Comércio

Porsche quer vender menos carros e aumentar lucros com modelos de luxo mais caros

A Porsche prepara uma mudança de estratégia para recuperar sua rentabilidade: reduzir a dependência do volume de vendas, elevar os preços dos modelos mais sofisticados e investir em veículos ainda mais exclusivos. O plano, apresentado a investidores, prevê um aumento médio de 20% nos preços dos esportivos de maior valor e o desenvolvimento de um novo supercarro posicionado acima do tradicional 911.

A proposta busca ampliar a receita obtida por veículo comercializado, com foco em carros esportivos de luxo, desempenho elevado e maior possibilidade de personalização. Os reajustes não serão aplicados imediatamente a toda a linha, mas fazem parte de um planejamento de médio prazo voltado ao segmento premium.

Segundo informações da Bloomberg, a Porsche pretende elevar o preço médio de seus veículos mais sofisticados para mais de 330 mil euros, cerca de R$ 1,8 milhão, até o fim da década. Atualmente, esse valor gira em torno de 270 mil euros, aproximadamente R$ 1,5 milhão.

A mudança ocorre em meio a desafios financeiros, queda nas vendas na China, custos de reestruturação e dificuldades relacionadas à estratégia de eletrificação da fabricante alemã.

Porsche planeja lançar supercarro acima do 911

Uma das principais apostas da companhia é criar uma nova categoria de veículos posicionada acima do Porsche 911, modelo que se tornou um dos símbolos da marca.

O projeto prevê um superesportivo com motor central, configuração que posiciona o propulsor entre os eixos e favorece a distribuição de peso, a estabilidade e o comportamento dinâmico do veículo.

A iniciativa representa uma tentativa de ampliar a presença da Porsche no segmento de supercarros de alto desempenho. Um dos últimos modelos da marca nessa categoria foi o 918 Spyder, apresentado em 2013 e produzido em série limitada.

Com a novidade, a fabricante também pretende disputar espaço com empresas como a Ferrari, reconhecida por seus esportivos de luxo e pelas opções de personalização oferecidas aos clientes.

Até o momento, a Porsche não revelou detalhes sobre a motorização, a potência, o preço ou a data de lançamento do novo modelo.

Marca quer elevar margem de lucro para até 15%

A estratégia de cobrar mais por veículos exclusivos está diretamente relacionada à recuperação financeira da empresa. Em vez de priorizar o crescimento das entregas, a Porsche pretende aumentar o valor agregado de seus produtos e melhorar a rentabilidade de cada unidade vendida.

O presidente-executivo da companhia, Michael Leiters, afirmou que a prioridade neste momento é reduzir custos e fortalecer as finanças antes de ampliar a oferta de modelos mais sofisticados.

A meta é alcançar uma margem operacional entre 10% e 15% no médio prazo, com a intenção de chegar ao limite superior dessa faixa no longo prazo.

A margem operacional indica quanto da receita permanece após o desconto dos custos e das despesas operacionais, sendo um dos indicadores utilizados para avaliar a rentabilidade de uma empresa.

Em 2025, o indicador da Porsche caiu para apenas 1,1%, pressionado por despesas de reestruturação, tarifas comerciais e enfraquecimento da demanda. No primeiro semestre de 2026, houve recuperação, com a margem chegando a 7,8%.

A expectativa é que os reajustes de preços, aliados à venda de modelos mais exclusivos, contribuam para melhorar os resultados sem exigir um aumento proporcional no volume comercializado.

Porsche enfrenta queda nas vendas e prepara cortes de despesas

A revisão da estratégia ocorre em um cenário de dificuldades no mercado automotivo internacional. Na China, um dos principais destinos dos veículos de luxo, a fabricante enfrenta redução nas vendas. A companhia também sente os efeitos das tarifas comerciais dos Estados Unidos e dos investimentos associados à eletrificação.

Para conter os gastos, a Porsche planeja reduzir em aproximadamente 20% as despesas com desenvolvimento de produtos.

A reestruturação inclui ainda uma redução superior a 20% no quadro de funcionários e um corte de cerca de 40% nos cargos de gestão.

Outra meta é diminuir o volume anual necessário para atingir o ponto de equilíbrio financeiro para aproximadamente 200 mil veículos. Esse patamar corresponde ao número de unidades que precisam ser vendidas para que a receita cubra os custos da operação.

Como comparação, a Porsche entregou pouco menos de 280 mil veículos em 2025. Em 2023, a produção da fabricante chegou a aproximadamente 330 mil unidades.

A empresa também pretende concentrar seus recursos nas atividades consideradas estratégicas, encerrando operações ou vendendo participações em negócios que não fazem parte de suas prioridades. Entre os ativos envolvidos está um grupo que controla a fabricante de supercarros Bugatti.

Personalização e desempenho serão fontes de receita

Além dos preços mais elevados, a Porsche pretende ampliar as receitas provenientes de acessórios, componentes esportivos e personalização automotiva.

Uma das medidas anunciadas foi o aumento da participação da fabricante na Manthey, empresa especializada em automobilismo e no desenvolvimento de equipamentos de alto desempenho. A fatia da Porsche deverá passar de 51% para 67%.

Com sede próxima ao circuito de Nürburgring, na Alemanha, a Manthey desenvolve soluções para veículos de rua e de competição, incluindo sistemas de suspensão, freios, rodas leves e componentes aerodinâmicos.

A ampliação do controle sobre a empresa permitirá aprofundar a integração entre as duas marcas e ampliar a oferta de produtos voltados aos consumidores que buscam maior desempenho e exclusividade.

A estratégia acompanha o movimento de fabricantes de luxo que procuram aumentar a receita por cliente por meio de configurações personalizadas e equipamentos especiais, em vez de depender apenas das vendas de veículos completos.

Estratégia da Porsche busca recuperar competitividade

O plano combina três frentes principais: aumento do preço médio dos carros, redução de custos e expansão do portfólio de produtos de alto valor agregado.

A execução dessas medidas será determinante para que a Porsche alcance as metas de rentabilidade anunciadas e recupere o desempenho financeiro após um período de pressão sobre os resultados.

Ao mesmo tempo, a decisão de priorizar modelos mais exclusivos pode tornar os esportivos da marca ainda menos acessíveis ao público geral, reforçando seu posicionamento no mercado de luxo.

Para os consumidores interessados nos veículos mais sofisticados da fabricante alemã, a perspectiva é de preços mais elevados nos próximos anos, especialmente nas versões com maior nível de personalização e desempenho.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Estadão

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Exportação

Exportações de caminhões e ônibus: montadoras brasileiras planejam conquistar novos mercados em 2027

A indústria brasileira de veículos pesados prepara uma ofensiva comercial para recuperar as exportações de caminhões e ônibus, que vêm registrando quedas expressivas. Diante da perda de espaço em mercados tradicionais e do avanço da concorrência asiática, as montadoras pretendem intensificar a busca por novos destinos e retomar negociações comerciais a partir de 2027.

O plano foi anunciado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que prevê ampliar o diálogo com representantes do governo federal para viabilizar acordos comerciais e fortalecer a presença dos veículos produzidos no Brasil no mercado internacional.

Anfavea quer ampliar mercados para veículos pesados brasileiros

A estratégia para 2027 inclui a retomada de conversas em Brasília, com o objetivo de estabelecer novas parcerias e recuperar negociações com países da América Latina e de outras regiões.

Embora o Brasil mantenha acordos comerciais por meio do Mercosul com o México e outros mercados regionais, a indústria considera que essas iniciativas não têm sido suficientes para recuperar os volumes de exportação registrados no passado.

Segundo Igor Calvet, presidente da Anfavea, será necessário adotar uma agenda estratégica para ampliar a competitividade dos fabricantes brasileiros e reduzir a dependência de mercados específicos, especialmente o argentino.

A intenção é identificar novas oportunidades de negócios, fortalecer relações comerciais existentes e criar condições para que caminhões e ônibus fabricados no Brasil conquistem mais espaço no exterior.

Concorrência chinesa pressiona montadoras brasileiras

O avanço das fabricantes asiáticas tornou-se uma preocupação crescente para o setor de veículos pesados. Mesmo com barreiras tributárias que limitam a entrada de alguns modelos importados, a concorrência internacional tem avançado sobre mercados tradicionalmente atendidos pela indústria brasileira.

Em maio, durante o evento Anfavea Visions, em São Paulo, Roberto Cortes, CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO), alertou que veículos pesados chineses estão conquistando espaço em países nos quais os modelos brasileiros tinham presença consolidada.

A mudança representa um desafio para um setor com longa trajetória na América Latina, que historicamente utilizou a região como um dos principais destinos de suas exportações.

A preocupação também envolve o mercado argentino. No segmento de veículos leves, a entrada de modelos chineses com tarifa zero já intensifica a disputa com os automóveis produzidos localmente. Embora existam mecanismos fiscais de proteção para os veículos pesados, eles não impedem totalmente o avanço das marcas asiáticas.

Volkswagen Caminhões e Ônibus reforça tradição exportadora

A busca por novos mercados também está relacionada à necessidade de preservar a relevância internacional dos fabricantes instalados no Brasil.

A Volkswagen Caminhões e Ônibus completou 45 anos de atuação nas exportações em 2026. Ao longo desse período, a companhia enviou mais de 200 mil veículos para países da América do Sul, da África e do Oriente Médio.

A trajetória demonstra a importância das vendas externas para a indústria nacional e reforça o interesse das montadoras em recuperar mercados nos quais a concorrência internacional tem reduzido a participação dos fabricantes brasileiros.

Ônibus brasileiros enfrentam avanço de marcas asiáticas

A pressão competitiva também atinge o segmento de ônibus urbanos. Fabricantes chinesas ampliam sua presença na América Latina e começam a manifestar interesse em investimentos no mercado brasileiro.

Entre as empresas que avançam nesse cenário estão a Higer e a Zhongtong, que já divulgaram intenções de atuar no Brasil.

Na região, as fabricantes asiáticas disputam espaço com marcas tradicionais, como Scania, Volvo e Mercedes-Benz, que mantêm operações industriais no país.

O aumento da concorrência amplia os desafios para os fabricantes nacionais, que precisam preservar sua participação comercial e, ao mesmo tempo, buscar novos compradores para os ônibus produzidos em território brasileiro.

Exportações de caminhões caem 21,3% em 2026

Os números mais recentes da Anfavea mostram a dimensão das dificuldades enfrentadas pelo setor. Entre janeiro e setembro de 2026, o Brasil exportou aproximadamente 17 mil caminhões, uma redução de 21,3% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Em setembro, foram embarcadas cerca de 2,1 mil unidades. O resultado representa uma queda de 23% na comparação anual e recuo de 6,3% frente a agosto.

O desempenho indica que a recuperação das vendas externas ainda não se concretizou, aumentando a pressão sobre as montadoras para diversificar seus mercados e recuperar a competitividade internacional.

Exportações de ônibus recuam 32,6%

O segmento de ônibus também apresentou retração significativa. Nos nove primeiros meses de 2026, as exportações brasileiras somaram aproximadamente 3,5 mil chassis, volume 32,6% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Somente em setembro, foram embarcados 354 chassis de ônibus, queda de 47,7% em relação ao mesmo mês de 2025. Na comparação com agosto, quando foram registradas 494 unidades, a redução chegou a 28,3%.

Os resultados refletem as dificuldades enfrentadas pela indústria de veículos pesados em um ambiente de concorrência crescente e demanda externa menos favorável.

Anfavea reduz projeções para a indústria de veículos pesados

Diante do desempenho abaixo do esperado, a entidade revisou para baixo as estimativas de produção e exportação do setor.

Em junho, a previsão era de uma redução de 6% na produção de veículos pesados em relação a 2025. Agora, a expectativa é de queda de 8,2%.

Para as exportações de caminhões e ônibus, a projeção também ficou mais pessimista. A Anfavea estima uma retração de 18,7% no ano, com o volume total chegando a aproximadamente 27,2 mil unidades. Na estimativa divulgada em junho, o recuo previsto era de 11%.

Com esse cenário, a abertura de novos mercados e a retomada de acordos comerciais passam a ocupar posição central na estratégia da indústria brasileira para 2027. O desafio será recuperar os embarques, conter a perda de participação para concorrentes asiáticos e fortalecer a presença internacional dos veículos pesados fabricados no país.

FONTE: C-Level/Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Indústria

Anfavea eleva previsão de crescimento da produção de veículos no Brasil para 6,7% em 2026

A produção de veículos no Brasil deve crescer 6,7% em 2026, segundo nova projeção da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A estimativa, que era de 5,8% em junho, foi revisada para cima após o desempenho do setor superar as expectativas nos primeiros meses do ano.

Caso a previsão se confirme, as montadoras brasileiras deverão produzir 2,82 milhões de veículos até dezembro. O volume será o maior registrado em sete anos, indicando uma recuperação da indústria automotiva aos patamares anteriores à pandemia.

A revisão positiva está relacionada principalmente ao aquecimento do mercado interno, que tem impulsionado a procura por automóveis, utilitários leves, caminhões e ônibus.

Venda de veículos deve atingir maior volume em 12 anos

A Anfavea também aumentou a estimativa para o crescimento das vendas de veículos novos no mercado brasileiro. A projeção passou de 12,1% para 15,2% em 2026.

Com isso, a expectativa é que sejam comercializadas 3,1 milhões de unidades ao longo do ano, considerando automóveis de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. Se confirmado, será o maior volume de vendas em 12 anos.

O avanço das comercializações reforça a importância da demanda doméstica para o desempenho da indústria automobilística, mesmo diante de desafios relacionados aos custos de financiamento e à concorrência com veículos importados.

Importação de carros limita avanço da produção nacional

Apesar da perspectiva de aumento na fabricação, a produção das montadoras brasileiras não acompanha o mesmo ritmo de crescimento esperado para as vendas.

Um dos fatores que explicam essa diferença é a maior participação dos veículos importados no mercado nacional, especialmente os modelos provenientes da China.

Com mais automóveis estrangeiros disponíveis para os consumidores, parte da demanda interna deixa de ser atendida pela produção das fábricas instaladas no Brasil.

Outro obstáculo é a retração das exportações, principalmente para a Argentina, principal destino dos veículos brasileiros enviados ao exterior. A redução das compras pelo mercado argentino afeta diretamente o desempenho das montadoras nacionais.

Anfavea prevê queda de 17,7% nas exportações

As perspectivas para o comércio externo do setor automotivo ficaram mais negativas. A entidade passou a projetar uma redução de 17,7% nas exportações de veículos em 2026, com embarques estimados em 435 mil unidades.

Na previsão anterior, a queda esperada era menor, de 12,8%.

A revisão evidencia as dificuldades enfrentadas pela indústria brasileira para ampliar suas vendas internacionais, sobretudo diante da diminuição da demanda em mercados importantes da América do Sul.

O cenário contrasta com as expectativas mais favoráveis para o consumo interno e mostra que o crescimento do setor depende também da recuperação dos mercados compradores de veículos fabricados no país.

Juros elevados continuam pressionando o setor automotivo

Embora o mercado de trabalho apresente baixo desemprego e a economia conte com estímulos fiscais que favorecem o consumo, o custo do crédito continua sendo um ponto de atenção para a indústria automobilística.

A direção da Anfavea destacou que a taxa Selic permanece elevada e vem recuando em ritmo inferior ao esperado pelo mercado no início do ano.

Os juros altos podem encarecer os financiamentos e dificultar a aquisição de veículos, especialmente em um segmento no qual o crédito tem papel relevante nas decisões de compra.

Assim, apesar da revisão positiva das projeções de produção e vendas, a indústria automotiva brasileira segue exposta a fatores como o custo do financiamento, a concorrência dos importados e a desaceleração das exportações.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio

Vendas de veículos no Brasil batem recorde em setembro; elétrico entra no top 3

O mercado automotivo brasileiro registrou um recorde de vendas de veículos em setembro. Dados divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) apontam 509.686 emplacamentos no mês.

O resultado representa crescimento de 1,15% em relação a agosto e avanço de 8,32% na comparação com setembro de 2025.

No acumulado de 2026, o país já soma 4,23 milhões de veículos novos emplacados. O volume é quase 15% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

A Fenabrave decidiu manter, por enquanto, sua previsão de crescimento para o mercado automotivo em 2026. A entidade, porém, sinalizou que as estimativas poderão ser atualizadas em novembro.

Venda de carros cresce mais de 16% em um ano

O segmento de automóveis e comerciais leves foi um dos principais responsáveis pelo desempenho positivo. Em setembro, foram comercializadas 268.721 unidades.

Na comparação com agosto, houve alta de 2,13%. Já diante de setembro do ano passado, o crescimento chegou a 16,16%.

O resultado reforça o ritmo de expansão do mercado de carros novos no Brasil ao longo de 2026.

Carro elétrico entra pela primeira vez no top 3

A principal novidade do ranking de setembro veio do segmento de carros elétricos.

A Fiat Strada permaneceu na primeira colocação entre os veículos mais vendidos do país, seguida pelo Volkswagen Polo. Logo atrás apareceu o BYD Dolphin Mini, modelo totalmente elétrico que alcançou 9.385 emplacamentos.

Com o resultado, o modelo da BYD conquistou a terceira posição geral e estabeleceu um marco para o mercado brasileiro: foi a primeira vez que um carro 100% elétrico entrou no top 3 de vendas do país.

O desempenho mantém a tendência de crescimento dos modelos eletrificados, que vêm conquistando espaço entre os veículos mais procurados pelos consumidores brasileiros.

Marcas chinesas avançam entre os SUVs

A presença das fabricantes chinesas também ganhou destaque no mercado de SUVs médios.

O GWM Haval H6 terminou setembro na liderança da categoria. Na sequência, o Caoa Chery Tiggo 7 também apresentou desempenho suficiente para superar modelos tradicionais do segmento, como Jeep Compass e Toyota Corolla Cross.

Entre os SUVs compactos, o Volkswagen T-Cross foi o líder de vendas no mês.

Carros mais vendidos em setembro

Confira os dez modelos que registraram os maiores volumes de emplacamentos no Brasil em setembro:

  1. Fiat Strada — 16.002 unidades
  2. Volkswagen Polo — 11.095 unidades
  3. BYD Dolphin Mini — 9.385 unidades
  4. Volkswagen T-Cross — 9.339 unidades
  5. Volkswagen Tera — 8.725 unidades
  6. Fiat Argo — 8.603 unidades
  7. Fiat Pulse — 7.150 unidades
  8. Chevrolet Onix — 7.133 unidades
  9. Fiat Mobi — 6.395 unidades
  10. Hyundai HB20 — 6.314 unidades

A lista mostra a força dos modelos compactos e de SUVs no mercado brasileiro, ao mesmo tempo em que evidencia o avanço dos veículos elétricos entre os líderes de vendas.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Tecnologia

Hyundai defende concorrência equilibrada para enfrentar avanço dos carros chineses

A expansão das montadoras chinesas preocupa parte da indústria automotiva global, mas o CEO mundial da Hyundai, José Muñoz, avalia que ainda é possível competir com essas empresas. Para o executivo, o caminho passa por garantir condições equilibradas de concorrência, proteger determinados setores estratégicos e manter investimentos contínuos em produtos e tecnologia.

Muñoz reconhece que os veículos chineses, geralmente mais baratos, poderiam conquistar rapidamente espaço nos Estados Unidos caso as atuais barreiras comerciais fossem retiradas. A declaração foi feita durante a apresentação do Hyundai Tucson 2027, em Nova York.

Hyundai pede condições iguais de competição

Na avaliação de Muñoz, todas as fabricantes que disputam o mercado norte-americano deveriam atuar sob regras semelhantes. O executivo afirma que a Hyundai já enfrenta concorrentes de diferentes países em diversos mercados e apresenta bons resultados quando considera que existe um ambiente competitivo equilibrado.

A preocupação com a chegada das marcas chinesas aos Estados Unidos tem como referência o desempenho observado na Europa. Nos últimos anos, fabricantes da China ampliaram sua participação no continente oferecendo veículos cerca de 30% mais baratos que modelos europeus equivalentes, mesmo com a incidência de tarifas.

O avanço aumentou a pressão sobre fabricantes tradicionais, como Volkswagen, Volvo e Mercedes, e alimenta o receio de que um movimento semelhante ocorra no mercado norte-americano.

Tarifas dificultam entrada de veículos chineses nos EUA

Atualmente, tarifas elevadas e restrições relacionadas a softwares chineses representam obstáculos importantes para a comercialização direta desses veículos nos Estados Unidos.

O cenário, porém, pode mudar. Donald Trump já afirmou que aceitaria a instalação de fábricas de montadoras chinesas no território americano, desde que as operações empregassem trabalhadores dos Estados Unidos.

Analistas também avaliam que as fabricantes chinesas podem encontrar alternativas para entrar no mercado, seja por meio da produção local, seja por acordos e parcerias com empresas já estabelecidas no país.

Apesar dessa possibilidade, Muñoz afirma que a Hyundai não desenvolveu uma estratégia específica para enfrentar uma eventual entrada dessas marcas. Segundo ele, a prioridade é aprimorar continuamente os próprios veículos, reduzir custos e avançar em tecnologia, independentemente da origem dos concorrentes.

Integração vertical é aposta para reduzir custos

Uma das estratégias da Hyundai é ampliar a integração vertical, aumentando a produção interna de componentes e tecnologias. A intenção é melhorar a relação entre custo e qualidade e diminuir a dependência de fornecedores externos.

Muñoz cita como exemplo o investimento de US$ 5,8 bilhões, equivalente a cerca de R$ 28,9 bilhões, na Louisiana. O projeto prevê a produção de aço com menor impacto ambiental e faz parte dos esforços da empresa para elevar sua competitividade.

A estratégia também deve avançar em áreas como software e tecnologias automotivas, com maior desenvolvimento interno para ampliar o controle sobre custos e reduzir dependências.

Eletrificação mostra diferenças entre China, Europa e EUA

Muñoz admite que ainda não é possível prever exatamente o impacto que uma eventual entrada das montadoras chinesas provocaria nos Estados Unidos. Para ele, entretanto, o desempenho dessas empresas na Europa oferece uma referência importante.

A diferença entre os mercados também aparece na eletrificação dos veículos. Na China, os modelos elétricos já representam mais de 60% das vendas. Na Europa, a participação supera 20%. Nos Estados Unidos, por outro lado, os veículos elétricos permanecem abaixo de 6% do mercado após a retirada dos subsídios federais promovida pelo governo Trump e pelo Congresso.

Além da polarização política e de uma infraestrutura de recarga ainda considerada insuficiente, a disponibilidade de veículos elétricos acessíveis é apontada como um dos principais obstáculos à expansão desse segmento.

Muñoz, no entanto, acredita que os Estados Unidos ainda podem avançar e classifica o país como o mercado automotivo mais competitivo do mundo.

Hyundai aposta em elétricos e híbridos

A Hyundai mantém no mercado americano modelos elétricos como o Ioniq 5 e o Ioniq 9, enquanto amplia sua oferta de veículos híbridos.

Os carros híbridos ganharam importância nos resultados de eletrificação da companhia e estão presentes em modelos de grande volume de vendas, como o Tucson.

O Hyundai Group recentemente ultrapassou a Honda nas vendas de híbridos nos Estados Unidos e passou a ocupar a segunda colocação do segmento, atrás apenas da Toyota.

Baterias continuam sendo um desafio

Outro ponto de atenção está na produção de baterias. Muñoz reconhece que a China possui uma vantagem relevante nesse setor graças à enorme escala alcançada por sua indústria.

A Hyundai, por sua vez, mantém uma joint venture com a SK On para fabricar baterias nos Estados Unidos, em uma unidade localizada na Geórgia, próxima à Metaplant onde a empresa produz veículos elétricos e híbridos.

Segundo o executivo, alcançar grandes volumes de produção é fundamental para ganhar competitividade, já que a bateria representa uma parcela significativa do custo total de um carro elétrico.

Apesar da vantagem chinesa em escala, Muñoz afirma não estar preocupado com a situação. Ele destaca que os Estados Unidos já possuem produção doméstica de baterias conduzida por alguns dos maiores fabricantes mundiais.

FONTE: Notícias Automotivas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Automotivas

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Tecnologia

Carros eletrificados atingem 1 milhão de unidades no Brasil

O mercado brasileiro alcançou a marca de 1 milhão de veículos eletrificados emplacados desde o início da série histórica, em janeiro de 2012. O número reúne diferentes tecnologias de propulsão elétrica comercializadas no país.

A categoria inclui modelos 100% elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV) e híbridos convencionais com tração elétrica (HEV e HEV Flex). Os micro-híbridos (MHEV), no entanto, não fazem parte desse levantamento.

A marca de 1 milhão de unidades já era esperada pela Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), que havia projetado o alcance do número para setembro.

Mercado de eletrificados acelera em 2026

Entre janeiro e agosto de 2026, foram emplacados 328.477 veículos eletrificados no Brasil. O resultado representa crescimento de 160,5% em comparação com o mesmo período de 2025.

O volume registrado nos oito primeiros meses deste ano corresponde a 34,6% de todos os veículos eletrificados comercializados no país desde o início da série histórica.

Para o presidente da ABVE, Ricardo Bastos, o resultado representa uma mudança no cenário da indústria automotiva brasileira.

“É mais um recorde histórico e a prova definitiva de que já ingressamos numa nova etapa da evolução do mercado automotivo brasileiro”, afirmou.

Carros elétricos lideram vendas em 2026

Considerando somente os emplacamentos realizados em 2026, os carros elétricos representam 44% das vendas de veículos eletrificados.

Os híbridos plug-in (PHEV) aparecem na sequência, com participação de 36% no mercado.

O desempenho mostra a expansão das diferentes tecnologias de eletrificação automotiva no Brasil, em um mercado que reúne veículos totalmente elétricos e modelos híbridos com diferentes sistemas de propulsão.

BYD lidera entre elétricos e híbridos plug-in

Entre os modelos comercializados em 2026, o BYD Dolphin Mini ocupa a primeira posição entre os veículos totalmente elétricos mais vendidos no país.

Já no segmento de híbridos plug-in, o destaque é o BYD Song, que registra o maior número de emplacamentos na categoria neste ano.

A chegada da frota eletrificada à marca de 1 milhão de unidades reforça a expansão dos carros elétricos e híbridos no Brasil e o avanço da eletrificação no mercado automotivo nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rodrigo Barros/CNN

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Tecnologia

China quer que carros de nova energia representem 70% das vendas até 2030

A China estabeleceu uma nova meta para ampliar a participação dos veículos de nova energia (NEVs) no mercado automotivo. O governo pretende que esses modelos correspondam a 70% das vendas de novos carros de passageiros até 2030, de acordo com um plano de desenvolvimento para os próximos cinco anos.

O documento traça as principais diretrizes para a indústria chinesa de veículos elétricos, híbridos e conectados, com foco em avanços tecnológicos, maior eficiência energética e expansão das fabricantes do país no mercado internacional.

A estratégia busca consolidar a posição da China na indústria automotiva mundial, em um momento em que a participação dos NEVs no mercado doméstico já se aproxima da meta estabelecida para o fim da década.

Participação dos NEVs já se aproxima da meta

O plano foi publicado por nove órgãos governamentais chineses, entre eles o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.

Além da meta para os carros de passageiros, o governo estabeleceu que os NEVs deverão representar 40% das vendas de novos veículos comerciais até 2030.

Os números mais recentes mostram que o mercado chinês já avançou significativamente nessa direção.

Nos oito primeiros meses de 2026, os veículos de nova energia responderam por 58,6% das vendas de novos carros de passageiros e por 33,9% das vendas de veículos comerciais, segundo dados da Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.

Somente em agosto, as participações chegaram a 68% entre os carros de passageiros e 49,3% entre os veículos comerciais.

China estabelece metas de eficiência energética

O plano também estabelece objetivos para reduzir o consumo de energia e combustível dos veículos até 2030.

Para os carros de passageiros, a meta é alcançar um consumo médio de combustível de 3,3 litros a cada 100 quilômetros.

Já os veículos elétricos de passageiros deverão atingir consumo médio de 11,5 kWh por 100 quilômetros.

O desafio é maior no caso dos elétricos. Embora 87 fabricantes chineses já tivessem atingido a meta de consumo de combustível em 2025, a eficiência energética dos modelos elétricos ainda está distante do objetivo estabelecido para 2030.

Baterias maiores não são a única solução

Um estudo do Instituto de Pesquisa de Engenharia Automotiva da China apontou que os carros elétricos de passageiros avaliados em 2025 apresentaram consumo médio de 15,8 kWh por 100 quilômetros, considerando o padrão WLTC (Worldwide Harmonized Light Vehicles Test Cycle).

Para aumentar a autonomia, as montadoras tradicionalmente recorrem ao uso de baterias maiores ou a sistemas híbridos.

O ex-ministro do MIIT Miao Wei, entretanto, defendeu em outubro de 2025 que o setor avance principalmente por meio de inovação tecnológica e eficiência energética, em vez de depender apenas do aumento da capacidade das baterias.

A orientação está alinhada ao desafio colocado pelo governo chinês para a próxima etapa de desenvolvimento da indústria.

Direção autônoma também está entre as prioridades

A estratégia chinesa inclui ainda metas para o avanço da direção automatizada.

Até 2030, o governo pretende viabilizar produtos de direção autônoma de alto nível para utilização em diferentes situações, incluindo rodovias e áreas urbanas.

Guo Shougang, chefe do departamento de indústria de equipamentos do MIIT, afirmou que as autoridades deverão ampliar a definição de padrões e os mecanismos de supervisão de segurança.

O objetivo é criar condições para que projetos-piloto de direção autônoma possam avançar dentro de parâmetros de segurança definidos pelas autoridades.

Fabricantes chinesas buscam ampliar presença global

A expansão internacional também aparece como um dos pilares do novo plano.

O governo chinês pretende fortalecer a reputação internacional das marcas automotivas chinesas e estimular a participação das empresas do país na definição e coordenação de regulamentações internacionais para o setor.

A estratégia ocorre em um cenário de aumento do protecionismo e das barreiras comerciais em diferentes mercados.

China promete apoio à expansão das montadoras

Cao Wen, funcionário do Ministério do Comércio da China, afirmou que o governo pretende aperfeiçoar os serviços de apoio à internacionalização das empresas automotivas.

Entre as medidas estão ações relacionadas à conformidade regulatória nos mercados estrangeiros e à proteção dos interesses das montadoras chinesas que já operam fora do país.

Com o novo plano, Pequim combina metas de crescimento dos veículos de nova energia com objetivos de eficiência, desenvolvimento de tecnologias de direção automatizada e expansão global das fabricantes chinesas.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Informação

Produção de veículos no Brasil cresce 6,8% em agosto, aponta Anfavea

A produção de veículos no Brasil avançou em agosto, segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Foram fabricadas 271,2 mil unidades no mês, resultado 6,8% superior ao registrado em julho e 9,4% acima do volume produzido em agosto de 2025.

Produção acumula alta de 8,5% no ano

Entre janeiro e agosto, a indústria automotiva brasileira produziu quase 1,9 milhão de veículos. O número representa crescimento de 8,5% na comparação com os primeiros oito meses de 2025.

Para o presidente da Anfavea, Igor Calvet, o desempenho de agosto foi o melhor para o mês desde 2013. Na avaliação do executivo, a expectativa é de que o mercado automotivo brasileiro permaneça aquecido até o fim do ano, embora as montadoras enfrentem uma concorrência cada vez maior com o avanço dos veículos importados.

Vendas de veículos sobem 22,1% em um ano

As vendas também apresentaram crescimento significativo na comparação anual. Em agosto, foram comercializados 275,1 mil veículos, alta de 22,1% sobre o mesmo mês de 2025.

Na comparação com julho, porém, houve queda de 1,6%. No acumulado de 2026, os emplacamentos chegaram a 1,975 milhão de unidades, avanço de 18,4%.

Setor deve passar por mudanças em 2027

Durante a apresentação dos resultados, Calvet afirmou que o próximo ano poderá trazer uma reorganização importante para o setor automotivo. Entre os fatores apontados está a possível influência da cobrança de imposto de importação sobre kits CKD, utilizados na montagem de veículos completamente desmontados.

A redução dos estoques também deve contribuir para alterar a dinâmica do mercado. Apesar dos desafios, o presidente da Anfavea ressaltou que as fabricantes continuam anunciando investimentos de longo prazo e demonstrando confiança no potencial do mercado brasileiro.

Segundo Calvet, o tamanho do mercado nacional ainda permite espaço para uma expansão estrutural da indústria.

Estoques caem, mas veículos importados predominam

No fim de agosto, os estoques das montadoras somavam 506 mil veículos, ante 525 mil unidades em julho. O volume corresponde a aproximadamente 50 dias de vendas.

Do total armazenado, 324 mil veículos eram importados, conforme os dados divulgados pela Anfavea. O cenário reforça a pressão competitiva enfrentada pela indústria automobilística brasileira.

Exportações registram queda

Na contramão da produção e das vendas internas, as exportações de veículos tiveram desempenho negativo. Em agosto, os embarques recuaram 31,7% em relação ao mesmo mês de 2025.

No acumulado de 2026, as exportações somaram 294,1 mil veículos, queda de 22,9% ante o mesmo período do ano anterior.

A Anfavea destacou ainda a redução de 36,6% nos embarques destinados à Argentina ao longo do ano. O país é o principal mercado externo para os veículos produzidos pela indústria brasileira.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Carros chineses já representam mais da metade dos veículos importados pelo Brasil em 2026

A participação dos carros chineses no Brasil atingiu um novo patamar em 2026. Entre janeiro e julho, mais de 180 mil veículos fabricados na China foram importados pelo país, número que corresponde a 52,4% de todos os veículos importados pelo Brasil no período.

Os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontam que as importações de veículos chineses cresceram 105,4% nos primeiros sete meses do ano, na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

O avanço foi muito superior ao registrado pelo conjunto das importações. Ao todo, o Brasil recebeu 344,1 mil veículos estrangeiros entre janeiro e julho, alta de 25,7% em relação ao ano anterior.

China domina as importações de veículos

O desempenho mostra uma mudança importante na composição dos veículos importados pelo Brasil. A China passou a responder pela maior parcela desse mercado em um momento de forte expansão das montadoras chinesas e de aumento da oferta de novos modelos.

Enquanto as importações totais cresceram pouco mais de 25% em um ano, os veículos fabricados na China tiveram alta superior a 100%. Dessa forma, os fabricantes chineses não apenas acompanham o crescimento do mercado de importados, mas também ampliam sua participação entre os veículos que chegam ao país.

Esse movimento acontece paralelamente ao avanço dos carros elétricos e híbridos no mercado brasileiro.

Em julho, os veículos eletrificados representaram 23,5% dos emplacamentos no Brasil, a maior participação já registrada até então. No acumulado de 2026, os emplacamentos dessa categoria cresceram 120,8% frente aos primeiros sete meses de 2025.

A forte presença de fabricantes chineses no segmento de eletrificados ajuda a explicar parte desse crescimento. Empresas do país asiático têm ampliado a oferta de carros elétricos, híbridos e outros modelos eletrificados para os consumidores brasileiros.

Importações crescem enquanto exportações brasileiras caem

O avanço dos veículos estrangeiros ocorre em um cenário diferente para as exportações da indústria automotiva brasileira.

Entre janeiro e julho, foram exportados 255,9 mil veículos produzidos no Brasil, uma redução de 20,8% em relação ao mesmo período de 2025.

A Argentina teve papel importante nesse resultado. Os embarques brasileiros destinados ao país vizinho recuaram 35,4% no acumulado do ano. Segundo a Anfavea, com exceção da Colômbia, as exportações para os demais mercados latino-americanos também apresentaram queda.

Por outro lado, a produção de veículos no Brasil manteve trajetória positiva. As fábricas instaladas no país produziram mais de 1,6 milhão de unidades nos sete primeiros meses de 2026, crescimento de 8,3% sobre o mesmo período do ano passado.

O cenário cria um contraste dentro do setor automotivo: a indústria nacional produz mais, mas enfrenta simultaneamente uma concorrência crescente dos veículos chineses importados.

Novas marcas chinesas ampliam a disputa no mercado brasileiro

A participação da China pode aumentar ainda mais com a chegada de novas fabricantes ao país. Empresas como iCAUR, Lepas, Luxeed, Freelander e DFM já possuem planos para atuar no mercado automotivo brasileiro.

A movimentação ocorre após a expansão de marcas como BYD, GWM, Omoda e Jaecoo, que passaram a disputar consumidores com as montadoras tradicionais.

Além do aumento das importações, a instalação de operações industriais no Brasil pode modificar a dinâmica desse mercado nos próximos anos. Com a produção local, parte dos veículos que atualmente são trazidos do exterior poderá passar a ser fabricada em território nacional.

China já é a principal origem dos veículos importados

Os números registrados até julho de 2026 evidenciam a mudança no perfil dos carros importados no Brasil. Com mais de 180 mil unidades e uma participação de 52,4%, os veículos produzidos na China já representam mais da metade das importações brasileiras.

O resultado consolida o país asiático como a principal origem dos veículos trazidos do exterior e reforça a expansão das montadoras chinesas no Brasil, especialmente em segmentos como elétricos e híbridos.

A tendência também sinaliza uma transformação na competição do setor automotivo brasileiro, que deve ganhar novos participantes à medida que mais marcas chinesas avancem em seus planos de operação no país.

FONTE: Vrum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Vrum

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Imposto de Importação de 35% entra em vigor e impacta mercado de carros importados no Brasil

O mercado de carros importados inicia uma nova fase a partir desta quarta-feira (1º), com a entrada em vigor da alíquota integral de 35% do Imposto de Importação para veículos eletrificados totalmente montados (CBU) e para modelos semidesmontados (SKD) que ultrapassarem a cota de isenção estabelecida pelo governo.

Apesar da mudança, o consumidor não verá, necessariamente, um aumento imediato de 35% no preço dos veículos. Isso porque o tributo incide sobre a importação, enquanto o valor final também considera fatores como câmbio, logística, margem das montadoras, custos de estoque e estratégias comerciais.

Entenda como ficam as novas regras

A nova política tributária diferencia os tipos de importação de veículos.

Os modelos CBU, importados completamente montados, passam a recolher integralmente os 35% de Imposto de Importação, sem qualquer cota de isenção.

Já os veículos CKD (completamente desmontados) e SKD (semidesmontados), destinados à montagem no Brasil, terão acesso a uma cota temporária de importação com imposto zerado, limitada a US$ 463 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões), válida por seis meses.

Após o esgotamento desse limite, os modelos SKD passam a pagar 35% de imposto. No caso dos veículos CKD, a tributação permanece em 14% até o fim de 2026, alcançando os 35% somente em janeiro de 2027.

A estratégia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) busca estimular a montagem de veículos no país e reduzir a dependência da importação de automóveis prontos.

Preços devem variar conforme estratégia das montadoras

O impacto da nova tributação não será uniforme entre as fabricantes.

Veículos importados que chegaram ao Brasil antes da mudança ainda poderão ser comercializados pelos preços atuais enquanto houver estoque. Nos últimos meses, diversas montadoras ampliaram as importações justamente para formar estoques antes da entrada em vigor das novas alíquotas.

Além disso, fabricantes com maior capacidade financeira poderão absorver parte do aumento para preservar competitividade, enquanto outras devem optar por reajustes, redução de versões, revisão dos pacotes de equipamentos ou até adiamento de lançamentos.

Cada segmento tende a reagir de maneira diferente, seja entre carros elétricos, híbridos plug-in ou modelos premium.

Mercado de eletrificados deve sentir maior impacto

Segundo o consultor Cássio Pagliarini, CMO da Bright Consulting, a aplicação da alíquota integral pode representar um reajuste de até 8% nos preços dos veículos elétricos importados.

A medida encerra o cronograma gradual de aumento do Imposto de Importação, iniciado em janeiro de 2024. Até o fim de junho, as alíquotas variavam entre 25% e 30%, dependendo da tecnologia do veículo.

O segmento de veículos eletrificados é considerado o mais sensível à mudança, já que seu crescimento recente foi impulsionado por preços competitivos, elevado nível tecnológico e ampla oferta de equipamentos.

Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que, em maio, foram comercializadas 51,6 mil unidades eletrificadas, representando quase 20% das vendas de veículos leves no país.

Ao mesmo tempo, a participação dos eletrificados importados caiu de 94% em maio de 2025 para 61% no mesmo período de 2026. Já os veículos fabricados ou montados no Brasil ampliaram sua participação de 6% para 39%, indicando um movimento gradual de nacionalização da produção.

Indústria nacional pode ganhar competitividade

Com a nova tributação, o governo espera fortalecer a indústria automotiva instalada no Brasil, incentivando investimentos em produção local, geração de empregos e expansão da cadeia de fornecedores.

No entanto, especialistas destacam que ampliar a montagem de veículos no país não significa, automaticamente, elevar o índice de nacionalização. Componentes como baterias, semicondutores, motores elétricos, eletrônica de potência e softwares ainda representam desafios para a indústria brasileira.

Montadoras chinesas entram em fase decisiva

As fabricantes chinesas, responsáveis por impulsionar a expansão dos carros elétricos no Brasil, terão agora o desafio de consolidar sua presença industrial no país.

Marcas como BYD, GWM, Leapmotor, MG, Omoda & Jaecoo e Geely deverão acelerar projetos de montagem nacional para reduzir os efeitos da nova carga tributária.

Empresas que conseguirem ampliar sua produção local e fortalecer a rede de concessionárias tendem a enfrentar melhor o novo cenário. Já aquelas que mantiverem forte dependência da importação de veículos prontos poderão sofrer maior pressão sobre preços e competitividade.

Mercado deve passar por período de adaptação

Especialistas avaliam que o setor deve enfrentar três movimentos nos próximos meses: liquidação dos estoques importados adquiridos antes da mudança tributária, valorização dos modelos produzidos ou montados no Brasil e reajustes mais expressivos nos veículos importados de segmentos premium.

Além disso, o mercado de seminovos eletrificados também poderá ser beneficiado. Caso os preços dos veículos zero quilômetro aumentem, modelos usados com boa garantia e assistência técnica estruturada tendem a preservar melhor seu valor de revenda.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Gabriel Lordello

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