Evento

Acordo União Europeia–Mercosul será tema de seminário na FIESC com foco em oportunidades e desafios

A Federação das Indústrias de Santa Catarina promove, no dia 12 de maio, o seminário “Acordo União Europeia e Mercosul – Impacto, desafios e oportunidades”. O evento, realizado em parceria com a OAB Santa Catarina e a OAB Nacional, reunirá especialistas em Direito Internacional Comercial e Direito Aduaneiro.

Debate reúne especialistas e setor industrial

A programação inclui um painel mediado pela FIESC que dará voz a empresários catarinenses com atuação no mercado internacional, especialmente na União Europeia. A proposta é apresentar uma visão prática sobre os impactos do acordo Mercosul–UE, destacando tanto as oportunidades comerciais quanto os desafios regulatórios enfrentados pelas empresas.

Oficina técnica aborda questões aduaneiras

No período da tarde, o evento contará com uma oficina técnica organizada pela área de relações internacionais da entidade. A atividade será voltada a aspectos operacionais, como regulação técnica, normas de acesso a mercados e procedimentos ligados ao comércio exterior.

O objetivo é orientar empresas interessadas em aproveitar os benefícios do acordo, que promete ampliar a integração econômica entre os blocos.

Público e expectativa para o acordo

O seminário é direcionado a empresários, profissionais e estudantes das áreas de Direito, Administração, Economia e Comércio Exterior. A iniciativa busca aprofundar o conhecimento sobre o tratado, considerado estratégico para o fortalecimento das relações comerciais entre Mercosul e União Europeia.

A entrada em vigor do acordo está prevista para 1º de maio de 2026, abrindo novas perspectivas para exportações e investimentos.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Parlamento Europeu – Freepik

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Comércio

Acordo Mercosul-Canadá avança e nova rodada de negociações é marcada para maio

As negociações para o acordo de livre comércio Mercosul-Canadá registraram avanços importantes após a nona rodada realizada em Brasília, entre os dias 27 e 30 de abril. Segundo o governo brasileiro, ao menos três capítulos do tratado estão próximos de serem concluídos.

Uma nova rodada de discussões já está prevista para maio, com o objetivo de acelerar o fechamento das pendências e consolidar o entendimento entre as partes.

Progresso nas negociações comerciais

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios envolvidos, o diálogo entre Mercosul e Canadá tem avançado de forma consistente desde a retomada das tratativas, em outubro do ano passado.

O esforço conjunto busca fortalecer as relações bilaterais e ampliar a integração econômica internacional, promovendo mais oportunidades de comércio e investimentos.

Temas discutidos na rodada

Durante os encontros presenciais, grupos técnicos trataram de diversos pontos estratégicos do acordo, incluindo:

  • comércio de bens e serviços
  • serviços financeiros
  • regras de origem
  • propriedade intelectual
  • barreiras sanitárias e fitossanitárias
  • comércio sustentável

Além disso, reuniões híbridas abordaram temas como compras governamentais, barreiras técnicas ao comércio e questões relacionadas ao trabalho.

Governo brasileiro busca conclusão do acordo

O avanço das negociações ocorre em meio ao esforço do governo federal para concluir o tratado. Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil trabalha para finalizar o acordo comercial com o Canadá.

A expectativa é que o tratado amplie o acesso a mercados, reduza tarifas e fortaleça a presença de produtos do Mercosul no comércio internacional.

Próximos passos

Com capítulos já próximos do encerramento, a próxima rodada será decisiva para avançar nos pontos restantes e aproximar as partes de um consenso final.

O acordo é considerado estratégico para diversificar parcerias comerciais e impulsionar o comércio exterior brasileiro.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcos Oliveira/Agência Senado

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Internacional

Acordo Mercosul-UE é considerado “muito positivo” por ministro da França

O ministro delegado para o Comércio Exterior da França, Nicolas Forissier, afirmou que o acordo Mercosul-União Europeia representa um avanço importante para as relações comerciais entre os blocos. A declaração foi feita na terça-feira (28 de abril de 2026).

Segundo o ministro, o tratado é “muito positivo” para países europeus e sul-americanos, incluindo a própria França, apesar das divergências políticas registradas anteriormente.

França manteve oposição inicial

Mesmo com a avaliação favorável, a França esteve entre os países que se posicionaram contra o acordo, seguindo orientação do presidente Emmanuel Macron. O posicionamento, no entanto, não foi direcionado aos países do Mercosul, mas sim a pontos específicos do tratado.

Forissier explicou que a resistência francesa teve como objetivo pressionar por ajustes em setores considerados sensíveis, principalmente ligados à proteção econômica interna.

Exigências para produtos do Mercosul

Um dos principais pontos levantados pelo governo francês é a necessidade de que produtos exportados pelos países do Mercosul atendam aos mesmos critérios exigidos dos produtores europeus.

A medida busca garantir equilíbrio nas relações comerciais e evitar distorções competitivas, especialmente no setor agrícola.

Entrada em vigor e adesão dos países

O acordo Mercosul-UE foi assinado em janeiro de 2026, em Assunção, no Paraguai, e começou a vigorar de forma provisória em 1º de maio do mesmo ano.

No Brasil, a promulgação do tratado foi formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia oficial no Palácio do Planalto.

Estratégia de diversificação comercial

De acordo com o ministro francês, o acordo faz parte de uma estratégia mais ampla da União Europeia para ampliar e diversificar suas parcerias comerciais. Negociações recentes com países como Índia e Austrália também seguem essa linha.

A ampliação de mercados é vista como essencial para fortalecer a competitividade das empresas europeias no cenário global.

Acordo será analisado pela Justiça europeia

Apesar da implementação provisória, o Parlamento Europeu decidiu encaminhar o tratado para avaliação judicial. O objetivo é verificar se as regras estabelecidas preservam o equilíbrio comercial entre os blocos.

A análise deve durar cerca de dois anos. Enquanto isso, a redução gradual de tarifas prevista no acordo seguirá em vigor.

Perspectivas para o comércio internacional

O avanço do acordo reforça a importância do comércio internacional, da integração econômica e da redução de barreiras tarifárias como ferramentas para estimular o crescimento econômico.

Ao mesmo tempo, o debate sobre regras, exigências e equilíbrio competitivo continua sendo um ponto central nas relações entre Mercosul e União Europeia.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Indústria

Acordo Mercosul-União Europeia ganha destaque como estratégia para indústria brasileira

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, destacou o potencial do Acordo Mercosul-União Europeia durante seminário realizado em São Paulo, na sexta-feira (27). O evento, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), reuniu lideranças políticas e empresariais para discutir os impactos da parceria comercial na indústria brasileira.

Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e do presidente da CNI, Ricardo Alban, Tebet participou do painel de abertura, que abordou oportunidades e desafios do acordo.

Acordo amplia integração entre grandes economias

Formalizado em janeiro deste ano, em Assunção, no Paraguai, o Acordo Mercosul-União Europeia é resultado de mais de 20 anos de negociações. A parceria conecta dois dos maiores blocos econômicos globais, reunindo cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 22 trilhões.

Considerando o volume econômico e populacional, o tratado é considerado um dos maiores acordos de livre comércio internacional já firmados.

Medida é vista como estratégica para o Brasil

Durante o seminário, Tebet ressaltou que o acordo vai além de uma decisão econômica, sendo uma questão de posicionamento estratégico para o país.

Segundo a ministra, o Brasil enfrenta uma janela limitada — estimada em cerca de uma década — para avançar em áreas como energia limpa, minerais críticos, terras raras e desburocratização. Nesse contexto, o acordo pode ajudar a impulsionar reformas estruturais e destravar o crescimento econômico.

Indústria forte é essencial para crescimento

A ministra também destacou que a combinação do acordo com iniciativas como a Reforma Tributária e o programa Nova Indústria Brasil pode elevar a participação da indústria no PIB nacional, aproximando o país dos padrões observados em economias desenvolvidas.

Ela reforçou que o fortalecimento da indústria nacional é fundamental para geração de empregos, aumento da renda e redução das desigualdades sociais.

Multilateralismo é reforçado com o acordo

Outro ponto enfatizado foi o papel do acordo na promoção do multilateralismo. Tebet defendeu que a cooperação entre países é essencial para o desenvolvimento sustentável, em contraste com políticas isolacionistas.

A integração com países do Mercosul e parceiros internacionais, segundo ela, amplia as possibilidades de crescimento econômico e fortalece a posição do Brasil no cenário global.

Rotas de integração ganham relevância

O Programa Rotas de Integração Sul-Americana, coordenado pelo Ministério do Planejamento, também foi apontado como estratégico. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a iniciativa como uma das principais contribuições da atual gestão.

A proposta busca ampliar o comércio regional, especialmente na América do Sul, agregando valor às exportações brasileiras e fortalecendo a presença da indústria nacional nos mercados vizinhos.

União Europeia é parceiro comercial estratégico

Atualmente, a União Europeia ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, com fluxo de comércio estimado em US$ 90,1 bilhões em 2025.

O acordo deve ampliar a diversificação comercial, estimular investimentos e promover a modernização do parque industrial brasileiro, por meio da integração às cadeias produtivas europeias.

Redução de tarifas e modernização comercial

No campo comercial, o tratado prevê ampla liberalização tarifária. O Mercosul permitirá acesso gradual a 91% dos bens europeus, enquanto a União Europeia abrirá seu mercado para 95% das exportações do bloco sul-americano.

Além disso, o acordo abrange temas modernos como serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual, sustentabilidade e facilitação de comércio, ampliando sua relevância econômica.

Situação atual do acordo

Nos países do Mercosul, o acordo já foi aprovado pelos parlamentos de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No caso brasileiro, ainda falta a promulgação presidencial para entrada em vigor completa.

Na Europa, o texto segue em análise jurídica, mas há previsão de aplicação provisória a partir de maio de 2026.

Entenda o Mercosul

O Mercosul é um bloco econômico formado inicialmente por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com foco na integração regional e na ampliação de oportunidades comerciais.

Além dos membros plenos, o bloco conta com países associados na América do Sul e mantém acordos com diversas nações e organizações internacionais, fortalecendo sua atuação global.

FONTE: Ministério do Planejamento e Orçamento
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério do Planejamento e Orçamento

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Informação

MERCOSUL completa 35 anos com avanço no comércio e integração entre países

O MERCOSUL comemorou ontem, dia 26 de março, seus 35 anos de criação. Instituído pelo Tratado de Assunção, em 1991, o bloco consolidou-se como um dos principais mecanismos de integração econômica e política da América do Sul.

Ao longo desse período, o comércio entre os países-membros apresentou forte expansão, refletindo o fortalecimento das relações comerciais intrarregionais.

Comércio intrabloco cresce mais de dez vezes

Nas últimas três décadas e meia, o comércio intrabloco se multiplicou por onze, atingindo cerca de US$ 51 bilhões em 2025.

Além disso, o bloco ampliou sua presença global. Nos últimos anos, foram concluídos acordos de livre comércio com parceiros estratégicos, como Singapura, a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e a União Europeia.

Em 2025, o fluxo comercial externo do MERCOSUL ultrapassou US$ 800 bilhões, evidenciando sua crescente inserção no cenário internacional.

Investimentos e redução de desigualdades

Um dos instrumentos importantes do bloco é o Fundo de Convergência Estrutural do MERCOSUL (FOCEM), que atua na redução das desigualdades entre os países integrantes.

O fundo financia projetos voltados à infraestrutura, integração produtiva e coesão social, contribuindo para o desenvolvimento equilibrado da região.

Direitos e mobilidade para cidadãos do bloco

O avanço da integração também se reflete na vida da população. O Estatuto da Cidadania do MERCOSUL garante direitos que facilitam a livre circulação de pessoas, o acesso a serviços públicos e a igualdade de oportunidades entre os cidadãos dos países-membros.

Cooperação em segurança e políticas públicas

Além da economia, o bloco tem ampliado a cooperação em áreas estratégicas, como o combate ao crime organizado, a articulação de políticas públicas e iniciativas voltadas à proteção das mulheres e ao enfrentamento da violência de gênero.

Brasil reforça importância do bloco

Ao marcar os 35 anos do MERCOSUL, o Brasil destacou a relevância do bloco como espaço de diálogo político, promoção do livre comércio, incentivo ao desenvolvimento sustentável e fortalecimento da democracia na região.

A expectativa é que a integração continue avançando, ampliando oportunidades econômicas e sociais entre os países participantes.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mercosul

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul–União Europeia entra em vigor em maio de 2026 e amplia comércio internacional

O Acordo Mercosul–União Europeia começará a valer provisoriamente a partir de 1º de maio de 2026, conforme anunciou o governo brasileiro. A entrada em vigor marca um novo capítulo nas relações comerciais entre os blocos e abre caminho para a expansão do comércio internacional brasileiro.

Etapas para a vigência do acordo

A ativação do acordo comercial Mercosul União Europeia ocorre após a conclusão dos trâmites formais previstos no próprio instrumento. No Brasil, o processo avançou com a publicação do Decreto Legislativo nº 14, em 17 de março de 2026.

Na sequência, o país comunicou oficialmente à Comissão Europeia, em 18 de março, o encerramento dos procedimentos internos de ratificação. A resposta da União Europeia veio em 24 de março, confirmando o cumprimento das exigências necessárias para o início da vigência provisória.

Apesar disso, o decreto de promulgação — etapa final para incorporar o tratado ao ordenamento jurídico brasileiro — ainda está em fase final de tramitação.

Integração econômica após décadas de negociação

O início da vigência do acordo representa a conclusão de mais de 20 anos de negociações. O projeto é considerado um dos mais relevantes no âmbito da integração econômica internacional, com impacto direto na inserção do Brasil no comércio global.

A expectativa é de que o acordo fortaleça as relações comerciais entre os países do Mercosul e os membros da União Europeia, consolidando parcerias estratégicas.

Benefícios para empresas e consumidores

Com a implementação do acordo Mercosul UE, empresas brasileiras terão acesso ampliado a um dos maiores mercados do mundo. Entre os principais benefícios estão:

  • redução de tarifas de importação e exportação;
  • eliminação de barreiras comerciais;
  • maior previsibilidade regulatória;
  • estímulo a investimentos e à competitividade.

Além disso, consumidores no Brasil devem ter acesso a uma maior variedade de produtos europeus, enquanto exportadores nacionais ganham novas oportunidades de negócios.

Impactos na economia e nas cadeias globais

O acordo deve facilitar a integração do Brasil às cadeias globais de valor, ampliando o fluxo de comércio e investimentos entre os blocos. A medida também pode impulsionar setores produtivos e contribuir para a geração de empregos.

O governo brasileiro reforçou o compromisso de trabalhar em conjunto com os demais países do Mercosul e com a União Europeia para garantir a implementação efetiva do tratado e maximizar seus resultados econômicos e sociais.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior

MERCOSUL-Canadá avançam em acordo de livre comércio na VIII Rodada Negociadora

A VIII Rodada Negociadora do Acordo de Livre Comércio MERCOSUL-Canadá foi realizada entre os dias 23 e 27 de fevereiro, em Brasília, reunindo representantes dos países do bloco sul-americano e do governo canadense. O encontro reforça o esforço para ampliar a integração econômica e fortalecer as relações comerciais entre as partes.

As tratativas haviam sido retomadas em outubro do ano passado e seguem com o objetivo de aprofundar o intercâmbio bilateral e estimular a integração produtiva entre as economias envolvidas.

Grupos técnicos discutem áreas estratégicas

A rodada contou com a presença dos negociadores-chefes do MERCOSUL e do Canadá, além de reuniões presenciais entre grupos técnicos responsáveis por temas centrais do acordo.

Entre os assuntos debatidos estiveram:

  • Comércio de bens
  • Comércio de serviços
  • Serviços financeiros
  • Comércio transfronteiriço
  • Comércio e desenvolvimento sustentável
  • Propriedade intelectual
  • Solução de controvérsias

O foco atual está na consolidação de textos técnicos e na formulação de ofertas que possam viabilizar avanços concretos nas próximas etapas.

Nova rodada prevista para abril

As delegações já confirmaram que uma nova rodada de negociações ocorrerá em abril. A expectativa é de que os grupos técnicos avancem na harmonização de propostas e na definição de compromissos tarifários e regulatórios.

O acordo é considerado estratégico para ampliar mercados, diversificar exportações e fortalecer cadeias produtivas entre América do Sul e América do Norte.

Comércio bilateral em crescimento

O intercâmbio comercial entre Brasil e Canadá registrou desempenho expressivo em 2025. A corrente de comércio alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões.

O avanço nas negociações pode ampliar ainda mais o fluxo de exportações brasileiras, consolidando oportunidades para setores industriais e agropecuários.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Comércio Internacional

Argentina e Estados Unidos anunciam acordo-quadro para ampliar comércio e investimentos

A Argentina e os Estados Unidos anunciaram, em 13 de novembro de 2025, um acordo-quadro de comércio e investimentos, formalizado por meio de uma declaração conjunta. O entendimento estabelece as bases para a negociação de um acordo definitivo mais amplo, com foco na ampliação do acesso a mercados, redução de barreiras comerciais e maior segurança jurídica para investidores.

Acordo ainda é preliminar

Por se tratar de um acordo-quadro, o texto final e sua implementação ainda dependem de negociações futuras. Mesmo assim, o documento divulgado pelos dois países antecipa os principais pontos que devem integrar o acordo definitivo entre Argentina e EUA.

Acesso preferencial ao mercado americano

Entre os destaques está a previsão de acesso preferencial a produtos dos Estados Unidos, incluindo produtos farmacêuticos, químicos, máquinas, bens de tecnologia da informação e comunicação (TIC), dispositivos médicos, veículos automotores e produtos agrícolas.

Além disso, os EUA sinalizaram a eliminação de tarifas sobre determinados recursos naturais e sobre insumos não patenteados utilizados na indústria farmacêutica.

Redução de barreiras e estímulo ao comércio bilateral

O acordo também prevê a remoção de barreiras não tarifárias e da chamada taxa estatística aplicada a produtos americanos. Outro ponto relevante é a melhoria das condições para o comércio bilateral de carnes, com destaque para carne bovina, aves e carne suína.

Propriedade intelectual e combate à ilegalidade

No campo regulatório, a Argentina se compromete a promover reformas no regime de Propriedade Intelectual, além de adotar medidas mais rigorosas contra falsificação e pirataria, alinhando-se a padrões internacionais.

Compromissos assumidos pela Argentina

De acordo com a declaração conjunta, a Argentina também assumirá compromissos específicos, entre eles:

  • Proibição da importação de produtos fabricados com trabalho forçado
  • Adoção de políticas para combater o desmatamento ilegal e incentivar a sustentabilidade
  • Enfrentamento de práticas potencialmente distorcivas de empresas estatais e de subsídios industriais
  • Facilitação do comércio digital com os Estados Unidos

Cooperação contra distorções de mercado

Outro eixo do acordo-quadro envolve a cooperação bilateral para combater práticas que distorcem o mercado, reforçando a transparência e a previsibilidade nas relações econômicas entre os dois países.

Impactos estratégicos e oportunidades

Nesse contexto, o acordo entre Argentina e Estados Unidos representa um passo estratégico rumo a uma relação bilateral mais profunda. A iniciativa abre espaço para maior integração econômica, com impactos diretos para empresas, exportadores e investidores interessados nos dois mercados.

FONTE: Marval O’Farrel Mairal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marval

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Sem Categoria

Mercosul firma marco de parceria estratégica com o Japão e projeta avanço nas negociações

O Mercosul anunciou a formalização de um marco que estabelece a parceria estratégica entre o bloco e o Japão, criando as bases para o aprofundamento das relações econômicas e institucionais. De acordo com comunicado conjunto, a primeira rodada de negociações está prevista para o início de 2026, período em que o Paraguai exercerá a presidência pro tempore do bloco sul-americano.

Comércio bilateral reforça potencial do acordo

O documento destaca o peso do intercâmbio comercial entre as partes, que atingiu US$ 13 bilhões em 2024, como um indicativo do espaço existente para expansão e diversificação dos negócios. Segundo o texto, a intenção é elevar o nível de cooperação, fortalecendo as relações estratégicas sob uma visão ampla, de longo prazo, com foco em comércio e investimentos.

Foco em áreas estratégicas e inovação

Entre os principais eixos da parceria estão setores considerados prioritários para o desenvolvimento econômico contemporâneo. O acordo prevê cooperação em cadeias de suprimentos, economia digital, transições energéticas e transformação verde, áreas vistas como fundamentais para a competitividade e a sustentabilidade das economias envolvidas.

Agenda internacional do Mercosul ganha fôlego

O anúncio ocorreu durante a 67ª Cúpula do Mercosul, realizada neste sábado, 20, em Foz do Iguaçu. A iniciativa reforça a estratégia do bloco de ampliar sua inserção internacional, ao mesmo tempo em que mantém tratativas com a União Europeia. Ainda no mesmo dia, o Mercosul também deu início às negociações para um acordo comercial com o Vietnã, ampliando sua agenda de parcerias globais.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Kim Kyung-Hoon/File Photo

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