Economia

Galípolo afirma que melhora da inflação não indica “volta da vitória”, diz presidente do Banco Central

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (9) que a recente melhora nos indicadores de inflação no Brasil não deve ser interpretada como um sinal definitivo de vitória no combate aos preços. Em encontro com banqueiros, em São Paulo, o dirigente destacou que o momento exige cautela e foco na calibragem da política monetária.

Inflação mostra alívio, mas atividade segue resiliente

Segundo Galípolo, houve uma surpresa positiva no comportamento da inflação, mas a atividade econômica continua demonstrando resiliência, o que demanda prudência nas decisões do BC.

“Há um reconhecimento de que o cenário inflacionário está diferente, mas isso não significa uma volta da vitória. Estamos em um momento de ajuste fino”, afirmou durante evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC).

Cenário é melhor do que no início de 2025

O presidente do BC ressaltou que o ambiente inflacionário atual é mais favorável do que o observado no começo de 2025, quando as projeções do mercado para o IPCA se aproximavam de 6%, bem acima da meta de inflação.

“Tivemos um processo inflacionário que se acelerou, e agora chegamos a uma fase em que a palavra-chave é calibragem”, explicou.

Expectativas seguem desancoradas, alerta BC

Apesar da melhora nos indicadores, Galípolo destacou que a desancoragem das expectativas de inflação continua sendo um ponto de atenção para o Copom (Comitê de Política Monetária).

“Isso ainda incomoda bastante o Comitê. A ancoragem das expectativas é fundamental para a condução da política monetária”, afirmou.

Mercado aposta em início do corte da Selic

Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano, e tanto o mercado quanto o próprio Banco Central indicam a possibilidade de início do ciclo de cortes de juros já na próxima reunião do Copom, prevista para março.

A sinalização, no entanto, reforça que eventuais ajustes dependerão da evolução da inflação, das expectativas e do comportamento da atividade econômica nos próximos meses.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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Economia

Banco Central mantém Selic em 15% ao ano pela quinta reunião consecutiva

O Banco Central decidiu, mais uma vez, manter inalterada a taxa básica de juros da economia. Em reunião realizada nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) optou por unanimidade pela manutenção da Selic em 15% ao ano, decisão que já era amplamente aguardada pelo mercado financeiro.

Com o novo resultado, esta é a quinta reunião consecutiva em que os juros básicos permanecem no mesmo nível, o mais elevado desde julho de 2006, quando a taxa chegou a 15,25% ao ano.

Possível início do ciclo de cortes em março

No comunicado divulgado após a reunião, o Copom sinalizou a possibilidade de iniciar a redução da Selic a partir da próxima reunião, marcada para março, desde que o cenário econômico se mantenha favorável e a inflação continue sob controle.

Segundo o Banco Central, a flexibilização da política monetária dependerá da confirmação das projeções atuais, mantendo-se, ainda assim, uma postura cautelosa para garantir a convergência da inflação à meta estabelecida.

Decisão ocorre com Copom desfalcado

A decisão foi tomada em um contexto de composição incompleta do Comitê. No final de 2025, chegaram ao fim os mandatos de dois diretores do Banco Central: Renato Gomes, responsável pela Organização do Sistema Financeiro, e Paulo Pichetti, diretor de Política Econômica.

As indicações dos substitutos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão previstas para ocorrer apenas após o retorno do Congresso Nacional, em fevereiro.

Após atingir 10,5% ao ano em maio do ano passado, a Selic voltou a subir a partir de setembro de 2024. O ciclo de alta levou a taxa a 15% ao ano na reunião de junho, patamar que vem sendo mantido desde então.

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 2025, o IPCA fechou em 4,26%, o menor resultado anual desde 2018, ficando dentro do teto da meta contínua de inflação.

Pelo modelo vigente desde janeiro, a meta central é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o que estabelece um intervalo entre 1,5% e 4,5%.

Com o novo sistema de meta contínua, a inflação passa a ser avaliada mensalmente com base no acumulado de 12 meses. Assim, a verificação da convergência à meta ocorre de forma contínua, e não mais restrita ao fechamento de cada ano-calendário.

Projeções para 2026 divergem

No último Relatório de Política Monetária, divulgado no fim de dezembro, o Banco Central reduziu a projeção do IPCA para 3,5% em 2026, embora a estimativa possa ser revista devido ao comportamento recente do dólar e dos preços.

Já o mercado financeiro apresenta uma visão mais cautelosa. Segundo o boletim Focus, a inflação deve encerrar 2026 em 4%, ligeiramente acima do centro da meta. Há um mês, a projeção era de 4,05%.

Juros elevados encarecem o crédito

A manutenção da Selic em níveis elevados contribui para o controle da inflação ao encarecer o crédito e reduzir o consumo, mas também impõe desafios ao crescimento econômico.

No mesmo Relatório de Política Monetária, o Banco Central revisou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,5% para 1,6% em 2026. O mercado, no entanto, estima uma expansão um pouco maior, de 1,8%, conforme o boletim Focus.

A taxa Selic serve como referência para as demais taxas de juros da economia e é utilizada nas operações com títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Ajustes na taxa influenciam diretamente o ritmo da atividade econômica, o consumo e a inflação.

Fonte: Agência Brasil

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO AGÊNCIA BRASIL / RAFA NEDDERMEYER

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Economia

Exportações da China superam expectativas e mercado reduz projeção de inflação para 2026

O mercado financeiro iniciou a semana com revisões importantes tanto no cenário doméstico quanto no internacional. Enquanto analistas reduziram a projeção de inflação para 2026 no Brasil, novos dados mostraram um desempenho acima do esperado das exportações da China, reforçando sinais de resiliência da economia asiática.

Inflação de 2026 tem expectativa revisada para baixo

As expectativas para a inflação brasileira em 2026 foram ajustadas para baixo, segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.
De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) projetado para o encerramento de 2026 passou a 4,05%, indicando uma leitura mais favorável para o controle dos preços no médio prazo.

Exportações da China crescem acima do previsto em dezembro

No cenário internacional, os números da balança comercial da China surpreenderam positivamente. Em dezembro, as exportações chinesas avançaram 6,6% na comparação anual, acelerando em relação ao crescimento de 5,9% registrado em novembro de 2025.

O resultado ficou bem acima da estimativa da FactSet, que previa uma alta de apenas 2,5%, reforçando a força do comércio exterior chinês no fim do ano.

Importações também aceleram e superam projeções

As importações da China também apresentaram desempenho melhor do que o esperado. Em dezembro, houve crescimento de 5,7% na comparação anual, ante avanço de 1,9% em novembro.
O consenso de mercado, no entanto, apontava para uma queda de 1,6%, o que evidencia uma recuperação mais robusta da demanda interna chinesa.

Superávit comercial segue elevado

Ainda em dezembro, a China registrou superávit comercial de US$ 114,14 bilhões, acima do saldo positivo de US$ 111,68 bilhões observado em novembro. A previsão da FactSet era de um superávit maior, de US$ 117,9 bilhões, mas o resultado manteve o patamar historicamente elevado.

No fechamento de 2025, as exportações chinesas cresceram 5,5% em relação a 2024, enquanto as importações permaneceram estáveis. O superávit comercial anual atingiu um recorde de US$ 1,189 trilhão, consolidando a China como um dos principais motores do comércio global.

Com informações de Dow Jones Newswires.
Texto: Redação

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Economia

Inflação projetada para 2026 recua e mercado mantém previsões para PIB, câmbio e juros, aponta Focus.

O mercado financeiro voltou a ajustar para baixo as expectativas de inflação para 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, a projeção para o IPCA ao fim do próximo ano passou para 4,05%, levemente abaixo das estimativas anteriores.

Na semana passada, o índice estava em 4,06%, enquanto há quatro semanas era projetado em 4,10%, indicando uma trajetória gradual de desaceleração das expectativas inflacionárias.

Projeções de inflação seguem estáveis para os anos seguintes

Para os anos de 2027 e 2028, o mercado mantém as estimativas há dez semanas consecutivas. A expectativa é de inflação de 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028, patamares mais próximos do centro da meta definida pelo governo.

A meta de inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — o que fixa o intervalo entre 1,5% e 4,5%.

IPCA de 2025 fecha dentro do limite da meta

De acordo com dados do IBGE, a inflação de dezembro registrou alta de 0,33%, acima dos 0,18% observados em novembro. Com isso, o IPCA acumulado de 2025 encerrou o ano em 4,26%, permanecendo dentro do teto da meta oficial.

Entre os grupos pesquisados, apenas habitação apresentou deflação no mês, com queda de 0,33%. Os demais grupos registraram aumento de preços.

O maior impacto veio do grupo transportes, que subiu 0,74%, respondendo por 0,15 ponto percentual do índice. Em seguida, saúde e cuidados pessoais avançaram 0,52%, com impacto de 0,07 p.p.

PIB: crescimento moderado segue no radar do mercado

As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) permanecem inalteradas. O mercado estima crescimento de 1,80% para a economia brasileira em 2026, percentual repetido para 2027.

Já para 2028, a expectativa é de uma aceleração moderada, com expansão econômica de 2%.

Câmbio segue estável nas projeções

No cenário cambial, as estimativas permanecem estáveis há 13 semanas. O mercado projeta que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,50, mesmo valor esperado para 2027.

Para 2028, a expectativa é de leve alta, com a moeda norte-americana fechando o ano em R$ 5,52.

Selic deve iniciar ciclo de queda a partir de 2026

A taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, deverá recuar para 12,25% até o fim de 2026, segundo as projeções do mercado. Para 2027, a expectativa é de nova redução, para 10,50%, e, em 2028, para 9,88%.

A Selic está no maior nível desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. Após alcançar 10,5% em maio do ano passado, a taxa voltou a subir a partir de setembro de 2024, chegando aos atuais 15% na reunião de junho, patamar mantido desde então.

Com informações da Agência Brasil
Texto: Redação

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Economia

Inflação em 2026: mercado financeiro projeta IPCA de 4,06%, aponta Boletim Focus

O mercado financeiro elevou levemente a expectativa para a inflação em 2026, segundo o primeiro Boletim Focus divulgado neste ano pelo Banco Central. A projeção passou de 4,05% para 4,06%, interrompendo uma sequência de oito semanas de revisões para baixo.

Expectativa de inflação segue próxima da estabilidade

A estimativa considera o IPCA, índice oficial que mede a inflação no país. Apesar do ajuste marginal de 0,01 ponto percentual, o cenário permanece relativamente estável. Há quatro semanas, a projeção do mercado para a inflação ao fim de 2026 era de 4,16%.

Para os anos seguintes, não houve alterações. O mercado mantém, há nove semanas, a previsão de 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028, indicando convergência gradual da inflação no médio prazo.

Meta de inflação e comportamento recente dos preços

A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isso significa que o intervalo aceitável varia entre 1,5% e 4,5%.

A prévia da inflação de dezembro registrou 0,25%, levando o acumulado em 12 meses para 4,41%, dentro do teto da meta. Foi o segundo mês consecutivo com a inflação anualizada dentro do intervalo permitido. Em novembro, o IPCA-15 havia recuado para 4,5%, após meses acima do limite. O pico mais recente ocorreu em abril, quando chegou a 5,49%.

Os dados foram divulgados pelo IBGE.

Projeções para o PIB indicam crescimento moderado

As estimativas para o PIB seguem estáveis. O mercado financeiro projeta crescimento de 1,8% em 2026, percentual que se repete em 2027. Para 2028, a expectativa é de expansão de 2% da economia brasileira.

Câmbio permanece estável nas projeções

No câmbio, o cenário também é de estabilidade. A projeção indica o dólar a R$ 5,50 em 2026, patamar mantido há 12 semanas. Para os anos seguintes, a estimativa é de R$ 5,50 em 2027 e R$ 5,52 em 2028.

Selic deve cair gradualmente até 2028

A expectativa para a taxa Selic aponta um ciclo de queda nos próximos anos. Após encerrar 2025 em 15% ao ano, a taxa básica de juros deve recuar para 12,25% em 2026, 10,50% em 2027 e 9,75% em 2028.

Atualmente, a Selic está no maior nível desde julho de 2006. Depois de atingir 10,5% em maio do ano passado, os juros voltaram a subir a partir de setembro de 2024, alcançando 15% na reunião de junho e permanecendo nesse patamar desde então.

O aumento da Selic é utilizado pelo Banco Central para conter a demanda e frear a inflação, ao encarecer o crédito e estimular a poupança. Por outro lado, juros elevados tendem a restringir a atividade econômica. Já a redução da taxa costuma baratear o crédito, impulsionar consumo e produção e estimular o crescimento, ainda que com menor controle inflacionário.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Economia

Boletim Focus indica nova queda na projeção do IPCA e mantém expectativas para Selic

Mercado financeiro atualiza cenários para inflação, juros e economia

Na última segunda-feira do ano, o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, revisou as projeções econômicas para 2025 e 2026. O levantamento reúne as expectativas de mais de 100 instituições financeiras sobre inflação (IPCA), crescimento da economia, taxa de câmbio e taxa básica de juros (Selic) no curto e médio prazos.

IPCA para 2025 registra sétima queda consecutiva

O principal destaque do relatório é a sétima redução seguida na projeção do IPCA para 2025. A mediana das estimativas caiu de 4,33% para 4,32% na comparação semanal. Há quatro semanas, a previsão era de 4,43%.

Com isso, a inflação esperada permanece 0,18 ponto percentual abaixo do teto da meta, fixado em 4,50%.

Meta de inflação passa a ser contínua

Desde este ano, a meta de inflação adotada pelo Banco Central passou a ser contínua, considerando o IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Caso o índice fique fora desse intervalo por seis meses consecutivos, o BC entende que a meta foi descumprida.

Projeções para 2026, 2027 e 2028

Para 2026, a expectativa de inflação também recuou, passando de 4,06% para 4,05%, na sexta queda consecutiva. Um mês atrás, a estimativa era de 4,17%.

As previsões para os anos seguintes foram mantidas: 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028, repetindo os mesmos patamares pela oitava semana seguida.

Selic segue elevada e sem mudanças nas projeções

Em relação à taxa Selic, o mercado manteve a expectativa de 12,25% ao ano em 2026, mesmo nível da semana anterior, porém 0,25 ponto percentual acima da projeção registrada há quatro semanas.

Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% ao ano, decisão repetida pela quarta vez consecutiva. Segundo o colegiado, a estratégia de manutenção prolongada dos juros é considerada adequada para garantir a convergência da inflação à meta.

PIB de 2025 segue em 2,26%, segundo o Focus

No campo da atividade econômica, a mediana do Boletim Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 permaneceu em 2,26%. Um mês antes, a projeção era de 2,16%, mostrando melhora gradual na percepção do mercado.

Banco Central revisa projeção de crescimento

O Banco Central revisou para cima sua estimativa de crescimento da economia brasileira em 2025, elevando a projeção de 2,0% para 2,3%, conforme o Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre.

Segundo a autoridade monetária, o ajuste reflete a revisão das séries históricas das Contas Nacionais Trimestrais (CNT), com impacto relevante no desempenho da agropecuária no primeiro semestre, além de um resultado do terceiro trimestre acima do esperado.

Projeções para 2026 e 2027 indicam desaceleração

Para 2026, a expectativa de crescimento do PIB no Boletim Focus permaneceu em 1,80% pela terceira semana consecutiva. Há um mês, a projeção era de 1,78%.

Já para 2027, o mercado ajustou levemente a estimativa, de 1,81% para 1,80%. Quatro semanas atrás, a previsão indicava 1,83%, sinalizando um cenário de crescimento mais moderado no médio prazo.

Fonte: Banco Central do Brasil (Boletim Focus e Relatório de Política Monetária).
Texto: Redação

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Economia

Inflação de 2025 deve ficar em 4,45% e abaixo do teto da meta, aponta Focus

A projeção do mercado financeiro para a inflação de 2025 voltou a cair e, pela segunda semana seguida, permanece abaixo do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (24), o IPCA deve encerrar o próximo ano em 4,45%, ligeiramente abaixo do limite de 4,5%.

O resultado reflete o impacto da inflação de outubro, que registrou alta de apenas 0,09%, o menor índice para o mês desde 1998, conforme dados do IBGE. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,68%, marcando a primeira vez, em oito meses, que o indicador fica abaixo dos 5%.

Crescimento do PIB permanece estável

As expectativas para o PIB seguem inalteradas: o mercado estima avanço de 2,16% em 2025, 1,78% em 2026 e 1,88% em 2027. Para a inflação no médio prazo, o Focus projeta IPCA de 4,18% em 2026 e 3,80% em 2027.

Taxa Selic deve seguir elevada

Para conter a inflação, o Banco Central mantém a Selic em 15% ao ano, decisão repetida pela terceira reunião consecutiva do Copom. A autoridade monetária afirma que o cenário internacional segue incerto, especialmente por causa da economia dos Estados Unidos, o que pressiona as condições financeiras no Brasil.

Apesar da desaceleração da atividade econômica, o BC destaca que a inflação ainda opera acima do centro da meta de 3%, o que reforça a manutenção dos juros em patamar elevado. O mercado projeta Selic de 15% ao fim de 2025; para 2026, a expectativa caiu de 12,25% para 12%; e para 2027 permanece em 10,50%.

O aumento dos juros encarece o crédito, desestimula o consumo e ajuda a conter a alta de preços. Em movimento contrário, cortes na Selic costumam estimular produção, consumo e aquecer a economia.

Projeções para o dólar seguem sem mudanças

O mercado mantém estáveis as previsões para o câmbio: o dólar deve fechar 2025 a R$ 5,40, repetindo as estimativas anteriores. Para 2026 e 2027, a expectativa permanece em R$ 5,50.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Antonio Cruz/Agência Brasil

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Economia

Inflação abaixo do teto é expectativa do mercado para 2025, aponta Boletim Focus

O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (17/11) a nova edição do Boletim Focus, mostrando que os analistas do mercado financeiro estão cada vez mais confiantes em uma inflação mais baixa no próximo ano. Pela primeira vez, a estimativa cai para um nível inferior ao teto da meta definida para 2025.

Queda contínua das expectativas
A projeção atual para o IPCA de 2025 é de 4,46%, um recuo em relação aos 4,55% estimados na semana passada. Há quatro semanas, o índice previsto ainda era de 4,70%, confirmando uma trajetória de alívio inflacionário observada pelos economistas.

Meta de inflação e cenário econômico
A meta oficial para o ano que vem tem teto de 4,50%, e a previsão abaixo desse limite reforça a leitura de que o cenário econômico pode caminhar para maior estabilidade, caso os indicadores mantenham esse ritmo de desaceleração.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Gov

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Economia

Dólar hoje recua e volta a ficar abaixo de R$ 5,30 com otimismo sobre o fim do shutdown nos EUA

O dólar à vista abriu em queda nesta terça-feira (11), refletindo o aumento do apetite por risco entre investidores após o Senado dos Estados Unidos aprovar uma proposta que pode encerrar a paralisação do governo norte-americano. No cenário interno, o mercado acompanha os novos dados de inflação (IPCA) e a ata do Copom, que reforçou a manutenção dos juros em patamar elevado por mais tempo.

Cotação do dólar hoje

Por volta das 9h13, o dólar à vista recuava 0,38%, cotado a R$ 5,287 na venda. O contrato futuro de dezembro, o mais negociado na B3, tinha leve queda de 0,02%, negociado a R$ 5,312.

Dólar comercial
Compra: R$ 5,287
Venda: R$ 5,287

Dólar turismo
Compra: R$ 5,427
Venda: R$ 5,607

Contexto internacional favorece mercados emergentes

A aprovação no Senado norte-americano, por 60 votos a 40, de uma proposta para encerrar o shutdown impulsionou o otimismo global. O texto segue agora para análise na Câmara dos Deputados dos EUA. A perspectiva de estabilidade fiscal reduziu a aversão ao risco e fortaleceu moedas de países emergentes, como o real.

Apesar disso, o mercado ainda demonstra cautela diante da valorização das ações de tecnologia em Wall Street, que têm pressionado alguns índices acionários.

Copom reforça tom cauteloso sobre juros

No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, indicou que a taxa Selic de 15% ao ano deve ser suficiente para conduzir a inflação à meta, mas destacou que os juros elevados precisarão ser mantidos por um período “bastante prolongado”. O documento reforça a postura conservadora do Banco Central diante do cenário fiscal e da incerteza internacional.

Inflação tem menor alta para outubro desde 1998

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,09% em outubro, após alta de 0,48% em setembro. Foi o menor resultado para o mês desde 1998, quando o índice subiu apenas 0,02%. No acumulado do ano, a inflação soma 3,73%, e em 12 meses, chega a 4,68%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.

Perspectiva

Com o alívio internacional e sinais de controle da inflação doméstica, o real tende a se beneficiar no curto prazo. No entanto, analistas ainda apontam que a volatilidade deve permanecer enquanto persistirem incertezas sobre a política fiscal dos EUA e o ritmo da economia global.

FONTE: InfoMoney e Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Prakash Singh/Bloomberg

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Economia

Copom decide se mantém Taxa Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza nesta quarta-feira (5) a penúltima reunião do ano para definir o rumo da Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano — omaior patamar desde julho de 2006. A expectativa do mercado é de manutenção dos juros, diante de um cenário de inflação controlada, mas ainda pressionada por alguns custos de energia.

Expectativa de estabilidade na taxa básica

A Selic permanece estável desde setembro do ano passado, após sete altas consecutivas. Nas últimas reuniões, o Copom manteve a taxa inalterada, reforçando que deve seguir nesse patamar “por tempo prolongado”.

De acordo com a ata da reunião anterior, o comitê avalia que fatores externos, como o cenário econômico dos Estados Unidos e as tarifas comerciais impostas pelo país, têm tido impacto maior sobre o mercado do que questões internas. No Brasil, apesar da desaceleração da economia, o custo da energia continua sendo um dos principais vetores de pressão inflacionária.

Perspectivas do mercado e inflação

Segundo o Boletim Focus, que reúne projeções de analistas financeiros, a Selic deve permanecer em 15% até o fim de 2025 ou início de 2026. As apostas divergem apenas sobre o momento em que o Banco Central começará a reduzir os juros no próximo ano.

O comportamento da inflação ainda é incerto. A prévia do IPCA-15 registrou alta de apenas 0,18% em outubro, acumulando 4,94% em 12 meses, com queda nos preços dos alimentos pelo quinto mês seguido. Já a estimativa de inflação para 2025 recuou para 4,55%, de acordo com o Focus, valor ligeiramente acima do teto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Função da Selic na economia

A Taxa Selic é a referência para os juros da economia e influencia o custo do crédito e o retorno dos investimentos. Ela serve de base para as negociações de títulos públicos e é o principal instrumento do BC para controlar a inflação.

Quando a Selic sobe, o crédito encarece e o consumo diminui, ajudando a conter a alta de preços. Já a redução da taxa tende a baratear financiamentos, impulsionar a produção e o consumo, mas pode elevar a inflação.

Novo sistema de meta contínua

Desde janeiro de 2024, o Brasil adota o modelo de meta contínua de inflação, que estabelece um objetivo de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Assim, a meta é avaliada de forma contínua, considerando a inflação acumulada nos últimos 12 meses, e não apenas o índice fechado de dezembro.

O Banco Central divulgará sua próxima análise de política monetária no fim de dezembro, quando poderá revisar as projeções de inflação conforme o comportamento do dólar e os indicadores econômicos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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