Internacional

Militares de 30 países debatem em Londres plano para reabertura do Estreito de Ormuz

Representantes militares de cerca de 30 países se reúnem em Londres para avançar na elaboração de um plano voltado à possível reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. O encontro ocorre no Quartel-General Conjunto Permanente britânico, em Northwood, ao norte da capital, e terá duração de dois dias, segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido.

A proposta é transformar o acordo político firmado na semana anterior, em Paris, em um plano militar operacional detalhado, com foco na garantia da liberdade de navegação em uma via por onde transita cerca de um quinto do petróleo global.

Missão defensiva para proteger o tráfego marítimo

Na última sexta-feira, aproximadamente 50 governos e organizações apoiaram uma iniciativa liderada por França e Reino Unido para criação de uma missão de caráter “estritamente defensivo”. O objetivo é proteger o tráfego comercial no Estreito de Ormuz, região considerada sensível para o comércio internacional de energia.

O cenário de tensão na área se intensificou após a ofensiva lançada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, em fevereiro, que elevou preocupações sobre a segurança da navegação.

Cessar-fogo e negociações entre EUA e Irã

O cessar-fogo temporário relacionado ao conflito também entrou em uma nova fase após anúncio do presidente norte-americano Donald Trump, que decidiu prorrogar a trégua a pedido do Paquistão. A medida permanecerá válida até que o Irã apresente proposta para um novo acordo.

Apesar disso, Washington e Teerã ainda não chegaram a um consenso sobre a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, ponto considerado essencial para o comércio global. O impasse inclui episódios de bloqueio da região por parte do Irã em resposta às ofensivas militares.

Planejamento militar e possíveis desdobramentos

De acordo com o Ministério da Defesa britânico, a reunião em Londres vai analisar capacidades militares disponíveis, estrutura de comando e controle e possíveis condições para o envio de forças à região.

A ideia é deixar a operação pronta para ativação imediata, caso haja evolução positiva nas condições políticas e de segurança.

Segurança energética e economia global em pauta

O ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, afirmou que o objetivo central é construir um plano conjunto de proteção à navegação internacional e contribuir para um cessar-fogo mais duradouro.

Ele destacou ainda que o comércio internacional e a estabilidade da economia global dependem diretamente da livre circulação marítima.

Segundo Healey, uma ação coordenada entre os países pode ser decisiva para garantir a reabertura segura do estreito.

Ampliação de aliados na missão internacional

França e Reino Unido trabalham para ampliar o número de países envolvidos na iniciativa. No entanto, a lista completa de participantes da reunião militar em Northwood ainda não foi divulgada oficialmente.

FONTE: RTP Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Estreito de Ormuz registra aumento na movimentação após cessar-fogo entre EUA e Irã

Poucas horas após o início do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o Estreito de Ormuz voltou a apresentar intensa circulação de navios. Sites de monitoramento, como o Vessel Finder, registraram dezenas de embarcações na manhã desta quarta-feira (8/04/2026), refletindo o impacto imediato da trégua.

A pausa nos conflitos, acordada na terça-feira, prevê a suspensão de ataques norte-americanos e israelenses ao território iraniano por duas semanas. Em contrapartida, o Irã concordou em reabrir o estreito, uma rota estratégica para o transporte de petróleo, responsável por cerca de 20% do consumo global diário.

Histórico de tensão e bloqueios

Desde o início da escalada militar, Teerã ameaçava fechar o estreito em retaliação a ataques dos EUA e de Israel, colocando em risco embarcações comerciais. Durante a manhã, a TV estatal iraniana informou que o primeiro navio cruzou o estreito com segurança após a implementação do cessar-fogo.

Fontes do setor indicam que o Irã pretende cobrar uma taxa de passagem, embora ainda não haja registros de cobrança.

Negociações no Paquistão e papel da mediação

O cessar-fogo permitirá que delegações do Irã e dos EUA se encontrem em Islamabad, no Paquistão, para discutir um acordo de paz definitivo. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, anunciou que as negociações ocorrerão na sexta-feira (10/04/2026), destacando a importância do diálogo para a estabilidade regional.

O presidente americano, Donald Trump, e o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmaram que a trégua terá validade de duas semanas, mantendo o estreito aberto. A delegação iraniana será liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, enquanto os EUA ainda não confirmaram oficialmente os participantes, mas podem incluir o vice-presidente J.D. Vance, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner.

Condições do Irã e expectativas de paz

O ministro das Relações Exteriores do Irã confirmou que a passagem pelo Estreito será segura durante o período da trégua, com coordenação das Forças Armadas do país. Araghchi afirmou que os EUA aceitaram usar a proposta de 10 pontos do Irã como base para negociação, que inclui: não agressão, controle iraniano do estreito, suspensão de sanções, revogação de resoluções internacionais e compensações financeiras.

O presidente Trump declarou que os objetivos militares dos EUA já foram alcançados e que a trégua oferece tempo para concluir um acordo de paz definitivo. Segundo ele, quase todos os pontos de divergência já foram resolvidos, e as negociações de duas semanas permitirão finalizar o pacto.

Riscos e tensão contínua

Apesar da trégua, a Guarda Revolucionária iraniana alertou que permanecerá “com as mãos no gatilho” caso haja ataques adicionais de EUA ou Israel. Bombardeios recentes atingiram infraestruturas estratégicas no Irã, incluindo a ilha de Kharg e instalações petrolíferas, enquanto Israel atacou pontes, ferrovias e petroquímicas.

Analistas alertam que qualquer nova ofensiva pode impactar o fornecimento de energia e a estabilidade regional, reforçando a importância das negociações em Islamabad para evitar escaladas futuras.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ Vessel Finder

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Internacional

Estreito de Ormuz: Irã autoriza passagem de navios não hostis sob coordenação

O governo do Irã informou à ONU que navios não hostis podem atravessar o Estreito de Ormuz, desde que sigam regras específicas e mantenham coordenação com autoridades iranianas. A posição foi apresentada em comunicado oficial enviado a organismos internacionais.

Comunicação enviada à ONU e à OMI

De acordo com documento diplomático, o Ministério das Relações Exteriores iraniano encaminhou a mensagem ao Conselho de Segurança da ONU e ao secretário-geral António Guterres. O conteúdo também foi compartilhado com os países integrantes da Organização Marítima Internacional (OMI), responsável por regular a segurança da navegação internacional.

Na nota, o Irã afirma que embarcações de países que não estejam envolvidos em ações hostis poderão realizar a travessia pelo Estreito de Ormuz, desde que respeitem normas estabelecidas e atuem em conjunto com autoridades locais.

Regras para circulação no Estreito de Ormuz

Segundo o governo iraniano, terão direito à passagem segura os navios que:

  • não participem de ações contra o país
  • não ofereçam apoio a operações consideradas hostis
  • cumpram integralmente as normas de segurança marítima

Por outro lado, o texto deixa claro que embarcações ligadas aos Estados Unidos, a Israel ou a aliados envolvidos no conflito não serão consideradas elegíveis para trânsito seguro.

Impacto da guerra no fluxo global de energia

A decisão ocorre em meio ao agravamento do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, que já provoca efeitos significativos no comércio internacional.

O fluxo de petróleo e gás natural liquefeito pela região foi fortemente afetado, com interrupções em uma rota estratégica responsável por cerca de 20% do abastecimento energético global.

O Irã afirma que adotou medidas “proporcionais” para impedir que o estreito seja utilizado em operações militares ou logísticas contrárias ao país.

Tensão geopolítica e segurança marítima

O posicionamento reforça o clima de tensão no Golfo Pérsico e levanta preocupações sobre a segurança marítima e a estabilidade do fornecimento de energia no mundo.

O Estreito de Ormuz é considerado um dos principais corredores marítimos globais, sendo vital para o transporte de petróleo entre o Oriente Médio e mercados internacionais.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Stringer

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Internacional

Estreito de Ormuz: Otan articula ação internacional para reabrir rota estratégica

Um grupo formado por 22 países, incluindo integrantes da Otan e aliados de diferentes regiões, está se mobilizando para garantir a reabertura do Estreito de Ormuz, atualmente fechado pelo Irã. A informação foi divulgada pelo secretário-geral da aliança militar, Mark Rutte.

Iniciativa busca garantir navegação segura

Segundo Rutte, a proposta envolve uma ação conjunta para restabelecer a livre navegação no Estreito de Ormuz, considerado uma das principais rotas do comércio global de energia. Aproximadamente 20% do petróleo mundial passa pela região.

O bloqueio foi imposto pelo Irã em 28 de fevereiro, no contexto da escalada do conflito com Estados Unidos e Israel.

Planejamento militar ainda não detalhado

Embora tenha confirmado a articulação internacional, o chefe da Otan não especificou como a operação será executada. A ausência de detalhes levanta preocupações sobre o risco de ampliação do conflito, especialmente diante da possível presença de forças militares de múltiplos países na área.

Em entrevistas a emissoras norte-americanas, Rutte afirmou que os países envolvidos estão alinhados para atender ao chamado dos Estados Unidos e acelerar a reabertura do Estreito de Ormuz. Ele destacou ainda que autoridades militares já trabalham de forma coordenada na elaboração da estratégia.

Países envolvidos na articulação

Apesar de não divulgar a lista completa, Rutte indicou que o grupo é composto majoritariamente por aliados da Otan. Entre os países já confirmados estão:

  • Estados Unidos
  • Reino Unido
  • França
  • Emirados Árabes Unidos
  • Bahrein
  • Japão
  • Coreia do Sul
  • Austrália
  • Nova Zelândia

Tensões políticas e impacto global

A movimentação ocorre em meio a críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a países da Otan que teriam resistido ao envio de navios militares para a região. O tema intensificou atritos recentes entre Washington e a União Europeia no contexto da crise no Oriente Médio.

A situação no Estreito de Ormuz segue sendo acompanhada de perto por governos e mercados, devido ao impacto direto no fornecimento global de petróleo e na estabilidade econômica internacional.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AP

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Informação

WSC alerta para riscos à navegação e à segurança de marítimos no Oriente Médio

O World Shipping Council (WSC) fez um alerta sobre os riscos enfrentados por embarcações comerciais e tripulações que operam no Oriente Médio. A preocupação foi manifestada pelo presidente e CEO da entidade, Joe Kramek, diante do agravamento das tensões militares na região.

Segundo o dirigente, aproximadamente 20 mil marítimos que trabalham em rotas marítimas da área vivem atualmente em um cenário de segurança extremamente incerto, influenciado pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além de outros países envolvidos nas tensões regionais.

Tripulações e navios comerciais expostos a ataques

De acordo com o representante do WSC, diversas embarcações comerciais foram atingidas desde o início da escalada do conflito, o que resultou em vítimas entre as tripulações.

Kramek ressaltou que os profissionais que atuam na marinha mercante não participam diretamente da guerra, mas acabam expostos aos seus efeitos ao operar em rotas estratégicas da navegação internacional.

“O marítimo não faz parte desse conflito, mas está cada vez mais exposto a ele. São homens e mulheres que apenas desempenham suas funções no mar”, afirmou.

Apelo à IMO por proteção aos marítimos

Diante do cenário, o dirigente solicitou que a Organização Marítima Internacional (IMO) adote medidas para reforçar a segurança das tripulações e assegurar o respeito ao princípio da liberdade de navegação.

Segundo Kramek, garantir a proteção dos profissionais do setor marítimo deve ser a prioridade absoluta em meio às tensões geopolíticas.

Ele também prestou solidariedade aos trabalhadores afetados pelo conflito. “Nossos pensamentos estão com os marinheiros que perderam suas vidas, com suas famílias e com as tripulações que continuam operando na região em condições extremamente difíceis e perigosas”, declarou.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Internacional

OMI pede respeito à liberdade de navegação após ataques a navios no Estreito de Ormuz

A Organização Marítima Internacional (OMI) manifestou preocupação diante dos recentes ataques a navios mercantes no Estreito de Ormuz, que resultaram na morte de pelo menos sete tripulantes e deixaram vários marinheiros feridos, alguns em estado grave.

O alerta foi feito pelo secretário-geral da entidade, Arsenio Domínguez, que reforçou a necessidade de garantir a liberdade de navegação e a segurança das operações marítimas em uma das rotas comerciais mais estratégicas do planeta.

Declaração foi feita durante reunião técnica da OMI

O posicionamento ocorreu durante a abertura da 12ª sessão do Subcomitê de Sistemas e Equipamentos Navais (SSE) da OMI, realizada na sede da organização, em Londres, com programação até o dia 13 de março.

Na ocasião, Domínguez classificou como inadmissíveis os ataques contra embarcações civis e profissionais do setor marítimo.

Segundo ele, “qualquer ataque contra tripulantes inocentes ou navios mercantes é inaceitável”, ressaltando que os marítimos desempenham papel essencial no transporte global de mercadorias e energia.

OMI reforça princípio da liberdade de navegação

Durante o pronunciamento, o secretário-geral destacou que o respeito à liberdade de navegação é um dos pilares do direito marítimo internacional e deve ser preservado por todas as partes envolvidas.

Diante do cenário de instabilidade na região, a organização recomendou que empresas de navegação e operadores marítimos redobrem os cuidados ao transitar pelo Estreito de Ormuz, avaliando inclusive a possibilidade de evitar a área quando necessário.

A região é considerada estratégica para o comércio internacional, especialmente no transporte de petróleo e energia, o que amplia o impacto potencial de incidentes de segurança.

Organização monitora situação e alerta para risco de desinformação

A OMI informou que segue acompanhando a evolução do cenário e reforçou que decisões operacionais no setor marítimo devem se basear em informações verificadas e confiáveis.

A entidade também alertou para o risco da desinformação, que pode comprometer avaliações de risco e estratégias de navegação em áreas sensíveis.

Como medida de apoio ao setor, a organização lançou um portal informativo dedicado, com atualizações sobre a situação na região. O objetivo é fornecer dados atualizados para marítimos, companhias de navegação e autoridades marítimas.

Solidariedade às vítimas e profissionais do setor

Ao final de sua manifestação, Domínguez expressou solidariedade aos marinheiros feridos, às famílias das vítimas fatais e aos profissionais que continuam operando em zonas marítimas consideradas de alto risco.

Ele também destacou a importância de proteger os trabalhadores do transporte marítimo, responsáveis por sustentar grande parte da logística e do comércio global.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Notícias

Explosão em navio no Estreito de Ormuz deixa três tripulantes desaparecidos

Uma explosão em um navio de carga no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, deixou três tripulantes desaparecidos. O incidente ocorreu após a embarcação ser atingida por projéteis, segundo informações divulgadas pelo Ministério dos Transportes da Tailândia.

Ao todo, 20 integrantes da tripulação foram resgatados com vida após abandonarem o navio em um bote salva-vidas. O resgate foi realizado pela Marinha de Omã, que atua na segurança da região.

Incêndio atingiu casa de máquinas da embarcação

De acordo com as autoridades tailandesas, a explosão ocorreu na parte traseira do navio, provocando um incêndio na casa de máquinas.

Os três tripulantes que seguem desaparecidos estavam trabalhando nesse setor no momento da explosão. As autoridades ainda não confirmaram o paradeiro dos trabalhadores nem detalharam as causas do ataque contra a embarcação.

O Estreito de Ormuz é considerado uma área sensível para a segurança do transporte marítimo internacional, já que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra parte relevante do fluxo global de petróleo e cargas.

Conflito no Oriente Médio amplia tensão na região

O incidente ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, marcada pelo confronto militar entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Segundo relatos do conflito, a guerra começou em 28 de fevereiro após um ataque conjunto de Estados Unidos e Israel em Teerã que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. A ofensiva também teria eliminado outras figuras importantes do governo iraniano.

Autoridades americanas afirmam que operações militares posteriores destruíram navios iranianos, sistemas de defesa aérea, aeronaves e outras estruturas militares do país.

Irã responde com ataques na região

Como resposta, o governo iraniano realizou ofensivas contra alvos em diferentes países do Oriente Médio, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã.

Segundo autoridades iranianas, os ataques teriam como alvo interesses dos Estados Unidos e de Israel presentes nesses territórios.

Dados da Human Rights Activists News Agency indicam que mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra. Já a Casa Branca informou que ao menos sete soldados americanos morreram em ataques relacionados ao conflito.

Escalada militar alcança o Líbano

A crise também se espalhou para o Líbano após ataques do Hezbollah contra o território israelense, apresentados como resposta à morte de Ali Khamenei.

Em reação, Israel passou a realizar ofensivas aéreas contra posições do Hezbollah em território libanês. Os confrontos já deixaram centenas de mortos no país, de acordo com balanços preliminares.

Irã escolhe novo líder supremo

Com a morte de grande parte da liderança iraniana durante os ataques iniciais, um conselho político do país escolheu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo do Irã.

Analistas avaliam que a escolha indica continuidade da linha política do regime, sem mudanças estruturais significativas.

A decisão foi criticada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou a escolha como um “grande erro” e afirmou que o processo deveria contar com participação americana. Segundo ele, a liderança de Mojtaba seria “inaceitável” para o país.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: ROYAL THAI NAVY/ VIA REUTERS

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Internacional

Irã Instala Minas Navais no Estreito de Ormuz e Aumenta Tensão com EUA

O Irã começou a instalar minas navais no Estreito de Ormuz, ponto estratégico responsável por cerca de 20% do petróleo bruto mundial, segundo fontes próximas a relatórios de inteligência americana. A ação ocorre em um momento de alta tensão entre Teerã e Washington.

Instalação de minas ainda parcial, mas capacidade é alta

Fontes afirmam que, até o momento, foram colocadas algumas dezenas de minas, mas a maior parte da frota iraniana — entre 80% e 90% de pequenas embarcações e navios lança-minas — ainda está disponível. Com esses recursos, o Irã poderia implantar centenas de minas ao longo da hidrovia, ampliando significativamente o risco para o tráfego marítimo internacional.

Reação dos Estados Unidos

O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu exigindo a remoção imediata das minas caso elas tenham sido instaladas. Em postagem na rede social Truth Social, Trump alertou que a não retirada das explosivos acarretaria “consequências militares de magnitude sem precedentes” para o Irã.

Guarda Revolucionária controla o estreito

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, em parceria com a marinha tradicional, passou a controlar efetivamente o estreito. Segundo a CNN, a força dispõe de uma rede de embarcações dispersas para lançamento de minas, barcos-bomba e baterias de mísseis em terra, tornando a travessia extremamente arriscada.

O estreito está sendo descrito como um “vale da morte“, já que qualquer embarcação enfrenta risco elevado. Autoridades americanas informaram que a Marinha dos EUA ainda não escoltou navios na região, embora Trump tenha sinalizado na segunda-feira (9) que estudava opções para proteger a passagem de embarcações estratégicas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Notícias

Acidente com contêineres no Porto de Rotterdam interrompe operação de bunkering

Um incidente envolvendo a queda de contêineres foi registrado durante uma operação no Porto de Rotterdam, nos Países Baixos. As unidades despencaram do navio porta-contêineres Bangkok Express e atingiram a embarcação de bunkering K Lotus, que realizava o abastecimento de GNL (gás natural liquefeito).

O episódio ocorreu enquanto o Bangkok Express passava por operações de descarga no terminal APM Terminals Maasvlakte II. Parte dos contêineres caiu no mar, enquanto outros atingiram o convés da embarcação responsável pelo fornecimento de combustível, segundo informou o portal especializado Schuttevaer.

Sem feridos e operação suspensa

De acordo com a Autoridade Portuária de Rotterdam, não houve registro de feridos. A tripulação do K Lotus foi imediatamente direcionada para uma área segura e a operação de bunkering foi interrompida de forma preventiva.

Equipes de emergência de diferentes instituições foram mobilizadas para atender a ocorrência e garantir a segurança da área.

Contêineres retirados sem impacto na navegação

Os contêineres que caíram na água foram localizados e removidos posteriormente, sem causar impacto nas operações marítimas do porto. Após a normalização da situação, o navio Bangkok Express seguiu viagem com destino ao Porto de Salalah, em Omã.

Já a embarcação K Lotus permanece atracada em uma área do terminal portuário holandês, aguardando os procedimentos necessários após o incidente.

Porto de Rotterdam mantém operações

A Autoridade Portuária informou que o ocorrido não comprometeu o funcionamento geral do Porto de Rotterdam, considerado um dos maiores e mais movimentados da Europa, e que as atividades seguiram normalmente após a retirada dos contêineres.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Comércio Internacional

Companhias de navegação avaliam retorno ao Canal de Suez após período de instabilidade

As principais companhias de navegação globais estão redefinindo suas estratégias para retomar o tráfego pelo Canal de Suez, após mais de dois anos de restrições provocadas por riscos à segurança marítima no Mar Vermelho. O movimento ocorre em meio a sinais de maior estabilidade na região, embora o cenário ainda exija cautela por parte do setor.

Desvios elevaram custos e tempo de viagem

Desde novembro de 2023, armadores passaram a evitar o Canal de Suez e a região do Mar Vermelho, optando por rotas alternativas ao redor da África. A decisão foi motivada por ataques a navios comerciais, atribuídos às forças houthis do Iêmen, em episódios associados, segundo relatos internacionais, ao conflito na Faixa de Gaza.

Esses desvios aumentaram significativamente os custos operacionais e o tempo de trânsito das cargas, impactando cadeias logísticas globais e pressionando fretes marítimos.

Cessar-fogo reabre debate sobre a rota de Suez

Um acordo de cessar-fogo firmado em outubro de 2025 levou algumas empresas a reavaliar o retorno ao corredor egípcio. Apesar disso, as companhias reforçam que qualquer retomada dependerá de análises contínuas sobre as condições de segurança.

A seguir, os principais posicionamentos anunciados até o momento por grandes armadores.

Maersk inicia retorno gradual

A Maersk, maior companhia de transporte marítimo de contêineres do mundo, informou que retomará ainda em janeiro a navegação pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez em um de seus serviços. A decisão ocorre após dois navios testarem a rota em dezembro e no início de janeiro.

O primeiro serviço a voltar será a linha semanal que liga Oriente Médio e Índia à costa leste dos Estados Unidos, com partida prevista para 26 de janeiro a partir do porto de Salalah, em Omã. Segundo a empresa, o retorno será feito de forma gradual.

CMA CGM amplia uso da rota

A CMA CGM, terceira maior armadora global, já vinha realizando travessias pontuais pelo Canal de Suez quando as condições permitiam. Agora, a companhia planeja utilizar a rota de forma mais regular no serviço INDAMEX, que conecta Índia e Estados Unidos, a partir de janeiro, conforme cronograma divulgado oficialmente.

Em dezembro, dois navios da empresa cruzaram o Canal de Suez, de acordo com informações da autoridade responsável pela via.

Hapag-Lloyd mantém postura cautelosa

A alemã Hapag-Lloyd informou que, por enquanto, não pretende alterar suas operações no Mar Vermelho. Um porta-voz da empresa destacou que a decisão da Maersk não muda a avaliação atual do grupo.

Em declarações anteriores, o presidente-executivo da companhia afirmou que o retorno da indústria marítima ao Canal de Suez tende a ocorrer de forma gradual, com um período de transição estimado entre 60 e 90 dias, a fim de evitar gargalos logísticos e congestionamentos portuários.

Wallenius Wilhelmsen segue em avaliação

Especializada no transporte marítimo de veículos, a norueguesa Wallenius Wilhelmsen segue monitorando o cenário e informou que não retomará a navegação pela região até que critérios específicos de segurança sejam atendidos. A empresa reforça que a decisão será tomada com base na evolução do ambiente geopolítico.

O retorno ao Canal de Suez, embora em análise, ainda depende de garantias de segurança consistentes, o que indica que a normalização do tráfego deve ocorrer de forma progressiva e desigual entre os armadores.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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