Comércio Exterior

Brasil e China ampliam exportação de miúdos suínos com novo protocolo sanitário

Brasil e China ampliaram o acordo sanitário que regulamenta a exportação de miúdos suínos brasileiros para o mercado chinês. A revisão do protocolo bilateral foi assinada no sábado (26/9) pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, e pelo embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao.

A medida aumenta a lista de produtos suínos autorizados para exportação e abre novas possibilidades comerciais para frigoríficos e demais estabelecimentos brasileiros habilitados. A expectativa é diversificar a pauta de vendas externas e ampliar o aproveitamento econômico da produção.

Novo protocolo define regras para exportação

As negociações entre os dois países estabeleceram requisitos sanitários, regras de certificação e condições que deverão ser cumpridas pelos estabelecimentos interessados em vender os produtos à China.

Com a revisão do protocolo, as empresas habilitadas terão de seguir os critérios definidos pelas autoridades sanitárias brasileiras e chinesas para realizar os embarques.

Para o ministro André de Paula, a ampliação do acesso representa um avanço para a suinocultura brasileira, com potencial para gerar novas oportunidades de mercado, renda e empregos no campo e na indústria.

A China é considerada o maior produtor e consumidor mundial de carne suína. Para o país asiático, segundo o ministro, a ampliação das importações também representa uma alternativa de abastecimento respaldada pelo sistema sanitário brasileiro.

Mercado chinês pode receber mais de 100 mil toneladas por ano

Estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que mais de 100 mil toneladas de miúdos suínos brasileiros poderão ser destinadas anualmente à China a partir da ampliação do acesso.

A expectativa é que o direcionamento desses produtos para um mercado de maior valor agregado gere mais de US$ 100 milhões adicionais em receitas para a cadeia produtiva.

A medida permite que produtos que possuem menor valor comercial em determinados mercados encontrem novas oportunidades de venda no exterior.

Acordo foi anunciado após auditoria chinesa

A assinatura do protocolo ocorreu no encerramento de uma auditoria sanitária chinesa em frigoríficos brasileiros, iniciada em 20 de setembro.

Durante a missão, técnicos chineses visitaram fazendas, unidades de produção e abatedouros, além de laboratórios oficiais em seis estados brasileiros. A avaliação envolveu estabelecimentos relacionados às cadeias de carnes bovina, suína e de aves.

O embaixador Zhu Qingqiao destacou que o novo acordo cria oportunidades adicionais para as exportações brasileiras e classificou a medida como resultado da cooperação entre os dois países na área agropecuária.

Segundo o diplomata, o agronegócio ocupa posição estratégica na relação bilateral e ainda apresenta potencial para o desenvolvimento de novas parcerias.

A secretária de Ásia e Oceania do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Susan Kleebank, afirmou que a atualização do protocolo demonstra a dinâmica de cooperação entre Brasil e China.

Quais produtos suínos poderão ser exportados?

A autorização contempla uma lista ampliada de miúdos e coprodutos suínos. Entre os produtos previstos estão:

  • Músculo suíno congelado, desossado ou com osso, incluindo gordura;
  • Miúdos e coprodutos comestíveis congelados;
  • Banha suína não refinada, composta exclusivamente por gordura corporal;
  • Língua, máscara, focinho, orelhas e cauda suínas;
  • Pés suínos inteiros;
  • Pele e cartilagem suínas;
  • Estômagos, fígado, coração, rins e diafragma;
  • Ossos suínos.

A relação também estabelece restrições específicas para determinados produtos. A cartilagem, por exemplo, não inclui aquela proveniente da garganta, glote ou vísceras. No caso da banha, não está incluída gordura originária das vísceras.

Febre aftosa influenciou ampliação do acesso

Até então, a China autorizava a entrada de determinados miúdos, entre eles pés, orelhas, rabo, língua, focinho e máscara suína. A autorização estava relacionada ao reconhecimento sanitário concedido pelas autoridades chinesas.

Em maio de 2025, o Brasil recebeu da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) o reconhecimento como país livre de febre aftosa sem vacinação.

A evolução do status sanitário brasileiro contribuiu para ampliar as possibilidades de acesso aos mercados internacionais e para agregar valor a produtos da cadeia de proteína animal.

China é mercado estratégico para a suinocultura

A China está entre os principais mercados consumidores e importadores de produtos suínos no mundo. As importações chinesas de miúdos suínos movimentam aproximadamente US$ 2,5 bilhões.

Com o novo protocolo, mais produtos brasileiros poderão disputar espaço nesse mercado, aumentando as alternativas comerciais para os estabelecimentos habilitados e contribuindo para a diversificação das exportações do agronegócio brasileiro.

Além do impacto econômico, a ampliação do acesso considera características do mercado chinês. Os miúdos fazem parte da culinária local e são consumidos tanto em restaurantes quanto nas residências.

Nesse cenário, o novo acordo aproxima a oferta da suinocultura brasileira da demanda do mercado chinês e amplia as possibilidades de comercialização de diferentes partes do animal.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agronegócio

Produção de carne suína cresce 6,4% no Brasil no primeiro semestre de 2026

A produção de carne suína no Brasil avançou nos primeiros seis meses de 2026, acompanhada pelo aumento no número de animais abatidos e pelo maior peso médio das carcaças. Dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compilados pelo Sistema CNA, apontam que o país produziu 2,93 milhões de toneladas de carne suína no primeiro semestre.

O volume representa crescimento de 6,4% em relação ao mesmo período de 2025 e indica continuidade do avanço dos principais indicadores da suinocultura brasileira.

Abate de suínos chega a 31 milhões de animais

Entre janeiro e junho, aproximadamente 31 milhões de suínos foram abatidos em estabelecimentos submetidos à inspeção sanitária.

O resultado acompanha o crescimento do plantel e a manutenção do fluxo de animais destinados às unidades frigoríficas, contribuindo para ampliar a oferta de carne no mercado.

Peso das carcaças também aumenta

Além do maior número de animais processados, houve avanço no rendimento médio das carcaças.

O peso médio chegou a 94,5 quilos no primeiro semestre, alta de 1,5% na comparação com os primeiros seis meses de 2025.

A combinação entre maior volume de abates e aumento do peso médio das carcaças foi determinante para o crescimento de 6,4% na produção de carne suína.

O desempenho ajudou a garantir maior disponibilidade de proteína tanto para o mercado interno quanto para as exportações.

Suinocultura brasileira mantém ganhos de eficiência

Para o Sistema CNA, os números refletem a evolução da eficiência técnica observada nas granjas brasileiras.

O crescimento simultâneo do número de animais abatidos e do peso das carcaças demonstra a capacidade produtiva do setor e sua adaptação às necessidades do mercado.

O avanço da produção também reforça a importância do uso de tecnologias e de práticas de manejo voltadas ao aumento da produtividade na cadeia de proteína animal.

Custos e demanda serão importantes no segundo semestre

Apesar do resultado positivo na primeira metade do ano, o desempenho do setor nos próximos meses dependerá de fatores como os custos de alimentação dos animais e o comportamento do consumo.

Entre os principais pontos de atenção estão os custos de nutrição, que têm impacto direto sobre as despesas das propriedades, e a demanda no varejo, que influencia as margens dos produtores.

A evolução desses fatores será importante para determinar a manutenção do ritmo de produção e das condições econômicas da suinocultura nacional ao longo do segundo semestre de 2026.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Comércio Internacional

Importação de soja pela China cai e aumenta pressão sobre custos da suinocultura

A redução das importações de soja pela China deve levar as compras do país ao menor nível em mais de dois anos. O movimento restringe a disponibilidade de farelo de soja no mercado asiático e eleva os custos das fábricas de ração destinadas à produção de suínos.

Como maior comprador mundial de oleaginosas, qualquer mudança no ritmo de aquisição chinês pode provocar impactos em toda a cadeia de proteína animal e influenciar a demanda futura pelo complexo soja brasileiro.

Menor oferta de farelo eleva custo da ração

A diminuição das compras de soja pela China reduz a disponibilidade de matéria-prima para a fabricação de farelo, um dos principais componentes utilizados na alimentação de animais.

Com a oferta mais restrita, as indústrias de nutrição animal chinesas passam a enfrentar maior pressão sobre suas margens. Parte desse aumento de custos tende a chegar aos produtores de suínos, elevando o preço da ração e, consequentemente, o custo de produção da carne suína.

O cenário pode afetar a competitividade da suinocultura chinesa, especialmente se os custos permanecerem elevados por um período prolongado.

Carne suína importada pode ganhar espaço

O encarecimento da produção doméstica também pode alterar a dinâmica do mercado chinês de carnes. Com custos maiores para os produtores locais, a importação de proteína animal processada pode se tornar uma alternativa mais competitiva em determinados segmentos.

Essa possibilidade abre espaço para fornecedores internacionais, incluindo produtores da América do Sul, que podem encontrar novas oportunidades no mercado chinês no médio e longo prazo.

A evolução das compras chinesas de soja, portanto, não afeta apenas o mercado de grãos. O movimento também pode influenciar os fluxos internacionais de carnes e modificar a demanda por produtos de maior valor agregado.

Brasil se prepara para ampliar produção de carnes

O cenário externo ganha importância diante da expectativa de aumento da produção brasileira de proteínas animais.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta crescimento da produção nacional de carne de frango nos anos de 2026 e 2027. As estimativas também são acompanhadas pela Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav).

A expansão da avicultura brasileira aumenta a necessidade de mercados externos capazes de absorver parte da produção adicional. Para os produtores, a manutenção de uma demanda internacional aquecida é importante para evitar excesso de oferta e pressão negativa sobre os preços no mercado interno.

Produção brasileira de carnes deve superar 34 milhões de toneladas

As projeções da Conab indicam que a produção total de carnes no Brasil deverá ultrapassar 34 milhões de toneladas no biênio 2026/2027.

O avanço reforça a trajetória de crescimento da pecuária brasileira e amplia a importância das exportações para o equilíbrio entre oferta e demanda.

Nesse contexto, o comportamento do mercado chinês será um dos fatores acompanhados pelo setor. A China é um importante participante do comércio internacional de commodities agrícolas e proteínas animais, e alterações em suas compras podem provocar reflexos nos preços e nos fluxos comerciais.

China pode mudar perfil das importações de proteína

Caso a China mantenha um ritmo reduzido de aquisição de soja em grão, a menor disponibilidade do insumo poderá continuar pressionando os custos da alimentação animal no país.

Em um cenário de produção doméstica de carnes mais cara, a necessidade de complementar a oferta interna por meio de importações pode ganhar relevância.

Para o Brasil, essa dinâmica representa uma possível mudança no perfil das exportações. Em vez de concentrar parte da demanda externa na comercialização de soja, o país pode ampliar a participação de produtos de proteína animal e itens com maior valor agregado na pauta destinada ao mercado chinês.

A evolução desse cenário dependerá, entre outros fatores, do comportamento das compras chinesas de soja, dos custos de produção asiáticos e da capacidade brasileira de manter competitividade no mercado internacional de carnes.

FONTE: Agrimídia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agrimídia

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Exportação

Exportação de carne bovina recua 27% em agosto, enquanto frango cresce 23%

As exportações brasileiras de carne bovina registraram forte retração em agosto de 2026, enquanto os embarques de carne de frango e suína apresentaram crescimento. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram comportamentos distintos entre as principais proteínas exportadas pelo Brasil.

A carne bovina teve queda de 27,09% no volume embarcado em relação a agosto de 2025. Já as exportações de carne de frango cresceram 22,59%, enquanto a carne suína avançou 6,61%.

Os números consideram 21 dias úteis tanto em agosto de 2026 quanto no mesmo mês do ano anterior.

Exportação de carne bovina cai em agosto

O Brasil exportou 195.715 toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada em agosto. No mesmo mês de 2025, foram embarcadas 268.425 toneladas.

Apesar da redução no volume, a receita caiu em ritmo menor. O faturamento com as vendas externas somou US$ 1,207 bilhão, ante US$ 1,503 bilhão um ano antes, queda de 19,73%.

O preço médio da carne bovina exportada subiu 10,09%, passando de US$ 5.603 para US$ 6.166 por tonelada.

Carne de frango amplia volume e receita

Em sentido oposto ao mercado bovino, as exportações de carne de frango tiveram crescimento expressivo em agosto.

Os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, alcançaram 457.989 toneladas, alta de 22,59% sobre as 373.589 toneladas registradas em agosto de 2025.

A receita avançou ainda mais: foram US$ 919,7 milhões, aumento de 40,51% na comparação anual, contra US$ 654,5 milhões no mesmo mês do ano passado.

O preço médio também apresentou valorização. O valor passou de US$ 1.752 para US$ 2.008 por tonelada, alta de 14,62%.

Carne suína cresce em volume, mas receita recua

As exportações de carne suína também aumentaram em agosto, embora o desempenho financeiro tenha sido negativo.

O Brasil embarcou 114.617 toneladas de carne suína fresca, refrigerada ou congelada no mês, crescimento de 6,61% ante as 107.512 toneladas exportadas em agosto de 2025.

A receita, porém, recuou 3,48%, de US$ 277,4 milhões para US$ 267,7 milhões.

O resultado foi influenciado pela queda no preço médio da proteína. O valor passou de US$ 2.580 para US$ 2.336 por tonelada, retração de 9,46%.

Carne bovina mantém alta no acumulado do ano

Apesar da queda registrada em agosto, o desempenho das exportações de carne bovina em 2026 permanece positivo no acumulado do ano.

Entre janeiro e agosto, o Brasil embarcou 2,125 milhões de toneladas, alta de 3,01% sobre as 2,063 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2025.

A receita acumulada apresentou crescimento mais expressivo. As vendas externas movimentaram US$ 12,546 bilhões, avanço de 19,96% ante os US$ 10,459 bilhões registrados nos primeiros oito meses do ano passado.

A diferença entre o crescimento do volume e da receita reflete a valorização do preço médio da carne bovina no mercado internacional.

Exportações de frango avançam mais de 16% no ano

O setor de carne de frango brasileira apresenta desempenho ainda mais forte no acumulado de 2026.

De janeiro a agosto, os embarques totalizaram 3,821 milhões de toneladas, aumento de 16,34% em relação às 3,285 milhões de toneladas exportadas no mesmo intervalo de 2025.

O faturamento chegou a US$ 7,485 bilhões, alta de 21,81% na comparação anual. Entre janeiro e agosto de 2025, a receita havia alcançado US$ 6,144 bilhões.

Carne suína acumula alta de 7,8%

As vendas externas de carne suína brasileira também mantiveram trajetória positiva no acumulado do ano.

Entre janeiro e agosto, o país exportou 1,017 milhão de toneladas, volume 7,80% superior às 943,2 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2025.

A receita acumulada chegou a US$ 2,402 bilhões, crescimento de 4,26% ante os US$ 2,304 bilhões registrados nos oito primeiros meses do ano passado.

Os resultados mostram um cenário heterogêneo para as proteínas brasileiras no comércio exterior. Enquanto a carne bovina enfrentou uma queda expressiva nos embarques de agosto, o frango apresentou forte expansão tanto em volume quanto em receita. A carne suína, por sua vez, cresceu em quantidade, mas teve redução no faturamento devido à queda do preço médio.

FONTE: Broadcast
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio Exterior

China pode ampliar exportações de frango e disputar mercado com o Brasil, diz Rabobank

A China deve ampliar as exportações de carne de frango nos próximos anos e poderá se tornar uma concorrente mais forte do Brasil no mercado internacional da proteína. A avaliação é de Chenjun Pan, especialista em carnes do Rabobank, que vê possibilidade de maior disputa entre os dois países em mercados como Oriente Médio, Ásia e África ao longo da próxima década.

A mudança ocorre em um cenário no qual a China, atualmente o principal destino da carne de frango brasileira, passou a ser exportadora líquida da proteína em 2025. O movimento está relacionado principalmente ao aumento da oferta de cortes menos consumidos pelos chineses, como o peito de frango.

China começa a ganhar espaço nas exportações de frango

Segundo Pan, ainda não há uma concorrência direta em grande escala com o Brasil, mas o cenário pode mudar nos próximos anos.

A especialista considera que as exportações chinesas de carne de frango in natura apresentam potencial de crescimento, especialmente porque o país passou a vender maiores volumes de cortes como peito de frango no mercado externo.

A China já exportava produtos avícolas há anos, mas historicamente sua presença internacional estava mais concentrada em carne de frango processada. O avanço recente dos embarques de produtos in natura representa uma mudança importante na estratégia do setor.

Brasil ainda lidera mercado global

A China é atualmente o segundo maior produtor mundial de carne de frango, atrás apenas dos Estados Unidos. Mesmo com o crescimento recente, sua participação nas exportações ainda está muito abaixo da brasileira.

Em 2025, a China exportou pouco mais de 1 milhão de toneladas de carne de frango, segundo relatório anual da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

No mesmo ano, o Brasil manteve a liderança mundial e atingiu o recorde de 5,3 milhões de toneladas exportadas.

A diferença mostra a distância que ainda separa os dois países, embora o avanço da produção chinesa possa alterar a dinâmica do comércio internacional nos próximos anos.

Hábitos de consumo geram excedentes exportáveis

Um dos fatores que ajudam a explicar o crescimento das exportações chinesas é o perfil de consumo doméstico.

Segundo Pan, os consumidores chineses demonstram maior preferência por asas e pés de frango, enquanto o peito tem menor procura no mercado interno. Com o aumento da produção, esse desequilíbrio gera excedentes de determinados cortes que podem ser direcionados para outros países.

A produção chinesa vem crescendo em ritmo próximo de 10%, enquanto a demanda doméstica avança mais lentamente.

Entre os destinos das exportações chinesas estão Rússia, Hong Kong, Coreia do Norte e países do Oriente Médio.

União Europeia, Japão e Coreia do Sul seguem fora da disputa

Apesar da expansão, a China ainda encontra restrições importantes em alguns dos principais mercados consumidores de frango.

A União Europeia, o Japão e a Coreia do Sul não aceitam carne proveniente de aves vacinadas contra a gripe aviária. A China utiliza a vacinação como parte de sua estratégia para reduzir os impactos da doença, o que limita o acesso de seus produtos a esses mercados.

Por isso, a competição com o Brasil tende a ser mais relevante em regiões que aceitam a carne chinesa, como partes da Ásia, África e Oriente Médio.

Produção chinesa cresce mais de 9% no primeiro semestre

A expansão da oferta continua acelerada. No primeiro semestre de 2026, a produção chinesa de carne de frango aumentou mais de 9% na comparação anual, depois de crescer cerca de 7% em 2025.

Para Pan, o ritmo de expansão da produção supera o crescimento da demanda doméstica.

Esse cenário aumenta a disponibilidade de proteína para o mercado externo e reforça a possibilidade de crescimento das exportações chinesas.

Estratégia busca reduzir dependência da carne suína

O aumento da produção de frango também está relacionado à política chinesa de diversificação das fontes de proteína animal.

O governo busca reduzir a dependência da carne suína, que ocupa posição central na alimentação do país e tem a China como maior mercado consumidor mundial.

Durante a crise provocada pela peste suína africana, entre 2019 e 2021, a redução da oferta de carne suína provocou forte alta nos preços. A valorização da proteína também beneficiou o mercado de frango e estimulou novos investimentos na avicultura chinesa.

Com a expansão da produção, a participação do frango no mercado chinês de carnes chegou a aproximadamente 28%.

Frango também é estratégico para reduzir uso de ração

Outro fator considerado pelo governo chinês é a eficiência da produção de frango em relação à suinocultura.

A criação de aves demanda menos milho e farelo de soja para produzir uma determinada quantidade de proteína. A característica ganha importância diante do esforço de Pequim para diminuir a dependência das importações de grãos destinados à alimentação animal.

Na avaliação do Rabobank, uma eventual migração do consumo para proteínas que utilizam menos ração, combinada à expectativa de redução da produção de carne suína, pode limitar o crescimento futuro da demanda chinesa por soja.

Carne bovina pode ganhar espaço no mercado chinês

Enquanto o mercado de frango enfrenta forte expansão da oferta, a carne bovina apresenta perspectivas diferentes.

Pan considera que o consumo chinês de carne bovina ainda tem espaço para crescer no futuro. Atualmente, porém, o mercado enfrenta restrições relacionadas à oferta e às condições de importação.

Entre os fatores que afetam o Brasil estão as tarifas de importação extracota aplicadas à carne bovina brasileira e de outros países.

Brasil pode encontrar novas oportunidades após 2028

Segundo a especialista, as tarifas mais elevadas devem permanecer até 2028. Depois desse período, o cenário poderá oferecer novas oportunidades aos exportadores brasileiros.

A perspectiva está relacionada também à mudança no perfil do consumidor chinês, que tende a buscar produtos com maior processamento e valor agregado.

Nesse contexto, embora a China possa aumentar sua presença como exportadora de frango, o mercado chinês continuará sendo estratégico para o agronegócio brasileiro, especialmente se o Brasil conseguir avançar na oferta de proteínas e produtos de maior valor agregado.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Keiny Andrade/Folhapress

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Exportação

Abate de frangos cresce no Brasil e exportações de carne batem recorde em 2026

A avicultura brasileira iniciou 2026 em ritmo de expansão, com aumento no abate de aves e um novo recorde nas exportações de carne de frango. Os resultados reforçam a dimensão da cadeia produtiva e a importância crescente da tecnologia na produção avícola.

No primeiro trimestre de 2026, o Brasil registrou o abate de 1,71 bilhão de frangos, volume 3,6% superior ao contabilizado no mesmo período de 2025.

O desempenho também foi positivo no comércio exterior. No primeiro semestre, as exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% na comparação anual, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Produção de ovos também avança

A cadeia avícola apresenta crescimento em diferentes segmentos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção brasileira chegou a 1,21 bilhão de dúzias de ovos no primeiro trimestre de 2026.

O volume corresponde a aproximadamente 14,6 bilhões de ovos, evidenciando a dimensão da produção nacional.

Com o aumento da escala e da tecnificação da avicultura, os cuidados relacionados à sanidade das aves passam a ter papel ainda mais estratégico para o setor.

Sanidade ganha importância com avanço da tecnologia

Para Beatriz Santos, assistente técnica de avicultura da Zoetis Brasil, o crescimento da atividade exige uma abordagem cada vez mais integrada sobre os processos sanitários.

Segundo ela, a adoção de novas tecnologias precisa estar acompanhada do monitoramento das operações, da análise dos resultados e da geração de informações capazes de apoiar decisões mais precisas.

Esse acompanhamento ganha relevância em uma cadeia que trabalha com volumes cada vez maiores e precisa manter padrões elevados de biossegurança e prevenção de doenças.

Vacinação in ovo amplia precisão nos incubatórios

Entre as tecnologias utilizadas na produção avícola está a vacinação in ovo, método que permite imunizar os embriões ainda durante o período de incubação.

A técnica já é empregada globalmente na vacinação de aproximadamente 20 bilhões de frangos por ano. Em sistemas automatizados, a aplicação pode atingir uma capacidade de cerca de 40 mil ovos por hora.

Além de aumentar a escala do processo, a automação permite maior padronização e precisão na aplicação das vacinas.

Ferramenta digital monitora processo de vacinação

Para acompanhar a qualidade das operações nos incubatórios, a Zoetis utiliza o Poultry View 360, uma ferramenta digital voltada ao monitoramento de diferentes etapas da vacinação.

O sistema avalia aspectos como preparação da vacina, assepsia, funcionamento dos equipamentos, procedimentos de limpeza e condições de armazenamento.

A plataforma também permite identificar oportunidades de melhoria e comparar indicadores entre diferentes operações, contribuindo para uma gestão mais orientada por dados.

Escala e precisão são desafios para a avicultura brasileira

Com bilhões de aves produzidas e uma presença consolidada tanto no mercado brasileiro quanto no comércio internacional, a avicultura precisa combinar expansão produtiva com eficiência e controle sanitário.

Nesse cenário, a integração entre escala, tecnologia, prevenção e monitoramento de processos tende a ganhar ainda mais relevância para preservar a produtividade e a competitividade da cadeia brasileira de proteína animal.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Zoetis

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Exportação

Exportação de carne de frango do Brasil cresce e vendas à Arábia Saudita avançam

As exportações brasileiras de carne de frango ganharam força em julho, com destaque para o aumento das compras da Arábia Saudita. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os sauditas importaram 39,7 mil toneladas do produto brasileiro no mês, volume 26,2% superior ao registrado em julho de 2025.

Com esse resultado, a Arábia Saudita ficou na terceira posição entre os principais destinos do frango produzido no Brasil.

Emirados Árabes reduzem compras

Na segunda colocação do ranking de compradores, os Emirados Árabes Unidos adquiriram 41,1 mil toneladas de carne de frango brasileira em julho. Apesar do volume, houve queda de 19,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

A China permaneceu como principal mercado para o produto brasileiro. Japão, União Europeia e África do Sul completaram o grupo dos cinco maiores destinos no período.

O desempenho mostra a diversificação da exportação de proteína animal brasileira, com diferentes mercados contribuindo para o resultado do setor.

Exportações de frango avançam em julho

No total, o Brasil embarcou 519,2 mil toneladas de carne de frango em julho. O volume representa crescimento de 29,9% em comparação com as exportações registradas no mesmo mês de 2025.

A receita também apresentou forte expansão. As vendas externas movimentaram US$ 991,2 milhões, alta de 34,3% na comparação anual.

O avanço ocorreu tanto em volume quanto em faturamento, reforçando a participação do Brasil no mercado internacional de carne de frango.

Acumulado do ano supera 3,4 milhões de toneladas

Considerando os primeiros sete meses do ano, as exportações brasileiras de frango chegaram a 3,455 milhões de toneladas.

O resultado representa crescimento de 15,2% sobre o mesmo período do ano anterior. Em receita, os embarques somaram US$ 6,69 bilhões, aumento de 19,3%.

Os números indicam uma expansão consistente das vendas externas da indústria brasileira de proteína animal ao longo do ano.

Base de comparação influencia resultado

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, atribuiu parte do desempenho à presença do produto brasileiro em diferentes mercados internacionais. Ele também destacou que a comparação ocorre com julho de 2025, período em que o setor ainda enfrentava os efeitos das restrições provocadas por um caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade.

O episódio, que já foi superado, havia levado alguns países a suspender temporariamente as compras de frango brasileiro.

Com a normalização do comércio e a manutenção da demanda em diferentes destinos, as exportações voltaram a apresentar crescimento expressivo, especialmente em mercados importantes do Oriente Médio e da Ásia.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

Proteína animal brasileira ganha espaço no mercado global com aumento da demanda e novas oportunidades

A proteína animal brasileira mantém perspectivas positivas de crescimento no mercado internacional, impulsionada pela alta demanda global, pela competitividade do agronegócio nacional e pela abertura de novos destinos comerciais.

A avaliação foi um dos principais pontos debatidos durante o Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS) 2026, realizado em São Paulo (SP), evento considerado um dos mais importantes encontros das cadeias de aves, suínos, ovos, peixes de cultivo e bovinos do Brasil e da América Latina.

Para Miguel Gularte, CEO da MBRF, o setor brasileiro vive um cenário em que a procura internacional ainda supera a capacidade de oferta. Segundo ele, essa característica abre espaço para que o país amplie sua participação no comércio mundial.

Produção e exportações devem avançar em 2026

Durante o evento, representantes das principais empresas do setor destacaram que o Brasil reúne condições para continuar crescendo, desde que avance na abertura de mercados, na diversificação de compradores e na oferta de produtos com maior valor agregado.

Projeções da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) indicam que a produção nacional de carne de frango pode crescer até 5,6% em 2026, enquanto a produção de carne suína deve avançar até 5% e a de ovos cerca de 4,1%.

As exportações também apresentam expectativa positiva. A previsão é de aumento de até 10,3% nos embarques de carne de frango e de 5,9% na carne suína, acompanhando a maior disponibilidade interna e o crescimento do consumo por habitante.

Dados do Agrostat, plataforma do Ministério da Agricultura, mostram que as exportações brasileiras de frango, carne suína e ovos cresceram 2,8% em volume no último ano, alcançando 6,7 milhões de toneladas. Em receita, a alta foi de 3,3%, chegando a US$ 13,3 bilhões.

Diversificação reduz dependência de grandes compradores

Apesar dos números favoráveis, líderes do setor reforçaram que o futuro da indústria de proteína animal dependerá cada vez mais da capacidade de conquistar novos mercados.

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirmou que a redução das compras chinesas de carne suína não representa uma mudança definitiva no comércio internacional, mas uma retomada aos níveis anteriores ao período da peste suína africana.

Na avaliação dele, países da Ásia, da África e do chamado Sul Global devem concentrar parte relevante do crescimento do consumo de proteínas nos próximos anos.

A expectativa da entidade é que o setor mantenha uma expansão anual entre 3% e 3,5%, sustentada pela competitividade brasileira e pela ampliação de acordos comerciais.

O presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, também defendeu a redução da dependência de poucos compradores internacionais.

Segundo ele, o Brasil precisa evitar a concentração das vendas externas em um único mercado e ampliar sua presença em destinos como Coreia do Sul, Japão e outros países estratégicos.

Competitividade depende de tecnologia e eficiência produtiva

Para João Campos, presidente da Seara, a força da proteína brasileira está diretamente ligada à evolução dos sistemas de produção.

Segundo o executivo, a integração entre produtores e indústria, os investimentos em tecnologia, a inovação no campo e a capacidade de adaptação às mudanças do mercado são diferenciais importantes para manter o protagonismo brasileiro.

Miguel Gularte destacou que o setor demonstrou capacidade de resposta diante de desafios recentes, como a pandemia e conflitos internacionais, mantendo padrões sanitários elevados e garantindo o abastecimento de mercados estratégicos.

Na avaliação dele, a estratégia de vender para diferentes países reduz riscos e fortalece toda a cadeia produtiva.

Exportação de produtos industrializados é próximo desafio

Outro tema recorrente nos debates foi a necessidade de ampliar a participação brasileira em produtos processados e de maior valor agregado.

Neivor Canton afirmou que o país ainda concentra boa parte das exportações em produtos básicos e precisa avançar na construção de marcas e no desenvolvimento de produtos diferenciados para o consumidor internacional.

João Campos destacou que a internacionalização da indústria vai além da venda ao exterior, envolvendo também a criação de canais de distribuição, relacionamento com consumidores e fortalecimento das marcas brasileiras.

Para Gularte, a aproximação dos hábitos de consumo em diferentes regiões do mundo cria novas oportunidades para empresas nacionais ampliarem sua atuação internacional.

SIAVS reforça protagonismo brasileiro no comércio mundial

O SIAVS 2026 reuniu representantes da indústria, produtores, pesquisadores, fornecedores e compradores internacionais para discutir os caminhos da proteína animal brasileira.

Segundo Ricardo Santin, o crescimento do evento acompanha a evolução do setor e consolida o Brasil como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

Os debates mostraram que o próximo ciclo de expansão da agroindústria brasileira dependerá não apenas do aumento da produção, mas também da conquista de novos mercados, da agregação de valor e da manutenção da confiança dos consumidores internacionais.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/SIAVS

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Negócios

JBS firma parceria com empresa sul-coreana para ampliar presença no mercado asiático

A JBS anunciou a assinatura de um memorando de entendimento com a empresa sul-coreana Highland Foods Co., Ltd., marcando o início de uma parceria estratégica voltada à expansão dos negócios no mercado asiático. O acordo foi formalizado na terça-feira (28) e tem como foco ampliar a cooperação comercial entre as duas companhias, impulsionar a inovação e fortalecer a presença dos produtos da empresa brasileira na Coreia do Sul e em outros mercados considerados estratégicos.

A iniciativa representa mais um passo da JBS na ampliação de sua atuação internacional, especialmente em uma região com crescente demanda por proteína animal.

Assinatura ocorreu durante encontro empresarial Brasil-Coreia

A parceria foi oficializada durante a Mesa Redonda Empresarial Brasil-Coreia, realizada em São Paulo e promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em conjunto com a Federação das Indústrias da Coreia (FKI).

O documento foi assinado pelo presidente do Conselho de Administração da JBS, Jerry O’Callaghan, e pela fundadora e CEO da Highland Foods, Young Mi Youn.

Além do memorando firmado entre as duas empresas, o evento reuniu representantes dos setores público e privado e resultou na assinatura de outros cinco acordos envolvendo áreas como inovação, inteligência artificial, indústria farmacêutica e setor aeroespacial.

Highland Foods atua em 19 países

Fundada em 1999, a Highland Foods é especializada na importação, processamento, logística e distribuição de carnes bovina, suína, de frango e cordeiro.

A empresa mantém parcerias comerciais em 19 países, abrangendo mercados das Américas, Europa, Oceania e Sudeste Asiático. Em 2025, a companhia registrou faturamento de aproximadamente US$ 876,4 milhões, consolidando sua posição como uma das principais distribuidoras de proteínas na Coreia do Sul.

Parceria acompanha avanço das relações entre Brasil e Coreia do Sul

O anúncio ocorre em meio ao fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Coreia do Sul, durante a visita oficial do presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, ao país.

Na segunda-feira (27), o presidente participou de encontros em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando foi anunciada a criação de um grupo de trabalho destinado a retomar as negociações do acordo comercial entre o Mercosul e a Coreia do Sul, interrompidas desde 2019.

Mercado coreano pode abrir espaço para carne bovina brasileira

Durante a agenda bilateral, o governo brasileiro também informou que autoridades sanitárias da Coreia do Sul devem visitar o Brasil em agosto. A missão faz parte das negociações para viabilizar a abertura do mercado sul-coreano à carne bovina brasileira, medida considerada estratégica para ampliar as exportações do setor.

Caso avance, o processo poderá fortalecer ainda mais a presença da JBS e de outras empresas brasileiras no mercado asiático, ampliando as oportunidades para a cadeia nacional de proteína animal.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: JBS

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Exportação

Exportações de frango do Brasil devem crescer mais de 10% em 2026, projeta ABPA

As exportações de frango do Brasil devem alcançar 5,875 milhões de toneladas em 2026, um crescimento de 10,3% em relação às 5,324 milhões de toneladas embarcadas no ano anterior. A projeção foi divulgada nesta terça-feira (28) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo.

Para 2027, a expectativa é de continuidade no avanço das vendas externas, embora em ritmo mais moderado. A entidade estima que os embarques cheguem a 6,050 milhões de toneladas, representando alta de 3% sobre o volume previsto para 2026.

Produção de carne de frango também deve aumentar

A produção brasileira de carne de frango deve acompanhar o crescimento das exportações. Segundo a ABPA, o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, volume até 5,6% superior ao registrado no ano passado.

Já para 2027, a estimativa aponta produção de aproximadamente 16,6 milhões de toneladas, com expansão de 2,8%.

No mercado interno, a oferta de carne de frango também deve crescer. A disponibilidade prevista para 2026 é de 10,275 milhões de toneladas, aumento de 3,1% na comparação anual. Em 2027, o volume pode atingir 10,55 milhões de toneladas, representando avanço de 2,7%.

Produção e exportações de carne suína continuam em alta

As projeções da ABPA também indicam crescimento para a carne suína. A produção brasileira deve chegar a 5,87 milhões de toneladas em 2026, alta de 5% frente ao ano anterior.

Para 2027, a expectativa é de uma expansão de 3,1%, elevando a produção para cerca de 6,05 milhões de toneladas.

Nas exportações, o setor mantém perspectiva positiva. Os embarques de carne suína brasileira devem alcançar 1,6 milhão de toneladas em 2026, crescimento de 5,9%. Em 2027, a previsão sobe para 1,7 milhão de toneladas, com incremento de 6,3%.

Produção de ovos cresce, mas exportações devem recuar em 2026

A produção de ovos no Brasil também deve apresentar evolução. A ABPA estima que o país alcance 64,8 bilhões de unidades em 2026, aumento de 4,1% em relação ao ano anterior.

Em 2027, a produção poderá atingir 66,5 bilhões de unidades, representando crescimento adicional de até 2,6%.

No comércio exterior, porém, o cenário é diferente. A associação projeta uma redução de 26,6% nas exportações de ovos em 2026, com embarques estimados em 30 milhões. Para 2027, a expectativa é de recuperação, com alta de até 15% e volume previsto de 64,5 milhões exportados.

Setor de proteína animal mantém perspectiva positiva

As estimativas da ABPA reforçam um cenário favorável para a proteína animal brasileira, impulsionado pelo aumento da produção e pela demanda internacional. O desempenho esperado para frango, carne suína e ovos consolida o Brasil como um dos principais fornecedores globais desses produtos.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canva/Creative Commons

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