Portos

Crise nos portos: custos disparam com gargalos logísticos e incertezas regulatórias

A infraestrutura portuária brasileira enfrenta um cenário de pressão crescente. A combinação de capacidade limitada dos terminais, indefinições regulatórias e fatores externos tem elevado os custos operacionais e ampliado os atrasos nas operações.

Gargalos logísticos elevam custos e atrasos

A falta de definição sobre projetos estratégicos para o setor mantém operadores em compasso de espera. Enquanto isso, o esgotamento da capacidade dos portos resulta em navios parados por dias — com prejuízos que chegam a milhares de dólares — além de congestionamentos frequentes de caminhões.

No cenário internacional, as tensões no Oriente Médio intensificam a instabilidade. A alta do petróleo, que superou os US$ 100 por barril em março, impacta diretamente os custos de combustível e frete marítimo. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, somado ao fechamento do Estreito de Ormuz, contribuiu para esse aumento repentino.

Plano Nacional de Logística e entraves regulatórios

No Brasil, o Plano Nacional de Logística (PNL 2025) ainda aguarda análise final após consulta pública encerrada no início do ano. O plano promete orientar a expansão logística e melhorar a integração entre modais.

Outro ponto crítico é o futuro do Tecon Santos 10, considerado o maior terminal de contêineres da América Latina. O projeto pode sofrer retrocessos caso haja mudanças no modelo de concessão devido a pressões do mercado.

Já o PL 733, que revisa a legislação portuária, deve resultar em alterações mais pontuais do que inicialmente previsto, mantendo a base da atual Lei dos Portos (Lei nº 12.815/2013).

Mudanças na gestão de mão de obra e contratos

Entre as alterações discutidas, destaca-se a flexibilização na contratação de trabalhadores portuários, com a substituição da obrigatoriedade por prioridade na intermediação do órgão gestor de mão de obra.

Além disso, a ampliação de contratos de arrendamento para até 70 anos não deve beneficiar contratos antigos de curta duração, limitando o alcance da medida.

Investimentos e desafios de infraestrutura

O setor aposta no PNL para reduzir o custo logístico, equilibrar a matriz de transporte — hoje concentrada no modal rodoviário — e criar corredores logísticos mais eficientes.

No Porto de Santos, por exemplo, há demanda por obras estruturais como aprofundamento do canal, construção do túnel Santos-Guarujá e novos terminais. A falta de integração entre os agentes logísticos agrava os problemas existentes.

Terminais privados ganham protagonismo

Os Terminais de Uso Privado (TUPs) voltam ao centro do debate no planejamento logístico de longo prazo. O segmento defende investimentos em rodovias e ferrovias para melhorar o acesso às instalações.

Exemplo disso é o terminal de Itapoá (SC), que movimentou 1,5 milhão de TEUs em 2025 e segue em expansão, com aportes significativos ao longo dos últimos anos.

Leilões e concessões impulsionam o setor

O Ministério de Portos e Aeroportos mantém uma agenda ativa de concessões. Em 2025, foram realizados oito leilões, somando mais de R$ 10 bilhões em investimentos. Para 2026, a previsão inclui 18 novos terminais.

Também houve avanço nas autorizações para novas instalações portuárias e alterações contratuais, reforçando o movimento de modernização do setor.

Impasse no Tecon Santos 10 gera debate

A modelagem do Tecon Santos 10 segue em discussão. Restrições à participação de empresas e armadores dividem opiniões entre operadores, órgãos reguladores e investidores.

Enquanto entidades alertam para riscos concorrenciais e jurídicos, autoridades portuárias defendem a urgência do projeto diante da proximidade do limite de capacidade do Porto de Santos.

Descentralização portuária e novos polos logísticos

Para reduzir a concentração em Santos, o planejamento nacional busca fortalecer outros portos estratégicos, como Suape (PE), Pecém (CE) e Paranaguá (PR).

Esses complexos recebem investimentos em infraestrutura portuária, dragagem, integração ferroviária e novos terminais. Projetos incluem expansão de cais, criação de hubs energéticos e desenvolvimento de polos industriais.

No Nordeste, destacam-se iniciativas como o hub de hidrogênio verde e novos terminais de granéis e gás. Já no Sul, Paranaguá avança com melhorias no acesso marítimo e projetos ferroviários.

Perspectivas para o setor portuário

Apesar das incertezas globais e desafios internos, o setor projeta crescimento moderado. A expansão depende diretamente da execução de projetos estruturantes, maior integração logística e segurança regulatória.

O avanço dessas pautas será decisivo para reduzir gargalos e aumentar a competitividade do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

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Portos

Terminais privados no Brasil: diagnóstico da ANTAQ revela entraves a R$ 36,8 bilhões em investimentos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) apresentou um diagnóstico detalhado sobre a implantação de Terminais de Uso Privado (TUPs) no Brasil, destacando os principais obstáculos que têm impedido a operação de empreendimentos já autorizados. O estudo também aponta impactos diretos para o setor portuário e para a economia nacional.

O levantamento foi apresentado em Brasília, com participação de representantes da Agência e do setor, e traz uma análise aprofundada sobre a situação de projetos autorizados nos últimos anos.

Panorama dos terminais autorizados

O estudo analisou 178 terminais privados autorizados entre 2013 e 2019, com foco naqueles que não iniciaram suas atividades dentro do prazo legal de cinco anos. A avaliação considerou o estágio operacional, os motivos dos atrasos, os investimentos previstos e os pedidos de prorrogação.

Segundo os dados, 21 terminais seguem sem operar. Apesar de representarem uma parcela reduzida do total, esses projetos concentram cerca de R$ 36,8 bilhões em investimentos ainda não realizados, além de uma área estimada em 48,3 milhões de metros quadrados fora da infraestrutura portuária ativa.

Entraves ambientais lideram obstáculos

Entre os principais fatores que travam a implantação dos TUPs, as questões ambientais aparecem como o maior desafio. Durante a apresentação, foi ressaltada a necessidade de maior integração entre órgãos reguladores e ambientais para acelerar os processos sem ampliar a burocracia.

Além disso, representantes do setor privado destacaram que a autorização para operação é apenas uma etapa inicial. A implantação efetiva dos terminais exige um longo percurso, que envolve licenciamento, viabilidade econômica e articulação institucional.

Desafios estruturais e institucionais

O diagnóstico também evidencia que os entraves vão além da regulação, envolvendo fatores ambientais, financeiros e judiciais. Esses elementos, muitas vezes combinados, explicam grande parte dos atrasos observados.

A análise indica que o setor portuário brasileiro já apresenta maior maturidade institucional, mas ainda enfrenta gargalos que dificultam a execução dos projetos e a entrada em operação dos terminais.

Prorrogações e maturação dos projetos

Outro ponto relevante é o uso recorrente de prorrogações de prazo para início das operações. Embora previstas na legislação e necessárias diante da complexidade dos investimentos portuários, essas extensões podem indicar baixa maturidade de alguns projetos.

O estudo também aponta um descompasso entre o volume de autorizações concedidas após a Lei nº 12.815/2013 e a efetiva implementação dos empreendimentos, reforçando a necessidade de maior alinhamento entre planejamento e execução.

Impactos econômicos e sociais

A não implantação dos terminais privados gera impactos significativos. No campo econômico, há redução da capacidade logística e frustração de investimentos bilionários, afetando a competitividade do setor portuário brasileiro.

Já no aspecto social, estima-se que mais de 533 mil empregos deixaram de ser gerados em função dos atrasos. Do ponto de vista regulatório, o cenário exige maior esforço de monitoramento e compromete a previsibilidade do planejamento setorial.

Caminhos para o aprimoramento regulatório

Como resultado, o diagnóstico oferece subsídios para o aperfeiçoamento da atuação regulatória. Entre as medidas sugeridas estão:

  • Monitoramento mais rigoroso dos cronogramas
  • Revisão dos instrumentos de outorga
  • Avaliação dos critérios de prorrogação
  • Fortalecimento da coordenação entre instituições

A iniciativa integra a agenda de estudos da ANTAQ e amplia a base técnica para decisões mais assertivas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da infraestrutura portuária no Brasil.

Fonte: ANTAQ

Texto: Redação

Imagem: Divulgação ANTAQ

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Portos

Porto de Rio Grande lidera movimentação no RS e atrai novos investimentos bilionários

O Porto de Rio Grande responde por cerca de 85% de toda a movimentação portuária do Rio Grande do Sul, consolidando o município como um dos principais hubs logísticos do Sul do Brasil. O desempenho recente, somado a uma carteira robusta de projetos, indica um novo ciclo de expansão econômica na região.

Integrado ao porto, o Distrito Industrial abriga atualmente 54 empresas, sendo que aproximadamente 39% estão ligadas ao agronegócio. O espaço reúne indústrias químicas, alimentícias e do setor naval, o que contribui para a diversificação e fortalecimento da atividade econômica local.

Crescimento na movimentação reforça protagonismo logístico

O avanço da produção estadual tem impulsionado o aumento da movimentação de cargas. Apenas em janeiro deste ano, o porto registrou 2,8 milhões de toneladas operadas, distribuídas em 226 embarcações.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a movimentação de contêineres apresentou alta de 41,26%, evidenciando a expansão das operações. No acumulado recente, o volume total já ultrapassa 46 milhões de toneladas, considerando tanto cargas a granel quanto conteinerizadas.

Os números abrangem operações do porto público, terminais arrendados e instalações privadas, incluindo grandes players industriais e logísticos.

Comércio exterior amplia relevância internacional

No cenário global, o complexo mantém forte presença no comércio exterior. Em janeiro de 2026, as importações chegaram a 665 mil toneladas, com destaque para parceiros como China, Argentina e Alemanha.

Já as exportações somaram 1,4 milhão de toneladas, tendo como principais destinos países da Ásia e Europa, como Indonésia, Bangladesh, Coreia do Sul, Vietnã e França. Esse fluxo reforça a importância do porto na cadeia logística internacional.

Novos investimentos impulsionam expansão econômica

O protagonismo do porto tem atraído aportes significativos. Um dos destaques é o novo terminal portuário voltado à exportação de celulose, parte de um pacote de cerca de R$ 27 bilhões em investimentos no estado.

O projeto, desenvolvido por meio de parceria entre empresas do setor, prevê investimento superior a R$ 1,5 bilhão e ainda está em fase de licenciamento ambiental. As obras devem começar no fim de 2026, com conclusão prevista para 2028.

A expectativa é de geração de mais de 1.200 empregos durante a construção, além de centenas de vagas diretas e indiretas na fase operacional, podendo alcançar até 5 mil postos quando a produção estiver em pleno funcionamento.

Infraestrutura e localização favorecem novos negócios

A combinação de infraestrutura logística e localização estratégica é apontada como um dos principais diferenciais do Porto de Rio Grande. O complexo conta com acesso rodoviário, ferroviário e hidroviário, além de áreas disponíveis para expansão.

A administração municipal também atua para facilitar a chegada de novos empreendimentos, com foco na agilização de processos e estímulo ao desenvolvimento econômico.

Transição energética abre nova frente industrial

Outro projeto relevante é a conversão da Refinaria Riograndense em uma biorrefinaria, com investimento estimado em US$ 1 bilhão. A iniciativa deve posicionar o município como referência na produção de combustíveis renováveis na América Latina.

A unidade passará a utilizar matérias-primas como soja, canola e resíduos oleosos, deixando de lado os combustíveis fósseis. A modernização deve fortalecer a cadeia produtiva e ampliar a competitividade do setor energético regional.

Novo ciclo de desenvolvimento regional

A soma de investimentos em logística, indústria e energia sinaliza uma transformação no perfil econômico da cidade. O foco vai além da infraestrutura, buscando atrair empresas, aumentar a competitividade e gerar empregos.

Com base em integração logística, diversificação produtiva e novos projetos estratégicos, o Porto de Rio Grande reforça sua posição como um dos principais motores econômicos do estado e do país.

FONTE: Gaúcha GZH
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcos Jatahy / Jp produtora audiovisual/Portos RS

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Portos

Porto de Santos: EUA demonstram preocupação com possível presença chinesa no leilão do Tecon 10

Os Estados Unidos demonstraram preocupação com a eventual participação de empresas da China no leilão do megaterminal Tecon 10, projeto estratégico de expansão do Porto de Santos, em São Paulo.

A manifestação partiu do cônsul-geral norte-americano em São Paulo, Kevin Murakami, durante um encontro com empresários ligados ao setor portuário realizado na Baixada Santista no início deste mês.

De acordo com relatos de participantes do evento, o diplomata afirmou que o terminal não deveria ficar sob controle de “mãos indesejadas”, comentário interpretado por presentes como uma referência à possível entrada de grupos chineses na disputa pelo projeto.

Projeto Tecon 10 é estratégico para o Porto de Santos

O Tecon 10 é considerado um dos principais investimentos previstos para ampliar a capacidade do Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina.

O empreendimento deve aumentar significativamente a movimentação de contêineres e cargas, fortalecendo a logística portuária brasileira e atraindo operadores internacionais do setor.

Apesar da relevância do projeto, o governo brasileiro ainda não divulgou a data oficial para o lançamento do edital do leilão.

Competição geopolítica por portos na América Latina

A disputa por influência em infraestrutura portuária na América Latina tem sido alvo de atenção de Washington. Diplomatas americanos também fizeram críticas recentes à presença de empresas chinesas em projetos estratégicos na região.

Um exemplo é o Porto de Chancay, no Peru, megaprojeto financiado com capital chinês. Após uma decisão judicial que limitou a atuação do órgão regulador local no terminal, o embaixador dos EUA em Lima, Bernie Navarro, classificou a situação como preocupante.

Na ocasião, o diplomata declarou que os Estados Unidos não permitiriam que ativos considerados críticos fossem administrados por um terceiro país dentro de seu território.

Consulado americano nega pressão direta sobre o Brasil

Procurado para comentar o episódio, o consulado dos EUA em São Paulo negou ter exercido qualquer tipo de pressão sobre o processo de concessão do terminal portuário de Santos.

Em nota, entretanto, o órgão reconheceu que o governo norte-americano acompanha com atenção a participação de empresas chinesas em projetos de infraestrutura estratégica, citando fatores como segurança, soberania e competição geopolítica.

O futuro leilão do Tecon 10 é considerado peça-chave para o desenvolvimento da infraestrutura logística do Brasil, devendo atrair grandes operadores globais interessados em ampliar presença no mercado portuário da região.

FONTE: Revista Forum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Revista Forum

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Portos

Porto de Natal: empresa arremata terminal e prevê investimento de R$ 55 milhões para exportação de minério de ferro

O primeiro leilão do Porto de Natal foi realizado nesta quinta-feira (26), na B3, em São Paulo. O certame oficializou o arrendamento do terminal Pátio Norte (NAT01), voltado à movimentação de granéis sólidos, e marca uma nova fase na gestão da infraestrutura portuária do Rio Grande do Norte.

Terminal será operado por grupo com projeto mineral no RN

A área foi arrematada pela Fomento do Brasil Mineração, subsidiária do grupo indiano Fomento Resources. A empresa desenvolve o Projeto Ferro Potiguar, localizado no município de Tangará (RN), com foco na produção de minério de ferro.

O valor de outorga foi fixado em R$ 50 mil, e o contrato de arrendamento, com duração de 15 anos, prevê R$ 55,17 milhões em investimentos no período. O terminal NAT01 foi estruturado para ampliar o escoamento de cargas minerais, fortalecendo a vocação exportadora do porto.

Capacidade de movimentação deve quadruplicar

De acordo com a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), o arrendamento pode multiplicar por quatro o volume de cargas movimentadas no Porto de Natal.

Segundo o diretor-presidente da Codern, Paulo Henrique Macedo, o avanço resulta de articulação conjunta entre a estatal, o Ministério de Portos e Aeroportos e o governo estadual. Ele ressaltou que os investimentos recentes em logística portuária têm elevado a atratividade do terminal potiguar.

Entre as melhorias citadas estão obras de dragagem, reforço das defensas da Ponte Newton Navarro, substituição de dolphins de atracação, modernização de galpões e armazéns e implantação de energia fotovoltaica.

Governo projeta impacto positivo na economia

Durante a cerimônia, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou o papel dos investimentos em infraestrutura para impulsionar o crescimento econômico. Ele afirmou que os próximos anos devem apresentar melhora nos indicadores, com aumento de aportes privados, geração de empregos e redução de juros.

A sessão pública foi conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a B3, reunindo representantes do setor público e investidores da área portuária.

Outros terminais também foram leiloados

Além do NAT01, o leilão incluiu o terminal MCP01, no Porto de Santana, e o POA26, no Porto de Porto Alegre, ampliando a agenda federal de concessões no setor.

A expectativa é que os novos contratos fortaleçam a competitividade dos portos brasileiros e ampliem a capacidade de exportação de minério de ferro e outros granéis sólidos.

FONTE: Agora RN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Portos

Porto do Pecém registra recorde histórico na movimentação de contêineres em 2025

O Porto do Pecém encerrou 2025 com desempenho histórico e consolidou sua posição como um dos principais hubs logísticos do Brasil. Ao longo do ano, o terminal movimentou 20.961.514 toneladas, volume 7% superior ao registrado em 2024.

O destaque ficou para a movimentação de contêineres, que atingiu 706.509 TEUs — crescimento expressivo de 27% em comparação ao recorde anterior, de 555.409 TEUs.

Crescimento nas operações internacionais

As operações de longo curso (rotas internacionais) também avançaram de forma significativa. O volume chegou a 9,6 milhões de toneladas, alta de 19% frente ao ano anterior.

Entre os principais produtos desembarcados estão:

  • Combustíveis minerais: 3.018.554 toneladas
  • Ferro fundido: 707.825 toneladas
  • Minérios: 451.422 toneladas

Nos embarques internacionais, os destaques foram:

  • Ferro fundido: 2.531.592 toneladas
  • Minérios: 590.353 toneladas
  • Sal: 204.191 toneladas
  • Frutas: 190.646 toneladas

Para o presidente do Complexo do Pecém, Max Quintino, os resultados refletem uma estratégia focada em expansão e eficiência. Segundo ele, os números demonstram a consolidação do porto, impulsionada por investimentos contínuos, abertura de novas rotas e aprimoramento operacional, ampliando a competitividade nos mercados nacional e internacional.

Embarques superam 7,8 milhões de toneladas

No consolidado anual, os embarques somaram 7,8 milhões de toneladas — aumento de 11,12% em relação a 2024. Entre os principais produtos exportados estão:

  • Sal: 736.911 toneladas
  • Ferro fundido: 508.734 toneladas
  • Plásticos e derivados: 271.522 toneladas
  • Produtos químicos orgânicos: 221.566 toneladas

Já os desembarques totalizaram 12,7 milhões de toneladas, crescimento de 4,84%. Os principais itens recebidos foram:

  • Minérios: 3.894.627 toneladas
  • Cereais: 455.137 toneladas
  • Combustíveis minerais: 369.198 toneladas
  • Produtos químicos orgânicos: 286.845 toneladas

Agronegócio impulsiona exportação de frutas

A movimentação de frutas frescas avançou 14% em 2025. Melão, melancia e mamão (papaia) registraram crescimento de 27%, reforçando o papel estratégico do porto no escoamento do agronegócio exportador do Nordeste.

De acordo com a direção do complexo, a expectativa é ampliar a capacidade operacional, atrair novas rotas marítimas e fortalecer o desenvolvimento econômico do Ceará e do Brasil ao longo de 2026.

Novos investimentos bilionários no Complexo do Pecém

O Complexo do Pecém tem uma carteira robusta de projetos estruturantes para os próximos anos.

Entre os principais investimentos previstos estão:

  • Terminal de Tancagem: R$ 600 milhões, com operação prevista para 2027;
  • Terminal da Transnordestina: R$ 1,3 bilhão, início estimado em 2028 e capacidade inicial de 6 milhões de toneladas por ano;
  • Terminal de Gás do Nordeste: R$ 1 bilhão, com operação prevista a partir de 2030 e movimentação anual estimada em 500 mil toneladas.

Na área da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), o complexo deve receber ainda o projeto de Data Centers, com investimento estimado em R$ 66 bilhões na primeira fase, com início de operação previsto para 2028.

Outro destaque é o Hub de Hidrogênio Verde, com aporte total estimado em R$ 30 bilhões, implantação prevista para 2027 e início das operações em 2029.

Com a expansão da infraestrutura e novos projetos estratégicos, o Porto do Pecém reforça sua posição como vetor de crescimento logístico, industrial e energético no país.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Governo Federal realiza 1º bloco de leilões portuários de 2026

O Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), realizará na próxima quinta-feira (26), na B3, em São Paulo, o primeiro bloco de leilões portuários de 2026. O certame envolve quatro terminais localizados em Natal, Macapá, Porto Alegre e Recife, com investimentos previstos de R$ 229 milhões e foco na movimentação de cereais, granéis, minerais e passageiros.

Recife: terminal de passageiros fortalece turismo regional

O terminal de passageiros do Recife (PE) terá investimentos de R$ 2,3 milhões e concessão de 25 anos. Junto com os portos de Fortaleza (CE), Maceió (AL) e Salvador (BA), o terminal vai integrar o circuito de cruzeiros nordestinos, consolidando a vocação da região para o turismo.

Porto de Santana (Amapá) impulsiona escoamento de grãos

O Porto de Santana, no Amapá, será destinado ao escoamento de grãos e cavaco de madeira, com previsão de investimentos de R$ 150,2 milhões e concessão de 25 anos. O terminal é estratégico para a região Norte, reforçando a infraestrutura portuária local.

Porto Alegre: foco em granéis sólidos

O POA26, localizado na poligonal do Porto Organizado de Porto Alegre (RS), terá arrendamento de R$ 21,13 milhões e concessão de 10 anos, voltado à movimentação e armazenagem de granel sólido. O leilão contribui para a modernização dos portos na região Sul do País.

Natal: minério de ferro e granéis minerais

O terminal de Natal (RN) será destinado ao escoamento de granéis minerais, especialmente minério de ferro, com investimentos de R$ 55,17 milhões e concessão de 15 anos. O empreendimento reforça a importância do Nordeste na movimentação portuária nacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Investimento

Suape inicia missão estratégica na ASEAN para expansão global e atração de investimentos

O Complexo Industrial e Portuário de Suape deu início a uma missão estratégica no Sudeste Asiático com foco na expansão global, atração de investimentos e abertura de novas rotas marítimas que integrem o terminal pernambucano às principais conexões internacionais.

Roteiro internacional liderado por Suape

A comitiva, comandada pelo diretor-presidente Armando Bisneto, começou a agenda por Singapura e seguirá para Malásia e Indonésia. O objetivo é apresentar aos empresários, autoridades governamentais e instituições financeiras os projetos estruturantes em andamento, a infraestrutura disponível e o novo ciclo de desenvolvimento do complexo portuário.

Entre os destaques estão a construção do terminal de cargas e contêineres da APM Terminals, a implantação de duas fábricas de e-metanol e os avanços na transição energética, reforçando a proposta de tornar Suape um polo logístico competitivo e sustentável no comércio global.

Suape-Brasil-ASEAN: cooperação institucional

A missão, chamada Suape-Brasil-ASEAN, conta com apoio da Frente Parlamentar Mista Brasil-ASEAN e do Ministério das Relações Exteriores. O bloco da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que inclui Timor-Leste, Camboja, Brunei, Laos, Myanmar, Filipinas, Vietnã e Tailândia, é uma das regiões mais dinâmicas do comércio internacional.

Na Malásia, a comitiva visitará terminais portuários e complexos industriais, incluindo o maior polo de refino de petróleo e petroquímica do país. Durante a etapa, estão previstos Memorandos de Entendimento voltados à cooperação técnica e ao intercâmbio estratégico entre autoridades portuárias.

Em Jacarta, capital da Indonésia, o grupo se reunirá com o Secretariado-Geral da ASEAN e com dirigentes da Indonesia Investment Authority, fundo soberano voltado a investimentos em infraestrutura, economia digital, saúde e economia verde.

Fortalecimento da presença internacional de Suape

Segundo o diretor-presidente, a missão é continuidade das articulações iniciadas em Brasília, em dezembro de 2025, quando foi firmado um termo de cooperação para ampliar o diálogo institucional entre Suape e a ASEAN.

A expectativa é que a agenda internacional fortaleça a presença de Suape no cenário global, aumente as oportunidades de negócios e consolide o complexo como hub estratégico do Nordeste brasileiro.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Portos

Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 5,1 bilhões para modernização de portos brasileiros

O Fundo da Marinha Mercante (FMM) aprovou R$ 5,1 bilhões para nove projetos de infraestrutura portuária, voltados à ampliação e modernização de terminais em diferentes regiões do país. A decisão foi tomada durante a 12ª Reunião Extraordinária do Conselho Diretor do fundo, coordenado pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Os empreendimentos têm potencial para gerar 5.346 empregos diretos e ampliar a capacidade operacional dos portos brasileiros, fortalecendo a logística nacional e a competitividade no comércio exterior.

Projetos estratégicos em portos de grande porte

Entre os destaques está a modernização dos Terminais 16 e 17 no Porto de Santos, vinculados ao contrato da Operadora CLI Sul, com investimento previsto de R$ 678,2 milhões.

No Porto do Pecém, foi aprovada a implantação de um novo Terminal de Uso Privado (TUP), com aporte de R$ 795,1 milhões.

Segundo o secretário executivo da pasta e presidente do Conselho Diretor do FMM, Tomé Franca, a medida impulsiona geração de renda e desenvolvimento regional ao fortalecer a capacidade logística do país.

Impacto regional e geração de empregos

Os investimentos contemplam ainda outras regiões estratégicas:

  • No Porto de Paranaguá, a expansão e modernização do terminal PAR-09 receberá R$ 1,14 bilhão, com previsão de 1.200 empregos diretos.
  • No Porto de Santana, serão destinados R$ 127,8 milhões para implantação de sistema de armazenagem e expedição.
  • No Porto de Aratu, os recursos contemplam novos silos e melhorias estruturais e operacionais.

De acordo com representantes da área técnica, os aportes devem tornar as operações portuárias mais ágeis, reduzir atrasos e ampliar a eficiência no atendimento de cargas.

Modernização e competitividade internacional

O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, ressaltou o caráter estruturante da decisão, destacando que os R$ 5,1 bilhões aprovados representam um avanço concreto na modernização da infraestrutura portuária brasileira.

Na avaliação da pasta, os investimentos contribuem para elevar a competitividade do Brasil no comércio internacional, além de estimular a economia nas regiões atendidas.

Como funciona o financiamento

O Fundo da Marinha Mercante apoia projetos de infraestrutura naval e portuária e é administrado pelo Ministério de Portos e Aeroportos. As operações financeiras são realizadas por instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal.

Após a aprovação, os empreendimentos têm prazo de até 450 dias para formalizar os contratos de financiamento, com possibilidade de prorrogação conforme as normas vigentes. O fundo pode cobrir até 90% do valor total dos projetos, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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Portos

Interesse chinês no Tecon Santos 10 ganha força

Duas das maiores companhias portuárias da China intensificaram, nas últimas semanas, a articulação para participar do leilão do Tecon Santos 10, novo terminal de contêineres do Porto de Santos (SP). O ativo é considerado o maior arrendamento da história do setor portuário brasileiro e deve ir a leilão entre o fim de março e o início de abril.

A ofensiva envolve a China Merchants Port (CMP) e a Cosco Shipping, que buscam espaço na disputa e questionam as restrições previstas no edital.

Executivos da China Merchants articulam apoio em Brasília

No início de janeiro, o vice-presidente global da CMP, Qi Yue, esteve em Brasília para comunicar oficialmente o interesse da companhia no terminal. Ele foi acompanhado de Jacky Song, presidente do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), ativo adquirido pela China Merchants em 2018.

A CMP opera terminais em importantes hubs logísticos do mercado asiático, como Hong Kong, Shenzhen e Colombo, e demonstrou preocupação com eventuais limitações à participação de empresas no leilão brasileiro.

Segundo relatos, os executivos destacaram que, apesar de a China Merchants atuar em linhas regionais de navegação na Ásia, o grupo não possui rotas marítimas para o Brasil — argumento usado para defender sua habilitação no certame.

TCU recomenda veto a armadores e gera reação

Em dezembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu a análise do projeto e recomendou impedir a participação direta de armadores no leilão, com o objetivo de evitar a verticalização do setor — quando empresas de navegação passam a controlar também terminais portuários.

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) acatou as recomendações e orientou a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a avançar com a publicação do edital dentro desses parâmetros.

Ainda assim, a agência reguladora avalia uma possível modulação da regra, mantendo a restrição às grandes companhias de navegação globais, mas permitindo a participação de armadores sem atuação em rotas brasileiras.

Cosco recorre ao TCU contra restrições

Paralelamente, a Cosco Shipping entrou com pedido de reexame no TCU para contestar a vedação imposta aos armadores. A empresa é hoje a quarta maior transportadora marítima do mundo, atrás apenas da MSC, Maersk e CMA CGM.

No recurso protocolado em 23 de dezembro, a companhia argumenta que a restrição pode reduzir a concorrência, limitar investimentos e comprometer o valor das propostas, afetando a arrecadação pública e o desempenho futuro do terminal.

Leilão bilionário e impacto na capacidade do Porto de Santos

O Tecon Santos 10 prevê investimentos superiores a R$ 6 bilhões e deve ampliar em cerca de 50% a capacidade de movimentação de contêineres do Porto de Santos, que opera próximo ao limite de saturação.

O governo federal definiu uma outorga mínima de R$ 500 milhões — valor considerado baixo por parte do mercado diante da dimensão do projeto. O ministro Silvio Costa Filho informou que o cronograma oficial do leilão deve ser divulgado até o dia 21.

Empresas como MSC e Maersk chegaram a demonstrar forte interesse, mas ficaram de fora da disputa por conta das regras atuais. Outros grupos, como o filipino ICTSI e a JBS Terminais, que atua no Porto de Itajaí (SC), são apontados como potenciais concorrentes.

Segundo o MPor, entre 10 e 12 empresas e fundos devem demonstrar interesse no arrendamento.

Fonte: Com informações da CNN Brasil.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO CNN / AMANDA PEROBELLI / REUTERS

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