Negócios

Santa Catarina tem 490 mil empresas comandadas por mulheres

Santa Catarina tem quase meio milhão de empresas comandadas por mulheres, conforme dados do Observatório do Sebrae/SC. Ao todo, são 490.925 CNPJs liderados por elas, que representam cerca de 35% do total de negócios no estado. O estudo mostra que as empreendedoras estão ampliando a participação, além de registrar índices de formalização e escolaridade acima da média dos homens.

Entre 2020 e 2025, o número de Microempreendedoras Individuais (MEIs) apresentou crescimento acumulado de 283% (cerca de 31% ao ano) em Santa Catarina. O MEI é, portanto, a principal porta de entrada para as mulheres no mundo dos negócios. Atualmente, os MEIs representam 61,2% dos empreendimentos femininos no estado, somando mais de 300 mil CNPJs.

Para o governador Jorginho Mello, o aumento na participação feminina reflete a força da mulher catarinense. “O empreendedorismo feminino move Santa Catarina. Quando uma mulher empreende, ela não realiza apenas um sonho próprio, mas transforma sua comunidade, gera empregos e inspira outras. O Governo do Estado apoia essas mulheres, por isso fez iniciativas como o Pronampe Mulher, o Mulheres+Tec e Mulheres+Pesquisa”, destaca.

Mulheres empreendem mais nos serviços e comércio

O empreendedorismo feminino em SC tem forte concentração no setor de serviços, que responde por 61% dos negócios, seguido pelo comércio (22,4%), indústria (13,4%), construção (2,9%) e agro (0,3%). Entre as atividades mais comuns, destacam-se, por exemplo, lojas, salões de beleza, promoção de vendas, apoio administrativo, serviços domésticos, confecção de roupas e lanchonetes.

“A ascensão da mulher à frente dos negócios demonstra sua garra e competência. Elas estão inovando, investindo e transformando sonhos em realidade. Nosso papel é oferecer condições para que as catarinenses tenham cada vez mais oportunidades de empreender, conquistando sua autonomia financeira e gerando trabalho e renda para nosso estado”, afirma o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

Uma das empresárias catarinenses é Leslie Araújo, que comanda a Pão da Leli, em Florianópolis. “Eu tinha uma hamburgueria no sul da Ilha, mas o sonho sempre foi ter um café. A ideia é servir aquilo que eu fazia em casa, para minhas visitas”, conta. A empresa começou na garagem de casa, onde produzia as panificações por conta própria. O negócio cresceu, ganhou um local próprio e mais amplo, além de um sócio. “Hoje são oito empregados, entre atendentes e produção”, relata.

O estabelecimento, próximo à UFSC, serve esfirras, pães, pastéis, tortinhas, brownies, bolos, cookies, broas, entre outras delícias que combinam com um café. Tudo é produzido ali mesmo e vai fresquinho para a vitrine. “Hoje algumas pessoas me pedem dicas de negócios. É muito bom poder inspirar outras pessoas”, afirma Leli.

Regionalização e escolaridade

Conforme o estudo do Sebrae/SC, a Grande Florianópolis lidera em participação feminina nos pequenos negócios, com 39,1%, seguida pela Foz do Itajaí (38,7%), sul (38%) e Vale do Itajaí (36%). Entre os municípios, Florianópolis concentra o maior número de empreendedoras: 52,9 mil. Na sequência aparecem Joinville (42,1 mil), Blumenau (25 mil), Itajaí (21 mil) e São José (20 mil).

Um dos dados mais expressivos da pesquisa diz respeito à formação das empreendedoras: 42,5% das mulheres que lideram negócios em SC possuem ensino superior ou mais – um percentual significativamente superior ao dos homens empreendedores, que é de 26,9%. Elas também são mais formalizadas, com 52,1% dos negócios com CNPJ frente a 50,6% dos homens.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: SecomGOVSC

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Economia

Santa Catarina sobe 21 posições no ranking de liberdade econômica

Estado passou de 27º, a última posição, para 6º colocado, marcando um salto na simplificação para abertura de empresas e na liberdade para empreender –

Santa Catarina subiu 21 posições no ranking nacional de liberdade econômica após aprovar uma nova lei para desburocratizar o ambiente de negócios. O estado passou de 27º, a última posição, para 6º colocado, marcando um salto no apoio ao empreendedorismo e na simplificação para abertura de empresas. O desempenho positivo ocorreu em meio ao aumento da procura para formalizar o próprio negócio, o que levou Santa Catarina a bater recorde no número de novos CNPJs em 2025.

O salto é explicado pela Lei Estadual 19.481, sancionada em outubro do ano passado pelo governador Jorginho Mello e que criou o Programa Estadual de Modernização do Ambiente de Negócios Catarinense. O texto ampliou de 290 para 896 o número de CNAEs considerados de baixo risco e dispensados de licença e alvarás. Ou seja, reduzindo a burocracia e promovendo liberdade econômica.

“Santa Catarina é um estado que tem o empreendedorismo no seu DNA. O catarinense gosta de arregaçar as mangas e ir para a luta, abrir o próprio negócio e fazer acontecer. É por isso que o Governo do Estado está facilitando, simplificando, é para apoiar quem move Santa Catarina. Aqui o empreendedor é parceiro e estamos incentivando os negócios para ajudar quem trabalha e gera empregos”, destacou o governador Jorginho Mello.

O que muda

O Programa Estadual de Modernização do Ambiente de Negócios Catarinense foi elaborado pelo Governo de Santa Catarina por meio da Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (Sicos) e Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc). O objetivo é sobretudo facilitar a abertura de empresas, iniciativa que ganhou apoio com aprovação unânime na Assembleia Legislativa de SC (Alesc).

Conforme o presidente da Jucesc, Fernando Baldissera, o programa é um marco na história do empreendedorismo catarinense. “Estamos cumprindo o que o governador Jorginho Mello nos determinou, que é a desburocratização e simplificação do ambiente de negócios. Com a nova lei, Santa Catarina ganha em competitividade e atração de investimentos, o que é fundamental para que a economia continue crescendo acima da média nacional e gerando empregos”, afirma.

Histórico

O Congresso Nacional aprovou a lei de liberdade econômica em 2019. A partir do texto nacional, os estados ganharam independência para editar as próprias leis a fim de dispensar os alvarás e licenças conforme o rol de CNAEs . Em Santa Catarina, o estado promulgou a lei estadual 18.091, em janeiro de 2021. O texto buscava garantir a liberação de atividades, mas a redação imprecisa acabou por diminuir o número de CNAEs beneficiados. Assim, o estado caiu para a última colocação no ranking nacional.

“A nova lei ajusta a legislação aprovada no passado e garante um novo momento para o empreendedorismo catarinense. Isso tudo com muito diálogo junto às entidades empresariais e órgãos fiscalizadores como IMA, bombeiros, vigilância sanitária, Polícia Civil, SEF, bem como demais órgãos licenciadores. Desta forma, garantimos a liberação automática para aquelas atividades que são consideradas de baixo risco”, acrescenta Baldissera.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Ricardo Trida / SECOM

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