Transporte

MSC alcança 1.000 navios e consolida liderança no transporte marítimo global

A gigante do transporte marítimo Mediterranean Shipping Company (MSC) atingiu um marco histórico ao se tornar a primeira empresa do mundo a operar uma frota de 1.000 navios porta-contêineres. A informação foi divulgada pela consultoria asiática Linerlytica, especializada no setor.

Entrega de novo navio garante recorde

O feito foi possível após a entrega do navio MSC Migsan, com capacidade para 11.480 TEUs, construído pelo estaleiro Zhoushan Changhong Shipyard. A incorporação da embarcação elevou a frota da companhia ao patamar inédito de quatro dígitos na indústria de contêineres.

Expansão acelerada e liderança global

Empresa privada e maior armadora de contêineres do planeta, a MSC ultrapassou a dinamarquesa Maersk há cerca de cinco anos, consolidando sua posição no topo do ranking mundial. Atualmente, sua frota é cerca de 57% maior que a da principal concorrente.

Com capacidade total de aproximadamente 7,3 milhões de TEUs, a companhia alcança um volume equivalente à soma das frotas de outras grandes operadoras globais, como Hapag-Lloyd, Ocean Network Express, Evergreen Marine e HMM.

Crescimento impulsionado pelo mercado

Segundo especialistas, o avanço da empresa coincide com o período de maior valorização já registrado no mercado de transporte de contêineres, especialmente a partir de 2020. O diferencial da MSC está no fato de ter ampliado sua presença global majoritariamente por meio de crescimento orgânico, sem depender de grandes aquisições.

Sucessão familiar e legado

A companhia também anunciou recentemente mudanças em sua estrutura de comando. O fundador Gianluigi Aponte, de 85 anos, transferiu o controle do grupo para seus filhos, Diego Aponte e Alexa Aponte.

“Essa transição reflete não apenas o comprometimento e as conquistas deles, mas também a continuidade da tradição marítima da nossa família”, afirmou o empresário.

Natural de Nápoles, Aponte fundou a MSC em 1970 e transformou a companhia em um dos maiores conglomerados do setor, com forte atuação também no mercado de cruzeiros.

Fortuna e relevância global

A família Aponte figura entre as mais ricas do mundo, aparecendo regularmente na lista de bilionários da Forbes e sendo frequentemente apontada como a mais rica da Suíça.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Zhoushan Changhong International Shipyard

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Comércio Exterior

Frete marítimo: índice global de contêineres sobe 1% e pressiona custos logísticos

Após um período de estabilidade, o índice global de preços de contêineres voltou a registrar alta, refletindo mudanças nas principais rotas marítimas e impactos na logística internacional.

O Índice Mundial de Contêineres (WCI), divulgado pela consultoria Drewry, avançou 1% na última semana. O valor médio do frete passou de US$ 2.287 para US$ 2.309 por contêiner de 40 pés.

Segundo a consultoria, o aumento foi impulsionado principalmente pelas rotas Transpacífica e Transatlântica, que vêm apresentando maior volatilidade nos preços.

Rota Transatlântica tem salto expressivo

Um dos principais destaques foi a elevação nas tarifas spot entre Roterdã e Nova York, que subiram 25% em uma semana, atingindo US$ 1.968 por contêiner de 40 pés.

Esse movimento rompe o padrão recente de estabilidade no comércio Transatlântico e está diretamente ligado à redução de 13% na capacidade marítima disponível para abril.

Transpacífico também registra aumento

No eixo Transpacífico, os preços também avançaram. As tarifas entre Xangai e Nova York cresceram 7%, chegando a US$ 3.671, enquanto os embarques para Los Angeles tiveram alta de 9%, alcançando US$ 2.910 por contêiner.

A tendência reforça o cenário de pressão sobre o frete marítimo global, especialmente em rotas de alta demanda.

Ásia–Europa segue em queda

Na contramão das demais rotas, o transporte entre Ásia e Europa apresentou recuo nos preços. Os fretes de Xangai para Gênova caíram 3%, enquanto os envios para Roterdã tiveram queda mais acentuada, de 9%.

Custos de combustível e tensões geopolíticas influenciam mercado

A Maersk busca aprovação regulatória nos Estados Unidos para implementar uma sobretaxa emergencial de bunker, diante da volatilidade dos custos de combustível.

Além disso, as tensões no Oriente Médio seguem impactando o setor. Um cessar-fogo temporário no Estreito de Ormuz permitiu a retomada parcial das operações, mas ainda há incertezas operacionais e logísticas.

Perspectiva: tendência de alta no curto prazo

Apesar da retomada gradual de algumas atividades marítimas, a normalização dos fluxos de petróleo — responsáveis por cerca de 20% da oferta global que passa pelo estreito — pode levar meses.

Esse cenário mantém a pressão sobre o custo do combustível bunker e indica que as tarifas de frete marítimo devem continuar elevadas nas próximas semanas.

Fonte: Drewry

Texto: Redação

Imagem: Infomoney/REUTERS/Carlos Barria

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Comércio Exterior

CMA CGM e Maersk reestruturam serviço entre Ásia e Costa Leste da América do Sul

As gigantes do transporte marítimo CMA CGM e Maersk anunciaram uma reestruturação no serviço conjunto que conecta a Ásia à Costa Leste da América do Sul, com início previsto para o final de dezembro de 2025. A mudança inclui novas escalas estratégicas e ajustes operacionais voltados à eficiência logística e à adequação à demanda do mercado.

Nova rota inclui Hong Kong e Itajaí

Com a atualização, o serviço passará a escalar Xangai, Hong Kong, Shekou, Singapura, Santos, Itajaí, Singapura e novamente Xangai. A operação será realizada com uma frota de 11 navios, com capacidade entre 6.000 e 10.000 TEUs, segundo informações da consultoria Alphaliner.

A primeira viagem da nova rotação está programada para começar em 30 de dezembro, com a escala do navio Prestige, de 6.350 TEUs, operado pela Maersk, no porto de Xangai.

Ajustes buscam reforçar conexão entre Ásia e Brasil

A CMA CGM informou que a mudança faz parte de uma atualização em seu serviço SEAS 3, com foco em melhorar a conectividade entre a Ásia e o Brasil. A companhia destaca que a revisão da rota responde às dinâmicas atuais do mercado e reforça o compromisso com eficiência logística e suporte ao crescimento dos clientes.

Maersk anuncia cancelamentos programados

Já a Maersk comunicou a implementação de blank sailings em seu serviço ASAS2. A decisão está relacionada à necessidade de ajustar a oferta à demanda vigente, preservando a confiabilidade dos cronogramas e o equilíbrio da rede global de transporte.

Acordo amplia presença no Pacífico

Além das mudanças na rota Ásia–América do Sul, a Maersk também firmou recentemente um acordo de slot charter que permite à CMA CGM operar espaços em seu serviço Oceania, que conecta a Costa Leste dos Estados Unidos à Austrália, Nova Zelândia e ao Pacífico Sul.

A iniciativa reforça a cooperação entre as duas companhias e amplia as opções logísticas para os mercados atendidos.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Portos

EUA avaliam sanções contra a Espanha por suposta restrição de acesso a portos

Os Estados Unidos avaliam a adoção de medidas de retaliação contra a Espanha após o avanço de uma investigação sobre supostas restrições de acesso a portos espanhóis. Um ano depois do início do processo, a Federal Maritime Commission (FMC) considera aplicar sanções que podem incluir multas milionárias, limitações de carga e até a proibição de entrada de navios com bandeira espanhola em portos norte-americanos.

Navios dos EUA estariam entre os afetados

De acordo com a FMC, a apuração envolve normas e práticas adotadas pelo governo espanhol que, direta ou indiretamente, estariam impedindo o acesso de determinadas embarcações aos seus portos. Entre os casos já identificados, estariam navios de bandeira dos Estados Unidos, inclusive embarcações operadas dentro do U.S. Maritime Security Program.

Em atualização divulgada recentemente, a Comissão informou que dados coletados junto a diversas fontes confirmam que ao menos três navios norte-americanos tiveram a entrada negada em portos da Espanha em novembro de 2024. Segundo o órgão, a política que motivou essas recusas continua em vigor.

Relação com cargas ligadas a Israel amplia debate

A investigação agora busca aprofundar informações sobre a política espanhola de recusar acesso portuário a navios que transportam cargas com destino ou origem em Israel. A FMC solicitou contribuições de armadores, embarcadores e demais partes interessadas, com o objetivo de avaliar tanto as ações de fiscalização adotadas pela Espanha quanto os impactos sobre o comércio exterior dos EUA.

Para a Comissão, os indícios reunidos até o momento sugerem que as leis ou regulações espanholas podem estar criando condições desfavoráveis ao transporte marítimo internacional, afetando diretamente a navegação ligada ao comércio externo norte-americano.

Multas e restrições estão entre as possíveis respostas

Com base nesse cenário, a FMC informou que estuda quais medidas corretivas seriam adequadas para neutralizar os efeitos dessas práticas. Entre as opções consideradas estão restrições ao transporte de cargas, a recusa de entrada de navios com bandeira da Espanha e a aplicação de multas que podem chegar a US$ 2,3 milhões por viagem, valor já ajustado pela inflação.

Apesar da gravidade do tema, o órgão reforçou que nenhuma decisão final foi tomada. Segundo a FMC, todas as ações futuras dependerão da análise detalhada das provas reunidas e seguirão estritamente o marco legal que rege a atuação da Comissão.

FONTE: Shipping Telegraph
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shipping Telegraph

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Logística

Maersk reajusta tarifas de proteção de contêineres para embarques ao Brasil a partir de 2026

A Maersk confirmou que vai elevar as tarifas dos serviços Container Protect Essential (CP1) e Container Protect Unlimited (CP3) para todos os embarques enviados de qualquer parte do mundo com destino ao Brasil. As novas cobranças passam a valer em 1º de janeiro de 2026, por tempo indeterminado.

Segundo a empresa, o CP1 custará USD 37,05 por contêiner seco e USD 40,85 por unidade refrigerada (reefer). Já o CP3 será reajustado para USD 57,95 no caso de carga seca e USD 61,75 para contêineres refrigerados. As tarifas atualizadas se aplicam a todas as rotas internacionais com destino ao mercado brasileiro.

Tarifas seguem cálculo pelo PCD

A Maersk explicou que os valores são definidos com base no Price Calculation Date (PCD), regra que varia entre reservas Spot e não-Spot. Além disso, os reajustes podem sofrer acréscimos de outros encargos, como taxas locais e custos de contingência.

Exemplo de rota: Algeciras–Santos

Para ilustrar o novo esquema, a companhia divulgou a estrutura tarifária atualmente vigente no corredor Algeciras (Espanha) – Santos (Brasil). Nesse trajeto, permanecem válidos custos como frete básico, despesas de documentação, manuseio em terminal e serviços de exportação e importação. O CP1 segue aplicado a USD 37,05 para contêineres secos e USD 40,85 para unidades refrigeradas ou especiais.

Regras locais e contratos seguem preservados

A Maersk reforçou que as alterações não mudam tarifas previamente notificadas de acordo com regulações específicas. Em rotas sujeitas à US Shipping Act ou às China Maritime Regulations, qualquer ajuste só passa a valer quando incluído formalmente em contratos de serviço registrados junto à Federal Maritime Commission (FMC) ou à Shanghai Shipping Exchange.

Com o novo reajuste, a companhia busca garantir a sustentação operacional de seus serviços globais e assegurar a cobertura dos custos ligados à proteção de contêineres no comércio internacional com o Brasil.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Logística

Ações da Maersk caem com expectativa de reabertura do Mar Vermelho

As ações da Maersk registraram queda nesta quinta-feira, atingindo o menor valor desde julho. O movimento reflete a antecipação do mercado de que um possível acordo de cessar-fogo em Gaza possa restabelecer as rotas de transporte marítimo pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez, reduzindo a pressão sobre a crise de oferta que atualmente mantém as taxas de frete elevadas.

Acordo de cessar-fogo em Gaza gera expectativas

Na quarta-feira, Israel e o Hamas aceitaram a primeira fase do plano de cessar-fogo proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para Gaza. A medida reacendeu a esperança de que as forças houthis, do Iêmen e alinhadas com o Irã, interrompam os ataques à navegação comercial no Mar Vermelho. Desde o final de 2023, essas ações forçaram os transportadores a redirecionar suas rotas pelo sul da África.

Houthis ainda não se manifestam

Apesar do acordo, os houthis ainda não confirmaram sua adesão ao cessar-fogo nem indicaram qualquer mudança de postura. O grupo assumiu recentemente a responsabilidade pelo ataque a um navio operado pela Holanda.

Impacto nas ações da Maersk e nas taxas de frete

Nesta quinta-feira, as ações da Maersk caíram 2%, alcançando o menor patamar desde 8 de julho. Analistas alertam que, mesmo com a manutenção do cessar-fogo, as empresas de transporte marítimo provavelmente precisarão aguardar meses antes de obter garantias sobre a retomada ou não dos ataques.

O retorno das rotas pelo Canal de Suez poderia aumentar a capacidade de transporte disponível, pressionando ainda mais as taxas de frete, que já registraram queda em relação aos picos do início deste ano, segundo especialistas do Sydbank e do ABG Sundal Collier.

A Maersk ainda não comentou oficialmente sobre o assunto.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Leon Kuegeler

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