Exportação

Exportação de fertilizantes da Indonésia mira Brasil e outros países em meio à demanda global

A exportação de fertilizantes da Indonésia entrou no radar de grandes mercados internacionais. O país asiático negocia o envio de cerca de 1 milhão de toneladas de fertilizantes para Brasil, Índia, Tailândia e Filipinas, conforme informou o secretário de gabinete indonésio.

O volume em discussão se soma a um acordo já concluído para exportação de 250 mil toneladas destinadas à Austrália, ampliando a presença do país no comércio global de insumos agrícolas.

Produção supera demanda interna

Dados oficiais indicam que a Indonésia possui capacidade relevante de produção. A fabricação de ureia no país chega a aproximadamente 7,8 milhões de toneladas, enquanto o consumo doméstico gira em torno de 6,3 milhões de toneladas.

Esse excedente permite ao país atuar como fornecedor estratégico no mercado internacional de fertilizantes, especialmente em um cenário de maior instabilidade global.

Escassez global pressiona mercado

A busca por novos fornecedores ocorre em um contexto de escassez de fertilizantes, agravado por tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Países em desenvolvimento têm enfrentado dificuldades para garantir o abastecimento, o que eleva a importância de acordos comerciais como o negociado pela Indonésia.

Especialistas apontam que, apesar de ganhos recentes com a alta dos preços de petróleo e gás, esses benefícios tendem a ser temporários, mantendo o mercado global sob pressão.

Impacto para o agronegócio

Para países como o Brasil, um dos maiores consumidores de insumos agrícolas, a ampliação da oferta internacional pode ajudar a reduzir custos e garantir maior estabilidade no fornecimento. O acesso a novos parceiros comerciais é visto como essencial para sustentar a produtividade do agronegócio.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Forbes

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Internacional

Estreito de Ormuz: fechamento parcial pode afetar exportação de fertilizantes e mercado global de ureia

O anúncio de fechamento parcial do Estreito de Ormuz, feito pelo Irã para esta terça-feira (17), acendeu um alerta no mercado global de fertilizantes. A medida, segundo a mídia iraniana, está ligada a razões de segurança durante exercícios navais conduzidos pela Guarda Revolucionária Islâmica na região.

Embora o impacto imediato ainda seja incerto, especialistas apontam que eventuais restrições prolongadas à navegação podem afetar o transporte de fertilizantes nitrogenados, insumos estratégicos para a agricultura mundial.

Rota estratégica para energia e insumos industriais

O Estreito de Ormuz é uma das principais vias marítimas do planeta. Aproximadamente 20% do consumo global de petróleo e gás natural passa pela região, tornando o local crucial para o abastecimento energético internacional.

Além de combustíveis fósseis, a rota também é relevante para o escoamento de produtos industriais, como a ureia, um dos principais fertilizantes nitrogenados. Qualquer limitação no tráfego marítimo pode pressionar a logística internacional e influenciar a formação de preços, especialmente se as restrições se estenderem por vários dias.

Oriente Médio lidera exportações de ureia

O Oriente Médio responde por mais de 40% das exportações globais de ureia. Em 2024, a produção iraniana foi estimada em cerca de 9 milhões de toneladas, com aproximadamente metade destinada ao mercado externo.

Entre os principais compradores da ureia iraniana estão Turquia, Brasil e África do Sul. O Brasil, por sua vez, importou cerca de 7,7 milhões de toneladas do fertilizante em 2025, tendo Nigéria, Rússia e Omã como fornecedores relevantes.

Segundo a consultoria Argus, parte dos volumes declarados como originários de Omã pode incluir cargas produzidas no Irã. Essa dinâmica pode gerar distorções estatísticas nos dados de comércio internacional.

Produção depende do gás natural

A fabricação de ureia está diretamente ligada ao gás natural, utilizado na produção de amônia, matéria-prima essencial do fertilizante. Por isso, oscilações nos preços do petróleo e do gás tendem a impactar o custo final do insumo agrícola.

Desde meados de dezembro, a produção iraniana opera parcialmente devido a cortes no fornecimento de gás — situação comum no inverno, quando parte do recurso é direcionada ao aquecimento residencial. De acordo com a Argus, cerca de 450 mil toneladas deixaram de ser produzidas nesse período.

Impacto no Brasil depende da duração das restrições

Apesar do cenário de incerteza, fevereiro não costuma concentrar volumes expressivos de compras de fertilizantes nitrogenados pelo Brasil. Assim, os efeitos mais significativos sobre preços da ureia e abastecimento interno tendem a ocorrer apenas se as limitações no Estreito de Ormuz se prolongarem.

O desdobramento da situação será determinante para medir o impacto real sobre o comércio internacional de fertilizantes e os custos do setor agrícola.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/David Mercado

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