Economia

Inflação em 2025 se aproxima da meta e juros seguem estáveis, aponta Boletim Focus

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central (BC), mostrou nova redução na projeção da inflação para 2025, reforçando o movimento de convergência em direção à meta estabelecida pela autoridade monetária. A mediana das estimativas para o IPCA caiu de 4,80% para 4,72%, permanecendo apenas 0,22 ponto percentual acima do teto da meta, fixado em 4,50%. Um mês antes, a expectativa era de 4,83%.

Entre as previsões mais recentes — aquelas atualizadas nos últimos cinco dias úteis —, a mediana do IPCA passou de 4,80% para 4,70%, o que indica maior confiança do mercado em uma inflação sob controle nos próximos meses.

Para 2026, a projeção geral do mercado ficou estável em 4,28%, enquanto nas estimativas mais novas houve leve recuo, de 4,30% para 4,20%.

Projeções do Banco Central para inflação e meta contínua

De acordo com o Banco Central, o IPCA deve somar 4,8% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a última comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom). No horizonte relevante — o primeiro trimestre de 2027 —, a inflação acumulada em 12 meses é projetada em 3,4%.

O BC adota desde este ano o regime de meta contínua de inflação, baseada no IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Caso o índice permaneça fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que a instituição não cumpriu a meta — situação que ocorreu após o IPCA de junho.

Na ocasião, o BC publicou uma carta explicando que espera redução da inflação abaixo de 4,50% até o fim do primeiro trimestre de 2026.

Juros devem permanecer altos por mais tempo

Na última reunião, o Copom manteve a taxa Selic em 15% ao ano, reforçando o tom de cautela diante da incerteza no cenário econômico.

“O Comitê seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível atual da taxa de juros por período prolongado é suficiente para garantir a convergência da inflação à meta”, destacou o BC em comunicado oficial.

A projeção do mercado para a Selic no fim de 2025 também permaneceu em 15%, consolidando 16 semanas consecutivas de estabilidade. Considerando apenas as projeções mais recentes, a estimativa segue no mesmo patamar.

Para 2026, o mercado projeta uma Selic de 12,25%, enquanto para 2027 e 2028 as previsões continuam em 10,50% e 10%, respectivamente — sem alterações nas últimas semanas.

Perspectiva de estabilidade reforça política monetária

Analistas apontam que a combinação entre inflação em queda e juros estáveis indica uma política monetária mais conservadora, mas eficaz no controle dos preços. A tendência é que o BC mantenha a taxa Selic elevada até ter segurança de que o processo de desinflação está consolidado.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

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Importação

Importações de bens duráveis caem e indicam desaceleração da economia brasileira

O Brasil registrou uma forte queda nas importações de bens duráveis nos últimos meses, em mais um indício de desaceleração econômica provocada pelos juros altos. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o volume de importações de produtos como eletrodomésticos, eletrônicos e móveis caiu em julho pela primeira vez desde novembro de 2023. A retração continuou em agosto e se manteve praticamente estável em setembro.

O principal fator por trás do movimento é a redução das compras da China, responsável por mais de 50% das importações brasileiras de bens duráveis. Mesmo com as tarifas de 30% impostas pelos Estados Unidos ao gigante asiático, o Brasil não registrou aumento das compras — contrariando as expectativas do setor, que temia um desvio de exportações chinesas para o mercado brasileiro.

De julho a setembro, as importações brasileiras de bens duráveis chineses somaram US$ 423,9 milhões, uma queda de 11,1% em relação ao mesmo período de 2024. O recuo atingiu itens como smartphones, que tiveram redução de 2,9%, totalizando US$ 135,8 milhões, e refrigeradores, que despencaram 18,8%, com US$ 44,6 milhões importados no trimestre.

Juros altos e economia em ritmo mais lento

Para Lia Valls, pesquisadora associada do FGV/Ibre e responsável pelo Indicador de Comércio Exterior (Icomex), o enfraquecimento das importações reflete a desaceleração da atividade econômica brasileira. “O Brasil vinha em um ritmo muito forte de importações, mas a economia perdeu fôlego”, afirmou. Segundo ela, a queda é generalizada, atingindo os principais mercados fornecedores.

Nos Estados Unidos, segunda principal origem dos duráveis comprados pelo Brasil, as importações somaram US$ 20,8 bilhões em setembro — uma queda de 27,8% na comparação anual. O mesmo padrão é observado em máquinas e equipamentos, segmento que crescia acima de 20% em 2024, mas desacelerou para 3% no segundo trimestre de 2025 e chegou a cair em agosto. Apenas em setembro, houve alta devido à importação pontual de uma plataforma de US$ 2,4 bilhões de Singapura.

De acordo com José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o cenário é consequência direta da política monetária restritiva. O Banco Central elevou a taxa Selic de 10,5% para 15% ao ano desde setembro de 2024, encarecendo o crédito e freando o consumo de bens dependentes de financiamento.

Estoques altos e demanda menor pressionam o comércio exterior

Castro avalia que o estoque elevado de produtos importados da China também contribui para o recuo nas compras recentes. “O Brasil importou em ritmo acelerado no último ano, mas agora a economia desacelera, e as empresas ainda têm produtos em estoque”, explicou.

Além do cenário doméstico, há sinais de perda de fôlego na economia global, com a China vendendo a preços mais baixos do que há dois anos. “O movimento internacional também influencia o volume das importações brasileiras”, afirmou o especialista.

Atividade e emprego confirmam ritmo mais fraco

Indicadores econômicos reforçam a tendência de desaceleração. O IBC-Br, índice de atividade do Banco Central, recuou 0,5% em julho em relação ao mês anterior — a terceira queda consecutiva. No mercado de trabalho, o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) registrou a criação de 147 mil vagas formais em agosto, o pior resultado histórico para o mês, segundo o Ministério do Trabalho.

Enquanto os bens duráveis sofrem com a queda da demanda, os bens não duráveis e semiduráveis — menos dependentes de crédito — registraram crescimento de 46,7% e 9,3%, respectivamente, nas importações de setembro.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Anizelli/Folhapress

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Economia

Dólar pode cair para R$ 4,90 nos próximos meses, avalia economista do Bradesco

O dólar deve permanecer próximo de R$ 5 e pode até recuar para R$ 4,90 nos próximos meses, segundo projeção do economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa. A análise foi apresentada durante evento da Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), em São Paulo, na última sexta-feira (30).

Real fortalecido diante da fraqueza global do dólar

De acordo com Honorato, a trajetória recente do real reflete a fraqueza internacional da moeda americana. Ele estima que cerca de 70% da valorização do real desde o início do ano está ligada a esse movimento global.

“Vejo mais chances do dólar ficar próximo a R$ 5, ou até um pouco abaixo, nos próximos seis a nove meses, do que alcançar R$ 5,50”, destacou.

O economista acrescentou que, caso a moeda brasileira acompanhasse de forma mais direta o comportamento de outros países emergentes, a cotação estaria entre R$ 4,60 e R$ 4,90.

Crítica à moeda do Brics

Honorato também criticou a possibilidade de criação de uma moeda única do Brics — grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Para ele, a proposta seria “muito ruim” e deveria ser evitada pelo Brasil.

“Acho que o Brasil deveria fugir dessa ideia como o diabo foge da cruz”, afirmou.

Segundo o economista, a volatilidade gerada por governos como o de Donald Trump nos Estados Unidos faz com que países latino-americanos se aproximem ainda mais da China.

Inflação e política monetária

Sobre a política monetária, Honorato avaliou que a desaceleração da atividade doméstica e um câmbio mais estável devem abrir espaço para o início de um ciclo de cortes na Selic.

No entanto, ele considera “praticamente impossível” que a inflação brasileira atinja a atual meta de 3%. “É muito improvável, porque temos um governo que gasta bastante e incentiva a demanda”, explicou.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Agronegócio

Biond Agro: Corte do Fed e selic estável redesenham cenário para o agronegócio brasileiro

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, reduziu nesta semana sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, passando para a faixa de 4,00% a 4,25% ao ano, aplicando o primeiro corte em nove meses. Já no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, reforçando uma postura conservadora diante de uma inflação ainda acima da meta.

Conservador diante de uma inflação ainda acima da meta, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, em contraste com o corte de juros promovido pelo Fed. As decisões distintas devem movimentar o agronegócio brasileiro. 

Isabella Pliego, Analista de Inteligência e Estratégia da Biond Agro, avalia que os impactos para os produtores serão mistos. “A Selic elevada ajuda a manter o real valorizado e reduz o custo de insumos importados, mas ao mesmo tempo encarece o crédito rural, limitando investimentos, expansão e modernização da produção”, afirma. 

Além disso, a especialista destaca que a valorização da moeda brasileira diminui a atratividade das exportações,  já que cada dólar convertido resulta em menos receita em reais, comprimindo margens e afetando a competitividade do setor no mercado internacional. Contudo, os produtores podem aproveitar uma excelente janela estratégica. 

Biond Agro: Corte do Fed e selic estável redesenham cenário para o agronegócio brasileiro

Valorização do real reduz custos de insumos importados, mas crédito caro exige planejamento e prudência financeira dos produtores

O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, reduziu nesta semana sua taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, passando para a faixa de 4,00% a 4,25% ao ano, aplicando o primeiro corte em nove meses. Já no Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, reforçando uma postura conservadora diante de uma inflação ainda acima da meta.

Conservador diante de uma inflação ainda acima da meta, o Copom decidiu manter a Selic em 15% ao ano, em contraste com o corte de juros promovido pelo Fed. As decisões distintas devem movimentar o agronegócio brasileiro. 

Isabella Pliego, Analista de Inteligência e Estratégia da Biond Agro, avalia que os impactos para os produtores serão mistos. “A Selic elevada ajuda a manter o real valorizado e reduz o custo de insumos importados, mas ao mesmo tempo encarece o crédito rural, limitando investimentos, expansão e modernização da produção”, afirma. 

Além disso, a especialista destaca que a valorização da moeda brasileira diminui a atratividade das exportações,  já que cada dólar convertido resulta em menos receita em reais, comprimindo margens e afetando a competitividade do setor no mercado internacional. Contudo, os produtores podem aproveitar uma excelente janela estratégica. 

“Se o real se mantiver valorizado frente ao dólar, teremos folga para negociar melhores condições na compra de insumos importados, reduzir despesas logísticas e repensar prazos de financiamento interno. Mas é essencial acompanhar a rentabilidade das exportações; não basta produzir bem, é preciso garantir que o câmbio não absorva os ganhos de produtividade.”

Por fim, no mercado interno, as operações voltadas ao mercado interno, os efeitos tendem a ser neutros ou levemente positivos, já que os custos podem cair sem grandes alterações nos preços de venda.

“Quem conseguir equilibrar custos, se proteger do câmbio e planejar a longo prazo sairá em vantagem”, finaliza Isabella.

Fonte: Blond Agro

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Economia

Projeção da Selic acumulada 2025 passa de 14,25% para 14,30%

A revisão consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias

Os ministérios do Planejamento e da Fazenda aumentaram a projeção para a taxa Selic acumulada em 2025, de 14,25% para 14,30%. A revisão consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre.

Na sua mais recente reunião, da última quarta-feira, 17, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros em 15,0% ao ano, e afirmou que avalia se a manutenção da Selic neste nível por período “bastante prolongado” é suficiente para levar o IPCA à meta.

A projeção para o câmbio médio deste ano passou de R$ 5,70 para R$ 5,63. A previsão para a alta da massa salarial nominal passou de 12,08% para 12,11%. Já a estimativa para o preço médio do barril de petróleo no mercado internacional passou de US$ 68,38 para US$ 69,58.

No último dia 11, a Fazenda diminuiu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, de 2,5% para 2,3%. A previsão para o IPCA passou de 4,9% para 4,8%, ainda acima do teto da meta, de 4,5%. A estimativa para a inflação medida pelo INPC, que é usado para corrigir o salário mínimo, permaneceu em 4,7%.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Economia

Copom mantém a taxa Selic em 15,00% a.a.

​O ambiente externo se mantém incerto em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos. Consequentemente, o comportamento e a volatilidade de diferentes classes de ativos têm sido afetados, com reflexos nas condições financeiras globais. Tal cenário exige particular cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por tensão geopolítica.

Em relação ao cenário doméstico, o conjunto dos indicadores de atividade econômica segue apresentando, conforme esperado, certa moderação no crescimento, mas o mercado de trabalho ainda mostra dinamismo. Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e as medidas subjacentes mantiveram-se acima da meta para a inflação.

As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,8% e 4,3%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o primeiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,4% no cenário de referência (Tabela 1).

Os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, seguem mais elevados do que o usual. Entre os riscos de alta para o cenário inflacionário e as expectativas de inflação, destacam-se (i) uma desancoragem das expectativas de inflação por período mais prolongado; (ii) uma maior resiliência na inflação de serviços do que a projetada em função de um hiato do produto mais positivo; e (iii) uma conjunção de políticas econômicas externa e interna que tenham impacto inflacionário maior que o esperado, por exemplo, por meio de uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada. Entre os riscos de baixa, ressaltam-se (i) uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada do que a projetada, tendo impactos sobre o cenário de inflação; (ii) uma desaceleração global mais pronunciada decorrente do choque de comércio e de um cenário de maior incerteza; e (iii) uma redução nos preços das commodities com efeitos desinflacionários.

O Comitê segue acompanhando os anúncios referentes à imposição de tarifas comerciais pelos EUA ao Brasil, e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza. O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado.

O Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 15,00% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego.

O cenário atual, marcado por elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária. O Comitê seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta. O Comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso julgue apropriado.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Diogo Abry Guillen, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti, Renato Dias de Brito Gomes e Rodrigo Alves Teixeira.

Tabela 1

Projeções de inflação no cenário de referência

Índice de preços202520261º tri 2027
IPCA4,83,63,4
IPCA livres5,03,53,3
IPCA administrados4,33,83,8

Fonte: Banco Central do Brasil

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Economia

Ata do Copom reforça mensagem de que Selic ficará inalterada em 15% no início de 2026

Segundo o documento, diretores do Banco Central têm acompanhado os anúncios referentes à imposição pelos EUA de tarifas comerciais ao Brasil

Os diretores do Banco Central (BC) sinalizaram nesta terça-feira, 5, que os juros permanecerão inalterados em 15% ao ano até o início de 2026. Segundo os membros do Comitê de Política Monetária (Copom), apesar das surpresas baixistas da inflação no curto prazo, o cenário segue marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. As informações foram divulgadas na ata da última reunião do colegiado.

“O Comitê avalia que, após um ciclo rápido e firme de elevação de juros, antecipa-se, como estratégia de condução de política monetária, continuar a interrupção do ciclo de alta para observar os efeitos do ciclo empreendido. Ressaltou-se que, determinada a taxa apropriada de juros, ela deve permanecer em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado devido às expectativas desancoradas. O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em prosseguir no ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, informou o BC.

Os membros do Copom também afirmaram que têm acompanhado, com particular atenção, os anúncios referentes à imposição pelos Estados Unidos de tarifas comerciais ao Brasil, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza. A política fiscal expansionista do governo é outra fonte de preocupação do colegiado.

“Além disso, [o Copom] segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”, informaram os diretores do BC. 

Para os membros do Copom, o mercado de crédito tem dado sinais de desaceleração, diante dos juros altos. Além disso, no crédito às pessoas físicas, há um aumento do comprometimento da renda familiar com o serviço das dívidas e um aprofundamento do fluxo de crédito negativo, ou seja, maior pagamento do que contratação de dívida por parte das pessoas físicas, segundo os diretores do BC.

“Em contraposição ao mercado de crédito, o mercado de trabalho segue dinâmico. Tanto do ponto de vista de renda, com ganhos reais consistentemente acima da produtividade, como do emprego, com redução expressiva da taxa de desemprego para níveis historicamente baixos, o mercado de trabalho tem dado bastante suporte ao consumo e à renda”, informaram os membros do Copom.

Fonte: Exame

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Economia

Brasil tem 2ª maior taxa de juros real no mundo com Selic a 15%; veja lista

Copom manteve taxa básica no maior patamar desde 2006

Brasil segue com o 2º maior juro real do mundo após o BC (Banco Central) manter a Selic em 15%, em decisão divulgada nesta quarta-feira (30). É o que mostra um levantamento da consultora econômica MoneYou, que leva em consideração 40 países das Américas, África, Ásia, Europa e Oceania.

A taxa básica real do país é de 9,76%, atrás apenas da Turquia, a 10,88%. No mês passado, esses números eram, respectivamente, 9,53% e 14,44%.

O que são juros reais?

Os juros reais são a diferença entre a taxa nominal e a inflação, e, mais do que a taxa bruta, é o número que de fato afeta a economia.

O cálculo considera tanto a inflação quanto os juros futuros, estimados pelo mercado para 12 meses à frente, já que a tendência futura dessas duas variáveis é o que realmente influencia no andamento da economia e nas decisões do BC para a Selic.

Para a taxa brasileira, a metodologia usou a inflação projetada para os próximos 12 meses pelo mercado e coletada pelo Boletim Focus, que é de 4,53%.

Também foi considerada a taxa de juros DI a mercado dos próximos 12 meses, aproximadamente, no vencimento mais líquido, em julho de 2026.

Selic segue em 15%

Por volta das 18h30 desta quarta, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) confirmou o encerramento do ciclo de aperto monetário, mantendo a taxa no patamar de 15% ao ano, o mais elevado desde 2026.

O voto foi unânime pela manutenção dos juros, movimento que veio em linha com a ampla expectativa do mercado.

Fonte: CNN Brasil

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Economia, Informação, Tributação

Banco Central interrompe ciclo de alta dos juros e mantém Selic em 15% ao ano

Após 10 meses subindo juros, diretores do Copom decidiram, de forma unânime, encerrar ciclo; é o maior nível da Selic desde 2006.

O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) decidiu nesta quarta-feira (30), de forma unânime, manter a taxa básica de juros em 15% ao ano. Com a decisão, o BC interrompe o ciclo de sete altas consecutivas iniciado em setembro de 2024.

A expectativa predominante entre analistas financeiros indicava estabilidade no patamar atual — o maior desde 2006.

A nova taxa valerá ao menos pelos próximos 45 dias, quando os diretores do BC voltam a se reunir para discutir novamente a conjuntura econômica nacional.

Na reunião anterior, o comitê já havia demonstrado inclinação para pausar o aperto monetário. Mas reforçou o compromisso com a estabilidade dos preços.

Os diretores destacaram a necessidade de manter uma política monetária “significativamente contracionista por período prolongado”, diante da resiliência da inflação, da atividade econômica aquecida, de pressões sobre salários e expectativas desancoradas.

O que é a Selic?

A Selic é o principal instrumento de controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Juros mais altos encarecem o crédito, desestimulam a produção e o consumo, e podem frear o crescimento econômico.

Na prática, quando a taxa sobe, os juros cobrados em financiamentos, empréstimos e cartões de crédito aumentam, desestimulando o consumo e contribuindo para a redução da inflação.

Como você comentou sobre a taxa de juros, vamos aprofundar um pouquinho sobre isso,Play Video

Banco Central deve manter juros em 15%, e economista critica: ‘É uma taxa de agiotagem’por EconomiaPlayVoltar 10 segundosAvançar 10 segundosMudo.

Superquarta no Brasil e nos EUA

O anúncio desta quarta-feira ocorre durante a chamada “superquarta” — quando decisões sobre juros são divulgadas simultaneamente por autoridades monetárias do Brasil e dos Estados Unidos.

O Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano) manteve sua taxa no intervalo entre 4,25% e 4,5%.

No final de 2024, em resposta à valorização do dólar e ao avanço inflacionário, o Banco Central brasileiro intensificou os ajustes na Selic com o objetivo de conter o consumo e pressionar os preços para baixo.

Histórico

Entre agosto de 2022 e junho de 2023, a Selic permaneceu em 13,75% ao ano. Em seguida, ocorreram seis cortes consecutivos de 0,5 ponto percentual e outro de 0,25, reduzindo a taxa para 10,5% em maio de 2024.

Esse patamar vigorou até setembro do mesmo ano, quando o Copom iniciou uma nova série de elevações, levando os juros para 10,75%.

Desde então, houve sete aumentos sucessivos, até atingir os atuais 15% — o nível mais elevado desde 2006.

Fonte: R7

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Economia, Exportação, Investimento, Notícias

Tupy espera reação em mercado de autopeças no 2º semestre

Multinacional metalúrgica teve uma queda de 4,4% no faturamento ante igual período de 2024.

O cenário para o mercado autopeças é bastante desafiador com juros mais altos, instabilidades comerciais e geopolíticas, mas a expectativa ainda é de reação no segundo semestre, disse o presidente-executivo da multinacional metalúrgica Tupy, Rafael Lucches.

“O segundo semestre pode reservar um clima mais favorável”, afirmou o executivo à Reuters.

No primeiro trimestre, a Tupy teve uma queda de 4,4% no faturamento ante igual período de 2024 e o segundo trimestre também se mostra bastante desafiador para o setor por conta da conjuntura econômica, disse Lucchesi.

“As atividades econômicas globais estão num nível baixo por conta de incerteza global, geopolítica, guerras, tarifas comerciais e protecionismo. Tudo isso gera incertezas e investimentos em queda. Vai ser um ano mais apertado, complexo e mais difícil”, afirmou.

A Tupy, sediada em Santa Catarina, tem também fábricas no México e em Portugal. Segundo Lucchesi, 70% do mercado da Tupy está fora do Brasil.

O executivo criticou o atual patamar de 15% da taxa Selic e entende que além de acima do ideal acaba por reduzir a demanda interna.

“A gente também precisa melhorar nossa equação fiscal que é algo preocupante ao mesmo tempo que a gente tem uma taxa de juros que pune muito o setor produtivo”, disse ele à Reuters.

Os juros mais elevados afetam a demanda por bens de capital no mercado interno e automaticamente impactam as vendas da empresa.

“As montadoras vendem caminhões, tratores e colheitadeiras. O bloco (do motor) e cabeçote é da Tupy. Quando o frotista reduz a produção por óbvio que quem produz caminhões, tratores e colheitadeiras também reduz e estamos sentindo isso”, afirmou.

Fonte: CNN Brasil

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