Indústria

Acordo Mercosul-União Europeia ganha destaque como estratégia para indústria brasileira

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, destacou o potencial do Acordo Mercosul-União Europeia durante seminário realizado em São Paulo, na sexta-feira (27). O evento, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), reuniu lideranças políticas e empresariais para discutir os impactos da parceria comercial na indústria brasileira.

Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e do presidente da CNI, Ricardo Alban, Tebet participou do painel de abertura, que abordou oportunidades e desafios do acordo.

Acordo amplia integração entre grandes economias

Formalizado em janeiro deste ano, em Assunção, no Paraguai, o Acordo Mercosul-União Europeia é resultado de mais de 20 anos de negociações. A parceria conecta dois dos maiores blocos econômicos globais, reunindo cerca de 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 22 trilhões.

Considerando o volume econômico e populacional, o tratado é considerado um dos maiores acordos de livre comércio internacional já firmados.

Medida é vista como estratégica para o Brasil

Durante o seminário, Tebet ressaltou que o acordo vai além de uma decisão econômica, sendo uma questão de posicionamento estratégico para o país.

Segundo a ministra, o Brasil enfrenta uma janela limitada — estimada em cerca de uma década — para avançar em áreas como energia limpa, minerais críticos, terras raras e desburocratização. Nesse contexto, o acordo pode ajudar a impulsionar reformas estruturais e destravar o crescimento econômico.

Indústria forte é essencial para crescimento

A ministra também destacou que a combinação do acordo com iniciativas como a Reforma Tributária e o programa Nova Indústria Brasil pode elevar a participação da indústria no PIB nacional, aproximando o país dos padrões observados em economias desenvolvidas.

Ela reforçou que o fortalecimento da indústria nacional é fundamental para geração de empregos, aumento da renda e redução das desigualdades sociais.

Multilateralismo é reforçado com o acordo

Outro ponto enfatizado foi o papel do acordo na promoção do multilateralismo. Tebet defendeu que a cooperação entre países é essencial para o desenvolvimento sustentável, em contraste com políticas isolacionistas.

A integração com países do Mercosul e parceiros internacionais, segundo ela, amplia as possibilidades de crescimento econômico e fortalece a posição do Brasil no cenário global.

Rotas de integração ganham relevância

O Programa Rotas de Integração Sul-Americana, coordenado pelo Ministério do Planejamento, também foi apontado como estratégico. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a iniciativa como uma das principais contribuições da atual gestão.

A proposta busca ampliar o comércio regional, especialmente na América do Sul, agregando valor às exportações brasileiras e fortalecendo a presença da indústria nacional nos mercados vizinhos.

União Europeia é parceiro comercial estratégico

Atualmente, a União Europeia ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, com fluxo de comércio estimado em US$ 90,1 bilhões em 2025.

O acordo deve ampliar a diversificação comercial, estimular investimentos e promover a modernização do parque industrial brasileiro, por meio da integração às cadeias produtivas europeias.

Redução de tarifas e modernização comercial

No campo comercial, o tratado prevê ampla liberalização tarifária. O Mercosul permitirá acesso gradual a 91% dos bens europeus, enquanto a União Europeia abrirá seu mercado para 95% das exportações do bloco sul-americano.

Além disso, o acordo abrange temas modernos como serviços, investimentos, compras governamentais, propriedade intelectual, sustentabilidade e facilitação de comércio, ampliando sua relevância econômica.

Situação atual do acordo

Nos países do Mercosul, o acordo já foi aprovado pelos parlamentos de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. No caso brasileiro, ainda falta a promulgação presidencial para entrada em vigor completa.

Na Europa, o texto segue em análise jurídica, mas há previsão de aplicação provisória a partir de maio de 2026.

Entenda o Mercosul

O Mercosul é um bloco econômico formado inicialmente por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, com foco na integração regional e na ampliação de oportunidades comerciais.

Além dos membros plenos, o bloco conta com países associados na América do Sul e mantém acordos com diversas nações e organizações internacionais, fortalecendo sua atuação global.

FONTE: Ministério do Planejamento e Orçamento
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério do Planejamento e Orçamento

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Informação

MERCOSUL completa 35 anos com avanço no comércio e integração entre países

O MERCOSUL comemorou ontem, dia 26 de março, seus 35 anos de criação. Instituído pelo Tratado de Assunção, em 1991, o bloco consolidou-se como um dos principais mecanismos de integração econômica e política da América do Sul.

Ao longo desse período, o comércio entre os países-membros apresentou forte expansão, refletindo o fortalecimento das relações comerciais intrarregionais.

Comércio intrabloco cresce mais de dez vezes

Nas últimas três décadas e meia, o comércio intrabloco se multiplicou por onze, atingindo cerca de US$ 51 bilhões em 2025.

Além disso, o bloco ampliou sua presença global. Nos últimos anos, foram concluídos acordos de livre comércio com parceiros estratégicos, como Singapura, a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e a União Europeia.

Em 2025, o fluxo comercial externo do MERCOSUL ultrapassou US$ 800 bilhões, evidenciando sua crescente inserção no cenário internacional.

Investimentos e redução de desigualdades

Um dos instrumentos importantes do bloco é o Fundo de Convergência Estrutural do MERCOSUL (FOCEM), que atua na redução das desigualdades entre os países integrantes.

O fundo financia projetos voltados à infraestrutura, integração produtiva e coesão social, contribuindo para o desenvolvimento equilibrado da região.

Direitos e mobilidade para cidadãos do bloco

O avanço da integração também se reflete na vida da população. O Estatuto da Cidadania do MERCOSUL garante direitos que facilitam a livre circulação de pessoas, o acesso a serviços públicos e a igualdade de oportunidades entre os cidadãos dos países-membros.

Cooperação em segurança e políticas públicas

Além da economia, o bloco tem ampliado a cooperação em áreas estratégicas, como o combate ao crime organizado, a articulação de políticas públicas e iniciativas voltadas à proteção das mulheres e ao enfrentamento da violência de gênero.

Brasil reforça importância do bloco

Ao marcar os 35 anos do MERCOSUL, o Brasil destacou a relevância do bloco como espaço de diálogo político, promoção do livre comércio, incentivo ao desenvolvimento sustentável e fortalecimento da democracia na região.

A expectativa é que a integração continue avançando, ampliando oportunidades econômicas e sociais entre os países participantes.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mercosul

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul–União Europeia entra em vigor em maio de 2026 e amplia comércio internacional

O Acordo Mercosul–União Europeia começará a valer provisoriamente a partir de 1º de maio de 2026, conforme anunciou o governo brasileiro. A entrada em vigor marca um novo capítulo nas relações comerciais entre os blocos e abre caminho para a expansão do comércio internacional brasileiro.

Etapas para a vigência do acordo

A ativação do acordo comercial Mercosul União Europeia ocorre após a conclusão dos trâmites formais previstos no próprio instrumento. No Brasil, o processo avançou com a publicação do Decreto Legislativo nº 14, em 17 de março de 2026.

Na sequência, o país comunicou oficialmente à Comissão Europeia, em 18 de março, o encerramento dos procedimentos internos de ratificação. A resposta da União Europeia veio em 24 de março, confirmando o cumprimento das exigências necessárias para o início da vigência provisória.

Apesar disso, o decreto de promulgação — etapa final para incorporar o tratado ao ordenamento jurídico brasileiro — ainda está em fase final de tramitação.

Integração econômica após décadas de negociação

O início da vigência do acordo representa a conclusão de mais de 20 anos de negociações. O projeto é considerado um dos mais relevantes no âmbito da integração econômica internacional, com impacto direto na inserção do Brasil no comércio global.

A expectativa é de que o acordo fortaleça as relações comerciais entre os países do Mercosul e os membros da União Europeia, consolidando parcerias estratégicas.

Benefícios para empresas e consumidores

Com a implementação do acordo Mercosul UE, empresas brasileiras terão acesso ampliado a um dos maiores mercados do mundo. Entre os principais benefícios estão:

  • redução de tarifas de importação e exportação;
  • eliminação de barreiras comerciais;
  • maior previsibilidade regulatória;
  • estímulo a investimentos e à competitividade.

Além disso, consumidores no Brasil devem ter acesso a uma maior variedade de produtos europeus, enquanto exportadores nacionais ganham novas oportunidades de negócios.

Impactos na economia e nas cadeias globais

O acordo deve facilitar a integração do Brasil às cadeias globais de valor, ampliando o fluxo de comércio e investimentos entre os blocos. A medida também pode impulsionar setores produtivos e contribuir para a geração de empregos.

O governo brasileiro reforçou o compromisso de trabalhar em conjunto com os demais países do Mercosul e com a União Europeia para garantir a implementação efetiva do tratado e maximizar seus resultados econômicos e sociais.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Comércio Exterior

MERCOSUL-Canadá avançam em acordo de livre comércio na VIII Rodada Negociadora

A VIII Rodada Negociadora do Acordo de Livre Comércio MERCOSUL-Canadá foi realizada entre os dias 23 e 27 de fevereiro, em Brasília, reunindo representantes dos países do bloco sul-americano e do governo canadense. O encontro reforça o esforço para ampliar a integração econômica e fortalecer as relações comerciais entre as partes.

As tratativas haviam sido retomadas em outubro do ano passado e seguem com o objetivo de aprofundar o intercâmbio bilateral e estimular a integração produtiva entre as economias envolvidas.

Grupos técnicos discutem áreas estratégicas

A rodada contou com a presença dos negociadores-chefes do MERCOSUL e do Canadá, além de reuniões presenciais entre grupos técnicos responsáveis por temas centrais do acordo.

Entre os assuntos debatidos estiveram:

  • Comércio de bens
  • Comércio de serviços
  • Serviços financeiros
  • Comércio transfronteiriço
  • Comércio e desenvolvimento sustentável
  • Propriedade intelectual
  • Solução de controvérsias

O foco atual está na consolidação de textos técnicos e na formulação de ofertas que possam viabilizar avanços concretos nas próximas etapas.

Nova rodada prevista para abril

As delegações já confirmaram que uma nova rodada de negociações ocorrerá em abril. A expectativa é de que os grupos técnicos avancem na harmonização de propostas e na definição de compromissos tarifários e regulatórios.

O acordo é considerado estratégico para ampliar mercados, diversificar exportações e fortalecer cadeias produtivas entre América do Sul e América do Norte.

Comércio bilateral em crescimento

O intercâmbio comercial entre Brasil e Canadá registrou desempenho expressivo em 2025. A corrente de comércio alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões.

O avanço nas negociações pode ampliar ainda mais o fluxo de exportações brasileiras, consolidando oportunidades para setores industriais e agropecuários.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Comércio Internacional

Argentina e Estados Unidos anunciam acordo-quadro para ampliar comércio e investimentos

A Argentina e os Estados Unidos anunciaram, em 13 de novembro de 2025, um acordo-quadro de comércio e investimentos, formalizado por meio de uma declaração conjunta. O entendimento estabelece as bases para a negociação de um acordo definitivo mais amplo, com foco na ampliação do acesso a mercados, redução de barreiras comerciais e maior segurança jurídica para investidores.

Acordo ainda é preliminar

Por se tratar de um acordo-quadro, o texto final e sua implementação ainda dependem de negociações futuras. Mesmo assim, o documento divulgado pelos dois países antecipa os principais pontos que devem integrar o acordo definitivo entre Argentina e EUA.

Acesso preferencial ao mercado americano

Entre os destaques está a previsão de acesso preferencial a produtos dos Estados Unidos, incluindo produtos farmacêuticos, químicos, máquinas, bens de tecnologia da informação e comunicação (TIC), dispositivos médicos, veículos automotores e produtos agrícolas.

Além disso, os EUA sinalizaram a eliminação de tarifas sobre determinados recursos naturais e sobre insumos não patenteados utilizados na indústria farmacêutica.

Redução de barreiras e estímulo ao comércio bilateral

O acordo também prevê a remoção de barreiras não tarifárias e da chamada taxa estatística aplicada a produtos americanos. Outro ponto relevante é a melhoria das condições para o comércio bilateral de carnes, com destaque para carne bovina, aves e carne suína.

Propriedade intelectual e combate à ilegalidade

No campo regulatório, a Argentina se compromete a promover reformas no regime de Propriedade Intelectual, além de adotar medidas mais rigorosas contra falsificação e pirataria, alinhando-se a padrões internacionais.

Compromissos assumidos pela Argentina

De acordo com a declaração conjunta, a Argentina também assumirá compromissos específicos, entre eles:

  • Proibição da importação de produtos fabricados com trabalho forçado
  • Adoção de políticas para combater o desmatamento ilegal e incentivar a sustentabilidade
  • Enfrentamento de práticas potencialmente distorcivas de empresas estatais e de subsídios industriais
  • Facilitação do comércio digital com os Estados Unidos

Cooperação contra distorções de mercado

Outro eixo do acordo-quadro envolve a cooperação bilateral para combater práticas que distorcem o mercado, reforçando a transparência e a previsibilidade nas relações econômicas entre os dois países.

Impactos estratégicos e oportunidades

Nesse contexto, o acordo entre Argentina e Estados Unidos representa um passo estratégico rumo a uma relação bilateral mais profunda. A iniciativa abre espaço para maior integração econômica, com impactos diretos para empresas, exportadores e investidores interessados nos dois mercados.

FONTE: Marval O’Farrel Mairal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marval

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Sem Categoria

Mercosul firma marco de parceria estratégica com o Japão e projeta avanço nas negociações

O Mercosul anunciou a formalização de um marco que estabelece a parceria estratégica entre o bloco e o Japão, criando as bases para o aprofundamento das relações econômicas e institucionais. De acordo com comunicado conjunto, a primeira rodada de negociações está prevista para o início de 2026, período em que o Paraguai exercerá a presidência pro tempore do bloco sul-americano.

Comércio bilateral reforça potencial do acordo

O documento destaca o peso do intercâmbio comercial entre as partes, que atingiu US$ 13 bilhões em 2024, como um indicativo do espaço existente para expansão e diversificação dos negócios. Segundo o texto, a intenção é elevar o nível de cooperação, fortalecendo as relações estratégicas sob uma visão ampla, de longo prazo, com foco em comércio e investimentos.

Foco em áreas estratégicas e inovação

Entre os principais eixos da parceria estão setores considerados prioritários para o desenvolvimento econômico contemporâneo. O acordo prevê cooperação em cadeias de suprimentos, economia digital, transições energéticas e transformação verde, áreas vistas como fundamentais para a competitividade e a sustentabilidade das economias envolvidas.

Agenda internacional do Mercosul ganha fôlego

O anúncio ocorreu durante a 67ª Cúpula do Mercosul, realizada neste sábado, 20, em Foz do Iguaçu. A iniciativa reforça a estratégia do bloco de ampliar sua inserção internacional, ao mesmo tempo em que mantém tratativas com a União Europeia. Ainda no mesmo dia, o Mercosul também deu início às negociações para um acordo comercial com o Vietnã, ampliando sua agenda de parcerias globais.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Kim Kyung-Hoon/File Photo

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