Transporte

Edital da Malha Oeste deve ser lançado em abril de 2026

O Ministério dos Transportes finalizou um plano que prevê a concessão de oito trechos ferroviários a partir do segundo semestre de 2026. A carteira de projetos deve mobilizar R$ 139,7 bilhões em obras e R$ 516,5 bilhões na operação das novas linhas. Entre os trechos prioritários está a Malha Oeste, que liga Corumbá (MS) a Mairinque (SP) e deve ter edital publicado em abril de 2026. O trecho está desativado há quase 30 anos.

Investimentos previstos e extensão da ferrovia

O traçado da Malha Oeste soma 1.593 quilômetros, com estimativa de R$ 35,7 bilhões em investimentos em infraestrutura e R$ 53,5 bilhões na fase operacional. Segundo a Folha de S.Paulo, o plano será oficialmente divulgado nos próximos dias. A concessão deve ter duração de 57 anos, abrangendo 600 quilômetros de trilhos em Mato Grosso do Sul.

Reativação é demanda histórica no Estado

A volta do transporte ferroviário em Mato Grosso do Sul é pauta antiga em audiências públicas e reivindicações políticas. O modal é considerado estratégico para o escoamento de minério de ferro de Corumbá, para o transporte de combustíveis e até para atender a Bolívia, que vê a reativação dos trens como essencial para a logística regional.

No início do mês, durante evento em São Paulo, o governador Eduardo Riedel (PP) reforçou a necessidade da ferrovia para o setor de mineração. Hoje, o transporte ocorre pelo Rio Paraguai e pela BR-262, movimentando cerca de 12 milhões de toneladas ao ano — volume que, segundo o governo, pode chegar a 30 milhões de toneladas com a nova estrutura.

Transição de concessão e trechos que precisam de revitalização

A atual concessão, operada pela Rumo Logística, termina no ano que vem. O TCU chegou a avaliar a possibilidade de readequar o contrato vigente, mas entendeu que a alternativa mais adequada é abrir uma nova licitação.

Parte da malha está degradada, sem uso e com trechos que exigem revitalização, incluindo troca de bitolas e construção de conexões capazes de atender setores como o de celulose.

Outros projetos ferroviários previstos no pacote federal

O primeiro edital do pacote deve ser o da EF-118 (Anel Ferroviário Sudeste), previsto para março de 2026, com leilão marcado para junho. Com 245,95 quilômetros, a ferrovia conectará Rio de Janeiro e Espírito Santo.

O plano inclui ainda o Corredor Leste–Oeste, que une Mato Grosso à Bahia e dá acesso ao Porto Sul, em Ilhéus; o Ferrogrão, que ligará a região Norte a um porto em Itaituba (PA); três novos trechos no Sul do país; e o último projeto do pacote, uma linha de 530 quilômetros entre Açailândia (MA) e Barcarena (PA).

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Campo Grande News

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Informação

Receita Cidadã torna-se diretriz institucional na gestão de mercadorias apreendidas

A Receita Federal oficializou o Programa Receita Cidadã como diretriz de governança na gestão de mercadorias apreendidas, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (10 de novembro de 2025). A medida tem como principal objetivo evitar a destruição de bens e promover a destinação ética e sustentável desses itens, por meio de doações a instituições de caridade e projetos sociais.

Foco em responsabilidade social e sustentabilidade

Segundo o texto da portaria, o Receita Cidadã “articula iniciativas e processos intersetoriais voltados à destinação eficiente, ética e responsável de mercadorias”, com ênfase em impactos sociais, econômicos e ambientais positivos. O programa está alinhado aos princípios da administração pública, à economia circular e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela ONU em 2015, que visam erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir prosperidade até 2030.

Incentivo ao reaproveitamento e à transparência

Entre as principais metas do Receita Cidadã, estão:

  • Transformar mercadorias apreendidas em ativos sociais e ambientais, reduzindo o desperdício;
  • Ampliar a transparência e a rastreabilidade na gestão de bens apreendidos, reforçando a integridade institucional;
  • Integrar ações de controle e fiscalização do comércio exterior e de repressão a ilícitos aduaneiros, aumentando a legitimidade das operações;
  • Promover parcerias com outros órgãos e entidades, ampliando o alcance das iniciativas;
  • Valorizar o leilão como forma de destinação estratégica, capaz de gerar receita para a seguridade social e incentivar o reaproveitamento econômico e ambientalmente responsável de mercadorias e resíduos.

Identidade visual e fortalecimento institucional

Além das novas diretrizes, a portaria também definiu a identidade visual oficial do Receita Cidadã, reforçando a consolidação do programa como política pública permanente da Receita Federal.

A iniciativa consolida um novo paradigma na gestão de bens apreendidos, priorizando a sustentabilidade, a transparência e o impacto social positivo das ações governamentais.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Portos

Governo Federal suspende leilão do terminal STS08 no Porto de Santos

O Governo Federal decidiu suspender o leilão do terminal STS08, localizado no Porto de Santos, que seria destinado ao armazenamento e movimentação de granéis líquidos, incluindo combustíveis. O anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Decisão prioriza fortalecimento da infraestrutura existente

Segundo o ministro, a medida foi tomada em conjunto com a Casa Civil e tem como objetivo consolidar as operações já instaladas na região, especialmente na área STS08A, sob administração da Petrobras.

A estatal é responsável pelo terminal desde 2021 e mantém um contrato de 25 anos, com previsão de investimentos de R$ 678 milhões. O governo optou por direcionar novos recursos para a ampliação e modernização dessa estrutura, em vez de realizar uma nova licitação.

Aval presidencial e novos investimentos da Petrobras

Durante o programa “Bom Dia, Ministro!”, nesta terça-feira (4), Costa Filho destacou que a decisão teve aval direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da Casa Civil. Ele adiantou ainda que a Petrobras deve apresentar, nos próximos dias, um plano de investimentos voltado à expansão das atividades na área, com início das operações ampliadas previsto para 2026.

Leilão já havia enfrentado falta de interessados

Antes da suspensão, a Autoridade Portuária de Santos (APS) planejava realizar o leilão ainda em novembro. Uma tentativa anterior, em 2021, terminou sem interessados, o que reforçou a atual decisão do governo de concentrar esforços em um projeto já em andamento e com maior retorno estratégico.

FONTE: Santa Portal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Antaq

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Portos

Terminal de offshore no Rio e de passageiros em Maceió são arrematados em leilão

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) promoveu nesta quarta-feira (22), na B3 em São Paulo, o leilão de dois terminais portuários para movimentação de passageiros, em Maceió (AL), e para operação offshore de petróleo, no Rio de Janeiro. Depois de uma disputa entre os participantes, no certame realizado em conjunto com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), e o Terminal RDJ07 foi vencido pela Petrobrás e o TMP Maceió foi arrematado pela empresa Consórcio Britto-Macelog II, ambos com prazo de 25 anos para a concessão.

“Com esses leilões, já foram concedidos seis terminais neste ano, o que mostra o sucesso do projeto de modernizar e ampliar a estrutura portuária no país”, disse o ministro do MPor, Silvio Costa Filho, lembrando que o ministério fez ainda o leilão do Túnel Santos-Guarujá, que compõem a maior carteira de concessões portuárias dos últimos anos.

“O que o mundo quer hoje? O mundo quer bons projetos, e o Brasil tem. O mundo quer projetos que deem boa remuneração, e o Brasil tem. E o mundo quer projetos que dialoguem com a sustentabilidade e a transição energética, e o Brasil também tem. Vamos qualificar cada vez mais os nossos projetos, com segurança jurídica, fortalecimento institucional e a segurança que o Brasil hoje oferece ao mundo, para buscar investidores internacionais e nacionais que queiram fomentar investimentos no país”, complementou Costa Filho.

Alex Ávila, secretário Nacional de Portos, parabenizou as empresas vencedoras e os proponentes pela participação no certame. “Gostaria de cumprimentar os consórcios que ganharam os leilões e também quem veio competir acreditando nos nossos projetos, na nossa carteira de empreendimentos. Obviamente nada adiantaria o governo se dedicar e se esforçar a promover oferta de investimento para o mercado se o mercado não se acreditasse no nosso projeto”, pontuou.

Os leilões desta quarta-feira fazem parte do segundo bloco de leilões portuários de 2025, organizado pelo MPor e Antaq, e seguem diretrizes da Lei dos Portos (Lei nº 12.815/2013), que regula o arrendamento e a exploração de instalações portuárias.

Consórcios vencedores

O Terminal do Rio de Janeiro teve valor de R$ 104 milhões de outorga, oferecido pela Petrobras, e terá investimentos de R$ 99,4 milhões. Com área de 56.832 m², o Terminal RDJ07 é destinado à movimentação de cargas de apoio logístico offshore, voltadas às atividades de exploração e produção de petróleo e gás natural.

Já o Porto de Maceió teve oferta de R$ 50 mil pela outorga, oferecido pelo Consórcio Britto-Macelog II, vencedor do certame. O TMP Maceió é um dos principais pontos de recepção de cruzeiros do Nordeste e terá investimentos estimados em R$ 3,75 milhões. A iniciativa tem como objetivo transformar o terminal em um polo estratégico do turismo marítimo nacional fortalecendo a economia local e melhorando a experiência dos passageiros.

André Luiz Filho, administrador da Macelog II, agradeceu ao ministro Silvio Costa Filho por estar à frente desse leilão e reconheceu a importância de realizar a concessão e indicou os próximos passos para melhorias no terminal. “Essa é uma empresa genuinamente alagoana e confiamos que vamos fazer um porto mais competitivo e que vamos trazer mais desenvolvimento ao porto de Maceió. Esse porto tem uma história muito rica, foi inaugurado em 1940 por Getúlio Vargas e depois esse porto recebeu Clarice Lispector, quando ela chegou da Ucrânia, e esse é um nome sugestivo para colocarmos no porto. E é com muita resiliência, pois sabemos das dificuldades, mas temos feito desenvolvimentos principalmente no turismo. Alagoas venceu”, ressaltou.

Terminal do Rio – O plano para o RDJ07 contempla demolição de estruturas antigas e construção de um novo galpão com área mínima de 3.500 m², além da implantação de áreas administrativas e operacionais, portarias e cercamento. As vias internas de acesso também receberão intervenções de melhoria.

“Estamos muito satisfeitos com o resultado do leilão. O porto do Rio de Janeiro é extremamente importante para a Petrobras, ele teve papel essencial na construção do pré-sal, possui uma localização geográfica privilegiada e está próximo de grandes corredores rodoviários que interligam regiões importantes da indústria e regiões econômicas, além de estar próximo de áreas apoio ao offshore”, indicou Fernando Vidal, diretor de Logística de exploração e produção da Petrobras.

Terminal do Rio de Janeiro

Entre os investimentos previstos estão a aquisição de equipamentos de grande porte, como seis guindastes, dez empilhadeiras e vinte carretas, além da instalação de um novo sistema de combate a incêndio e de uma subestação elétrica. As intervenções compõem o conjunto de ações voltadas à modernização da infraestrutura e ao aumento da capacidade operacional do terminal.

As medidas se alinham à política de aperfeiçoamento regulatório e ampliação da competitividade do sistema portuário brasileiro, contribuindo para o fortalecimento da infraestrutura logística e para a consolidação do Porto do Rio de Janeiro como ponto estratégico nas operações offshore e na cadeia de suprimentos do setor de petróleo e gás.

Melhorias no terminal de Maceió

Localizado em uma das capitais mais turísticas do país, o Porto de Maceió movimenta mais de 100 mil passageiros por temporada. Com as obras e melhorias previstas, a expectativa é de ampliação gradual da capacidade de atendimento, hoje limitada a 612 passageiros por dia, além da atração de novas rotas e companhias marítimas.

Com uma área total de 5.678,23 metros quadrados, o projeto de modernização do TMP Maceió contempla diversas melhorias estruturais e operacionais. Está prevista a construção de um novo estacionamento com 112 vagas, pavimentação e sistema de drenagem em uma área de 3.050 metros quadrados. A concessionária deverá também adquirir novos mobiliários e equipamentos de apoio, incluindo cadeiras, mesas, sofás e sistemas de controle de passageiros e bagagens.

Serão ainda implantados novos equipamentos de segurança e combate a incêndio, que integrarão o conjunto de bens reversíveis ao poder público ao término da concessão, garantindo padrões de qualidade e conforto compatíveis com os principais destinos de cruzeiros internacionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
IMAGENS: Vosmar Rosa/Mpor

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Portos

Leilão do Porto de São Sebastião deve ocorrer até abril de 2026, anuncia governo federal

O Porto de São Sebastião, localizado no litoral norte de São Paulo, será leiloado até abril de 2026, segundo informou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. O objetivo é ampliar a capacidade logística do estado e transformar o local em um porto multipropósito moderno e competitivo.

Expansão e modernização do Porto de São Sebastião

O projeto de arrendamento da área SSB01 prevê a movimentação e armazenagem de granéis sólidos, cargas gerais e contêineres. A proposta inclui a modernização de 426 mil m² de área operacional, a construção de um novo píer, ampliação do pátio, implantação de um sistema de carga e descarga para caminhões e dragagem de aprofundamento dos canais de acesso.

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, as obras devem gerar cerca de 5 mil empregos durante a fase de construção e 1,3 mil postos permanentes na etapa de operação, impulsionando a economia regional e fortalecendo o setor logístico paulista.

Parceria com o governo de São Paulo

A modelagem final do projeto será discutida em reunião em Brasília com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, nos próximos dias. A expectativa do governo é que o Porto de São Sebastião se torne um importante corredor logístico, conectando o litoral paulista às principais rotas de exportação do país.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

TCU direciona reavaliação de leilão de mega terminal do Porto de Santos a aliado de ministro no Cade

Tribunal de Contas da União (TCU) enviou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) um novo pedido de posicionamento sobre a competição no leilão do Tecon 10, o mega terminal de contêineres do Porto de Santos. Desta vez, a Corte de Contas direcionou a demanda a uma instância que afasta a participação da presidência do órgão antitruste.

O novo pedido foi remetido na segunda-feira, 8, para a Superintendência-Geral do Cade, comandada por Alexandre Barreto, ex-chefe de gabinete do ministro Bruno Dantas no próprio TCU. O pedido foi feito pelo Ministério Público junto ao TCU e em despacho do relator do processo Antonio Anastasia.

Procurado, o Cade disse que irá se manifestar ao TCU nos termos do ofício recebido. O Tribunal não respondeu – o espaço está aberto para manifestação. O ministro Dantas disse que não se pronunciaria. A reportagem entrou em contato com Barreto, que não quis falar.

A presidência do órgão antitruste chegou a ser oficiada sobre a reanálise na mesma data pela Corte de contas. Porém, dois dias depois, um despacho do tribunal pediu que a presidência do Cade desconsiderasse o ofício por completo, sob justificativa de que foi encaminhado por equívoco, mantendo a demanda com Barreto.

O ato, apurou o Estadão/Broadcast, foi recebido com surpresa dentro do Cade e do próprio TCU. Um servidor do Cade avaliou a ação como um movimento “bem estranho”

Em discussão há mais de uma década, o projeto do terminal, estimado em R$ 6,45 bilhões, avançou em maio deste ano com a elaboração do edital. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) optou por restringir a participação de atuais operadoras que atuam em Santos. Essa era elencada como a segunda das duas alternativas propostas em estudo para evitar concentração de mercado.

Até agora, o Cade já havia contribuído para o processo em duas ocasiões. Em julho, durante um painel de referência, o presidente interino Gustavo Augusto de Lima disse que existem alternativas menos severas à exclusão de operadores.

Em 8 de agosto, o Departamento de Estudos Econômicos do Cade respondeu a um extenso questionário elaborado pela área técnica do TCU, detalhando como o órgão conduz suas análises sobre concentração de mercado.

Agora responsável pelo caso no Cade, o superintendente-gera, Alexandre Barreto é próximo de Dantas e foi indicado para cargos no conselho por ele. O próprio Bruno Dantas demonstrou interesse no tema – foi o único dos ministros do TCU além do relator, a participar da audiência pública sobre o Tecon 10, em julho. Na fala inicial no evento, disse que estava presente para “ouvir e aprender”.

Entendimento isolado

Desde que foi encaminhado pelo Ministério dos Portos, em maio, o projeto sobre o Terminal está em análise na Corte de Contas.

Nesses cem dias, o relator do processo, ministro Antonio Anastasia, liderou coleta de posições técnicas e realização de audiência pública. Outros dois órgãos já se manifestaram contra o entendimento da Antaq, apontando que o mais adequado é a disputa aberta a todos os interessados.

No parecer da Subsecretaria de Acompanhamento Econômico e Regulação (Seae), vinculada ao Ministério da Fazenda, o órgão avalia: “o efetivo desinvestimento do ativo já detido por parte do eventual incumbente vencedor do certame já seria medida suficiente para prevenir o aumento da concentração horizontal do mercado portuário no Complexo de Santos, de modo que a realização do leilão em duas fases, com vedação à participação de incumbentes na fase inicial- a despeito dos demais benefícios advindos desta estrutura – aparenta ser excessivamente gravosa e ultrapassar o necessário para mitigar o risco identificado”.

A nota técnica do DEE, do Cade, aponta para a necessidade de medidas alinhadas aos critérios da proporcionalidade. “Essa proporcionalidade requer, em primeiro lugar, que as medidas aplicadas sejam capazes, por si só, de sanar os problemas concorrenciais identificados. Por outro lado, implica que se evite a adoção de remédios que ultrapassem o necessário para restaurar a concorrência no mercado.”

A unidade técnica do TCU, observando os pareceres do Cade e do Ministério da Fazenda, determinou que o órgão permitisse a participação das atuais operadoras. Não apenas concordando com a falta de razões para as restrições, determinou, em parecer do dia 1º deste mês: “Em razão de contrariar os princípios constitucionais da isonomia, eficiência e proporcionalidade e afrontar o art. 20 da Lei de Introdução das Normas do Direito Brasileiro, (…) altere o item 22.1 da minuta de edital de modo a prever o leilão em etapa única, sem vedação à participação dos atuais incumbentes”.

Posição do Ministério dos Portos

O MPor, poder concedente responsável pelas políticas do setor, chegou a dizer que avaliaria o texto da Antaq antes de enviá-lo ao TCU.

Representantes de empresas operadoras dizem que escutavam do ministro a promessa de análise e tentativa de um caminho para a abertura. Mas isso não ocorreu e o edital foi encaminhado ao TCU horas depois que foi despachado pela Antaq, sem considerações.

Um ex-servidor da pasta de Portos diz que o ministro Silvio Costa Filho teria influenciado na decisão pela disputa restrita. Próximo do diretor da Antaq, Caio Farias, responsável pela definição da proposta de edital na agência, Costa Filho teria orientado sua preferência pela restrição, embora publicamente o ministro diga que o melhor dos cenários é ter o maior número de participantes possível.

No dia 1º deste mês, quando o MPor foi notificado pelo TCU sobre o parecer da AudPortoFerrovia,área técnica do TCU, Costa Filho realizou reunião fora da agenda oficial para discutir a situação. O objetivo inicial da pasta era responder na mesma semana. Contudo, pelo fôlego tido com articulações vindas do TCU, pediu maior prazo para responder, o que foi acatado. Assim, o MPor poderá dar a devolutiva já considerando uma eventual mudança de avaliação do Cade. E deixa claro: o que for orientado pela Corte de Contas, será acatado na íntegra.

A Broadcast procurou o MPor e citou todos os apontamentos apresentados nesta reportagem. Em nota, a pasta disse que as informações não procedem. “O Ministério reitera que todas as suas ações seguem estritamente os ritos processuais. O ministro Silvio Costa Filho respeita as competências da Antaq e aguarda a manifestação do órgão de controle sobre o tema”, afirma a nota, que complementa: “O MPor informa ainda que dará pleno cumprimento à decisão final do TCU e confirma a manutenção do cronograma para realizar o leilão em dezembro de 2025”.

Fonte: Estadão

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Sustentabilidade

Leilão de energia renovável da China sinaliza desafios para desenvolvedores de energia solar

Os preços da energia solar no primeiro leilão provincial da China sob seu novo mecanismo de precificação de energia renovável foram tão baixos que poderiam desencorajar novos investimentos em projetos no país, disseram analistas.

O leilão da semana passada realizado na província de Shandong, considerado um termômetro para os leilões nacionais, sinaliza que os preços das energias renováveis no futuro serão mais baixos do que no sistema anterior — embora não necessariamente tão baixos quanto em Shandong, onde um excesso de investimentos em energia solar fez com que os preços caíssem.

Com base nos resultados, “eu não seria muito otimista em outras províncias, a menos que seja em províncias litorâneas com forte crescimento de (demanda de) energia”, disse Alan Lau, analista da Jefferies.

O leilão faz parte de uma reforma anunciada em fevereiro com o objetivo de introduzir uma precificação de mercado no maior produtor mundial de energia renovável.

Anteriormente, os projetos de energia renovável na China contavam com uma taxa de retorno garantida, vinculada ao preço de referência do carvão. Isso oferecia aos desenvolvedores uma previsibilidade valiosa, mas corria o risco de gerar investimentos excessivos.

A partir de junho, os operadores da rede de transmissão local concederão contratos para novos projetos de energia renovável com base em leilões que determinam um preço de liquidação conforme o maior lance, após selecionar as propostas da menor para a maior até que a meta de geração da província seja atingida.

Os geradores renováveis devem vender no mercado, mas serão compensados se o preço cair abaixo do preço de compensação do leilão, ou preço de exercício.

Shandong, uma das principais províncias para energias renováveis, foi a primeira a realizar leilões.

O preço de liquidação para a energia solar foi de 225 iuanes (US$31,58) por megawatt-hora (MWh), de acordo com uma reportagem da mídia estatal na sexta-feira, citando a operadora de rede de Shandong. Os desenvolvedores poderiam apresentar propostas entre 123 iuanes/MWh e 350 iuanes/MWh.

Os investidores teriam dificuldades para obter uma taxa de retorno aceitável a esse preço, disse Lau.

Muitos dos projetos de Shandong já estavam concluídos e, portanto, estavam “desesperados” para vender sua energia a uma taxa fixa, disse Lauri Myllyvirta, cofundador do Centre for Research on Energy and Clean Air, com sede em Helsinque.

O sistema oferece mais segurança do que a alternativa de vender no mercado spot de Shandong.

Fonte: Reuters

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Portos

Governo decide leiloar canais de acesso a portos e especialistas alertam para risco de encarecer tarifas e travar comércio exterior

O governo federal anunciou que o Brasil terá, em 2025, o primeiro leilão dos canais de acesso a portos, infraestrutura até hoje custeada por recursos públicos. A medida, inserida no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), prevê repassar à iniciativa privada a responsabilidade por dragagem, sinalização e manutenção de canais essenciais para a entrada e saída de navios.

O plano, segundo a União, busca trazer eficiência e previsibilidade, mas especialistas alertam que os custos podem ser repassados aos usuários, encarecendo tarifas e reduzindo a competitividade do comércio exterior brasileiro.

Primeiros leilões começam em outubro

O primeiro certame será realizado em 22 de outubro, com o canal do Porto de Paranaguá (PR).

Em dezembro, será a vez de Itajaí (SC), terceiro maior complexo de contêineres do país.

Os contratos terão validade de 25 anos, e o critério de vitória será o maior desconto sobre a tarifa de acesso.

O caso de Itajaí envolve ainda um desafio histórico: a remoção do navio Pallas, embarcação à vela de 1891 que naufragou durante a Revolta da Armada.

Avaliada em R$ 25 milhões, a operação será de responsabilidade da concessionária vencedora e é considerada crucial para liberar o tráfego de navios de até 400 metros.

Segundo Alex de Ávila, secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, a concessão permitirá superar problemas de demora em licitações e falta de verba.

A concessão tem por objetivo elevar a eficiência, a segurança e a profundidade dos canais”, afirmou.

A expectativa do governo é que os diferentes leilões em portos como Santos (SP), Rio Grande (RS) e Codeba (BA) mobilizem mais de R$ 6 bilhões em investimentos.

Especialistas temem tarifas mais caras

Apesar do otimismo oficial, especialistas alertam que o modelo pode elevar custos logísticos.

Isso porque dragagens, manutenções e obras de alta complexidade tendem a ser repassadas aos usuários finais.

Num país onde 95% do comércio exterior depende da via marítima, qualquer aumento tarifário impacta diretamente exportadores, importadores e, em última instância, o consumidor brasileiro.

O setor agroexportador e a indústria mineral seriam os mais atingidos.

Soja, milho, carne e minério, principais itens da pauta exportadora nacional, poderiam perder competitividade diante da alta nos custos de frete.

O risco é que o Brasil perca espaço em mercados globais justamente no momento em que busca ampliar sua presença internacional.

Desigualdade regional e dúvidas de rentabilidade

Outro ponto de atenção é a concentração regional dos investimentos.

Portos do Sul e Sudeste, mais lucrativos, tendem a atrair investidores com facilidade, enquanto estruturas do Norte e Nordeste podem não ter a mesma atratividade.

Já estão no radar os futuros leilões em Suape (PE) e Itaqui (MA), mas analistas alertam que a rentabilidade limitada pode reduzir o interesse privado, gerando desigualdade no desenvolvimento logístico nacional.

Críticos destacam que, embora os leilões representem um avanço em previsibilidade, a dependência de concessões pode engessar políticas públicas, dificultando a adaptação do setor às mudanças do comércio global.

Entre eficiência e risco de perda de competitividade

O debate também carrega peso político.

No governo Jair Bolsonaro, havia propostas de privatizar integralmente portos como Santos e Itajaí, mas a atual gestão optou por manter o controle da União, concedendo apenas trechos específicos de alto custo.

Na prática, o novo modelo divide responsabilidades: o governo preserva a autoridade portuária, enquanto o setor privado assume os investimentos pesados.

A questão é se essa transferência trará ganhos de longo prazo ou apenas aumentará os custos de curto prazo.

Se por um lado a concessão pode garantir dragagem contínua e maior eficiência, por outro, o risco de tarifas mais altas é real e ameaça a competitividade das exportações brasileiras.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Negócios

Após sucesso no leilão do Túnel Santos-Guarujá, Silvio Costa Filho apresenta novos projetos na França

Em Paris, ministro participou de encontro com investidores e empresários e apresentou a carteira de investimentos em portos

Após o sucesso na concessão do túnel Santos-Guarujá, leiloado na última sexta-feira (5) em São Paulo, com investimentos de R$ 6,8 bilhões, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, apresentou em Paris a lista de novos empreendimentos que irão a leilão ainda neste ano, durante o “Seminário Brasil-França: ações para potencializar competitividade do Brasil e ampliar protagonismo no mercado internacional”.

Em sua apresentação a empresários europeus e brasileiros, Silvio Costa Filho falou sobre o Brasil como destino de investimentos nos setores portuário e aeroportuário. “O resultado positivo do leilão do Túnel Santos-Guarujá, uma obra esperada há 100 anos, mostra a confiança dos investidores no Brasil, que hoje tem uma robusta carteira de projetos, segurança jurídica e regras claras”, afirmou o ministro, lembrando que até o fim deste ano serão realizados pelo menos outros três grandes leilões, que, somados ao leilão do túnel, chegam a investimentos de R$ 20 bilhões.

Para o dia 22 de outubro está previsto o leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá, com investimentos de R$ 1 bilhão. Na sequência será realizado o leilão do canal de acesso ao Porto de Santos, no valor de R$ 6,5 bilhões (Opex e Capex), e o leilão do terminal de contêineres do porto, o Tecon Santos 10, que deverá ocorrer em dezembro, com investimentos de R$ 5,6 bilhões, além de terminais portuários do Rio de Janeiro, Porto Alegre e Maceió. “Batemos o martelo do túnel e já estamos arregaçando as mangas para atrair investimentos para os demais leilões que faremos neste ano, dando sequência aos roadshows que realizamos na Europa, China e Brasil desde o início de 2025”, afirmou.

Também presente no evento, o ministro do Tribunal Superior do Trabalho Douglas Alencar Rodrigues destacou a importância dessa agenda internacional e fez menção ao trabalho realizado pelo ministro de Portos e Aeroportos. “Faço questão de enaltecer o sucesso de sua gestão, ministro Silvio. Ouvindo a sua explanação, que foi uma verdadeira prestação de contas, ficamos muito orgulhosos pela sua atuação. Saiba que, do nosso lado, sempre houve admiração, respeito e uma cooperação absoluta porque, ao fim e ao cabo, estamos todos remando na mesma direção; a direção do desenvolvimento do país”, destacou.

Parceria Brasil-França

No evento foi ressaltada a forte relação bilateral e cultural entre Brasil e França, especialmente nos setores de aeroportos e transportes, com destaque para investimentos franceses recentes, como a aquisição do Terminal da Santos Brasil no Porto de Santos pelo Grupo CMA CGM France, além de grandes investimentos em aeroportos, que revolucionaram o padrão brasileiro.

“A França é um grande parceiro comercial do Brasil, com saldo de quase R$ 3 bilhões na balança comercial. Além disso, o presidente Macron tem sido um porta-voz do nosso país na União Europeia em agendas estratégicas como o combustível sustentável de aviação, a descarbonização e os navios verdes”, apontou Costa Filho.

Próximas agendas

O ministro antecipou também sua agenda de reuniões bilaterais e de encontros empresariais previstos para esta semana, quando ele se reunirá com o ministro dos Transportes da França, Philippe Tabarot. Ele se reunirá também com representantes das empresas Haropa Port, Terminaux de Normandie, Air France, Grupo EGIS e CMA CGM Tower, quando tratará de investimentos e de ampliação da participação de algumas dessas empresas no Brasil.

Costa Filho ressaltou também os programas para o desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária e aviação civil. Desde o início do ano, já foram anunciados R$ 5,6 bilhões em obras, em 20 aeroportos brasileiros. E também o programa AmpliAr, com previsão de R$ 1,25 bilhão de investimentos em 19 aeroportos das regiões da Amazônia Legal e do Nordeste, e o programa Investe + Aeroportos, que prevê R$ 4,5 bilhões em investimentos em projetos de diferentes naturezas, fomentado a eficiência da logística aeroportuária.

No encontro também houve destaque para o objetivo do MPor de promover o transporte sustentável, reduzir emissões de gases de efeito estufa no setor e adotar práticas inovadoras para fomentar a descarbonização.

Ao final, o ministro expressou seu desejo de fortalecer parcerias com a França, avançar em projetos conjuntos e manter o setor portuário como prioridade estratégica, por sua capacidade de gerar emprego e oportunidade.

Fontes:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Transporte

Ministério de Portos e Aeroportos, Antaq e governo de São Paulo realizam leilão para construção do Túnel Santos-Guarujá

Evento acontece no dia 5 de setembro, na sede da B3, em São Paulo; investimento previsto é de R$ 6,8 bilhões

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e o governo de São Paulo realizam, às 16h desta sexta-feira (5) de setembro, o leilão de concessão para as obras do Túnel Santos–Guarujá; maior obra do Novo PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) e o primeiro túnel submerso da América Latina. O certame será realizado na sede da B3, em São Paulo.

Com investimento estimado em R$ 6,8 bilhões, o projeto será executado por meio de concessão patrocinada, que garantirá a construção e operação do túnel submerso entre as duas cidades do litoral paulista. A nova passagem terá 1,5 km de extensão, sendo 870 metros imersos, com três faixas por sentido, incluindo uma exclusiva para o Veículos Leves sobre Trilhos (VLT), além de acessos para pedestres e ciclistas.

Atualmente, a travessia entre Santos e Guarujá recebe diariamente cerca de 21 mil veículos, 7,7 mil ciclistas e 7,6 mil pedestres, que utilizam balsas e catraias. A nova infraestrutura trará mais rapidez, conforto e segurança para a população.

A concessão terá 32 anos de vigência, prorrogáveis, e contará com a fiscalização da Antaq, em parceria com a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) no acompanhamento do contrato.

Atendimento à imprensa

Profissionais de imprensa poderão acompanhar o leilão presencialmente ou pela internet (bit.ly/4niVAT6). É necessário credenciamento pelo e-mail imprensa@b3.com.br, para participar presencialmente. Ao final da cerimônia, o ministro atenderá os jornalistas presentes.

Serviço
O que: Leilão do Túnel Santos-Guarujá
Quando: sexta-feira, 5 de setembro
Horário: 16h
Local: Sede da B3 – R. Quinze de Novembro, 275, São Paulo (/SP)
Transmissão: TV B3 

Fontes:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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