Portos

Porto de Imbituba registra melhor janeiro da história com 679 mil toneladas movimentadas

O Porto de Imbituba iniciou o ano com desempenho recorde e consolidou o melhor resultado já registrado para o mês de janeiro. Ao todo, foram mais de 679 mil toneladas movimentadas e 34 atracações no período, reforçando a importância do complexo como um dos principais motores do crescimento econômico de Santa Catarina e do Brasil.

O volume expressivo confirma a trajetória de expansão do terminal e amplia sua relevância nos corredores logísticos nacionais, além de fortalecer a atração de investimentos para a região.

Exportações e importações impulsionam movimentação

No recorte por tipo de operação, as exportações somaram 251,4 mil toneladas. Entre os principais produtos embarcados estão coque calcinado, coque não calcinado e farelo de milho.

Já as importações atingiram 363,1 mil toneladas, com destaque para hulha betuminosa, sal, coque de petróleo e insumos industriais. A diversidade das cargas evidencia a solidez das cadeias produtivas atendidas pelo porto e a força do comércio exterior catarinense.

Cabotagem e transbordo ampliam integração logística

A cabotagem também apresentou crescimento, com 42,3 mil toneladas embarcadas e 9,3 mil toneladas desembarcadas. O resultado reforça a eficiência da navegação costeira e a integração entre portos brasileiros.

No transbordo, foram registradas 9 mil toneladas embarcadas e 3,8 mil toneladas desembarcadas. Os números confirmam o papel estratégico do terminal como hub logístico e plataforma de redistribuição de cargas no Sul do país.

Granéis sólidos lideram operações

Os granéis sólidos continuam concentrando a maior parte da movimentação, com 531,8 mil toneladas — o equivalente a 78,3% do total. Entre os produtos de maior participação estão coque de petróleo, barrilha, canola em grãos, hulha betuminosa, sal e farelo de milho.

O segmento de contêineres segue em expansão e já representa 14,2% da movimentação total, com 96,2 mil toneladas, indicando a crescente atração de cargas de maior valor agregado. A carga geral respondeu por 6,5% do volume (mais de 44 mil toneladas), demonstrando a capacidade do porto em operar mercadorias com maior complexidade logística.

Impacto econômico e geração de empregos

Além do avanço operacional, o desempenho do Porto de Imbituba gera reflexos diretos na economia regional. A atividade portuária impulsiona a geração de empregos, fortalece os setores de transporte, comércio e serviços e contribui para projetos de integração entre porto e cidade, com foco em desenvolvimento sustentável.

O secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, destacou a relevância estratégica do complexo para o Estado. Segundo ele, os resultados de janeiro evidenciam a contribuição do terminal para a competitividade das cadeias produtivas e para a economia catarinense e brasileira.

O diretor-presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes, atribuiu o desempenho histórico à estratégia de gestão e aos investimentos realizados. De acordo com ele, o recorde demonstra maturidade operacional, diversificação de cargas e fortalecimento da posição estratégica do porto nos mercados nacional e internacional.

Comércio exterior supera US$ 153 milhões

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontam que as operações de comércio exterior realizadas pelo porto movimentaram mais de US$ 153 milhões apenas em janeiro de 2026. O resultado reforça a contribuição decisiva do terminal para a balança comercial de Santa Catarina e do país.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Setor aquaviário brasileiro movimenta 1,4 bilhão de toneladas em 2025 e bate novo recorde, aponta ANTAQ

O setor aquaviário brasileiro encerrou 2025 com 1,4 bilhão de toneladas de cargas movimentadas, consolidando mais um recorde histórico. Os dados constam no Desempenho Aquaviário 2025, divulgado nesta terça-feira (10) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), em Brasília. O volume representa um crescimento de 6,1% em relação a 2024, quando foram registradas 1,32 bilhão de toneladas.

Segundo a Agência, o resultado confirma uma trajetória contínua de expansão do transporte aquaviário, impulsionada pelo aumento da demanda logística e pela maturidade institucional do setor.

Crescimento reflete consolidação do setor

Na abertura do evento, o diretor-geral da ANTAQ, Frederico Dias, destacou que o desempenho não é pontual, mas resultado de um ciclo consistente de crescimento. Para ele, a divulgação dos dados reforça o papel técnico da Agência ao oferecer informações confiáveis para apoiar o planejamento do setor privado e a tomada de decisões estratégicas.

Minério de ferro lidera movimentação de cargas

Desde o início da série histórica do Estatístico Aquaviário, o minério de ferro permanece como a principal mercadoria transportada por peso bruto. Em 2025, foram movimentadas 425,8 milhões de toneladas, sendo 406,2 milhões destinadas ao longo curso.

Outros produtos também registraram desempenho relevante, como a soja, que alcançou 139,7 milhões de toneladas, com alta de 14% na comparação anual. O gás de petróleo somou 5,8 milhões de toneladas, crescimento de 10,4%, enquanto os fertilizantes atingiram 49,3 milhões de toneladas, avanço de 10% frente a 2024.

O mês de dezembro de 2025, cujo fechamento ocorreu em fevereiro de 2026, registrou 119 milhões de toneladas movimentadas, alta de 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Portos públicos mantêm ritmo de expansão

Os portos públicos movimentaram 497 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 4,5%. O maior avanço proporcional entre as 20 principais instalações foi registrado no Porto de Santarém (PA), com 18,5 milhões de toneladas, aumento de 13,2%.

O Porto de Santos (SP) manteve a liderança nacional entre os portos públicos, com 142,8 milhões de toneladas, volume 3% superior ao de 2024.

Cargas conteinerizadas atingem novo recorde

A movimentação de cargas conteinerizadas também bateu recorde em 2025, com 164,6 milhões de toneladas, crescimento de 7,2%. Em número de contêineres, o setor alcançou 15,3 milhões de TEUs, avanço de 10,2%.

Do total, 10,4 milhões de TEUs foram transportados no longo curso e 4,8 milhões de TEUs na cabotagem, evidenciando a relevância crescente desse modal.

Granéis e navegação interior ganham força

Os granéis sólidos lideraram em volume, com 839,7 milhões de toneladas, crescimento de 6,3%, enquanto os granéis líquidos somaram 333 milhões de toneladas, alta de 6,1%. A carga geral solta alcançou 65,8 milhões de toneladas, com leve avanço de 0,8%.

Na navegação, o longo curso movimentou 1,01 bilhão de toneladas (+6%), a cabotagem chegou a 303,7 milhões de toneladas (+3,4%) e a navegação interior registrou 91,3 milhões de toneladas, com expressivo crescimento de 19,7%.

Terminais privados ampliam participação

Os Terminais de Uso Privado (TUPs) responderam por 906,1 milhões de toneladas, crescimento de 7% em relação a 2024. O maior avanço percentual foi do Porto Sudeste do Brasil (RJ), que movimentou 30,6 milhões de toneladas, alta de 23,8%.

Mesmo com queda de 2%, o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA) manteve a liderança entre os TUPs, com 172,4 milhões de toneladas movimentadas em 2025.

Projeções indicam avanço contínuo

As projeções da ANTAQ apontam que a movimentação portuária deve alcançar 1,44 bilhão de toneladas em 2026, crescimento estimado de 2,7%. Para 2030, a expectativa é que o setor atinja 1,59 bilhão de toneladas, mantendo a tendência de expansão do sistema portuário nacional.

Painel Estatístico amplia acesso aos dados

O Painel Estatístico Aquaviário está disponível no site da ANTAQ e permite consultas detalhadas por tipo de carga, operação e instalação portuária. A ferramenta pode ser acessada também por dispositivos móveis, facilitando o acompanhamento dos indicadores do setor.

Prêmio ANTAQ reconhece boas práticas

Ainda nesta terça-feira (10), a Agência realiza a 10ª edição do Prêmio ANTAQ, que reconhece estudos, projetos e iniciativas voltadas à melhoria dos transportes aquaviários. A cerimônia acontece às 19h, com transmissão pelo Instagram da Agência.

A principal novidade desta edição é a criação da categoria Conexão Hidroviária, que se soma às já existentes, como Desempenho Ambiental, Iniciativas Inovadoras, Artigos Técnico-Científicos e Gênero e Diversidade.

Despedida marca encerramento do evento

O evento também foi marcado pela despedida de Flávia Morais Lopes Takafashi, diretora da ANTAQ desde 2020 e servidora da Agência desde 2010. Primeira mulher indicada pela Presidência da República para a diretoria da autarquia, Flávia deixa o cargo oficialmente no dia 18 deste mês.

Sua gestão foi destacada pela ampliação do diálogo institucional, decisões técnicas relevantes e pelo fortalecimento da agenda de diversidade, incluindo o lançamento do Guia de Enfrentamento ao Assédio, iniciativa premiada pela Organização Marítima Internacional (IMO) em 2023.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Thiago Sousa

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Portos

Movimentação portuária no Norte cresce 45,16% e supera média nacional em novembro de 2025

A movimentação portuária na Região Norte registrou forte expansão em novembro de 2025 e superou com ampla margem o desempenho nacional. Os portos nortistas movimentaram 11,8 milhões de toneladas no mês, crescimento de 45,16% na comparação com novembro de 2024. No mesmo período, a média nacional avançou 14,45%, evidenciando o protagonismo da região na logística brasileira e no escoamento da produção.

O resultado reforça a importância estratégica dos portos do Norte na integração do sistema aquaviário, especialmente pelo uso intensivo das hidrovias e pela proximidade com grandes polos produtores de commodities.

Desempenho por tipo de carga impulsiona resultado regional

O crescimento foi liderado pelos granéis sólidos, que somaram 8,9 milhões de toneladas, com alta expressiva de 61,32% em relação ao ano anterior. O segmento consolidou-se como o principal tipo de carga movimentada na região no período.

Já o granel líquido alcançou 1,4 milhão de toneladas, registrando aumento de 32,34%, enquanto a carga conteinerizada totalizou 954 mil toneladas, com crescimento de 23,9% na comparação anual.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números demonstram o papel do transporte aquaviário no desenvolvimento regional. Para ele, os investimentos em eficiência portuária e navegação interior ampliam as condições de escoamento da produção, especialmente em áreas estratégicas como a Região Norte.

Principais portos e mercadorias movimentadas

Entre os complexos portuários de maior destaque, o Porto de Vila do Conde, no Pará, liderou a movimentação regional em novembro, com 1,8 milhão de toneladas. Na sequência aparecem o Porto de Santarém, também no Pará, com 1,3 milhão de toneladas, e o Terminal de Trombetas, que registrou 1,2 milhão de toneladas no mês.

Esses terminais são fundamentais para o escoamento da produção mineral e agrícola, além de estruturarem rotas estratégicas da navegação interior.

No recorte por mercadorias, o milho foi o principal produto movimentado, com 4 milhões de toneladas. Em seguida aparecem a bauxita, com 2,3 milhões de toneladas, e o petróleo, que totalizou 1 milhão de toneladas. O perfil das cargas confirma a vocação do Norte para o transporte de commodities agrícolas e minerais, apoiado pela extensa malha hidroviária regional.

Navegação interior e cabotagem registram forte expansão

A navegação interior manteve-se como o principal modal da Região Norte, com 8 milhões de toneladas movimentadas e crescimento de 56,1% na comparação anual. O desempenho evidencia a relevância dos rios como corredores logísticos naturais para a economia regional.

O longo curso respondeu por 4,5 milhões de toneladas, com alta de 42,07%, enquanto a cabotagem alcançou 1,2 milhão de toneladas e apresentou crescimento de 68,36%, percentual muito superior ao observado no cenário nacional.

Comparação com a movimentação portuária nacional

Em nível nacional, os portos brasileiros movimentaram 118,2 milhões de toneladas em novembro de 2025, com crescimento de 14,45% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O granel sólido somou 70,7 milhões de toneladas, com alta de 16,80%, seguido pelo granel líquido, que totalizou 28,7 milhões de toneladas e avançou 20,61%. A carga conteinerizada registrou 13,9 milhões de toneladas, crescimento de 7,18%.

Entre as principais mercadorias movimentadas no país destacaram-se o minério de ferro, com 37,7 milhões de toneladas, o petróleo, com 19,4 milhões, os contêineres, com 13,9 milhões, e o milho, que alcançou 8,3 milhões de toneladas.

O comparativo entre os dados regionais e nacionais mostra que a Região Norte cresceu mais de três vezes acima da média do Brasil em novembro. O avanço da cabotagem e da navegação interior reforça a relevância do transporte aquaviário para a integração territorial, o desenvolvimento econômico e o aumento da competitividade logística do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Movimentação de cargas nos portos brasileiros atinge recorde e cresce quase 5% em 2025

A movimentação de cargas nos portos brasileiros alcançou um novo recorde e registrou crescimento de 4,97% entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados do Ministério de Portos e Aeroportos. No acumulado de 11 meses, foram movimentadas 1,28 bilhão de toneladas, conforme estatísticas divulgadas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Mantido o ritmo observado ao longo do ano, a estimativa é que o volume total tenha superado 1,34 bilhão de toneladas ao final de 2025, considerando operações de exportação e importação.

Investimentos impulsionam recordes consecutivos

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho reflete os avanços estruturais do setor. Segundo ele, o país vem registrando recordes sucessivos na movimentação portuária nos últimos três anos, resultado direto da modernização da infraestrutura e do aumento dos investimentos públicos e privados.

“Vamos para mais um ciclo de ampliação da capacidade operacional e de ganhos de eficiência nos portos brasileiros”, afirmou o ministro.

Regulação fortalece o setor aquaviário

Para o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, os números positivos demonstram a resiliência do setor aquaviário diante de cenários econômicos e geopolíticos adversos. Ele destacou ainda o papel da regulação eficiente na atração de investimentos e no estímulo ao desenvolvimento do segmento.

“Quando o setor vai bem, isso indica que a agência está cumprindo adequadamente sua função reguladora”, ressaltou.

Novembro registra alta acima da média

Analisando apenas o mês de novembro de 2025, a movimentação nos portos brasileiros apresentou crescimento ainda mais expressivo, de 14,5%, com um total de 118,2 milhões de toneladas.

Nos portos públicos, o avanço foi de 17%, somando 42,1 milhões de toneladas. O principal destaque foi o Porto de Paranaguá (PR), que movimentou 5,9 milhões de toneladas, crescimento de 44,3%.

Já os portos autorizados alcançaram 76,1 milhões de toneladas, com alta de 13,1%. O maior aumento percentual ocorreu no Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ), com crescimento de 55,7% e movimentação de 6,3 milhões de toneladas.

Navegação e contêineres também avançam

Segundo o levantamento, a navegação de longo curso cresceu 13%, atingindo 85,7 milhões de toneladas. A cabotagem avançou 11,87%, com 26,2 milhões de toneladas, enquanto a navegação interior apresentou a maior variação, com alta de 59,28%, totalizando 6,2 milhões de toneladas.

A movimentação de contêineres também registrou desempenho positivo, com crescimento de 7,18% em novembro e volume de 13,8 milhões de toneladas. Entre as mercadorias, os principais destaques foram trigo, soja e milho.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

China registra recordes na movimentação portuária em 2025 e cresce 6,6% no transporte de contêineres

A movimentação portuária da China fechou 2025 em patamar recorde, reforçando o país como um dos principais hubs logísticos globais. Mesmo diante de incertezas no comércio internacional, dados oficiais apontam crescimento consistente tanto no volume total de cargas quanto no transporte de contêineres.

Portos estratégicos antecipam marcas históricas

Ao longo de dezembro de 2025, grandes terminais chineses alcançaram resultados inéditos. O porto de Ningbo-Zhoushan superou, no dia 2, a marca de 40 milhões de TEUs movimentados no ano, tornando-se o terceiro do mundo a atingir esse nível. Em seguida, o porto de Qingdao ultrapassou 700 milhões de toneladas de cargas em 8 de dezembro, antecipando em 15 dias o desempenho de 2024.

Já o porto de Tianjin encerrou o ano com mais de 23,29 milhões de TEUs, alcançando o volume anual 17 dias antes do registrado no ano anterior.

Crescimento nacional no volume de cargas e contêineres

Segundo o Ministério dos Transportes da China, entre janeiro e novembro de 2025, os portos do país movimentaram 16,75 bilhões de toneladas, alta de 4,4% na comparação anual. No mesmo período, o fluxo de contêineres atingiu 320 milhões de TEUs, crescimento de 6,6%.

O desempenho reflete a base estrutural do sistema portuário chinês, que vem passando por forte expansão física e tecnológica nos últimos anos.

Investimentos ampliam capacidade e eficiência

Entre os destaques está Ningbo-Zhoushan, onde os terminais de Chuanshan e Meishan passaram a operar com capacidade superior a 10 milhões de TEUs cada. Em Qingdao, 15 projetos iniciados em 2025 acrescentaram 16 milhões de toneladas de capacidade e 1,46 milhão de metros quadrados de pátios logísticos.

A automação portuária também avançou. O porto de Tianjin implantou um sistema inteligente de gestão de contêineres, elevando a eficiência operacional. Em Xangai, veículos guiados automaticamente já atuam de forma autônoma no transporte e posicionamento de cargas.

Clusters portuários fortalecem a logística chinesa

Atualmente, a China concentra clusters portuários de classe mundial no Golfo de Bohai, no Delta do Rio Yangtzé e na Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau. O país mantém a maior escala de infraestrutura portuária do planeta e lidera em número e nível tecnológico de terminais automatizados.

Para Yuan Ziwen, diretor da Divisão de Economia do Transporte Aquaviário do Instituto de Planejamento e Pesquisa do Ministério dos Transportes, a modernização alterou profundamente o papel dos portos. Segundo ele, a intensa atividade portuária é um indicativo da resiliência do comércio exterior chinês.

Novas rotas ampliam alcance internacional

Como nós centrais do comércio internacional, os portos chineses expandiram conexões com mercados emergentes. Ningbo-Zhoushan inaugurou sua primeira rota pela Passagem do Ártico. Jiaxing abriu ligação direta com a África, enquanto Wenzhou e Beibu Gulf lançaram rotas para o Oriente Médio. Também houve ampliação dos fluxos com América Latina, África e Oriente Médio.

Exportações de maior valor agregado impulsionam demanda

O aumento da movimentação portuária está associado à maior demanda por produtos de alto valor agregado e por bens ligados à transição energética. De acordo com Wang Zhanyou, presidente da Ningbo Union-Ocean Shipping, a concorrência no setor fotovoltaico levou empresas a investir em projetos de armazenamento de energia, sustentando o crescimento das exportações.

Nos primeiros 11 meses de 2025, as exportações chinesas de produtos eletromecânicos somaram RMB 14,89 trilhões, alta de 8,8%, representando 60,9% do total exportado pelo país.

Integração regional fortalece cadeias globais

A integração entre os portos avançou especialmente no Delta do Rio Yangtzé, com uma estrutura formada por Xangai e Ningbo-Zhoushan como núcleos centrais, apoiados por portos fluviais e costeiros de Jiangsu, Zhejiang e Anhui. Veículos elétricos de Anhui e módulos fotovoltaicos de Jiangsu passaram a acessar diretamente mercados da Europa e dos Estados Unidos.

A rota expressa Xangai–Chongqing reduziu o tempo de navegação e reforçou a inserção da região de Chengdu–Chongqing nas cadeias globais.

Portos fluviais ganham protagonismo

Os portos fluviais tiveram crescimento de 5,7% nos primeiros 11 meses de 2025, superando o avanço dos portos costeiros. O porto de Suzhou movimentou 560,88 milhões de toneladas e 9,33 milhões de TEUs. Xuzhou, Hangzhou e Wuhu registraram crescimento de dois dígitos em contêineres, enquanto Wuxi ampliou o volume em mais de 100%, chegando a 109,3%.

Segundo Yuan Ziwen, a modernização das hidrovias elevou a eficiência logística, além de manter o transporte fluvial como alternativa mais econômica e menos emissora de carbono em médias e longas distâncias.

Planejamento estratégico para os próximos anos

Diante desse cenário, diversas províncias incluíram a navegação interior em seus planos para o 15º Plano Quinquenal. Chongqing pretende fortalecer a navegação no alto Yangtzé, Henan busca integrar hidrovias em uma rede estruturada de canais, e Hubei planeja expandir corredores fluviais estratégicos, incluindo o eixo das Três Gargantas.

De acordo com o Ministério dos Transportes, essas iniciativas seguem diretrizes nacionais para a construção de uma malha hidroviária de alto padrão, com impacto direto na redução de custos logísticos e no fortalecimento do mercado interno.

FONTE: China 2 Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Zhang Ailin/ Xinhua

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Portos

Complexo Portuário de Itajaí movimenta 1,5 milhão de toneladas em novembro e registra crescimento de 20%

O Complexo Portuário de Itajaí encerrou o mês de novembro de 2025 com a movimentação de 1.516.914 toneladas, resultado que representa um crescimento de aproximadamente 20% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram movimentadas 1.269.328 toneladas.

No recorte do Porto de Itajaí, considerando exclusivamente o cais público e a área comercial, a movimentação em novembro foi de 564.517 toneladas, evidenciando a importância do porto público dentro do conjunto das operações.

Acumulado do ano reforça retomada e crescimento do setor portuário em Itajaí

De janeiro a novembro de 2025, o Complexo Portuário de Itajaí acumulou 14.225.986 toneladas movimentadas, crescimento de 11% em relação ao mesmo período de 2024 (12.804.927 toneladas).

Já o Porto de Itajaí (cais público + área comercial) soma, no mesmo período, 4.277.115 toneladas, frente a 754.052 toneladas no acumulado de 2024.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, os números confirmam o novo momento do porto público e do complexo como um todo:

“O acumulado do ano confirma a força da retomada do Porto de Itajaí e do Complexo Portuário. De janeiro a novembro, o Complexo já movimentou 14,2 milhões de toneladas, e, dentro desse resultado, o porto público — considerando o cais público e a área comercial — respondeu por mais de 4,27 milhões de toneladas. Isso demonstra regularidade operacional, eficiência e confiança do mercado, com impacto direto na economia de Itajaí, de Santa Catarina e do Brasil.”

PRINCIPAIS NÚMEROS | PORTO DE ITAJAÍ

Novembro de 2025

    •    Complexo Portuário: 1.516.914 toneladas

    •   +20% em relação a novembro de 2024

    •    Porto de Itajaí (cais público + área comercial): 564.517 toneladas

Acumulado do Ano (jan–nov/2025)

    •    Complexo Portuário: 14.225.986 toneladas

    •    +11% em relação ao mesmo período de 2024

    •    Porto de Itajaí (cais público + área comercial): 4.277.115 toneladas
          (Em 2024: 754.052 toneladas)

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Portos do Sul movimentam 108,4 milhões de toneladas e registram alta de 7,4% em 2025

A atividade dos Portos do Sul manteve trajetória de crescimento em 2025. Entre janeiro e outubro, os terminais da região movimentaram 108,4 milhões de toneladas, segundo dados do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O volume representa um avanço de 7,41% na comparação com o mesmo intervalo de 2024, consolidando o bom desempenho logístico no Sul do país.

O resultado foi sustentado pelo aumento da demanda, pela diversificação do perfil de cargas e por investimentos em infraestrutura portuária.

Granéis sólidos e contêineres puxam o crescimento

Os granéis sólidos lideraram a movimentação regional, com 65,3 milhões de toneladas, crescimento de 1,65% no período. Já as cargas conteinerizadas tiveram o avanço mais expressivo, alcançando 25,9 milhões de toneladas, com alta de 23,48%.

O granel líquido somou 6,2 milhões de toneladas, crescimento de 10,18%, enquanto a carga geral atingiu 11,0 milhões de toneladas, avanço de 9,13% em relação ao ano anterior.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho reflete melhorias contínuas na gestão e na infraestrutura. Para ele, os portos do Sul combinam crescimento de demanda, diversificação de cargas e investimentos estruturantes.

Porto de Paranaguá lidera movimentação no Sul

O Porto de Paranaguá (PR) foi o mais movimentado da região, com 55,2 milhões de toneladas, o equivalente a 50,9% do total sulista, e crescimento de 7,61%. Na sequência aparece o Porto do Rio Grande (RS), que registrou 26,3 milhões de toneladas, participação de 24,3% e alta de 9,32%.

O Porto de São Francisco do Sul (SC) movimentou 14,9 milhões de toneladas, com participação de 13,7% e crescimento de 1,48%. Já o Porto de Imbituba (SC) totalizou 6,2 milhões de toneladas, representando 5,7% do volume regional, mas com retração de 14,7%. O destaque ficou com Itajaí (SC), que movimentou 3,4 milhões de toneladas e registrou crescimento de 461% em relação a 2024.

Perfil de cargas destaca agronegócio e insumos industriais

O mix de mercadorias movimentadas pelos portos do Sul mostra forte presença do agronegócio e de insumos industriais. As cargas conteinerizadas lideraram, com 25,9 milhões de toneladas, correspondendo a 23,9% do total.

A soja respondeu por 23 milhões de toneladas, participação de 21,3%, apesar de queda de 8,0%. Os adubos e fertilizantes somaram 16,2 milhões de toneladas, com crescimento de 7,09%. O milho alcançou 6,5 milhões de toneladas, avanço expressivo de 165,56%, enquanto o açúcar totalizou 6,1 milhões de toneladas, com retração de 9,7%.

Longo curso concentra operações e comércio exterior cresce

A navegação de longo curso, responsável pelas operações de importação e exportação, movimentou 93,4 milhões de toneladas, alta de 6,43%. A cabotagem somou 6,0 milhões de toneladas, crescimento de 8,37%, enquanto as vias interiores registraram 2,9 milhões de toneladas, com queda de 3,35%.

No comércio exterior, as importações avançaram 9,34%, e as exportações cresceram 4,98%. O transporte por contêineres teve alta de 18,51%, enquanto as demais cargas aumentaram 4,55%. Já o transporte de cargas de origem nacional cresceu 6,49%.

Para o Ministério de Portos e Aeroportos, os números confirmam o retorno dos investimentos federais em dragagem, acessos terrestres e modernização operacional, fortalecendo a competitividade logística da Região Sul.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/Mpor

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Portos

Portos públicos da Bahia movimentam 10,8 milhões de toneladas em 2025

Os portos públicos da Bahia movimentaram mais de 10,8 milhões de toneladas de cargas entre janeiro e outubro de 2025. O resultado consta em balanço divulgado pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) e reflete o desempenho operacional dos terminais sob gestão federal no estado.

O volume acumulado nos portos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus reforça a relevância da Bahia no comércio exterior e na logística portuária brasileira, mantendo o estado em posição estratégica no cenário nacional.

Julho e agosto concentram maiores volumes do ano

Os melhores resultados mensais foram registrados em julho e agosto, quando a movimentação ultrapassou 1,2 milhão de toneladas em cada mês. Segundo a Codeba, esses períodos concentraram os maiores volumes operados em 2025 até agora, com impacto direto no desempenho acumulado do ano.

Porto de Salvador lidera movimentação de cargas

Entre os terminais administrados pela Companhia, o Porto de Salvador apresentou o maior volume no período analisado, com 5,7 milhões de toneladas movimentadas. Em seguida aparece o Porto de Aratu-Candeias, que registrou 5,0 milhões de toneladas. Já o Porto de Ilhéus somou 165.367 toneladas entre janeiro e outubro.

De acordo com a Codeba, os números estão associados ao fortalecimento das operações portuárias e à melhoria da organização logística dos terminais baianos, que exercem papel fundamental na movimentação de cargas do estado e do país.

Investimentos impulsionam competitividade dos portos

O presidente da Codeba, Antonio Gobbo, destacou que os resultados são reflexo dos investimentos em infraestrutura portuária, alinhados a uma política de governo voltada ao desenvolvimento econômico e social.

Segundo ele, a ampliação da infraestrutura, a integração com outros modais de transporte, além de avanços em tecnologia e segurança, têm garantido maior fluidez operacional e aumentado a competitividade dos portos da Bahia.

Gobbo ressaltou ainda que esse cenário contribui para a geração de empregos, aumento da renda e criação de novas oportunidades de desenvolvimento social em âmbito regional e nacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Portos da Região Norte registram alta de 31% e movimentam 12,6 milhões de toneladas em outubro

Os portos da Região Norte movimentaram 12,6 milhões de toneladas de cargas em outubro de 2025, resultado que representa um crescimento de 31,46% em relação ao mesmo mês de 2024. No ano anterior, o volume havia sido de 10,2 milhões de toneladas. Os dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e confirmam a expansão contínua da atividade portuária na região.

Navegação interior impulsiona resultados

De acordo com levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos, o principal motor do crescimento foi a navegação interior, responsável por 7,4 milhões de toneladas movimentadas no período. O volume representa uma alta de 25,28% na comparação anual e reforça a importância dessa modalidade para a integração logística regional, especialmente no escoamento da produção agrícola e mineral.

Cabotagem avança e contêineres ganham destaque

A navegação de cabotagem também apresentou desempenho expressivo, com crescimento de 26,71% em relação a outubro do ano passado, alcançando 872 mil toneladas. O maior destaque ficou para o transporte de contêineres, que registrou aumento de 128%, evidenciando o fortalecimento da cabotagem como alternativa logística, sustentável e competitiva.

Investimentos reforçam papel estratégico da região

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho da Região Norte reflete a importância dos investimentos estruturantes para a logística nacional. Segundo ele, os resultados mostram que os portos têm papel central no desenvolvimento econômico, na integração regional e no aumento da competitividade das exportações brasileiras.

Longo curso mantém relevância nas exportações

A navegação de longo curso movimentou 4,4 milhões de toneladas em outubro, crescimento de 19,22% frente ao mesmo período de 2024. A modalidade segue como eixo fundamental no fluxo de exportações da Região Norte.

Entre as principais cargas transportadas, o milho liderou com 3,8 milhões de toneladas, seguido pela bauxita, com 1,9 milhão de toneladas. Os contêineres também tiveram participação relevante, somando cerca de 1 milhão de toneladas.

Portos com maior movimentação

No recorte por terminal, o Porto de Vila do Conde (PA) apresentou o maior volume no mês, com 1,8 milhão de toneladas movimentadas. Em seguida, o Porto de Santarém (PA) registrou 1 milhão de toneladas no mesmo período.

Desempenho acompanha crescimento nacional

O avanço observado na Região Norte está alinhado ao bom momento do setor portuário brasileiro. Segundo a Antaq, setembro e outubro alcançaram movimentações de 120,4 milhões e 121,5 milhões de toneladas, respectivamente, os maiores volumes já registrados na série histórica.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ascom/MPor

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Portos

Portos do Paraná bate recorde histórico e ultrapassa 70 milhões de toneladas em 2025

Resultado supera a movimentação de 2024 e antecipa em dez anos a meta prevista em planejamento técnico

A Portos do Paraná alcançou a marca de 70 milhões de toneladas movimentadas entre janeiro e parte de dezembro de 2025, o que representa um recorde histórico para a empresa pública e supera a produtividade de 2024 quinze dias antes do término do ano. Até o momento, o volume é 5% maior do que o registrado no ano anterior.

A expectativa é aumentar ainda mais essa escala de movimentação, com previsão de alcançar entre 72 e 73 milhões de toneladas até o dia 31 de dezembro. Com isso, a Portos do Paraná irá superar o planejamento técnico, que previa uma movimentação de 70 milhões de toneladas somente a partir de 2035.

“Os portos do Paraná alcançaram novamente uma marca histórica e muito antes do previsto. O Porto de Paranaguá é o mais eficiente do Brasil. Estamos trabalhando com novos investimentos para garantir essa expansão contínua nos próximos anos para garantir fluxo internacional para as empresas e indústrias paranaenses”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

O aumento da movimentação de cargas nos portos paranaenses entre os anos de 2018 e 2025 é de 32%. A conquista registrada antes do encerramento do ano é motivo de muita comemoração, de acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

“Em 2019, quando dissemos que iríamos alcançar as 60 milhões de toneladas, houve dúvida por parte de muitos, que afirmavam que não seria possível. Em cinco anos, superamos a meta e chegamos a 66,7 milhões de toneladas. Agora, ultrapassamos a marca de 70 milhões, provando que, com o uso de inteligência logística, investimentos e muito trabalho de toda a equipe da Portos do Paraná, além da participação ativa da comunidade portuária, quebrar barreiras e antecipar o futuro é possível”, afirmou Garcia.

Quando o assunto é exportação, o Porto de Paranaguá se destaca como um dos mais importantes do mundo no embarque de grãos e farelos. Também é o maior corredor de exportação de carne de frango congelada do planeta, por onde saem mais de 48% de toda a produção nacional, destinada ao mercado externo.

Entre os portos brasileiros, Paranaguá é o maior exportador de carnes (frango, bovino e suíno), sendo responsável por cerca de 40% de toda a exportação nacional. É também o principal canal de embarque de óleo de soja e possui o segundo maior fluxo de carregamento de soja e farelo de soja do país.

A Portos do Paraná também se destaca no recebimento de fertilizantes. Em 2025, mais de 11 milhões de toneladas foram recepcionadas em Paranaguá e Antonina.

Ações que impulsionam o marco histórico

Em setembro deste ano, houve um aumento do calado operacional (distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação) nos berços de granéis sólidos, que passou de 13,1 metros para 13,3 metros. A ampliação permitiu um crescimento médio de até 1,5 mil toneladas por navio.

Em outubro, foi a vez dos navios porta-contêineres ampliarem a movimentação devido ao aumento do calado operacional, que passou de 12,8 metros para 13,3 metros. “Com o aumento de 50 centímetros, houve um crescimento de aproximadamente 400 TEUs por navio”, destacou o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira. O TEU é a unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, ou cerca de seis metros de comprimento.

Investimentos que elevam a eficiência

A realização do leilão para a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá vai ampliar ainda mais o potencial logístico portuário do estado. O Consórcio Canal da Galheta Dragagem — formado pelas empresas FTS Participações Societárias S.A., Deme Concessions NV e Deme Dredging NV — foi o vencedor do certame realizado em outubro.

Após assumir definitivamente o contrato, a concessionária terá cinco anos para realizar uma série de melhorias, como a ampliação e o aprofundamento do canal para a obtenção de um calado operacional de 15,5 metros. A empresa também será responsável pela manutenção desse parâmetro até o final do contrato, que terá vigência de 25 anos.

O incremento de mais de dois metros no calado permitirá um salto na capacidade de embarque de mercadorias: um adicional de mil contêineres ou 14 mil toneladas de granéis sólidos vegetais em um único navio.

Moegão, uma obra pensada para o futuro

Para ampliar a produtividade, a Portos do Paraná está construindo o Moegão, a maior obra pública portuária do Brasil, que alcançou 80% de execução em dezembro. Após a conclusão, o Moegão poderá receber 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano, atendendo aos terminais do Corredor de Exportação Leste (Corex).

O Governo do Estado do Paraná, por meio da Portos do Paraná, está investindo mais de R$ 650 milhões na construção do Moegão, com recursos próprios e financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em termos de investimento, a obra equivale a quase duas pontes de Guaratuba, outro grande projeto executado pelo governo estadual.

Atualmente, em média, 550 vagões podem ser descarregados diariamente nos terminais de exportação. Com o Moegão, esse processo será padronizado em um único ponto de descarga: 180 vagões poderão ser descarregados a cada cinco horas, o que equivale a aproximadamente 900 vagões por dia. Os granéis vegetais seguirão por correias transportadoras até 11 terminais interligados ao sistema e, de lá, para os navios.

Regularização de áreas promove ampliação da infraestrutura

O ano de 2025 também foi marcado pela conclusão da regularização de áreas arrendáveis do Porto de Paranaguá. Ao todo, foram realizados nove leilões na Bolsa de Valores do Brasil, que estão trazendo novos investimentos e mais segurança operacional.

De acordo com os contratos firmados, as arrendatárias têm a obrigação de realizar investimentos tanto nos espaços outorgados quanto nas áreas comuns. Com isso, em poucos anos, a eficiência na movimentação de cargas será ampliada, tornando os portos paranaenses ainda mais competitivos.

A partir dos recursos a serem aportados, será possível modernizar e ampliar a infraestrutura do Porto de Paranaguá. Entre as novidades está a construção de um píer em “T”, com quatro novos berços de atracação equipados com um sistema de esteiras transportadoras de alta velocidade, projetadas especialmente para o novo complexo.

A nova estrutura ampliará a capacidade de carregamento dos navios. Atualmente, em um único berço, é possível embarcar três mil toneladas de soja ou outros grãos e farelos por hora. Com o novo sistema, esse volume passará para oito mil toneladas por hora em cada berço.

“Estamos garantindo que os nossos portos sigam ágeis e menos onerosos para quem exporta ou importa. E, acima de tudo, queremos que a Portos do Paraná siga como uma das principais alavancas que impulsionam a economia do nosso estado e do nosso país”, concluiu Garcia.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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