Exportação

Exportações de Mato Grosso: Egito assume vice-liderança e movimenta US$ 1,3 bilhão

O Egito passou a ocupar posição de destaque nas exportações de Mato Grosso, consolidando-se como o segundo principal destino dos produtos do estado. Em apenas dois anos, o país africano saiu da 22ª colocação no ranking comercial para a vice-liderança, ficando atrás apenas da China.

Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, indicam que o volume financeiro exportado para o mercado egípcio saltou de US$ 329,1 milhões em 2023 para US$ 1,34 bilhão em 2025 — um crescimento expressivo em 24 meses.

Milho impulsiona avanço egípcio

A escalada começou a ganhar força em 2024, quando o Egito já figurava na 6ª posição entre os destinos das vendas externas mato-grossenses, somando US$ 1,07 bilhão em aquisições.

O principal motor desse avanço foi o milho, que registrou crescimento acelerado: passou de US$ 180,6 milhões em 2023 para mais de US$ 1 bilhão em 2025. A expansão reforça a importância do cereal na pauta do agronegócio de Mato Grosso.

Além do grão, houve diversificação com a entrada da soja e a consolidação do setor têxtil. O algodão atingiu US$ 110,1 milhões em vendas, ampliando a presença estadual no fornecimento de fibras ao mercado internacional. As carnes bovinas congeladas também mantiveram estabilidade, garantindo faturamento anual superior a US$ 100 milhões.

Egito supera parceiros tradicionais

Com o novo cenário, o Egito ultrapassou mercados historicamente relevantes, como Tailândia e Vietnã.

Se em 2023 o país africano importava 16 tipos de produtos de Mato Grosso, atualmente o fluxo financeiro está concentrado em 11 itens considerados estratégicos, principalmente voltados à segurança alimentar e ao fornecimento de fibras.

Diversificação fortalece balança comercial

Para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, o avanço representa mais do que um crescimento pontual nas vendas externas. A mudança amplia oportunidades de novos acordos e reduz a dependência de poucos mercados compradores.

O secretário César Miranda avalia que a ascensão egípcia demonstra a competitividade da produção estadual e sua capacidade de abastecer mercados estruturais, especialmente aqueles com alta demanda por grãos e proteínas.

Segundo ele, a consolidação do milho como carro-chefe das exportações, aliada ao avanço do algodão e à manutenção da carne bovina na pauta, indica potencial de ampliação do mix exportador. A estratégia inclui investimentos em infraestrutura logística, previsibilidade nos embarques e abertura de novos mercados para produtos de maior valor agregado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Exportações do agronegócio: São Paulo lidera ranking nacional em janeiro

As exportações do agronegócio colocaram São Paulo na primeira posição entre os estados brasileiros em janeiro de 2026. O desempenho garantiu ao estado um superávit de US$ 1,31 bilhão, resultado de US$ 1,84 bilhão em embarques externos frente a US$ 530 milhões em importações.

Com isso, o estado respondeu por 17,1% de todos os embarques do agro brasileiro, superando Mato Grosso (16,7%) e Minas Gerais (11,5%) no ranking nacional.

Peso do agro na balança comercial paulista

Mesmo com território menor que o de outros grandes produtores rurais, o setor agropecuário teve papel estratégico na economia paulista. Em janeiro, o agronegócio paulista representou 40,9% de todas as exportações do estado.

Já as importações do setor corresponderam a 8% do total estadual, reforçando a relevância do campo na composição da balança comercial de São Paulo.

Complexo sucroalcooleiro lidera embarques

O complexo sucroalcooleiro foi o principal destaque da pauta exportadora, respondendo por 25,3% do total embarcado, o equivalente a US$ 465,3 milhões. O açúcar concentrou praticamente todo esse valor.

Na sequência aparecem:

  • Produtos florestais: 18,8% (US$ 346,9 milhões), com forte participação da celulose;
  • Carnes: 16,6% (US$ 305,8 milhões), impulsionadas pela carne bovina;
  • Sucos: 8,9%, majoritariamente suco de laranja;
  • Café: 7,2%, com predominância do café verde.

Juntos, esses cinco segmentos concentraram 76,8% das vendas externas do agro paulista.

O complexo soja respondeu por 2,7% das exportações em janeiro, com expectativa de avanço nos próximos meses, à medida que a colheita ganha ritmo.

Desempenho em relação ao ano anterior

Na comparação com janeiro de 2025, houve crescimento nas exportações de produtos florestais, carnes e complexo soja. Por outro lado, os segmentos sucroalcooleiro, de café e de sucos apresentaram retração, refletindo variações de preços internacionais e volumes embarcados.

Principais destinos das exportações

A China manteve-se como o principal mercado comprador, absorvendo 21,9% das exportações do agro paulista. Em seguida aparecem a União Europeia, com 18,1%, e os Estados Unidos, com 8,1%.

Os dados foram elaborados pelo Instituto de Economia Agrícola, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: CNN International

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Logística

Filas de caminhões em Miritituba chegam a 30 km e expõem gargalo logístico no Arco Norte

O porto de Miritituba, em Itaituba (PA), enfrenta um novo colapso logístico. Filas de caminhões carregados com soja e milho já chegam a cerca de 30 quilômetros, dificultando o descarregamento nos terminais portuários e pressionando o frete em plena safra de Mato Grosso.

Arco Norte sofre com gargalos no escoamento de grãos

Em janeiro, Mato Grosso exportou 487,63 mil toneladas de soja para 11 países, sendo que 34% do volume escoou pelos portos do Arco Norte. Em 2025, das 32,06 milhões de toneladas exportadas pelo estado, 49% passaram pelo mesmo corredor logístico.

Paulo Roberto Almeida Ferreira, coordenador técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), aponta que o problema não está na operação do porto, mas sim na logística terrestre. Segundo ele, cerca de 2,5 mil caminhões chegam diariamente ao porto para descarregar grãos, mas a infraestrutura rodoviária da BR-163 não consegue suportar a demanda.

“Qualquer contratempo na estrada, como acidentes ou trechos ruins, gera filas quilométricas que podem ultrapassar 30 quilômetros por dia”, afirma Ferreira.

Expedição técnica avalia situação in loco

No dia 21 de fevereiro, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) iniciou o Estradeiro da BR-163 — Do Campo ao Porto, uma expedição técnica que percorre os principais trechos da rodovia até os portos de Miritituba e Santarém (PA). A comitiva inclui cerca de 20 presidentes de sindicatos rurais e foi acompanhada pelo Canal Rural Mato Grosso.

Nesta segunda-feira (23), o grupo percorreu os 30 km do KM 30 até o porto e constatou o tamanho do gargalo. “É um movimento intenso, mas insuficiente para atender à demanda. Só Mato Grosso enviou 17 milhões de toneladas para cá no ano passado, e o caos logístico é evidente”, disse Vilmondes Tomain, presidente da Famato.

Mais de 30 horas de espera nas filas

O dirigente enfatizou que, apesar da qualidade do transbordo no porto, o acesso terrestre limita a operação. “Alguns caminhões estão há mais de 30 horas na fila. É inadmissível em um país com nosso potencial econômico”, afirmou.

Tomain anunciou que a situação será levada a governantes estaduais e a deputados federais e estaduais, cobrando compromisso com os trabalhadores e produtores rurais que geram riqueza para o país.

Objetivo do Estradeiro

O Estradeiro da BR-163 visa mapear os pontos críticos da rodovia no eixo norte, como trechos sem pavimentação, buracos, atoleiros e desbarrancamentos, além de avaliar a manutenção das vias. As informações obtidas devem subsidiar propostas de melhoria em infraestrutura e segurança viária, fortalecendo o escoamento da produção de grãos do estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lucas Nunes

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Agronegócio

Forbes Agro100 2025 revela o poder bilionário do agronegócio brasileiro

A lista Forbes Agro100 2025 trouxe à tona a força econômica do agronegócio no Brasil, destacando as empresas e cooperativas mais influentes do setor. Juntas, as organizações presentes no ranking registraram um faturamento de R$ 1,9 trilhão, consolidando o agro como um dos pilares da economia nacional.

Diversidade de segmentos e liderança em produção

O ranking reúne corporações de diferentes áreas do agro, como produção agrícola, proteína animal, insumos, logística, exportação e cooperativismo. Entre os produtos mais representativos estão soja, milho, carne bovina, frango, açúcar e café, com destaque na produção e comercialização internacional.

Integração em toda a cadeia produtiva

Além do faturamento, a Forbes analisou toda a cadeia do agronegócio, desde o plantio e criação de animais até a chegada dos alimentos ao consumidor. Essa abordagem evidencia o alto grau de integração do setor, conectando a produção primária à indústria de processamento, armazenagem, transporte e exportação. O modelo integrado é apontado como responsável pelo impressionante volume financeiro do setor.

As 10 maiores empresas do Agro100 2025

  1. JBS – R$ 416,95 bilhões | Proteína animal
  2. Marfrig Global Foods – R$ 144,15 bilhões | Proteína animal
  3. Cargill Alimentos – R$ 109,19 bilhões | Alimentos e bebidas
  4. Ambev – R$ 89,45 bilhões | Alimentos e bebidas
  5. Bunge Alimentos – R$ 69,82 bilhões | Alimentos e bebidas
  6. Raízen Energia – R$ 66,91 bilhões | Agroenergia
  7. Copersucar – R$ 62,35 bilhões | Comércio e tradings
  8. BRF – R$ 61,38 bilhões | Proteína animal
  9. Cofco Brasil – R$ 53,33 bilhões | Comércio e tradings
  10. Suzano – R$ 47,40 bilhões | Celulose, madeira e papel

Impacto econômico e social do setor

O faturamento bilionário das empresas listadas reforça o peso do agronegócio no PIB brasileiro, além de destacar seu papel estratégico na geração de empregos, na arrecadação tributária e na manutenção de uma balança comercial positiva.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Envato

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Portos

Portos da região Norte lideram crescimento no Brasil em 2025 e fortalecem o Arco Norte

Os portos da região Norte foram os que mais cresceram no país em 2025, consolidando a importância estratégica do Arco Norte para o escoamento da produção nacional. Dados do Painel Estatístico Aquaviário, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), mostram que a movimentação na região avançou 10,33% em relação a 2024, totalizando 163,3 milhões de toneladas.

O desempenho supera com folga a média nacional, que ficou em 6,1%, e reforça a mudança no eixo logístico brasileiro, historicamente concentrado no Sul e Sudeste.

Arco Norte ganha protagonismo logístico

O crescimento confirma o papel do Arco Norte como alternativa eficiente para o escoamento da produção, especialmente do agronegócio. A rota reduz distâncias até mercados internacionais, diminui custos operacionais e contribui para aliviar gargalos em portos tradicionais.

A soja liderou a movimentação nos terminais nortistas, com 48,6 milhões de toneladas embarcadas — alta de 19,24% no ano. O volume corresponde a quase 30% de toda a carga processada na região.

O milho também apresentou expansão, somando 34,4 milhões de toneladas (+6,26%). Juntos, os dois grãos representaram 50,8% da movimentação total.

Além dos grãos, a bauxita foi destaque entre os minérios, com 24,8 milhões de toneladas transportadas.

Economia regional aquecida

O avanço não se restringiu às exportações de commodities. A movimentação de contêineres cresceu 15,28%, alcançando 12,1 milhões de toneladas. Como esse tipo de transporte envolve produtos de maior valor agregado — como eletroeletrônicos, bens de consumo e insumos industriais — o dado sinaliza dinamismo da economia regional.

Outro indicador relevante foi o aumento de 15,49% na movimentação de petróleo e derivados, que atingiu 13 milhões de toneladas. O crescimento reflete maior atividade industrial e demanda por combustíveis para transporte e produção.

Portos públicos e privados ampliam operações

Entre os complexos portuários, o Porto de Santarém registrou alta de 13,24%, movimentando 18,5 milhões de toneladas. Já o Porto de Vila do Conde cresceu 5,71%, alcançando 21,3 milhões de toneladas.

Na iniciativa privada, o Terminal Graneleiro Hermasa se destacou nacionalmente ao ampliar suas operações em 29,9%, totalizando 12,2 milhões de toneladas.

O Ministério de Portos e Aeroportos avalia que o resultado reflete a consolidação de um ambiente favorável a investimentos e a integração entre poder público e setor privado.

Nova fronteira de eficiência

Para o governo federal, o desempenho superior a 10% demonstra que o Norte deixou de ser apenas rota alternativa e passou a ocupar posição estratégica na logística nacional. A combinação de infraestrutura modernizada, investimentos privados e expansão do agronegócio fortalece a integração da região amazônica às cadeias globais de comércio.

Com a consolidação do Arco Norte, o Brasil amplia sua competitividade internacional e reduz custos logísticos, impulsionando exportações e promovendo desenvolvimento regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Portos do Paraná concentram quase 50% das exportações de frango do Brasil em janeiro de 2026

Os portos do Paraná responderam por 47,6% de toda a exportação de frango brasileira em janeiro de 2026, consolidando o estado como o maior corredor mundial para o embarque da proteína. O desempenho reforça a relevância estratégica da estrutura portuária paranaense no comércio exterior.

Ao longo de 2025, o Porto de Paranaguá embarcou mais de 2,8 milhões de toneladas de frango congelado, ampliando sua liderança no setor.

Volume exportado e principais destinos

Dados do Comex Stat indicam que, apenas no primeiro mês de 2026, foram exportadas 199 mil toneladas de carne de frango congelada pelos terminais paranaenses. O montante movimentou US$ 365 milhões em valor FOB (Free on Board).

Entre os principais mercados compradores estão Emirados Árabes Unidos, África do Sul e China, destinos que mantêm forte demanda pela proteína brasileira.

O Paraná lidera a produção nacional de frango e conta com um parque industrial formado por 36 frigoríficos de abate e processamento. Segundo a Portos do Paraná, a posição geográfica estratégica e a eficiência logística permitem atender cargas oriundas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de países vizinhos.

Infraestrutura impulsiona embarques de proteína animal

Um dos diferenciais competitivos está na estrutura voltada para contêineres refrigerados (reefers), fundamentais para o transporte de carnes congeladas. O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) possui o maior pátio de armazenagem de reefers da América do Sul, com 5.268 tomadas para conexão elétrica.

A confiabilidade operacional, a capacidade de armazenagem e o calado adequado para grandes navios figuram entre os fatores que atraem exportadores ao porto paranaense.

Carne bovina também avança

Além do frango, a carne bovina teve participação expressiva nas exportações nacionais em janeiro. Os portos paranaenses ocuparam a segunda posição no ranking brasileiro, com 27,7% de participação.

Foram 122 mil toneladas embarcadas, gerando US$ 690 milhões em valor FOB. China, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos lideraram as compras.

Somando frango e bovinos, o Porto de Paranaguá movimentou 272 mil toneladas de proteínas no mês, equivalente a 37,9% do volume nacional, com receita de US$ 728 milhões.

Soja lidera entre os granéis vegetais

A movimentação total de cargas nos portos do estado atingiu 5.288.747 toneladas em janeiro, o melhor resultado da história da Portos do Paraná para o mês. O número representa alta de 12,3% em relação ao recorde anterior, registrado em 2025.

A soja em grão foi o principal destaque entre os granéis vegetais, com 811,9 mil toneladas embarcadas, avanço de 98% na comparação anual. O milho também apresentou crescimento, com 387 mil toneladas exportadas, alta de 12%.

O açúcar ensacado registrou aumento de 199%, somando 397 mil toneladas. Já as exportações de óleos vegetais mantiveram Paranaguá na liderança nacional, com crescimento de 52% e volume superior a 123,9 mil toneladas.

Importações e fertilizantes em alta

No segmento de importação, o Porto de Paranaguá recebeu 882 mil toneladas de fertilizantes em janeiro, crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2025.

Outros insumos também apresentaram avanço significativo, como malte e cevada, com aumentos de 383% e 364%, respectivamente.

Crescimento consolidado no ano anterior

Em 2025, os portos paranaenses registraram o maior crescimento percentual em movimentação de cargas entre os terminais brasileiros, com expansão de 10,1%. O volume total saltou de 66,7 milhões de toneladas, em 2024, para 73,5 milhões de toneladas.

O desempenho operacional impactou diretamente o Pátio Público de Triagem do porto, que recebeu 507.915 caminhões no ano passado — alta de 29,5%. A estrutura, com 330 mil metros quadrados e mil vagas, organiza e direciona o fluxo de granéis sólidos vegetais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves – Portos do Paraná

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Internacional

China alcança recorde histórico na produção de grãos e supera 714 milhões de toneladas

A China registrou em 2025 a maior produção de grãos de sua história, alcançando 714,9 milhões de toneladas, segundo dados oficiais divulgados pelo governo. O volume representa um crescimento de 8,4 milhões de toneladas em relação ao ano anterior e consolida o país acima do patamar de 700 milhões de toneladas pelo segundo ano consecutivo.

Safra cresce apesar de desafios climáticos

De acordo com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, o desempenho foi alcançado mesmo diante de condições climáticas adversas, como secas, enchentes e períodos prolongados de chuvas em diferentes regiões do país. A resiliência da produção reforça a estratégia chinesa de fortalecer a segurança alimentar.

Colheitas de outono impulsionam crescimento

O vice-ministro da Agricultura, Zhang Xingwang, afirmou que as colheitas de outono foram responsáveis por mais de 90% da expansão anual. O crescimento da produção se concentrou principalmente nas províncias do nordeste da China, além da Mongólia Interior e de Xinjiang, que juntas responderam por cerca de 70% do avanço nacional.

Entre as culturas, o milho teve papel decisivo, contribuindo com aproximadamente 75% do aumento total da produção de grãos.

Soja e carnes mantêm trajetória de alta

No segmento de oleaginosas, a soja alcançou 20,91 milhões de toneladas, permanecendo acima da marca de 20 milhões pelo quarto ano consecutivo. Já a produção total de proteínas animais — incluindo carnes suína, bovina, ovina e de aves — avançou 4,2%, somando 100,72 milhões de toneladas.

Tecnologia impulsiona produtividade no campo

O governo chinês atribui parte relevante do desempenho ao avanço da tecnologia agrícola. A taxa de mecanização do plantio e da colheita chegou a 76,7%, enquanto a frota de drones agrícolas ultrapassou 300 mil unidades, cobrindo aproximadamente 30 milhões de hectares.

Esse progresso também se refletiu na renda rural, com aumento real de 6% no rendimento disponível per capita da população do campo.

Reformas agrárias estão no radar do governo

Para os próximos anos, o Ministério da Agricultura anunciou a aceleração de reformas estruturais, incluindo a ampliação de programas-piloto que estendem os contratos de terras rurais por mais 30 anos, medida considerada estratégica para dar previsibilidade aos produtores e sustentar o crescimento do setor.

FONTE: Agro Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

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Portos

Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá recebe mais de meio milhão de caminhões em 2025

Número recorde é quase 30% maior que o registrado em 2024; aumento de calado, estratégia logística e safra recorde de soja e milho influenciaram este marco operacional

O Pátio Público de Triagem do Porto de Paranaguá atingiu um novo recorde em 2025 ao receber 507.915 caminhões, o que representa 29,5% a mais do que em 2024 (392.214). O local, que conta com 330 mil m² e mil vagas de estacionamento, é responsável pela organização, classificação e direcionamento dos granéis sólidos vegetais que são enviados aos terminais e, posteriormente, embarcados em navios.

Outro recorde atingido pela unidade no último ano foi o de movimentação diária. Em 24 horas, entre os dias 21 e 22 de julho, 2.523 caminhões carregados de grãos e farelos passaram pelo pátio, 4% a mais do que o recorde anterior, registrado em julho de 2023, quando 2.456 veículos acessaram o local. O marco superou, com sucesso, a projeção de atendimento da unidade, que é de 2.500 caminhões.

Todo esse fluxo é meticulosamente controlado pelo sistema Carga Online, que informa às empresas o dia e a janela de horário em que o caminhão poderá acessar a triagem. Isso evita que os veículos trafeguem pelas rodovias de forma antecipada, fazendo paradas desnecessárias, que podem gerar filas ou lentidão no tráfego. O mesmo sistema controla a destinação dos caminhões aos terminais exportadores, evitando impactos no trânsito da região portuária.

“Os caminhões têm um horário programado para chegar a Paranaguá, evitando o acúmulo de veículos na região portuária”, declarou o assessor especialista da Diretoria de Operações Portuárias, Alessandro Conforto. O pátio conta com estrutura de apoio aos motoristas, como banheiros com chuveiros e cantinas.

Em 2025, a commodity que mais movimentou o Pátio de Triagem foi a soja em grão. Mais de 61% dos caminhões (306.801) que acessaram a unidade estavam carregados com o produto. O farelo de soja ficou em segundo lugar, com 24,5% (122.647 caminhões), seguido pelo milho (69.978 caminhões). Os meses de março e julho registraram os maiores volumes de veículos.

“Tivemos uma safra recorde de soja e milho no país, o que aumentou a movimentação de caminhões até o porto. No entanto, foram as estratégias logísticas no Pátio de Triagem que permitiram uma operação mais ágil até o embarque das cargas”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Outro fator responsável pelo movimento mais intenso no pátio foi a maior capacidade de embarque dos navios em uma única operação, em razão do aumento do calado operacional — distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação. Em setembro de 2025, houve um aumento do calado operacional nos berços de granéis sólidos, que passou de 13,1 metros para 13,3 metros. A ampliação permitiu um crescimento médio de até 1,5 mil toneladas por navio.

Segurança

Devido ao grande fluxo de veículos carregados com diversos tipos de granéis sólidos vegetais, a Portos do Paraná investe em segurança e participa de diversas operações. A mais recente foi uma ação integrada da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da Polícia Militar do Paraná (PMPR), com cães farejadores, realizada no início de dezembro.

“Nós garantimos a qualidade dos produtos, a segurança das operações e a conformidade da qualidade dos grãos, conforme normativas do Ministério da Agricultura”, afirmou o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira.

As vistorias e avaliações técnicas realizadas no Pátio de Triagem são fundamentais para garantir a qualidade dos produtos embarcados. “100% das cargas que transitaram no Pátio de Triagem e foram embarcadas estavam dentro dos padrões de qualidade requeridos pelos clientes”, pontuou Vieira.

Homenagem

Em agosto de 2025, o Pátio de Triagem recebeu a identificação com o nome oficial da unidade, que passou a ser denominada Dr. Mario Marcondes Lobo Filho, conforme a Lei Estadual nº 21.880, de 27 de fevereiro de 2024.

A homenagem é dedicada ao advogado parnanguara que ocupou cargos de destaque na administração da empresa pública Portos do Paraná. Mariozinho Lobo, como era conhecido, atuou como diretor administrativo e financeiro entre 2003 e 2007 e, posteriormente, como superintendente — função equivalente ao atual cargo de diretor-presidente — entre 2010 e 2011.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Cláudio Neves/Portos do Paraná

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Agronegócio

Tegram movimenta 13,5 milhões de toneladas de grãos em 2025 no Porto do Itaqui

O Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) encerrou 2025 com a movimentação de 13,5 milhões de toneladas de grãos pelo Porto do Itaqui, em São Luís. O volume foi exportado em 202 navios, conforme dados do Consórcio Tegram-Itaqui, consolidando o terminal como um dos principais corredores do Arco Norte.

Soja lidera embarques para Ásia e Europa

Do total movimentado, 11,7 milhões de toneladas corresponderam à soja, enquanto o milho respondeu por 1,8 milhão de toneladas. As cargas tiveram como principais destinos os mercados da Ásia e da Europa, reforçando a relevância do Itaqui na logística de exportação do agronegócio brasileiro.

Expansão prevê aumento de capacidade e novo berço

A administração do terminal projeta uma ampliação significativa da capacidade operacional nos próximos anos. Atualmente, o Tegram está apto a movimentar até 15 milhões de toneladas por ano, mas o plano de expansão prevê um acréscimo de 8,5 milhões de toneladas anuais com a implantação da terceira fase do projeto.

A iniciativa inclui a construção de um terceiro berço de atracação, com investimento estimado em R$ 1,161 bilhão, ampliando a eficiência e a capacidade de atendimento à demanda crescente por escoamento de grãos.

Demanda acompanha crescimento da safra nacional

A ampliação está alinhada ao avanço da produção agrícola no país. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma safra de 354,8 milhões de toneladas em 2025/2026, o que deve intensificar a necessidade de infraestrutura logística robusta, especialmente nos portos do Norte e Nordeste.

Estrutura logística reforça papel estratégico

Atualmente, o Tegram opera com quatro armazéns, que totalizam 500 mil toneladas de capacidade estática, além de moegas rodoviárias capazes de receber mais de 900 caminhões por dia. O terminal também conta com duas moegas ferroviárias, com capacidade para descarregar quatro vagões simultaneamente.

Importância para o Arco Norte

O presidente do Consórcio Tegram-Itaqui, Marcos Pepe Bertoni, destacou que a infraestrutura foi planejada para acompanhar o crescimento do fluxo de grãos pelo Arco Norte, especialmente das regiões Centro-Oeste e Nordeste. Para ele, os números de 2025 confirmam o papel estratégico do terminal.

“O grande volume exportado neste ano demonstra que o Tegram ocupa uma posição estratégica na cadeia do agronegócio brasileiro”, afirmou.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TEGRAM

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Economia

China define prioridades para a agricultura em 2026 com foco em modernização e revitalização rural.

Diretrizes agrícolas marcam início do 15º Plano Quinquenal.

A Conferência Central de Trabalho Rural da China, realizada nesta semana em Pequim, estabeleceu as principais diretrizes das políticas agrícolas e rurais do país para 2026. As definições foram divulgadas nesta terça-feira pela agência estatal Xinhua e ganham peso estratégico por antecederem o início do 15º Plano Quinquenal (2026–2030).

Antes do encontro, o Comitê Permanente do Birô Político do Partido Comunista da China (PCCh) promoveu uma reunião preparatória para alinhar as orientações sobre agricultura, áreas rurais e agricultores. O presidente Xi Jinping, que também ocupa os cargos de secretário-geral do PCCh e presidente da Comissão Militar Central, enviou instruções oficiais ao evento.

Agricultura no centro da estratégia nacional

Nas mensagens encaminhadas à conferência, Xi Jinping ressaltou que 2026 inaugura um novo ciclo de planejamento nacional, tornando essencial o fortalecimento das políticas voltadas ao desenvolvimento agrícola, à revitalização rural e à integração entre áreas urbanas e rurais.

Entre os principais objetivos definidos estão:

  • Avanço da modernização agrícola
  • Promoção integral da revitalização rural
  • Fortalecimento da coordenação entre campo e cidade

Segurança alimentar e renda no campo

A conferência reforçou a prioridade de assegurar a produção de grãos, além de ampliar a efetividade das políticas de apoio à agricultura, ao aumento da renda dos agricultores e ao desenvolvimento sustentável das regiões rurais.

O encontro ocorre na esteira da Conferência Central de Trabalho Econômico, que já havia destacado a integração urbano-rural, e após a divulgação das recomendações preliminares do 15º Plano Quinquenal, que colocam a agricultura como setor estratégico.

Documento Central nº 1 orienta políticas anuais

Segundo a Xinhua, os participantes analisaram um rascunho das diretrizes centrais voltadas à modernização agrícola e ao avanço da revitalização rural em todas as frentes. Tradicionalmente, essas orientações são consolidadas no chamado “Documento Central nº 1”, publicado anualmente no início do ano e considerado um termômetro das prioridades do governo central chinês.

Entre os temas debatidos estiveram a estabilização da produção de grãos e oleaginosas, a ampliação da capacidade produtiva agrícola e o fortalecimento de uma oferta alimentar diversificada.

Soja, comércio internacional e impacto no Brasil

De acordo com a Reuters, o plano prevê o aumento da produção doméstica de soja e de óleo de soja, o que pode reduzir parcialmente a demanda chinesa pela commodity no mercado internacional. Atualmente, o Brasil é o principal exportador de soja para a China, posição fortalecida após a guerra tarifária entre Estados Unidos e China.

Apesar disso, Brasil e China têm aprofundado a cooperação na cadeia de comércio da soja, movimento que tende a reduzir ainda mais a participação norte-americana nesse mercado estratégico.

Tecnologia impulsiona nova produtividade no campo

Outro ponto de destaque foi o papel crescente da inovação tecnológica no agronegócio. A conferência indicou esforços para acelerar avanços em tecnologias agrícolas essenciais, ampliar a aplicação prática de pesquisas científicas e desenvolver novos modelos de produtividade, adaptados às realidades regionais.

Resultados recentes sustentam metas futuras

Dados oficiais mostram que, em 2024, a produção total de grãos da China superou 700 milhões de toneladas pela primeira vez. Além disso, mais de 66 milhões de hectares de terras agrícolas de alto padrão já haviam sido desenvolvidas. Esses números são apontados como base sólida para a continuidade da modernização agrícola chinesa no próximo ciclo de planejamento nacional.

Fonte: Xinhua e Reuters
Texto: Redação

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