Logística

Frota global de navios porta-contêineres ociosos se mantém estável apesar de baixa nas tarifas

No início de outubro, a frota global de navios porta-contêineres ociosos manteve-se praticamente estável, mesmo com o feriado da Semana Dourada na China e a deterioração das tarifas de frete. Segundo a Alphaliner, os navios sem operação representavam 0,9% da frota mundial, o que equivale a 32,7 milhões de TEUs.

Embora seja o nível mais alto de ociosidade em um ano, o setor ainda é considerado plenamente empregado, sem indícios de inatividade estrutural significativa. Até o dia 6 de outubro, a capacidade ociosa aumentou ligeiramente em 7.155 TEUs, totalizando 91 navios porta-contêineres fora de operação.

Manutenção e modernização em estaleiros

Durante o feriado chinês, os cancelamentos de viagens programadas tiveram impacto limitado na ociosidade da frota. Em vez disso, muitas empresas de transporte marítimo aproveitaram o período para enviar navios aos estaleiros, destinados a manutenção, reparos, modernização ou conversão.

Atualmente, a capacidade de armazenamento em estaleiros representa 2,1% da frota total, acima da mínima registrada em setembro, de 1,6%. O número de navios em manutenção subiu de 124 para 153 unidades, adicionando quase 160.000 TEUs, totalizando 688.195 TEUs em estaleiros.

Próximos desafios do setor

O período de menor atividade testará a disciplina de gestão de capacidade das companhias marítimas, que buscam contener a queda nas tarifas de frete e otimizar a operação da frota.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística, Tecnologia

China lidera revolução logística com porto 100% automatizado e movido a energia limpa

O porto inteligente de Tianjin, na China, marca um avanço histórico ao se tornar o primeiro porto do mundo totalmente automatizado e abastecido por energia limpa. A estrutura representa um marco na logística global, combinando tecnologia de ponta, eficiência energética e sustentabilidade ambiental.

Operando com guindastes autônomos, veículos automatizados e sistemas inteligentes integrados ao satélite Beidou, o porto realiza todas as operações de carga e descarga sem intervenção humana direta. Todo o processo é alimentado por fontes renováveis, reforçando o compromisso chinês com a redução de emissões e a modernização do setor marítimo.

Eficiência, segurança e sustentabilidade em um só modelo

A iniciativa eleva os padrões internacionais de eficiência logística e segurança portuária, tornando-se referência para infraestruturas marítimas sustentáveis em todo o mundo. Especialistas classificam o porto de Tianjin como um modelo global que une automação, inteligência artificial e energia limpa em larga escala.

China amplia liderança tecnológica e desafia o Ocidente

De acordo com análises do setor, a China é responsável por 80% da produção mundial de robôs industriais, ultrapassando Estados Unidos, Alemanha e Japão em densidade robótica por trabalhador. Esse domínio reforça a posição do país como líder na automação portuária e na indústria 4.0.

Especialistas alertam que, sem investimentos robustos em inovação, IA e infraestrutura, o Ocidente pode se tornar dependente da tecnologia chinesa, não apenas em produtos, mas também em processos produtivos estratégicos.

O futuro dos portos: autônomos e sustentáveis

A transição para portos autônomos e 100% verdes é vista como o modelo produtivo do futuro, oferecendo tanto riscos quanto oportunidades para outras economias. Investir em automação, energia renovável e tecnologia inteligente será essencial para garantir competitividade, eficiência operacional e segurança global nas próximas décadas.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGENS: Reprodução/Jornal Portuário
VÍDEO: @pixnewsms

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Logística

Câmara avança em adesão ao sistema TIR e abre caminho para integração logística global

A tramitação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 655/2025, que aprova a adesão do Brasil à Convenção Aduaneira sobre o Transporte Internacional de Mercadorias ao Abrigo das Cadernetas TIR (Convenção TIR), marca um passo histórico rumo à integração logística internacional. A proposta já avança na Câmara dos Deputados.

“Estamos acompanhando de perto o processo legislativo e defendemos uma implementação técnica, gradual e justa, que assegure competitividade e proteção aos operadores brasileiros”, explica o presidente do SINDICOMIS NACIONAL e da ACTC, Luiz Ramos.

O que é a Convenção TIR

Celebrada sob os auspícios da Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975 e atualmente em vigor em mais de 70 países, a Convenção TIR estabelece um sistema internacional padronizado de trânsito aduaneiro. Por meio das chamadas Cadernetas TIR, selos únicos reconhecidos entre países signatários, o regime visa reduzir burocracias, custos e prazos no transporte internacional de cargas.

Com a adesão, o Brasil se integraria a esse sistema global, com impactos diretos na competitividade logística, especialmente nas rotas terrestres do Mercosul e da América do Sul.

Adesão sim, mas com responsabilidade técnica

O SINDICOMIS NACIONAL e a ACTC têm participado ativamente das discussões técnicas, apresentando propostas para garantir que a implementação do regime proteja os interesses dos operadores brasileiros, assegure prazos adequados de adaptação e promova apoio técnico e financeiro às empresas do setor.

“A adesão à Convenção TIR é positiva e necessária, mas deve ser acompanhada de um plano nacional sólido de execução, com participação efetiva das entidades representativas. É isso que estamos defendendo junto ao Congresso Nacional e à Receita Federal”, afirma Ramos.

Para proteger e maximizar os interesses dos associados, as entidades entendem ser essencial buscar inclusão e esclarecimento no texto do projeto em relação aos seguintes pontos:

  1. Prazos de adaptação escalonados: permitir que os operadores adaptem gradualmente veículos, contêineres e processos, com prazos razoáveis antes da obrigatoriedade plena.
  2. Apoio ou subsídios técnicos e financeiros: criar incentivos (subsídios, linhas de crédito, assistência técnica) para que empresas de menor porte consigam se adequar às exigências do regime.
  3. Limitação proporcional das garantias exigidas: estabelecer que o valor das garantias ou cauções seja proporcional ao risco estimado da operação, com faixas progressivas que favoreçam operadores menores.
  4. Regulamentações complementares claras e estáveis: garantir que as normas complementares (aduaneiras e de fiscalização) sejam transparentes, estáveis e com períodos de transição adequados, permitindo planejamento empresarial.
  5. Cláusulas de defesa e processo administrativo justo: assegurar prazos de correção, direito à ampla defesa e mecanismos educativos antes de sanções severas, com regime de advertência para infrações leves.
  6. Transparência e governança no sistema de emissão de Cadernetas TIR: definir critérios claros e auditáveis para escolha das entidades garantidoras e emissoras, assegurando concorrência leal, regulação justa e supervisão institucional.
  7. Mecanismos de monitoramento e avaliação pós-adesão: prever avaliações periódicas de impacto operacional e econômico, identificando gargalos fronteiriços e permitindo ajustes de política se os resultados não forem satisfatórios.
  8. Cláusula de reversão ou saída em caso de disfunções graves: incluir previsão legal para suspensão ou revisão do regime em situações de disfunção grave, sem penalizar operadores de boa-fé.
  9. Harmonização com regimes aduaneiros já existentes: evitar conflitos com tratados e regimes especiais (Mercosul, acordos bilaterais, regimes de trânsito regional), garantindo compatibilidade operacional.
  10. Capacitação e suporte institucional: promover programas de capacitação, manuais técnicos e sistemas de teste, com apoio da Receita Federal e órgãos de fronteira, antes da implementação plena.

Próximos passos

O SINDICOMIS NACIONAL e a ACTC manterão seus associados e representados informados sobre cada etapa da tramitação do projeto e os próximos passos regulatórios junto às autoridades competentes.

FONTE: Sindicomis
IMAGEM: Reprodução/Sindicomis

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Logística

Cosco converte porta-contêineres para propulsão dupla de metanol e reforça aposta em combustíveis alternativos

Conversão inédita na frota da Cosco Shipping

O navio porta-contêineres Cosco Shipping Libra, com capacidade nominal de 20.119 TEUs, retornou ao serviço após passar por quatro meses de conversão para propulsão dupla de metanol. A embarcação, construída em 2018, é a primeira da companhia a ser adaptada para esse tipo de combustível alternativo, segundo dados do Alphaliner.

A modernização foi realizada no estaleiro da Ilha Changxing, operado pela Cosco Shipping Heavy Industry (CHI), braço de construção naval do grupo. O projeto envolveu a adaptação do motor principal MAN B&W 11S90ME-C10.5 para o modelo MAN B&W 11S90ME-LGIM10.5, compatível com metanol, além da atualização dos motores auxiliares, instalação de um tanque de grande porte para o novo combustível e inclusão de sistemas adicionais de tubulação.

Impacto na capacidade de carga

Por conta da menor densidade energética do metanol, o tanque ocupa parte significativa do espaço do navio, reduzindo sua capacidade de transporte. Embora a Cosco ainda não tenha divulgado números oficiais, o Alphaliner estima que o Cosco Shipping Libra tenha agora capacidade de aproximadamente 19.700 TEUs, contra os 20.119 originais.

Movimento global por navios movidos a metanol

A Cosco segue a tendência já adotada por outras grandes operadoras. Em 2024, a Maersk converteu o porta-contêineres Maersk Halifax (15.282 TEUs), incluindo a extensão do casco de 353 para 367 metros para compensar a perda de espaço causada pelos tanques de metanol.

O Cosco Shipping Libra é classificado como um Megamax-23, com 399,80 metros de comprimento e 58,60 metros de boca (23 fileiras). Construído no Estaleiro Dalian (DSIC) e entregue em julho de 2018, faz parte de uma série de cinco navios-irmãos produzidos pela DSIC e pela CSSC Shanghai Waigaoqiao Shipbuilding.

Expansão da frota pronta para combustíveis alternativos

Apesar de ser o primeiro navio convertido para metanol da Cosco, a empresa já opera embarcações com tecnologia de combustível duplo. Em junho de 2025, recebeu o Cosco Shipping Yangpu (16.136 TEUs), o primeiro de uma frota superior a 20 navios prontos para metanol, atualmente em construção nos estaleiros Cosco e DACKS.

Após a conversão, o Cosco Shipping Libra voltou a integrar o serviço Ásia-Europa ‘NEU2’ (AEU3) da Ocean Alliance, que conta com navios MGX-23 e MGX-24 da Cosco Shipping Lines e embarcações fretadas internamente por sua subsidiária OOCL.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Cosco

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Evento, Negócios

PLEX e Tramontina destacam parceria estratégica no ComexTech Forum 2025

No último dia 17, durante o ComexTech Forum 2025, em São Paulo, a PLEX e a Tramontina Logistics apresentaram os avanços de uma parceria que promete transformar o caminho da internacionalização de empresas brasileiras, especialmente no competitivo mercado norte-americano. 

Segundo Luciano Zucki, Co-Founder & Director da Plex, o grande diferencial da união entre as empresas está em somar forças e expertises. “Essa parceria é baseada na fortaleza que cada empresa tem. A PLEX contribui com a logística internacional, com o desembaraço aduaneiro de todos os embarques e a entrega até a Tramontina. Já a Tramontina cuida da distribuição e da abertura de canais de venda. Estamos formatando um projeto para alavancar isso e estamos muito contentes com o potencial que podemos desenvolver juntos”, destacou Zucki.

Para ele, a presença no ComexTech Forum representou uma oportunidade importante de dar visibilidade a esse trabalho conjunto. “Além de encontrar agentes e clientes diretos, mostramos a estrutura que temos em Houston e a parceria sólida que estamos construindo”, acrescentou.

A experiência da Tramontina nos EUA como referência

Com mais de 40 anos de atuação no mercado americano, a Tramontina se tornou um exemplo de internacionalização. Agora, a estratégia é compartilhar essa experiência com empresas brasileiras que buscam se estabelecer nos Estados Unidos.

De acordo com Diego Santos, Business Development Director da Tramontina Logistics nos EUA, a proposta é oferecer uma solução completa. “Nosso projeto é pegar empresas parceiras e mostrar como a Tramontina alcançou sucesso no mercado americano. Não basta apenas exportar, é preciso se internacionalizar, ter presença no país, representação comercial, distribuição e a própria marca estabelecida”, afirmou.

Nesse cenário, a PLEX exerce papel fundamental. “A PLEX já nos apoia no agenciamento de carga e liberação aduaneira. Agora, faz parte do pacote completo que podemos oferecer. É o casamento perfeito: a Tramontina cuida da armazenagem e da distribuição, e a PLEX garante que a carga chegue com segurança. Assim conseguimos apoiar o cliente desde o Brasil até a porta do consumidor nos EUA”, explicou Santos.

Desafios da logística global

Durante o evento, Marcelo Borges, CEO da Tramontina Logistics nos EUA, destacou os gargalos da logística internacional e reforçou a importância de parcerias estratégicas. “Hoje, os maiores desafios estão no supply chain concentrado na Ásia, nas questões geopolíticas e nas deficiências de infraestrutura portuária, rodoviária e ferroviária no Brasil. Tudo isso impacta custos, prazos e compromissos globais”, pontuou.

Para Borges, a colaboração com a PLEX vai além da operação logística. “Não se trata apenas de contratos ou transações. Juntos, criamos um ecossistema de suporte para empresas brasileiras que desejam se estabelecer nos Estados Unidos, envolvendo assessoria legal, fiscal, marketing e vendas. Nosso objetivo é oferecer um apoio estruturado e de longo prazo, valorizando a marca Brasil no exterior”, concluiu.

Parceria estratégica

A parceria entre PLEX International Logistics e Tramontina Logistics, iniciada em 2021, evoluiu de alguns processos de desconsolidação e desembaraço aduaneiro para quase 90% das operações da Tramontina. Hoje, oferecem soluções completas em logística internacional, armazenagem e distribuição estratégica.

A Tramontina Logistics possui 24 centros de distribuição, 10 fábricas e 25 unidades no mundo. Sua maior operação internacional fica em Sugar Land (Texas), responsável por 31% dos colaboradores no exterior e pelo atendimento a grandes varejistas como Walmart, Sam’s Club, Costco e Home Depot. A infraestrutura inclui 34 mil m² de armazéns, 45 mil posições-palete, 29 docas, além de cross-docking, dropshipping (30 mil caixas/dia) e soluções digitais em tempo real.

Já a PLEX International Logistics, sediada em Doral (Flórida), é especializada em transporte, armazenagem e desembaraço aduaneiro. Apesar da base nos EUA, mantém raízes brasileiras em Santa Catarina, o que fortalece sua conexão com o mercado nacional e amplia sua presença global.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGENS: DIVULGAÇÃO

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