Exportação

Exportação de carne bovina para a Venezuela volta ao radar dos frigoríficos brasileiros

A retomada das exportações de carne bovina para a Venezuela está novamente no centro das estratégias da indústria brasileira. Uma missão multissetorial organizada pelo Ministério das Relações Exteriores desembarcou em Caracas nesta semana para discutir oportunidades comerciais e fortalecer o diálogo com autoridades e importadores venezuelanos.

O objetivo é recuperar um mercado que já esteve entre os mais importantes destinos da carne bovina brasileira no exterior, mas que sofreu forte retração na última década em razão da crise econômica enfrentada pelo país vizinho.

Brasil busca reabrir espaço em mercado estratégico

As vendas de carne bovina do Brasil para a Venezuela praticamente desapareceram a partir de 2015, período marcado pela queda dos preços internacionais do petróleo e pelo agravamento das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao governo venezuelano.

Antes desse cenário, a Venezuela ocupava posição de destaque entre os compradores da proteína brasileira. Em 2014, os embarques alcançaram cerca de 160 mil toneladas, gerando receitas de aproximadamente US$ 852 milhões para o setor.

Agora, representantes da cadeia produtiva avaliam que os sinais de recuperação econômica observados no país podem abrir caminho para uma retomada gradual da demanda nos próximos anos.

Missão comercial reúne empresas dos dois países

A agenda da delegação brasileira inclui encontros com empresários, importadores e autoridades locais. As reuniões são voltadas à identificação de oportunidades de negócios, ampliação de investimentos e fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Venezuela.

A expectativa é que a aproximação institucional facilite novas negociações e contribua para a reativação do fluxo comercial de produtos agropecuários.

Consumo de carne ainda é desafio para o mercado

Apesar do interesse do setor, a recuperação do mercado venezuelano ainda enfrenta obstáculos relevantes. Entre eles estão a fragilidade econômica do país e os baixos níveis de consumo de carne bovina pela população.

Antes da crise, o consumo médio anual era de cerca de 21 quilos por habitante. Com o agravamento das dificuldades econômicas, esse volume caiu drasticamente, chegando a apenas três quilos per capita em 2019.

Nos últimos anos houve melhora gradual, mas o consumo ainda permanece em torno de nove quilos por pessoa ao ano, patamar distante da média brasileira, que gira em torno de 35 quilos anuais.

Setor vê potencial de crescimento no longo prazo

Mesmo diante dos desafios, representantes da indústria enxergam espaço para expansão futura. A avaliação é que a proximidade geográfica e o histórico comercial entre os dois países podem favorecer uma retomada consistente das exportações.

Segundo Julio Ramos, diretor de Assuntos Estratégicos da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o mercado venezuelano continua sendo estratégico para o Brasil.

Para ele, muitas oportunidades relevantes podem ser encontradas dentro da própria América do Sul, sem a necessidade de focar exclusivamente em mercados mais distantes.

Frigoríficos já possuem habilitação para exportar

Atualmente, quase 80 frigoríficos brasileiros estão habilitados para exportar carne bovina para a Venezuela, o que facilita uma eventual retomada dos embarques em maior escala.

Dados do Agrostat, sistema de estatísticas de comércio exterior do Ministério da Agricultura, mostram que entre 2016 e 2026 a Venezuela importou cerca de 25,3 mil toneladas de carne bovina brasileira, volume significativamente inferior ao registrado antes da crise.

A expectativa do setor é que o fortalecimento das relações comerciais e a recuperação gradual da economia venezuelana possam impulsionar novos negócios nos próximos anos.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de frango pelos portos do Paraná atingem 47,3% do total brasileiro em 2026

Os portos paranaenses consolidaram sua posição de destaque no comércio exterior brasileiro ao responderem por 47,3% das exportações de frango do país entre janeiro e maio de 2026. No período, foram embarcadas 1,04 milhão de toneladas de carne de aves congeladas para o mercado internacional, o maior volume já registrado para os cinco primeiros meses do ano.

Somente em maio, os embarques ultrapassaram 208 mil toneladas. O desempenho reforça a liderança do Porto de Paranaguá no segmento e o coloca entre os principais polos mundiais de movimentação de proteínas animais.

Crescimento supera resultados de anos anteriores

O volume exportado representa um avanço de 13,1% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 921,9 mil toneladas. O recorde anterior havia sido alcançado em 2023, com 945,9 mil toneladas exportadas.

Os números são do Comex Stat, plataforma oficial do Governo Federal que reúne estatísticas do comércio exterior brasileiro.

Segundo o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, os resultados refletem os investimentos realizados nos últimos anos em infraestrutura e modernização operacional.

Ele destaca que os aportes em tecnologia, melhorias estruturais e qualificação das equipes têm contribuído para aumentar a competitividade dos portos paranaenses e elevar a qualidade dos serviços oferecidos ao mercado.

Receita com exportações ultrapassa US$ 1,8 bilhão

Além da liderança em volume, a Portos do Paraná também registrou a maior participação na receita gerada pelas exportações brasileiras de carne de frango. Em valores FOB, as cargas embarcadas pelos terminais paranaenses somaram US$ 1,88 bilhão, de um total nacional de US$ 4,08 bilhões.

China lidera entre os principais destinos da carne de frango

A China permaneceu como principal compradora da carne de frango exportada pelos portos do Paraná. O país asiático recebeu 114,2 mil toneladas do produto, o equivalente a 11% de todo o volume embarcado em Paranaguá.

Entre os demais mercados de destaque estão África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Japão e Arábia Saudita. Ao todo, mais de 120 países importaram carne de frango pelos terminais paranaenses neste ano.

Estrutura refrigerada impulsiona competitividade

De acordo com o diretor de operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, um dos principais diferenciais do Porto de Paranaguá é sua capacidade logística para movimentação de cargas refrigeradas.

O terminal possui mais de 5,2 mil tomadas para contêineres refrigerados, conhecidos como reefers, configurando a maior estrutura do gênero no Brasil. Essa capacidade é considerada fundamental para o escoamento da produção avícola destinada ao mercado internacional.

Paraná mantém protagonismo na produção avícola

O desempenho das exportações também acompanha a força da avicultura paranaense. Atualmente, o estado responde por cerca de 35% da produção nacional de aves para abate, sendo que grande parte desse volume é destinada ao mercado externo por meio dos portos locais.

Exportações de proteínas animais crescem quase 10%

Ao considerar todas as categorias de proteínas animais, incluindo carnes de frango, bovina, suína, caprina e pescados, os portos do Paraná embarcaram mais de 1,4 milhão de toneladas entre janeiro e maio de 2026.

O volume representa 37% das exportações brasileiras do segmento e corresponde a um crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

Carne bovina e suína também apresentam resultados expressivos

Nas exportações de carne bovina, o Porto de Paranaguá movimentou 277,5 mil toneladas nos cinco primeiros meses do ano, alcançando participação de 24,7% no total exportado pelo Brasil. Os principais destinos foram China, Estados Unidos e Rússia.

Já os embarques de carne suína chegaram a 84,8 mil toneladas no acumulado de 2026. O resultado supera em 6,5% o volume registrado no mesmo intervalo de 2025, quando foram exportadas 79,6 mil toneladas.

Mais de 50 países importaram carne suína pelos portos paranaenses, com destaque para Filipinas, Hong Kong e Singapura.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Exportação

Exportação de carne bovina: Vietnã autoriza mais duas plantas brasileiras

O mercado do Vietnã ampliou o acesso da carne bovina brasileira ao aprovar mais duas unidades frigoríficas para exportação. As plantas da Naturafrig, localizada em Pirapozinho (SP), e da Sulbeef, em Aparecida do Taboado (MS), receberam a habilitação oficial das autoridades vietnamitas para comercializar seus produtos no país asiático.

Com a nova autorização, o Brasil passa a contar com 12 unidades aptas a exportar cortes bovinos para o mercado vietnamita, reforçando a presença nacional em um destino considerado estratégico para o agronegócio.

Número de frigoríficos habilitados chega a 12

A abertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira ocorreu em março de 2025. Desde então, cinco grupos empresariais conquistaram autorização para operar no país.

Atualmente, a lista de unidades habilitadas inclui quatro plantas da JBS, quatro da Minerva, duas da MBRF e as duas recém-aprovadas da Naturafrig e da Sulbeef.

A ampliação do número de frigoríficos autorizados representa mais oportunidades para o setor de exportação de carne bovina, que busca expandir sua participação nos mercados internacionais.

Mercado vietnamita tem potencial de crescimento

O interesse da indústria brasileira pelo Vietnã continua elevado. Quase 100 plantas frigoríficas em diferentes estados já protocolaram a documentação necessária para obter a habilitação e aguardam análise das autoridades locais.

A expectativa do setor é significativa, já que o mercado vietnamita apresenta potencial para absorver cerca de 300 mil toneladas de carne bovina por ano.

Coreia do Sul amplia compras de carne de aves

Além dos avanços nas exportações de carne bovina, o Brasil também registrou expansão no comércio de carne de frango com a Coreia do Sul.

O número de frigoríficos autorizados a exportar produtos avícolas para o mercado sul-coreano aumentou de 45 para 54 unidades. Já a quantidade de armazéns frigorificados habilitados passou de nove para dez estabelecimentos.

O avanço das habilitações fortalece a presença do agronegócio brasileiro na Ásia e amplia as oportunidades para os setores de proteínas animais em mercados de alto potencial de consumo.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

Exportações de carne de frango ultrapassam US$ 1 bilhão em maio e batem recorde histórico

As exportações de carne de frango do Brasil atingiram um resultado histórico em maio de 2026. Pela primeira vez, a receita gerada pelas vendas externas da proteína superou a marca de US$ 1 bilhão em um único mês, alcançando US$ 1,009 bilhão, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O valor representa um crescimento de 36,1% em relação ao mesmo período de 2025, quando o setor faturou US$ 741,2 milhões.

Volume embarcado registra melhor maio da série histórica

Além do avanço na receita, o setor também registrou recorde em volume exportado. Ao longo de maio, os embarques de carne de frango brasileira, incluindo produtos in natura e processados, somaram 509,9 mil toneladas.

O desempenho foi 29,6% superior ao registrado em maio do ano passado, quando foram exportadas 393,4 mil toneladas. A base de comparação foi impactada pelo único caso já registrado de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na história da avicultura comercial brasileira, situação posteriormente controlada pelas autoridades sanitárias.

Exportações acumulam crescimento em 2026

Nos cinco primeiros meses do ano, o Brasil embarcou 2,453 milhões de toneladas de proteína de frango, volume 8,7% maior do que o registrado entre janeiro e maio de 2025, quando as exportações totalizaram 2,257 milhões de toneladas.

O faturamento acumulado também apresentou expansão. Entre janeiro e maio de 2026, a receita chegou a US$ 4,714 bilhões, alta de 11,3% em comparação aos US$ 4,234 bilhões obtidos no mesmo período do ano anterior.

China lidera entre os principais compradores

A China permaneceu como principal destino da carne de frango brasileira em maio, com importações de 48,3 mil toneladas, crescimento de 34,7% em relação ao mesmo mês de 2025.

Na sequência aparecem:

  • Japão: 43,2 mil toneladas (+53,9%);
  • União Europeia: 40,2 mil toneladas (+61,6%);
  • Arábia Saudita: 39,1 mil toneladas (+27,5%);
  • Emirados Árabes Unidos: 32,3 mil toneladas (+1,2%);
  • África do Sul: 31,4 mil toneladas (+22,8%);
  • México: 23,5 mil toneladas (+40,9%);
  • Filipinas: 20,8 mil toneladas (-14,2%);
  • Coreia do Sul: 18,2 mil toneladas (+36,4%);
  • Reino Unido: 12,2 mil toneladas (+18,8%).

O destaque ficou para mercados de maior valor agregado, como Japão, União Europeia e Coreia do Sul, que registraram crescimento expressivo nas compras da proteína brasileira.

Paraná mantém liderança entre os estados exportadores

Entre os estados, o Paraná continuou liderando as exportações nacionais de carne de frango, com 213,9 mil toneladas embarcadas em maio, avanço de 35,1% na comparação anual.

O ranking segue com:

  • Santa Catarina: 113,9 mil toneladas (+39,7%);
  • Rio Grande do Sul: 62,9 mil toneladas (+21,3%);
  • São Paulo: 27,8 mil toneladas (+10,5%);
  • Goiás: 26,4 mil toneladas (+26,4%).

Juntos, os estados da região Sul permanecem como os principais polos da avicultura brasileira, concentrando grande parte da produção destinada ao mercado externo.

Diversificação de mercados fortalece desempenho do setor

De acordo com a ABPA, os resultados foram alcançados mesmo diante de um cenário internacional marcado por desafios logísticos e tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio.

Segundo o presidente da entidade, Ricardo Santin, o crescimento das exportações demonstra a capacidade do Brasil de ampliar sua presença em mercados estratégicos, ao mesmo tempo em que mantém forte atuação em regiões tradicionais compradoras da proteína nacional.

A expansão das vendas para países asiáticos, europeus e mercados emergentes reforça a competitividade da cadeia produtiva avícola e contribui para consolidar o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

FONTE: ABPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de carne suína batem recorde em maio e avançam 9% no Brasil

As exportações de carne suína brasileira alcançaram um novo recorde em maio, consolidando a força do setor no mercado internacional. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), foram embarcadas 129,4 mil toneladas de produtos suínos, entre cortes in natura e industrializados.

O volume representa um crescimento de 9% em comparação com maio de 2025, quando os embarques somaram 118,8 mil toneladas. Trata-se do maior resultado já registrado para o mês.

Receita com vendas externas também cresce

Além do aumento em volume, a receita obtida com as exportações apresentou desempenho histórico. Em maio, o setor faturou US$ 302,1 milhões, alta de 3,8% em relação aos US$ 291,2 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

O resultado reforça o cenário positivo para a suinocultura brasileira, impulsionada pela ampliação de mercados e pela demanda internacional consistente.

Acumulado do ano supera 660 mil toneladas

Entre janeiro e maio, as exportações nacionais de carne suína atingiram 661,7 mil toneladas, avanço de 13,1% frente às 584,8 mil toneladas embarcadas nos cinco primeiros meses de 2025.

Em termos de faturamento, o crescimento acumulado chegou a 11,9%, com receita de US$ 1,546 bilhão no período. No ano anterior, o setor havia registrado US$ 1,382 bilhão.

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho reflete a estratégia de diversificação dos mercados compradores e a manutenção da demanda global pela proteína brasileira.

Filipinas seguem como principal destino da carne suína brasileira

As Filipinas permaneceram na liderança entre os importadores da proteína brasileira em maio, com 27,2 mil toneladas adquiridas. Apesar da liderança, o volume ficou 3,8% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025.

Na sequência aparecem:

  • Japão: 15,2 mil toneladas (+83,2%);
  • Chile: 10,9 mil toneladas (-0,1%);
  • China: 8,9 mil toneladas (-25,9%);
  • México: 8,6 mil toneladas (+20,4%);
  • Hong Kong: 8,2 mil toneladas (+13,8%);
  • Argentina: 5,8 mil toneladas (+13,7%);
  • Uruguai: 4,7 mil toneladas (+0,3%);
  • Vietnã: 4,6 mil toneladas (-14,2%);
  • Singapura: 4,1 mil toneladas (-50,5%).

O destaque ficou para o mercado japonês, que registrou o maior crescimento percentual entre os principais destinos.

Santa Catarina lidera embarques nacionais

Entre os estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança absoluta nas vendas externas de carne suína, com 62,5 mil toneladas embarcadas em maio, resultado 4,9% superior ao do mesmo período do ano passado.

O ranking dos principais exportadores inclui ainda:

  • Rio Grande do Sul: 32,7 mil toneladas (+19,5%);
  • Paraná: 18,3 mil toneladas (-4,8%);
  • Mato Grosso: 4,6 mil toneladas (+52,4%);
  • Minas Gerais: 3,7 mil toneladas (+26,5%).

Os números reforçam a relevância da região Sul na produção e exportação de proteína animal, com destaque para Santa Catarina, principal polo da suinocultura nacional.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wenderson Araújo / Trilux / CP

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Agronegócio

Pavilhão Brasil destaca potencial do agro brasileiro durante feira internacional em Bangladesh

O Brasil marcou presença na 9ª edição da Agro International Expo 2026, realizada entre os dias 7 e 9 de maio, em Daca, capital de Bangladesh. A participação brasileira reuniu empresas, entidades setoriais e instituições ligadas ao agronegócio brasileiro, fortalecendo a promoção comercial dos produtos nacionais no mercado asiático.

Organizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Pavilhão Brasil recebeu destaque estratégico ao ser instalado na entrada principal do centro de exposições. O espaço atraiu visitantes e compradores interessados em conhecer a diversidade dos produtos agropecuários do país.

Pavilhão Brasil reuniu empresas e setores estratégicos do agro

Ao todo, 14 empresas, entidades e instituições participaram da iniciativa brasileira. O pavilhão apresentou uma ampla variedade de produtos, incluindo itens dos segmentos de proteína animal, genética, alimentação, amendoim, cacau e chocolate, café em grãos e solúvel, bebidas, sucos, castanhas, colágeno, gelatina, mel e doces.

A feira internacional recebeu mais de 14 mil visitantes e se consolidou como uma importante vitrine para ampliar negócios e fortalecer a presença do agro nacional em mercados com elevado potencial de crescimento.

Bangladesh amplia relações comerciais com o Brasil

A participação brasileira acontece em meio ao avanço das relações comerciais entre os dois países. Atualmente, Bangladesh figura entre os principais destinos das exportações do agronegócio brasileiro, ocupando a 13ª posição no ranking de compradores dos produtos nacionais.

Entre os principais itens exportados pelo Brasil para o país asiático estão algodão, soja e derivados, açúcar, óleo de soja, café e proteínas animais. Somente no último ano, as importações bengalesas de produtos agropecuários brasileiros superaram US$ 2 bilhões.

Seminários abordaram genética e desenvolvimento da pecuária

Além da exposição comercial, a programação contou com seminários técnicos voltados ao desenvolvimento da avicultura e da pecuária. Os debates abordaram temas como alimentação animal, excelência genética e melhoramento genético.

As atividades foram coordenadas pelo adido agrícola do Brasil em Bangladesh, Silvio Testaseca, reforçando o intercâmbio de conhecimento e tecnologias voltadas ao setor agropecuário.

Feira internacional reúne tecnologias e soluções para o campo

A Agro International Expo é considerada uma das principais feiras voltadas ao setor agropecuário em Bangladesh. O evento reúne empresas, importadores, compradores e representantes de diferentes cadeias produtivas ligadas à agricultura, aquicultura, irrigação, alimentação animal, processamento de alimentos e tecnologias para o campo.

A participação brasileira integra as ações do Mapa para ampliar a presença dos produtos brasileiros em mercados internacionais e fortalecer oportunidades de negócios no cenário global.

FONTE: Ministério de Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Mapa

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Exportação

Exportação de carne brasileira para a União Europeia cresce 132% e setor reage a restrições

As exportações de carne bovina brasileira para a União Europeia registraram forte expansão em 2025, mesmo diante da decisão do bloco europeu de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal. A medida, publicada nesta terça-feira (12), passa a valer a partir de setembro e gera preocupação entre representantes do setor de proteína animal.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, apontam que os embarques ao mercado europeu alcançaram 128,9 mil toneladas neste ano, com faturamento de US$ 1,06 bilhão.

União Europeia ampliou compras de carne bovina brasileira

O volume exportado para o bloco europeu teve crescimento de 132,8% em comparação com 2024, colocando a União Europeia entre os mercados que mais ampliaram as compras da carne brasileira no período.

Apesar de ocupar a quarta posição entre os principais destinos da proteína bovina nacional — atrás de China, Estados Unidos e Chile —, o mercado europeu se destacou pelo alto valor agregado das negociações. A receita obtida com as exportações superou inclusive mercados com maior volume embarcado, como Rússia e México.

No cenário geral, o Brasil encerrou 2025 com exportações recordes de carne bovina, totalizando 3,50 milhões de toneladas e movimentando US$ 18,03 bilhões. Os produtos brasileiros chegaram a mais de 170 países ao longo do ano.

Restrição europeia envolve novas exigências sanitárias

Segundo a ABIEC, a decisão da União Europeia está ligada à adoção de novas regras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. As exigências entram em vigor em setembro de 2026.

A entidade informou que o bloqueio das exportações só deverá ocorrer caso o Brasil não apresente, dentro do prazo estabelecido, as adequações técnicas e garantias solicitadas pelas autoridades europeias.

Governo brasileiro e setor privado iniciam negociações

Fontes ligadas ao setor afirmam que o Ministério da Agricultura e Pecuária criou um comitê de crise em conjunto com representantes da União Europeia para discutir a restrição e buscar alternativas antes da entrada em vigor da medida.

A Associação Brasileira de Proteína Animal também informou que o governo brasileiro, com apoio técnico das empresas do setor, deverá encaminhar esclarecimentos às autoridades europeias sobre os protocolos relacionados aos antimicrobianos.

Já a Abrafrigo afirmou que não irá comentar o tema neste momento, destacando que a medida ainda depende de negociações e só passa a valer oficialmente em setembro.

Restrição atinge carnes, ovos, peixes e animais vivos

O documento europeu prevê a suspensão das exportações brasileiras de animais vivos destinados à produção de alimentos, além de produtos como carne bovina, aves, peixes, ovos e mel. Cavalos destinados ao mercado europeu também estão incluídos nas restrições.

A decisão aumenta a preocupação do setor exportador brasileiro, principalmente devido à relevância do mercado europeu para as vendas externas de proteína animal e ao impacto potencial sobre a cadeia produtiva nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  REUTERS/Jana Rodenbusch

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Exportação

Exportação de carne bovina em Mato Grosso bate recorde no 1º trimestre de 2026

Mato Grosso registrou o maior volume já exportado de carne bovina para um primeiro trimestre, alcançando 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) entre janeiro e março de 2026. O resultado representa um avanço de 53,39% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com esse desempenho, o estado foi responsável por 26,72% de toda a exportação de carne bovina brasileira no período, consolidando sua relevância no cenário internacional.

Faturamento cresce com valorização do produto

Além do aumento no volume, a receita também apresentou forte expansão. O faturamento atingiu US$ 1,11 bilhão, alta de 74,71% na comparação anual. O crescimento foi impulsionado pela valorização do preço médio da tonelada, que chegou a US$ 4,54 mil.

Esse cenário reforça não apenas o ganho em escala, mas também o avanço no valor agregado da produção.

China lidera compras; EUA ampliam participação

A China permanece como principal destino da carne bovina exportada, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC.

Já os Estados Unidos se destacam pelo crescimento acelerado na demanda. Em apenas três meses, o país adquiriu 23,03 mil TEC — volume que corresponde a 9,14% das exportações no período e a mais da metade de tudo o que foi enviado ao mercado norte-americano ao longo de 2025.

Expansão de mercados fortalece pecuária

O avanço nas exportações reflete a abertura de novos mercados e o fortalecimento da pecuária de Mato Grosso. Segundo especialistas do setor, a confiança internacional está diretamente ligada à qualidade e à regularidade do produto ofertado.

Eficiência produtiva e sustentabilidade elevam competitividade

O crescimento do setor também está associado a melhorias na genética bovina, no manejo e no cumprimento de exigências sanitárias e ambientais. Esses fatores contribuem para elevar o padrão da carne e ampliar sua aceitação em mercados mais exigentes.

Além do aumento no volume exportado, o estado também tem avançado na geração de valor, com foco em eficiência produtiva e adoção de práticas sustentáveis — aspectos cada vez mais determinantes no comércio global.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução Assessoria Imac

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Exportação

Exportações de frango do Brasil seguem em alta mesmo com tensões internacionais

As exportações de frango do Brasil continuam em ritmo forte, mesmo diante das preocupações do setor com os efeitos de conflitos no Oriente Médio sobre o comércio global.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), agentes da cadeia avícola monitoram o cenário geopolítico, já que uma eventual escalada pode impactar o fluxo das exportações de proteína animal.

Brasil mantém liderança global

O país segue como maior exportador mundial de carne de frango, o que o torna sensível a oscilações no mercado internacional. Ainda assim, dados recentes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que, até o momento, não há reflexos diretos das tensões externas sobre os embarques brasileiros.

No início de março, o volume exportado manteve-se consistente, reforçando a competitividade do produto nacional.

Recorde histórico nas exportações

Em fevereiro, o Brasil embarcou 493,2 mil toneladas de carne de frango, alcançando o melhor resultado para o mês em toda a série histórica iniciada em 1997.

Com isso, o setor registra o terceiro mês consecutivo de recordes, evidenciando a forte demanda global pela carne de frango brasileira e consolidando o bom momento do agronegócio.

Mercado interno com menor liquidez

No cenário doméstico, o comportamento é mais moderado. Pesquisadores do Cepea apontam redução na liquidez ao longo da primeira quinzena de março.

Apesar disso, os preços dos produtos avícolas permanecem estáveis, indicando um equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno.

Perspectivas para o setor avícola

A continuidade do bom desempenho nas exportações de frango dependerá, em grande parte, da evolução do cenário internacional. Enquanto isso, o setor segue atento aos desdobramentos geopolíticos, mas sustentado por uma demanda externa aquecida.

FONTE: Capital News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de carne bovina iniciam março em alta e fortalecem mercado brasileiro

As exportações de carne bovina do Brasil começaram março de 2026 em alta, com sinais de ritmo consistente para o setor. Nos primeiros cinco dias úteis do mês, o preço médio da carne exportada alcançou US$ 5.687,8 por tonelada, segundo dados da Secex.

Em comparação, no mesmo período de março de 2025, o valor médio foi de US$ 4.900,4 por tonelada. A diferença representa uma valorização de 16,1%, destacando o aumento do preço pago pelo produto brasileiro no mercado externo.

Cenário favorável para produtores e setor pecuário

O início do mês aponta para um cenário positivo para a pecuária brasileira. A combinação de crescimento no volume exportado e valorização do preço médio por tonelada reforça a força das vendas internacionais.

Para os produtores rurais, esses indicadores são estratégicos, pois demonstram a continuidade da demanda global pela carne bovina do Brasil. Esse movimento contribui para sustentar o mercado interno e mantém o país entre os principais fornecedores mundiais de proteína.

Mesmo com apenas cinco dias úteis contabilizados, os dados sugerem um começo de mês consistente. Caso o ritmo se mantenha nas próximas semanas, março poderá registrar mais um resultado expressivo nas exportações de carne bovina brasileiras.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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