Economia

Inflação da zona do euro sobe para 2,2% e reduz chances de cortes de juros pelo BCE

A inflação da zona do euro voltou a acelerar em novembro, subindo para 2,2% após registrar 2,1% no mês anterior, segundo dados divulgados pela Eurostat. O avanço inesperado reforça a percepção de que o Banco Central Europeu (BCE) deve manter as taxas de juros estáveis por mais tempo.

Comportamento dos preços e núcleo da inflação
Mesmo próxima da meta de 2% do BCE, a inflação tem sido influenciada pela queda nos preços de energia, que ajuda a compensar pressões persistentes nos preços internos — especialmente no setor de serviços. Já o núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como alimentos e combustíveis, permaneceu em 2,4%. Os serviços continuam puxando os preços para cima, enquanto os bens duráveis apresentam avanço mais moderado.

Expectativas do BCE e impacto nos mercados
Os dados confirmam a avaliação do próprio BCE de que a inflação está, em grande parte, controlada. Com isso, as autoridades monetárias ganham mais tempo para monitorar a evolução dos preços antes de sinalizar novos movimentos na política monetária. Nos mercados, há praticamente consenso de que não haverá corte na taxa de depósito de 2% na reunião de 18 de dezembro. Para 2025, investidores atribuem apenas uma chance em quatro de qualquer flexibilização.

Perspectivas para juros em 2025
O BCE reduziu juros em 2 pontos percentuais até junho deste ano, mas desde então opta por mantê-los inalterados. Ainda assim, analistas esperam que o debate sobre novos cortes volte a ganhar força no início de 2025, quando a inflação pode cair abaixo da meta diante da continuidade da redução dos custos de energia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Fabian Bimmer

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Comércio Internacional

Mercados Globais Sem Direção em Dia de Expectativa por Dados dos EUA

Os principais índices globais operam sem tendência clara, reflexo dos ganhos das ações de tecnologia registrados na véspera em Wall Street e da expectativa pelos dados econômicos atrasados dos Estados Unidos.

Desempenho dos Mercados Internacionais

Na Ásia, o movimento foi moderadamente positivo. O Nikkei 225 avançou 0,07%, o Shanghai Composite subiu 0,87% e o Hang Seng ganhou 0,69%.
Na Europa, o Euro Stoxx 50 oscila próximo da estabilidade, com leve queda de 0,08%.
Já nos EUA, os futuros do S&P 500 e da Nasdaq recuam, respectivamente, 0,25% e 0,40%.

Cotações Globais

  • S&P 500 Futuro: -0,2%
  • FTSE 100: estável
  • CAC 40: -0,1%
  • MSCI World: estável
  • MSCI EM: +0,9%
  • Petróleo WTI: -0,2% (US$ 58,70)
  • Brent: -0,3% (US$ 63,17)
  • Minério de ferro em Singapura: +0,9% (US$ 106)
  • Bitcoin: -1,7% (US$ 87.224,88)

EUA e China: Aproximação Diplomática

O presidente Donald Trump afirmou ter recebido e aceitado um convite do líder chinês Xi Jinping para visitar a China em abril de 2026.

Paralelamente, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, declarou que Washington negocia com autoridades europeias um “acordo interessante” em troca de flexibilização regulatória, mas destacou que a União Europeia precisará ajustar regras digitais para viabilizar um pacto que reduza tarifas sobre aço e alumínio.

Tensões Geopolíticas: Rússia e Ucrânia

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reconheceu avanços nas negociações conduzidas em Genebra, mas afirmou que os temas mais sensíveis serão debatidos diretamente com Trump.
Os dois países buscam reduzir divergências sobre segurança, limites militares e eventuais concessões territoriais.

Mercado de Commodities em Queda

Os preços do petróleo recuam, acompanhando o movimento global de cautela. O WTI cai 0,2%, enquanto o Brent recua 0,3%. Já o minério de ferro segue em alta de 0,9% em Singapura.

Brasil: Mercado Acompanha Falas do Banco Central

O foco no Brasil está na audiência do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O senador Renan Calheiros pede esclarecimentos sobre o acordo que encerrou um processo administrativo no BC.

Antes, às 9h, o diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, participa do evento EuroFinance, em São Paulo.

As falas recentes de Galípolo repercutem no mercado: ele afirmou que gostaria que a inflação convergisse mais rapidamente, mas reconhece haver um trade-off nesse processo.

Com a Selic em 15% ao ano, investidores questionam quando o ciclo de cortes pode começar, em meio ao avanço da desinflação.

Indicadores

  • Balanço de pagamentos de outubro.
    O BTG Pactual projeta déficit de US$ 5 bilhões em transações correntes.

Mercado Financeiro

  • Ibovespa: +0,33% (155.278 pontos)
  • Dólar: -0,11% (R$ 5,3949)

Empresas

  • Lojas Americanas, em recuperação judicial, aceitou a proposta da BrandUP! para adquirir sua unidade produtiva isolada.
  • Dois membros do Conselho da Raízen renunciaram aos cargos.
  • O investidor Silvio Tini de Araújo elevou sua participação na GPA para 5,57% do capital social.

Com informações de agências internacionais e nacionais.
Texto: Redação

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Economia

Inflação de 2025 deve ficar em 4,45% e abaixo do teto da meta, aponta Focus

A projeção do mercado financeiro para a inflação de 2025 voltou a cair e, pela segunda semana seguida, permanece abaixo do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (24), o IPCA deve encerrar o próximo ano em 4,45%, ligeiramente abaixo do limite de 4,5%.

O resultado reflete o impacto da inflação de outubro, que registrou alta de apenas 0,09%, o menor índice para o mês desde 1998, conforme dados do IBGE. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses caiu para 4,68%, marcando a primeira vez, em oito meses, que o indicador fica abaixo dos 5%.

Crescimento do PIB permanece estável

As expectativas para o PIB seguem inalteradas: o mercado estima avanço de 2,16% em 2025, 1,78% em 2026 e 1,88% em 2027. Para a inflação no médio prazo, o Focus projeta IPCA de 4,18% em 2026 e 3,80% em 2027.

Taxa Selic deve seguir elevada

Para conter a inflação, o Banco Central mantém a Selic em 15% ao ano, decisão repetida pela terceira reunião consecutiva do Copom. A autoridade monetária afirma que o cenário internacional segue incerto, especialmente por causa da economia dos Estados Unidos, o que pressiona as condições financeiras no Brasil.

Apesar da desaceleração da atividade econômica, o BC destaca que a inflação ainda opera acima do centro da meta de 3%, o que reforça a manutenção dos juros em patamar elevado. O mercado projeta Selic de 15% ao fim de 2025; para 2026, a expectativa caiu de 12,25% para 12%; e para 2027 permanece em 10,50%.

O aumento dos juros encarece o crédito, desestimula o consumo e ajuda a conter a alta de preços. Em movimento contrário, cortes na Selic costumam estimular produção, consumo e aquecer a economia.

Projeções para o dólar seguem sem mudanças

O mercado mantém estáveis as previsões para o câmbio: o dólar deve fechar 2025 a R$ 5,40, repetindo as estimativas anteriores. Para 2026 e 2027, a expectativa permanece em R$ 5,50.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Antonio Cruz/Agência Brasil

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Economia

Dólar hoje recua e volta a ficar abaixo de R$ 5,30 com otimismo sobre o fim do shutdown nos EUA

O dólar à vista abriu em queda nesta terça-feira (11), refletindo o aumento do apetite por risco entre investidores após o Senado dos Estados Unidos aprovar uma proposta que pode encerrar a paralisação do governo norte-americano. No cenário interno, o mercado acompanha os novos dados de inflação (IPCA) e a ata do Copom, que reforçou a manutenção dos juros em patamar elevado por mais tempo.

Cotação do dólar hoje

Por volta das 9h13, o dólar à vista recuava 0,38%, cotado a R$ 5,287 na venda. O contrato futuro de dezembro, o mais negociado na B3, tinha leve queda de 0,02%, negociado a R$ 5,312.

Dólar comercial
Compra: R$ 5,287
Venda: R$ 5,287

Dólar turismo
Compra: R$ 5,427
Venda: R$ 5,607

Contexto internacional favorece mercados emergentes

A aprovação no Senado norte-americano, por 60 votos a 40, de uma proposta para encerrar o shutdown impulsionou o otimismo global. O texto segue agora para análise na Câmara dos Deputados dos EUA. A perspectiva de estabilidade fiscal reduziu a aversão ao risco e fortaleceu moedas de países emergentes, como o real.

Apesar disso, o mercado ainda demonstra cautela diante da valorização das ações de tecnologia em Wall Street, que têm pressionado alguns índices acionários.

Copom reforça tom cauteloso sobre juros

No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta terça-feira, indicou que a taxa Selic de 15% ao ano deve ser suficiente para conduzir a inflação à meta, mas destacou que os juros elevados precisarão ser mantidos por um período “bastante prolongado”. O documento reforça a postura conservadora do Banco Central diante do cenário fiscal e da incerteza internacional.

Inflação tem menor alta para outubro desde 1998

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,09% em outubro, após alta de 0,48% em setembro. Foi o menor resultado para o mês desde 1998, quando o índice subiu apenas 0,02%. No acumulado do ano, a inflação soma 3,73%, e em 12 meses, chega a 4,68%. Em outubro de 2024, a variação havia sido de 0,56%.

Perspectiva

Com o alívio internacional e sinais de controle da inflação doméstica, o real tende a se beneficiar no curto prazo. No entanto, analistas ainda apontam que a volatilidade deve permanecer enquanto persistirem incertezas sobre a política fiscal dos EUA e o ritmo da economia global.

FONTE: InfoMoney e Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Prakash Singh/Bloomberg

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Economia

Manutenção da Selic em 15% preocupa indústria e comércio

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de manter a taxa Selic em 15% ao ano provocou críticas de representantes da indústria, do comércio, da construção civil e do movimento sindical. Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a taxa elevada freia a atividade econômica e coloca o Brasil em desvantagem frente a países que já reduziram juros.

Setor industrial alerta para impactos no crédito

Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, disse que a política monetária “excessivamente contracionista” prejudica a economia. “A Selic tem freado a economia além do necessário, mesmo com a inflação em queda. O custo elevado ameaça o mercado de trabalho e o bem-estar da população”, afirmou.

Pesquisa inédita da entidade mostra que 80% das indústrias apontam os juros como principal obstáculo ao crédito de curto prazo, enquanto 71% consideram a taxa um entrave ao financiamento de longo prazo.

Construção civil sente efeitos do ciclo prolongado de juros altos

O setor da construção também manifestou preocupação. Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, juros altos encarecem o crédito imobiliário e dificultam novos projetos. “A construção é sensível ao custo do crédito e à confiança do consumidor. Uma Selic de 15% torna muitos empreendimentos inviáveis”, disse.

A CBIC reduziu sua projeção de crescimento do setor em 2025 de 2,3% para 1,3%, citando impactos do ciclo prolongado de juros elevados.

Sindicatos alertam para impactos fiscais e sociais

As centrais sindicais também criticaram a decisão. A Contraf-CUT afirma que cada ponto percentual da Selic aumenta em cerca de R$ 50 bilhões os gastos públicos com juros da dívida. “Quase R$ 1 trilhão poderiam ser investidos em saúde, educação e infraestrutura”, afirmou Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT.

A Força Sindical classificou a política como “era dos juros extorsivos”, destacando que compromete o consumo e a renda das famílias.

Setor de supermercados e consumo sob pressão

Segundo a Associação Paulista de Supermercados (APAS), o Brasil está na contramão do mundo, mantendo a segunda maior taxa real de juros global. O economista-chefe da entidade, Felipe Queiroz, apontou que o cenário prejudica investimentos, consumo das famílias e o desenvolvimento econômico.

Cautela monetária do Banco Central

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) pondera que a manutenção da Selic reflete a necessidade de política monetária cautelosa, diante de inflação acima da meta, expansão fiscal, resiliência do mercado de trabalho e incertezas externas. “Esse contexto justifica uma postura prudente do Banco Central”, disse o economista Ulisses Ruiz de Gamboa.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Economia

Copom decide se mantém Taxa Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza nesta quarta-feira (5) a penúltima reunião do ano para definir o rumo da Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano — omaior patamar desde julho de 2006. A expectativa do mercado é de manutenção dos juros, diante de um cenário de inflação controlada, mas ainda pressionada por alguns custos de energia.

Expectativa de estabilidade na taxa básica

A Selic permanece estável desde setembro do ano passado, após sete altas consecutivas. Nas últimas reuniões, o Copom manteve a taxa inalterada, reforçando que deve seguir nesse patamar “por tempo prolongado”.

De acordo com a ata da reunião anterior, o comitê avalia que fatores externos, como o cenário econômico dos Estados Unidos e as tarifas comerciais impostas pelo país, têm tido impacto maior sobre o mercado do que questões internas. No Brasil, apesar da desaceleração da economia, o custo da energia continua sendo um dos principais vetores de pressão inflacionária.

Perspectivas do mercado e inflação

Segundo o Boletim Focus, que reúne projeções de analistas financeiros, a Selic deve permanecer em 15% até o fim de 2025 ou início de 2026. As apostas divergem apenas sobre o momento em que o Banco Central começará a reduzir os juros no próximo ano.

O comportamento da inflação ainda é incerto. A prévia do IPCA-15 registrou alta de apenas 0,18% em outubro, acumulando 4,94% em 12 meses, com queda nos preços dos alimentos pelo quinto mês seguido. Já a estimativa de inflação para 2025 recuou para 4,55%, de acordo com o Focus, valor ligeiramente acima do teto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Função da Selic na economia

A Taxa Selic é a referência para os juros da economia e influencia o custo do crédito e o retorno dos investimentos. Ela serve de base para as negociações de títulos públicos e é o principal instrumento do BC para controlar a inflação.

Quando a Selic sobe, o crédito encarece e o consumo diminui, ajudando a conter a alta de preços. Já a redução da taxa tende a baratear financiamentos, impulsionar a produção e o consumo, mas pode elevar a inflação.

Novo sistema de meta contínua

Desde janeiro de 2024, o Brasil adota o modelo de meta contínua de inflação, que estabelece um objetivo de 3% ao ano, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Assim, a meta é avaliada de forma contínua, considerando a inflação acumulada nos últimos 12 meses, e não apenas o índice fechado de dezembro.

O Banco Central divulgará sua próxima análise de política monetária no fim de dezembro, quando poderá revisar as projeções de inflação conforme o comportamento do dólar e os indicadores econômicos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Economia

FMI elogia economia do Brasil e prevê impacto mínimo das novas tarifas dos EUA

O Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou que o recente tarifaço dos Estados Unidos terá um impacto insignificante na economia brasileira. A conclusão está no relatório Regional Economic Outlook para o Hemisfério Ocidental, divulgado nesta sexta-feira (17). Segundo o FMI, o Brasil está menos vulnerável às medidas protecionistas impostas por Washington graças à diversificação de seus parceiros comerciais e à composição variada de suas exportações.

Diversificação protege o Brasil de impactos externos

O estudo mostra que os Estados Unidos são o terceiro maior destino das exportações brasileiras, representando cerca de 12% do total, atrás da China (30%) e da União Europeia (14%). Apesar da relevância, as vendas para o mercado americano se concentram em produtos de alta demanda global, o que facilita sua readequação a outros mercados internacionais. O FMI detalha que 36% das exportações brasileiras para os EUA estão entre os itens afetados pelas novas tarifas — principalmente commodities como minério de ferro, petróleo e produtos agrícolas. Por serem itens com mercados alternativos consolidados, o risco de perda significativa de receita é considerado baixo.

Crescimento mais moderado e inflação sob controle

O relatório também projeta que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 2,4% em 2025, ritmo mais lento em comparação ao ano anterior. A moderação é explicada pela política monetária restritiva, pela redução de estímulos fiscais e pelas incertezas externas, como a desaceleração da economia chinesa e a volatilidade dos mercados globais. Quanto à inflação, o FMI estima uma taxa de 4,9%, acima da meta do Banco Central, mas ainda em nível considerado controlado. O processo de desinflação deve ocorrer de maneira gradual, acompanhando o ajuste dos juros e as oscilações nos preços de alimentos e energia.

Resiliência econômica segue como destaque

Mesmo diante do cenário global desafiador, o FMI elogia a resiliência da economia brasileira. O relatório aponta o desempenho das exportações de commodities, o robusto volume de reservas internacionais e a solidez do sistema financeiro como pilares que mantêm o país protegido contra choques externos e medidas protecionistas.

FONTE: Diário do Centro do Mundo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Centro do Mundo

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Comércio Exterior, Economia

China enfrenta nova queda da inflação com crise no setor imobiliário e consumo enfraquecido.

Pressão econômica cresce com deflação e exportações em baixa

A economia da China continua sob forte pressão, com sinais claros de deflação e um mercado interno ainda debilitado após os impactos da pandemia de Covid-19. Dados divulgados nesta quarta-feira (15) pelo Escritório Nacional de Estatísticas mostram que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) recuou 0,3% em setembro, na comparação anual.

Queda de preços supera previsões do mercado

O resultado veio abaixo do esperado por analistas consultados pela Bloomberg, que previam uma retração de 0,2%. Apesar disso, o recuo foi menor que o registrado em agosto, quando a inflação caiu 0,4%.

Embora, à primeira vista, a deflação possa parecer positiva para os consumidores, ela representa um risco considerável para o crescimento econômico. Isso porque a expectativa de preços mais baixos no futuro tende a desestimular o consumo, à medida que famílias adiam compras na esperança de novas quedas.

Crise imobiliária e guerra comercial agravam cenário

O ambiente interno na China continua fragilizado principalmente pela crise prolongada no setor imobiliário, que tem afetado diretamente o consumo e os investimentos privados. Ao mesmo tempo, o país enfrenta dificuldades no comércio exterior, prejudicado por uma demanda global instável e os desdobramentos da guerra comercial com os Estados Unidos, intensificada no início do ano.

FMI sugere foco no consumo interno

Em meio à desaceleração, o Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou nesta terça-feira (14) que Pequim adote medidas fiscais voltadas ao fortalecimento da demanda doméstica. Segundo o FMI, um reequilíbrio da economia chinesa, com foco no consumo, pode ser essencial para conter os riscos deflacionários.

FONTE: Com informações da Bloomberg.
TEXTO: Redação

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Economia

Inflação em 2025 se aproxima da meta e juros seguem estáveis, aponta Boletim Focus

O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central (BC), mostrou nova redução na projeção da inflação para 2025, reforçando o movimento de convergência em direção à meta estabelecida pela autoridade monetária. A mediana das estimativas para o IPCA caiu de 4,80% para 4,72%, permanecendo apenas 0,22 ponto percentual acima do teto da meta, fixado em 4,50%. Um mês antes, a expectativa era de 4,83%.

Entre as previsões mais recentes — aquelas atualizadas nos últimos cinco dias úteis —, a mediana do IPCA passou de 4,80% para 4,70%, o que indica maior confiança do mercado em uma inflação sob controle nos próximos meses.

Para 2026, a projeção geral do mercado ficou estável em 4,28%, enquanto nas estimativas mais novas houve leve recuo, de 4,30% para 4,20%.

Projeções do Banco Central para inflação e meta contínua

De acordo com o Banco Central, o IPCA deve somar 4,8% em 2025 e 3,6% em 2026, conforme a última comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom). No horizonte relevante — o primeiro trimestre de 2027 —, a inflação acumulada em 12 meses é projetada em 3,4%.

O BC adota desde este ano o regime de meta contínua de inflação, baseada no IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Caso o índice permaneça fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que a instituição não cumpriu a meta — situação que ocorreu após o IPCA de junho.

Na ocasião, o BC publicou uma carta explicando que espera redução da inflação abaixo de 4,50% até o fim do primeiro trimestre de 2026.

Juros devem permanecer altos por mais tempo

Na última reunião, o Copom manteve a taxa Selic em 15% ao ano, reforçando o tom de cautela diante da incerteza no cenário econômico.

“O Comitê seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível atual da taxa de juros por período prolongado é suficiente para garantir a convergência da inflação à meta”, destacou o BC em comunicado oficial.

A projeção do mercado para a Selic no fim de 2025 também permaneceu em 15%, consolidando 16 semanas consecutivas de estabilidade. Considerando apenas as projeções mais recentes, a estimativa segue no mesmo patamar.

Para 2026, o mercado projeta uma Selic de 12,25%, enquanto para 2027 e 2028 as previsões continuam em 10,50% e 10%, respectivamente — sem alterações nas últimas semanas.

Perspectiva de estabilidade reforça política monetária

Analistas apontam que a combinação entre inflação em queda e juros estáveis indica uma política monetária mais conservadora, mas eficaz no controle dos preços. A tendência é que o BC mantenha a taxa Selic elevada até ter segurança de que o processo de desinflação está consolidado.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

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Economia

Banco Mundial eleva previsão de crescimento da América Latina para 2026, mas alerta para desafios estruturais

Região segue com o ritmo mais lento de expansão global.

O Banco Mundial revisou para cima sua projeção de crescimento econômico da América Latina e do Caribe para 2026. Apesar da leve melhora nas estimativas, a região continua sendo a de menor expansão no mundo, impactada por fatores como inflação persistente, altos níveis de endividamento e incertezas ligadas às políticas tarifárias dos Estados Unidos.

Segundo o novo relatório, a economia latino-americana deve crescer 2,5% em 2026, acima da previsão anterior de 2,4%, divulgada em junho. Para 2025, a expectativa de avanço permanece em 2,3%, representando uma leve recuperação frente aos 2,2% registrados em 2024.

Projeções para Brasil e México se mantêm estáveis

O Banco Mundial manteve sua projeção de crescimento para o Brasil em 2,4% em 2025, com desaceleração prevista para 2,2% em 2026. Já o México deve registrar expansão de 0,5% este ano, acima da estimativa anterior de 0,2%, acelerando para 1,4% no próximo ano.

De acordo com Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, os governos da região têm conseguido preservar a estabilidade econômica, mesmo diante de sucessivos choques. “Agora é o momento de avançar em reformas que melhorem o ambiente de negócios, ampliem os investimentos em infraestrutura e mobilizem o capital privado”, afirmou.

Argentina e Bolívia enfrentam cenários distintos

A Argentina continua sendo uma das economias com maior ritmo de crescimento entre as grandes da região. No entanto, o Banco Mundial reduziu sua projeção para 2025, de 5,5% para 4,6%, e prevê desaceleração para 4% em 2026.

Já a Bolívia deve enfrentar retração neste e no próximo ano, o que representa um desafio adicional para o governo que será eleito no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 19 de outubro.

Entraves estruturais limitam o desenvolvimento

O relatório do Banco Mundial aponta que, embora os preços devam se manter estáveis, as metas de inflação tornaram-se mais difíceis de alcançar e a queda das taxas de juros ocorre de forma lenta. Além disso, as incertezas sobre o comércio global, especialmente diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos, têm inibido investimentos em diversos setores.

Outros fatores históricos também continuam limitando o crescimento: infraestrutura precária, sistemas educacionais deficientes e um ambiente de negócios que favorece empresas já consolidadas. “As empresas querem contratar, mas não encontram trabalhadores qualificados”, explicou William Maloney, economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe. “O problema está tanto na formação escolar quanto no sistema de capacitação profissional.”

Fonte: Reuters / Infomoney
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: PORTO DE ITAJAÍ

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