Trafico

Receita Federal apreende 12 kg de cocaína no Porto de Paranaguá

Uma operação da Receita Federal resultou na apreensão de aproximadamente 12 quilos de cocaína em Paranaguá, no litoral do Paraná. A ação ocorreu na manhã da última quinta-feira (26), em um terminal marítimo privado, durante fiscalização de rotina com apoio de inteligência.

A droga estava escondida dentro do sistema de refrigeração de um contêiner, o que exigiu o uso de tecnologia para identificação.

Droga veio da Colômbia e estava em contêiner vazio

O contêiner tinha origem em Cartagena, na Colômbia, e chegou ao Brasil sem carga declarada. A condição de vazio levantou suspeitas e indicou que o entorpecente não foi retirado no destino final.

Segundo a Receita Federal, a carga já estava sob monitoramento, resultado de trabalho prévio de investigação e análise de risco no combate ao tráfico internacional de drogas.

Scanner auxiliou na localização dos entorpecentes

Durante a inspeção, agentes utilizaram equipamentos de scanner para identificar irregularidades na estrutura do contêiner refrigerado. No total, foram encontrados 10 tabletes de cocaína ocultos no condensador do equipamento.

Após a apreensão, o material foi encaminhado à polícia judiciária, responsável por dar continuidade às investigações.

Apreensões se intensificam em 2025

A operação marca a quarta ocorrência de apreensão de drogas em Paranaguá apenas neste ano. Em janeiro, foram interceptados 38 quilos de cocaína. Já em fevereiro, outras duas ações resultaram na apreensão de 36 quilos e 226 quilos, respectivamente.

Neste último caso, a droga estava escondida em uma carga legal de madeira para exportação, disfarçada dentro de vigas de pinus com interior oco.

Mais de 2,4 toneladas apreendidas na região

O volume total de apreensões em 2025 já ultrapassa 2,4 toneladas de cocaína nos portos do Paraná e de Santa Catarina, segundo a Receita Federal.

Somente em Paranaguá, foram mais de 1,8 tonelada de drogas apreendidas em portos, distribuídas em 12 operações ao longo do ano, evidenciando o reforço na fiscalização e no controle aduaneiro.

FONTE: Plural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Portos

Porto de Santos terá nova sede da Polícia Federal e investimentos em infraestrutura

O Porto de Santos avança em um novo projeto estratégico com a assinatura do convênio para elaboração da futura sede da Polícia Federal. A cerimônia contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e marca uma etapa essencial para o início das obras.

A formalização garante o desenvolvimento do projeto executivo, etapa técnica indispensável para viabilizar a construção da nova unidade no litoral paulista.

Nova sede reforça combate ao crime no Porto de Santos

De acordo com o ministro, a instalação da nova estrutura é considerada fundamental para intensificar o combate à criminalidade transnacional e ampliar a segurança nas operações portuárias.

O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, enfrenta desafios constantes relacionados ao tráfico internacional de drogas, contrabando e atuação de organizações criminosas. Nesse cenário, a nova sede deve ampliar a capacidade operacional da corporação.

O prédio será construído dentro da área do porto, com acesso direto ao canal do estuário. A estrutura terá cerca de 5,8 mil metros quadrados, distribuídos em dez andares, reunindo setores administrativos e operacionais em um único espaço.

O superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Rodrigo Luiz Sanfurgo, destacou que o projeto representa uma ação estratégica do Estado para fortalecer a presença institucional em uma área considerada sensível.

Segundo ele, a nova localização permitirá maior eficiência no enfrentamento ao crime organizado, além de oferecer mais segurança para trabalhadores e empresas que atuam no ambiente portuário.

Investimentos ampliam infraestrutura portuária

Além da nova sede da Polícia Federal no Porto de Santos, outras obras relevantes foram anunciadas para a região.

Entre elas, está a segunda etapa da Perimetral do Guarujá, que deve receber investimentos de aproximadamente R$ 1 bilhão. O projeto prevê a construção de três quilômetros de vias, com impacto direto na logística e mobilidade da região.

Também foi confirmada a construção de dois novos berços na área do Alemoa, com aporte estimado em R$ 350 milhões por empresas parceiras. A ampliação permitirá atender à crescente demanda por movimentação de cargas.

O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, ressaltou que as intervenções vão impulsionar a eficiência operacional do porto e fortalecer sua competitividade.

Túnel Santos-Guarujá e novos aportes

Outro destaque é o projeto do Túnel Santos-Guarujá, que segue com cronograma mantido e previsão de investimentos de cerca de R$ 2,6 bilhões.

Segundo o ministro, o conjunto de obras — que inclui ainda recursos para requalificação de molhes e melhorias em terminais privados — ultrapassa R$ 4 bilhões em investimentos.

A expectativa é que as intervenções consolidem o Porto de Santos como um dos principais hubs logísticos da América Latina, ampliando sua capacidade e segurança nas operações.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Trafico

Receita Federal apreende 226 kg de cocaína em contêiner no Porto de Paranaguá

A Receita Federal apreendeu 226 quilos de cocaína durante uma operação de fiscalização em um terminal portuário privado no Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná. A apreensão ocorreu na tarde de 10 de março, após inspeção de rotina realizada com o uso de scanner de cargas.

A droga estava escondida em um contêiner que transportava madeira para exportação, aparentemente regular. Após a identificação de irregularidades na análise de imagem, agentes realizaram a verificação detalhada e localizaram os tabletes da substância ilícita.

Droga estava escondida dentro de vigas de madeira

Segundo informações da fiscalização, a cocaína estava ocultada no interior de vigas de pinus tratadas, que haviam sido adaptadas para criar espaços ocos. A estratégia visava camuflar a droga em meio à carga lícita de madeira destinada ao comércio exterior.

O contêiner seguiria inicialmente para a Espanha, onde passaria por transbordo no Porto de Las Palmas, considerado um importante hub logístico do Atlântico por conectar rotas entre Europa, África e América. O destino final da carga seria a Itália.

Droga foi encaminhada para investigação

Após a apreensão, todo o material foi encaminhado para a polícia judiciária competente, responsável por conduzir as investigações sobre a origem da droga e possíveis envolvidos na tentativa de tráfico internacional de drogas.

Paranaguá já registra três apreensões em 2026

Esta foi a terceira apreensão de cocaína realizada no Porto de Paranaguá em 2026. Nos dois primeiros meses do ano, as operações de fiscalização já haviam resultado na retenção de 72 quilos da droga.

Os dados também mostram a dimensão do combate ao tráfico nos portos do Sul do Brasil. Em 2025, a Receita Federal apreendeu mais de 2,4 toneladas de cocaína em operações realizadas nos portos do Paraná e de Santa Catarina.

Somente no Porto de Paranaguá, as autoridades interceptaram mais de 1,8 tonelada da droga em 12 operações ao longo do ano passado.

Fiscalização reforça combate ao tráfico internacional

A Receita Federal destaca que as operações fazem parte de uma estratégia contínua de combate ao tráfico internacional de drogas, realizada em cooperação com outros órgãos de segurança pública e inteligência.

O órgão também reforça que o uso de tecnologia de inspeção, análise de risco e monitoramento de cargas tem sido fundamental para identificar tentativas de envio de entorpecentes em portos brasileiros, protegendo as fronteiras e fortalecendo o controle aduaneiro no país.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Informação

Invasão ao Terminal de Santarém e protestos contra hidrovias geram tensão; ATP emite nota de repúdio

A ocupação do Terminal Portuário de Santarém (PA) e os atos registrados também contra a Cargill, em São Paulo, intensificaram a tensão em torno do debate sobre a desestatização de hidrovias na região Norte. As ações ocorreram entre os dias 20 e 21 de fevereiro de 2026 e fazem parte de uma mobilização indígena contra o Decreto nº 12.600/2025.

Ocupação do terminal e bloqueios

Na madrugada de sábado (21), indígenas ocuparam o escritório da Cargill no porto de Santarém. De acordo com o Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita), o movimento integra uma série de protestos iniciados há mais de 30 dias contra a inclusão das hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização (PND).

Além da ocupação, houve bloqueio do acesso de caminhões ao terminal portuário. Segundo a empresa, a Justiça já havia determinado a desocupação da área. Diante da entrada dos manifestantes, funcionários buscaram abrigo em local fechado e foram retirados em segurança. Até o momento, não há registro de feridos.

Paralelamente, em São Paulo, ambientalistas e integrantes de movimentos sociais realizaram ato em frente ao escritório central da Cargill, na zona sul da capital, com bloqueio parcial de vias.

Reivindicações e posicionamentos

O Cita afirma que a mobilização é motivada pela não revogação integral do decreto que prevê a concessão das hidrovias à iniciativa privada. Segundo a entidade, a medida pode afetar a qualidade da água, a pesca, a soberania alimentar e a integridade ambiental da região.

Os indígenas defendem a realização de consulta prévia, livre e informada às comunidades impactadas, conforme normas internacionais. O governo federal informou que acompanha a situação e reiterou o compromisso com o diálogo, além de ter anunciado anteriormente a suspensão do processo de contratação para a dragagem do Rio Tapajós como gesto de negociação.

Em nota, a Cargill classificou as ações como violentas e afirmou estar em contato com as autoridades para garantir o cumprimento da decisão judicial e a segurança das operações.

ATP repudia invasão e cobra providências

Diante dos acontecimentos, a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) divulgou nota de repúdio à invasão do terminal e aos atos registrados. A entidade declarou reconhecer o direito à manifestação, mas ressaltou que invasões, depredações, intimidação de trabalhadores e paralisação de atividades essenciais não podem ser justificadas.

A ATP manifestou solidariedade à Cargill e solicitou medidas imediatas das autoridades para restabelecer a segurança, assegurar a integridade física das pessoas envolvidas e garantir o pleno funcionamento das operações portuárias.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Coletivo Apoena Audiovisual/Divulgação

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Notícias

Funcionária morre após queda de esteira no Porto de Santos durante inspeção noturna

Uma funcionária de um terminal do Porto de Santos morreu após sofrer uma queda em uma esteira instalada no armazém 16, no cais santista. O acidente ocorreu durante uma atividade de rotina e causou comoção entre trabalhadores do setor portuário.

Vítima atuava há pouco mais de um mês na empresa

A vítima foi identificada como Denise dos Santos Teixeira, de 40 anos. Ela exercia a função de auxiliar de mecânica e trabalhava havia cerca de 45 dias na empresa Corredor Logística e Infraestrutura (CLI).

Queda de aproximadamente 20 metros

De acordo com as informações apuradas, Denise realizava uma inspeção de rotina quando o piso da esteira por onde transitava teria cedido. A falha estrutural provocou uma queda estimada em cerca de 20 metros.

Buscas foram iniciadas após ausência causar estranhamento

Conforme o boletim de ocorrência registrado na Central de Polícia Judiciária de Santos, colegas de trabalho perceberam a ausência da funcionária por volta das 20h e iniciaram buscas na área operacional do terminal.

O corpo foi localizado sem sinais vitais. Um médico foi acionado e constatou o óbito ainda no local.

Equipamentos de proteção estavam sendo utilizados

Segundo o registro policial, a trabalhadora utilizava corretamente os equipamentos de proteção individual (EPIs) exigidos para a atividade desempenhada no terminal portuário.

Polícia investiga as circunstâncias do acidente

A Polícia Civil classificou o caso como morte suspeita e solicitou a realização de exames periciais. O terminal conta com sistema de monitoramento por câmeras, cujas imagens devem contribuir para o esclarecimento do ocorrido.

Família relata atividade no turno da noite

Em entrevista, a irmã da vítima, Simone Freire, informou que Denise havia sido designada para uma inspeção no turno noturno, período em que ocorreu o acidente fatal.

Segurança no Porto de Santos volta ao debate

O caso reacende a discussão sobre segurança do trabalho em áreas operacionais e medidas de prevenção de acidentes no Porto de Santos, considerado o maior complexo portuário da América Latina.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Logística

TCP coloca em operação novo scanner de cargas no Terminal de Contêineres de Paranaguá

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, iniciou a operação de um novo scanner para inspeção de cargas, reforçando os controles de segurança e eficiência logística no porto. O equipamento, modelo Spectrum Cargo 6.0 MeV, da VMI Security, foi instalado na via central do pátio operacional, em frente ao Gate, para otimizar o fluxo de veículos.

Segundo a empresa, a escolha do modelo levou em conta critérios técnicos como maior potência, estabilidade e capacidade de penetração nas cargas, fatores que contribuem para análises mais rápidas e precisas por parte dos órgãos de fiscalização.

Investimento fortalece controle de cargas importadas e exportadas

O novo scanner integra um investimento de R$ 14,3 milhões e ocupa papel estratégico na estrutura de segurança portuária da TCP. Todos os contêineres de importação e exportação que passam pelo terminal são obrigatoriamente submetidos à inspeção por scanners, com o objetivo de identificar ilícitos ou contaminações de carga.

Com a nova aquisição, o terminal passa a contar com três scanners operacionais em seu pátio, ampliando a capacidade de fiscalização sem comprometer a fluidez das operações.

Gate modernizado integra tecnologia de monitoramento

A operação do scanner está integrada ao novo Gate do terminal, que passou por um processo de modernização e automação entre 2023 e 2024. Atualmente, todos os caminhões e contêineres que acessam a TCP transitam por essa estrutura, equipada com sistemas avançados de monitoramento e câmeras com reconhecimento óptico de caracteres (OCR).

Essas tecnologias permitem a captura completa de imagens dos veículos e das cargas, elevando os níveis de agilidade, controle e segurança operacional.

Tecnologia de ponta apoia órgãos de fiscalização

De acordo com a TCP, o novo scanner é essencial para garantir uma fiscalização mais eficaz. A empresa destaca que o investimento reforça o apoio às autoridades na prevenção e no combate a atividades ilícitas, além de assegurar a integridade das mercadorias movimentadas no terminal.

Terminal segue padrões internacionais de segurança portuária

Em novembro, a TCP recebeu da Comissão Nacional de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Conportos) a Declaração de Cumprimento (DC) nº 27/2025, certificação válida até 2030. O documento reconhece a adoção dos padrões previstos no Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS Code).

Para obter a certificação, o terminal apresentou o Estudo de Avaliação de Risco (EAR) e o Plano de Segurança Portuária (PSP), que avaliam itens como controle de acesso, monitoramento, proteção perimetral, segurança da carga, cibersegurança e procedimentos de emergência.

Estrutura robusta de vigilância e inspeção

Atualmente, a TCP opera com uma estrutura composta por mais de 400 câmeras de monitoramento, 13 postos de vigilância armada 24 horas, drones de vigilância, sistemas de alarme contra invasões e três scanners de inspeção, pelos quais passam todas as cargas embarcadas e desembarcadas no terminal.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Incêndio em pá carregadeira mobiliza equipe no Porto de Santos

Uma pá carregadeira usada para movimentação de cargas pegou fogo no porão de um navio na manhã da última quinta-feira (4), no Porto de Santos, litoral de São Paulo. A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que o incidente não deixou feridos.

Combate rápido às chamas

O princípio de incêndio ocorreu no cargueiro Glyfada, atracado próximo ao Armazém 23. Imagens registradas por colaboradores mostram a tripulação e equipes do terminal atuando no combate ao fogo. De acordo com a APS, o incêndio foi contido rapidamente, sem causar danos significativos.

A embarcação, um graneleiro de bandeira de Malta, estava no porto desde a noite anterior, após vir de Vitória (ES). Em nota, a Hidrovias do Brasil afirmou que o fogo começou durante uma operação de limpeza e que, conforme os protocolos de segurança, os próprios colaboradores conseguiram controlar as chamas com agilidade. A empresa reforçou que não houve impacto para a carga nem para o navio.

Outro incidente recente no terminal

No fim de novembro, outro episódio chamou atenção no Porto de Santos. Uma carga de celulose despencou no porão de um navio após o rompimento do cabo de um guindaste durante o embarque. O vídeo registrado no local mostra o momento do estrondo, enquanto dois funcionários acompanhavam a operação. Ninguém ficou ferido.

A DP World, responsável pelo terminal onde ocorreu o acidente, informou que a movimentação foi interrompida imediatamente. O guindaste utilizado pertence a uma empresa terceirizada, cujo nome não foi divulgado.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Portos

TCP recebe certificação internacional de segurança portuária e reforça padrão de excelência

A TCP, operadora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, foi oficialmente reconhecida por atender aos padrões internacionais de segurança portuária. A empresa recebeu a Declaração de Cumprimento (DC) nº 27/2025, emitida pela Conportos, certificação que comprova a conformidade com o ISPS Code — protocolo global que orienta medidas de proteção para navios e instalações portuárias. O documento, válido até 2030, foi entregue em cerimônia realizada no prédio administrativo da TCP, com participação da Cesportos-PR, da Polícia Federal e da Autoridade Portuária.

Segundo o superintendente de segurança da empresa, Kayo Zaiats, a conquista reflete o trabalho integrado entre diferentes órgãos. Ele destaca que cumprir as diretrizes da IMO e da legislação brasileira reforça a imagem da TCP como uma instalação segura, moderna e confiável para clientes e armadores.

Processo de certificação e critérios avaliados
Para obter o reconhecimento, a equipe de segurança elaborou o Estudo de Avaliação de Risco (EAR) e o Plano de Segurança Portuária (PSP), submetidos à análise da Cesportos-PR e da Conportos. Os documentos contemplam requisitos como:

  • Controle de acesso
  • Monitoramento e vigilância
  • Proteção perimetral
  • Segurança de carga e operações
  • Segurança cibernética
  • Planos de emergência e prevenção de ilícitos

Os órgãos validaram que o terminal adota práticas alinhadas aos padrões internacionais, incluindo protocolos contra terrorismo, pirataria, tráfico e outras ameaças globais.

Terminal em padrão de excelência
Para o secretário executivo da Cesportos-PR, Guilherme Aquino, a certificação posiciona a TCP em um nível de referência mundial. Já o gerente adjunto de segurança do Porto de Paranaguá, Ivan Plantes Machado, ressalta que o terminal se destaca pelo investimento contínuo em tecnologia e pela execução eficaz do plano de segurança.

O chefe do Nepom/Polícia Federal em Paranaguá, Alessandro Vivone, afirma que a DC fortalece a segurança do terminal e traz benefícios diretos à economia nacional, reforçando o papel da TCP como parceira estratégica do setor.

Tecnologia e monitoramento 24 horas
Atualmente, o terminal dispõe de mais de 400 câmeras de vigilância, 13 postos armados em operação contínua, drones de monitoramento, sistema de alarme anti-invasão e três scanners que inspecionam 100% das cargas movimentadas.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Porto de Itajaí propõe ampliar atribuições da Guarda Portuária para fiscalizar trânsito

A Superintendência do Porto de Itajaí encaminhou ao prefeito Robison Coelho o Ofício nº 153/2025/SURIN, solicitando a elaboração de um projeto de lei para a Câmara de Vereadores de Itajaí. A proposta visa ampliar as atribuições da Guarda Portuária, permitindo que o efetivo atue também na fiscalização e aplicação da lei de trânsito na área de expansão portuária.

A medida busca enfrentar os transtornos causados pelo chamado “buzinaço” de caminhoneiros que aguardam acesso ao cais, provocando ruídos e congestionamentos frequentes.

Reclamações da comunidade motivam ação

A iniciativa surge após moradores e comerciantes da região relatarem incômodos recorrentes com o trânsito e o barulho gerado pelos veículos que circulam na zona portuária. O Porto de Itajaí destaca a necessidade de soluções que conciliem mobilidade, segurança e convivência urbana.

Em reunião realizada em 27 de outubro, representantes da Prefeitura de Itajaí e da Superintendência do Porto, incluindo o prefeito e o superintendente João Paulo Tavares Bastos, discutiram alternativas para melhorar a fluidez do tráfego e reduzir os impactos na comunidade.

Limitações da legislação atual

O documento aponta que a legislação vigente — Lei Complementar nº 366/2019 — não inclui entre as competências da Guarda Portuária o poder de aplicar medidas administrativas de trânsito. Por isso, o ofício solicita a incorporação das prerrogativas previstas no artigo 2º da Lei Complementar nº 17/2002, que regula as atribuições do órgão de trânsito municipal.

Segundo Bastos, “nosso objetivo é oferecer uma solução prática e eficiente para um problema que afeta diretamente a população do entorno portuário. Com a atualização da lei, a Guarda Portuária poderá atuar de forma integrada, ajudando a ordenar o trânsito e reduzir os transtornos para a comunidade”.

Integração entre porto e cidade

A ação reforça o compromisso do Porto de Itajaí com a segurança, a mobilidade urbana e a harmonia entre a operação portuária e a vida cotidiana da cidade. A expectativa é que, com a atualização legal, o órgão possa fiscalizar, orientar e autuar veículos que geram congestionamentos, promovendo mais organização e bem-estar na região.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Trafico

Aumenta o uso de navios mercantes no tráfico de cocaína, alertam autoridades marítimas

O mais recente relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) revela que 2023 foi um ano recorde para o mercado global de cocaína. A produção atingiu cerca de 3.708 toneladas, um aumento de aproximadamente um terço em relação ao ano anterior, impulsionado principalmente pela expansão das plantações ilegais de coca na Colômbia. Em contraste, a área cultivada na Bolívia permaneceu estável, enquanto o Peru registrou uma leve redução.

De acordo com o relatório analisado pela Gard, os principais fluxos de tráfico de cocaína continuam saindo dos países andinos em direção à América do Norte e à Europa, tanto de forma direta quanto por meio da África Ocidental e Central. No entanto, a UNODC alerta que o aumento das apreensões e do consumo — identificado por análises de águas residuais — indica um forte crescimento do fluxo para a Europa, superior ao observado na América do Norte, além de uma recente expansão para a Ásia.

Em contraste com o avanço da cocaína, a produção e o transporte de ópio e heroína oriundos do Afeganistão permanecem nos níveis mais baixos desde 2001. Em Mianmar, a produção caiu 8%. Ainda assim, o órgão chama atenção para o risco de que opioides sintéticos, como o fentanil, substituam parcialmente a heroína devido à sua rápida disseminação mundial.

Navios comerciais sob risco crescente

A UNODC e fontes como a Gard alertam para o uso cada vez mais frequente de embarcações comerciais no contrabando de drogas, muitas vezes sem o conhecimento das tripulações. Os narcóticos podem ser escondidos em contêineres — inclusive nas paredes ou pisos —, em cargas a granel ou até aderidos à estrutura externa do navio.

Autoridades portuárias relataram casos de traficantes disfarçados de funcionários ou estivadores, que colocam selos falsos em contêineres já inspecionados. Também foram encontrados entorpecentes escondidos por mergulhadores no leme ou no casco das embarcações. Essas práticas representam riscos operacionais, legais e pessoais para as tripulações.

Áreas de alto risco e medidas de prevenção

Os principais pontos críticos do tráfico marítimo de cocaína incluem Colômbia, Equador, Peru, México, Brasil e Venezuela. Alterações nas rotas ou operações militares mais intensas podem desviar as atividades ilícitas para navios mercantes.

De acordo com o Código Internacional para a Proteção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS), armadores e autoridades portuárias devem garantir a segurança operacional. Entre as medidas recomendadas estão:

  • Realizar avaliações de risco específicas antes de entrar em portos vulneráveis.
  • Restringir o acesso ao navio e controlar rigorosamente os pontos de entrada.
  • Registrar todas as pessoas e pacotes que subirem a bordo.
  • Manter vigilância constante e revisar as gravações de CCTV.
  • Iluminar as áreas externas e próximas ao navio durante a noite.
  • Comunicar autoridades locais e agentes portuários em caso de atividades suspeitas.

Após o término das operações de carga, recomenda-se uma inspeção completa do navio, inclusive abaixo da linha d’água, com o apoio de cães farejadores ou equipes de mergulho certificadas.

Direitos da tripulação durante investigações

O relatório também expressa preocupação com o tratamento dos tripulantes detidos após apreensões de drogas a bordo. A Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) denunciou casos em que marinheiros foram retidos por longos períodos, mesmo sem evidências de envolvimento.

Em resposta, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização Marítima Internacional (OMI) aprovaram, em novembro de 2024, diretrizes para o tratamento justo de marítimos detidos em conexão com supostos crimes, baseadas em direitos humanos e devido processo legal.

As diretrizes recomendam que os Estados portuários evitem prisões arbitrárias e facilitem a repatriação sem custos após o encerramento das investigações. Já os Estados de bandeira e armadores devem oferecer assistência jurídica e garantir o cumprimento dos contratos de trabalho, enquanto os tripulantes precisam ser informados sobre seus direitos e meios de defesa.

Prevenção continua sendo a melhor estratégia

A Gard reforça que a prevenção é a ferramenta mais eficaz contra o contrabando marítimo. A apreensão de drogas pode resultar em longos atrasos, perdas financeiras, sanções e danos à reputação das empresas de navegação, além de causar impactos psicológicos significativos às tripulações.

FONTE: Mundo Marítimo
IMAGEM: Reprodução/Mundo Marítimo

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