Comércio Exterior

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar economia, agro e indústria, afirma Alckmin

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu o avanço do acordo entre o Mercosul e a União Europeia como uma oportunidade estratégica para o Brasil. A avaliação foi feita durante reunião realizada nesta quarta-feira (11/2) com os senadores Nelsinho Trad (PSD/MS) e Tereza Cristina (PP/MS), com foco no alinhamento entre Executivo e Legislativo para acelerar a tramitação no Congresso Nacional.

O encontro também contou com a participação da secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, e serviu para definir estratégias do Grupo de Trabalho da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, responsável por acompanhar a implementação do acordo.

Maior acordo entre blocos do mundo

Durante a reunião, Alckmin ressaltou a dimensão econômica do tratado, considerado o maior acordo comercial já firmado entre blocos econômicos. Segundo ele, o pacto envolve um mercado de US$ 22 trilhões e cerca de 720 milhões de consumidores, ampliando significativamente o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu.

Para o vice-presidente, o acordo tem potencial extraordinário para economia, agropecuária, indústria e serviços, além de favorecer a atração de investimentos e a geração de emprego e renda no país.

Desgravação tarifária será gradual

Alckmin destacou que o texto prevê cronogramas graduais de redução de tarifas, o que permite a adaptação dos setores produtivos nacionais. Em grande parte dos casos, a eliminação do imposto de importação ocorrerá ao longo de dez anos, podendo chegar a 18 anos em segmentos mais sensíveis, como o de veículos eletrificados.

Segundo o ministro, o acordo também incorpora mecanismos de salvaguarda, que poderão ser acionados para proteger setores estratégicos diante de eventuais desequilíbrios.

Instrumentos de proteção aos setores produtivos

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o tratado inclui uma série de instrumentos para mitigar riscos durante a implementação. Entre eles estão o capítulo de salvaguardas bilaterais, regras de defesa comercial como antidumping e medidas compensatórias, salvaguardas específicas para o setor automotivo, além de mecanismos de reequilíbrio de concessões e de solução de controvérsias.

O longo período de transição foi negociado levando em conta as sensibilidades tanto do agronegócio quanto da indústria brasileira.

Parlamentares destacam atenção a setores sensíveis

A senadora Tereza Cristina avaliou que o acordo representa um avanço estrutural para o país e fortalece a inserção internacional do agronegócio, mas alertou para a necessidade de atenção a segmentos mais vulneráveis no curto prazo.

Já o senador Nelsinho Trad explicou que o texto do acordo não pode ser alterado pelo Congresso, cabendo aos parlamentares apenas a aprovação ou rejeição. Por isso, segundo ele, foi criado um grupo de trabalho técnico para acompanhar a fase de implementação e antecipar eventuais pontos sensíveis.

A iniciativa, de acordo com o senador, busca garantir segurança jurídica, equilíbrio institucional e apoio técnico durante todo o processo.

Grupo de Trabalho da CRE acompanha implementação

No Senado Federal, o acordo é analisado por um Grupo de Trabalho da Comissão de Relações Exteriores, presidida por Nelsinho Trad. O colegiado avalia os 23 capítulos e anexos do tratado, com foco nos impactos regulatórios, prazos de desgravação e cláusulas de segurança, como a de standstill, que impede a elevação de tarifas acima do nível acordado.

Os participantes da reunião destacaram que a coordenação entre governo federal e Congresso será decisiva para garantir que o acordo avance com responsabilidade e maximize os benefícios para o Brasil.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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Internacional

Evento na Suíça fortalece Santa Catarina como plataforma internacional de inovação e negócios

O SC Day em Berna consolidou Santa Catarina como um ambiente confiável para cooperação tecnológica, atração de investimentos e internacionalização de empresas. A avaliação compartilhada por autoridades suíças, lideranças empresariais e representantes do governo catarinense indica que o encontro avançou da apresentação institucional para a construção de relações comerciais e técnicas com potencial de desdobramentos concretos no curto e médio prazo.

A vice-governadora Marilisa Boehm destacou que a missão teve como foco gerar oportunidades concretas de negócios e investimentos. “Santa Catarina tem uma história conectada à Suíça e uma vocação clara para inovação, tecnologia e empreendedorismo. E a pedido do governador Jorginho Mello, estamos aqui para apresentar o nosso estado, abrir mercados para os empresários catarinenses e, ao mesmo tempo, atrair investidores suíços interessados em crescer junto conosco”, ressaltou.

A avaliação positiva foi compartilhada pelo setor produtivo. Para Luiz Gonzaga Coelho, representante da FIESC, o SC Day consolida um processo iniciado em Santa Catarina e posiciona o estado como uma porta de entrada estratégica para o mercado latino-americano. “Essa troca é extremamente importante para o desenvolvimento econômico do nosso estado”, avaliou.

Cantão de Berna retribui visita a Santa Catarina em Março

Para o diretor da Bern Invest, Jean-Philippe Devaux, o evento representou um marco na relação entre Santa Catarina e o Cantão de Berna, construída ao longo de mais de uma década. Segundo ele, a primeira visita oficial da vice-governadora catarinense ao Cantão, após a assinatura do memorando de entendimento em 2024, aprofundou a cooperação entre os ecossistemas de inovação.

“A jornada foi muito produtiva. Visitamos ambientes de inovação, conhecemos avanços em áreas como smart manufacturing, saúde e reciclagem de baterias. Ficamos impressionados com a qualificação das apresentações da delegação catarinense e confiantes no desenvolvimento de colaborações frutíferas”, afirmou. 

Devaux também confirmou a organização de uma missão empresarial suíça a Santa Catarina no início de março.

Empresa catarinense anuncia centro de P&D no país

O CEO da Nanovetores, Ricardo Ramos, destacou o potencial de expansão internacional a partir da cooperação com a Suíça. A empresa catarinense, sediada no Sapiens Parque, é especializada em nanotecnologia aplicada aos setores cosmético, farmacêutico e veterinário, desenvolvendo sistemas avançados de liberação de ativos. Durante o SC Day, a Nanovetores anunciou a abertura de um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento na Suíça. “Foi uma tarde de muitas trocas e oportunidades reais para levar produtos brasileiros a novos mercados, agregando valor e reputação”, afirmou.

Já Dieter Borget, CEO da Q-Assist e representante do Instituto Nexus de Inteligência Artificial, ressaltou o contato com um dos ecossistemas mais avançados do mundo. “O Swiss Innovation Park é um ambiente riquíssimo em manufatura avançada, robótica cognitiva e saúde. A Suíça lidera há mais de duas décadas o ranking global de inovação e está muito aberta a parcerias com Santa Catarina”, declarou.

Elo com a Europa

Encerrando a avaliação da missão, o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que o SC Day cumpriu seu principal objetivo estratégico. “Apresentamos Santa Catarina como um estado aberto ao mundo, preparado para receber investimentos, tecnologia e parcerias. Saímos de Berna com conexões fortalecidas e perspectivas reais de negócios, reforçando Santa Catarina como um elo entre a Europa e a América do Sul”, concluiu.

Agenda de quarta-feira

Nesta quarta-feira, 28, a delegação catarinense visitou a Fritz Studer AG, empresa suíça de referência internacional em máquinas-ferramenta de alta precisão, reconhecida pelo foco em inovação e engenharia de excelência. À tarde, a convite da Bern Invest, a comitiva participou de programação institucional no Monte Stockhorn, voltada ao relacionamento e ao aprofundamento do diálogo entre autoridades e empresários. A missão ao Cantão de Berna vai até esta quinta-feira, 29, quando a vice-governadora retorna a Santa Catarina.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Berna Invest / Divulgação

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Comércio Internacional

Acordo UE-Mercosul enfrenta incertezas após envio à Justiça europeia

A possibilidade de entrada em vigor provisória do acordo UE-Mercosul perdeu força após o Parlamento Europeu decidir encaminhar o texto para análise da Justiça da União Europeia. Para especialistas em relações internacionais, o movimento representa um revés significativo para um tratado que havia sido chancelado no último sábado, no Paraguai, por representantes do Mercosul e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Ouvidos pelo GLOBO, analistas avaliam que, embora não exista uma regra formal que impeça a aplicação provisória, o cenário político torna essa alternativa pouco provável no curto prazo.

Parlamento tende a travar execução provisória

Segundo Carlos Frederico de Souza Coelho, professor de Relações Internacionais da PUC-Rio e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, precedentes indicam que a execução provisória costuma depender de aval do próprio Parlamento Europeu. Para ele, a decisão de submeter o acordo à Corte do bloco reduz drasticamente essa possibilidade.

Na avaliação do especialista, seria incoerente imaginar que o mesmo Parlamento que optou por judicializar o texto adotaria uma posição distinta em relação à sua aplicação antecipada. O ambiente político atual, marcado por disputas internas e pressões setoriais, reforça esse entendimento.

Insegurança jurídica afasta investimentos

Mesmo em um cenário de execução provisória, Coelho destaca que o acordo não ofereceria segurança jurídica suficiente para estimular investimentos de longo prazo ou a formação de cadeias produtivas entre Europa e Mercosul. A tramitação na Justiça europeia tende a ser longa e incerta.

A experiência de outros tratados ilustra esse ritmo. O acordo entre União Europeia e Canadá, por exemplo, entrou em vigor em 2017, mas levou cerca de 17 meses para ser analisado pela Corte. No caso do acordo UE-Mercosul, o professor estima que, mesmo em um cenário otimista, a decisão judicial levaria ao menos seis meses.

Para Coelho, o envio do texto à Justiça funciona como um freio relevante em um momento geopolítico delicado. Ele avalia que a Europa enfrenta dificuldades para se posicionar entre Estados Unidos, Rússia e China, e que o adiamento do acordo enfraquece ainda mais o bloco.

Tensões globais e impacto político

Na visão do especialista, movimentos recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como a imposição de novas tarifas a países europeus e declarações sobre a Groenlândia, deveriam servir de estímulo à ratificação do acordo comercial. O adiamento, nesse contexto, reduz a capacidade de resposta estratégica da União Europeia.

Lobbies contrários devem intensificar pressão

Roberto Jaguaribe, conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), também considera improvável que o acordo seja aplicado antes da decisão da Justiça europeia. Ainda assim, ele avalia que a aproximação econômica entre Europa e Mercosul continuará avançando em outras frentes.

Para Jaguaribe, a tendência é que o tratado seja aprovado ao final do processo, apesar das resistências. Ele pondera, porém, que setores contrários, como parte do agronegócio francês, podem aproveitar o intervalo para reforçar sua atuação política.

O diplomata avalia que haverá maior mobilização dos grupos que se consideram prejudicados, mas ressalta que os defensores do acordo também mantêm uma posição consistente. Em sua análise, a influência direta dos lobbies sobre o Tribunal de Justiça da União Europeia tende a ser limitada, ao menos do ponto de vista institucional.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Luis Robayo/AFP

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Internacional

China lança novo plano estratégico para América Latina e Caribe

O governo chinês divulgou nesta quarta-feira (10) o terceiro Livro de Políticas para a América Latina e o Caribe (ALC), reafirmando sua estratégia de longo prazo na região. Segundo a agência Xinhua, este é o terceiro documento do tipo publicado em menos de vinte anos, sucedendo as versões de 2008 e 2016.

A nova publicação atualiza diretrizes, reafirma compromissos diplomáticos e econômicos e indica continuidade no aprofundamento das relações políticas e comerciais entre a China e os países latino-americanos e caribenhos.

A região como eixo estratégico

O documento consolida a política externa chinesa de longo prazo para a ALC, destacando a importância da região devido ao crescimento de parcerias comerciais, investimentos e programas de desenvolvimento. O lançamento ocorre em um contexto de transformações globais, no qual Pequim busca expandir sua presença em mercados emergentes e fortalecer laços multilaterais.

O texto enfatiza que a América Latina e o Caribe são essenciais para a estratégia internacional chinesa, tanto pela sua relevância econômica quanto pelo papel geopolítico na governança global.

Compromissos e cooperação

Segundo o governo chinês, a China mantém um interesse permanente na região. O presidente Xi Jinping estabeleceu medidas para intensificar a cooperação bilateral em diversas áreas, ampliando a relação política, econômica e cultural com os países da ALC.

O documento destaca que a região possui uma tradição de independência, união e força coletiva, contribuindo para a paz, estabilidade e desenvolvimento global. A China reforça que pretende compartilhar experiências, planejar políticas futuras e levar a cooperação com a ALC a um novo patamar.

Perspectivas futuras

De acordo com Pequim, os países latino-americanos e caribenhos vêm explorando caminhos de desenvolvimento adaptados às suas realidades nacionais, buscando influência por meio da união regional e da participação na governança global. A China enxerga a região como uma força estratégica para a construção de um mundo multipolar e para o avanço da globalização econômica.

O documento ressalta que são prósperas entre a China e a América Latina e o Caribe e aponta que a China une forças com a América Latina e o Caribe para promover os cinco programas para a construção de uma comunidade China-América Latina e Caribe com um futuro compartilhado.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/RT

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Internacional

Senado discute avanços do Acordo Mercosul-União Europeia e prevê assinatura até dezembro

Após 25 anos de negociações, o Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia voltou ao centro das discussões no Senado Federal. A Comissão de Relações Exteriores (CRE) realizou, na última terça-feira (21), uma audiência para avaliar as perspectivas de assinatura, ratificação e entrada em vigor do tratado, que deve ser oficializado ainda neste ano, segundo diplomatas envolvidos nas tratativas.

O tratado unirá dois blocos que somam mais de 700 milhões de pessoas e um PIB conjunto de US$ 22 trilhões. A previsão é que sejam firmados dois textos: um acordo econômico-comercial provisório e outro acordo de parceria completo, sujeito à aprovação de todos os Estados-membros da União Europeia (UE). Ao abrir a sessão, o senador Esperidião Amin (PP-SC) destacou a importância do debate para medir o “pulso” das negociações. “O propósito do Brasil não mudou, e esperamos que o da União Europeia venha ao encontro das nossas aspirações”, afirmou.

A embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf, explicou que o acordo está em fase final de tramitação. A Comissão Europeia já encaminhou o texto ao Conselho Europeu, que deverá votar os dois instrumentos paralelos: o acordo de parceria completo, que exige a ratificação de todos os parlamentos nacionais, e o acordo comercial provisório, que depende apenas da aprovação do Conselho, por maioria qualificada. Pelo menos 15 dos 27 países europeus — representando 65% da população da UE — precisarão aprovar o texto. O Parlamento Europeu também deve validar o acordo por maioria absoluta. Quando o documento integral entrar em vigor, substituirá o acordo provisório.

Schuegraf ressaltou que o processo é complexo, devido à diversidade linguística e política dos 27 países europeus. Mesmo assim, ela destacou a importância estratégica da parceria: “Este acordo vantajoso abrirá oportunidades de crescimento sustentável e reforçará nossos valores comuns. Perder essa oportunidade seria um erro colossal, com reflexos para gerações futuras”, afirmou.

O embaixador do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, informou por videoconferência que o Mercosul já está preparado para a assinatura. Segundo ele, o trabalho de tradução e revisão jurídica dos textos — em 24 idiomas — está sendo finalizado. “Se tudo correr bem, poderemos assinar ambos os textos no Brasil em meados de dezembro, antes do fim do ano”, explicou. O diplomata destacou que o acordo comercial poderá entrar em vigor rapidamente, enquanto a parte mais ampla, que exige a ratificação dos 27 países da UE, pode levar vários anos. No caso do Mercosul, a entrada em vigor será individual, conforme a aprovação dos parlamentos nacionais.

Costa e Silva observou que há mal-entendidos sobre o impacto agrícola do tratado. Segundo ele, a questão se tornou mais política do que técnica. “O Mercosul já cumpre todos os requisitos de qualidade exigidos e é o principal fornecedor de alimentos da Europa”, afirmou. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) reconheceu que a agricultura ainda é um ponto de atrito, mas reforçou os benefícios mútuos: “Esse será o maior acordo comercial já assinado entre blocos. Todos terão ganhos — alguns imediatos, outros a longo prazo.” O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) complementou que a parceria deve ser vista sob uma ótica de benefício mútuo, com complementaridade entre os blocos: industrialização europeia e produção agroalimentar latino-americana.

A embaixadora da Dinamarca no Brasil, Eva Bisgaard Pedersen, afirmou que o país, na presidência rotativa do Conselho da União Europeia, atua para facilitar o consenso interno e espera a assinatura do acordo em dezembro. Ela destacou o papel da abertura comercial e da inovação no sucesso econômico dinamarquês, além da relevância da parceria com o Mercosul para diversificar cadeias produtivas. “Não acreditamos em protecionismo. O acordo entre os blocos pode ser um catalisador de crescimento e prosperidade em ambos os lados do Atlântico”, disse. Atualmente, a União Europeia é o maior investidor estrangeiro no Brasil, responsável por 39% dos investimentos diretos, que ultrapassaram R$ 3 trilhões em 2023.

Ao final da sessão, a CRE aprovou requerimento do senador Esperidião Amin para realizar uma audiência pública sobre os impactos da nova Lei dos Estrangeiros de Portugal na comunidade brasileira residente no país.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior, Industria

Indústria contrata escritórios na Ásia e Europa para ampliar mercados

Acordo foi firmado entre CNI e InvestSP, que também tem representantes no Oriente Médio e Estados Unidos.

Como parte da estratégia para minimizar os efeitos do tarifaço sobre a indústria brasileira, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) fechou um acordo com a InvestSP para abrir novos mercados. Com a parceria, a entidade terá representantes em Dubai, Nova York, Munique e Xangai mapeando oportunidades comerciais.

De acordo com Frederico Lamego, superintendente de Relações Internacionais da CNI, os representantes comerciais vão identificar potenciais fornecedores e distribuidores, além de verificar normas regulatórias e técnicas de outros países, de modo que as indústrias brasileiras possam se adaptar a esses mercados.

“Esses escritórios têm uma cobertura maior. Por exemplo, o de Dubai cobre o Oriente Médio. O mercado chinês por si só é muito grande. Por outro lado, é difícil exportar produtos industriais para lá [China]. Tem que fazer uma agenda de influência com o governo [chinês]”, disse Lamego à CNN.

Apesar de estar buscando novos mercados, a entidade reconhece que o mercado norte-americano não é substituível. O segmento de madeira e móveis, por exemplo, adota procedimentos específicos na sua produção para atender exclusivamente os compradores dos Estados Unidos.

Outra estratégia que vem sendo implementada pela CNI é o mapeamento e análise de todos os acordos comerciais que estão sendo firmados entre os EUA e outros países, de forma a identificar brechas que podem ser utilizadas como argumento na negociação brasileira.

Missão aos EUA

No início de setembro, a CNI realizou uma missão a Washington com o objetivo de abrir canais de diálogo para reverter ou reduzir as taxas adicionais de importação sobre produtos brasileiros impostas pelos Estados Unidos. Cerca de 130 empresários e representantes de associações de setores industriais integraram a comitiva.

Durante a viagem, a entidade brasileira propôs ampliar a relação entre Brasil e EUA para além da negociação tarifária. Os empresários argumentaram que há setores estratégicos que podem ser explorados na relação econômica entre os países, como data centers , a produção de combustível sustentável de aviação (SAF) e os estudos sobre minerais críticos e terras raras.

“Nós levamos a ideia de criar uma agenda positiva na área de minerais críticos, data centers e SAF, no sentido de colocar para o lado americano a disposição do setor privado de abrir um canal de negociação que seja mais amplo do que simplesmente uma questão tarifária”, afirmou Lamego à CNN.

Nos EUA, a CNI também participou da audiência pública relacionada ao processo aberto pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, na sigla em português) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite investigar políticas ou práticas de outros países consideradas injustas, discriminatórias ou restritivas ao comércio norte-americano.

A prestação de informações à USTR também é uma das frentes da CNI para reduzir às tarifas sobre as importações brasileiras. Entre as práticas questionadas pelo escritório, estão os acordos comerciais firmados entre Mercosul e Índia e o Brasil e o México.

De acordo com Lamego, a CNI buscou argumentar junto ao USTR que os acordos com a Índia e o México são restritos e limitados. Além disso, a entidade brasileira também alegou que a tarifa média praticada com o mercado norte-americano é inferior às implementadas no comércio com os indianos e mexicanos.

“Pode haver novos pedidos de informação por parte do governo americano. Pode acabar com as tarifas? Difícil. Mas, por outro lado, a justificativa da manutenção das tarifas pelo lado americano tem que está muito bem respaldada por eles, se isso vai extrapolar o mandato da agência, se está gerando algum tipo de discriminação, entre outros aspectos”, explica Lamego.

Também como parte da estratégia, a CNI contratou um escritório especializado em lobby para ajudá-lo nas negociações contra o tarifaço dos Estados Unidos. No radar da entidade brasileira, está ainda o acompanhamento dos efeitos das medidas do Plano Brasil Soberano na indústria.

Entre as ações do Plano Brasil Soberano que impactam diretamente a indústria, está o novo Reintegra (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários), programa que devolve aos exportadores brasileiros parte dos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva, na forma de crédito tributário. O governo aumentou as alíquotas para as empresas afetadas pelo tarifaço.

Além disso, o plano prorrogou por um ano o prazo para que as empresas consigam exportar suas mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo regime de drawback. O drawback é um regime aduaneiro que permite a suspensão ou isenção de tributos incidentes na aquisição de insumos empregados ou consumidos na industrialização de produtos exportados.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Informação, Investimento, Tecnologia

Governo de Santa Catarina fortalece relações com Singapura como porta para a Ásia

A vice-governadora de Santa Catarina, Marilisa Boehm, recebeu nesta segunda-feira, 1º de setembro, o chefe de missão e encarregado de Negócios da Embaixada de Singapura no Brasil, Desmond Ng, em Florianópolis. A agenda contou com a presença de lideranças empresariais e representantes do Governo do Estado.

O objetivo da reunião foi ampliar o diálogo entre Santa Catarina e Singapura, aproveitando o cenário de fortalecimento do comércio brasileiro com a Ásia. Para a vice-governadora a reunião foi altamente positiva. “O chefe de Missão e encarregado de negócios na embaixada de Singapura no Brasil foi muito claro ao afirmar que a nação asiática tem interesse em aumentar ainda mais as relações comerciais com Santa Catarina. Temos muitas similaridades como o investimento em tecnologia, educação e segurança pública, além da ampla infraestrutura portuária, que faz tanto o nosso estado quanto a nação asiática polos logísticos”, destacou. 

Fotos: Richard Casas/GVG

O representante da embaixada no Brasil confirmou que há um interesse robusto e crescente em Santa Catarina. “Nosso papel é ampliar nossa comunicação para que novos investimentos se estabeleçam”, informou Desmond. O diplomata de Singapura citou que viu, em Brasília no último dia 27 de agosto, o anúncio dos resultados do Ranking de Competitividade dos Estados, evento no qual SC foi representado pela vice-governadora Marilisa. Ele relatou que ficou impressionado com o fato de Santa Catarina ter ficado, pelo nono ano seguido, no segundo lugar geral, além de ser o primeiro colocado em Capital Humano e Segurança Pública. “Isso só reforçou a certeza de que precisamos nos aproximar ainda mais de Santa Catarina”, afirmou.

Na reunião desta segunda-feira foram discutidas oportunidades em setores como portos, inovação tecnológica, economia verde e comércio exterior. O governo catarinense reforçou ainda o potencial do Estado para atrair novos aportes, lembrando que fundos soberanos de Singapura já possuem participação em empresas instaladas em território catarinense.

Estratégico

O secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, destacou que o momento que Santa Catarina vive em termos de relações internacionais é estratégico. “Singapura é referência mundial em inovação e tecnologia, e uma porta para outros países asiáticos que também têm interesse em conversar conosco sobre negócios e investimentos. Estamos prontos para inserir ainda mais o estado nesse contexto”, destacou. 

A secretária de Articulação Nacional, Vânia de Oliveira Franco, avaliou que a chegada da comitiva de Singapura ocorre no momento ideal. “A internacionalização de Santa Catarina é uma prioridade do nosso governo, uma determinação conjunta com o governador Jorginho Mello e com a vice-governadora Marilisa Boehm. Esta visita reforça nossa aposta em parcerias globais, mostrando que somos um estado altamente competitivo, seguro e que oferece toda a segurança jurídica necessária para que o investimento floresça. Estamos prontos para construir um futuro de sucesso juntos”, assegurou.

De acordo com o presidente da Invest SC, Renato Lacerda, Singapura é um dos casos mais estudados de sucesso em desenvolvimento econômico e em inserção global de uma região pequena, mas extremamente estratégica. “Há várias lições que podem ser adaptadas à realidade catarinense.
Santa Catarina pode aprender com Singapura principalmente em promoção internacional e integração global, logística portuária, qualificação de mão de obra e, principalmente como políticas de inovação podem transformar a sociedade e alavancar o desenvolvimento”, comentou.

Comércio em expansão

De acordo com o Observatório da FIESC, Santa Catarina exportou para Singapura US$ 79 milhões apenas entre janeiro e julho de 2025. Entre os principais produtos estão alimentos processados, bombas de líquidos e transformadores elétricos. Do lado das importações, o destaque vai para circuitos integrados, polímeros e equipamentos eletrônicos, fundamentais para a indústria catarinense.

A agenda integra a programação da comitiva de Singapura em Santa Catarina, que inclui visitas a centros de inovação, reuniões com representantes do setor produtivo e encontros com secretarias estaduais.

Fonte: SECOM

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Comércio Exterior

Alckmin viaja ao México para encontro com presidente Sheinbaum e agenda de fortalecimento comercial

Missão contará também com ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Planejamento, Simone Tebet, além de empresários

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, embarca nesta terça-feira (26) para uma missão oficial na Cidade do México. A agenda, que vai até quinta-feira (28/8), tem como objetivo o fortalecimento das relações políticas e a ampliação dos laços comerciais e de investimentos entre as duas maiores economias da América Latina.

O ponto alto da visita será a audiência com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, no Palácio Nacional, na quinta-feira. O encontro reforça o diálogo de alto nível entre os dois governos e a parceria estratégica na região.

“O México é um parceiro importante para o Brasil. Esta visita é uma oportunidade estratégica para aprofundarmos nosso diálogo político e, principalmente, para abrirmos novas frentes de comércio e investimento que gerarão prosperidade para nossos povos”, avalia o vice-presidente.

“Vamos nos reunir com o governo e com o setor privado para destravar oportunidades em áreas como indústria, agronegócio e saúde, fortalecendo a integração produtiva regional”, afirma Alckmin, que lidera a missão.

A comitiva contará com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro; a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet; e a secretária-geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura. Também participam os presidentes da ApexBrasil, Jorge Viana; da Conab, Edegar Pretto; da Anvisa, Leandro Safatle; e representantes do Ministério da Saúde, Fiocruz e Instituto Butantan; além de empresários e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A agenda do vice-presidente na capital mexicana é extensa e abrange encontros com autoridades do governo mexicano e empresários dos dois países, com o objetivo de fomentar negócios e fortalecer parcerias.

Comércio bilateral

Em 2024, a corrente de comércio entre Brasil e México somou US$ 13,6 bilhões. As exportações brasileiras totalizaram US$ 7,8 bilhões, com destaques para as vendas de veículos automóveis de passageiros (US$ 715,4 milhões), carnes de aves e suas miudezas (US$ 563,7 mi) e veículos para transporte de mercadorias (US$ 507 mi).

Já as importações de produtos mexicanos em 2024 totalizaram US$ 5,8 bilhões, com destaques para partes e acessórios de veículos automotivos (US$ 849 mi), veículos automóveis de passageiros (US$ 757,8 mi) e veículos automóveis para transporte de mercadorias (US$ 264,2 mi).

Diálogo e parcerias

A abertura dos trabalhos será na quarta-feira (27), em café da manhã com empresários representantes de mais de 10 empresas brasileiras. Em seguida, Alckmin se reúne com o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado mexicano, Alejandro Murat Hinojosa.

No período da tarde, o ministro do MDIC terá três reuniões seguidas com ministros mexicanos: secretários de Agricultura e Desenvolvimento Rural, Julio Berdegué Sacristán, de Relações Exteriores, Juan Ramón de la Fuente; e de Economia, Marcelo Ebrard. O encerramento do primeiro dia da missão será no Encontro Empresarial Brasil-México.

Abrindo o segundo dia de trabalhos, Alckmin receberá as Chaves da Cidade do México das mãos da Chefe de Governo, Clara Brugada Molina, em cerimônia no Antigo Palácio da Prefeitura, como reconhecimento da importância da visita.

Alckmin vai se reunir com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, na quinta, debatendo temas de interesse entre os dois países, como negociações comerciais, segurança alimentar e transição energética. O encontro com a chefe do executivo será depois da reunião com o secretário de Saúde, David Kershenobich Stalnikowitz.

À tarde, o vice-presidente realizará uma série de reuniões com empresários mexicanos e encerrará a missão no México no evento da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) “Proteína Animal: Decisões Baseadas na OMSA para Segurança Alimentar”.

AGENDA

Quarta-feira (27)

Horário da Cidade do México

08h30 Café da manhã de trabalho com empresários brasileiros (12 empresas)

11h00 Reunião com o Senador Alejandro Murat Hinojosa, Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado da República

12h30 Reunião com Julio Berdegué Sacristán, Secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México

14h00 Reunião com a Juan Ramón de la Fuente, Secretário de Relações Exteriores do México

16h00 Reunião com Marcelo Ebrard Casaubon, Secretário de Economia do México

18h00 Encontro Empresarial Brasil-México

Quinta-feira (28)

08h30 Cerimônia de Entrega das Chaves da Cidade do México por Clara Brugada Molina, Chefe de Governo da Cidade do México

10h       Reunião com David Kershenobich Stalnikowitz, Secretário de Saúde do México

12h       Audiência com Claudia Sheinbaum, Presidente dos Estados Unidos Mexicanos

14h00 Conferência de imprensa

16h30 Reunião com empresários

18h       Participação no Evento da ABPA – “Proteína Animal: Decisões Baseadas na OMSA para a Segurança Alimentar”

Fonte: MDIC

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Internacional

Índia e China reatam laços diante de tarifas que prejudicam perspectivas

Ambos os países enfrentaram pesadas ameaças tarifárias de Trump em relação às suas políticas comerciais

Em visita à Índia esta semana, o principal diplomata chinês afirmou que as duas nações asiáticas deveriam aprofundar a cooperação em meio a ameaças internacionais ao livre comércio, um sinal de que a guerra comercial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode acelerar um degelo no relacionamento gélido entre Pequim e Nova Délhi.

Ambos os países enfrentaram pesadas ameaças tarifárias de Trump em relação às suas políticas comerciais, com a Índia sendo alvo de críticas nas últimas semanas por suas compras em larga escala de petróleo russo.

Em declarações em Nova Délhi na segunda-feira, em uma reunião com seu homólogo indiano, Subrahmanyam Jaishankar, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, fez uma referência velada aos EUA, observando que Nova Délhi e Pequim deveriam encontrar maneiras de coexistir em um cenário de “bullying unilateral”.

China e Índia devem se ver como parceiras e considerar oportunidades, em vez de adversárias ou como ameaças, disse Wang na segunda-feira, de acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China.

Em seu discurso de abertura, Jaishankar afirmou que as nações buscam avançar após um “período difícil em nosso relacionamento”.

“Diferenças não devem se tornar disputas, nem conflitos competitivos”, disse.

Fonte: Dow Jones Newswires

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Internacional

FIESC integra missão brasileira que buscará ampliar diálogo com os EUA

Nos dias 3 e 4 de setembro, grupo liderado pela CNI terá encontros com escritórios de advocacia, reuniões na Embaixada do Brasil em Washington e diálogos com autoridades do governo americano

O primeiro vice-presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), André Odebrecht, integrará a missão da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aos Estados Unidos. Nos dias 3 e 4 de setembro, o grupo promoverá encontros com representantes do governo e do setor privado norte-americanos. O objetivo é ampliar o diálogo a respeito da taxação de 50% sobre exportações brasileiras, prevista na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

Liderada por Ricardo Alban, presidente da CNI, a missão contará com representantes de associações setoriais, outras federações estaduais e grandes empresas exportadoras. A agenda da viagem foi apresentada por Alban ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, nesta quarta-feira (20).

A programação inclui encontros com escritórios de advocacia e lobby, reuniões na Embaixada do Brasil em Washington, diálogos com lideranças da US Chamber of Commerce e com autoridades do governo americano. Está prevista ainda uma plenária com empresários dos dois países e participação em audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), no âmbito da investigação da Seção 301.

Alban destacou a importância de uma atuação convergente entre governo e indústria para enfrentar os desafios impostos pela taxação de 50% sobre exportações brasileiras. Segundo ele, a estratégia é buscar novas exceções à regra, ampliando o rol de produtos com tarifas reduzidas. Para tanto, a CNI propõe estratégia que contemple resposta e acompanhamento da investigação 301; e engajamento nos EUA com públicos de interesse, com intuito de criar canais de diálogo entre os dois governos.

A comitiva será composta por dirigentes de associações de diversos setores — brinquedos (Abrinq), máquinas e equipamentos (Abimaq), têxtil (Abit), alumínio (Abal), carnes (Abiec), madeira (Abimci), café (Cecafé), ferramentas (ABFA), cerâmica (Anfacer), rochas (CentroRochas), couros (CICB), entre outros —, além das federações estaduais da Indústria de Goiás (Fieg) e de Santa Catarina (FIESC). Empresas como Tupy, Embraer, Stefanini, Novelis e Siemens Energy também já confirmaram presença.

Com informações da CNI.

Fonte: FIESC

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