Portos

Porto de SC tem movimentação de mais de 500 mil contêineres no ano

Resultado supera desempenho do ano passado, no mesmo período

O Porto Itapoá ultrapassou a marca de 500 mil contêineres movimentados no ano, em dados até o final de julho. Somente no mês passado, foram 73 mil unidades, na segunda maior movimentação mensal. O desempenho deste ano supera em 33% o resultado do mesmo período do ano passado, em índice acima da média nacional do setor. Em operação desde 2011, o Porto Itapoá é um terminal de uso privado (TUP). A cidade terá outro TUP, a ser instalado pela Coamo Agroindustrial Cooperativa, empreendimento em fase de licenciamento.

O resultado de 2025 aponta movimentação acima de 2,3 mil contêineres por dia, em média, pelo Porto Itapoá. No total, foram 501,6 mil contêineres. São em torno de 60 navios operados por mês, levando em conta o resultado de julho – são 17% a mais na comparação com o mesmo período do ano passado. No mês passado, houve recorde na movimentação dos gates do porto, com mais de 57 mil transações.

Na avaliação do CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, os resultados demonstram a consolidação do terminal em eficiência e inovação. “Temos investido constantemente em infraestrutura e tecnologia, mas, acima de tudo, em pessoas. O desempenho que alcançamos é fruto de um trabalho conjunto de excelência operacional, atenção ao cliente e foco em soluções logísticas inteligentes”, afirmou Arten.

Fonte: NSC Total

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Portos

Porto do Itaqui atinge melhor mês da sua história

Foram 3,76 milhões de toneladas movimentadas e 112 navios atracados

O Porto do Itaqui, no Maranhão, alcançou mais uma conquista em julho de 2025, registrando a maior movimentação mensal de sua história: 3,76 milhões de toneladas. Além disso, o mês também atingiu outro marco inédito: o maior número de atracações já atendidas em um único mês, com 112 navios. No acumulado do ano, o Itaqui já soma mais de 21 milhões de toneladas movimentadas.  

Uma das motivações que justifica o alto desempenho é a intensificação das operações Ship-to-Ship (StS), principalmente após o início desse tipo de operação no berço 108. “A STS movimentou cerca de 415 mil toneladas, o dobro do planejado para o mês e o dobro do volume registrado em julho de 2024. Só em julho deste ano, foram 11 navios atendidos a contrabordo, representando um terço do total de 2025 até agora e 65% de todo o ano anterior”, destacou o gerente de logística do Itaqui, Gervásio Reis.  

No acumulado de janeiro a julho, o porto ultrapassou a marca de 21 milhões de toneladas, totalizando 21,042 milhões. O crescimento foi registrado em todos os segmentos: granéis sólidos (+8%), granéis líquidos (+11%) e carga geral (+3%). Entre os produtos com maior destaque no ano estão: soja (+7%), fertilizantes (+25%), cobre (+12%), derivados de petróleo para o mercado interno (+6%), transbordo de derivados de petróleo (+19%), sebo bovino (+34%), celulose (+2%) e trilhos (+69%).

“São resultados que reforçam o impacto positivo dos investimentos realizados pelo Porto do Itaqui em relação à ampliação da capacidade operacional, à melhoria contínua dos processos e ao fortalecimento da infraestrutura portuária para atender à crescente demanda do setor logístico no Maranhão e no Brasil”, explicou a presidente em exercício do Porto do Itaqui, Isa Mary Mendonça. 

A movimentação de celulose também se destacou, com crescimento de 13% em relação ao planejado e 46% em comparação a julho de 2024. Com operações cada vez mais eficientes e diversificadas, o porto reafirma seu papel como o maior porto público do Arco Norte e um dos principais corredores de exportação e importação do Brasil, contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico da região.

Fonte: Modais em Foco

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Aeroportos, ANVISA, Portos

Publicada instrução normativa para medidas de saúde em portos e aeroportos

Instrumento permite atualizar as medidas tão logo o Ministério da Saúde indique sua aplicação e seja verificada sua pertinência técnica para o setor.

Foi aprovada na 11ª Reunião Ordinária Pública da Diretoria Colegiada (Dicol), realizada na última segunda-feira (28/7), a Instrução Normativa Anvisa – IN 389, de 29 de julho de 2025, que dispõe sobre as medidas de saúde temporárias a serem adotadas por portos e aeroportos frente ao atual cenário epidemiológico. A norma é resultado do Relatório de Análise de Impacto Regulatório sobre o controle sanitário de viajantes em portos, aeroportos e passagens de fronteira, sendo um instrumento regulatório que complementa a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 932/2024 e que requer atualização regular.

De acordo com o diretor Daniel Pereira, relator da matéria, “a aprovação de uma instrução normativa de atualização periódica com medidas de saúde temporárias para portos e aeroportos é um legado da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) relacionada à Covid-19, quando foram necessárias diferentes resoluções requerendo exames, máscaras faciais e outras medidas para reduzir a transmissão da doença em portos e aeroportos. Agora a Agência implementa um instrumento ágil, que permite atualizar essas medidas tão logo o Ministério da Saúde indique sua aplicação e seja verificada sua pertinência técnica para o setor.” A IN busca ativar previsões já dispostas na RDC 932/2024 e que o setor deve desenvolver em planos de contingência locais.

O cenário epidemiológico é atualizado regularmente, com base em diretrizes do Comitê de Monitoramento de Eventos de Saúde Pública (CME) do Ministério da Saúde, dos Centros de Operação de Emergência em Saúde (COEs) ativos, bem como em orientações técnicas e normativas emitidas pelo Ministério da Saúde. Os dados da análise técnica sobre as diferentes doenças e síndromes relacionadas à vigilância epidemiológica em portos e aeroportos são atualizados no link https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/paf/vigilancia-epidemiologica/alertas-epidemiologicos.

A partir de agora, aquelas doenças e agravos que se configurem em ESPII, Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) ou Evento de Saúde Pública (ESP) com medidas de saúde para portos e aeroportos indicarão a atualização da IN.

Esta primeira IN traz em seu anexo a lista de doenças que atualmente representam uma ESPII, (poliomielite e Mpox), indicando que não há no momento medidas de saúde relacionadas a viajantes ou meios de transporte para essas doenças. Também indica medidas de divulgação de materiais informativos para Mpox, banners nas áreas de desembarque internacional de portos e aeroportos, e em relação ao sarampo, aviso sonoro a bordo de aeronaves, conforme arte e texto disponíveis em https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/paf/vigilancia-epidemiologica/materiais-informativos.

Ações nas fronteiras

A RDC 932/2024 reforçou o papel da Anvisa na fronteiras e, diante do atual surto de sarampo na Bolívia, a Coordenação de Vigilância Sanitária de Portos, Aeroportos e Fronteiras do Acre (CVPAF/AC) tem apoiado as ações de vigilância e a ampliação da cobertura vacinal nas passagens de fronteira de Epitaciolândia e Assis Brasil, reforçando o chamado para que a população atualize a carteira de vacinação e contribua para evitar a reintrodução da doença no estado e no país. 

Fonte: ANVISA

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Aeroportos, Portos

Portos e aeroportos terão de expor materiais informativos sobre mpox

Em aeronaves é obrigatório aviso sonoro sobre sarampo

Portos e aeroportos deverão expor materiais informativos sobre sintomas e medidas de prevenção à mpox. Os cartazes deverão ser colocados nas áreas de desembarque internacional, enquanto durar a Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional para a doença.

Da mesma forma, as empresas aéreas deverão emitir um aviso sonoro sobre o sarampo a bordo das aeronaves, enquanto durar o processo de eliminação da doença no Brasil.

Em voos internacionais, a mensagem com orientações sobre a doença deve ser anunciada também em espanhol e inglês. A doença está declarada como um Evento de Saúde Pública no Brasil.

As medidas foram determinadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e fazem parte da nova instrução normativa do órgão, que trata das ações temporárias de saúde a serem adotadas em portos, aeroportos e por operadores de meios de transporte, diante do cenário epidemiológico no país.

O documento foi aprovado pela diretora colegiada da Anvisa na última segunda-feira (28/07).

Os materiais informativos e medidas de saúde serão adotados para as doenças declaradas como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN) e Evento de Saúde Pública (ESP).

Para mpox e sarampo são necessárias apenas as medidas de divulgação dos materiais informativos, não havendo nenhuma recomendação de medidas de saúde específica relacionadas a viajantes ou meios de transporte.

Além das duas doenças, a poliomielite também está na lista de Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, mas nenhuma medida de saúde ou material informativo precisa ser adotado.

A instrução normativa é atualizada periodicamente com base nos alertas epidemiológicos de eventos nacionais e internacionais de saúde pública. Já o cenário epidemiológico é atualizado regularmente, com base em diretrizes do Comitê de Monitoramento de Eventos de Saúde Pública (CME) do Ministério da Saúde, dos Centros de Operação de Emergência em Saúde (COEs) ativos, bem como em orientações técnicas e normativas emitidas pelo Ministério da Saúde.

De acordo com a Anvisa, a aprovação da norma é um legado da pandemia de covid-19, quando foram necessárias diferentes resoluções requerendo exames, máscaras faciais e outras medidas para reduzir a transmissão da doença em portos e aeroportos.

“Agora a Agência implementa um instrumento ágil, que permite atualizar essas medidas tão logo o Ministério da Saúde indique sua aplicação e seja verificada sua pertinência técnica para o setor.”

Doenças

A mpox é causada pelo vírus Monkeypox e pode se espalhar entre pessoas e, ocasionalmente, do ambiente para pessoas, por meio de objetos e superfícies que foram tocados por um paciente infectado.

Seu sintoma mais comum é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O alerta vigente para mpox está relacionado à nova cepa 1b do vírus que está circulando na África foi identificada no Brasil em março.

Já o sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, causada pelo paramixovírus que é transmitido pelo ar de forma direta, por meio de secreções expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar, e pode permanecer em ambientes por duas horas.

A infecção pode levar a complicações sérias, como otite média, pneumonia, infertilidade em indivíduos do sexo masculino e encefalite. O alerta em vigor foi emitido após novos casos e surtos de sarampo de circulação internacional e de casos isolados no Brasil identificados mesmo após a certificação de eliminação da doença no país.

A poliomielite também é causada por um vírus que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes e, em casos graves, é capaz de invadir o sistema nervoso central e causar paralisia nos membros inferiores.

A Organização Mundial da Saúde avalia que ainda há o risco de propagação internacional do poliovírus.

As vacinas contra a poliomielite e contra o sarampo estão disponíveis na rede pública de saúde.

Já para a mpox, em 2023, durante a primeira emergência global, a Anvisa autorizou o uso emergencial da vacina Jynneos, para um público específico.

O desenvolvimento de um imunizante nacional é prioridade da Rede Vírus, comitê de especialistas em virologia criado para o desenvolvimento de diagnósticos, tratamentos, vacinas e produção de conteúdo sobre vírus emergentes no Brasil.

Fonte: Agência Brasil

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Portos

Porto de Santos se prepara para navios gigantes com obras para ampliar a profundidade do canal

Autoridade Portuária de Santos publicou um edital de dragagem para aprofundar canal do cais santista de 15 para 16 metros. A obra terá prazo de cinco anos após a assinatura do contrato.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) abriu licitação para contratar uma empresa ou consórcio de empresas para fazer a dragagem de aprofundamento do canal de navegação do porto, dos atuais 15 para 16 metros. O objetivo é ampliar a capacidade do complexo portuário, adequando a infraestrutura para receber navios de maior porte.

O edital foi publicado na quarta-feira (23), no Diário Oficial da União, e os interessados poderão participar da concorrência conforme os termos do edital. A abertura das propostas está marcada para o dia 26 de setembro.

A empresa vencedora será a que fizer a proposta com o menor valor para a execução da dragagem, que terá prazo de 60 meses (5 anos), a partir da assinatura da ordem de serviço.

O aprofundamento do canal está previsto para ocorrer ao longo dos 24,6 quilômetros de extensão do canal do porto. A última obra semelhante, que permitiu o canal chegar aos 15 metros de profundidade aconteceu há 13 anos.

Margem de segurança: dragagem de 16,30 a 16,70

Apesar da profundidade projetada de 16 metros, o edital prevê dragagem até 16,30 m, com tolerância que pode alcançar 16,70 m em trechos pontuais. Essa margem extra é comum e garante segurança à navegação diante de variações do leito e restrições operacionais.

Regime de contratação integrada

A modalidade permite à APS pública contratar uma única empresa ou consórcio para realizar todas as etapas de uma obra. O que, no caso da dragagem, contempla: licenciamento ambiental, elaboração dos projetos básico e executivo, execução da dragagem e serviços complementares.

O contrato também prevê que a empresa atue para manter a profundidade do canal em 16 metros por dois anos após a conclusão das obras.

Classe de navios

Futuro: 17 metros de profundidade

A APS informou que a dragagem para 16 metros é um passo inicial. Em futuras concessões, há previsão de novos investimentos que podem levar o canal a atingir 17 metros, ampliando ainda mais o potencial logístico do Porto de Santos.

Fonte: G1

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Portos

Porto de Itajaí fatura R$ 100 milhões no 1º semestre

Resultado histórico marca nova fase da gestão federal e impulsiona a economia de Santa Catarina

O Porto de Itajaí alcançou um feito inédito em sua trajetória: R$ 100 milhões em faturamento no primeiro semestre de 2025. O resultado, registrado entre janeiro e julho, coincide com o período em que o Governo Federal reassumiu a administração da estrutura, marcando uma nova etapa para o setor portuário catarinense.

De acordo com a superintendência, o desempenho financeiro reflete uma gestão eficiente, aliada ao planejamento estratégico e ao comprometimento das equipes. A movimentação de cargas segue em ritmo estável, consolidando Itajaí como um dos pilares da logística nacional e referência na economia do Sul do país.

“O faturamento recorde não é só um número — representa geração de empregos, aumento da arrecadação municipal e novas oportunidades para a população”, destacou o superintendente João Paulo Tavares Bastos. Para ele, o porto vive uma fase promissora que já impacta positivamente o desenvolvimento da cidade e de Santa Catarina.

A marca reforça a importância do Porto de Itajaí como ativo estratégico do estado, com efeitos diretos sobre a arrecadação de ISS, o dinamismo dos setores produtivos locais e a competitividade da região em mercados nacionais e internacionais.

Fonte: SC Todo Dia

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Portos

Megaterminal de Santos atrai gigantes globais com interesse de dez países

Leilão bilionário do porto de Santos gera embate por concorrência

O Jornal Portuário, teve acesso a nomes de algumas empresas. Entre elas estão a brasileira CPN, que atua no setor portuário nacional, e a TCP, operadora do terminal de Paranaguá controlada pela chinesa China Merchants Port.

O leilão do Tecon Santos 10, futuro terminal de contêineres no porto de Santos (SP), atraiu a atenção de mais de dez companhias internacionais de países como China, Japão, Alemanha, Coreia do Sul e Filipinas. Considerado o maior certame portuário da história do Brasil, o projeto promete ampliar significativamente a capacidade de movimentação de cargas no país.

Empresas de peso, como a PSA de Singapura, a americana Hudson Ports, a chinesa Cosco (que pode formar consórcio com as estatais China Merchants Ports e China Communications Construction Company), a japonesa ONE, a alemã Hapag-Lloyd, a filipina ICTSI e a sul-coreana HMM, já manifestaram interesse.

Há rumores de que a brasileira JBS, em parceria com uma multinacional, também possa entrar na disputa. Além disso, companhias como a brasileira CPN e a TCP, do terminal de Paranaguá, controlada pela China Merchants Port, estão entre os nomes cotados.

O terminal, localizado estrategicamente próximo à BTP (controlada pela MSC), será multipropósito, com capacidade para movimentar 3,5 milhões de TEUs por ano, um aumento de mais de 50% na capacidade atual do porto. O projeto prevê investimentos de R$ 5,6 bilhões nos primeiros 25 anos de concessão, gerando cerca de 3.300 empregos diretos.

A Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) estruturou o leilão em duas fases para evitar concentração de mercado. Na primeira etapa, apenas empresas que ainda não operam em Santos podem concorrer. Caso não haja propostas viáveis, uma segunda fase permitirá a participação de companhias como MSC, CMA CGM e DP World, desde que abram mão do controle de seus terminais atuais no porto. A agência defende que o modelo promove concorrência e equilíbrio, mas a decisão gerou controvérsias.

A Maersk, por exemplo, entrou com um mandado de segurança na Justiça Federal para contestar as restrições, mas teve a liminar negada. O Tribunal de Contas da União (TCU) analisa a modelagem do leilão e já expressou preocupação com o risco de monopólio. Durante consulta pública, foram recebidas 513 contribuições, sendo 53 sobre questões de concorrência.

O governo de São Paulo, liderado por Tarcísio de Freitas, defende um leilão em fase única, enquanto o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apoia o modelo da Antaq. Críticas do setor apontam para um debate “enviesado”, e há tensões políticas e diplomáticas, já que empresas da China e da Europa disputam influência no porto.

Fonte: Jornal Portuário

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Inovação, Portos

PORTO DE ITAJAÍ E SEBRAE ESTUDAM PROJETO PARA FOMENTAR A INOVAÇÃO

O Porto de Itajaí e o Sebrae pretendem formalizar uma parceria inédita para impulsionar a inovação no setor portuário e conectar empresas catarinenses às novas demandas tecnológicas. A iniciativa prevê a capacitação de empreendedores, o estímulo à adoção de soluções inovadoras e o fortalecimento da cadeia logística e produtiva por meio do conceito de portos inteligentes.
A proposta foi tema de uma reunião entre o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, a gerente regional do Sebrae no Vale do Itajaí, Juliana Bernardi Dall’antonia, e técnicos das duas instituições.

Segundo o superintendente João Paulo Tavares Bastos, o objetivo é modernizar o Porto com apoio técnico especializado. “Estamos muito felizes com esta união. O Sebrae é sinônimo de profissionalismo e inovação, e trará um salto de qualidade para o processo de transformação digital do Porto de Itajaí”, destacou.

A parceria faz parte do planejamento estratégico da Superintendência para os próximos anos, com foco na adoção do modelo Smart Ports — que envolve a digitalização de processos, o uso de inteligência artificial, automação e a integração de dados em toda a cadeia portuária.

A gerente regional do Sebrae, Juliana Bernardi Dall’antonia, reforçou a importância da iniciativa para a economia regional. “O Porto de Itajaí é um agente fundamental no ecossistema da inovação. Vamos promover ações para conectá-lo a startups, universidades, centros de pesquisa e pequenas empresas, criando um ambiente fértil para o desenvolvimento de soluções tecnológicas”, afirmou.
A parceria prevê a realização de oficinas, mentorias, capacitações e projetos colaborativos voltados à inovação aberta, com foco em aumentar a competitividade, a eficiência e a sustentabilidade das operações portuárias.

Fonte: Porto de Itajaí

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Exportação, Portos

Exportadores de café perdem R$ 1 bi com atrasos em portos brasileiros

Mais de 450 mil sacas deixaram de ser embarcadas em junho; o setor cobra ações emergenciais para melhorar a infraestrutura

Os exportadores de café do Brasil enfrentam crescente dificuldade para consolidar seus embarques nos portos nacionais. Em junho de 2025, mais de 453 mil sacas de 60 kg –equivalentes a 1.375 contêineres– não foram exportadas pelo esgotamento da infraestrutura portuária do país. Os dados são de levantamento do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

O impacto financeiro é expressivo. O país deixou de arrecadar R$ 1,022 bilhão em receita cambial no mês, considerando o preço médio FOB (Free on Board, o valor da mercadoria no porto de embarque, sem incluir frete internacional, seguro ou custos no país de destino) de exportação de US$ 405,81 por saca e a cotação média do dólar a R$ 5,5465.

Além disso, os exportadores acumularam prejuízo de R$ 3 milhões em custos extras com:

  • armazenagem adicional;
  • detentions (multas pela permanência prolongada de contêineres após o prazo acordado);
  • pré-stacking (necessidade de posicionar os contêineres com antecedência no terminal antes do embarque);
  • antecipação de gates (entrada antecipada dos contêineres no porto para tentar garantir espaço nos navios).

Desde junho de 2024, quando o Cecafé iniciou o monitoramento, os gastos imprevistos com atrasos e alterações nas escalas dos navios somam R$ 78,9 milhões.

Segundo Eduardo Heron, diretor técnico da entidade, o cenário tende a se agravar com a chegada da nova safra, especialmente do café canéfora (conilon e robusta), e, em seguida, da variedade arábica.

“Esse cenário tende a se agravar, pois a principal movimentação de exportação de café se dá agora neste 2º semestre, com a chegada dos cafés novos, incluindo a espécie arábica”, afirmou.

INVESTIMENTOS E STS-10

Heron defende medidas emergenciais dos setores público e privado, como aceleração dos leilões de terminais, ampliação de pátios e berços, investimento em ferrovias e hidrovias e a criação de indicadores logísticos para acompanhar a evolução da demanda.

“O governo anunciou uma série de investimentos, que, sem dúvida, são positivos, mas que demandarão, em condições normais, pelo menos 5 anos para serem concluídos. O problema é que precisamos de ações emergenciais, que possibilitem melhorias imediatas ou, no máximo, no curto prazo, pois os setores do agronegócio que demandam contêineres seguem evoluindo e demandando cada vez mais estrutura dos portos”, afirmou.

Heron citou ainda preocupação com o leilão do megaterminal STS-10, no Porto de Santos (SP), diante da limitação de participação de interessados.

Para ele, a restrição carece de justificativa técnica ou legal e contraria a Nota Técnica nº 51 da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), que recomenda um modelo mais competitivo para evitar concentração de mercado e judicialização do processo.

PANORAMA DOS ATRASOS

Em junho, 49% das 306 embarcações nos principais portos do país registraram atrasos ou alterações de escala, segundo o Boletim Detention Zero, elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé.

No Porto de Santos (SP), responsável por 80% das exportações de café no 1º semestre, o índice foi ainda maior: 59% dos navios sofreram atrasos. Das 161 embarcações previstas, 95 enfrentaram alterações nas escalas. O maior tempo de espera registrado no terminal santista foi de 37 dias.

Sobre os prazos de gate aberto para embarques em Santos:

  • 7% dos procedimentos ultrapassaram 4 dias;
  • 60% duraram de 3 a 4 dias;
  • 33% foram concluídos em menos de 2 dias.

No complexo portuário do Rio de Janeiro, segundo maior exportador de café do país (15,7% do total no semestre), 57% dos navios previstos sofreram atrasos em junho. Foram 34 de um total de 60 embarcações. O maior intervalo entre o 1º e o último deadline foi de 20 dias.

No 1º semestre, os portos fluminenses registraram:

  • 43% dos embarques com mais de 4 dias de gate aberto;
  • 37% de 3 a 4 dias;
  • 21% com menos de 2 dias.

Fonte: Poder 360

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Portos

São Francisco do Sul é um dos três portos públicos do país a obter a Certificação ISO 9001 e 14001

O Porto de São Francisco do Sul atende a todos os requisitos estabelecidos para a Certificação ISO 9001 (Gestão da Qualidade) e 14001 (Gestão Ambiental). A conclusão é da empresa ONC Certificação, que realizou uma auditoria completa nos diferentes setores do terminal portuário neste mês de julho.

“A avaliação dos processos e operações do Porto de São Francisco do Sul demonstrou aderência aos objetivos institucionais e estratégicos da organização, refletindo um alinhamento consistente com os requisitos das normas ISO”, concluiu a auditora Sandra Mariano, ao conceder a recertificação.

O Porto conquistou as certificações ISO em 2022, o que possibilitou o ingresso no seleto grupo dos três portos públicos certificados – os outros são o Porto do Itaqui (MA) e o Porto de Suape (PE). Nos dois anos seguintes, após auditorias externas, foram renovadas as manutenções.

Agora, em julho, foram auditados, novamente, todos os requisitos das certificações ISO. “As duas manutenções de 2023 e 2024 se caracterizaram por ser auditorias mais pontuais. Já neste ano, é como se tivesse sido realizado um novo processo de certificação”, explica a gerente de Planejamento, Suellen Jovita, responsável por toda a gestão de qualidade do Porto, junto com a servidora Danielle Maçaneiro.

De acordo com o relatório da auditoria externa, as “áreas operacionais, técnicas e administrativas foram avaliadas quanto a sua capacidade de atendimento de forma eficaz às exigências legais, contratuais, socioambientais e comerciais”.

“Esta certificação é mais um reconhecimento ao trabalho realizado por gestores e colaboradores do Porto de São Francisco, que vem realizando o trabalho com excelência e comprometimento”, destaca o secretário estadual de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

Para o presidente do Porto, Cleverton Vieira, a recertificação demonstra o compromisso com a continuidade da qualidade dos processos internos e externos. ““Nossa missão como empresa que administra o Porto é prestar um serviço de qualidade aos nossos usuários, pautado em práticas eficientes e sustentáveis”.

De acordo com Vieira, com a recertificação do Sistema de Gestão Integrado “estamos consolidando um modelo diferenciado de governança, alinhado ao que há de mais moderno em termos de gestão pública, de acordo com as diretrizes repassadas pelo governador Jorginho Mello”.

A auditoria externa da Empresa ONC Certificação atesta que “o escopo atual, descrito como ‘disponibilização de infraestrutura de navegação, acostagem, entrega e armazenamento de mercadorias destinadas ou de transporte aquaviário’, é suficiente para incorporar os processos críticos e especializações de controle às operações portuárias, inclusive com foco na sustentabilidade e desempenho ambiental”.

A auditoria conclui, portanto, que o escopo de atuação do Porto de São Francisco do Sul “está claramente definido e estruturado para suportar as operações atuais e a evolução futura de suas atividades, mantendo o compromisso com a melhoria contínua, o atendimento aos requisitos normativos e o alinhamento às melhores práticas de governança, sustentabilidade e manutenção de contas do setor público e logístico-portuário”.

Dados gerais do Porto:

  • Maior porto em movimentação de carga de Santa Catarina.
  • Entre os 10 maiores portos públicos do Brasil em movimentação de carga geral.
  • Dois recordes históricos seguidos em movimentação de produtos: 2023 (16,8 milhões de toneladas) e 2024 (17 milhões de toneladas).
  • Em 2024, recebeu três prêmios do Ministério dos Porto: pelo aumento da movimentação de cargas e pelos bons índices de gestão.
  • Responsável por 50% de todo o aço importado pelo Brasil e por 80% da soja exportada por SC.

Fonte: OCP News

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