Transporte

Maersk abastece navio com 5 mil toneladas de bioetanol em Singapura

A Maersk realizou uma operação de abastecimento de aproximadamente 5 mil toneladas de bioetanol marítimo no porta-contêineres Maersk Halifax, em Singapura. A iniciativa foi apresentada como a maior transferência de etanol para uso marítimo já realizada em uma única operação e representa mais um passo nos testes da companhia para diversificar os combustíveis utilizados no transporte marítimo.

O abastecimento ocorreu paralelamente às atividades de movimentação de contêineres no terminal, demonstrando a possibilidade de integrar o fornecimento de combustíveis alternativos à rotina operacional portuária.

A experiência faz parte dos esforços da armadora para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e avaliar alternativas de menor intensidade de carbono para a navegação comercial.

Maersk testa bioetanol em navio com motor dual fuel

O Maersk Halifax é a primeira embarcação da companhia adaptada para operar com sistema de propulsão dual fuel, tecnologia que permite utilizar dois tipos de combustível. A inclusão do navio nos testes com etanol amplia as possibilidades de adoção de alternativas energéticas em embarcações já existentes.

A estratégia permite avaliar o uso de combustíveis alternativos sem depender exclusivamente da construção de novos navios, embora a implementação comercial ainda exija adaptações técnicas e operacionais.

A operação foi conduzida em parceria com a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura (MPA) e outras empresas do setor. O combustível utilizado tinha certificação ISCC, sistema internacional voltado à sustentabilidade e à rastreabilidade de matérias-primas e combustíveis.

A certificação, contudo, não garante emissões zero. O impacto ambiental do bioetanol depende de fatores como a origem da biomassa, os métodos de produção e as emissões geradas durante o transporte e as demais etapas da cadeia de suprimentos.

Abastecimento de etanol ocorreu durante movimentação de contêineres

A operação foi realizada em 17 de outubro, no terminal Pasir Panjang, administrado pela PSA Singapore. O bioetanol foi transferido do navio-tanque químico Golden Centaurus, da fornecedora Golden Island, para o Maersk Halifax.

Um dos destaques foi a realização do abastecimento enquanto as operações de carga e descarga de contêineres continuavam no terminal.

Segundo a MPA, o procedimento estabeleceu um recorde mundial de volume de etanol transferido em uma única operação de abastecimento marítimo. Para controlar a quantidade fornecida, foram utilizados medidores de vazão mássica.

Além de testar o combustível, a iniciativa permitirá avaliar a adaptação dos procedimentos de abastecimento de metanol já empregados em Singapura às características do etanol.

Os resultados deverão contribuir para o aprimoramento dos protocolos de segurança portuária, incluindo treinamento das tripulações, preparação para emergências e execução simultânea de atividades nos terminais.

Etanol surge como alternativa para reduzir emissões na navegação

O interesse pelo etanol como combustível marítimo está relacionado, entre outros fatores, à existência de uma cadeia produtiva e de distribuição consolidada em diferentes países. O Brasil, um dos principais produtores mundiais, pode ter oportunidades nesse mercado caso a demanda internacional avance.

A infraestrutura já disponível pode facilitar o fornecimento do combustível. No entanto, sua adoção em escala comercial depende de fatores como disponibilidade de produto certificado, competitividade de preços e adequação dos sistemas de propulsão e abastecimento.

Outro desafio é a menor densidade energética do etanol por volume em comparação com combustíveis marítimos convencionais. Na prática, isso significa que um navio precisa armazenar uma quantidade maior de combustível para alcançar autonomia equivalente, o que pode afetar o espaço disponível nos tanques e o planejamento das viagens.

Por isso, a viabilidade da tecnologia depende não apenas do potencial de redução de emissões, mas também dos custos operacionais e das características de cada embarcação.

Maersk amplia estratégia de combustíveis alternativos

O abastecimento do Maersk Halifax integra um programa mais amplo de experimentação com etanol conduzido pela companhia. Em 2026, a empresa também havia realizado avaliações nos navios Laura Maersk, Antonia Maersk e Tangier Maersk, equipados com motores de combustível duplo.

A iniciativa faz parte da estratégia multicombustível da Maersk, que busca diversificar as opções energéticas para enfrentar os desafios da descarbonização do transporte marítimo.

“A transição energética exige que exploremos e ampliemos soluções capazes de gerar impacto real. Na Maersk, seguimos com uma estratégia multicombustível porque reconhecemos que nenhum caminho de combustível pode descarbonizar sozinho o transporte marítimo global”, afirma Emma Mazhari, diretora de Mercados de Energia da companhia.

A abordagem considera que diferentes combustíveis poderão desempenhar papéis complementares na redução das emissões do setor, conforme a disponibilidade de recursos, os custos e as condições técnicas de utilização.

Incertezas regulatórias afetam mercado de combustíveis marítimos

O avanço dos testes com etanol ocorre em um cenário de incerteza para a transição energética do transporte marítimo. Segundo reportagem da Reuters publicada em 16 de outubro, a demanda dos embarcadores por combustíveis marítimos de menor intensidade de carbono perdeu força em 2026, em meio às indefinições sobre as regras de descarbonização da Organização Marítima Internacional (IMO).

Em Singapura, as vendas de biocombustíveis marítimos caíram 47% entre janeiro e setembro, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Esse contexto reforça os desafios para ampliar o uso de alternativas aos combustíveis convencionais. Mesmo com avanços operacionais, a expansão do etanol na navegação comercial dependerá de fornecimento em larga escala, preços competitivos, disponibilidade de combustível certificado e adaptações técnicas nos navios.

Brasil pode ganhar espaço no mercado de etanol marítimo

Para o Brasil, a possível ampliação do uso de etanol em embarcações representa uma oportunidade de diversificar os mercados consumidores do combustível.

A experiência da Maersk demonstra que o etanol está sendo avaliado como uma das alternativas para reduzir a intensidade de carbono do transporte marítimo. Entretanto, o teste realizado em Singapura ainda não significa que a tecnologia esteja pronta para adoção generalizada.

O desenvolvimento de uma cadeia de fornecimento competitiva, aliado à comprovação dos benefícios ambientais e à adequação das embarcações, será determinante para definir o espaço do bioetanol na descarbonização marítima.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Sustentabilidade

Economia circular já é adotada por 57% das indústrias brasileiras, aponta CNI

Pesquisa da CNI mostra avanço de práticas de economia circular na indústria brasileira, com destaque para reciclagem, logística reversa e reaproveitamento de materiais

Mais da metade das indústrias adota práticas de economia circular

A economia circular já faz parte da rotina de 57% das empresas industriais brasileiras. Isso significa que quase seis em cada dez indústrias adotam pelo menos uma prática relacionada ao uso mais eficiente, à recuperação ou ao reaproveitamento de recursos nos processos produtivos.

Os dados integram a Sondagem Especial nº 102 – Economia Circular 2026, elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) a partir de entrevistas com mais de 1.600 empresários do setor em todo o país.

A adesão varia conforme o porte das empresas. Entre as grandes indústrias, o percentual chega a 66%. Nas médias, a taxa é de 54%, enquanto entre as pequenas empresas fica em 43%.

Por segmento, os maiores índices de adoção aparecem em equipamentos de informática e eletrônicos, com 86%, produtos de borracha, com 85%, celulose e papel, com 78%, calçados, com 76%, e biocombustíveis, com 75%.

Para Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, os resultados mostram que a sustentabilidade na indústria também vem sendo associada à busca por maior eficiência. Ele ressalta, porém, a diferença de adesão entre empresas de diferentes portes e a necessidade de políticas voltadas às companhias menores.

Reciclagem lidera entre as práticas adotadas

A reciclagem é a iniciativa de economia circular mais presente entre as empresas consultadas. Segundo a pesquisa, 32% das indústrias afirmam utilizar essa estratégia para recuperar valor de produtos e materiais.

Na sequência aparecem a logística reversa de produtos e embalagens, citada por 26% das empresas, e a utilização de materiais reciclados ou recuperados na fabricação de produtos, também mencionada por 26%.

Os dados indicam que diferentes formas de reaproveitamento de recursos já estão incorporadas aos processos produtivos de uma parcela significativa da indústria nacional.

Economia circular também é relacionada à redução de emissões

Entre as empresas industriais que adotam práticas de economia circular, 57% consideram que essas iniciativas ajudam a diminuir as emissões de gases de efeito estufa.

A percepção é maior entre as grandes empresas, alcançando 64%. Nas médias, o índice é de 53%, enquanto entre as pequenas chega a 46%.

Alguns segmentos apresentam percentuais superiores a 70% de empresas que reconhecem essa relação. É o caso de biocombustíveis, produtos de borracha, bebidas e celulose e produtos de papel.

Larissa Malta, analista de Políticas e Indústria da CNI, destaca que a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira no âmbito do Acordo de Paris considera a economia circular uma ferramenta que vai além da gestão de resíduos, relacionando-a às estratégias de mitigação das mudanças climáticas e à meta de neutralidade climática do país até 2050.

Segundo a analista, práticas voltadas à eficiência no uso de recursos e à utilização de biomateriais podem contribuir para diminuir a intensidade das emissões da indústria.

Redução de custos aparece entre os principais benefícios

Os ganhos econômicos também estão entre os fatores associados à adoção da economia circular na indústria. A redução dos custos operacionais é apontada por 40% das empresas como o principal benefício esperado.

Outros resultados também são destacados pelos empresários:

  • 31% citam a melhoria da imagem corporativa;
  • 30% apontam o estímulo à inovação em produtos, processos e serviços.

Davi Bomtempo afirma que a expansão da economia circular está diretamente relacionada ao avanço da inovação tecnológica. Segundo ele, novas tecnologias podem permitir a criação de produtos mais duráveis, reparáveis e fáceis de desmontar, além de aprimorar processos de separação, reciclagem e reaproveitamento de materiais.

A pesquisa, no entanto, revela uma dificuldade na mensuração dos resultados. Embora 40% das empresas associem as práticas circulares a ganhos financeiros, 46% ainda não conseguem identificar de forma direta o impacto desses investimentos sobre o faturamento.

Entre as possíveis razões estão a dificuldade de medir determinados benefícios e o fato de parte dos resultados aparecer apenas no médio e longo prazo, como a redução de desperdícios, o aumento da eficiência no uso de recursos e a abertura de novas oportunidades de mercado.

Crédito, tecnologia e demanda estão entre os principais desafios

A pesquisa da CNI também avaliou os obstáculos encontrados pelas empresas para ampliar os investimentos em economia circular. As barreiras foram divididas em três grupos: econômicas; tecnológicas e de inovação; e culturais, relacionadas principalmente à percepção do mercado consumidor.

No aspecto econômico, a falta de demanda por produtos circulares e as altas taxas de juros aparecem empatadas como os principais entraves, citados por 25% das empresas. Em seguida está a ausência de isonomia tributária entre materiais reciclados e matérias-primas virgens, apontada por 23%.

Entre os desafios tecnológicos, 30% das indústrias consideram a viabilidade econômica das soluções necessárias como a principal barreira.

Nas pequenas empresas, a falta de mão de obra qualificada ganha destaque e é apontada por 21% dos entrevistados como um dos principais obstáculos internos.

Já no campo cultural, 37% dos industriais mencionam o comportamento e a falta de conhecimento do consumidor final como fatores relacionados à baixa demanda por produtos circulares. Outros 21% apontam a percepção negativa dos consumidores sobre esse tipo de produto.

Para Marcello Lira Doudement, analista de Políticas e Indústria da CNI, o custo do crédito dificulta a modernização das empresas e a adoção de novas tecnologias voltadas à circularidade.

Indústria defende incentivos para ampliar a circularidade

Na avaliação do setor industrial, políticas públicas capazes de oferecer maior previsibilidade e incentivos podem contribuir para acelerar a adoção de práticas circulares no Brasil.

Entre as medidas consideradas prioritárias estão os incentivos econômicos para investimentos em infraestrutura de reciclagem e logística reversa. Essa alternativa é defendida por 47% dos empresários.

Outros 46% apontam a necessidade de incentivos para projetos de inovação em economia circular.

Os resultados da sondagem mostram, portanto, que a adoção de práticas circulares já alcança uma parcela expressiva da indústria brasileira, mas ainda existem diferenças importantes entre empresas de diferentes portes e desafios relacionados a financiamento, tecnologia, qualificação profissional e demanda do consumidor.

FONTE: Agência de Notícias da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/CNI

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Portos

Tecon Santos recebe guindastes elétricos da China em investimento de R$ 300 milhões

O navio Zhen Hua 28 atracou no Brasil trazendo ao Tecon Santos um carregamento estratégico para a modernização do terminal portuário. Vindos da China, os equipamentos incluem dois portêineres e oito guindastes elétricos RTGs, todos desmontados para transporte marítimo.

A operação faz parte de um pacote de investimentos de R$ 300 milhões realizado pela Santos Brasil, dentro de um amplo projeto de expansão, automação e descarbonização das atividades no porto.

A embarcação deixou a China em novembro de 2025 e concluiu o desembarque no litoral paulista em janeiro de 2026, utilizando trilhos conectados entre o navio e o cais para descarregar as estruturas.

Novos guindastes ampliam capacidade operacional do terminal

Os dois novos portêineres recebidos pelo terminal foram projetados para aumentar a produtividade das operações de carga e descarga no cais.

Cada equipamento possui cerca de 50 metros de altura e alcance operacional de até 70 metros. Além disso, os guindastes conseguem movimentar simultaneamente dois contêineres de 20 pés carregados, suportando até 100 toneladas por operação.

Segundo a empresa, os novos equipamentos representam não apenas renovação da frota, mas também uma ampliação efetiva da capacidade operacional do terminal portuário.

Operação remota será implantada gradualmente

A Santos Brasil informou que a operação convencional dos novos equipamentos deve começar em fevereiro. Já a implementação da operação remota de guindastes ocorrerá de forma progressiva.

O processo inclui testes técnicos, integração de sistemas e treinamento das equipes responsáveis pela operação à distância. A expectativa é que a transição completa para o modelo remoto leve até um ano.

Com isso, o terminal avança no processo de automação e digitalização das atividades portuárias.

Tecnologia promete mais segurança e produtividade

Os novos portêineres contam com o sistema Truck Position System (TPS), tecnologia que permite o alinhamento preciso das carretas durante os procedimentos de embarque e desembarque de contêineres.

A empresa acredita que a inovação deve elevar os níveis de segurança operacional e aumentar a eficiência logística do cais.

Além disso, os equipamentos já foram preparados para funcionamento integrado ao centro de controle remoto do terminal, alinhando o Tecon Santos às tendências globais de automação portuária.

RTGs elétricos devem reduzir emissões em até 97%

Os oito novos RTGs elétricos passam a integrar a frota sustentável do terminal, que já operava outras oito unidades movidas a eletricidade.

A meta da Santos Brasil é acelerar a substituição dos modelos movidos a diesel. A empresa prevê a aquisição de mais 30 RTGs elétricos nos próximos anos.

De acordo com a companhia, cada equipamento elétrico evita a emissão de aproximadamente 20 toneladas de CO₂ por mês. Quando toda a frota antiga for substituída, a expectativa é alcançar uma redução mensal de 713 toneladas de dióxido de carbono, equivalente a uma queda de 97% nas emissões dessa etapa operacional.

Modernização do Tecon Santos prevê R$ 3 bilhões até 2031

A chegada dos equipamentos integra um projeto iniciado em 2019 para ampliação e modernização do Tecon Santos, considerado um dos principais terminais portuários do país.

O plano prevê investimentos totais de cerca de R$ 3 bilhões até 2031. Segundo a empresa, aproximadamente R$ 2 bilhões já foram aplicados.

Os aportes também fazem parte do Plano de Transição Climática da companhia, que estabelece como meta atingir operações net zero até 2040.

Automação e sustentabilidade redefinem setor portuário

A operação envolvendo o navio vindo da China chama atenção pelo porte dos equipamentos, pelo volume do investimento e pelo impacto tecnológico e ambiental previsto para o terminal.

Mais do que ampliar a infraestrutura física, o projeto busca combinar automação portuária, eficiência logística e redução de emissões em uma única estratégia de longo prazo.

Com a chegada dos novos portêineres e RTGs elétricos, o Tecon Santos reforça sua aposta em um modelo operacional mais conectado, inteligente e menos dependente de combustíveis fósseis.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Portos

Portos brasileiros adotam incentivos para reduzir emissões de carbono

Estudo da ANTAQ aponta avanços em descarbonização e uso de hidrogênio verde nos portos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) aprovou o Eixo 3 do estudo “Diagnóstico de Descarbonização, Infraestrutura e Aplicações do Hidrogênio nos Portos”. O levantamento analisou iniciativas de cinco portos brasileiros voltadas à redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), transição energética e aplicação do hidrogênio verde.

Os portos selecionados foram: Itaqui (MA), Pecém (CE), Paranaguá (PR), Santos (SP) e Açu (RJ). Todos se destacaram pelo bom desempenho no Índice de Desempenho Ambiental (IDA), pelos projetos em andamento de energia renovável e pelas experiências em descarbonização portuária.

Importância estratégica para o Brasil

Segundo o diretor da ANTAQ, Caio Farias, a descarbonização dos portos é fundamental para manter a competitividade do país no comércio internacional e atender às metas climáticas globais. Ele ressaltou a necessidade de políticas públicas, incentivos econômicos e parcerias internacionais para consolidar a infraestrutura sustentável.

“O alinhamento do Brasil às melhores práticas globais exige investimentos contínuos, capacitação técnica e cooperação internacional para garantir uma transição energética eficiente e duradoura”, destacou Farias.

Incentivos aos navios de baixo carbono

Todos os portos avaliados já oferecem benefícios a navios com menor pegada de carbono, como descontos tarifários e prioridade de atracação. Além disso, avançam na criação de Planos de Descarbonização. O Porto do Açu já possui um documento consolidado, enquanto os demais estão em fase de elaboração.

Entre as principais medidas em andamento estão:

  • instalação de painéis solares;
  • contratação de energia renovável certificada;
  • substituição de equipamentos a combustão por elétricos;
  • modernização da rede elétrica;
  • desenvolvimento de parcerias para uso de combustíveis de baixo carbono.

Inventário de emissões

Três portos – Santos, Itaqui e Açu – já possuem inventários completos de emissões de GEE. O destaque vai para o Porto do Açu, que incluiu o Escopo 3, abrangendo atividades como dragagem e transporte logístico, responsáveis pelo maior volume de emissões.

Recomendações do estudo

O relatório recomenda a criação de um Plano Nacional de Hidrogênio Verde e a implementação de incentivos fiscais para acelerar a adoção de combustíveis limpos. Também aponta a importância de parcerias público-privadas para estruturar corredores verdes de exportação e fomentar investimentos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.

Entre as propostas, está a criação de corredores de transporte ecológicos, capazes de reduzir emissões da navegação global e melhorar a qualidade do ar em comunidades costeiras.

Cooperação internacional

O estudo faz parte do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a ANTAQ e a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ). O projeto está dividido em três eixos:

  • Eixo 1 (2021): revisão da experiência internacional em descarbonização portuária;
  • Eixo 2 (2024): diagnóstico do setor em conjunto com o Ministério de Portos e Aeroportos;
  • Eixo 3 (2025): análise de casos práticos em portos brasileiros.

Com isso, a ANTAQ busca consolidar diretrizes e boas práticas para a descarbonização dos portos brasileiros, tornando-os mais sustentáveis e alinhados às exigências internacionais.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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