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Portos do Sul movimentam 108,4 milhões de toneladas e registram alta de 7,4% em 2025

A atividade dos Portos do Sul manteve trajetória de crescimento em 2025. Entre janeiro e outubro, os terminais da região movimentaram 108,4 milhões de toneladas, segundo dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O volume representa um avanço de 7,41% na comparação com o mesmo intervalo de 2024, consolidando o bom desempenho logístico no Sul do país.

O resultado foi sustentado pelo aumento da demanda, pela diversificação do perfil de cargas e por investimentos em infraestrutura portuária.

Granéis sólidos e contêineres puxam o crescimento

Os granéis sólidos lideraram a movimentação regional, com 65,3 milhões de toneladas, crescimento de 1,65% no período. Já as cargas conteinerizadas tiveram o avanço mais expressivo, alcançando 25,9 milhões de toneladas, com alta de 23,48%.

O granel líquido somou 6,2 milhões de toneladas, crescimento de 10,18%, enquanto a carga geral atingiu 11,0 milhões de toneladas, avanço de 9,13% em relação ao ano anterior.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho reflete melhorias contínuas na gestão e na infraestrutura. Para ele, os portos do Sul combinam crescimento de demanda, diversificação de cargas e investimentos estruturantes.

Porto de Paranaguá lidera movimentação no Sul

O Porto de Paranaguá (PR) foi o mais movimentado da região, com 55,2 milhões de toneladas, o equivalente a 50,9% do total sulista, e crescimento de 7,61%. Na sequência aparece o Porto do Rio Grande (RS), que registrou 26,3 milhões de toneladas, participação de 24,3% e alta de 9,32%.

O Porto de São Francisco do Sul (SC) movimentou 14,9 milhões de toneladas, com participação de 13,7% e crescimento de 1,48%. Já o Porto de Imbituba (SC) totalizou 6,2 milhões de toneladas, representando 5,7% do volume regional, mas com retração de 14,7%. O destaque ficou com Itajaí (SC), que movimentou 3,4 milhões de toneladas e registrou crescimento de 461% em relação a 2024.

Perfil de cargas destaca agronegócio e insumos industriais

O mix de mercadorias movimentadas pelos portos do Sul mostra forte presença do agronegócio e de insumos industriais. As cargas conteinerizadas lideraram, com 25,9 milhões de toneladas, correspondendo a 23,9% do total.

A soja respondeu por 23 milhões de toneladas, participação de 21,3%, apesar de queda de 8,0%. Os adubos e fertilizantes somaram 16,2 milhões de toneladas, com crescimento de 7,09%. O milho alcançou 6,5 milhões de toneladas, avanço expressivo de 165,56%, enquanto o açúcar totalizou 6,1 milhões de toneladas, com retração de 9,7%.

Longo curso concentra operações e comércio exterior cresce

A navegação de longo curso, responsável pelas operações de importação e exportação, movimentou 93,4 milhões de toneladas, alta de 6,43%. A cabotagem somou 6,0 milhões de toneladas, crescimento de 8,37%, enquanto as vias interiores registraram 2,9 milhões de toneladas, com queda de 3,35%.

No comércio exterior, as importações avançaram 9,34%, e as exportações cresceram 4,98%. O transporte por contêineres teve alta de 18,51%, enquanto as demais cargas aumentaram 4,55%. Já o transporte de cargas de origem nacional cresceu 6,49%.

Para o Ministério de Portos e Aeroportos, os números confirmam o retorno dos investimentos federais em dragagem, acessos terrestres e modernização operacional, fortalecendo a competitividade logística da Região Sul.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/Mpor

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Portos

Portos públicos da Bahia movimentam 10,8 milhões de toneladas em 2025

Os portos públicos da Bahia movimentaram mais de 10,8 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e outubro de 2025. O resultado consta em balanço divulgado pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) e reflete o desempenho operacional dos terminais sob gestão federal no estado.

O volume acumulado nos portos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus reforça a relevância da Bahia no comércio exterior e na logística portuária brasileira, mantendo o estado em posição estratégica no cenário nacional.

Julho e agosto concentram maiores volumes do ano

Os melhores resultados mensais foram registrados em julho e agosto, quando a movimentação ultrapassou 1,2 milhão de toneladas em cada mês. Segundo a Codeba, esses períodos concentraram os maiores volumes operados em 2025 até agora, com impacto direto no desempenho acumulado do ano.

Porto de Salvador lidera movimentação de cargas

Entre os terminais administrados pela Companhia, o Porto de Salvador apresentou o maior volume no período analisado, com 5,7 milhões de toneladas movimentadas. Em seguida aparece o Porto de Aratu-Candeias, que registrou 5,0 milhões de toneladas. Já o Porto de Ilhéus somou 165.367 toneladas entre janeiro e outubro.

De acordo com a Codeba, os números estão associados ao fortalecimento das operações portuárias e à melhoria da organização logística dos terminais baianos, que exercem papel fundamental na movimentação de cargas do estado e do país.

Investimentos impulsionam competitividade dos portos

O presidente da Codeba, Antonio Gobbo, destacou que os resultados são reflexo dos investimentos em infraestrutura portuária, alinhados a uma política de governo voltada ao desenvolvimento econômico e social.

Segundo ele, a ampliação da infraestrutura, a integração com outros modais de transporte, além de avanços em tecnologia e segurança, têm garantido maior fluidez operacional e aumentado a competitividade dos portos da Bahia.

Gobbo ressaltou ainda que esse cenário contribui para a geração de empregos, aumento da renda e criação de novas oportunidades de desenvolvimento social em âmbito regional e nacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Portos da Região Norte registram alta de 31% e movimentam 12,6 milhões de toneladas em outubro

Os portos da Região Norte movimentaram 12,6 milhões de toneladas de cargas em outubro de 2025, resultado que representa um crescimento de 31,46% em relação ao mesmo mês de 2024. No ano anterior, o volume havia sido de 10,2 milhões de toneladas. Os dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e confirmam a expansão contínua da atividade portuária na região.

Navegação interior impulsiona resultados

De acordo com levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos, o principal motor do crescimento foi a navegação interior, responsável por 7,4 milhões de toneladas movimentadas no período. O volume representa uma alta de 25,28% na comparação anual e reforça a importância dessa modalidade para a integração logística regional, especialmente no escoamento da produção agrícola e mineral.

Cabotagem avança e contêineres ganham destaque

A navegação de cabotagem também apresentou desempenho expressivo, com crescimento de 26,71% em relação a outubro do ano passado, alcançando 872 mil toneladas. O maior destaque ficou para o transporte de contêineres, que registrou aumento de 128%, evidenciando o fortalecimento da cabotagem como alternativa logística, sustentável e competitiva.

Investimentos reforçam papel estratégico da região

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho da Região Norte reflete a importância dos investimentos estruturantes para a logística nacional. Segundo ele, os resultados mostram que os portos têm papel central no desenvolvimento econômico, na integração regional e no aumento da competitividade das exportações brasileiras.

Longo curso mantém relevância nas exportações

A navegação de longo curso movimentou 4,4 milhões de toneladas em outubro, crescimento de 19,22% frente ao mesmo período de 2024. A modalidade segue como eixo fundamental no fluxo de exportações da Região Norte.

Entre as principais cargas transportadas, o milho liderou com 3,8 milhões de toneladas, seguido pela bauxita, com 1,9 milhão de toneladas. Os contêineres também tiveram participação relevante, somando cerca de 1 milhão de toneladas.

Portos com maior movimentação

No recorte por terminal, o Porto de Vila do Conde (PA) apresentou o maior volume no mês, com 1,8 milhão de toneladas movimentadas. Em seguida, o Porto de Santarém (PA) registrou 1 milhão de toneladas no mesmo período.

Desempenho acompanha crescimento nacional

O avanço observado na Região Norte está alinhado ao bom momento do setor portuário brasileiro. Segundo a Antaq, setembro e outubro alcançaram movimentações de 120,4 milhões e 121,5 milhões de toneladas, respectivamente, os maiores volumes já registrados na série histórica.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ascom/MPor

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Portos

Portos do Paraná bate recorde histórico e ultrapassa 70 milhões de toneladas em 2025

Resultado supera a movimentação de 2024 e antecipa em dez anos a meta prevista em planejamento técnico

A Portos do Paraná alcançou a marca de 70 milhões de toneladas movimentadas entre janeiro e parte de dezembro de 2025, o que representa um recorde histórico para a empresa pública e supera a produtividade de 2024 quinze dias antes do término do ano. Até o momento, o volume é 5% maior do que o registrado no ano anterior.

A expectativa é aumentar ainda mais essa escala de movimentação, com previsão de alcançar entre 72 e 73 milhões de toneladas até o dia 31 de dezembro. Com isso, a Portos do Paraná irá superar o planejamento técnico, que previa uma movimentação de 70 milhões de toneladas somente a partir de 2035.

“Os portos do Paraná alcançaram novamente uma marca histórica e muito antes do previsto. O Porto de Paranaguá é o mais eficiente do Brasil. Estamos trabalhando com novos investimentos para garantir essa expansão contínua nos próximos anos para garantir fluxo internacional para as empresas e indústrias paranaenses”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

O aumento da movimentação de cargas nos portos paranaenses entre os anos de 2018 e 2025 é de 32%. A conquista registrada antes do encerramento do ano é motivo de muita comemoração, de acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

“Em 2019, quando dissemos que iríamos alcançar as 60 milhões de toneladas, houve dúvida por parte de muitos, que afirmavam que não seria possível. Em cinco anos, superamos a meta e chegamos a 66,7 milhões de toneladas. Agora, ultrapassamos a marca de 70 milhões, provando que, com o uso de inteligência logística, investimentos e muito trabalho de toda a equipe da Portos do Paraná, além da participação ativa da comunidade portuária, quebrar barreiras e antecipar o futuro é possível”, afirmou Garcia.

Quando o assunto é exportação, o Porto de Paranaguá se destaca como um dos mais importantes do mundo no embarque de grãos e farelos. Também é o maior corredor de exportação de carne de frango congelada do planeta, por onde saem mais de 48% de toda a produção nacional, destinada ao mercado externo.

Entre os portos brasileiros, Paranaguá é o maior exportador de carnes (frango, bovino e suíno), sendo responsável por cerca de 40% de toda a exportação nacional. É também o principal canal de embarque de óleo de soja e possui o segundo maior fluxo de carregamento de soja e farelo de soja do país.

A Portos do Paraná também se destaca no recebimento de fertilizantes. Em 2025, mais de 11 milhões de toneladas foram recepcionadas em Paranaguá e Antonina.

Ações que impulsionam o marco histórico

Em setembro deste ano, houve um aumento do calado operacional (distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação) nos berços de granéis sólidos, que passou de 13,1 metros para 13,3 metros. A ampliação permitiu um crescimento médio de até 1,5 mil toneladas por navio.

Em outubro, foi a vez dos navios porta-contêineres ampliarem a movimentação devido ao aumento do calado operacional, que passou de 12,8 metros para 13,3 metros. “Com o aumento de 50 centímetros, houve um crescimento de aproximadamente 400 TEUs por navio”, destacou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira. O TEU é a unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, ou cerca de seis metros de comprimento.

Investimentos que elevam a eficiência

A realização do leilão para a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá vai ampliar ainda mais o potencial logístico portuário do estado. O Consórcio Canal da Galheta Dragagem — formado pelas empresas FTS Participações Societárias S.A., Deme Concessions NV e Deme Dredging NV — foi o vencedor do certame realizado em outubro.

Após assumir definitivamente o contrato, a concessionária terá cinco anos para realizar uma série de melhorias, como a ampliação e o aprofundamento do canal para a obtenção de um calado operacional de 15,5 metros. A empresa também será responsável pela manutenção desse parâmetro até o final do contrato, que terá vigência de 25 anos.

O incremento de mais de dois metros no calado permitirá um salto na capacidade de embarque de mercadorias: um adicional de mil contêineres ou 14 mil toneladas de granéis sólidos vegetais em um único navio.

Moegão, uma obra pensada para o futuro

Para ampliar a produtividade, a Portos do Paraná está construindo o Moegão, a maior obra pública portuária do Brasil, que alcançou 80% de execução em dezembro. Após a conclusão, o Moegão poderá receber 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano, atendendo aos terminais do Corredor de Exportação Leste (Corex).

O Governo do Estado do Paraná, por meio da Portos do Paraná, está investindo mais de R$ 650 milhões na construção do Moegão, com recursos próprios e financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em termos de investimento, a obra equivale a quase duas pontes de Guaratuba, outro grande projeto executado pelo governo estadual.

Atualmente, em média, 550 vagões podem ser descarregados diariamente nos terminais de exportação. Com o Moegão, esse processo será padronizado em um único ponto de descarga: 180 vagões poderão ser descarregados a cada cinco horas, o que equivale a aproximadamente 900 vagões por dia. Os granéis vegetais seguirão por correias transportadoras até 11 terminais interligados ao sistema e, de lá, para os navios.

Regularização de áreas promove ampliação da infraestrutura

O ano de 2025 também foi marcado pela conclusão da regularização de áreas arrendáveis do Porto de Paranaguá. Ao todo, foram realizados nove leilões na Bolsa de Valores do Brasil, que estão trazendo novos investimentos e mais segurança operacional.

De acordo com os contratos firmados, as arrendatárias têm a obrigação de realizar investimentos tanto nos espaços outorgados quanto nas áreas comuns. Com isso, em poucos anos, a eficiência na movimentação de cargas será ampliada, tornando os portos paranaenses ainda mais competitivos.

A partir dos recursos a serem aportados, será possível modernizar e ampliar a infraestrutura do Porto de Paranaguá. Entre as novidades está a construção de um píer em “T”, com quatro novos berços de atracação equipados com um sistema de esteiras transportadoras de alta velocidade, projetadas especialmente para o novo complexo.

A nova estrutura ampliará a capacidade de carregamento dos navios. Atualmente, em um único berço, é possível embarcar três mil toneladas de soja ou outros grãos e farelos por hora. Com o novo sistema, esse volume passará para oito mil toneladas por hora em cada berço.

“Estamos garantindo que os nossos portos sigam ágeis e menos onerosos para quem exporta ou importa. E, acima de tudo, queremos que a Portos do Paraná siga como uma das principais alavancas que impulsionam a economia do nosso estado e do nosso país”, concluiu Garcia.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Brasil registra alta de 9,8% na movimentação portuária em outubro e mantém projeção de recorde anual

A movimentação portuária brasileira voltou a acelerar em outubro, quando os terminais do país atingiram 121,5 milhões de toneladas, um avanço de 9,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O levantamento, elaborado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) com base em dados da Antaq, mostra que o volume acumulado de janeiro a outubro chegou a 1,16 bilhão de toneladas, alta de 4% na comparação anual.

Contêineres impulsionam o resultado
O crescimento foi fortemente influenciado pelo desempenho da carga conteinerizada, que registrou aumento de 11,6% em outubro, alcançando a maior movimentação mensal da série histórica da agência reguladora. Os números fazem parte do Estatístico Aquaviário, divulgado nesta quarta-feira (10) pela Antaq.

Perspectiva de recorde histórico em 2025
Para o ministro Silvio Costa Filho, os resultados confirmam a tendência de avanço contínuo do setor ao longo do ano. Ele prevê que o Brasil baterá novo recorde portuário em 2025, superando em pelo menos 150 milhões de toneladas a marca registrada em 2022. Segundo o ministro, a expansão está diretamente relacionada à melhoria das condições econômicas, que ampliam a previsibilidade nas negociações internacionais, fortalecem a confiança dos investidores e contribuem para a geração de empregos.

Predomínio do comércio exterior
Entre janeiro e outubro, os portos brasileiros movimentaram mais de 830 milhões de toneladas destinadas ao comércio exterior, resultado 3,8% superior ao de 2024. A cabotagem somou 190,8 milhões de toneladas, representando 16,4% do total, enquanto o transporte por vias interiores respondeu por 115,4 milhões de toneladas, ou 9,9%.

Segmentos em destaque no ano
No acumulado de 2025, a movimentação de contêineres permanece entre os destaques, com crescimento de 5,3% e total de 136 milhões de toneladas. Os granéis sólidos seguem na liderança absoluta, alcançando 692,8 milhões de toneladas, enquanto os granéis líquidos somaram 275 milhões de toneladas.

Logística nacional segue em fortalecimento
Os indicadores de outubro reforçam a consolidação de uma logística mais eficiente e integrada, capaz de sustentar o avanço do comércio exterior brasileiro e impulsionar cadeias produtivas em todo o país. A continuidade desse movimento aponta para um ambiente operacional mais robusto e preparado para responder ao crescimento da demanda.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Movimentação nos portos do Paraná cresce e soma 61,2 milhões de toneladas até outubro

Os portos paranaenses registraram 61.213.363 toneladas movimentadas entre janeiro e outubro, impulsionados principalmente pela soja (13.015.446 t), pelo farelo de soja (5.517.043 t) e pelo açúcar a granel (4.660.606 t).

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirma que o desempenho indica novo recorde. Segundo ele, o volume já representa 91,75% do total de 2024. A expectativa é fechar 2025 com mais de 70 milhões de toneladas movimentadas.

Milho puxa o avanço de outubro

O grande destaque do mês foi o milho, que atingiu 3.547.433 toneladas exportadas — salto de 275% em comparação a outubro de 2024 (945.174 t). Para o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira, o resultado reflete a forte produção estadual e a eficiência dos corredores de exportação, que operam sem filas ao longo do ano.

No total, foram movimentadas 5.867.284 toneladas em outubro, equivalentes a US$ 4,2 bilhões em valor FOB. A maior parte correspondeu às exportações, que somaram 3.552.621 toneladas. A soja em grão também teve alta relevante, alcançando 815.327 toneladas no mês.

Contêineres mantêm ritmo de expansão

A operação de contêineres registrou crescimento de 24% nos embarques, com mais de 890 mil toneladas enviadas por Paranaguá. No acumulado do ano, o volume ultrapassou 7,9 milhões de toneladas, variação positiva de 4%. As carnes de aves congeladas concentraram 25,8% das exportações nesse modal, totalizando 2.270.587 toneladas — posição que mantém Paranaguá como o maior corredor global de carne de frango.

O Porto segue líder nacional na exportação de óleo de soja, responsável por 63% dos embarques do produto no país até outubro, superando 860 mil toneladas destinadas ao mercado internacional. Nos granéis líquidos, foram 8.025.092 toneladas movimentadas no ano, crescimento superior a 3% sobre 2024.

Fertilizantes seguem como principais importações

Nos desembarques, os fertilizantes continuam liderando, com 916.109 toneladas recebidas em outubro — volume 18% inferior ao do mesmo mês de 2024. Ainda assim, no acumulado, o Paraná mantém a liderança nacional, com alta de 6% no ano.

O estado responde por pouco mais de 25% de toda a importação brasileira de fertilizantes. A meta, segundo Vieira, é se aproximar das 12 milhões de toneladas em 2025, comprovando a robustez da infraestrutura portuária.

Atracações e fluxo terrestre superam números de 2024

O número de atracações já ultrapassa todo o resultado do ano passado: foram 2.341 navios contra 2.298 em 2024. No pátio de triagem, o fluxo de caminhões cresceu 22%, com 444.177 veículos carregados com granéis sólidos, como soja e farelo.

O transporte ferroviário também avançou: a circulação de vagões aumentou 17% nos últimos 30 dias analisados, e o volume de cargas transportadas cresceu 33% em comparação com outubro de 2024. No acumulado do ano, há leve redução de 1% no número de vagões e queda de 0,4% nas cargas recebidas por ferrovia.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

TCP registra recorde histórico de movimentação de contêineres em outubro

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, encerrou outubro com o maior volume mensal já movimentado: 148.690 TEUs. O resultado supera o recorde anterior, obtido em setembro, e reflete o avanço das exportações de cargas refrigeradas, especialmente os embarques de carne bovina e frango, que consolidam o terminal como o principal corredor de proteína animal do país.

Em outubro, 13.817 contêineres refrigerados passaram pelo terminal — o terceiro maior volume já registrado pela TCP — reforçando a expansão contínua do segmento ao longo de 2025.

Exportações de proteína impulsionam crescimento

De janeiro a outubro, os embarques de carne bovina atingiram 29.966 boxes, equivalentes a 59.766 TEUs e 838 mil toneladas, crescimento de cerca de 50% frente ao mesmo período de 2024. O desempenho de outubro soma-se aos recordes registrados ao longo de 2025, incluindo as marcas históricas de março, maio e setembro.

O avanço supera também a média nacional. Dados da ABIEC mostram que as exportações brasileiras de carne bovina cresceram 16,6% no período, totalizando 2,79 milhões de toneladas. Cerca de 30% desse volume passou pela TCP, evidenciando sua relevância logística.

Eficiência operacional e infraestrutura como diferenciais

Para Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e atendimento da TCP, o crescimento contínuo é resultado da combinação entre capacidade operacional, integração logística e qualidade no atendimento às exportações. Ele destaca que as cargas refrigeradas seguem como um dos principais motores da movimentação no terminal.

A TCP possui o maior pátio reefer da América do Sul, com 5.268 tomadas para contêineres refrigerados, capazes de atender grandes volumes que exigem controle rigoroso de temperatura. Outro diferencial é a conexão ferroviária direta à área alfandegada, exclusiva no Sul do Brasil, que amplia a eficiência no escoamento de cargas vindas do interior.

Investimentos sustentam avanço das operações

Guidolim ressalta que o desempenho de outubro confirma a efetividade dos investimentos recentes em infraestrutura, automação e energia, reforçando o compromisso da TCP com eficiência e sustentabilidade. Segundo ele, o terminal está preparado para acompanhar o ritmo crescente das exportações brasileiras nos próximos anos.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Logística

Setor aquaviário da Região Norte cresce 3% no 3º trimestre de 2025

A movimentação portuária da Região Norte registrou alta no terceiro trimestre de 2025, alcançando 43,3 milhões de toneladas entre julho e setembro. O volume representa um crescimento de 3% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da Antaq.

Granel sólido e granel líquido impulsionam a expansão

O avanço foi puxado, sobretudo, pelo granel sólido, que somou 33,8 milhões de toneladas, alta de 2,5% ante 2024. O granel líquido também cresceu, chegando a 4,4 milhões de toneladas — aumento de 3,3% — com destaque para o transporte de petróleo e seus derivados.

Carga conteinerizada apresenta o maior crescimento

Entre os tipos de carga, o melhor desempenho veio da carga conteinerizada, que registrou expansão de 9,93% e atingiu 3,2 milhões de toneladas no trimestre. O resultado reflete o aumento na circulação de bens industrializados e consolida os portos nortistas como corredores logísticos estratégicos do país.

Destaques entre terminais públicos e privados

Nos terminais públicos, o destaque foi o Porto de Vila do Conde, que movimentou 5,5 milhões de toneladas, alta de 2,9% em relação a 2024. Entre os privados, o Terminal Graneleiro Hermasa apresentou crescimento expressivo de 43,9%, alcançando 3,1 milhões de toneladas.

Soja e petróleo lideram a movimentação por mercadorias

No recorte por produtos, a soja registrou o maior avanço: 83,5%, totalizando 5,6 milhões de toneladas no trimestre. Já o petróleo e derivados (exceto óleo bruto) teve aumento de 5,6%, somando 3,4 milhões de toneladas.

Navegação interior segue em expansão

O transporte pelas vias interiores manteve trajetória de crescimento, com 30,3 milhões de toneladas movimentadas — alta de 1,3%. O aumento foi impulsionado tanto pelo transporte nacional, que subiu 8,2%, quanto pelo internacional, que avançou 282%, reforçando a importância da navegação interior para a logística da Amazônia.

Longo curso registra alta puxada pelas importações

O longo curso também apresentou desempenho positivo: foram 17,6 milhões de toneladas movimentadas, crescimento de 1,03%, resultado impulsionado pela elevação de 10,5% nas importações.

Os números confirmam a relevância do setor aquaviário do Norte, fundamental para o dinamismo econômico regional, a ampliação da conectividade e o avanço sustentável do transporte de cargas no Brasil.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Portos do Sudeste registram crescimento de 7% em outubro com avanço nas cargas gerais e conteinerizadas

A movimentação de cargas nos portos do Sudeste atingiu 19,7 milhões de toneladas em outubro de 2025, um aumento de 7,05% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O resultado foi impulsionado pelo crescimento das cargas gerais, com alta de 22,77%, e pelo avanço das cargas conteinerizadas, que subiram 18,75%, refletindo a retomada da atividade econômica e o aumento das exportações de produtos industrializados.

Graneis sólidos e líquidos seguem em alta

O granel sólido, que representa mais da metade da movimentação regional, somou 11,6 milhões de toneladas. Já o granel líquido, composto por combustíveis e derivados, alcançou 1,8 milhão de toneladas, crescimento de 10,63% no período.
Entre as principais mercadorias movimentadas, destacam-se os contêineres, com 5,5 milhões de toneladas, seguidos por minério de ferro (4,5 milhões t), milho (2,5 milhões t), açúcar (1,8 milhão t) e petróleo e derivados, exceto óleo bruto (1,2 milhão t).

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou o papel da modernização na expansão dos resultados:

“Estamos colhendo os frutos de uma gestão voltada à eficiência e à integração logística. A modernização dos terminais e a digitalização dos processos portuários têm colocado o Brasil em um novo patamar de competitividade”, afirmou.

Portos do Sudeste fortalecem posição estratégica

Com destaque para os portos de Santos (SP), Vitória (ES) e Itaguaí (RJ), o Sudeste segue como o principal corredor logístico do país, responsável por uma fatia expressiva das exportações brasileiras de commodities, combustíveis e produtos industrializados.
A região reúne infraestrutura portuária integrada a polos industriais e agrícolas, o que favorece a eficiência logística e o escoamento da produção nacional.

O Porto de Santos, maior da América Latina, lidera as exportações de açúcar, soja, milho e carne, além de registrar forte expansão na movimentação de contêineres. Já o Porto de Vitória se consolida como referência em granéis sólidos e líquidos, com destaque para minério de ferro e celulose. O Porto de Itaguaí, no Rio de Janeiro, tem papel essencial nas cadeias siderúrgica e de petróleo.

Investimentos reforçam modernização e integração logística

Nos últimos meses, o Ministério de Portos e Aeroportos intensificou os investimentos no Sudeste, com foco na modernização de terminais, ampliação da infraestrutura e integração entre modais de transporte. Somente em 2025, foram autorizados R$ 1,5 bilhão em investimentos privados nos portos de São Paulo e Rio de Janeiro.

Entre os principais projetos, estão os R$ 275 milhões destinados ao terminal de combustíveis Tecma, em São João da Barra (RJ), e R$ 1,24 bilhão na modernização do Porto de Santos.
A região também lidera os investimentos na indústria naval, com R$ 1,54 bilhão aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM) para construção e modernização de embarcações.

Grande parte dos recursos foi destinada ao Rio de Janeiro, que concentra estaleiros e operações offshore. O objetivo é aumentar a capacidade operacional dos portos, atrair novas cargas e fortalecer a logística intermodal na região Sudeste.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa

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Portos

Portos brasileiros batem recorde de movimentação mesmo após tarifaço dos EUA

Mesmo após o tarifaço imposto pelos Estados Unidos, a movimentação portuária no Brasil registrou crescimento expressivo em agosto. Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o volume de cargas movimentadas foi 7,8% superior ao do mesmo mês do ano anterior.
No acumulado entre janeiro e agosto de 2025, o país atingiu 914,8 milhões de toneladas, avanço de 2,8% em relação a 2024, consolidando um novo recorde histórico no setor.

Brasil redireciona exportações e supera restrições americanas

O relatório da Antaq aponta que o redirecionamento das rotas comerciais foi essencial para manter o ritmo das exportações após as sanções impostas pelos EUA. Em agosto, o volume exportado cresceu 3,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
Destaque para o aumento das exportações destinadas à Índia (348%), México (97%), Argentina (50%) e China (12%), principal parceiro comercial do Brasil. Já as remessas para os Estados Unidos tiveram queda de 17%.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras via contêineres nos oito primeiros meses do ano nos últimos quatro anos. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações de contêineres do Brasil | Jan-Ago 2022 a 2025 | TEU

“O recorde na movimentação de carga reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional. Estamos trabalhando para expandir o modal aquaviário, que gera mais empregos e renda para o povo brasileiro”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Portos privados lideram crescimento; Itajaí se destaca

De acordo com a Antaq, o avanço mais expressivo em agosto ocorreu nos terminais privados, com alta de 11%. Entre os portos públicos, o destaque foi Itajaí (SC), que apresentou impressionante crescimento de 412%, resultado da retomada das operações pelo Governo Federal.
No acumulado do ano, o porto catarinense dobrou o volume de 2024, alcançando 2,5 milhões de toneladas movimentadas.

Transporte de longo curso e cabotagem também batem recordes

O setor aquaviário registrou números inéditos em todas as modalidades: transporte de longo curso (exportação e importação) atingiu 95,4 milhões de toneladas; a cabotagem (entre portos brasileiros) somou 28,2 milhões de toneladas; e o transporte interior (portos fluviais) chegou a 8,1 milhões de toneladas. Esses resultados consolidam o crescimento sustentável do transporte marítimo no Brasil, mesmo diante de desafios externos.

Abaixo, um histórico das importações brasileiras via contêineres nos oito primeiros meses do ano nos últimos quatro anos. o gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Importações de contêineres do Brasil | Jan-Ago 2022 a 2025 | TEU

Granel líquido e petróleo impulsionam resultados

O granel líquido foi o tipo de carga com maior crescimento em agosto, registrando alta de 25%, o que representa 32,5 milhões de toneladas, o maior volume mensal já registrado.
Somente em petróleo e derivados, foram movimentadas 22,5 milhões de toneladas, avanço de 33,4% em comparação com o mesmo mês de 2024.
As exportações de minério de ferro cresceram 11,3% (42,2 milhões de toneladas), enquanto o milho teve alta de 3,4% (10,7 milhões de toneladas).

FONTE: Antaq
TEXTO: Redação
IMAGENS: Reprodução/Datamar News

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