as preocupações comerciais globais.

Segundo fontes do Departamento de Comércio dos EUA, oito dos principais parceiros comerciais do país – responsáveis por cerca de 40% dos fluxos comerciais americanos – firmaram acordos para limitar as tarifas a 15% ou menos. No entanto, países como Brasil, Índia, Suíça e Canadá enfrentam agora tarifas significativamente mais elevadas, entre 35% e 50%, o que deve impactar diretamente setores exportadores estratégicos, como o de alimentos e commodities agrícolas.

Apesar da tensão tarifária, Taiwan e Coreia do Sul comemoraram isenções totais sobre as taxas de importação de semicondutores, um alívio importante para cadeias produtivas de alta tecnologia.

Outro fator que ajudou a sustentar o otimismo dos mercados foi a sinalização de que o Federal Reserve pode iniciar uma nova rodada de cortes de juros ainda este ano. Neel Kashkari, presidente do Fed de Minneapolis, e Mary Daly, do Fed de São Francisco, indicaram que a instituição ainda vê espaço para flexibilizar a política monetária nos próximos meses, diante de dados econômicos que sugerem desaceleração da atividade.

Em meio às especulações, o presidente Donald Trump afirmou que deve indicar nos próximos dias uma substituta temporária para o lugar de Adriana Kugler no conselho do Fed. Também circulam os nomes cotados para substituir Jerome Powell na presidência do banco central em 2026, com destaque para Kevin Warsh, ex-governador do Fed, e Kevin Hassett, conselheiro da Casa Branca.

Mercado de cacau mantém viés altista

No mercado de cacau, o contrato com vencimento em dezembro registrou nova valorização, encerrando o dia em US$ 7.837 por tonelada, com alta de US$ 87. Durante o pregão, oscilou entre US$ 7.657 e US$ 7.849, com um volume expressivo de 30.048 contratos negociados. O interesse em aberto subiu levemente, alcançando 96.534 contratos, sinalizando continuidade da pressão compradora.

Os estoques certificados nos portos dos EUA, monitorados pela ICE, apresentaram mais uma queda – desta vez de 8.333 sacas – totalizando 2.298.448 sacas, reforçando a percepção de aperto na oferta física da amêndoa nos mercados de entrega.

O contrato futuro de Real x Dólar com vencimento em 30 de agosto está estável, cotado a R$ 5,50, refletindo um momento de compasso de espera antes da divulgação de indicadores econômicos importantes nos EUA nesta quinta-feira.

Fonte: mercadodocacau

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