Exportação

Exportação de carne bovina em Mato Grosso bate recorde no 1º trimestre de 2026

Mato Grosso registrou o maior volume já exportado de carne bovina para um primeiro trimestre, alcançando 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) entre janeiro e março de 2026. O resultado representa um avanço de 53,39% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com esse desempenho, o estado foi responsável por 26,72% de toda a exportação de carne bovina brasileira no período, consolidando sua relevância no cenário internacional.

Faturamento cresce com valorização do produto

Além do aumento no volume, a receita também apresentou forte expansão. O faturamento atingiu US$ 1,11 bilhão, alta de 74,71% na comparação anual. O crescimento foi impulsionado pela valorização do preço médio da tonelada, que chegou a US$ 4,54 mil.

Esse cenário reforça não apenas o ganho em escala, mas também o avanço no valor agregado da produção.

China lidera compras; EUA ampliam participação

A China permanece como principal destino da carne bovina exportada, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC.

Já os Estados Unidos se destacam pelo crescimento acelerado na demanda. Em apenas três meses, o país adquiriu 23,03 mil TEC — volume que corresponde a 9,14% das exportações no período e a mais da metade de tudo o que foi enviado ao mercado norte-americano ao longo de 2025.

Expansão de mercados fortalece pecuária

O avanço nas exportações reflete a abertura de novos mercados e o fortalecimento da pecuária de Mato Grosso. Segundo especialistas do setor, a confiança internacional está diretamente ligada à qualidade e à regularidade do produto ofertado.

Eficiência produtiva e sustentabilidade elevam competitividade

O crescimento do setor também está associado a melhorias na genética bovina, no manejo e no cumprimento de exigências sanitárias e ambientais. Esses fatores contribuem para elevar o padrão da carne e ampliar sua aceitação em mercados mais exigentes.

Além do aumento no volume exportado, o estado também tem avançado na geração de valor, com foco em eficiência produtiva e adoção de práticas sustentáveis — aspectos cada vez mais determinantes no comércio global.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução Assessoria Imac

Ler Mais
Exportação

Exportações de frango do Brasil seguem em alta mesmo com tensões internacionais

As exportações de frango do Brasil continuam em ritmo forte, mesmo diante das preocupações do setor com os efeitos de conflitos no Oriente Médio sobre o comércio global.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), agentes da cadeia avícola monitoram o cenário geopolítico, já que uma eventual escalada pode impactar o fluxo das exportações de proteína animal.

Brasil mantém liderança global

O país segue como maior exportador mundial de carne de frango, o que o torna sensível a oscilações no mercado internacional. Ainda assim, dados recentes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que, até o momento, não há reflexos diretos das tensões externas sobre os embarques brasileiros.

No início de março, o volume exportado manteve-se consistente, reforçando a competitividade do produto nacional.

Recorde histórico nas exportações

Em fevereiro, o Brasil embarcou 493,2 mil toneladas de carne de frango, alcançando o melhor resultado para o mês em toda a série histórica iniciada em 1997.

Com isso, o setor registra o terceiro mês consecutivo de recordes, evidenciando a forte demanda global pela carne de frango brasileira e consolidando o bom momento do agronegócio.

Mercado interno com menor liquidez

No cenário doméstico, o comportamento é mais moderado. Pesquisadores do Cepea apontam redução na liquidez ao longo da primeira quinzena de março.

Apesar disso, os preços dos produtos avícolas permanecem estáveis, indicando um equilíbrio entre oferta e demanda no mercado interno.

Perspectivas para o setor avícola

A continuidade do bom desempenho nas exportações de frango dependerá, em grande parte, da evolução do cenário internacional. Enquanto isso, o setor segue atento aos desdobramentos geopolíticos, mas sustentado por uma demanda externa aquecida.

FONTE: Capital News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Exportação

Exportações de carne bovina iniciam março em alta e fortalecem mercado brasileiro

As exportações de carne bovina do Brasil começaram março de 2026 em alta, com sinais de ritmo consistente para o setor. Nos primeiros cinco dias úteis do mês, o preço médio da carne exportada alcançou US$ 5.687,8 por tonelada, segundo dados da Secex.

Em comparação, no mesmo período de março de 2025, o valor médio foi de US$ 4.900,4 por tonelada. A diferença representa uma valorização de 16,1%, destacando o aumento do preço pago pelo produto brasileiro no mercado externo.

Cenário favorável para produtores e setor pecuário

O início do mês aponta para um cenário positivo para a pecuária brasileira. A combinação de crescimento no volume exportado e valorização do preço médio por tonelada reforça a força das vendas internacionais.

Para os produtores rurais, esses indicadores são estratégicos, pois demonstram a continuidade da demanda global pela carne bovina do Brasil. Esse movimento contribui para sustentar o mercado interno e mantém o país entre os principais fornecedores mundiais de proteína.

Mesmo com apenas cinco dias úteis contabilizados, os dados sugerem um começo de mês consistente. Caso o ritmo se mantenha nas próximas semanas, março poderá registrar mais um resultado expressivo nas exportações de carne bovina brasileiras.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

Ler Mais
Exportação

Estreito de Ormuz: bloqueio pode impactar exportações brasileiras e logística global

A escalada da guerra no Irã reacendeu preocupações no comércio internacional. O possível bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, pode gerar impactos relevantes nas exportações brasileiras, especialmente para países do Golfo Pérsico.

Localizado entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico, o corredor marítimo é fundamental para o fluxo global de mercadorias. O Irã afirma ter restringido a passagem de embarcações na região após o início dos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel, o que aumentou a tensão no mercado de energia e logística.

Corredor vital para petróleo e comércio internacional

Dados da consultoria MTM Logix indicam que cerca de 20% de todo o petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz. Além disso, a região concentra o transporte de aproximadamente 25% dos fertilizantes, 35% dos químicos e plásticos e cerca de 15% dos grãos comercializados globalmente, destinados principalmente aos países do Golfo.

Essa movimentação torna o estreito um ponto crítico para o comércio internacional. Qualquer restrição no tráfego pode provocar atrasos nas cadeias logísticas e aumento de custos no transporte marítimo.

Exportações brasileiras dependem da rota

Para o Brasil, os reflexos se concentram principalmente nos embarques destinados a Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque e Kuwait. Como esses países estão localizados no Golfo Pérsico, os navios que seguem para esses destinos precisam atravessar obrigatoriamente o Estreito de Ormuz.

Levantamento da consultoria Datamar mostra que, em 2024, cerca de 158,3 mil contêineres foram enviados do Brasil para esses mercados. A maior parte das cargas era composta por proteína animal, responsável por 67,9% do volume transportado — com destaque para a carne de frango.

Outros produtos relevantes incluíram madeira (13,4%) e papel (2,8%).

Impacto no setor de proteína animal

No total, os embarques destinados aos países do Golfo representaram 4,87% das exportações marítimas brasileiras. No entanto, para determinados segmentos, a dependência desse mercado é ainda maior.

No caso da proteína animal, os envios chegaram a 14,8% da pauta de exportação, enquanto a carne de frango alcançou participação de 23,4%.

Segundo Andrew Lorimer, diretor-executivo da Datamar, o volume de mercadorias transportadas por contêineres na rota é significativo.

Além do risco logístico, a instabilidade também afeta os custos do transporte. Empresas de navegação já começaram a aplicar taxas de risco de guerra, que podem variar entre US$ 2 mil e US$ 4 mil por contêiner, elevando o preço do frete e aumentando a incerteza no comércio exterior.

Redução no tráfego de navios

Com o avanço do conflito militar, o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz registrou queda acentuada. Grandes companhias de transporte começaram a suspender operações na região.

A gigante chinesa Cosco anunciou a paralisação de serviços para países do Golfo, afetando rotas que atendem Bahrein, Iraque, Catar e Kuwait, além de algumas áreas dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.

A empresa informou que apenas alguns portos fora da rota direta do estreito, como Jidá, no Mar Vermelho, e Khor Fakkan e Fujairah, no Golfo de Omã, continuarão operando normalmente.

Outras grandes companhias de navegação, como Maersk, CMA CGM e Hapag-Lloyd, também decidiram suspender temporariamente o tráfego na área devido aos riscos do conflito.

Seguradoras discutem plano para garantir transporte

O aumento do risco na região mobilizou o setor de seguros. As corretoras internacionais Marsh e Aon iniciaram negociações com o governo dos Estados Unidos para criar um plano de proteção para navios que atravessam o estreito.

O presidente norte-americano Donald Trump afirmou que a US International Development Finance Corporation (DFC) poderá oferecer seguros a preços reduzidos para garantir a continuidade do transporte marítimo no Golfo.

Aviação também sofre impacto do conflito

O setor aéreo também enfrenta reflexos da escalada militar. Desde o início dos confrontos, mais de 20 mil voos foram cancelados em hubs do Oriente Médio.

A companhia aérea Emirates prorrogou a suspensão das operações para Dubai por uma semana, enquanto a Qatar Airways anunciou paralisação de voos até sexta-feira.

Dos 36 mil voos programados na região desde o fim de fevereiro, mais da metade foi cancelada, afetando cerca de 4,4 milhões de assentos. Passageiros enfrentam dificuldades para encontrar rotas alternativas, muitas vezes mais longas e caras.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer/Foto de arquivo

Ler Mais
Agronegócio

Forbes Agro100 2025 revela o poder bilionário do agronegócio brasileiro

A lista Forbes Agro100 2025 trouxe à tona a força econômica do agronegócio no Brasil, destacando as empresas e cooperativas mais influentes do setor. Juntas, as organizações presentes no ranking registraram um faturamento de R$ 1,9 trilhão, consolidando o agro como um dos pilares da economia nacional.

Diversidade de segmentos e liderança em produção

O ranking reúne corporações de diferentes áreas do agro, como produção agrícola, proteína animal, insumos, logística, exportação e cooperativismo. Entre os produtos mais representativos estão soja, milho, carne bovina, frango, açúcar e café, com destaque na produção e comercialização internacional.

Integração em toda a cadeia produtiva

Além do faturamento, a Forbes analisou toda a cadeia do agronegócio, desde o plantio e criação de animais até a chegada dos alimentos ao consumidor. Essa abordagem evidencia o alto grau de integração do setor, conectando a produção primária à indústria de processamento, armazenagem, transporte e exportação. O modelo integrado é apontado como responsável pelo impressionante volume financeiro do setor.

As 10 maiores empresas do Agro100 2025

  1. JBS – R$ 416,95 bilhões | Proteína animal
  2. Marfrig Global Foods – R$ 144,15 bilhões | Proteína animal
  3. Cargill Alimentos – R$ 109,19 bilhões | Alimentos e bebidas
  4. Ambev – R$ 89,45 bilhões | Alimentos e bebidas
  5. Bunge Alimentos – R$ 69,82 bilhões | Alimentos e bebidas
  6. Raízen Energia – R$ 66,91 bilhões | Agroenergia
  7. Copersucar – R$ 62,35 bilhões | Comércio e tradings
  8. BRF – R$ 61,38 bilhões | Proteína animal
  9. Cofco Brasil – R$ 53,33 bilhões | Comércio e tradings
  10. Suzano – R$ 47,40 bilhões | Celulose, madeira e papel

Impacto econômico e social do setor

O faturamento bilionário das empresas listadas reforça o peso do agronegócio no PIB brasileiro, além de destacar seu papel estratégico na geração de empregos, na arrecadação tributária e na manutenção de uma balança comercial positiva.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Envato

Ler Mais
Portos

Porto de Itajaí amplia exportações do agronegócio em missão oficial na Coreia do Sul

O Porto de Itajaí integra a comitiva brasileira que cumpre agenda oficial na Coreia do Sul com foco na ampliação das exportações do agronegócio. Representado pelo superintendente João Paulo Tavares Bastos, o terminal participa das articulações lideradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fortalecer a parceria estratégica entre os dois países.

A iniciativa busca consolidar a presença de produtos brasileiros no mercado asiático, considerado um dos mais relevantes destinos comerciais do Brasil.

Coreia do Sul é mercado estratégico para o Brasil

Atualmente, a Coreia do Sul ocupa a quarta posição entre os maiores parceiros comerciais do Brasil na Ásia, com um fluxo bilateral que se aproxima de 11 bilhões de dólares.

Durante a missão, o superintendente participou do Fórum Empresarial realizado em Seul, que reuniu autoridades e empresários dos dois países. O encontro debateu investimentos, inovação, comércio bilateral e oportunidades para ampliar as relações econômicas, criando um ambiente favorável para novos acordos.

Santa Catarina pode ampliar exportações de proteína animal

Os anúncios feitos pelo governo federal durante a visita oficial indicam avanços importantes para o setor agropecuário, com reflexos diretos em Santa Catarina. Reconhecido como referência nacional na produção e exportação de proteína animal, o estado pode ampliar sua participação no mercado sul-coreano.

Entre os segmentos com potencial de crescimento estão:

  • Carne suína
  • Carne bovina
  • Ovos
  • Uva brasileira
  • Produtos agroindustriais

A abertura e ampliação desses mercados reforçam a competitividade do agronegócio catarinense no cenário internacional.

Impacto logístico e fortalecimento das rotas internacionais

Para o Porto de Itajaí, o avanço nas exportações representa aumento na movimentação de contêineres, expansão das rotas internacionais e fortalecimento da infraestrutura logística.

Segundo o superintendente João Paulo Tavares Bastos, a ampliação da presença comercial brasileira no exterior posiciona os portos como protagonistas do crescimento econômico. Ele destacou ainda que a diplomacia comercial, a sanidade agropecuária e a eficiência logística são pilares essenciais para sustentar a expansão do setor.

Novas aberturas comerciais confirmadas

Entre os principais avanços anunciados na missão estão:

  • Recebimento da documentação para abertura do mercado de ovos brasileiros, agora na fase de emissão de certificado;
  • Confirmação de auditoria para habilitação da uva brasileira;
  • Ampliação dos estados autorizados a exportar carne suína;
  • Progresso nas negociações para abertura do mercado de carne bovina, com previsão de auditoria em frigoríficos nacionais.

As medidas sinalizam uma nova etapa nas relações comerciais entre Brasil e Coreia do Sul, com expectativa de incremento nas exportações do agronegócio e impacto direto na economia catarinense.

FONTE: Visor Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Visor Notícias

Ler Mais
Exportação

Exportações de carne de frango alcançam recorde histórico em janeiro de 2026

As exportações de carne de frango do Brasil atingiram um patamar inédito em janeiro de 2026, de acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O desempenho confirma o bom momento do setor, mesmo em um período tradicionalmente marcado por menor demanda internacional.

Considerando produtos in natura e processados, os embarques somaram 459 mil toneladas no mês, crescimento de 3,6% em comparação a janeiro de 2025, quando foram exportadas 443 mil toneladas.

Faturamento também registra melhor resultado para janeiro

Além do avanço no volume, o faturamento das exportações brasileiras de frango também foi recorde. A receita alcançou US$ 874,2 milhões, alta de 5,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior, que havia registrado US$ 826,4 milhões.

O resultado reforça a valorização do produto brasileiro no mercado externo e a ampliação da presença em destinos estratégicos.

Paraná lidera ranking de estados exportadores

O Paraná manteve a liderança nacional nas exportações de carne de frango, com 187,7 mil toneladas embarcadas em janeiro, avanço de 3,9% na comparação anual.

Na sequência aparece Santa Catarina, responsável por 103,1 mil toneladas, com crescimento expressivo de 9,3% frente ao mesmo período de 2025.

Demais estados ampliam participação nas exportações

O Rio Grande do Sul exportou 58,7 mil toneladas, registrando alta de 0,75%. Já São Paulo embarcou 26,7 mil toneladas, com crescimento de 2%, enquanto Goiás alcançou 25,6 mil toneladas, apresentando incremento de 9,5% nas exportações.

Perspectivas positivas para o mercado internacional em 2026

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho observado no início do ano indica um cenário favorável para os próximos meses. Segundo ele, o crescimento em praticamente todos os principais destinos, mesmo em janeiro, reforça a tendência de expansão sustentada.

O dirigente destaca, entre os mercados com maior demanda, os Emirados Árabes, a África do Sul, países da União Europeia e mercados específicos da Ásia, que seguem ampliando as compras da proteína avícola brasileira.

FONTE: ABPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Negócios

Mercado halal intensifica disputa entre JBS e MBRF no Oriente Médio

A concorrência histórica entre JBS e MBRF, controladas pelas famílias Batista e Molina, ganhou um novo e estratégico palco: o mercado halal do Oriente Médio. A região, impulsionada pelo crescimento acelerado da população muçulmana, tornou-se uma das principais fronteiras globais de expansão para a indústria de carnes, atraindo investimentos crescentes das gigantes brasileiras do setor.

Consumo muçulmano impulsiona demanda por carnes halal

Embora JBS e Sadia atuem no Oriente Médio há décadas, o peso econômico da região mudou de patamar. A população muçulmana cresce em ritmo duas vezes superior à média global, o que tende a ampliar de forma consistente a demanda por alimentos halal, produzidos de acordo com as regras do Islã, do abate ao processamento.

O mercado global de alimentos halal já movimenta mais de US$ 2 trilhões por ano, com a proteína animal como principal segmento. Estimativas da Nielsen indicam que o consumo de carnes halal deve superar US$ 1,5 trilhão até 2027. Atualmente, mais de 1,9 bilhão de pessoas seguem a dieta islâmica tradicional.

Investimentos bilionários sinalizam mudança de estratégia

Dois movimentos recentes evidenciam a relevância crescente do Oriente Médio nas estratégias das companhias brasileiras. A MBRF prepara a abertura de capital da Sadia Halal, sua operação regional, prevista para 2027. Já a JBS vem investindo cerca de R$ 500 milhões em fábricas próprias e na expansão da marca Seara na Arábia Saudita e países vizinhos, com plano de dobrar a produção de frango no país até o fim deste ano.

Relatório do Bank of America aponta que o mercado formado por Oriente Médio e Norte da África (Mena) já importa volumes mensais de carne de frango semelhantes aos de toda a Ásia, excluindo o próprio Oriente Médio, somando cerca de 127 mil toneladas por mês.

Frango lidera consumo e comércio halal

Segundo o banco, a dimensão e o ritmo de crescimento do mercado Mena explicam o interesse crescente dos grandes produtores globais de proteína. A disputa se concentra principalmente em frango e alimentos processados, que dominam o consumo cotidiano e o comércio internacional halal, embora a carne bovina também faça parte da dieta local.

Arábia Saudita é o principal mercado da região

Dentro desse cenário, a Arábia Saudita desponta como o mercado mais estratégico. Com consumo elevado per capita, demografia favorável e uma política clara de segurança alimentar, o país se tornou prioridade para JBS e MBRF.

Durante a inauguração de uma nova área produtiva da JBS, o vice-ministro da Agricultura saudita, Suleiman Al-Khatib, afirmou que o consumo anual de frango no país varia entre 45 e 50 quilos por habitante, um dos mais altos do mundo. Segundo ele, investimentos estrangeiros são fundamentais para garantir o abastecimento futuro.

Documentos oficiais do governo saudita reforçam essa diretriz. A estratégia industrial do país classifica o setor de alimentos como prioritário e prevê a atração de US$ 20 bilhões em investimentos até 2035. O mercado doméstico de alimentos já supera US$ 50 bilhões por ano.

Estratégias distintas para ganhar espaço

Apesar do objetivo comum de ampliar presença no mercado halal, as estratégias das duas empresas partem de pontos diferentes. A JBS adotou uma postura mais agressiva a partir de 2021, quando anunciou um plano de investimentos de US$ 85 milhões na região. O grupo adquiriu fábricas em Dubai e Dammam e, posteriormente, iniciou a construção de uma planta em Jeddah, seu primeiro projeto greenfield no Oriente Médio.

Antes focada no fornecimento para o food service, a companhia passou a mirar diretamente o consumidor final, intensificando a divulgação da marca Seara, ampliando o portfólio com produtos adaptados ao paladar local e investindo em marketing e patrocínios culturais.

A fábrica de Jeddah, inaugurada em 2025, já opera próxima da capacidade máxima e foi projetada para dobrar de tamanho, atendendo não apenas o mercado saudita, mas também países do Golfo, como Emirados Árabes, Omã e Kuwait. Em janeiro, a JBS anunciou oficialmente a duplicação da capacidade produtiva da unidade.

JBS ainda constrói presença regional

Apesar dos investimentos, o Oriente Médio ainda representa uma fatia reduzida do faturamento global da JBS. Entre janeiro e setembro de 2025, a empresa registrou US$ 361 milhões em receitas nas chamadas “regiões menores”, que incluem Oriente Médio e África, o equivalente a apenas 0,6% das vendas totais no período.

Os números indicam que a companhia ainda está estruturando sua presença em um mercado considerado estratégico para o futuro.

Sadia tem relação histórica com o consumidor árabe

No caso da MBRF, a presença no Oriente Médio é marcada por décadas de relacionamento. A Sadia chegou à região nos anos 1970 e construiu uma conexão tão forte que, por muito tempo, foi percebida por parte dos consumidores como uma marca local.

Essa trajetória explica por que a operação halal se tornou a principal aposta internacional do grupo. Em 2025, a empresa estruturou a Sadia Halal, reunindo fábricas e centros de distribuição na Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait, Omã e Qatar. A nova companhia tem valor estimado em US$ 2 bilhões e planeja abrir capital na bolsa de Riade em 2027.

Joint venture reforça alinhamento com Visão 2030

A Sadia Halal será uma joint venture entre a MBRF e a Halal Products Development Company (HPDC), ligada ao fundo soberano saudita PIF, que poderá elevar sua participação para até 40%. A presença do PIF transforma a operação em um ativo estratégico para o governo saudita, alinhado à Visão 2030, plano que busca diversificar a economia e reduzir a dependência do petróleo.

Diferentemente da JBS, o Oriente Médio já tem peso relevante para a MBRF. As operações que darão origem à Sadia Halal geraram US$ 2,1 bilhões em receita líquida nos últimos 12 meses, o equivalente a 7,3% da receita consolidada do grupo.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ilustração João Brito

Ler Mais
Exportação

Brasil registra recorde histórico nas exportações de carne bovina em outubro de 2025

As exportações brasileiras de carne bovina atingiram 357 mil toneladas em outubro de 2025, o maior volume mensal desde o início da série histórica em 1997, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). O número supera em 1,5% o recorde anterior, registrado em setembro, e representa uma alta de 18,7% em relação a outubro de 2024.

O faturamento também cresceu significativamente, alcançando US$ 1,9 bilhão, valor 39,1% superior ao mesmo mês do ano passado.

Crescimento contínuo e expectativa de novo recorde anual

Entre janeiro e outubro, o Brasil exportou 2,79 milhões de toneladas de carne bovina, somando US$ 14,31 bilhões em receita — aumentos de 16,6% em volume e 35,9% em valor na comparação anual.

Com esse desempenho, o país se mantém próximo ao recorde de 2024, quando exportou 2,89 milhões de toneladas e faturou US$ 12,8 bilhões. Segundo a Abiec, se o ritmo atual continuar, o recorde histórico anual poderá ser superado já em novembro, consolidando o Brasil como líder mundial nas exportações de carne bovina, com embarques realizados para 162 países em 2025.

Carne in natura domina as exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado, com 320,5 mil toneladas embarcadas em outubro e US$ 1,7 bilhão em receitas. O preço médio foi de US$ 5,5 mil por tonelada, representando quase 90% do volume total exportado e 93,5% do faturamento.

Outros produtos, como miúdos, carnes industrializadas, gorduras e carnes salgadas, também contribuíram para o resultado positivo.

Exportações para os Estados Unidos seguem firmes

Mesmo com o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos, o Brasil manteve suas exportações para o país. Embora tenha havido redução no ritmo desde agosto, o fluxo não foi interrompido.

Em outubro, os embarques somaram 12,9 mil toneladas, um avanço em relação a setembro (9,9 mil toneladas) e agosto (9,3 mil toneladas). A Abiec destacou que os EUA continuam sendo um mercado estratégico para a carne brasileira, graças à competitividade e regularidade do produto.

De janeiro a outubro, as exportações para os Estados Unidos totalizaram 232 mil toneladas e US$ 1,38 bilhão, altas de 45% em volume e 38% em valor em comparação ao mesmo período de 2024. Os números já superam todo o desempenho do ano passado, quando foram enviadas 229 mil toneladas, gerando US$ 1,35 bilhão.

China segue como principal destino da carne bovina brasileira

A China manteve sua liderança nas compras, com 190,8 mil toneladas importadas em outubro e US$ 1,046 bilhão em negócios — o equivalente a 53% do volume e 55% da receita mensal.

Outros mercados de destaque foram:

  • União Europeia: 17 mil toneladas / US$ 140,4 milhões
  • Estados Unidos: 12,9 mil toneladas / US$ 83,1 milhões
  • Chile: 12,7 mil toneladas / US$ 72,3 milhões
  • Filipinas: 12,4 mil toneladas / US$ 56,3 milhões
  • México: 10,1 mil toneladas / US$ 56,2 milhões
  • Egito: 12,1 mil toneladas / US$ 53,9 milhões
  • Rússia: 11,8 mil toneladas / US$ 48,6 milhões
  • Arábia Saudita: 6,5 mil toneladas / US$ 34,7 milhões
  • Hong Kong: 7,8 mil toneladas / US$ 29,7 milhões

No acumulado do ano, a China segue na liderança absoluta, com 1,34 milhão de toneladas e US$ 7,1 bilhões — o que representa 48,1% do volume e 49,7% da receita total. Na sequência, aparecem Estados Unidos, México, Chile e União Europeia.

Os mercados que mais ampliaram suas compras em 2025 foram México (+213%), União Europeia (+109%), China (+75,5%), Rússia (+50,4%) e Estados Unidos (+45%), o que demonstra a diversificação e fortalecimento das exportações brasileiras, segundo a Abiec.

Setor confirma força e equilíbrio do mercado

O presidente da Abiec, Roberto Perosa, afirmou que o desempenho histórico de outubro comprova a força do setor, a abertura de novos mercados e o equilíbrio entre exportações e abastecimento interno.

“O Brasil segue ampliando sua presença internacional com qualidade e regularidade de fornecimento, resultado do trabalho conjunto entre a indústria e o governo. É importante lembrar que apenas 30% da carne produzida no país é exportada, enquanto cerca de 70% abastece o mercado interno, o que demonstra a robustez do consumo doméstico e a capacidade do país de atender à demanda mundial”, destacou.

A Abiec reúne 47 empresas responsáveis por 98% das exportações de carne bovina do Brasil.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Exportação

Exportações de carne bovina do Brasil em outubro superam total de 2024, aponta Secex

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em alta em outubro de 2025. Até a quarta semana do mês, os embarques somaram 276,5 mil toneladas, ultrapassando o total registrado em outubro de 2024, que foi de 270,2 mil toneladas, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta terça-feira (28).

O desempenho evidencia a forte demanda internacional e a competitividade da carne bovina brasileira no mercado externo.

Crescimento da média diária de exportações

A média diária de exportação atingiu 15,4 mil toneladas, um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a média era de 12,2 mil toneladas por dia. Esse avanço reforça o bom momento do setor e a capacidade do Brasil de atender mercados globais em expansão.

Receita das exportações ultrapassa US$ 1,5 bilhão

O faturamento gerado pelos embarques de carne bovina até a quarta semana de outubro alcançou US$ 1,527 bilhão, valor superior ao registrado em outubro de 2024, que foi de US$ 1,259 bilhão.

Na média diária, a receita chegou a US$ 84,88 milhões, representando um crescimento de 48,2% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 57,26 milhões/dia).

Preços médios da carne bovina apresentam valorização

Além do aumento em volume e faturamento, os preços médios da carne bovina também registraram alta. Até a quarta semana de outubro, o valor médio por tonelada foi de US$ 5.525,8, um crescimento de 18,5% em comparação a outubro de 2024 (US$ 4.661,7/tonelada).

O aumento reflete a valorização da proteína brasileira no mercado internacional, impulsionada pela forte demanda de países como China e Oriente Médio, que estão entre os principais compradores.

Brasil se consolida como líder global em proteína animal

Os resultados parciais de outubro confirmam a tendência de forte desempenho das exportações de carne bovina em 2025, tanto em volume quanto em receita, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína animal.

FONTE: Portal do Agronegócio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal do Agronegócio

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook