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Produção de etanol de milho deve alcançar 16 bilhões de litros até 2033

O Brasil segue ampliando sua capacidade de produção de etanol de milho, com previsão de atingir cerca de 9,97 bilhões de litros na safra atual. O volume já corresponde a quase 60% da meta estimada para a próxima década, indicando um crescimento acelerado do setor.

Atualmente, o país conta com 27 biorrefinarias em operação e outras 16 em fase de construção. A expectativa da indústria é alcançar 16,63 bilhões de litros até 2033, impulsionada pelo fortalecimento da infraestrutura e pela ampliação dos investimentos em biocombustíveis.

Coprodutos impulsionam cadeia de alimentos

Além da produção de combustível, o avanço do setor também impacta diretamente a cadeia de alimentos. Um dos principais destaques é o DDG (grãos de destilaria), coproduto rico em proteína utilizado na nutrição animal.

As usinas têm priorizado o melhor aproveitamento do milho, apostando na eficiência produtiva e na geração de valor agregado. Esse movimento contribui para integrar diferentes segmentos do agronegócio, ampliando as oportunidades econômicas.

Diversificação energética e mercado global

A produção de etanol de milho no Brasil também está ligada à diversificação da matriz energética, historicamente concentrada na cana-de-açúcar. O setor agora busca atender demandas internacionais, como o combustível sustentável de aviação (SAF).

Esse cenário tem atraído investimentos voltados à redução da intensidade de carbono, fator essencial para a competitividade no mercado externo e para atender exigências ambientais globais.

Integração com pecuária fortalece competitividade

O modelo de biorrefinaria adotado no país permite transformar o milho em combustível e, ao mesmo tempo, destinar resíduos para a produção de ração. Essa integração com a pecuária cria um ciclo eficiente de aproveitamento e reforça a competitividade do Brasil no cenário internacional.

Especialistas apontam que a viabilidade econômica dos novos projetos depende justamente dessa sinergia entre energia e proteína, garantindo sustentabilidade financeira e operacional.

Sustentabilidade e regulação em debate

O crescimento do setor também envolve discussões sobre marcos regulatórios e financiamento de novas tecnologias. O objetivo é aumentar a eficiência ambiental e assegurar que o etanol brasileiro atenda às metas globais de descarbonização.

A evolução da indústria reforça o papel estratégico do Brasil tanto na produção de biocombustíveis quanto no fornecimento de insumos para a cadeia alimentar.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Etanol ganha força no Brasil com aumento da mistura e demanda aquecida

A produção de etanol no Brasil deve avançar na safra 2026/27, impulsionada pelo aumento da mistura obrigatória na gasolina e pelo aquecimento da demanda interna por biocombustíveis. A estimativa é que o volume total, somando etanol hidratado e anidro, se aproxime de 43 bilhões de litros.

O crescimento será sustentado tanto pelo etanol de cana-de-açúcar quanto pelo etanol de milho, refletindo a diversificação da matriz produtiva nacional.

Aumento da mistura impulsiona consumo

A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina, que passou para E30 em 2025, já vem impactando positivamente o consumo. A expectativa de avanço para E35 ao longo de 2026 deve intensificar ainda mais essa demanda.

Segundo projeções do mercado, cada ponto percentual adicional na mistura pode gerar um aumento de cerca de 920 milhões de litros no consumo anual. Com isso, uma elevação de cinco pontos percentuais pode acrescentar aproximadamente 4,6 bilhões de litros à demanda em um ano.

Inicialmente, a mudança de E27 para E30 previa crescimento de 1,65 bilhão de litros, mas o maior consumo de gasolina elevou essa projeção para cerca de 2,76 bilhões de litros.

Usinas priorizam etanol e reduzem produção de açúcar

Diante da maior atratividade do mercado de etanol, as usinas brasileiras devem ajustar seu mix produtivo, priorizando o biocombustível em detrimento do açúcar.

Como consequência, as exportações de açúcar tendem a cair na safra 2026/27. A previsão é de recuo de quase 15%, com os embarques passando de 33,8 milhões para cerca de 29 milhões de toneladas.

Essa mudança estratégica reflete a maior competitividade do etanol no mercado interno, além de reforçar o papel do Brasil como referência global na produção de energia renovável.

Safra de cana cresce, com destaque para o Centro-Sul

A produção de cana-de-açúcar também deve avançar. A estimativa é de 677,7 milhões de toneladas na safra 2026/27, alta de 3,15% em relação ao ciclo anterior.

A região Centro-Sul continuará como principal polo produtor, com moagem prevista de 620 milhões de toneladas, crescimento de 3,7%.

Por outro lado, as regiões Norte e Nordeste devem registrar retração de 2,2%, com produção estimada em 57,7 milhões de toneladas.

Produção de açúcar deve recuar

Mesmo com o aumento da moagem, a produção de açúcar no Brasil deve cair cerca de 7,36%, totalizando 40,3 milhões de toneladas.

A redução está diretamente ligada à priorização do etanol pelas usinas, que respondem aos sinais de mercado mais favoráveis ao biocombustível.

Brasil reforça protagonismo em biocombustíveis

O cenário projetado indica uma reconfiguração do setor sucroenergético, com maior foco na produção de etanol. Esse movimento fortalece a posição do Brasil como líder global em biocombustíveis, ao mesmo tempo em que ajusta sua participação no mercado internacional de açúcar.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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