Internacional

ONE adia recarga por baixo nível de água

A companhia japonesa de navegação Ocean Network Express (ONE) informou que decidiu adiar a aplicação do recargo por baixo nível de água (LWS) nos portos de Manaus e Porto Velho, no Brasil.

A medida, inicialmente prevista para setembro, entrará em vigor em 15 de outubro de 2025.

Segundo comunicado da empresa, a decisão se deve ao fato de que a diminuição do nível do rio Amazonas está acontecendo de forma mais lenta do que o previsto. Isso permitiu postergar a entrada em vigor da cobrança, que afetará as operações nessa região-chave para a logística fluvial.

O recargo temporário terá um custo de USD 975 por TEU e será aplicado em todas as rotas comerciais e serviços da companhia. A ONE informou que essa tarifa será mantida até novo aviso, dependendo das condições do rio.

A empresa, formada pela Nippon Yusen Kaisha (NYK), Mitsui O.S.K. Lines (MOL) e K Line, ressaltou que a medida busca garantir a continuidade de suas operações diante das variações sazonais que impactam a navegação no Amazonas.

Além disso, a ONE agradeceu aos clientes pelo apoio e destacou seu compromisso em continuar atendendo às necessidades de transporte global na região.

Fonte: Todo Logistica News

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Internacional

Brasil e Japão ampliam parceria em combustíveis sustentáveis

Acordo entre os dois países fortalece cooperação em biocombustíveis, etanol e tecnologias de mobilidade limpa

O Ministério de Minas e Energia (MME) recebeu no último dia 11 de setembro uma delegação do Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI) para discutir iniciativas conjuntas no setor energético. O encontro fez parte da preparação para a Reunião Ministerial sobre Combustíveis Sustentáveis, realizada nesta segunda-feira (15) em Osaka, e abordou a Iniciativa para Combustíveis Sustentáveis e Mobilidade (ISFM).

Durante a reunião, o secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra, ressaltou a relevância da cooperação bilateral. Ele destacou a nova Lei do Combustível do Futuro como marco regulatório para a transição energética. “O Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e é referência mundial em biocombustíveis. O Japão, por sua vez, reúne expertise em tecnologias de mobilidade de alto desempenho. A soma dessas competências abre novas oportunidades para investimentos, inovação e geração de empregos, além de posicionar os dois países como líderes no avanço rumo à neutralidade de carbono”, afirmou.

Cooperação em biocombustíveis e novas tecnologias

A delegação japonesa apresentou os preparativos para a Ministerial de Osaka e reforçou a expectativa em relação ao protagonismo do Brasil na COP30, marcada para Belém. Entre os pontos discutidos, ganharam destaque o uso do etanol, a produção de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), a captura de carbono e o comércio internacional de biocombustíveis.

As negociações também avançaram sobre a possibilidade de integração dos certificados de sustentabilidade e descarbonização, em consonância com o Acordo de Paris. O METI manifestou ainda interesse no fortalecimento da cadeia produtiva de veículos híbridos-flex, ressaltando a disposição de empresas japonesas em exportar esse tipo de automóvel para o mercado brasileiro.

Próximos passos da parceria

Como encaminhamento, Brasil e Japão concordaram em organizar novos encontros, reunindo representantes do setor público e da iniciativa privada, para consolidar projetos no âmbito da ISFM. O objetivo é aprofundar a cooperação bilateral, acelerar a transição energética e ampliar a presença dos dois países como referências globais no desenvolvimento de combustíveis sustentáveis.

Fonte: Brasil 247

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Exportação

Ovos: exportação brasileira cai e EUA perde posto para Japão após tarifaço, aponta estudo da USP

Segundo o Cepea da Esalq de Piracicaba (SP), volume embarcado da proteína brasileira em agosto de 2024 é 60% menor que o de julho.

Pelo segundo mês consecutivo, as exportações brasileiras de ovos tiveram queda em agosto de 2025. O motivo se repete. O recuo nos embarques da proteína in natura pelos Estados Unidos ocorre após as tarifas impostas pelo governo norte-americano.

Os Estados Unidos era o principal comprador de ovos brasileiros desde março deste ano, mas perderam a liderança dentre os principais destinos da proteína brasileira para o Japão. Veja os dados, abaixo.

A análise é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba (SP), feita a partir dos dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e divulgada nesta sexta-feira (12).

Os EUA compraram 2,13 mil toneladas de ovos in natura e processados produzidos pelo agronegócio brasileiro em agosto deste ano. O volume 60% menor que o de julho. No entanto, a marca ainda é 72% superior ao de agosto de 2024, apontam os pesquisadores do Cepea.

“O Japão tornou-se o principal destino da proteína nacional no último mês, adquirindo 578 toneladas de ovos, 29% a mais que em julho. Mesmo com a retração nos últimos dois meses, o desempenho da parcial deste ano segue positivo”, observa o Centro de Estudos da Esalq-USP.

1ª queda nos embarques em julho

balanço das exportações brasileiras de ovos interrompeu o movimento de alta no primeiro semestre de 2025. O primeiro recuo ocorreu em julho deste ano, com queda de 20% nas vendas para o exterior.

Pesquisadores explicam que a baixa mensal se deve à redução de 31% na quantidade embarcada de ovos para os Estados Unidos.

“De acordo com dados da Secex, compilados e analisados pelo Cepea, o Brasil embarcou 5,26 mil toneladas de ovos in natura e processados em julho, volume 20% inferior ao de junho”, aponta o Cepea.

O volume de ovos exportados foi menor entre junho e julho deste ano, mas supera em 305% o montante embarcado em julho de 2024.

Os pesquisadores do Cepea reforçam que, mesmo com a queda, o Brasil se mantém como o principal destino da proteína brasileira.

Apesar do recuo

De janeiro a agosto, o Brasil exportou cerca de 32,3 mil toneladas de ovos in natura e processados.

O volume é 192,2% acima da quantidade registrada nos oito primeiros meses de 2024. E, já supera, em 75%, o total embarcado em todo o ano passado, ainda conforme números da Secex analisados pelo Cepea.

Agosto com alta nas cotações

No mercado doméstico, as cotações dos ovos iniciaram agosto em alta na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Veja, abaixo.

Preços Médios – Ovos

DataRegiãoOvo BrancoVariação DiáriaOvo VermelhoVariação Diária
08/08/2025Bastos (SP)R$ 154,873,88%R$ 170,105,95%
08/08/2025Grande BH – MGR$ 164,083,37%R$ 179,93,30%
08/08/2025Recife (PE)R$ 170,155,83%R$ 182,925,12%
08/08/2025Grande SP – SPR$ 162,424,38%R$ 177,285,01%
08/08/2025S.M. de Jequitibá (ES)R$ 161,153,71%R$ 172,151,02%

Fonte: Cepea – Esalq/USP

“Esse movimento foi impulsionado pelo fim das férias escolares, que favoreceu a retomada da demanda, e pelo período de início do mês, quando a população costuma estar mais capitalizada e o consumo da proteína tende a aumentar”, analisa o Cepea.

Preços dos ovos caíram em junho

Os preços do ovos caíram e atingiram o menor patamar diário nas principais regiões produtoras no Brasil em junho, segundo boletim do Cepea, divulgado no fim do primeiro semestre de 2025 . 📝Entenda cenário, abaixo.

🐔Gripe aviária na Europa: As restrições às importações de produtos avícolas do país, incluindo os ovos, também afetou o mercado, com a interrupção da compra de carne de frango pela China, Europa e Argentina, após o 1º registro de gripe aviária no país em granja comercial.

Embora o Brasil já tenha recuperado o status de livre da gripe aviária, pesquisadores do Cepea ressaltam que a retomada das importações dos produtos avícolas, incluindo ovos, ainda não foi totalmente reestabelecida até o momento.

📉Movimento de queda nos preços: O movimento de queda já tinha começado em abril de 2025, quando o ovo alcançou o menor preço do ano após recordes de 40% de alta nas cotações. Em maio, o recuo nas cotações fez o mercado de ovos encerrar o mês com baixa liquidez em todas as praças acompanhadas pelo Cepea.

Os preços dos ovos já registram queda de mais de 10% em maio, com as médias mensais nos menores patamares desde janeiro de 2025 em todas as praças acompanhadas.

“Essa desvalorização esteve relacionada à retração da demanda e ao aumento da oferta em algumas áreas, e não ao registro de Influenza Aviária de Alta Patogenecidade (IAAP) em granja comercial de Montenegro (RS)”, apontava boletim do Cepea.

💰Cotações

Agentes do setor consultados pelo Centro de Pesquisas nas regiões de Bastos (SP), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Grande São Paulo (SP), Santa Maria do Jequitibá (ES) explicaram que ritmo mais lento das vendas aumentou os estoques nas granjas em diversas praças em maio deste ano.

“Esse cenário levou à desvalorização da proteína, diante da dificuldade de escoamento da produção. Além disso, há relatos de descarte de poedeiras mais velhas em algumas regiões, medida que pode influenciar no controle da oferta no mercado interno e ajudar a sustentar os valores da proteína”, observam os produtores.

📈Preços: Entre os dias 16 e 26 de junho, a cotação dos ovos vermelhos caiu mais de 10,6% no atacado na região produtora de de Santa Maria de Jetibá (ES), passando de R$ 207 para R$ 185 a caixa com 30 dúzias. No início do ano, em fevereiro, o produto custava R$ 276.

🥚Na região de Bastos (SP), o preço da caixa de ovos brancos passou de R$169,52 para R$ 159 entre os dias 16 e 26 de junho. As cotações dos ovos vermelhos na praça do interior paulista caíram de R$ 191 para R$ 177 no mesmo período.

Na Grande São Paulo, a valor dos ovos brancos diminuiu de R$ 179 para R$ 164 em dez dias, queda de 7,3. Já os vermelhos, recuaram de 199,95 para R$ 182 entre os dias 16 e 26 de junho.

Na praça produtora de Recife, os preços da caixa dos ovos vermelhos passaram de R$ 185 para R$ 161, uma queda de quase 13% em dez dias. Em Minas Gerais, o preços ovos vermelho cai de R$ 213 para R$ 188 a caixa.

📈Veja, abaixo, valores nas regiões consultadas pelo Cepea:

Preço Ovos comercias/ Caixa com 30 dúzias

Mês /Data da cotaçãoRegiãoOvos BrancosVariação/DiaOvos VermelhosVariação/Dia
24 de junhoBastos (SP)R$ 159,01-2,91%R$ 177,40-3,92%
24 de junhoGrande BH (MG)R$ 168,48-4,57%R$ 188,73-3,62%
24 de junhoRecife (PE)R$ 154,41– 5,10%R$ 161,28-5,87%
24 de junhoGrande São Paulo (SP)R$ 164,34-3,84%R$ 182,30-4,44%
24 de junhoS. M. de Jequitibá (ES)R$ 162,78-3,01%R$ 183,55– 4,28%

Fonte: Cepea – Esalq/USP

Custos de produção

Segundo a pesquisadora, em 2024, os custos dos principais insumos da atividade, como milho e farelo de soja, aumentaram, enquanto a queda nos preços dos ovos comprometeu a rentabilidade dos produtores. Sem falar da necessidade de investir em espaços climatizados.

“Além disso, outros custos, como embalagens, também pressionaram a cadeia produtiva. Diante desse cenário desafiador no ano passado, os produtores enfrentaram margens reduzidas. Agora, em 2025, com uma menor disponibilidade de ovos, foi possível repassar esses reajustes de forma mais intensa para as cotações”, analisou.

Fonte: G1


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Agricultura, Economia, Exportação

Brasil fecha acordo com Japão para exportar produtos de gordura animal

Produtos são usados na fabricação de ração animal e pet food

O Ministério da Agricultura e Pecuária informou nesta terça-feira (2) ter concluído negociação tarifária com o governo do Japão para exportação de produtos à base de gordura de aves, suínos e bovinos.

Esses produtos são usados na fabricação de ração animal e “pet food”. De acordo com o ministério, a autorização “amplia a presença brasileira em um dos mercados mais exigentes do mundo”.

O Brasil já é um dos maiores fornecedores de soja e milho para o mercado japonês. 

Com 125 milhões de habitantes, o Japão é a terceira maior economia do mundo e o 7º destino dos produtos agrícolas brasileiros em 2024. As exportações para os japoneses totalizaram US$ 3,3 bilhões no ano passado. De janeiro a julho de 2025, as vendas já somaram US$ 1,8 bilhão.

No total, 422 novos mercados foram abertos para os produtos agropecuários brasileiros no atual governo.

Fonte: Agencia Brasil

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Comércio Exterior

Exportações do Japão têm maior queda em 4 anos com impactos das tarifas

Total das exportações da quarta maior economia do mundo caiu 2,6% em relação ao ano anterior em julho, em termos de valor, maior queda mensal desde fevereiro de 2021

As exportações do Japão registraram a maior queda mensal em cerca de quatro anos em julho, mostraram dados do governo nesta quarta-feira (20), à medida que o impacto das tarifas dos EUA se intensificou, levantando preocupações sobre as perspectivas para a economia dependente das exportações.

O total das exportações da quarta maior economia do mundo caiu 2,6% em relação ao ano anterior em julho, em termos de valor, a maior queda mensal desde fevereiro de 2021, quando as exportações caíram 4,5%.

Essa queda foi maior do que a previsão mediana do mercado de uma redução de 2,1% e marca o terceiro mês consecutivo de declínio após uma queda de 0,5% em junho.

Apesar da queda no valor das exportações, os volumes de remessa se mantiveram até agora, já que os exportadores japoneses evitaram grandes aumentos de preços, disse Takeshi Minami, economista-chefe do Norinchukin Research Institute.

“Mas eles acabariam tendo que repassar os custos para os consumidores norte-americanos e isso prejudicaria ainda mais as vendas nos próximos meses”, disse ele.

As exportações para os Estados Unidos em julho caíram 10,1% em relação ao ano anterior, com uma queda de 28,4% nos automóveis e de 17,4% nos componentes automotivos.

Entretanto, as exportações de automóveis caíram apenas 3,2% em termos de volume, sugerindo que os cortes de preços das montadoras japonesas e os esforços para absorver as tarifas adicionais protegeram parcialmente os embarques.

Os Estados Unidos impuseram tarifas de 25% sobre automóveis e autopeças em abril e ameaçaram cobrar 25% sobre a maioria dos outros produtos do Japão.

Posteriormente, em 23 de julho, o país fechou um acordo comercial que reduziu as tarifas para 15% em troca de um pacote de investimentos japoneses de US$ 550 bilhões vinculados aos EUA.

A taxa tarifária acordada para automóveis, o maior setor de exportação do Japão, ainda é muito maior do que os 2,5% originais, exercendo pressão sobre as principais montadoras e fornecedores de peças.

As exportações para outras regiões também foram fracas. As exportações para a China caíram 3,5%, segundo os dados.

O total das importações em julho caiu 7,5% em relação ao ano anterior, em comparação com as previsões do mercado de uma queda de 10,4%.

Como resultado, o Japão teve um déficit de 117,5 bilhões de ienes (US$ 795,4 milhões) em julho, em comparação com a previsão de um superávit de 196,2 bilhões de ienes.

Fonte: CNN Brasil


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Negócios, Tecnologia

Acate apresenta o setor de tecnologia de SC no Japão em busca de negócios 

Presidente da Acate, Diego Ramos, destaca que grandes empresas de tecnologia e fundo de investimentos do Japão já marcam presença em SC

A Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) participa da missão catarinense ao Japão e à China, liderada pelo governador Jorginho Mello, para apresentar o setor e ampliar conexões visando mais negócios. O presidente da entidade, Diego Ramos, destaca que os japoneses já investem no setor em SC e que essa presença da Acate segue a estratégia definida pela entidade de internacionalizar mais o setor. Nesse desafio, Diego Ramos tem o apoio do secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Edgard Usuy, e do secretário executivo da Acate, Gabriel Sant’Ana Santos, que também participam da missão.

No SC Day Tóquio, nesta quarta-feira, o presidente da Acate apresentou dados e oportunidades de investimentos no setor em Santa Catarina para empresários e investidores japoneses. Chamou a atenção pelo fato de empresas japonesas já investirem no setor em SC.

Temos a presença de diversas grandes empresas japonesas de tecnologia em SC, entre elas a Macnica DHW e a NTT, além de fundos de venture capital, como a Softbank, que já aportaram em rodadas de investimentos de startups catarinenses. Estamos animados em ampliar e construir novas pontes entre o nosso estado e países, a exemplo do Japão, que estão à frente no âmbito de desenvolvimento tecnológico e científico – afirmou  Diego Ramos no SC Day Tóquio.

Os representantes da Acate também tiveram reunião com diplomatas brasileiros com o objetivo de apresentar o setor e pedir apoio em conexões para negócios. Eles se reuniram com o secretário do setor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Embaixada do Brasil em Tóquio, Paulo Alves, e representantes do Banco do Brasil no Japão. Na tarde de quarta-feira, o presidente da Acate também participou da comitiva de SC que visitou a Confederação das Indústrias do Japão, a Keidanren.

A agenda de quinta-feira da comitiva catarinense também foi intensa, com foco na economia. O roteiro incluiu visita a grandes grupos empresariais japoneses como Mitsui e Mitsubishi, e visitas à agência de comércio exterior do Japão (JETRO) e à agência de cooperação internacional (JICA), que fez projetos para proteção do Vale do Itajaí frente a enchentes.  

Fonte: NSC Total

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Comércio Exterior, Exportação, Industria, Notícias

Santa Catarina avança para ampliar exportações de carne bovina ao Japão 

Santa Catarina está determinada a dar um novo passo em sua trajetória de sucesso no comércio exterior. Com um histórico consolidado nas exportações de carne suína e de frango para o Japão, o Estado agora quer conquistar a habilitação para exportar carne bovina ao exigente mercado japonês. Esse é um dos objetivos da missão estratégica ao país asiático que começou no último dia 13 e deve durar cerca de 10 dias. “Santa Catarina está pronta para exportar carne bovina ao Japão. Já temos um histórico de excelência na venda de carne suína e queremos ampliar essa relação comercial”, afirmou o governador Jorginho Mello. 

Durante as agendas em Tóquio, realizadas na quarta-feira (18), a comitiva catarinense esteve no Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão (MAFF) e na Embaixada do Brasil, reforçando o pedido para que Santa Catarina seja o primeiro estado brasileiro autorizado a exportar carne bovina ao Japão. A ação integra uma estratégia maior de internacionalização da economia catarinense, valorizando a excelência sanitária do estado como um diferencial competitivo. “O controle sanitário e a qualidade da carne de suíno e de aves que entregamos ao Japão abrem as portas comerciais para o setor de carne bovina. Temos qualidade, competitividade e a relação de confiança na sanidade do plantel catarinense. O novilho precoce é o grande atrativo que alia qualidade, sustentabilidade e sanidade”, ressaltou Celles Regina de Mattos, presidente da Cidasc. 

Estado já lidera exportações de carnes ao Japão 

Em 2024, o Japão foi o principal destino das exportações de carne de frango catarinense, com embarques que somaram 148,4 mil toneladas e geraram US$ 283,8 milhões em receita. No setor suinícola, o país asiático aparece como terceiro maior comprador, com 93,4 mil toneladas e uma movimentação de US$ 312,4 milhões. 

Santa Catarina exporta carne de frango para o Japão desde 1989, e carne suína in natura desde 2013. Agora, a meta é abrir também o mercado japonês para a carne bovina catarinense, o que ampliaria ainda mais a presença do Estado na Ásia. 

Reconhecimento sanitário fortalece posição de SC 

A força do agro catarinense no comércio exterior se deve, sobretudo, ao rigor sanitário. Santa Catarina é, desde 2007, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como zona livre de febre aftosa sem vacinação — status fundamental para acessar mercados exigentes como o japonês. O estado também tem a menor prevalência de tuberculose e brucelose bovina no país e é o único com identificação individual de 100% do rebanho bovino, via sistema SRBOV-SC. “As relações comerciais com o Japão são resultado de confiança mútua, compromisso com a qualidade e pioneirismo sanitário. Reafirmamos nosso trabalho para ampliar a presença catarinense no mercado japonês, agora com a carne bovina”, afirmou o secretário de Agricultura, Carlos Chiodini. 

SC Day reúne grandes empresas e potenciais investidores em Tóquio 

Durante o SC Day Tóquio, evento promovido na Embaixada do Brasil, Jorginho Mello apresentou as potencialidades catarinenses a representantes de conglomerados japoneses como Mitsui, Mitsubishi, Sumitomo, Itochu, Marubeni, Yokorei e Nippon, além das operações locais da BRF e da Seara. “Santa Catarina tem excelência em sanidade animal, com status internacional reconhecido e um parque industrial moderno. Estamos prontos para exportar carne bovina com a mesma qualidade com que já exportamos frango e suíno para mais de 150 países”, reforçou o governador. 

A comitiva também cumpriu agendas com a agência de comércio exterior JETRO, a agência de cooperação internacional JICA e a Federação das Indústrias do Japão (Keidanren). 

Porto de São Francisco do Sul receberá investimentos japoneses 

A visita ao Japão também gerou avanços na área de infraestrutura logística, essencial para a competitividade do comércio exterior. Foi assinado um protocolo de intenções entre o Governo de SC e a empresa japonesa Marubeni, com foco em novos investimentos no Porto de São Francisco do Sul. “Significa investimentos de milhões de dólares e, ao mesmo tempo, oportunidade de emprego e renda para o catarinense. Nós queremos exportar para o mundo a nossa proteína animal, mas precisamos de investimentos em infraestrutura, sejam elas ferroviárias, rodoviárias e portos”, destacou o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen. 

Uma missão para abrir portas e construir o futuro 

A delegação catarinense reúne representantes dos três poderes, prefeitos de cidades estratégicas como Joinville e Blumenau, além de lideranças empresariais das federações Fecomércio, Fiesc e Acate. “Santa Catarina é um estado que tem muito a oferecer, e esta missão à Ásia é uma grande oportunidade de abrir novas portas para os nossos produtos, atrair investimentos e desenvolver soluções inovadoras em parceria com quem é referência mundial”, destacou o governador Jorginho Mello. 

Além da abertura do mercado japonês para a carne bovina, a missão tem entre os objetivos a atração de investimentos em infraestrutura, o fortalecimento das exportações agrícolas e pesqueiras, e a projeção de Santa Catarina como referência global em sanidade animal e qualidade industrial. 

TEXTO: REDAÇÃO 

FOTOS: SECOM/SC 

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Comércio Exterior, Mercado Internacional

Possível abertura do Japão para carne brasileira valerá só para cinco Estados

Autoridades japonesas afirmaram que benefício será garantido para os Estados que já haviam conquistado o reconhecimento como zonas livres de febre aftosa sem vacinação antes de 2025

Técnicos do Ministério da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão (MAFF) estiveram no Brasil na semana passada para uma auditoria no sistema de inspeção sanitária brasileiro. A visita é considerada um passo fundamental para uma possível abertura de mercado para a carne bovina brasileira.

Durante a agenda, os japoneses esclareceram que, caso haja aprovação do sistema sanitário brasileiro, a possível abertura de mercado ainda não valerá para o país todo, relatou uma fonte a par do assunto. Valeria apenas para os Estados que já haviam conquistado o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como zonas livres de febre aftosa sem vacinação antes de 2025: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Acre e Rondônia.

O Ministério da Agricultura pleiteia que a abertura contemple todo o país, reconhecido no fim de maio pela OMSA como livre de aftosa sem vacinação. A visita foi marcada para a segunda semana de junho para a Pasta poder apresentar o certificado entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no último dia 6. Porém, os documentos enviados inicialmente e analisados pelos japoneses eram dos cinco Estados.

Em caso de sinalização positiva dos japoneses, os demais Estados devem ser liberados mais à frente, o que vai demandar novas negociações à medida em que, com o passar do tempo, o rebanho dessas regiões seja composto apenas por gado que nunca foi vacinado.

A possível abertura limitada a cinco Estados é vista na indústria brasileira como estratégica para os japoneses em um cenário comercial e político que envolve os Estados Unidos, de onde o Japão já importa carne. O aval parcial ao Brasil pode reduzir a pressão americana sobre Tóquio, com a qual quer defender o seu market-share, ao mesmo tempo em que atende em parte aos anseios brasileiros e de importadores locais.

Os técnicos japoneses visitaram unidades do serviço de inspeção federal e os controles sanitários de alguns Estados. Não houve auditoria em frigoríficos.

Na agroindústria, a expectativa é que a abertura do mercado do Japão, para os cinco Estados, possa ser concluída ainda em 2025 ou no primeiro trimestre de 2026. Uma carta na manga do Brasil neste momento é o aumento dos preços internos das carnes no país asiático. Na parte técnica, ressalta uma fonte, o país atende às exigências japonesas.

Se a abertura parcial for concluída após a auditoria técnica do Japão no sistema sanitário brasileiro, o aval às demais regiões pode ser facilitado, disse uma fonte da indústria, ainda mais com o reconhecimento da OMSA. (RW)

Os japoneses devem emitir um relatório sobre a auditoria. Em caso de aprovação, serão iniciadas as discussões sobre os requisitos técnicos que deverão ser incluídos no protocolo para a exportação de carne do Brasil. A habilitação das plantas após a abertura deverá ser por pré-listing, a depender da análise de risco feita pelo Japão.

Fonte: Globo Rural

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Negócios

Santa Catarina e Aomori renovam parceria histórica iniciada em 1980

Apoio do Japão tornou Santa Catarina o maior produtor de Maçã do Brasil – Foto: Divulgação / Secom GOVSC

O Governo de Santa Catarina e a Província de Aomori, no Japão, reafirmaram nesta segunda-feira, 16, a parceria de mais de quatro décadas que une os dois territórios. A agenda oficial marcou a assinatura de um documento que renova o compromisso de amizade entre as regiões, firmado originalmente em 23 de outubro de 1980. A cerimônia contou com a presença do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e do governador da Província de Aomori, Soichiro Miyashita, além de autoridades locais, representantes da missão catarinense e lideranças do setor produtivo.

A cooperação entre Aomori e Santa Catarina tem raízes na agricultura, especialmente na introdução de técnicas de cultivo da maçã. No início da década de 1980, especialistas japoneses colaboraram com produtores catarinenses, fornecendo conhecimento e tecnologia adaptados ao clima da Serra catarinense. O resultado foi um salto de produtividade e qualidade que consolidou Santa Catarina como o maior produtor de maçãs do Brasil, enquanto Aomori segue como a região líder no Japão.

O vínculo entre os dois povos também se fortaleceu em momentos difíceis. Em 1983, durante as enchentes que devastaram o Vale do Itajaí, o governo de Aomori prestou apoio humanitário a Santa Catarina, ampliando a relação para além da cooperação técnica e fortalecendo os laços de solidariedade.

Durante o encontro desta segunda-feira, o governador Jorginho Mello manifestou também o desejo de abrir mercados para a exportação da maçã catarinense ao Japão. “Nosso Estado se tornou referência em produtividade e qualidade na fruticultura. Sabemos que o Japão enfrenta desafios climáticos que limitam a produção interna, e queremos ser parceiros para atender essa demanda com a excelência da maçã de Santa Catarina”, afirmou.

“Estamos aqui não apenas para celebrar o passado, mas para abrir novas portas para o futuro. Aomori e Santa Catarina têm muito a trocar, seja na agricultura, na educação, no intercâmbio cultural ou no comércio”, destacou o governador após a assinatura.

O novo documento assinado pelas autoridades reforça a intenção de estreitar laços institucionais, econômicos e culturais, ampliando o escopo da parceria entre os dois governos. O texto também reconhece o papel dessa relação no fortalecimento da amizade entre Japão e Brasil como um todo.

A renovação da parceria ocorre no contexto da Missão Internacional à Ásia, liderada pelo governador de Santa Catarina, com passagens por Japão e China, e tem como objetivo fortalecer vínculos estratégicos para inovação, investimentos e desenvolvimento sustentável.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Importação

Brasil abre investigação de dumping em importação de aço de Alemanha e Japão

A Secretaria de Comércio Exterior abriu investigação para averiguar a existência de dumping nas importações de folhas metálicas de aço carbono vindas da Alemanha, do Japão e dos Países Baixos. A informação foi divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) no Diário Oficial desta segunda-feira.

O dumping é uma prática considerada predatória, que consiste em vender produtos em outros países por um preço inferior ao praticado no próprio mercado, podendo até mesmo ser comercializado abaixo do custo de produção. A prática tende a prejudicar a competitividade da indústria local.

O documento informou que o objetivo é analisar provas colhidas entre julho de 2023 e junho de 2024, com o chamado “período de análise de dano” de cinco anos, entre julho de 2019 e junho de 2024.

Aumento de tarifas americanas e impacto nas exportações brasileiras

Ao mesmo tempo, o Brasil deve enfrentar mais uma barreira para entrar no mercado americano: o aumento de preços do metal. Isso porque, na última sexta-feira, o presidente Donald Trump anunciou que aumentará as tarifas sobre importação de aço nos EUA de 25% para 50%, afirmando que a medida ajudará a proteger os trabalhadores da indústria siderúrgica americana.

O aumento, que deve entrar em vigor ainda esta semana, foi informado durante evento na siderúrgica U. S. Steel, onde Trump promoveu um acordo entre a icônica empresa americana e a japonesa Nippon Steel.

O anúncio acontece no momento em que representantes da metalurgia brasileira tentam avaliar o impacto da sobretaxa de 25% que entrou em vigor em março. Executivos dos setores de aço e alumínio admitem que o clima é de incerteza e apreensão, buscando, via governo brasileiro, flexibilização da medida junto ao governo americano.

Os Estados Unidos são o principal destino internacional do aço brasileiro e o segundo do alumínio. Em 2024, o Brasil exportou 4,08 milhões de toneladas de aço para os EUA, o que representou 42,6% do volume exportado pelo país, gerando US$ 2,99 bilhões, 39,2% da receita das exportações siderúrgicas. O Brasil foi o segundo maior exportador para os EUA, atrás apenas do Canadá.

Fonte: Exame 

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