Portos

A reviravolta em leilão de megaterminal no Porto de Santos

Presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini defendeu posição da Antaq para o Tecon Santos 10

Em audiência pública realizada nesta terça-feira, 29, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, surpreendeu ao defender publicamente o modelo proposto pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para o leilão do Tecon Santos 10 — terminal de contêineres no Porto de Santos.

Após ter demonstrado posição contrária em momentos anteriores, Pomini agora se alinha à agência reguladora e à Secretaria Nacional de Portos e argumenta que as restrições visam atender ao interesse público. “As cargas no Porto de Santos competem entre si, e a função da autoridade portuária é garantir que, daqui a 20 anos, o porto tenha capacidade adequada para todas as cargas relevantes para o país”, afirmou.

Fonte: Veja Negócios

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Portos

Região Sul receberá mais de R$ 4,7 bilhões em novos projetos aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante

Investimentos vão impulsionar a indústria naval, ampliar a infraestrutura portuária e gerar mais de 3 mil empregos diretos

Investimentos superiores a R$ 4,7 bilhões vão fortalecer a indústria naval e ampliar a infraestrutura portuária nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com potencial de gerar mais de 3 mil empregos diretos na região. Os valores fazem parte do Fundo da Marinha Mercante (FMM), aprovados pelo Conselho Diretor do Fundo (CDFMM) durante a sua 59ª reunião, no último dia 3 de julho.

Entre as ações previstas estão a construção de quatro embarcações para operações submarinas (R$ 2,3 bilhões), dois navios PSV com tecnologia de baixo carbono (R$ 739,7 milhões), seis rebocadores azimutais (R$ 312,6 milhões), modernização e reparo de 17 embarcações (R$ 163,2 milhões) e a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (R$ 1,089 bilhão), que vai ampliar o calado e elevar a capacidade de exportação.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, “os projetos aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante reforçam a prioridade do Governo Federal em estimular a indústria naval nacional, modernizar a infraestrutura portuária e ampliar a competitividade do país”, explicou. “A região Sul desempenha papel fundamental nesse movimento, por sua capacidade produtiva e vocação exportadora”, afirmou o ministro.

A coordenadora de Políticas de Fomento da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), Maria de Lara Moutta Calado de Oliveira, que integra a equipe técnica do Fundo da Marinha Mercante, ressalta o papel estratégico da região. “A gente vem trabalhando fortemente para a retomada da indústria de construção e reparação naval brasileira e, na última reunião (59ª), a região Sul foi destaque com diversos projetos para geração de emprego e renda. Essa região tem dez importantes estaleiros e contribui bastante na área de petróleo, gás, offshore e de apoio portuário”, disse ela.

Os créditos do CDFMM para a região Sul fazem parte do esforço de retomada da indústria naval e da infraestrutura logística no Brasil. Em 2025, já são mais de R$ 28,3 bilhões aprovados para projetos novos e reapresentados em todo o país, valor recorde para os setores naval e aquaviário.

O Fundo da Marinha Mercante, administrado pelo MPor, segue como instrumento fundamental para modernização da frota nacional, geração de empregos qualificados e fortalecimento da indústria de construção e reparação naval.

Fonte: Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Comércio, Logística

TESC cresce 20% em movimentação de cargas no 1º semestre de 2025

Terminal Portuário SC registrou aumento em diversos segmentos de cargas, com destaque para a operação de grãos na exportação, consolidando sua vocação para alavancar o agronegócio brasileiro, com crescimento de 30% no período

No 1º semestre de 2025, o TESC (Terminal Portuário Santa Catarina) movimentou 3,3 milhões de toneladas de cargas, um crescimento de 20% em relação ao volume de 2024. Este aumento foi registrado em todos os segmentos de cargas – soja e milho em grãos, produtos siderúrgicos, granéis sólidos de importação, produtos florestais renováveis e cargas gerais – com destaque para produtos de origem vegetal, que cresceu 30%.  

O TESC iniciou a operação dos silos e berço dedicado de grãos para exportação em 2023, depois de realizar investimentos superiores a R$ 250 milhões com a implantação do projeto para atender às necessidades específicas do setor agrícola. Deste então, já registrou em dois anos de operações da planta de grãos, cerca de 5 milhões de toneladas embarcadas e existe espaço para crescer ainda mais, com uma capacidade instalada para operar 4 milhões de toneladas de grãos ao ano na maturação do projeto, afirma o diretor de operações e comercial do terminal, o COO Randal Couceiro.

Mesmo atuando em uma área compacta, de 68 mil m², localizada no Complexo Portuário de São Francisco do Sul, o TESC tem demonstrado capacidade técnica e planejamento estratégico para sustentar um modelo operacional de alta performance. O terminal portuário, cuja missão é fornecer serviços e infraestrutura portuária eficientes e sustentáveis para a promoção do comércio marítimo do Brasil, movimenta cargas vindas de 3 regiões do país, com uma área de influência de superior a mil quilômetros.

De acordo com o CEO Fabio Mota, o TESC tem se consolidado como uma das operações portuárias mais eficientes do Brasil. “Nosso diferencial multipropósito, alinhado aos excelentes indicadores de desempenho, tem despertado o interesse de outros terminais portuários em conhecer de perto o uso inteligente da infraestrutura para o atendimento a diferentes segmentos de cargas e segmentos econômicos, com qualidade, competitividade e segurança”, destaca Mota.

Sobre o TESC

Com 29 anos de atuação, o TESC é um terminal portuário multipropósito estrategicamente localizado no complexo portuário de São Francisco do Sul (SC), em uma área de 68 mil m2.

A proximidade das rodovias BR-280 e BR-101 permite rápido acesso aos grandes centros industriais e econômicos das regiões Sul e Sudeste, conferindo agilidade no fluxo de cargas de importação e exportação.

Com mais de 58 milhões de toneladas movimentadas ao longo de sua história, o Terminal é reconhecido pela versatilidade e eficiência em embarque de grãos vegetais, produtos siderúrgicos, granéis sólidos de importação, carga geral e carga de projeto, por esta razão é um terminal multipropósito. 

Com informações da assessoria de imprensa do TESC.

Fonte: FIESC

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Negócios, Portos

Empresa de Hong Kong considera incluir investidor chinês na venda de portos do Panamá

O conglomerado CK Hutchison, de Hong Kong, sugeriu nesta segunda-feira (28, noite de domingo no Brasil) a possibilidade de que “um grande investidor estratégico” chinês se junte ao consórcio liderado pela americana BlackRock que deseja comprar seu negócio de portos fora da China, incluindo suas operações no Canal do Panamá. 

Através da subsidiária Panama Ports Company, a CK Hutchison opera dois dos cinco portos do Canal do Panamá desde 1997 por meio de uma concessão pública. 

A venda anunciada em março por US$ 19 bilhões (quase R$ 105 bilhões) foi vista como uma vitória política para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que era contra a presença de empresas chinesas nesta importante via de transporte marítimo. 

Entretanto, a operação não foi bem recebida em Pequim, e o regulador de mercado da China anunciou em março que iria revisar o acordo para “proteger a concorrência justa” e “o interesse público”. 

Em um documento apresentado à Bolsa de Hong Kong, a CK Hutchison indica que serão necessárias mudanças nos integrantes do consórcio e na estrutura do acordo para que a operação possa “ser aprovada por todas as autoridades relevantes”. 

O conglomerado “continua em negociações com membros do consórcio com o objetivo de convidar um grande investidor estratégico [da China] para se unir como um membro relevante do consórcio”, disse o grupo em um documento apresentado à Bolsa de Hong Kong. 

A empresa não detalha com qual companhia chinesa está negociando. Recentemente, a agência Bloomberg publicou que o gigante naval chinês Cosco estava prestes a se unir ao consórcio. 

A analista da Bloomberg Intelligence, Denise Wong, afirmou que “as negociações em andamento e a possível inclusão de Cosco no consórcio provavelmente reduziram as preocupações com os obstáculos regulatórios chineses”.  

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, declarou que Pequim “realizará a supervisão conforme a lei, salvaguardará firmemente a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento, e manterá um mercado justo e imparcial”. 

– Acordo viável –

Desde seu retorno à Casa Branca, Trump estabeleceu como uma de suas prioridades a gestão do Canal do Panamá que, segundo ele, agora é controlado por empresas chinesas. 

A estrutura original do acordo previa que a BlackRock assumisse o controle dos dois portos panamenhos da CK Hutchison, Balboa e Cristóbal, localizados respectivamente nos extremos do Pacífico e do Atlântico do canal.  

O portos restantes seriam geridos pela empresa Terminal Investment Limited, do magnata italiano Gianluigi Aponte.  

A CK Hutchison afirmou que “pretende dar tanto tempo quanto for necessário para que essas conversas culminem” em um acordo viável.  

Em várias ocasiões, havia destacado que não prosseguiria com nenhuma transação que não tivesse aprovação de todas as autoridades competentes.  

Após anunciar a venda ao consórcio liderado pela BlackRock, a CK Hutchison foi alvo de críticas da administração central chinesa e também de líderes em Hong Kong, cidade semiautônoma do gigante asiático.

Fonte: AFP

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Investimento, Portos

APS moderniza infraestrutura crítica no Porto de Santos com investimento superior a R$ 3 milhões

A Autoridade Portuária de Santos (APS) concluiu a modernização da rede de dados e vigilância na área da Alemoa, margem direita do Porto de Santos, classificada como de risco no complexo portuário por movimentar granéis líquidos inflamáveis. Com investimento superior a R$ 3 milhões, as obras substituíram a comunicação via rádio por cerca de 3 km de fibra óptica, além de ampliar o número de câmeras de monitoramento de 12 para 32.

A fibra óptica confere maior estabilidade e segurança de dados na transmissão de informações em tempo real. Já as câmeras, certificadas para áreas de risco e resistentes a explosões, ampliam a cobertura e a eficiência do monitoramento, com resolução e tecnologia superiores aos modelos antigos.

“Cada projeto concluído reforça nosso compromisso com um porto do futuro, mais competitivo, seguro e alinhado às demandas do comércio global”, afirma Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos.

A infraestrutura atende a necessidades operacionais de diversos setores, incluindo a Guarda Portuária, Segurança do Trabalho, Fiscalização, Atracação e Meio Ambiente, reforçando a segurança de uma das zonas mais sensíveis do Porto de Santos.

“A integração de recursos e competências entre as equipes da APS tem gerado resultados concretos para a eficiência operacional do porto, otimizando investimentos e acelerando entregas”, comenta o gerente de Infraestrutura de Dados da APS, Alex Henrique da Costa.

Somente em 2025, a Superintendência de Tecnologia da Informação (SUPTI) realizou investimentos de cerca de R$ 18 milhões em projetos de modernização. Os recursos também contemplam soluções como um novo sistema de controle de acesso, ampliação da conectividade das áreas portuárias e instalação de câmeras térmicas.

Ecossistema de Inovações
A Autoridade Portuária de Santos (APS) avança em um ambicioso portfólio de inovações para enfrentar desafios operacionais e consolidar sua liderança no cenário logístico internacional. Entre os projetos em andamento, constam uma rede 5G privativa, o VTMIS (Sistema de Gerenciamento e Informações do Tráfego de Embarcações) e o lançamento de um aplicativo que permite à população registrar e enviar demandas de zeladoria.

Fonte: Porto de Santos

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Portos

Canal do Porto de Santos será aprofundado após 13 anos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) abriu licitação para aumentar para 16 metros a profundidade do canal de navegação do Porto. Será a primeira obra do gênero nessa rota em 13 anos. O aviso de concorrência pública foi publicado na edição de quinta-feira do Diário Oficial da União, e as propostas das participantes serão abertas em 26 de setembro. Estima-se custo de R$ 324,1 milhões.

O diretor-presidente da APS, Anderson Pomini, diz se tratar de “uma necessidade do mercado internacional” e o “primeiro passo para, na sequência, buscarmos uma concessão para o aprofundamento para 17 metros e manutenção do canal por 25 anos ou mais”.

A empresa ou o consórcio vencedor terá de fazer a dragagem de manutenção da profundidade por dois anos. Deverão ser removidos cerca de 6,2 milhões de metros cúbicos (m³) de sedimentos por ano, 38% a mais do que o necessário para manter o gabarito atual em 15 metros.

O prazo do contrato é de cinco anos. Inclui elaboração de Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) para licenciamento ambiental (um ano e nove meses), elaboração e entrega do projeto básico (quatro meses após a emissão da ordem de serviço) e do projeto executivo para o trabalho (dois meses depois da ordem para esta tarefa).

Depois de se lançar a ordem para o serviço de dragagem de aprofundamento, os trabalhos deverão começar em 30 dias e, englobando o prazo de início, acabar em seis meses. O canal tem extensão de 25 quilômetros.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no Porto de Santos a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaboração com dados do DataLiner:

Movimentação de contêineres no Porto de Santos | Jan 2022 a Maio 2025 | TEU

Estudos

Para a elaboração do edital, o Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias, vinculado ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), preparou o anteprojeto de dragagem.

Por parte da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), estudaram-se as taxas anuais de acúmulo de sedimentos no canal.

Fonte: A Tribuna

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Portos

Perto do sétimo porto entrar em operação, SC busca investimentos nos acessos

Desafio é ampliar capacidade de rodovias e ferrovias

Em diferentes frentes, Santa Catarina busca ampliar a capacidade de acessos aos portos, seja por rodovias, ferrovias ou mesmo pelo mar. Em entrevista à CBN Joinville, o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, citou o desafio da mobilidade por causa do aumento da movimentação de cargas nos terminais. “No que diz respeito aos portos, as notícias são muito alvissareiras. Mas se não resolvermos a multimodalidade (logística), se não dermos condições de rodovias e ferrovias para escoamento dos portos, Santa Catarina poderá ter problema”, alegou o secretário. Beto Martins lamentou o que considera “falta de planejamento” multimodal nos últimos anos, principalmente em ferrovias.

O sétimo porto a entrar em operação em Santa Catarina, citado pelo secretário, é o Terminal de Granéis de Santa Catarina (TGSC). O terminal privado está em fase de testes em São Francisco, com plena operação a iniciar ainda no segundo semestre. O porto terá capacidade de movimentar até 6 milhões de toneladas por ano, com foco na exportação de grãos.

O oitavo porto de Santa Catarina será em Itapoá, a ser instalado pela Coamo Agroindustrial Cooperativa. O terminal, para atuação em exportação de grãos, importação de fertilizantes e movimentação de combustíveis, está fase de licenciamento. Há mais empreendimentos em preparação. Os portos em operação no Estado estão em São Francisco do Sul, Itajaí, Navegantes, Itapoá, Imbituba e Laguna (pesqueiro).

No acesso ao mar, o aprofundamento do canal externo de acesso à baía da Babitonga, usado pelos portos de São Francisco do Sul, está na fase final de licitação, com início das obras ainda neste ano. O aumento do calado vai permitir cargueiros de até 366 metros de extensão, em investimento em torno de R$ 300 milhões.

As rodovias são o desafio mais urgentes. Há projetos em andamento para duplicar as estradas estaduais SC-416 e SC-417, de acesso à região portuária de Itapoá. As vias fazem a ligação com a BR-101. Em São Francisco do Sul, o segmento de 36 km da ligação do porto com a BR-101 está com obras de duplicação paradas desde o final de 2022, para revisão do projeto. O DNIT quer contratar a retomada parcial dos trabalhos ainda em 2025. A BR-470, um dos acessos aos terminais de Itajaí e Navegantes, está em fase final de duplicação de 75 km.

A BR-101, principal rodovia do Estado, com traçado litorâneo, está em fase de otimização do contrato de concessão do segmento Norte. O governo do Estado que construir estrada paralela, a Via Mar, com 145 km entre Joinville e a Grande Florianópolis. O plano é de iniciar um dos lotes até o final de 2026. Na entrevista na CBN Joinville, o secretário Beto Martins abordou a avaliação de juntar os traçados da Via Mar com a futura ferrovia entre os portos de São Francisco do Sul (via Araquari) e Itajaí/Navegantes.

“Se conseguirmos unir as construir as duas linhas juntas, teremos um só espaço para desapropriações, para licenças ambientais, será um ganho de escala maravilhoso”, afirmou Beto Martins. O secretário citou que apenas 6% das cargas movimentadas pelos portos de Santa Catarina são por meio de ferrovias.

Fonte: NSC Total

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Portos

Portos do Nordeste mantêm trajetória de crescimento em 2025

Destaques são os portos de Itaqui (MA), Salvador (BA) e Natal (RN)

A movimentação portuária no Nordeste manteve ritmo de crescimento em 2025. De janeiro a maio, os portos da região movimentaram, juntos, mais de 33,5 milhões de toneladas, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O desempenho reflete a força da infraestrutura regional e foi impulsionado, principalmente, pelos portos de Itaqui (MA), Salvador (BA) e Natal (RN), que registraram crescimento expressivo em diferentes frentes logísticas.

No Maranhão, o Porto de Itaqui apresentou crescimento de 12,28% no acumulado do ano, revertendo a queda de 8,4% registrada no mesmo período de 2024. A retomada foi puxada por três cadeias relevantes: adubos e fertilizantes (+35,69%), petróleo (+15,05%) e soja (+11,05%), todas com desempenho negativo no ano anterior. Os dados confirmam a recuperação das operações e a consolidação do porto como um dos principais corredores de exportação da região Norte-Nordeste.

Na Bahia, o Porto de Salvador manteve desempenho positivo, com alta de 1,52% em 2025. Embora inferior aos 55,98% registrados em 2024, o crescimento reforça a estabilidade do terminal, cuja operação é fortemente baseada na cabotagem — que respondeu por 86,1% da movimentação. Entre as cargas com melhor desempenho estão reatores, caldeiras e máquinas, que cresceram 39,10% após forte queda no ano anterior, além dos containers (+8,74%) e do trigo (+5,04%).

O destaque mais expressivo, no entanto, veio do Porto de Natal. Após uma queda acentuada de 37,2% em 2024, o terminal potiguar registrou crescimento de 2,86% nos cinco primeiros meses de 2025. Esse avanço foi impulsionado pela retomada das exportações de frutas, especialmente melões, melancias e mamões, que cresceram 920,69% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A explicação está no comportamento da safra. Em 2024, o escoamento foi prejudicado por fortes chuvas na região produtora, o que inviabilizou os embarques no início do ano. Já em 2025, os carregamentos ocorreram de forma plena, com embarques regulares em janeiro e fevereiro. O volume total exportado passou de 46,4 mil toneladas na safra 2023/2024 para 131,5 mil toneladas na safra 2024/2025. Além de melões e melancias, o porto também embarcou mangas, uvas e limões, ampliando a diversidade da pauta exportadora potiguar.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os resultados refletem o esforço do Governo Federal para fortalecer a logística em todas as regiões. Segundo ele, o crescimento dos portos nordestinos confirma o potencial da região e reforça a importância de ampliar os investimentos em infraestrutura. “O crescimento nos portos do Nordeste confirma o potencial logístico da região e a importância de continuarmos investindo em infraestrutura para garantir competitividade, integração e geração de empregos. O Governo Federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos, segue comprometido em fortalecer os corredores logísticos em todas as regiões do país — com atenção especial ao Nordeste, que tem papel estratégico no escoamento da produção e na ampliação das exportações brasileiras.”

Os portos do Nordeste são essenciais para o escoamento de produtos como grãos (soja e milho), minérios, frutas tropicais, petróleo e derivados, que representam uma parcela significativa das exportações brasileiras. A posição estratégica da região também é um diferencial, com menor distância até a Europa e América do Norte, reduzindo custos e tempo de transporte. A presença de refinarias e a produção offshore no litoral nordestino também consolidam os portos como ativos logísticos fundamentais para o setor energético.

Fonte: Modais em Foco

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Comércio Exterior, Portos

Porto de Paranaguá registra movimento extraordinário de mais de 2,5 mil caminhões no Pátio de Triagem

Pela primeira vez na história, o Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá recebeu, ao longo de 24 horas, 2.523 caminhões carregados de grãos e farelos. A movimentação registrada entre os dias 21 e 22 de julho é 4% maior que o último recorde, registrado em julho de 2023, quando 2.456 veículos acessaram o local.

Desde o dia 1º de julho até ontem, 38.494 caminhões entraram no Pátio. O volume já é maior que os registrados nos meses de junho e maio, e deverá superar também o mês de abril, que fechou com 38.615 veículos. No primeiro semestre deste ano, 254.338 caminhões entraram no Pátio, um aumento de 13,3% em relação ao mesmo período de 2024.

“Essa movimentação comprova que estamos preparados e prontos para atender às necessidades dos produtores rurais, indústrias, exportadores e importadores. Fazemos isso aplicando inteligência logística e a infraestrutura, que está constantemente recebendo investimentos”, destaca o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O recorde registrado na tarde desta terça-feira supera, com sucesso, a projeção de atendimento do local, que é de 2.500 caminhões. O Pátio possui ainda 1.000 vagas estáticas para estacionamento. “Mais uma vez, o sistema Carga Online se mostrou eficiente e não permitiu a formação de filas nas vias de acesso ao Pátio de Triagem”, explicou o assessor especialista da da diretoria de operações da Portos do Paraná, Alessandro Conforto.

O Carga Online é responsável pelo planejamento que garante a eficiência e a organização da recepção de cargas rodoviárias. É por esse sistema que as empresas, assim que solicitam o envio das mercadorias, ficam sabendo exatamente o dia e a janela de horário em que o caminhão pode acessar a triagem.

Da mesma forma, as equipes que fazem o receptivo se programam e se preparam para atuar com a maior agilidade possível. Foi o que aconteceu nas últimas horas, com o aumento de pessoal para a classificação dos produtos.

Uma vez ordenado o cronograma de entrada no Pátio de Triagem, também é possível controlar a destinação dos veículos para os terminais exportadores, evitando filas e minimizando os impactos no trânsito na região portuária.

O benefício do Carga Online é mútuo. Além de garantir a fluidez do tráfego, o motorista não corre o risco de ficar ocioso, perdendo tempo em fila e impedido de realizar outros fretes.

“Mesmo com esse recorde, a operação ocorreu dentro dos parâmetros de controle, mantendo o rigor na verificação da qualidade das cargas recebidas. Isso reforça o compromisso com o padrão de excelência do Porto de Paranaguá”, aponta o coordenador do Pátio de Triagem, Bruno Guimarães.

Alto volume de cargas

De acordo com a diretoria de operações portuárias, o Porto de Paranaguá está vivenciando um período de alta demanda nas exportações. Diante disso, as equipes estão focadas em todas as frentes para atender os operadores que atuam no corredor de exportação com a maior eficiência possível.

Confira abaixo um histórico da movimentação de contêineres no Porto de Paranaguá a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Movimentação de contêineres via Porto de Paranaguá | Jan 2022 – Maio 2025 | TEU

Nos últimos dias, praticamente todos os berços do cais de Paranaguá estão ocupados por grandes embarcações, chegando a ter até 20 navios atracados, incluindo o terminal de líquidos.

A expectativa é de que a Portos do Paraná novamente supere o volume de movimentação de cargas. Em 2024, a empresa atingiu 66,7 milhões de toneladas. Para este ano, a estimativa é chegar a 70 milhões. Somente no primeiro semestre de 2025, os portos de Paranaguá e Antonina chegaram a 34,2 milhões de toneladas de cargas embarcadas e desembarcadas — a maior movimentação já registrada em um único semestre.

Fonte: Portos de Paraná

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Investimento, Portos

Terminal Marítimo Luíz Fogliatto (RS) recebe R$ 93 milhões em investimentos privado

Ampliação do Terminal deve gerar mais de 10 mil empregos e reforçar competitividade logística

O Terminal Marítimo Luiz Fogliato (Termasa), na cidade de Rio Grande (RS), será ampliado com um investimento de R$ 93 milhões da iniciativa privada. As obras, que envolvem as fases de construção e operação, devem gerar mais de 10 mil empregos diretos e indiretos. A iniciativa faz parte de um pacote de R$ 4,7 bilhões, anunciado pelo ministro Silvio Costa Filho, e destinado à implantação e ampliação de nove terminais privados em seis estados brasileiros, em parceria com o setor produtivo.

Para Silvio Costa Filho, a ampliação consolida a importância do terminal para o desenvolvimento da região. “Esse investimento fortalece a infraestrutura portuária do Rio Grande do Sul, amplia a capacidade operacional da unidade e contribui diretamente para o crescimento econômico da região, com geração de emprego e renda”, ressaltou o ministro de Portos e Aeroportos.

Já o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou a importância da parceria entre setor público e privado na modernização do setor. “Investimentos como este são fundamentais para ampliar a eficiência logística do país e garantir que o Brasil continue competitivo no comércio global, além de gerar oportunidades reais de emprego e desenvolvimento regional.”

Portos privados em crescimento
Em 2024, os portos privados brasileiros movimentaram 846,9 milhões de toneladas de cargas, impulsionados principalmente pelo minério de ferro, petróleo e derivados, além dos grãos, com destaque para a soja. Entre janeiro e maio de 2025, a movimentação alcançou 341,4 milhões de toneladas, crescimento de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em maio deste ano, o aumento foi ainda mais expressivo, com salto de 8% na movimentação, totalizando 76,1 milhões de toneladas ante 70,4 milhões em maio de 2024. O minério de ferro, petróleo, derivados e soja permanecem como os principais vetores desse avanço.

Fonte: Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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