Exportação

Exportações de soja de Mato Grosso batem recorde em fevereiro

O estado de Mato Grosso registrou um novo marco nas exportações de soja ao enviar 3,85 milhões de toneladas do grão ao mercado internacional em fevereiro. O volume supera o recorde anterior para o mês, de 3,66 milhões de toneladas, registrado em 2022.

Na comparação com janeiro deste ano, o desempenho foi ainda mais expressivo. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que o total embarcado em fevereiro foi 5,64 vezes maior do que no primeiro mês de 2026.

Avanço da colheita impulsiona embarques

Segundo análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o forte ritmo das exportações de soja de Mato Grosso está diretamente ligado ao progresso da colheita no estado.

Até o dia 27 de fevereiro, 78,34% da área cultivada com a oleaginosa já havia sido colhida. O avanço da safra ampliou a disponibilidade do grão, favorecendo o aumento dos embarques para o mercado externo.

China lidera compras da soja mato-grossense

A China permaneceu como principal destino da soja produzida em Mato Grosso. Em fevereiro, o país asiático importou 2,74 milhões de toneladas, o que corresponde a 71,30% de todo o volume exportado pelo estado no período.

De acordo com o Imea, o ritmo de aquisições da potência asiática foi o mais intenso já registrado para o mês de fevereiro nos últimos cinco anos, reforçando a relevância do mercado chinês para o agronegócio brasileiro.

Safra recorde pode manter ritmo forte de exportações

A expectativa para os próximos meses é de continuidade no alto volume de embarques. A projeção de safra recorde de soja em Mato Grosso, estimada em 51,41 milhões de toneladas, tende a sustentar o fluxo acelerado de exportações do grão ao longo de 2026.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Exportações de soja do Brasil para a China enfrentam atrasos após reforço em controles fitossanitários

As exportações de soja do Brasil para a China passaram a enfrentar novos desafios após a adoção de controles fitossanitários mais rigorosos nos embarques destinados ao maior importador mundial da commodity. A intensificação das inspeções foi implementada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária após solicitações das autoridades chinesas.

Segundo fontes do comércio internacional de grãos, as verificações foram ampliadas depois que a Administração Geral das Alfândegas da China identificou problemas recorrentes em cargas provenientes do Brasil, como resíduos de pesticidas, fungicidas, presença de insetos vivos e até danos causados pelo calor nos grãos.

Novas exigências aumentam controle sobre embarques

Com a intensificação das inspeções, importadores chineses passaram a exigir garantias adicionais de qualidade fitossanitária antes da liberação das cargas nos portos brasileiros. Caso irregularidades sejam detectadas na chegada à China, os embarques podem ser bloqueados ou sofrer atrasos no desembaraço.

De acordo com operadores do mercado, as empresas importadoras agora solicitam verificações extras junto aos fornecedores brasileiros para assegurar que a soja exportada esteja livre de problemas sanitários antes do embarque.

Atrasos podem impactar abastecimento chinês

A ampliação dos controles ocorre justamente durante a alta temporada das exportações brasileiras, o que pode reduzir o ritmo de chegada da commodity ao mercado asiático.

Para Cheang Kang Wei, inspeções mais rigorosas e processos de liberação mais demorados nos dois países podem afetar o fluxo logístico. Segundo ele, isso pode desacelerar as entregas principalmente nos meses de março e abril.

Apesar disso, analistas avaliam que o impacto tende a ser limitado, já que a China possui estoques elevados de soja, resultado das compras recordes realizadas no ano anterior.

Possível oportunidade para exportadores dos Estados Unidos

Uma eventual desaceleração nos embarques brasileiros poderia abrir espaço para maior participação da Estados Unidos no mercado chinês. Pequim voltou a comprar soja norte-americana no final de outubro, após um acordo comercial entre os países.

Ainda assim, especialistas acreditam que essa janela pode ser temporária. “Caso haja interrupções no fluxo brasileiro, o impacto tende a estar mais relacionado ao tempo e não necessariamente a uma mudança estrutural nas compras”, avaliou Cheang.

Custos logísticos aumentam com inspeções e fretes mais caros

Além das novas exigências sanitárias, o setor enfrenta aumento nos custos logísticos. O maior tempo de espera para certificação das cargas nos portos brasileiros tem elevado despesas com demurrage, taxa cobrada quando os navios permanecem parados além do período previsto.

Dados da consultoria Mysteel apontam que o frete marítimo para navios Panamax entre o Porto de Santos e os principais portos do norte da China subiu cerca de 24% em março.

Com custos mais altos e controles mais rigorosos, operadores relatam redução nas ofertas de soja brasileira para exportação ao mercado chinês.

Mercado reage com alta no farelo de soja

As dificuldades logísticas já começam a refletir no mercado. Nos primeiros dois meses do ano, as importações de soja da China recuaram 7,8%, influenciadas tanto pela colheita mais lenta no Brasil quanto pelos atrasos no desembaraço alfandegário.

Na Bolsa de Commodities de Dalian, o preço do farelo de soja atingiu recentemente o maior nível desde julho de 2024. Mesmo assim, analistas avaliam que o movimento deve ser temporário.

Para Arlan Suderman, é pouco provável que o Brasil permita uma interrupção significativa nas vendas ao principal destino da soja nacional justamente no pico da temporada de embarques.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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China amplia compras de soja do Brasil em 2026 e reduz espaço para exportações dos EUA

A China deve intensificar as importações de soja do Brasil no primeiro semestre de 2026, favorecida por uma safra recorde brasileira e por preços mais competitivos em relação ao produto norte-americano. O movimento tende a reforçar o protagonismo da América do Sul no abastecimento do maior importador mundial de oleaginosas e a pressionar as exportações de soja dos EUA, especialmente no início da temporada comercial.

Fontes do mercado indicam que esmagadores privados chineses já vêm fechando contratos para embarques a partir de fevereiro, acompanhando o avanço da colheita no Brasil. O aumento da oferta amplia a disponibilidade do grão e exerce pressão sobre as cotações, reduzindo o espaço para compras norte-americanas quando a nova safra dos EUA começar a ser exportada, tradicionalmente em setembro.

Preço dita decisões no mercado chinês de soja

A dinâmica atual mostra que o fator econômico segue determinante para o setor privado da China. Com a soja brasileira mais barata, processadores tendem a priorizar o produto do Brasil, enquanto a soja dos EUA permanece menos competitiva, tanto pelo preço quanto pela estrutura tarifária.

As compras recentes de soja norte-americana, estimadas em cerca de 12 milhões de toneladas desde o fim de outubro, foram realizadas exclusivamente por estatais chinesas. Já os compradores privados têm evitado o grão dos EUA, diante de margens mais apertadas e maior sensibilidade aos custos.

Tarifas ampliam vantagem da soja brasileira

Um dos principais elementos dessa equação é a diferença de tarifas. A China aplica 13% de tarifa sobre a soja dos EUA, enquanto a soja brasileira enfrenta apenas 3%, o que reduz significativamente a atratividade do produto norte-americano para esmagadores privados, mesmo em cenários de aproximação comercial entre Pequim e Washington.

Diplomacia e comércio: compras limitadas dos EUA

Mesmo que o governo chinês determine novas aquisições via estatais para cumprir compromissos comerciais com os Estados Unidos, a tendência é de que o apetite do setor privado continue restrito. Analistas avaliam que parte das compras atuais de soja dos EUA tem caráter diplomático, suficiente apenas para sustentar um ambiente político menos tenso entre os dois países.

A expectativa do mercado é de que eventuais concessões adicionais dependam de avanços concretos em temas sensíveis, como tarifas e questões geopolíticas. Até lá, os volumes devem permanecer limitados.

Soja dos EUA perde competitividade no curto prazo

Apesar das aquisições recentes, o volume comprado pela China ainda está bem abaixo do ritmo observado no ano-safra 2024/25, quando as importações de soja dos EUA somaram cerca de 23 milhões de toneladas.

Comparações de preços reforçam a vantagem brasileira. Em novembro, a soja do Brasil destinada à China apresentava valores inferiores aos do Golfo e do Noroeste do Pacífico dos EUA, mesmo antes da incidência das tarifas. Na prática, isso significou um custo adicional de dezenas de milhões de dólares para a China ao optar pelo produto norte-americano.

Safra recorde do Brasil pressiona preços e prêmios

Do lado da oferta, o Brasil segue com perspectiva de abundância ao longo de 2026. Operadores não esperam novas reservas relevantes de soja dos EUA no curto prazo, diante de preços mais elevados e colheitas robustas previstas no Brasil e na Argentina.

Com o avanço da colheita, a soja brasileira para embarques no início do ano tende a manter descontos significativos em relação à origem norte-americana. Especialistas projetam que esse diferencial de preço pode se ampliar ainda mais, reforçando a preferência chinesa pelo produto sul-americano.

Projeções reforçam liderança brasileira em 2025/26

As estimativas para a próxima temporada confirmam o cenário favorável ao Brasil. A produção nacional de soja pode atingir 182,2 milhões de toneladas em 2025/26, segundo consultorias do setor. Do lado da demanda, as exportações brasileiras para a China podem chegar a 85 milhões de toneladas no período, um aumento relevante em relação ao ciclo anterior.

Relatórios de mercado indicam que a China já reservou entre 42 e 44 milhões de toneladas de soja brasileira para embarques entre setembro e agosto, com grande concentração no primeiro semestre de 2026.

Demanda chinesa sustenta importações no primeiro semestre

A demanda por farelo de soja permanece firme, impulsionada por um rebanho suíno ainda elevado na China. Analistas não esperam queda significativa desse consumo antes do fim do segundo trimestre, o que sustenta as importações no curto prazo.

Embora o total importado pela China em 2025/26 deva ser menor do que no ciclo anterior, a combinação de safra recorde no Brasil, preços mais baixos e vantagem tarifária indica que a participação brasileira seguirá elevada, especialmente no primeiro semestre, quando a oferta sul-americana dita o ritmo do mercado global.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Diego Vara

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