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Etanol de milho do Brasil é aprovado pela IMO para uso em navios e ganha vantagem no mercado marítimo

O etanol de milho do Brasil avançou no cenário internacional após obter aprovação da Organização Marítima Internacional para uso no transporte marítimo. A decisão reconhece a baixa pegada de carbono do combustível produzido a partir do milho safrinha, posicionando o país à frente de concorrentes como os Estados Unidos no fornecimento de biocombustíveis marítimos.

Baixa emissão garante destaque ao combustível brasileiro

Segundo critérios técnicos da IMO, o etanol brasileiro de segunda safra recebeu um “valor padrão” de 20,8 gramas de CO₂ equivalente por megajoule. O índice é significativamente inferior ao do bunker, combustível fóssil tradicional utilizado em navios, que registra cerca de 93,3 gramas de CO₂ equivalente.

A avaliação foi destacada pelo representante do Brasil na entidade, Flavio Mathuiy, em entrevista à Bloomberg. Para ele, a aprovação funciona como um sinal claro ao mercado sobre quais combustíveis alternativos podem ser adotados pelas empresas de navegação.

Primeiro combustível com certificação específica

O etanol de milho safrinha produzido no Brasil é o primeiro combustível a receber essa classificação dentro da IMO. Outros combustíveis renováveis ainda precisarão passar pelo mesmo processo regulatório, enquanto a organização trabalha na consolidação de um marco global para redução de emissões no setor naval.

Produção de milho safrinha impulsiona oferta

No Brasil, o milho de segunda safra é cultivado após a colheita da soja, utilizando as mesmas áreas agrícolas. Atualmente, essa modalidade responde por cerca de 80% da produção nacional do grão, o que amplia a disponibilidade de matéria-prima para a produção de etanol sustentável.

Além do etanol de milho, o país também busca aprovação internacional para o uso de etanol de cana-de-açúcar e biodiesel no transporte marítimo.

Transporte marítimo busca reduzir emissões

O setor de navegação global é responsável por aproximadamente 2% a 3% das emissões de gases de efeito estufa no mundo, conforme estudo da IMO. Caso fosse considerado um país, estaria entre os maiores emissores globais, segundo dados do Banco Mundial.

O plano de neutralidade de carbono da IMO foi aprovado em abril de 2025, mas sua implementação completa foi adiada para dezembro de 2026, após pressão dos Estados Unidos. A expectativa é que as novas regras incentivem a substituição do petróleo por alternativas mais limpas no transporte marítimo.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

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