Logística, Portos

JBS compra guindastes gigantes pra movimentação de contêineres

Novos equipamentos serão usados no atendimento de novas linhas

A JBS Terminais, arrendatária do terminal de contêineres do Porto de Itajaí, recebeu dois novos guindastes gigantes que vão ajudar a atender à demanda de novas linhas. Os equipamentos são do tipo móvel (MHC), modelo ESP.9, da Konecranes Gottwald, com capacidade de 125 toneladas e alcance de até 61 metros.

Segundo a JBS Terminais, o investimento foi de US$ 12 milhões, cerca de R$ 68,2 milhões, e faz parte do plano contínuo de expansão e qualificação da infraestrutura do terminal. Os guindastes são de última geração e estão prontos pra movimentar até 20 fileiras de contêineres com segurança e agilidade.

Com os novos equipamentos, a empresa deve melhorar a eficiência operacional. “Os novos MHCs ampliam nossa performance com menor impacto ambiental. São equipamentos versáteis, com alta autonomia energética e capacidade de atender diferentes tipos de carga”, destacou a empresa.

Os guindastes serão usados no atendimento de novas linhas do terminal. O serviço GS1, que faz ligação direta da América do Sul com o golfo norte-americano, foi anunciado no início do mês pela JBS. A linha terá atracação semanal em Itajaí, com operações pela Hapag-Lloyd, One e MSC.

Outro novo serviço é a linha Puma operada pela Mercosul Line, do grupo CMA CGM, que vai conectar Itajaí a portos estratégicos ao longo da costa leste da América do Sul. A linha será a oitava operação semanal em Itajaí, com previsão de iniciar nas próximas semanas, alavancando a movimentação de contêineres no terminal.

Fonte: Diarinho

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Logística, Portos

CEO da JBS Terminais anuncia ao vivo nova linha para Itajaí

Linha Puma vai conectar o Porto de Itajaí a outros do Mercosul

Aristides Russi Júnior, CEO da JBS Terminais, anunciou ao vivo, nesta quarta-feira, durante o programa Diz aí!, a chegada de uma nova operação de contêineres para os berços 1 e 2 do Complexo Portuário de Itajaí.

Ele acredita que, em 30 dias, a nova linha estará operando na cidade. “Eu quero anunciar em primeira mão mais uma linha que se chama Puma, um serviço da Mercosul CMA CGM. Vamos ter a oitava transação semanal em Itajaí, o sétimo serviço semanal entrando em Itajaí. A gente praticamente dobrou o número de serviços semanais e óbvio que agora é uma questão de ramp-up crescendo a movimentação”, disse Aristides durante a entrevista.

Desde que a JBS assumiu o porto, a empresa mantém seis linhas semanais, sendo que uma dessas faz duas escalas por semana, totalizando sete operações semanais. Apesar das seis linhas semanais, a movimentação nos berços ainda não atingiu os 44 mil TEUs previstos no contrato de arrendamento provisório com o Porto de Itajaí. “Eu posso falar com propriedade, quando o porto acabou tendo essa interrupção, eu estava em uma outra empresa. Para vocês terem uma ideia, óbvio que a movimentação estava um pouco maior do que a gente estava fazendo, porém em termos de linha, naquela época de 2021/22, já começou o arrefecimento, digamos assim, a desmobilização, a antiga APM tinha quatro linhas, hoje nós estamos com seis linhas, a linha do Golfo acabou de chegar”, explicou, justificando que a movimentação está em pleno crescimento.

Fonte: Diarinho



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Comércio, Portos

JBS denunciou que Porto de Santos tá querendo liberar fertilizantes no Porto de Itajaí

Foi publicada nesta terça-feira a deliberação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) que barrou qualquer autorização ou tratativa da Autoridade Portuária de Santos (APS) pra viabilizar a exploração de cargas a granel no Porto de Itajaí. A decisão atende denúncia feita pela JBS Terminais, arrendatária do terminal de contêineres, contra a autoridade portuária do Porto de Itajaí.

O despacho é assinado pelo diretor-geral substituto da Antaq, Caio Farias. A decisão tem caráter de medida cautelar administrativa, com vigência imediata, e suspende preventivamente tratativas pra movimentação de cargas a granel em Itajaí. O mérito da questão ainda será analisado.

Conforme o processo na Antaq, a denúncia da JBS Terminais foi protocolada no dia 26, com pedido de medida cautelar contra a autorização de movimentação de cargas a granel no Porto de Itajaí. Na petição, a empresa alegou que há tratativas da APS envolvendo a possível movimentação de fertilizantes a granel nas instalações públicas do porto, que supostamente envolveria o operador portuário ZPort Itajaí.

A JBS Terminais alegou que a iniciativa estaria sendo estruturada sobre as áreas que integram o contrato de arrendamento transitório, sem que houvesse prévia comunicação formal ou qualquer tipo de consulta aos operadores diretamente impactados. Também foi apontado que não houve o atendimento das exigências técnicas e legais pra implantação de nova modalidade operacional de cargas.

Para justificar os argumentos, a JBS Terminais apresentou a programação do navio Athanasia, com previsão de atracar na noite desta terça-feira para uma possível operação de fertilizantes. Na segunda-feira, a APS negou que o navio esteja trazendo fertilizantes. Segundo o órgão, a movimentação será de bobinas de aço, carga permitida nas práticas operacionais no cais público para cargas gerais.

A denúncia da JBS Terminais contra a APS leva em conta que a empresa detém o arrendamento transitório, que abrange áreas, infraestruturas e instalações portuárias públicas no Porto de Itajaí, inclusive o pátio de carga geral, quando necessário. A Antaq destacou que o contrato, firmado em dezembro de 2023 com prazo inicial de dois anos, teve objetivo de garantir a continuidade da movimentação e armazenagem de cargas até a concessão definitiva do porto.

Itajaí apoia JBS Terminais contra Santos

Em resposta à Antaq na segunda-feira, o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, concordou com a denúncia da JBS Terminais, apontando que a nova modalidade de carga afetaria a vocação do porto para a movimentação de contêineres e “cargas limpas”.

Ele destacou, como abordado pela empresa na denúncia, que o Porto de Itajaí consolidou-se como porto de cargas limpas e de alto valor agregado, essencialmente contêineres, contêineres refrigerados, veículos e cargas especiais, mantendo relação histórica de equilíbrio e harmonia com o centro urbano da cidade.

“Neste contexto, há que se concordar com a denunciante, que a realização da operação de movimentação de fertilizantes no Porto de Itajaí – carga classificada como granel sujo e sabidamente poluente – rompe diretamente com essa vocação histórica e ameaça causar sérios impactos ambientais, urbanos, econômicos e sociais”, escreveu.

João Paulo lembrou que o contrato de descentralização firmado em 2024 passou pro Porto de Santos a autoridade portuária do Porto de Itajaí. Com a mudança, a antiga autarquia municipal passou, em razão de convênio operacional entre a APS, Superintendência do Porto de Itajaí e a prefeitura, a desempenhar papel executivo, inclusive nas operações, com medidas de transição definidas.

O DIARINHO questionou a APS, a SPI, a JBS e a Zport sobre as tratativas pra operações de fertilizantes em Itajaí e aguarda manifestação oficial das empresas. A superintendência do porto respondeu que teve ciência da denúncia à Antaq e não se pronunciará sobre a determinação.

Queda de braço: Porto de Santos derrubou ordem da superintendência

O superintendente do Porto de Itajaí também confirmou que foram iniciados “procedimentos preparativos diversos” para o recebimento de cargas de fertilizantes, por ordem da APS. Em 10 de abril, equipe técnica da SPI, por demanda da ZPort, mandou ofício ao superintendente apontando os requisitos da operação de fertilizantes. O documento dizia que se trataria de uma “operação teste” que atenderia às condicionantes ambientais e operacionais exigidas.

No dia 16 a Zport encaminhou à superintendência e-mail pedindo autorização pra entrada de equipamentos da operação de fertilizantes no porto. No dia 22, por ordem do superintendente, a operação foi suspensa.

No dia seguinte, porém, por determinação da APS, o diretor de operações, Ricardo de Sousa, revogou por conta própria a suspensão dada pelo superintendente do Porto de Itajaí e autorizou a instalação dos equipamentos pra movimentação de fertilizantes. A montagem foi feita e o equipamento ficou pronto pra receber a carga. Três dias depois, houve a denúncia da JBS à Antaq.

Fonte: Diarinho

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Comércio Exterior, Industria, Informação, Notícias, Portos

Dragagem de manutenção do canal de Itajaí tem contrato prorrogado

Em reunião virtual com a FIESC, Secretaria Nacional de Portos estima quitação da pendência com fornecedor nos próximos dias; Autoridade Portuária de Santos firmou contrato emergencial para retomada dos trabalhos

O secretário nacional de porto e aeroportos, Alex Sandro de Ávila, informou nesta quinta-feira (3) em reunião com o presidente da Federação das Indústrias de SC, Mario Cezar de Aguiar, que já existe solução para a dragagem de manutenção do canal de acesso ao complexo portuário de Itajaí. Segundo ele, a Autoridade Portuária de Santos – responsável também por Itajaí – firmou um contrato emergencial com a empresa que prestava o serviço e deve quitar a dívida de R$ 48 milhões com o fornecedor nos próximos dias.

Para o presidente da Federação, Mario Cezar de Aguiar, a notícia é positiva, já que a dragagem é essencial para a operação dos terminais portuários que fazem parte do complexo de Itajaí.

Durante o encontro, o secretário informou os prazos previstos para o processo de concessão definitiva do Porto de Itajaí. Serão dois editais, um para a gestão do canal de acesso, e outro para a operação do terminal de cargas. Ávila disse que a secretaria já recebeu a modelagem final do edital do Canal de Acesso e que o documento está em fase de ajustes finais.

Reunião Sec. Portos
Fiesc reitera pedido de informação sobre cronograma oficial dos processos de concessão. (Foto: Filipe Scotti)

A FIESC reiterou o pedido de formalização do cronograma para acompanhamento do processo de dragagem de manutenção e também da concessão do canal de acesso – que vai prever as obras de aprofundamento e ampliação da bacia de evolução – e também do terminal de cargas.

A expectativa é de que até o fim de maio o edital possa ser enviado ao Tribunal de Contas da União para análise. A partir daí, a estimativa é que o TCU leve quatro meses para dar seu aval e autorizar o leilão, previsto para dezembro de 2025. Em relação ao edital do terminal de cargas, a expectativa é de que o leilão ocorra em março de 2026. O secretário lembrou que, se necessário, o contrato provisório com a JBS poderá ser estendido por até 24 meses.

Na reunião, que contou também com a participação do presidente da Câmara de Transporte e Logística da FIESC, Egídio Martorano, e do diretor do Departamento de Novas Outorgas e Políticas Regulatórias, Bruno Neri, o secretário respondeu questionamentos do ofício enviado ao Ministério de Portos e Aeroportos em 18 de fevereiro.

FONTE: FIESC
Dragagem de manutenção do canal de Itajaí tem contrato prorrogado | FIESC

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Economia, Industria, Informação, Internacional, Investimento, Negócios

JBS vai investir US$ 100 mi para construir fábricas no Vietnã

Unidades devem gerar cerca de 500 empregos na região

A JBS anunciou neste sábado (29) o investimento de US$ 100 milhões para a construção de duas fábricas no Vietnã.

As plantas serão responsáveis pela produção de carne bovina, suína e de aves, e utilizarão, principalmente, matérias-primas importadas do Brasil, destinadas a abastecer o mercado vietnamita e de outros países do Sudeste Asiático.

“As novas fábricas no Vietnã não serão apenas uma expansão de capacidade produtiva, mas um investimento com propósito: gerar valor para a economia local, criar empregos qualificados, contribuindo para a segurança alimentar em todo o Sudeste Asiático. Estamos investindo no futuro, com foco em inovação, sustentabilidade e desenvolvimento”, disse Renato Costa presidente da Friboi, que pertence à JBS.

A companhia deve gerar cerca de 500 novos postos de trabalho na região, além de promover programas de treinamento técnico e transferência de tecnologia para os trabalhadores vietnamitas, contribuindo para o fortalecimento do setor produtivo do país.

O plano prevê que a primeira fase do projeto será instalada no Khu công nghiệp Nam Đình Vũ, onde será construído um centro logístico com capacidade para armazenagem, abrangendo atividades de pré-processamento, corte e embalagem.

Já para a segunda fase, localizada no sul do Vietnã, o memorando estima que será realizada dois anos após o início das operações da primeira unidade e contará com infraestrutura semelhante, incluindo novo centro logístico e planta de processamento.

“A parceria entre a JBS, o governo vietnamita e nossos parceiros locais representa um passo estratégico essencial para nossa diversificação geográfica”, disse Costa.

“Esse movimento não só fortalece nossa capacidade de atender ao mercado local, mas também expande nossa presença global, criando uma cadeia produtiva robusta e sustentável que nos posiciona de forma ainda mais competitiva no cenário internacional”.

FONTE: CNN Brasil
JBS vai investir US$ 100 mi para construir fábricas no Vietnã | CNN Brasil

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BRICS, aviões e carne ganham destaque em viagem de Lula ao Vietnã, dizem fontes

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, visitará o Vietnã na próxima semana, acompanhado de uma delegação empresarial que inclui executivos da fabricante de aviões Embraer e do gigante alimentício JBS, ambos em negociação para possíveis acordos no país do Sudeste Asiático, segundo fontes.

A segunda visita de Lula ao Vietnã como presidente ocorre enquanto o Vietnã, pressionado pela administração Trump a reduzir seu grande superavit comercial, se compromete a aumentar as importações dos Estados Unidos, incluindo produtos agrícolas como a soja – da qual o Brasil é um dos maiores exportadores para o país.

Lula viajará ao Vietnã de 27 a 29 de março, após visitar o Japão, conforme informou o governo brasileiro.

Espera-se que Lula convide o Vietnã para participar de uma cúpula do BRICS no Brasil em julho, disse um funcionário brasileiro, ressaltando que o Vietnã foi convidado no ano passado para se tornar um parceiro do BRICS, mas até agora não tomou uma posição oficial sobre o assunto.

O ministério das Relações Exteriores do Vietnã não respondeu a um pedido de comentário, e a embaixada do Brasil no Vietnã se recusou a comentar.

Espera-se que os dois países concordem em um plano de ação sobre defesa, agricultura e energia, o que poderá impulsionar a cooperação no setor do etanol – combustível do qual o Brasil é um grande produtor global, afirmou o funcionário brasileiro.

Além disso, o Brasil deseja aumentar suas exportações para o Vietnã e está solicitando que Hanói autorize a importação de sua carne bovina, conforme confirmou o funcionário, alinhado a relatos anteriores veiculados na mídia estatal vietnamita.

NEGÓCIOS

A abertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira é uma condição prévia para um investimento que o gigante alimentício JBS brasileiro está considerando no Vietnã, segundo três pessoas familiarizadas com as negociações, incluindo o referido funcionário, que preferiram não se identificar por se tratar de informações não públicas.

A empresa estuda a possibilidade de construir um polo de processamento de carne no norte do Vietnã – sua primeira fábrica na Ásia – com um possível investimento de dezenas de milhões de dólares, disseram as fontes.

A JBS se recusou a comentar.

Separadamente, a Embraer também está em conversações para a possível venda de dez jatos E190 de corpo estreito para a companhia aérea de bandeira Vietnam Airlines, informou o funcionário brasileiro.

Além disso, a Embraer tenta vender aviões de transporte militar C-390, com um possível voo de demonstração programado para maio no Vietnã, segundo o funcionário e uma fonte do setor.

A Embraer se recusou a comentar, e a Vietnam Airlines não respondeu a um pedido de comentário.

Hanói está em negociações com os Estados Unidos para adquirir aviões de transporte militar C-130, fabricados pela Lockheed Martin.

O Vietnã é um dos mercados de aviação que mais crescem no mundo, e as companhias aéreas locais vêm buscando expandir suas frotas há bastante tempo.

Nos últimos dias, altos executivos dos gigantes da aviação Airbus e Boeing se reuniram com autoridades vietnamitas, segundo a mídia estatal e uma agenda interna vista pela Reuters. O Vietnã também está trabalhando na aprovação dos jatos da COMAC, da China.

Reportagem de Francesco Guarascio; Reportagem adicional de Phuong Nguyen; Edição de Raju Gopalakrishnan

Fonte: Reuters
BRICS, planes and beef in spotlight as Brazil’s Lula visits Vietnam, sources say | Reuters

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Logística, Mulheres, Tecnologia

O ESPECIALISTA: Patrícia Soares

É com grande prazer que inauguro este espaço do ReConectaNews, dedicado a compartilhar informações sobre o segmento Reefer. De forma breve, me apresento: sou profissional da área desde 2006, com mais de 19 anos de experiência.

Comecei minha trajetória no maior produtor de proteína do mundo, o Grupo JBS, e hoje represento a EmergentCold LatAm, a maior empresa de soluções logísticas com temperatura controlada para alimentos da América Latina. Com essa bagagem, acredito poder contribuir com insights sobre o setor, embora reconheça que, em um ambiente tão dinâmico como o nosso, sempre há algo novo para aprender. Então, vamos ao setor de logística brasileiro, com suas dimensões continentais e complexidade, que tem ganhado destaque pela crescente demanda por soluções especializadas em transporte e armazenamento de cargas refrigeradas – as chamadas cargas “reefer”. Isso inclui alimentos perecíveis, medicamentos e outros produtos sensíveis à temperatura, que precisam de cuidados logísticos para garantir sua qualidade e integridade ao longo de toda a cadeia. 

Nos últimos anos, o Brasil tem visto um aumento significativo na demanda por cargas reefer. Somos um dos maiores produtores agrícolas do mundo e exportamos grandes quantidades de alimentos para mercados internacionais. Carne bovina, frango, frutas, legumes e derivados lácteos estão entre os itens que exigem armazenagem e transporte com controle rigoroso de temperatura nesse processo de exportação. 

Nesse cenário, o Brasil se destaca por sua infraestrutura portuária, com o Complexo Portuário de Itajaí, por exemplo, liderando as operações com cargas reefer e ocupando a segunda posição em movimentação de contêineres no país. Esse protagonismo coloca o Brasil em uma posição competitiva no comércio global, mas também traz desafios. 

A infraestrutura retroportuária, rodoviária e de armazenagem necessita de mais investimentos para atender às necessidades do setor. Da mesma forma, a falta de tecnologias de monitoramento, como sistemas de rastreamento em tempo real de temperatura e umidade, pode comprometer a qualidade das mercadorias e, consequentemente, a competitividade do Brasil no mercado internacional. 

E é justamente por isso que há uma grande tendência global na qual pequenos e grandes players desse segmento buscam armazenar e transportar com empresas especializadas, proporcionando, assim, que eles foquem apenas em seu principal negócio com uma visão estratégica, terceirizando toda a cadeia logística como uma solução inteligente, econômica e eficiente. 

Outro ponto desafiador é a capacitação de profissionais qualificados, tanto para o manuseio das cargas quanto para a gestão logística. Motoristas, operadores de armazéns e o time de gestão logística precisam de conhecimentos específicos para garantir que as cargas sejam armazenadas e transportadas com a máxima eficiência e sem prejuízo à sua integridade. Mais uma vez, isso reforça a necessidade de investimentos das empresas especializadas para atender à exigente demanda, tanto em volumes quanto em nível de qualidade de serviço. 

Apesar desses desafios, o futuro do segmento é promissor. Novas tecnologias têm trazido melhorias no monitoramento e controle das condições de temperatura, e soluções baseadas em inteligência artificial e Big Data estão sendo cada vez mais utilizadas. A crescente demanda por alimentos frescos e saudáveis, tanto no Brasil quanto no exterior, impulsiona a evolução dessas soluções de armazenagem e transporte refrigerado, criando oportunidades de mercado para as empresas brasileiras. 

Nesse sentido, caro leitor do ReConectaNews, apesar de o segmento de cargas reefer no Brasil ter muitos desafios, ele também possui um enorme potencial, pois é um fornecedor estratégico no mercado global. O desenvolvimento contínuo da infraestrutura, a capacitação dos profissionais e o avanço tecnológico são fundamentais para que o Brasil se mantenha competitivo nesse setor essencial. As empresas que se adaptarem a essas necessidades estarão melhor posicionadas para aproveitar as oportunidades e atender com eficiência os importadores no exterior, parceiros comerciais ao redor do mundo, assim como os consumidores extremamente exigentes no mercado interno. 

 

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Ibovespa avança na volta do Carnaval com Embraer em destaque, mas Petrobras pesa

O Ibovespa avançava nesta quarta-feira, na volta do fim de semana prolongado do Carnaval, com as ações da Embraer renovando máxima histórica com alta de cerca de 8%, enquanto os papéis da Petrobras eram destaque negativo em meio ao tombo do petróleo no exterior.

Às 14h25, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,25%, a 123.107,9 pontos. Com o pregão abrindo apenas às 13h, após ficar fechado nos últimos dois dias, o volume financeiro somava R$1,4 bilhão.

Analistas do BB Investimentos afirmaram, em sua carteira de ações recomendadas para o mês corrente, esperar “um quadro de acentuada volatilidade” em março.

“O sentimento misto dos investidores encontra respaldo no nível de incertezas advindas do mercado externo, bem como do quadro interno que tem imposto pressão adicional às companhias, especialmente pela perda de dinamismo da atividade no contexto de juros mais elevados”, citaram Victor Penna e Wesley Bernabé.

– EMBRAER ON disparava 7,57%, tendo renovado máxima histórica intradia a R$75,09 no melhor momento, conforme permanece a visão de que a fabricante de aviões deve continuar mostrando desempenho operacional benigno em 2025. No ano, o papel já sobe cerca de 33%, mesmo após salto de 150% em 2024.

– MARFRIG ON avançava 8,29%, recuperando-se do tombo de mais de 10% no último pregão, na sexta-feira, em sessão positiva para o setor de proteínas na bolsa. BRF ON subia 5,74%, MINERVA ON mostrava acréscimo de 4,07% e JBS ON tinha elevação de 0,71%.

– PETROBRAS PN caía 3,01%, contaminada pelo forte declínio dos preços do petróleo no exterior. O barril do Brent, usado como referência pela estatal, recuava 3,27%, no terceiro dia seguido de queda, em meio a receios com planos da Opep+ de prosseguir com os aumentos de produção em abril.

– BRASKEM PNA recuava 3,1%, engatando o décimo pregão seguido de queda, dada a perspectiva ainda desafiadora para a indústria petroquímica. Na véspera, também entraram em vigor as novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre as importações do México, onde a empresa tem operações.

– VALE ON subia 1,07%, apesar da queda dos futuros do minério de ferro na China. A próxima sexta-feira, dia 7, é a data de corte para pagamento de dividendos anunciados no mês passado, no valor total bruto de R$2,14 por ação. O pagamento está previsto para 14 de março.

– ITAÚ UNIBANCO PN ganhava 1,55%, em dia positivo para bancos, com BANCO DO BRASIL ON avançando 1,1%, BRADESCO PN registrando alta de 1,51% e SANTANDER BRASIL UNIT apurando elevação de 1,07%.

– RD SAÚDE ON valorizava-se 3,68%, também se recuperando da queda de quase 6% no fechamento da sexta-feira. Na semana passada, após a divulgação do balanço, executivos da rede de varejo farmacêutico afirmaram que esperam um primeiro semestre mais difícil com recuperação na segunda metade do ano.

FONTE: Terra
Ibovespa avança na volta do Carnaval com Embraer em destaque, mas Petrobras pesa

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Em negócio bilionário, JBS compra 50% de gigante de ovos que tem unidade em SC

Acordo avalia a Mantiqueira, que tem planta em São João do Itaperiú, em R$ 1,9 bilhão

Líder mundial em carne bovina, a JBS adicionou mais um tipo de proteína ao portfólio. A empresa anunciou na manhã desta segunda-feira (27) a aquisição de 50% da Mantiqueira, uma das maiores produtoras de ovos da América do Sul. O negócio inclui, além de metade das ações com direito a voto, a subscrição de 48,5% do capital social da companhia.

Em fato relevante divulgado ao mercado, a JBS informou que o valor do investimento será estabelecido “segundo regras comuns a este tipo de negócio”. A companhia avaliou a produtora de ovos em R$ 1,9 bilhão.

Hoje a Mantiqueira tem unidades em seis estados do país, incluindo Santa Catarina, onde mantém uma planta em São João do Itaperiú. Com mais de 3 mil funcionários, a empresa produz 4 bilhões de ovos por ano, com uma capacidade de 17,5 milhões de aves. É dona das marcas Mantiqueira, Happy Eggs e Fazenda da Toca, com presença em mercados de 16 estados brasileiros e exportações para a América do Sul, Ásia, África e Oriente Médio.

“Este acordo representará para a JBS o ingresso no setor de ovos e reforça sua plataforma global diversificada por geografias e por proteínas, que têm permitido à companhia continuar crescendo com resultados sólidos”, destacou a JBS no fato relevante.

Atualmente a empresa já atua em bovinos, frangos, suínos, aquacultura (salmão) e
proteínas alternativas (plant-based e cultivada). Com a concretização do investimento, a JBS terá o controle da Mantiqueira compartilhado com o sócio-fundador a companhia, Leandro Pinto. A conclusão do negócio, no entanto, ainda depende de aprovações regulatórias.

FONTE: NSC Total
Em negócio bilionário, JBS compra 50% de gigante de ovos que tem unidade em SC – NSC Total

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JBS planeja investir US$ 2,5 bi na Nigéria

Acordo prevê o desenvolvimento de um plano de investimento de cinco anos que inclui a construção de seis fábricas na Nigéria

A JBS anunciou nesta quinta-feira (21) que assinou com o governo da Nigéria um memorando de entendimentos para possível investimento de 2,5 bilhões de dólares no país mais populoso da África.
O acordo prevê o desenvolvimento de um plano de investimento de cinco anos que inclui a construção de seis fábricas na Nigéria, sendo três de aves, duas de bovinos e uma de suínos. Segundo a JBS, o governo da Nigéria, por sua vez, “assegurará as condições econômicas, sanitárias e regulatórias necessárias para a viabilização e sucesso do projeto”.

“A JBS irá desenvolver um plano de investimento de cinco anos, que abrangerá estudos de viabilidade, projetos preliminares das instalações, estimativas orçamentárias e um plano de ação para desenvolvimento da cadeia de suprimentos”, afirmou a empresa sem citar quando o plano poderá ser concluído.

Se efetivado, o plano deve elevar o percentual de receita que a JBS obtém do continente africano, região que junto com o Oriente Médio a empresa obteve cerca de 3% do faturamento no ano passado, segundo dados da companhia.

FONTE: CNN
JBS planeja investir US$ 2,5 bi na Nigéria | CNN Brasil

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