Internacional

MSC declara fim de viagem para cargas destinadas ao Golfo Árabe devido à situação no Oriente Médio

A MSC anunciou que, diante da instabilidade atual no Oriente Médio, será necessário declarar Fim de Viagem para todas as cargas sob sua responsabilidade, tanto em portos quanto em alto-mar, com destino a portos no Golfo Árabe.

Medida também afeta contêineres vazios

A determinação inclui todos os contêineres vazios que já foram liberados para carregamento e tinham como destino a região.

Redirecionamento e custos adicionais

As cargas em trânsito serão desviadas para o próximo porto seguro disponível. Nesse local, a mercadoria será descarregada e ficará à disposição dos clientes para retirada ou entrega local.

Um sobretaxa obrigatória de US$ 800 por contêiner será aplicada a todas as remessas afetadas, para cobrir custos do desvio. Além disso, todas as despesas relacionadas ao descarregamento — incluindo manuseio, armazenamento e taxas adicionais — serão de responsabilidade exclusiva do cliente, conforme os termos do MSC Sea Waybill / Bill of Lading, especialmente a Cláusula 13 sobre circunstâncias especiais.

Alternativas de transporte

Caso o cliente deseje enviar a carga para outro destino, será necessário reservar uma nova viagem através dos canais oficiais da MSC.

Contato e orientações

A empresa solicita que os clientes entrem em contato com o escritório local da MSC para obter detalhes sobre o porto de destino designado e confirmar as instruções de retirada local da carga.

A MSC reforça que a decisão foi tomada em função de circunstâncias excepcionais fora de seu controle e agradece a compreensão e cooperação de seus clientes neste período.

Para mais informações ou suporte, os clientes podem contatar qualquer representante da MSC na sua rede global de mais de 675 escritórios.

FONTE: MSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: O Globo

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Exportação

Exportadores brasileiros de frango buscam alternativas para África e Ásia devido à guerra no Irã

O conflito no Irã e o fechamento do Estreito de Ormuz têm levado exportadores brasileiros de carne de frango a buscar rotas alternativas, desviando cargas inicialmente destinadas ao Oriente Médio para países da África e Ásia, afirmou Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em entrevista à Globo News.

Bloqueio de rotas e portos de transbordo

Com o estreito inacessível, navios que já haviam partido aguardam em portos de transbordo ou de segurança até que a situação se normalize. Segundo Santin, algumas empresas estão redirecionando embarques para o Mar Mediterrâneo ou para o Mar Vermelho, mesmo com o Canal de Suez parcialmente fechado.

Rotas alternativas para o Oriente Médio

Para alcançar países como a Arábia Saudita, o setor considera contornar a África pelo Cabo da Boa Esperança e seguir até portos de Omã, ou atravessar o Estreito de Bab al-Mandab, entre o Iêmen e a costa africana. O desvio aumentaria o tempo de trânsito em 10 a 15 dias, mas sem comprometer a qualidade das cargas, de acordo com o executivo.

“Algumas companhias que antes não faziam esse trajeto agora afirmam que é possível e seguro”, disse Santin. Ele destacou que múltiplas opções estão sendo avaliadas para manter o fornecimento de carne brasileira ao Oriente Médio, apesar do conflito.

Dependência do Oriente Médio da carne brasileira

Atualmente, cerca de 350 contêineres de carne de frango saem do Brasil diariamente para o Oriente Médio, região que representa 30% das exportações totais da proteína. A dependência é alta: 57% da carne importada pela Arábia Saudita vem do Brasil, enquanto nos Emirados Árabes Unidos esse percentual chega a 74% e na Jordânia a aproximadamente 90%.

Santin ressaltou que outros grandes exportadores, como Estados Unidos e Europa, também estão impactados pelo conflito, aumentando a importância do Brasil como fornecedor confiável.

Acompanhamento do governo brasileiro

O presidente da ABPA relatou que manteve conversas com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e com secretários da pasta, incluindo Luis Rua e Carlos Goulart, para garantir a validade documental das cargas redirecionadas. Segundo ele, o governo se comprometeu a apoiar os exportadores nessa logística emergencial.

Impactos no setor

Para os produtores brasileiros, o conflito não deve afetar imediatamente a produção. No entanto, caso a situação se prolongue por dois a três meses, podem surgir desafios logísticos e de planejamento para garantir o abastecimento do mercado internacional.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canva/Creative Commons

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Internacional

China pede fim imediato das operações militares no Irã e reforça defesa da paz no Oriente Médio

A China solicitou nesta quarta-feira a interrupção imediata das operações militares no Irã, reforçando a necessidade de conter a escalada de tensões na região e retomar o diálogo diplomático para preservar a paz e a estabilidade no Oriente Médio.

Posicionamento oficial de Pequim

Lou Qinjian, porta-voz da quarta sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional, afirmou em coletiva de imprensa que a China seguirá atuando como um país responsável, acompanhando de perto os desdobramentos no Irã e defendendo a retomada de negociações pacíficas.

Segundo Lou, a soberania, segurança e integridade territorial do Irã devem ser respeitadas, e qualquer ação militar unilateral compromete a estabilidade regional.

Princípios internacionais destacados

O porta-voz chinês reforçou que o respeito mútuo e a igualdade entre países, grandes ou pequenos, são fundamentais para o progresso histórico e estão previstos na Carta da ONU.

“Nenhum país tem o direito de dominar assuntos internacionais, determinar o destino de outras nações ou monopolizar vantagens de desenvolvimento”, disse Lou. “Muito menos impor suas vontades ao mundo.”

Diplomacia como caminho para estabilidade

A declaração reflete a postura contínua da China de buscar soluções diplomáticas e enfatiza seu papel na promoção de um Oriente Médio mais estável, evitando confrontos militares e incentivando negociações multilaterais.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BBC

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Aeroportos

Fechamento de aeroportos no Oriente Médio provoca cancelamento de mais de 3,4 mil voos

O fechamento de aeroportos no Oriente Médio após a escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã desencadeou uma das maiores crises recentes na aviação internacional. Mais de 3,4 mil voos foram cancelados nos últimos dias, afetando conexões entre Europa, Ásia e África.

As informações foram divulgadas pela CNN, que aponta o bloqueio de terminais estratégicos e a restrição de amplas áreas do espaço aéreo da região.

Aeroportos estratégicos suspendem operações

Entre os principais terminais afetados estão:

  • Aeroporto Internacional de Dubai
  • Aeroporto Internacional de Abu Dhabi
  • Aeroporto Internacional de Hamad

Considerados hubs fundamentais do tráfego aéreo internacional, esses aeroportos concentram voos de conexão entre continentes. Ao menos seis grandes terminais da região foram totalmente fechados, enquanto outros operam sob restrições severas.

No domingo (1º), novos ataques ampliaram a instabilidade. O aeroporto de Dubai — apontado como o mais movimentado do mundo em passageiros internacionais — e o principal terminal do Kuwait foram atingidos em meio à troca de ofensivas.

Espaço aéreo bloqueado em vários países

Além do fechamento físico dos aeroportos, diversos países anunciaram a suspensão total ou parcial de seus espaços aéreos, interrompendo rotas comerciais em um dos corredores mais estratégicos do planeta.

Irã, Iraque, Israel, Síria, Kuwait, Catar e Emirados Árabes Unidos adotaram medidas emergenciais, impactando diretamente o fluxo global de aeronaves.

A decisão gerou um efeito dominó na malha aérea internacional, obrigando companhias a cancelar voos ou redesenhar trajetos para evitar a zona de conflito.

Impacto imediato nas companhias aéreas

Com aeroportos fechados e o espaço aéreo restrito, empresas como Emirates, Etihad Airways, Air France, British Airways e Lufthansa confirmaram cancelamentos.

Os bloqueios elevaram custos operacionais, aumentaram o tempo de viagem e provocaram desorganização em cadeias logísticas internacionais.

Especialistas apontam que a interrupção já é considerada a mais significativa desde a pandemia de Covid-19, evidenciando a importância estratégica dos aeroportos do Oriente Médio para a aviação global.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Mohammad Ponir Hossain

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Internacional

China e Rússia condenam ataques ao Irã e morte de Ali Khamenei

A ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã provocou reação imediata de China e Rússia. Neste domingo (1º), os dois países criticaram duramente a operação que resultou na morte do líder iraniano, Ali Khamenei, classificando a ação como violação do direito internacional e da soberania iraniana.

As manifestações reforçam o aumento da tensão diplomática em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.

China fala em violação da soberania e pede cessar-fogo

Em comunicado oficial, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que os ataques representam “grave violação da soberania e da segurança” do Irã. Segundo o governo chinês, a ofensiva também fere princípios estabelecidos pela Carta das Nações Unidas e pelas normas que regem as relações internacionais.

O chanceler chinês, Wang Yi, reiterou que a posição de Pequim se sustenta em três pilares:

  • Cessar-fogo imediato
  • Retomada das negociações diplomáticas entre Washington e Teerã
  • Rejeição a ações unilaterais por parte da comunidade internacional

De acordo com Wang Yi, os bombardeios ocorreram enquanto ainda havia tentativas de diálogo entre Estados Unidos e Irã, o que, na avaliação chinesa, amplia o risco de instabilidade regional e compromete os esforços diplomáticos em andamento.

Rússia chama ação de “assassinato cínico”

A reação também partiu de Moscou. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, enviou mensagem ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, classificando a morte de Khamenei como um “assassinato cínico” que desrespeita princípios morais e jurídicos internacionais.

Em nota divulgada pelo Kremlin, Putin manifestou condolências pela morte do líder iraniano e de integrantes de sua família que também teriam sido vítimas dos ataques. O chefe do Kremlin afirmou ainda que Khamenei será lembrado na Rússia como um estadista que colaborou para o fortalecimento das relações bilaterais entre Moscou e Teerã.

Escalada amplia tensão no Oriente Médio

As críticas de China e Rússia evidenciam o impacto geopolítico da operação militar e reforçam a divisão entre potências globais diante da crise no Oriente Médio. O cenário aumenta a pressão por soluções diplomáticas e amplia o debate sobre os limites das intervenções militares sob a ótica do direito internacional.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Greg Baker/AFP

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Internacional

Ataque ao Irã expõe disputa geopolítica entre EUA, China e Israel, avaliam especialistas

A nova ofensiva de Estados Unidos e Israel contra o Irã reacendeu o debate internacional sobre as reais motivações do conflito. Para analistas de relações internacionais, a ação militar não se limita à alegada contenção do programa nuclear iraniano, mas integra uma estratégia mais ampla de reorganização do equilíbrio de poder no Oriente Médio e de enfrentamento indireto à China.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil apontam que o discurso de “ataque preventivo” não se sustenta diante dos avanços diplomáticos recentes. Na véspera da ofensiva, o chanceler de Omã, Badr bin Hamad Albusaidi, que media as negociações, afirmou que o Irã aceitara não manter estoques de urânio enriquecido — material essencial para a produção de armas nucleares.

A declaração indicava proximidade de um acordo inédito. Ainda assim, os bombardeios foram executados.

Troca de regime e hegemonia regional

Para a professora Rashmi Singh, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, a movimentação militar sugere uma tentativa de enfraquecer o governo iraniano em um momento considerado estratégico. Segundo ela, Washington e Tel Aviv avaliam que Teerã atravessa fragilidades internas e regionais, o que abriria espaço para pressionar por mudanças políticas no país. A especialista também relaciona o contexto às eleições gerais previstas em Israel, destacando o impacto do conflito na política doméstica do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Conflito pode atingir interesses chineses

O professor Robson Valdez, do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, observa que a explicação baseada apenas na “contenção nuclear” é insuficiente. Na avaliação dele, o embate afeta diretamente os interesses da China, principal compradora do petróleo iraniano, cujo escoamento depende do estratégico Estreito de Ormuz. Um eventual agravamento do conflito poderia comprometer cadeias energéticas e pressionar o comércio global.

Além disso, o Irã ocupa posição central nos projetos de infraestrutura e integração econômica liderados por Pequim na Eurásia. Enfraquecer Teerã, portanto, teria reflexos diretos sobre a presença chinesa na região.

Disputa por influência no Oriente Médio

O cientista político Ali Ramos argumenta que a iniciativa busca garantir a supremacia estratégica de Israel diante do arsenal iraniano, que inclui mísseis balísticos e drones.

Já o professor Mohammed Nadir, da Universidade Federal do ABC, considera que o objetivo central é impedir o surgimento de uma potência regional capaz de rivalizar com Israel. Para ele, o conflito também atende à lógica de assegurar a primazia israelense no Oriente Médio com respaldo norte-americano.

A lembrança da invasão do Iraque em 2003, justificada à época pela existência de armas de destruição em massa nunca comprovadas, reaparece como paralelo histórico nas análises.

Imperialismo e redesenho geopolítico

O professor Roberto Goulart Menezes, da Universidade de Brasília, sustenta que a tensão entre Washington e Teerã remonta à Revolução Islâmica de 1979 e que o programa nuclear iraniano tem sido utilizado, ao longo das décadas, como argumento político. Ele lembra que o Irã é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e está sujeito a inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica. Ainda assim, permanece sob sanções econômicas severas.

Para parte dos especialistas, o episódio deve ser interpretado dentro da rivalidade estratégica entre Estados Unidos e China, que extrapola tarifas comerciais e alcança rotas energéticas, infraestrutura e influência diplomática na Eurásia.

Contexto recente das negociações

As hostilidades atuais ocorrem após a saída unilateral dos Estados Unidos, ainda no primeiro mandato de Donald Trump, do acordo nuclear firmado em 2015 durante o governo de Barack Obama.

Desde então, Washington passou a exigir não apenas restrições ao programa nuclear iraniano, mas também o desmonte de mísseis de longo alcance e o fim do apoio a grupos como Hamas e Hezbollah.

Na mais recente rodada de negociações, mediada por Omã, a proposta iraniana de zerar o estoque de urânio enriquecido era considerada um avanço significativo. Mesmo assim, o ataque foi realizado.

O conflito marca mais um capítulo na longa disputa geopolítica que envolve segurança nuclear, petróleo, rotas comerciais e hegemonia regional no Oriente Médio.

Fonte: Agência Brasil

TEXTO: Conteúdo produzido com suporte de IA, sob curadoria editorial da equipe ReConecta News.

IMAGEM: Reprodução Infomoney / WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental) via REUTERS

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Negócios

Mercado halal intensifica disputa entre JBS e MBRF no Oriente Médio

A concorrência histórica entre JBS e MBRF, controladas pelas famílias Batista e Molina, ganhou um novo e estratégico palco: o mercado halal do Oriente Médio. A região, impulsionada pelo crescimento acelerado da população muçulmana, tornou-se uma das principais fronteiras globais de expansão para a indústria de carnes, atraindo investimentos crescentes das gigantes brasileiras do setor.

Consumo muçulmano impulsiona demanda por carnes halal

Embora JBS e Sadia atuem no Oriente Médio há décadas, o peso econômico da região mudou de patamar. A população muçulmana cresce em ritmo duas vezes superior à média global, o que tende a ampliar de forma consistente a demanda por alimentos halal, produzidos de acordo com as regras do Islã, do abate ao processamento.

O mercado global de alimentos halal já movimenta mais de US$ 2 trilhões por ano, com a proteína animal como principal segmento. Estimativas da Nielsen indicam que o consumo de carnes halal deve superar US$ 1,5 trilhão até 2027. Atualmente, mais de 1,9 bilhão de pessoas seguem a dieta islâmica tradicional.

Investimentos bilionários sinalizam mudança de estratégia

Dois movimentos recentes evidenciam a relevância crescente do Oriente Médio nas estratégias das companhias brasileiras. A MBRF prepara a abertura de capital da Sadia Halal, sua operação regional, prevista para 2027. Já a JBS vem investindo cerca de R$ 500 milhões em fábricas próprias e na expansão da marca Seara na Arábia Saudita e países vizinhos, com plano de dobrar a produção de frango no país até o fim deste ano.

Relatório do Bank of America aponta que o mercado formado por Oriente Médio e Norte da África (Mena) já importa volumes mensais de carne de frango semelhantes aos de toda a Ásia, excluindo o próprio Oriente Médio, somando cerca de 127 mil toneladas por mês.

Frango lidera consumo e comércio halal

Segundo o banco, a dimensão e o ritmo de crescimento do mercado Mena explicam o interesse crescente dos grandes produtores globais de proteína. A disputa se concentra principalmente em frango e alimentos processados, que dominam o consumo cotidiano e o comércio internacional halal, embora a carne bovina também faça parte da dieta local.

Arábia Saudita é o principal mercado da região

Dentro desse cenário, a Arábia Saudita desponta como o mercado mais estratégico. Com consumo elevado per capita, demografia favorável e uma política clara de segurança alimentar, o país se tornou prioridade para JBS e MBRF.

Durante a inauguração de uma nova área produtiva da JBS, o vice-ministro da Agricultura saudita, Suleiman Al-Khatib, afirmou que o consumo anual de frango no país varia entre 45 e 50 quilos por habitante, um dos mais altos do mundo. Segundo ele, investimentos estrangeiros são fundamentais para garantir o abastecimento futuro.

Documentos oficiais do governo saudita reforçam essa diretriz. A estratégia industrial do país classifica o setor de alimentos como prioritário e prevê a atração de US$ 20 bilhões em investimentos até 2035. O mercado doméstico de alimentos já supera US$ 50 bilhões por ano.

Estratégias distintas para ganhar espaço

Apesar do objetivo comum de ampliar presença no mercado halal, as estratégias das duas empresas partem de pontos diferentes. A JBS adotou uma postura mais agressiva a partir de 2021, quando anunciou um plano de investimentos de US$ 85 milhões na região. O grupo adquiriu fábricas em Dubai e Dammam e, posteriormente, iniciou a construção de uma planta em Jeddah, seu primeiro projeto greenfield no Oriente Médio.

Antes focada no fornecimento para o food service, a companhia passou a mirar diretamente o consumidor final, intensificando a divulgação da marca Seara, ampliando o portfólio com produtos adaptados ao paladar local e investindo em marketing e patrocínios culturais.

A fábrica de Jeddah, inaugurada em 2025, já opera próxima da capacidade máxima e foi projetada para dobrar de tamanho, atendendo não apenas o mercado saudita, mas também países do Golfo, como Emirados Árabes, Omã e Kuwait. Em janeiro, a JBS anunciou oficialmente a duplicação da capacidade produtiva da unidade.

JBS ainda constrói presença regional

Apesar dos investimentos, o Oriente Médio ainda representa uma fatia reduzida do faturamento global da JBS. Entre janeiro e setembro de 2025, a empresa registrou US$ 361 milhões em receitas nas chamadas “regiões menores”, que incluem Oriente Médio e África, o equivalente a apenas 0,6% das vendas totais no período.

Os números indicam que a companhia ainda está estruturando sua presença em um mercado considerado estratégico para o futuro.

Sadia tem relação histórica com o consumidor árabe

No caso da MBRF, a presença no Oriente Médio é marcada por décadas de relacionamento. A Sadia chegou à região nos anos 1970 e construiu uma conexão tão forte que, por muito tempo, foi percebida por parte dos consumidores como uma marca local.

Essa trajetória explica por que a operação halal se tornou a principal aposta internacional do grupo. Em 2025, a empresa estruturou a Sadia Halal, reunindo fábricas e centros de distribuição na Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait, Omã e Qatar. A nova companhia tem valor estimado em US$ 2 bilhões e planeja abrir capital na bolsa de Riade em 2027.

Joint venture reforça alinhamento com Visão 2030

A Sadia Halal será uma joint venture entre a MBRF e a Halal Products Development Company (HPDC), ligada ao fundo soberano saudita PIF, que poderá elevar sua participação para até 40%. A presença do PIF transforma a operação em um ativo estratégico para o governo saudita, alinhado à Visão 2030, plano que busca diversificar a economia e reduzir a dependência do petróleo.

Diferentemente da JBS, o Oriente Médio já tem peso relevante para a MBRF. As operações que darão origem à Sadia Halal geraram US$ 2,1 bilhões em receita líquida nos últimos 12 meses, o equivalente a 7,3% da receita consolidada do grupo.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ilustração João Brito

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Exportação

Exportações de carne bovina do Brasil em outubro superam total de 2024, aponta Secex

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em alta em outubro de 2025. Até a quarta semana do mês, os embarques somaram 276,5 mil toneladas, ultrapassando o total registrado em outubro de 2024, que foi de 270,2 mil toneladas, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta terça-feira (28).

O desempenho evidencia a forte demanda internacional e a competitividade da carne bovina brasileira no mercado externo.

Crescimento da média diária de exportações

A média diária de exportação atingiu 15,4 mil toneladas, um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a média era de 12,2 mil toneladas por dia. Esse avanço reforça o bom momento do setor e a capacidade do Brasil de atender mercados globais em expansão.

Receita das exportações ultrapassa US$ 1,5 bilhão

O faturamento gerado pelos embarques de carne bovina até a quarta semana de outubro alcançou US$ 1,527 bilhão, valor superior ao registrado em outubro de 2024, que foi de US$ 1,259 bilhão.

Na média diária, a receita chegou a US$ 84,88 milhões, representando um crescimento de 48,2% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 57,26 milhões/dia).

Preços médios da carne bovina apresentam valorização

Além do aumento em volume e faturamento, os preços médios da carne bovina também registraram alta. Até a quarta semana de outubro, o valor médio por tonelada foi de US$ 5.525,8, um crescimento de 18,5% em comparação a outubro de 2024 (US$ 4.661,7/tonelada).

O aumento reflete a valorização da proteína brasileira no mercado internacional, impulsionada pela forte demanda de países como China e Oriente Médio, que estão entre os principais compradores.

Brasil se consolida como líder global em proteína animal

Os resultados parciais de outubro confirmam a tendência de forte desempenho das exportações de carne bovina em 2025, tanto em volume quanto em receita, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína animal.

FONTE: Portal do Agronegócio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal do Agronegócio

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Notícias

Companhias aéreas avaliam cancelamentos no Oriente Médio após ataques dos EUA no Irã

Além do aumento dos custos de combustível e da tripulação decorrentes de desvios e cancelamentos, as companhias aéreas também enfrentam um possível aumento nos custos do combustível de aviação

As companhias aéreas estão avaliando nesta segunda-feira por quanto tempo suspenderão os voos no Oriente Médio, já que o conflito na região entrou em uma nova fase após os Estados Unidos atacarem as principais instalações nucleares iranianas e a promessa de Teerã de se defender.

Nos últimos dias, os cancelamentos de voos por parte de companhias aéreas internacionais em centros de aviação resilientes, como os aeroportos de Dubai e de Doha, mostram como as preocupações do setor de aviação com a região aumentaram.

O espaço aéreo normalmente movimentado que se estende do Irã e do Iraque até o Mediterrâneo tem estado praticamente vazio de tráfego aéreo comercial por 10 dias desde que Israel começou a atacar o Irã em 13 de junho, já que as companhias aéreas desviam, cancelam e atrasam voos pela região devido ao fechamento do espaço aéreo e às preocupações com a segurança.

A principal companhia aérea asiática, a Singapore Airlines, que descreveu a situação como “fluida”, cancelou os voos para Dubai até terça-feira, tendo anteriormente cancelado apenas seu serviço de domingo.

A Iberia, membro do grupo IAG, cancelou os voos de domingo e segunda-feira para Doha após fazer sua própria avaliação, informou um porta-voz. A empresa ainda não tomou uma decisão com relação aos voos posteriores.

A Air France KLM cancelou os voos de e para Dubai e Riad no domingo e na segunda-feira, e a Finnair cancelou os voos de Doha pelo menos até terça-feira.

A Air Astana, do Cazaquistão, cancelou os voos para Dubai na segunda-feira.

No entanto, algumas companhias aéreas internacionais esperavam retomar os serviços.

Os painéis de partidas do Flightradar24 mostram que a British Airways, de propriedade da IAG, estava pronta para retomar os voos para Dubai e Doha na segunda-feira, depois de cancelar as rotas de e para esses aeroportos no domingo.

Com o espaço aéreo russo e ucraniano fechado para a maioria das companhias aéreas devido a anos de guerra, o Oriente Médio se tornou uma rota mais importante para voos entre a Europa e a Ásia. Em meio a ataques aéreos e de mísseis nos últimos 10 dias, as companhias aéreas seguiram para o norte, via Mar Cáspio, ou para o sul, via Egito e Arábia Saudita.

Além do aumento dos custos de combustível e da tripulação decorrentes dos desvios e cancelamentos, as companhias aéreas também enfrentam um possível aumento nos custos do combustível de aviação, já que os preços do petróleo subiram após os ataques dos EUA.

Fonte: Valor Econômico

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Economia

Dólar renova mínima do ano com Oriente Médio e juros no radar; bolsa sobe

Em momentos de tensões geopolíticas, o dólar em geral é visto como um ativo seguro e tende a ser favorecido pelo sentimento de aversão ao risco que domina os mercados

O Ibovespa teve forte alta e o dólar à vista caiu ante o real nesta segunda-feira (16), pela primeira vez abaixo dos R$ 5,50 este ano, com agentes financeiros ainda atentos aos desdobramentos envolvendo o conflito entre Israel e Irã e à espera de decisões de política monetária nesta semana.

O dólar à vista teve queda de 0,98%, a R$ 5,4871 na venda, renovando o menor valor deste ano. Esse patamar também é o mais baixo desde 7 de outubro do ano passado, quando encerrou em R$ 5,4865.

Já o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subiu 1,49%, a 139.255,91 pontos.

Cenário exterior

Os movimentos do real nesta sessão tinham como pano de fundo a fraqueza da moeda norte-americana no exterior, com o dólar devolvendo ganhos obtidos na semana anterior na esteira da escalada do conflito entre Israel e Irã.

Em momentos de tensões geopolíticas, o dólar em geral é visto como um ativo seguro e tende a ser favorecido pelo sentimento de aversão ao risco que domina os mercados. Esse cenário foi observado na sexta, quando a moeda dos Estados Unidos avançou sobre seus pares.

Neste pregão, no entanto, o dólar não conseguia sustentar seus ganhos, já que os investidores seguem demonstrando uma certa aversão a ativos dos EUA em meio às incertezas provocadas pela política comercial errática do presidente Donald Trump, que gera preocupações de desaceleração econômica global.

Os mercados estão ansiosos com a aproximação do prazo que Trump estabeleceu para fechar acordos comerciais, que se dá em três semanas, com os EUA distantes de entendimentos com seus principais parceiros, como Japão e União Europeia.

O receio pelo retorno das taxas punitivas no próximo mês ofuscava momentaneamente os temores gerados pela guerra no Oriente Médio.

“As tensões geopolíticas têm proporcionado pouco impulso ao dólar até o momento, refletindo a persistente desconfiança dos mercados em seu status de porto-seguro”, disse Eduardo Moutinho, analista de mercados do Ebury Bank.

“Os investidores estão relutantes em desfazer suas posições vendidas em dólar.”

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,29%, a 97,991.

Os agentes financeiros também estão se posicionando para uma série de decisões de política monetária nesta semana, incluindo do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil.

A autoridade monetária norte-americana divulgará sua decisão na quarta, com ampla expectativa de que mantenha a taxa de juros inalterada mais uma vez, enquanto avalia os impactos econômicos das políticas do governo Trump.

Cenário no Brasil

Já o BC brasileiro entrará no encontro desta semana com suas opções em aberto, com as apostas de investidores divididas entre a manutenção dos juros em 14,75% ano – com 68% de chance – e uma alta de 0,25 ponto percentual – com 32% – para o anúncio de quarta-feira (18), segundo dados da LSEG.

“Não há consenso se o Copom manterá a Selic ou se vai promover um último ajuste. A inflação continua pressionada, e a incerteza fiscal voltou ao centro do debate”, afirmou Diego Costa, head de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T XP, em nota.

Na frente de dados, a economia no Brasil iniciou o segundo trimestre com crescimento acima do esperado em abril, de acordo com dados do BC.

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve expansão de 0,2% em abril, ante projeção de ganho de 0,1%.

Fonte: CNN Brasil


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