Economia

Tarifas dos EUA já reduzem exportações do Brasil, aponta Fazenda

Exportações brasileiras sofrem impacto direto

O Ministério da Fazenda confirmou que as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros já provocam queda significativa nas vendas externas do país. A informação consta no boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado nesta quinta-feira (13).

Entre agosto e outubro, as exportações brasileiras para o mercado norte-americano recuaram aproximadamente US$ 2,5 bilhões, uma redução de 24,9% em relação ao mesmo período de 2023. Segundo o relatório, o declínio se intensificou mês a mês: 16,5% em agosto, 19,4% em setembro e expressivos 37,9% em outubro.

Produtos mais afetados pelas novas tarifas

As tarifas, em vigor desde agosto, atingiram de forma mais severa alguns dos principais itens da pauta exportadora. Entre os produtos com maiores perdas estão:

  • Petróleo bruto: queda de US$ 404 milhões (-30,3%);
  • Carne bovina congelada: recuo de US$ 165,2 milhões (-60,5%);
  • Celulose de eucalipto: redução de US$ 126 milhões (-33,0%);
  • Ferro bruto: queda de US$ 119 milhões (-27,8%);
  • Açúcar de cana refinado: baixa de US$ 111 milhões (-91,6%).

Superávit segue positivo e mercados são redirecionados

Apesar da retração nos embarques para os EUA, o desempenho geral das exportações brasileiras permaneceu positivo. Em outubro, a balança comercial registrou superávit de US$ 7 bilhões.

O boletim também destaca que houve um redirecionamento comercial relevante. Para a Argentina, avançaram as vendas de automóveis, caminhões-trator, energia elétrica e veículos de carga leve. Já para a China, cresceram as exportações de soja, carne bovina, petróleo bruto e minério de ferro.

Segundo a SPE, esse movimento ajuda a amortecer o impacto das tarifas:

“O impacto das tarifas norte-americanas vem sendo parcialmente compensado pela diversificação de mercados e por políticas de apoio que sustentam a produção, o emprego e a resiliência do setor exportador.”

Negociações diplomáticas seguem em andamento

As tratativas para suspender as tarifas já ocorreram em três encontros entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, principal negociador das medidas. O governo brasileiro pressiona para que as taxas sejam retiradas ainda durante a fase de negociação.

A iniciativa integra a nova agenda diplomática firmada entre Brasil e Estados Unidos após a primeira reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump, realizada em 26 de outubro, na Malásia.

Com informações da SPE/Ministério da Fazenda.
Texto: Redação

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Exportação

Governo amplia acesso ao crédito do Plano Brasil Soberano e inclui mais empresas exportadoras e fornecedoras

O Ministério da Fazenda (MF) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciaram mudanças na regulamentação do Plano Brasil Soberano, criado pela Medida Provisória nº 1.309, de 13 de agosto de 2025. As alterações ampliam o acesso das empresas às linhas de crédito emergenciais e reforçam o apoio à cadeia exportadora nacional.

Critério de exportação reduzido e inclusão de fornecedores

A nova Portaria Conjunta MF/MDIC diminui de 5% para 1% o percentual mínimo de faturamento vinculado às exportações exigido para que empresas afetadas pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos tenham prioridade no programa.

Além disso, o texto inclui fornecedores de exportadores impactados, desde que possuam ao menos 1% do faturamento proveniente de vendas para empresas com 5% ou mais da receita ligada às exportações afetadas. Segundo o governo, o ajuste não gera impacto orçamentário adicional, pois apenas redefine critérios de acesso, sem aumentar despesas.

Apoio ampliado a pequenas e médias empresas

Com a atualização, o Governo Federal fortalece a rede de proteção e liquidez da cadeia exportadora, permitindo que micro, pequenas e médias empresas de setores indiretamente atingidos também possam acessar os instrumentos de apoio financeiro. O objetivo é preservar a capacidade produtiva, os empregos e a competitividade internacional da indústria brasileira.

Linhas de financiamento e garantias

As ações do Plano Brasil Soberano envolvem linhas de financiamento lastreadas pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e garantias do PEAC-FGI Solidário, voltadas principalmente para pequenos e médios negócios.

Para que as novas condições entrem em vigor, será necessária a aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN), que definirá as condições financeiras das operações com recursos do FGE. Também está em andamento a atualização dos sistemas e bases de dados responsáveis pela execução das medidas.

Fortalecimento da indústria nacional

Instituído para mitigar os impactos das tarifas dos EUA sobre as exportações brasileiras, o Plano Brasil Soberano busca assegurar crédito, liquidez e competitividade às empresas afetadas, além de fortalecer a indústria nacional diante de restrições comerciais externas.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Fazenda: tarifaço pode cortar 0,2 p.p. do PIB e 138 mil empregos

Estimativa da equipe econômica compreende agosto de 2025 a dezembro de 2026; técnicos dizem que MP contra o tarifaço amenizou o impacto

As tarifas de até 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros devem reduzir o PIB em 0,2 ponto percentual entre agosto de 2025 e dezembro de 2026 e gerar a perda de cerca de 138 mil empregos. Os cálculos estão no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado nesta quinta-feira (11).

“As tarifas devem levar à queda de 0,2 ponto percentual no PIB comparativamente ao cenário de referência. Esse impacto está associado à retração da demanda externa e seus efeitos, principalmente, sobre o investimento”, destaca o documento.

O estudo estima que aproximadamente 40% do total exportado para os EUA em 2024 passou a ser tributado com alíquota de 50%, atingindo segmentos como minerais não metálicos, máquinas, eletrônicos, móveis e agropecuária.

A indústria de transformação concentra a maior parte da perda de empregos, com 71,5 mil postos a menos, seguida por serviços (51,8 mil) e agropecuária (14,7 mil).

O impacto sobre a inflação é considerado pequeno, de apenas 0,1 ponto percentual, já que a redução da demanda externa aumenta a disponibilidade de produtos no mercado interno.

Para mitigar os efeitos, o governo lançou o Plano Brasil Soberano, que prevê linhas de crédito com subsídio, deferimento de tributos e compras governamentais.

Segundo as simulações da SPE, as medidas podem reduzir pela metade a perda do PIB, para 0,1 ponto percentual, e preservar 73 mil empregos.

“Com o plano, o impacto das tarifas no PIB é reduzido pela metade, passando de -0,2 pp para -0,1 pp entre agosto de 2025 e dezembro de 2026. No mercado de trabalho, a perda estimada cai de 138 mil para 65 mil empregos”, aponta o boletim.

Fonte: CNN Brasil

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Informação

Ministério da Fazenda divulga a segunda edição do Monitor Macroeconômico, informe publicado em inglês

Documento, produzido pela Secretaria de Assuntos Internacionais, destaca relações comerciais entre Brasil e EUA

Ministério da Fazenda divulga neste mês de julho a segunda edição do seu Monitor Macroeconômico, trazendo como destaque as relações entre Brasil e Estados Unidos da América. A publicação tem como objetivo compilar principais dados macroeconômicos do Brasil em inglês, em um formato resumido.

Em caráter bimestral, o documento é voltado em particular para o público que participa do relacionamento do Brasil com o exterior, como representantes de embaixadas, organizações internacionais, dentre outros.   

O compilado aponta, por exemplo, o consistente déficit brasileiro em bens e serviços em relação aos EUA. Nos últimos 15 anos, o total deste déficit chega a US$ 410 bilhões. Em 2024, o saldo negativo foi de US$ 28,6 bi – US$ 6,8 bi em bens e US$ 21,8 bi em serviços.

Além de dados macroeconômicos atualizados, outro destaque trazido pela edição é o fato de que o Brasil assume a presidência rotativa do Mercosul.

O Brazil Macro Monitor é um informe em inglês produzido pela Subsecretaria de Acompanhamento Macroeconômico e de Políticas Comerciais, da Secretaria de Assuntos Internacionais (Sain) do Ministério da Fazenda (MF).

Pessoas interessadas em receber o Monitor devem preencher o Formulário de Cadastro na Lista de Distribuição do Brazil Macro Monitor MF/SAIN. O e-mail de contato para a publicação é brazilmacromonitor@fazenda.gov.br

Fonte: Ministério da Fazenda

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Economia

Governo recua em parte de medida do IOF; entenda

Após pressão do mercado, Ministério da Fazenda volta a zerar imposto para fundos nacionais que aplicam fora do país

governo federal anunciou na noite de quinta-feira, 22, a revogação do aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que havia sido anunciado no mesmo dia para aplicações feitas por fundos nacionais no exterior.

A equipe econômica havia inicialmente definido uma alíquota de 3,5% para essas operações.

No fim da noite, o Ministério da Fazenda comunicou em postagem no X (antigo Twitter) que, após diálogo com o mercado, decidiu restabelecer a isenção do IOF para esses investimentos. A medida que previa a cobrança gerou reação negativa no mercado financeiro e motivou a reversão.

A revogação mantém o IOF zerado para fundos nacionais que direcionam recursos para o exterior, preservando a política vigente até então.

O Ministério da Fazenda também informou que remessas destinadas a investimentos continuarão sujeitas à alíquota vigente de 1,1%, sem alterações.

Previsões do Ministério apontavam era esperada uma arrecadação de R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026 com as medidas. Novas estimativas de receita ainda não foram divulgada após o recuo.

O imposto sobre operações financeiras é um tributo que incide sobre várias transações financeiras, incluindo investimentos e câmbio.

O que continua em vigor:

A alíquota do IOF para compra de moeda estrangeira em espécie foi elevada de 1,1% para 3,5%.

  • As alíquotas do IOF para operações de crédito realizadas por empresas foram aumentadas.
  • Foi instituída uma alíquota de 5% do IOF para aportes elevados em planos de previdência complementar, como o VGBL.

Entenda o que mudou:

  • Governo federal revogou o aumento da alíquota do IOF para fundos nacionais que investem no exterior, anunciado no mesmo dia, 22.
  • A alíquota inicial definida era de 3,5% para essas operações.
  • Ministério da Fazenda comunicou que, após diálogo com o mercado, decidiu restabelecer a isenção do IOF para esses investimentos.
  • A revogação mantém o IOF zerado para fundos nacionais que aplicam recursos fora do país.

Fonte: Exame

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Evento, Informação

Abertas inscrições para o seminário “Brics: Força Transformadora”, a ser realizado nos dias 27 e 28/5

Evento será coordenado pelo Ministério da Fazenda em parceria com o Instituto de Relações Internacionais da UnB

Estão abertas as inscrições para o seminário “Brics: Força Transformadora”, que acontece entre os próximos dias 27 e 28 de maio. O encontro é coordenado pelo Ministério da Fazenda — no âmbito da presidência brasileira do Brics — em parceria com o Instituto de Relações Internacionais (Irel) da Universidade de Brasília (UnB).

O seminário, que integrará a “Semana Brics na UnB”, será realizado no auditório do Memorial Darcy Ribeiro, no campus principal da UnB. As inscrições para participação presencial podem ser realizadas até o dia 23 de maio, em formulário próprio.

Nos dois dias de seminário, haverá seis sessões de debates – além dos momentos de abertura. Temas como justiça tributária, financiamento à proteção social, reforma das instituições financeiras internacionais e economia global devem ser abordados a partir da perspectiva dos países que integram o Brics, com participação de autoridades governamentais, instituições acadêmicas e representantes da sociedade civil nacional e internacional.

Confira a programação do seminário

1º Dia (terça-feira, 27/5)

9h-9h30: Sessão de Abertura

9h30-12h: BRICS e a Economia Global

14h-15h45: Justiça Tributária e Financiamento Climático em direção à COP 30

16h-17h45: BRICS e Diálogo Sul-Americano

2º Dia (quarta-feira, 28/5)

10h-12h: Reforma do Sistema Financeiro e Monetário Internacional

14h-15h45: Desafios ao Financiamento Sustentável e Equitativo da Proteção Social

16h-17h45: Encerramento – Remodelando o Sistema Econômico Global: Impactos nos Países em Desenvolvimento

Fonte: Ministério da Fazenda

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Economia, Finanças, Industria, Informação, Internacional, Negócios, Notícias, Tributação

PIB: Desaceleração de indústria e serviços no fim do ano surpreende Fazenda

Crescimento do PIB divulgado pelo IBGE ficO crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, de 3,4%, ficou marginalmente abaixo daquele projetado pelo Ministério da Fazenda (3,5%).

Segundo a pasta, este movimento se deve à surpresa com a desaceleração dos setores de serviços e indústria no quarto trimestre do ano. Nota divulgada pela Secretaria de Política Econômica (SPE) da Fazenda destaca que no último trimestre do ano o PIB cresceu 0,2%, ficando abaixo da mediana de suas estimativas (0,4%), mas também inferior à expectativa do mercado (0,4%). “Em relação à projeção da SPE, surpreendeu a desaceleração da indústria e serviços .

O PIB agropecuário, por sua vez, veio em linha com as projeções da SPE”, escreve a secretaria. Na indústria, a surpresa negativa repercute menor crescimento da indústria extrativa e de transformação, em relação ao projetado, além da retração em eletricidade e gás, água e esgoto. Em serviços, a expansão inferior ao esperado é atribuída a quedas em serviços de informação e comunicação e atividades financeiras. Na leitura geral do crescimento em 2024, o Ministério indica que o avanço forte se deve a “impulsos positivos vindos do mercado de trabalho e crédito, além de políticas de estímulo ao desenvolvimento produtivo e sustentável”. Perspectivas Para o primeiro trimestre de 2025, a SPE prevê avanço no ritmo de crescimento.

O destaque positivo deve ser a agropecuária, repercutindo principalmente a colheita recorde de soja. Serviços também devem acelerar, com o reajuste do salário mínimo e avanço de atividades relacionadas à agropecuária, como os transportes e o comércio. A partir do segundo trimestre de 2025, a contribuição do setor agropecuário para o crescimento deverá se tornar negativa. Para a segunda metade do ano, a perspectiva é de que o ritmo de crescimento se mantenha próximo à estabilidade, refletindo menores impulsos vindos dos mercados de crédito e de trabalho em função do patamar contracionista da política monetária. Para o PIB de 2025, a SPE projeta atualmente expansão de 2,3%.

FONTE: CNN BRASIL
PIB: Desaceleração de indústria e serviços no fim do ano surpreende Fazenda | CNN Brasil

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Comércio Exterior, Exportação, Gestão, Importação, Industria, Informação, Internacional

Fazenda vê efeitos ‘limitados’ de tarifas de Trump sobre aço e alumínio nas exportações brasileiras

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda avalia que as tarifas de importação sobre aço e alumínio anunciadas por Donald Trump devem exercer impacto limitado nas exportações brasileiras, se efetivamente implementadas.

“As exportações brasileiras de produtos de ferro, aço e alumínio para os Estados Unidos corresponderam a apenas 1,9% do valor total exportado pelo Brasil em 2024, mas a cerca de 40,8% do valor total de ferro, aço e alumínio exportado”, diz o documento “2024 em retrospectiva e o que esperar de 2025?, apresentado pela SPE nesta quinta-feira, 13.

Secretário de Política Econômica, Guilherme Mello, diz que ainda é difícil avaliar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Foto: Washington Costa/MF

“Nesse sentido, tarifas de 25% sobre importações de produtos de ferro, aço e alumínio devem ter impactos relevantes na indústria de metalurgia, porém limitados no total das exportações e no PIB brasileiro”, diz o documento.

O secretário de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, disse que ainda é difícil avaliar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos.

“Acho que é cedo para incorporar esse tema em qualquer cenário. Claro que podemos construir cenários alternativos, mas temos ainda que entender melhor como isso vai correr, em que prazo, como vai ser afetado”, afirmou.

“Ainda leva tempo para ter mais clareza sobre esse cenário. Hoje é muito difícil apontar possíveis impactos. Por enquanto, do que foi anunciado, você pode ter algum impacto setorial, mas o impacto macro é mais difícil.”

FONTE: Estadão 150
Fazenda vê efeitos ‘limitados’ de tarifas de Trump sobre aço e alumínio nas exportações brasileiras – Estadão

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Comércio Exterior, Economia, Gestão, Notícias, Tecnologia

Receita Federal celebra o Dia Internacional das Aduanas em cerimônia no Ministério da Fazenda

Comemoração destaca o papel da aduana no fortalecimento do comércio e na segurança nacional.

Nesta segunda-feira (27/1), a Receita Federal do Brasil (RFB) realizou a cerimônia de celebração do Dia Internacional das Aduanas, na sede do Ministério da Fazenda (MF), em Brasília. A data, comemorada mundialmente no dia 26 de janeiro, marca um momento significativo para a comunidade aduaneira, de reflexão sobre a importância das alfândegas no âmbito da segurança nacional, no combate ao crime organizado e no fortalecimento da economia.

O tema deste ano, escolhido pela Organização Mundial das Aduanas (OMA), foi “Aduanas/Alfândegas cumprindo seu compromisso com eficiência, segurança e prosperidade”. A celebração da data remonta a 1953, quando foi realizada a primeira sessão do Conselho de Cooperação Aduaneira, na Bélgica. Desde então, o Dia Internacional das Aduanas tornou-se um marco para a promoção da cooperação entre as administrações aduaneiras globais, visando facilitar o comércio legítimo, a arrecadação justa e a proteção da sociedade. Atualmente, a OMA reúne 185 países e representa mais de 90% das aduanas mundiais.

Durante a cerimônia, o secretário especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Barreirinhas, ressaltou a relevância da alfândega brasileira no contexto nacional e global. “Tenho muito orgulho do trabalho da nossa aduana, que contribui para o fortalecimento do comércio e o desenvolvimento do Brasil. O combate ao crime de contrabando tem se mostrado cada vez mais essencial, e é necessário atingirmos o braço financeiro do crime organizado, que é a lavagem de dinheiro. A aduana vai exatamente nesse ponto”, afirmou Barreirinhas, destacando também o papel da instituição na proteção da fauna, flora e economia, assim como sua contribuição para a sustentabilidade e o descarte adequado de produtos ilegais.

A modernização das atividades alfandegárias, por meio da incorporação de novas tecnologias, também foi um ponto destacado pelo secretário da Receita. “A aduana tem se destacado em diversas áreas, como o desenvolvimento de tecnologias e inovações, sendo a inteligência artificial uma ferramenta importante na gestão de riscos e na melhoria da gestão do trabalho”, acrescentou Robinson Barreirinhas, enfatizando a alta capacitação dos servidores aduaneiros, fundamental para o sucesso das operações.

Fabiano Coelho, subsecretário de Administração Aduaneira, também esteve presente e fez um discurso entusiástico sobre o trabalho da alfândega, destacando a dedicação e o compromisso dos profissionais da área. “Somos poucos, mas somos aguerridos e apaixonados pelo que fazemos. Apresentamos a mais entusiasmada categoria, sempre disposta a se atualizar com as novas tecnologias, mantendo viva a tradição da aduana. Hoje é um dia especial, em que celebramos o que é nosso e o que merecemos”, afirmou.

A cerimônia também foi marcada por momentos emocionantes, com a homenagem póstuma a três servidores que perderam suas vidas em serviço, em um acidente na BR-060, em Alexânia, região do Entorno do Distrito Federal. “Guardo a imagem dos sorrisos de cada um, quando estávamos em momentos de celebração”, disse Antônio Henrique Lindemberg, superintendente da 1ª Região Fiscal, relembrando a memória de Antônio José de Araújo Filho, Gilmar de Lima Neto e Walter Watanabe; todos comprometidos com um trabalho de qualidade.

Além disso, a Receita Federal reconheceu os profissionais que se destacaram em suas atividades, dentro do tema deste ano, com o “Certificado de Mérito da Organização Mundial das Aduanas”. Entre os homenageados, estão representantes do setor público e privado, cujas contribuições foram essenciais para o fortalecimento das atividades aduaneiras no Brasil.

Homenageados:

Categoria Póstuma

  • Antônio José de Araújo Filho – Analista-tributário
  • Gilmar de Lima Neto – Administrativo
  • Walter Watanabe – Auditor fiscal

Representantes do Setor Público

  • Daniela Araújo Vieira Cavalcante – Auditora-fiscal/ delegada adjunta da Alfândega de Recife
  • Luis Rafael do Nascimento Martins Ferreira – Auditor-fiscal, chefe de Divisão da Coordenação Especial de Gestão de Riscos Aduaneiros (Corad)
  • Rodrigo Neto Paraizo Macieira – Auditor-fiscal/ Serviço de Remessas Postais e Expressas
  • Ronaldo Salles Feltrin Corrêa – Auditor-fiscal, superintendente adjunto da 7ª Região Fiscal
  • Rodrigo Salles Nascimento – Auditor-fiscal, chefe da Divisão de Exportação
  • André Carvalhaes – Capitão de Mar e Guerra/ Capitania dos Portos da Amazônia
  • Mauro Emílio de Barros – Auditor-fiscal estadual/ Secretaria da Fazenda (Sefaz) de Pernambuco

 Representantes do Setor Privado

  • Célia Regina Gomes – Presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do RJ
  • Elson Isayama – Presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de SP
  • Marcelo Clark Alves – Presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do RS

FONTE: MF.gov
Receita Federal celebra o Dia Internacional das Aduanas em cerimônia no Ministério da Fazenda — Receita Federal

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Comércio, Economia, Importação, Informação, Logística, Negócios, Notícias, Tributação

Câmara aprova isenção de imposto de importação para medicamentos

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 30, um projeto que mantém a isenção de impostos para a importação de medicamentos. O texto será enviado ao Senado para análise antes de seguir para sanção do presidente Lula.

Ministério da Fazenda pode ajustar alíquotas

O projeto concede ao Ministério da Fazenda a possibilidade de alterar alíquotas e os valores das faixas de tributação do Imposto de Importação sobre medicamentos destinados à importação por pessoa física. Uma medida provisória publicada na semana passada mantém o imposto em zero, mas o projeto atual visa tornar a isenção permanente.

Tributação simplificada e setor automobilístico

O relator da proposta, deputado Átila Lira (PP-PI), incorporou ao parecer outras medidas provisórias (MPs) que tratam de tributação simplificada. Entre as mudanças, também foi incluída a atualização do programa Mover, que beneficia o setor automobilístico.

Com a nova proposta, montadoras e empresas habilitadas poderão importar autopeças com tributação reduzida para 2%, em vez dos 16% anteriores, desde que não haja produção nacional equivalente. Além disso, o texto do Mover explicitou que a redução de alíquota poderá ser aplicada a importações feitas por terceiros (tradings).

Alterações no conselho do FNDIT

Outro destaque aprovado excluiu a participação de representantes de trabalhadores e empregadores no conselho do Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico (FNDIT). Esse órgão é responsável por administrar os recursos oriundos do descumprimento de metas de pesquisa e desenvolvimento industrial.

Câmara aprova isenção de imposto de importação para medicamentos

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