Portos

Nomeação de vice-CEO fortalece estratégia da TCP no setor portuário

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, anunciou em dezembro de 2025 a nomeação de Michael Zhang para o cargo de vice-CEO. Com ampla atuação nas áreas de operações portuárias, logística e desenvolvimento de negócios, o executivo chega com a missão de reforçar a posição da companhia como referência em eficiência operacional e inovação portuária na América Latina.

TCP consolida crescimento e recordes operacionais

Atualmente, a TCP ocupa a posição de terceiro maior terminal portuário do Brasil e lidera a movimentação de contêineres na Região Sul. Entre janeiro e novembro de 2025, o terminal movimentou 1.518.385 TEUs, superando a marca de 1,5 milhão de unidades ainda em novembro, 20 dias antes do registrado em 2024.

O desempenho reforça a relevância da TCP no comércio exterior brasileiro, especialmente em um cenário de expansão da demanda logística.

Estratégia de longo prazo e foco em competitividade

A chegada de Zhang integra um plano estratégico voltado à expansão da capacidade operacional, ao fortalecimento da liderança regional e à aceleração dos objetivos de crescimento sustentável da empresa. A experiência internacional do novo vice-CEO é vista como um diferencial para alinhar inovação, eficiência e competitividade.

Entre as prioridades da gestão estão o aumento da capacidade para atender ao avanço do comércio exterior, a transformação digital dos processos, o aprimoramento da experiência do cliente e o fortalecimento das iniciativas de sustentabilidade, em consonância com padrões ambientais globais.

Inovação, tecnologia e sustentabilidade no centro da gestão

Segundo Zhang, no curto prazo, os clientes devem perceber melhorias na qualidade dos serviços e maior agilidade operacional. No horizonte estratégico, a TCP seguirá investindo em tecnologias de ponta, soluções logísticas inovadoras e práticas sustentáveis, ampliando o papel do Brasil nas cadeias globais de comércio.

A visão é posicionar o terminal como uma referência latino-americana em eficiência e inovação, contribuindo diretamente para a competitividade da economia nacional.

Formação acadêmica e trajetória internacional

Michael Zhang possui mestrado em administração de empresas e gestão de projetos, além de cursar doutorado em Transportes e Logística na Southeast University, na China. Ao longo da carreira, acumulou passagens por cargos estratégicos em empresas e grupos internacionais ligados à infraestrutura portuária, investimentos e compliance corporativo.

O executivo destaca sua experiência na condução de projetos complexos e na integração de equipes como fatores essenciais para impulsionar o desempenho da TCP em um setor altamente competitivo.

Valorização de pessoas e cultura organizacional

Zhang também ressalta o compromisso da companhia com uma gestão transparente, o desenvolvimento profissional dos colaboradores e o fortalecimento de uma cultura baseada em inovação, colaboração e sustentabilidade. Atualmente, a TCP é o maior empregador privado do litoral paranaense, com mais de 1.700 colaboradores.

A estratégia inclui investimentos contínuos em infraestrutura e serviços, com o objetivo de reduzir custos logísticos, aumentar a confiabilidade da cadeia de suprimentos e apoiar o crescimento econômico do país.

Estrutura e diferenciais da TCP

Fundada em 1998, a TCP se destaca por oferecer soluções logísticas completas para exportadores e importadores. O terminal conta com a maior frota de terminal tractors e guindastes RTG entre os portos brasileiros, além do maior pátio para contêineres refrigerados da América do Sul, armazém alfandegado próprio, área dedicada a cargas perigosas e acesso ferroviário direto à zona alfandegada, exclusividade na Região Sul.

Desde 2018, a TCP integra o portfólio da China Merchants Port Holding Company (CMPort), um dos maiores operadores e investidores portuários do mundo.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Portos

Novo modelo de concessão garante dragagem contínua e amplia eficiência do Porto de Paranaguá

Projeto inédito moderniza acesso a portos públicos e aumenta segurança da navegação

O novo modelo de licitação do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR) marca o início de uma fase de modernização para os portos públicos brasileiros. A iniciativa, lançada pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Infra S.A., prevê dragagem contínua e manutenção permanente dos canais de navegação — medida essencial para reforçar a segurança operacional e a previsibilidade do transporte marítimo.

Até então, a gestão dos canais ficava sob responsabilidade de empresas públicas estaduais. Com o novo modelo de concessão portuária, as obrigações passam a ser definidas em edital, garantindo clareza e eficiência na execução das obras. O formato adotado em Paranaguá será replicado em outros importantes terminais, como Santos (SP), Itajaí (SC), Salvador (BA) e Rio Grande (RS).


Aprofundamento do canal amplia capacidade operacional

As intervenções previstas vão aumentar a profundidade do canal de 13,5 para 15,5 metros, possibilitando a entrada de navios de até 366 metros de comprimento. Com isso, o porto poderá movimentar embarcações de maior porte, ampliando sua capacidade de carga de 80 mil para 120 mil toneladas por operação.

Essa modernização trará mais segurança e fluidez nas manobras, reduzindo custos logísticos e fortalecendo a competitividade do Porto de Paranaguá no comércio internacional.


Retirada da “Pedra da Palangana” melhora navegação

Um dos destaques do projeto é a retirada da Pedra da Palangana, uma formação rochosa que atua como um “quebra-molas natural” no canal, prejudicando o fluxo de embarcações conforme o nível da maré. A remoção será executada em fases, com conclusão estimada em cinco anos, e deve ampliar a bacia de evolução — área de manobra dos navios.

Em 2024, parte do obstáculo já havia sido eliminada, com 20% da estrutura rochosa derrocada, preparando o terreno para as próximas etapas da obra.


Sustentabilidade e descarbonização como pilares

O novo modelo de concessão portuária está alinhado à Política de Sustentabilidade do MPor, que incentiva práticas ambientais responsáveis e ações de descarbonização. O projeto passará por licenciamento ambiental rigoroso, com monitoramento da emissão de gases, qualidade da água, sedimentos e fauna marinha.

A concessionária também deverá adotar medidas de compensação e recuperação ambiental em áreas impactadas, garantindo que o avanço da infraestrutura ocorra de forma ecologicamente responsável.


Tecnologia e gestão inteligente de tráfego marítimo

Entre as inovações previstas está a implantação do VTMIS (Vessel Traffic Management and Information System), sistema de gerenciamento e monitoramento em tempo real do tráfego marítimo. A tecnologia permite maior segurança na navegação, melhora a proteção ambiental e aumenta a eficiência das operações portuárias, tornando o processo de condução e atracação mais ágil e preciso.


Etapas de execução e cronograma

Nos dois primeiros anos de contrato, a concessionária deverá realizar o mapeamento da topografia submarina, levantamentos hidrográficos e estudos ambientais e de engenharia. A partir do terceiro ano, terão início as obras de alargamento, aprofundamento e derrocagem, até atingir o calado ideal.

Simultaneamente, ocorrerão as dragagens de manutenção e a implantação do sistema de sinalização náutica, assegurando navegabilidade contínua e segura em todo o percurso.

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos e da Portos do Paraná.
TEXTO: Redação

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Portos

Leilão do canal portuário do Paraná é confirmado para o dia 22 pela B3

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) confirmou para o dia 22 de outubro o leilão do canal de acesso aos portos do Paraná, que será realizado na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo. O certame, que já atraiu ao menos sete empresas interessadas, marca a primeira concessão de um canal portuário no Brasil e deve servir de referência para futuros projetos, incluindo o do Porto de Santos (SP), previsto para o primeiro semestre de 2026.

Investimento de R$ 1,2 bilhão e contrato de até 70 anos

O projeto prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão ao longo de 25 anos de contrato, com possibilidade de prorrogação por até 70 anos. Entre as principais melhorias, está o aprofundamento do canal de Paranaguá, que passará de 13,3 metros para 15,5 metros até o quinto ano de concessão.

O contrato também inclui obras de alargamento da bacia de evolução, ampliação da área de fundeio, dragagem de manutenção, derrocagem, sinalização náutica, batimetria e monitoramentos ambientais.

Para comparação, o canal do Porto de Santos, o maior complexo portuário do Hemisfério Sul, exigirá cerca de R$ 6,45 bilhões em investimentos no mesmo período contratual e deverá atingir profundidade de até 17 metros.

DTA Engenharia contesta edital e cita riscos à soberania nacional

A DTA Engenharia, responsável por obras de dragagem no Porto de Paranaguá, apresentou uma impugnação formal ao edital no prazo final estipulado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Segundo o gerente jurídico da empresa, Renan Beloto, o documento não considera o cenário do mercado nacional de dragagem e ignora riscos à soberania e à segurança do país. Ele ressalta que o setor é dominado globalmente por cinco grandes grupos, em sua maioria subsidiados por governos estrangeiros — como China, Bélgica, Holanda e Luxemburgo.

A empresa também alertou para potenciais conflitos de interesse caso operadores portuários e empresas de dragagem façam parte do mesmo grupo econômico, o que poderia gerar restrição de acesso à infraestrutura e distorções concorrenciais entre terminais.

Antaq vai analisar impugnações e publicar decisão oficial

Em nota, a Antaq informou que sua área técnica avaliará todas as impugnações apresentadas e divulgará as decisões em seu site oficial, conforme o cronograma previsto no edital.

A Portos do Paraná, por sua vez, afirmou que não foi oficialmente comunicada sobre o pedido da DTA, já que o leilão está sob responsabilidade da Antaq.

Outros leilões no mesmo certame

O mesmo evento incluirá também o leilão do terminal RDJ07, no Porto do Rio de Janeiro, destinado à movimentação de cargas de apoio offshore, com investimentos estimados em R$ 99,4 milhões.

Outro destaque será o Terminal Marítimo de Passageiros (TMP), no Porto de Maceió (AL), que receberá R$ 3,7 milhões em aportes para construção de estação de passageiros e estacionamento, com contrato de 25 anos prorrogável.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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