Portos

Porto de Açu quer expandir atuação e planeja terminal exclusivo de grãos até 2028

O Porto de Açu, no Rio de Janeiro, conhecido como maior exportador de petróleo e gás do Brasil, quer começar uma nova fase de olho no agronegócio, aumentando a participação no embarque de fertilizantes e grãos.

Inaugurado em 2015 e atuando no agro desde 2020, em 2024 o porto transportou cerca de 550 mil toneladas de grãos, incluindo soja, milho, café e trigo. A expectativa para 2025 é atingir 1 milhão de toneladas.

Para isso, o porto está com uma estratégia que envolve um acordo de intenções com o governo de Goiás e a inauguração de um terminal exclusivo para grãos até 2028. Com investimento de R$ 500 milhões, a expectativa é que ele movimente 1,8 milhão de toneladas no primeiro ano e tenha potencial para atingir 3 milhões de toneladas usando apenas o modal rodoviário.

O diretor comercial e de terminais do Porto de Açu, João Braz, falou com a reportagem sobre as estratégias do porto para ganhar terreno no agronegócio.

Tudo começou com os fertilizantes
Inicialmente, a estratégia do Porto focou na importação de fertilizantes, buscando ser uma alternativa ao Porto de Vitória, que historicamente sofre com longas filas de navios e custos de demurrage, que se refere às taxas cobradas pelo atraso na devolução de contêineres após o período de tempo livre estabelecido no contrato de transporte marítimo. O Açu se posicionou como uma solução para esses períodos de gargalo.

“Para viabilizar o frete rodoviário dos fertilizantes, que se tornava muito oneroso se fosse apenas importação, buscamos a exportação de grãos como contrapartida. O grão é o produto que melhor ‘casa’ com o fertilizante para otimizar os custos logísticos”, afirmou Braz.

Atualmente todas as saídas de grãos e de fertilizantes do porto partem do chamado TMult.

Foco em milho GMO Free
Um dos principais produtos exportados no porto é o milho GMO-Free, que não é geneticamente modificado e feito para consumo humano, utilizado na produção de cereais matinais, por exemplo. Braz explica que Açu se destaca nessa movimentação porque ele não pode ter contato com outros milhos.

“Esse milho não é geneticamente modificado, então ele é movimentado no porto porque exige uma separação. Ele não vai tocar na ferrovia, por exemplo, porque não pode ter risco de contaminação com outro milho. Ele precisa ser movimentado via rodovias mesmo”, explicou, reforçando que esse milho vem 100% de Goiás.

Confira os produtos do agro mais transportados pelo porto de 2023 até agora (em toneladas)

Soja – 242.939
Milho – 134.037
Trigo – 32.546
Café- 15.549

O terminal tem capacidade para receber os navios Panamax, que são embarcações de 60.000 toneladas, e são considerados o lote padrão para a movimentação de soja. Em 2023, o TMult movimentou 2,1 milhões de toneladas, um aumento de 33% em relação ao mesmo período em 2022.

Expectativa pela ferrovia
O projeto da ferrovia EF 118, que vai ligar Vitória (ES) ao Rio de Janeiro (RJ) é a grande aposta de Açu para se consolidar no transporte de grãos. O projeto da ferrovia está na fase final de estudo. O estudo de engenharia foi entregue à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no final de julho.

A expectativa é que a ferrovia esteja em pleno funcionamento até 2033. Com isso, Braz conta que Açu pode atingir o volume de 8 milhões de toneladas de grãos por ano.

“A meta é que o agronegócio atinja entre 8 a 9 milhões de toneladas de movimentação no porto em 10 anos”, encerrou.

Porto é projeto ‘faraônico’ de Eike Batista
O Porto do Açu, localizado em São João da Barra, no norte do estado do Rio de Janeiro, foi concebido pelo empresário Eike Batista em 2007. Inicialmente, o projeto era ambicioso, visando o maior porto do país, o maior estaleiro das Américas e um polo industrial. Atualmente, ele é o maior complexo portuário industrial da América Latina, abrigando 28 empresas e 11 terminais de classe mundial.

As obras foram iniciadas em novembro de 2007, e as operações portuárias começaram em outubro de 2014, com o primeiro carregamento de minério de ferro. O custo total da obra até a entrada em operação foi de R$ 9 bilhões, superando a previsão inicial em R$ 1,4 bilhão e com um atraso de quatro anos em relação ao cronograma original.

O controle do porto foi assumido pela gestora americana EIG em dezembro de 2013, que fez um aporte de R$ 1,1 bilhão e obteve 53% da então LLX, rebatizada para Prumo Logística. Atualmente, a Prumo Logística Global S.A. é controlada pela EIG Management Company LLC (80,2%) e pelo fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala Development Company (6,9%).

Fonte: Isto é Dinheiro

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Comércio Exterior, Portos

Santos Brasil movimenta 135 mil contêineres no Tecon Santos em julho e bate novo recorde histórico

A Santos Brasil registrou em julho mais um marco histórico: 135 mil contêineres movimentados no Tecon Santos, o maior volume já alcançado em um único mês por um terminal de contêineres em toda a América do Sul. O número supera o recorde anterior, de junho, quando o terminal localizado no Porto de Santos operou 129.282 mil unidades. Também no mês passado, o Tecon realizou a maior operação portuária da história no País em uma única escala de navio, com 7.996 movimentos.

As sucessivas quebras de recorde corroboram os investimentos contínuos da Companhia na modernização e expansão do Tecon Santos — maior terminal de contêineres da América do Sul e um dos mais eficientes da América Latina. Entre 2019 e 2031, a empresa destinará cerca de R$ 2,6 bilhões ao Tecon Santos, dos quais R$ 1,6 bilhão já investido até maio de 2025. Dentre os investimentos de destaque estão o aprofundamento do cais e sua ampliação em 220 metros, totalizando 1.510 metros e tornando o terminal o único da América do Sul capaz de receber simultaneamente até três navios New Panamax, de 366 metros, além de um navio no TEV (Terminal de Veículos), que tem 310 metros de cais.

Atualmente, o foco dos investimentos está na ampliação do pátio, que já elevou a capacidade de 2,4 milhões para 2,7 milhões de TEUs/ano com a demolição de um prédio administrativo em 2024, entre outras medidas. Até o fim deste ano, a demolição de um segundo prédio permitirá ao terminal alcançar 3 milhões de TEUs/ano em 2026. TEU é a unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés.

Nos próximos seis anos, a Companhia seguirá investindo em equipamentos, otimização de fluxos operacionais, sistemas, descarbonização e tecnologia. No início de 2026, o terminal receberá oito novos RTGs (guindastes de pátio) elétricos e dois portêineres (guindastes de cais) de operação remota, ampliando a inovação iniciada, pioneiramente no País, com os oito RTGs elétricos já em operação. Até 2031, os 39 RTGs movidos a diesel serão substituídos por modelos elétricos, evitando a emissão de 713 toneladas de CO2 por mês e resultando em uma redução de 97% nas emissões desses equipamentos no terminal.

Para Bruno Stupello, diretor de Operações de Terminais Portuários da Santos Brasil, os resultados refletem os investimentos em infraestrutura, processos e pessoas. “Temos uma equipe diferenciada, comprometida e um terminal de ponta. Tudo para que exportadores, importadores e armadores tenham assegurados o espaço para suas cargas, com um elevado nível de serviço, que é marca da Santos Brasil”, diz.

No primeiro semestre de 2025, o Tecon Santos movimentou 1.223.426 de TEUs, alta de 12,7% sobre o mesmo período de 2024 e desempenho acima do próprio Porto de Santos, que somou 2,8 milhões de TEUs no semestre (+7,8% comparado com os primeiros seis meses do ano anterior). Já o market share do terminal no porto santista neste semestre foi de 43%, contra 41% no mesmo período de 2024.

Fonte: Datamar News

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Portos

Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu ampliará em 30% a capacidade de operação

Com um investimento de R$ 500 milhões, unidade movimentará até dois mil caminhões por dia

A Multilog lançou a pedra fundamental do Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu. Com um investimento de R$ 500 milhões, a unidade ampliará em 30% a capacidade de operação, com previsão de movimentar até dois mil caminhões por dia e gerar cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos.

De acordo com o presidente da Multilog, Djalma Vilela, embora a concessãopara administrar o Porto Seco de Foz do Iguaçu seja de 25 anos, podendo ser prorrogada por mais dez anos, a empresa está construindo um terminal preparado para atender a Tríplice Fronteira por um período mais longo. “Quando fizemos o plano, olhamos as demandas atuais e as futuras, inclusive o crescimento dos países vizinhos, nossos parceiros comerciais”, disse.

Segundo Vilela, na área de 550 mil m² será construído o Porto Seco tradicional. A expectativa é consolidar a região como o maior porto seco da América Latina e um dos maiores do mundo. Também está prevista a construção de um terminal de contêineres.

O NOVO PORTO SECO

As obras da nova unidade serão divididas em duas fases. Nesta primeira, serão investidos R$ 240 milhões na área de pátio destinada aos caminhões. De acordo com a empresa, a área de armazenagem e vistoria terá área coberta fechada, incluindo câmara fria, com docas exclusivas para o armazenamento de produtos que necessitam de temperaturas controladas.

A estrutura incluirá balanças de precisão, scanner e câmeras de vigilância para monitoramento interno e externo. Os acessos terão gates de entrada e saída para diferentes tipos de carga, incluindo veículos com dimensões excedentes. A identificação e pesagem de veículos será feita por sistemas automatizados. O projeto também prevê uma área de apoio para motoristas.

Fonte: Logística do Futuro

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Portos

Portonave estreia primeira empilhadeira elétrica adquirida do país

Equipamento não emite Gases de Efeito Estufa (GEE), como dióxido de carbono (CO₂), óxido de nitrogênio (NOx) ou óxido de enxofre (SOx)

Com o objetivo de manter a eficiência, impulsionar operações e contribuir para o desenvolvimento sustentável do segmento portuário, a Portonave, primeiro terminal privado de contêineres do país, iniciou as operações de uma Reach Stacker (empilhadeira para movimentação de contêineres) 100% elétrica – a primeira adquirida do Brasil. A máquina faz parte de um pacote de investimento de R$ 439 milhões de novos equipamentos, anunciado em abril deste ano pela empresa.

A aquisição foi realizada por meio do regime tributário “Reporto”, que incentiva o desenvolvimento e a modernização dos portos nacionais. Segundo o dado mais recente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), o Terminal Portuário é o mais eficiente entre todos os portos brasileiros; resultado de uma infraestrutura moderna e profissionais qualificados. O novo equipamento também oferece maior segurança e bem-estar, com recursos tecnológicos.

Integrante do plano de descarbonização da Portonave, a Reach Stacker 100% elétrica não emite, diretamente, dióxido de carbono (CO₂), gás de efeito estufa, e outros poluentes atmosféricos, como óxido de nitrogênio (NOx) e óxido de enxofre (SOx). O investimento foi de R$ 3,8 milhões, com aquisição realizada em outubro de 2024 e início das operações em julho deste ano. Entre os recursos de segurança estão câmeras 360°, sistema de detecção de obstáculos, bafômetro obrigatório para liberação do equipamento e redução significativa de ruído.

Fabricada pela Shanghai Zhenhua Heavy Industries (ZPCM), da China, a máquina possui capacidade de empilhar até seis contêineres de 45 toneladas. A bateria tem autonomia de operação por oito horas contínuas. Ao atingir 20% de bateria, o sistema alerta o operador, que dirige até a base de recarga, onde a empilhadeira é recarregada por cerca de 1 hora e 20 minutos.

Antes de iniciar as operações, a Reach Stacker passou pelo “Endurance Test”, um teste de 84h em operação contínua – com parada apenas para carregamento – sem apresentar falhas. A empilhadeira opera no depot da Iceport, câmara frigorífica, onde os contêineres reefer são armazenados – cargas com temperatura controlada.

A performance do novo equipamento será analisada para avaliar futuras aquisições e renovar a frota. Com a nova empilhadeira, a empresa passa a contar com sete Reach Stackers. Em 2022, a Portonave adquiriu a primeira Reach Stacker ecológica da América Latina e foi o primeiro terminal do Sul do Brasil a adotar um Terminal Tractor (TT) 100% elétrico. Além disso, a Companhia possui 318 placas solares.

Mais equipamentos previstos
Em breve, está previsto o início das operações de dois novos Scanners para inspeção de contêineres na Portonave. Além disso, no próximo ano, está prevista a chegada de dois guindastes Ship-to-Shore (STS) Cranes destinados a fazer o embarque e desembarque de contêineres nos navios, 14 guindastes Rubber Tyred Gantry (RTG), que realizam a movimentação no pátio. Com isso, quando a Portonave concluir a obra de adequação do cais, contará com infraestrutura preparada para atender navios de até 400 metros de comprimento.

Reporto
Criado por lei em 2004, o Reporto garante isenção de tributos federais para que empresas dos setores portuário e ferroviário possam adquirir seus equipamentos sem ter de recolher os tributos de importação, como o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), o Imposto de Importação (II), a contribuição PIS e a Cofins-Importação.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Com o objetivo de manter a eficiência, impulsionar operações e contribuir para o desenvolvimento sustentável do segmento portuário, a Portonave, primeiro terminal privado de contêineres do país, iniciou as operações de uma Reach Stacker (empilhadeira para movimentação de contêineres) 100% elétrica – a primeira adquirida do Brasil. A máquina faz parte de um pacote de investimento de R$ 439 milhões de novos equipamentos, anunciado em abril deste ano pela empresa.

A aquisição foi realizada por meio do regime tributário “Reporto”, que incentiva o desenvolvimento e a modernização dos portos nacionais. Segundo o dado mais recente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), o Terminal Portuário é o mais eficiente entre todos os portos brasileiros; resultado de uma infraestrutura moderna e profissionais qualificados. O novo equipamento também oferece maior segurança e bem-estar, com recursos tecnológicos.

Integrante do plano de descarbonização da Portonave, a Reach Stacker 100% elétrica não emite, diretamente, dióxido de carbono (CO₂), gás de efeito estufa, e outros poluentes atmosféricos, como óxido de nitrogênio (NOx) e óxido de enxofre (SOx). O investimento foi de R$ 3,8 milhões, com aquisição realizada em outubro de 2024 e início das operações em julho deste ano. Entre os recursos de segurança estão câmeras 360°, sistema de detecção de obstáculos, bafômetro obrigatório para liberação do equipamento e redução significativa de ruído.

Fabricada pela Shanghai Zhenhua Heavy Industries (ZPCM), da China, a máquina possui capacidade de empilhar até seis contêineres de 45 toneladas. A bateria tem autonomia de operação por oito horas contínuas. Ao atingir 20% de bateria, o sistema alerta o operador, que dirige até a base de recarga, onde a empilhadeira é recarregada por cerca de 1 hora e 20 minutos.

Antes de iniciar as operações, a Reach Stacker passou pelo “Endurance Test”, um teste de 84h em operação contínua – com parada apenas para carregamento – sem apresentar falhas. A empilhadeira opera no depot da Iceport, câmara frigorífica, onde os contêineres reefer são armazenados – cargas com temperatura controlada.

A performance do novo equipamento será analisada para avaliar futuras aquisições e renovar a frota. Com a nova empilhadeira, a empresa passa a contar com sete Reach Stackers. Em 2022, a Portonave adquiriu a primeira Reach Stacker ecológica da América Latina e foi o primeiro terminal do Sul do Brasil a adotar um Terminal Tractor (TT) 100% elétrico. Além disso, a Companhia possui 318 placas solares.

Mais equipamentos previstos
Em breve, está previsto o início das operações de dois novos Scanners para inspeção de contêineres na Portonave. Além disso, no próximo ano, está prevista a chegada de dois guindastes Ship-to-Shore (STS) Cranes destinados a fazer o embarque e desembarque de contêineres nos navios, 14 guindastes Rubber Tyred Gantry (RTG), que realizam a movimentação no pátio. Com isso, quando a Portonave concluir a obra de adequação do cais, contará com infraestrutura preparada para atender navios de até 400 metros de comprimento.

Reporto
Criado por lei em 2004, o Reporto garante isenção de tributos federais para que empresas dos setores portuário e ferroviário possam adquirir seus equipamentos sem ter de recolher os tributos de importação, como o Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), o Imposto de Importação (II), a contribuição PIS e a Cofins-Importação.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Portonave

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Portos

O TC2 cresce 41% em operações

A Terminal de Contêineres Dois (TC2) encerrou o primeiro semestre de 2025 com um crescimento de 41% no volume de operações, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

No total, foram movimentados 5.492 TEUs, impulsionados por um aumento nas exportações, maior frequência de serviços marítimos e mais operações por via terrestre.

Avanços em conectividade e novos serviços
Entre os destaques, a companhia marítima CMA CGM anunciou a frequência semanal do serviço Atlas, que conecta Mar del Plata ao porto de Santos (Brasil). Por sua vez, a Maersk continuará com operações regulares, consolidando a conectividade do Atlântico Sul.

A diversidade de serviços também foi ampliada com a operação de navios frigoríficos transportando carga a granel. Além disso, pela primeira vez em mais de 15 anos, a terminal operou dois navios de comércio exterior simultaneamente: o Artemis da CMA CGM (no cais 2) e o MV Prince of the Seas (no cais 3).

Melhorias em infraestrutura e eficiência
Em termos operacionais, a TC2 incorporou novos equipamentos e painéis elétricos para contêineres refrigerados, com o objetivo de alcançar 1.000 posições de conexão simultânea. Também foram realizadas obras de renovação da fiação elétrica, aumentando a eficiência e segurança no manuseio de cargas refrigeradas (reefer).

Compromisso com o desenvolvimento sustentável
Para Emilio Bustamante, referência da TC2, o desenvolvimento do porto exige uma visão integrada, baseada na colaboração público-privada, na inovação tecnológica e em uma gestão orientada ao crescimento sustentável.

“Junto com meu sócio Alberto Ovejero e toda a nossa equipe, seguimos apostando no fortalecimento do porto como um nó logístico chave que impulsione as exportações e o desenvolvimento regional”, afirmou.

Fonte: Todo Logistica News

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Portos

Lei dos Portos: federações farão proposta substitutiva em Brasília; veja os pontos apresentados

As três federações que representam trabalhadores portuários avulsos no País apresentarão à comissão especial que discute o Projeto de Lei (PL) 733/2025, de revisão da Lei dos Portos (12.815/2013), na Câmara Federal, uma proposta substitutiva às regras trabalhistas previstas. Os líderes sindicais vão propor a manutenção da exclusividade dos avulsos, com flexibilidade para contratação de pessoal não registrado no sistema do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) quando não houver trabalhador disponível.

O presidente da Federação Nacional dos Estivadores (FNE), José Adilson Pereira, explicou que a categoria se reuniu e definiu três eixos: a organização da gestão da mão de obra implementada, a negociação coletiva das relações de trabalho e a proteção social para os trabalhadores que ficam no sistema.

“Nós retomamos o processo de negociação coletiva, criamos critérios para discussão da exclusividade dos trabalhadores na hora da contratação, discutimos a regulamentação da contratação com vínculo empregatício e a criação de critérios para que seja pego o trabalhador do sistema, mas caso não tenha, a gente poder discutir essa flexibilização, o que nos deu condição para chegarmos a um bom entendimento”, explicou o sindicalista.

Aprovação
A proposta de negociação já foi aprovada pelos conselhos sindicais em plenária realizada na semana passada e os ajustes finais foram discutidos e concluídos nesta terça-feira (5) pelas federações nacionais dos Estivadores (FNE), dos Portuários (FNP) e dos Conferentes e Consertadores de Carga e Descarga, Vigias Portuários Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios, nas Atividades Portuárias (Fenccovib).

Pereira explicou que, após a aprovação, o substitutivo será apresentado ao ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ainda nesta semana. “Nós temos audiência com o ministro na quarta-feira, às 19 horas, e esperamos consolidar essa negociação”.

Após a reunião com Costa Filho, o substitutivo será oferecido à comissão especial instalada na Câmara dos Deputados em 9 de julho. O grupo do Legislativo retomará os trabalhos amanhã, após o término do recesso parlamentar.

Modificações
O PL 733/2025 propõe mudanças nas relações trabalhistas no sistema portuário brasileiro como, por exemplo, o fim da exclusividade na contratação de trabalhadores portuários avulsos e permite a criação de empresas prestadoras de serviços de recrutamento de mão de obra em concorrência ao Ogmo.

Fonte: A Tribuna

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Dragagem reforça capacidade de atracação no Porto de São Sebastião

A dragagem de manutenção foi intensificada no Porto de São Sebastião, no Litoral Norte. Os serviços, que começaram há duas semanas, estão concentrados no berço 101. O trabalho é fundamental para a continuidade e eficiência das operações portuárias.

A intervenção vai remover 57 mil metros cúbicos (m3) de sedimentos acumulados na bacia de manobra e no berço de atracação, restabelecendo a profundidade operacional mínima de 10 metros.

A dragagem é realizada pela Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), com autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Porto é vinculado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

Segundo o presidente da CDSS, Ernesto Sampaio, o início da obra representa um avanço estratégico. “Com a dragagem, ampliamos a segurança e a previsibilidade das operações, mantendo o Porto em plenas condições de atender à demanda com eficiência e responsabilidade ambiental”, afirmou.

Os sedimentos retirados serão depositados no Dique de Contenção, área interna ao Porto destinada exclusivamente para esse tipo de material. “Trata-se de uma solução sustentável, já que o local recebe apenas sedimentos de boa qualidade, sem contaminação, que podem ser reaproveitados de forma benéfica”, informa a Semil.

Outro diferencial da obra, diz a secretaria, é o monitoramento constante da fauna marinha. “Durante toda a dragagem, um profissional especializado, com apoio de drones, realiza o acompanhamento da área para detectar a presença de baleias e tartarugas. Caso algum animal se aproxime, os trabalhos são imediatamente suspensos até que o afastamento seguro seja confirmado”.

O Porto de São Sebastião possui um dos canais mais profundos do País, com até 42 metros, e é considerado estratégico para o escoamento de cargas do Litoral Norte. A dragagem de manutenção é necessária devido ao assoreamento natural causado por chuvas, ventos, correntes marítimas e movimentação de navios.

Fonte: A Tribuna

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Novo porto seco de R$ 500 milhões pode tornar município brasileiro o centro logístico mais importante do país, com capacidade para 2 mil caminhões por dia e 250 empregos diretos

Com investimento de R$ 500 milhões e capacidade para receber até 2 mil caminhões por dia, o novo Porto Seco de Foz do Iguaçu promete transformar a cidade paranaense no centro logístico mais importante do Brasil. Anunciado oficialmente no dia 4 de agosto de 2025, o projeto, liderado pela Multilog e apoiado pelo Governo do Paraná e pela Receita Federal, será o maior porto seco da América Latina e simboliza uma revolução na infraestrutura alfandegária da Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

A construção da nova estrutura não só aumentará em 30% a capacidade operacional da atual unidade como também gerará 250 empregos diretos, fortalecendo a economia local e regional. Com previsão de entrega para dezembro de 2026, a obra é considerada um marco logístico e comercial para o país.

Novo porto seco em Foz do Iguaçu: investimento e estrutura de ponta

O investimento bilionário da Multilog, uma das maiores operadoras logísticas do país, foi impulsionado pela necessidade de ampliar a capacidade de escoamento de cargas e otimizar o controle alfandegário na Tríplice Fronteira. Com área total de 550 mil metros quadrados, o novo complexo contará com:

  • 197 mil m² de pátios de manobra e estacionamento para caminhões
  • 7,2 mil m² de área coberta para armazenagem e vistoria
  • 600 m² de câmaras frias com docas exclusivas para produtos perecíveis
  • Sistemas automatizados de pesagem, identificação de veículos e acesso
  • Tecnologia de vigilância com câmeras e scanners de inspeção não invasiva

A estrutura também foi projetada com foco no conforto dos motoristas, oferecendo áreas de descanso, sanitários e espaços para permanência segura, algo raramente priorizado em grandes centros logísticos.

Foz do Iguaçu como centro logístico mais importante do Brasil

Segundo o presidente da Multilog, Djalma Vilela, o novo porto seco é três vezes maior do que a estrutura atual e “representa uma nova fronteira logística para Foz do Iguaçu”, projetada para atender não apenas à demanda brasileira, mas também para atrair parte da carga do Paraguai, que atualmente utiliza o Porto de Montevidéu (Uruguai).

Com a construção de um terminal de contêineres, Foz do Iguaçu poderá redirecionar o fluxo de mercadorias paraguaias para o Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná. Isso representa uma redução de 400 km em relação à rota tradicional até Montevidéu, aumentando a competitividade regional e consolidando a cidade como um hub logístico estratégico do Mercosul.

Porto Seco, logística e desenvolvimento regional

O projeto do Porto Seco está integrado a um amplo pacote de obras de infraestrutura promovido pelo Governo do Paraná para transformar a mobilidade na região Oeste do estado. Entre as iniciativas estão:

  • Duplicação da Rodovia das Cataratas
  • Construção da Perimetral Leste, que desvia o tráfego pesado da área urbana
  • Nova Ponte da Integração Brasil-Paraguai, já em fase final
  • Concessões rodoviárias estratégicas para atrair mais investimentos

Segundo o governador Ratinho Junior, a obra “vai trazer muito mais tranquilidade e eficiência no escoamento e na entrada de cargas no Paraná, facilitando o comércio exterior e a fiscalização na Tríplice Fronteira”.

Multilog aposta em hub logístico do Mercosul

Com atuação em 35 unidades pelo país, 2,2 milhões de metros quadrados de áreas de armazenagem e presença consolidada no Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul, a Multilog tem se posicionado como a principal operadora de recintos alfandegados do Brasil.]

A empresa detém a certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA), o que lhe permite atuar com agilidade e segurança nos principais centros logísticos industriais e aduaneiros.

Com o novo Porto Seco de Foz do Iguaçu, a Multilog dá mais um passo em seu plano de consolidação como líder na logística de fronteira e comércio exterior, mirando também o crescimento das exportações e importações no Cone Sul.

Impacto econômico: movimentação e faturamento devem dobrar

Em 2024, o Porto Seco atual de Foz do Iguaçu movimentou 8,6 milhões de toneladas de carga, gerando um faturamento de US$ 8,6 bilhões (R$ 47,4 bilhões). Com o novo terminal, a expectativa é duplicar essa capacidade, atraindo novos fluxos comerciais e dinamizando a cadeia de abastecimento da região.

O empreendimento também deve desafogar o trânsito urbano na cidade, visto que a nova estrutura está localizada fora do centro, às margens da BR-277, um dos principais corredores logísticos do Sul do Brasil.

A licença de operação para o início das obras foi concedida pelo Instituto Água e Terra (IAT), que garantiu que o processo seguiu todos os trâmites técnicos e ambientais. A construção será dividida em duas fases, com a primeira concentrando R$ 240 milhões na implantação do pátio de caminhões e área de armazenagem.

Segundo o diretor-presidente do IAT, Everton Souza, o desenvolvimento econômico precisa estar aliado ao cumprimento rigoroso das regras ambientais. O licenciamento ágil, mas técnico, foi uma das prioridades para viabilizar a obra sem atrasos.

Foz do Iguaçu no centro da nova geografia logística do Brasil

A construção do maior porto seco da América Latina em Foz do Iguaçu representa uma mudança estrutural na logística brasileira.

Com investimentos pesados, tecnologia de ponta, localização estratégica e apoio estatal, o projeto não apenas moderniza o sistema alfandegário da Tríplice Fronteira, como reposiciona Foz do Iguaçu como o epicentro logístico do Brasil e do Mercosul.

Além dos ganhos econômicos diretos, como os 250 empregos gerados e o crescimento da arrecadação, o novo Porto Seco promete transformar a cidade em um polo de comércio exterior, conectando de forma mais eficiente os fluxos logísticos entre Brasil, Paraguai, Argentina e outros mercados internacionais.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Com a saída do último navio antes do tarifaço nesta terça, o que esperar das rotas do Porto do Pecém

Atualmente, o Porto do Pecém conta com quatro rotas de longo curso de contêineres

último navio do Porto do Pecém, no Ceará, com destino aos Estados Unidos antes da entrada em vigor do tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros, parte nesta terça-feira (5). Diante dos impactos da medida na economia cearense, questiona-se se as rotas marítimas que incluem a plataforma também serão afetadas devido à possível queda nas exportações.

Augusto Fernandes, CEO da JM Negócios Aduaneiros, empresa especializada em despacho aduaneiro e frete internacional, teme que um possível impacto futuro do tarifaço seja a redução da rota.

“O fluxo de carga nos possibilita que os navios encostem aqui. Perdendo esse fluxo, como os armadores manteriam a rota para os Estados Unidos, se não há demanda? Isso custa muito para todo o ecossistema do comércio internacional; levam anos para conseguir isso”, avalia.

Contudo, o Porto do Pecém descarta a possibilidade de descontinuidade da linha. Já outra especialista avalia que ainda é prematuro considerar uma possível redução (veja análise completa abaixo).

Como estão as rotas atuais do Pecém

Atualmente, o Porto do Pecém conta com quatro rotas (serviços) de longo curso de contêineres, sendo duas para a Europa, uma para a Ásia e outra para os Estados Unidos

Chamada “Serviço Tango”, a rota para os Estados Unidos não é operada por um navio fixo e ocorre, em média, uma vez por semana, segundo o Porto do Pecém.

Os dias em que as viagens são realizadas também variam de acordo com marés e programação dos portos, entre outros fatores.

Especialista avalia que rotas devem ser mantidas após exclusão do aço 

Para Ana Rita Freitas, coordenadora do curso de Comércio Exterior da Universidade de Fortaleza (Unifor), é cedo para pensar em uma possível redução na frequência de viagens entre Estados Unidos e Porto do Pecém. “Considerando o aço, o cenário de junho continua. Considerando os porta-contêineres, os armadores estão preocupados porque, no curto prazo, pelo menos, deve ter uma redução por conta da incerteza”, avalia.

“Mas ainda é cedo, ainda estão na mesa de negociação todos esses pontos. Mas a preocupação dos embarcadores é válida”, afirma Ana Rita.

Ela destaca que, em junho, os EUA já haviam anunciado uma taxa para o aço do mundo todo, exceto do Reino Unido. “Com essa isenção de agora, nosso aço segue competitivo dentro do mercado e, de fato, é o nosso principal produto exportado”, avalia.

Além disso, ela lembra ser necessário considerar que o Ceará também importa produtos dos Estados Unidos por meio dessa rota.

“O tarifaço ainda está na mesa de negociação; ainda há questões a serem analisadas”, reforça Ana Rita, destacando também que, paralelamente, é importante olhar para outros mercados que podem surgir nesse contexto.

“A gente pode e deve verificar outros países de destino para os nossos produtos”, enfatiza.

Ana Rita Freitas destaca ainda que os navios que fazem transporte de contêineres são diferentes dos navios que transportam aço (graneleiros). “

Próximos navios 

No último dia 27, partiu do equipamento cearense o navio de contêiner Wieland, de bandeira portuguesa, transportando produtos cearenses. A previsão de chegada ao Porto de Nova York é esta terça-feira (5).

Na quarta-feira (6), por sua vez, deve chegar ao Porto do Pecém o navio Monte Linzor (bandeira singapurense), vindo do Rio de Janeiro e, após parar no Pecém, seguirá para os Estados Unidos. Essa será a última embarcação a partir do Ceará antes do tarifaço, que deve entrar em vigor no dia 7 de agosto.

Apesar do trânsito de nove dias entre Pecém e o Porto de Nova York, conforme o decreto de Donald Trump, produtos embarcados em até sete dias após o decreto ficam isentos, mesmo que cheguem após 7 de agosto.

Entre os produtos que a embarcação levará para os EUA estão peixe, água de coco, castanha de caju, couro bovino, calçados, inhame, lagosta, manga, acerola, melão, mel, entre outros.

Fonte: Diário do Nordeste

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Portos

Draga do porto estaria operando até Cordeiros

Trabalho ainda não é parte do projeto de hidrovia em estudo pelo estado

A draga Njord, que faz a manutenção do canal portuário no rio Itajaí-açu, está operando em trecho do rio acima do complexo Portuário de Itajaí. O trabalho, porém, ainda não faz parte do projeto do governo estadual de implantação da hidrovia a montante do porto até a BR 101.

A dragagem atenderia aos TUPs [Terminais de Uso Privado] que estão acima do porto. A draga tem sido vista indo até o trecho do parque náutico Odílio Garcia, no bairro Cordeiros. A Superintendência do Porto não deu detalhes das operações.

O rio Itajaí-açu está ganhando melhorias na sinalização náutica do canal portuário, com investimento em conservação de boias luminosas, faróis, reparos metálicos e fornecimento de peças. O contrato tem duração de 20 meses, com serviços pra modernização da sinalização e segurança da navegação.

Estudo para hidrovia

O projeto pra implantação da hidrovia no rio Itajaí-açu segue em estudos técnicos e de viabilidade pelo governo de SC. Os levantamentos hidrográficos, entre batimetria, sondagem e sísmica, já foram concluídos, e agora está na fase de modelagem e hidrodinâmica, e projeto de dragagem. A conclusão deve levar mais de 90 dias, segundo a secretaria estadual de Portos. Os estudos farão um diagnóstico da situação do rio, apontando as ações e investimentos necessários, entre eles o aprofundamento do canal navegável.

A hidrovia abrange o trecho do rio acima do porto até a ponte da BR 101, entre Itajaí e Navegantes, somando cerca de 10 quilômetros que poderiam ser usados pra transporte de cargas e passageiros. O projeto melhoraria o acesso aos TUPs e estaleiros da região. A obra ajudaria na prevenção de enchentes, pois a dragagem aumentaria a capacidade de vazão do rio.

Fonte: Diarinho

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