Comércio Exterior

“Não tem preço descer no seu quintal”: bastidores do projeto que colocou Navegantes na rota estratégica da carga aérea mundial 

Quando o primeiro Boeing 767-300 BCF cargueiro pousou em Navegantes, no último dia 26 de novembro, para muitos o fato marcava apenas o início de uma nova rota aérea semanal. Mas, por trás do evento, existe uma história que começou muito antes — em 2018 — e que só agora pode ser contada. Em entrevista exclusiva ao ReConecta News, o Diretor Comercial (CCO) da Bringer Air Cargo, Roberto Schiavone, revelou os bastidores, os desafios, o impacto regional e, principalmente, o propósito que guiou a decisão de investir em Santa Catarina. 

“Esse voo não nasceu em uma planilha. Nasceu de uma visão de serviço ao mercado”, afirma Schiavone. “Víamos claramente que as indústrias catarinenses estavam distantes do aeroporto que as abastecia. Tinha custo, tinha tempo, tinha insegurança na rota. A gente se perguntou: por que o avião não pode chegar onde está a produção?”. 

O que parecia uma pergunta simples exigiu sete anos de trabalho, negociações com autoridades, análises ambientais, adequação de pista e articulação com companhias aéreas e operadores logísticos. A pandemia suspendeu o processo, mas — como Roberto faz questão de frisar — não suspendeu a convicção. 

O sentimento de trazer o projeto para Santa Catarina 

Para Schiavone, o projeto tem um efeito que ultrapassa o setor logístico. Ele encurta distâncias e reduz desigualdades comerciais dentro do próprio Brasil. “Por muito tempo, Santa Catarina dependeu de Guarulhos — e o mercado se adaptou a isso, ainda que fosse mais caro e mais lento. Se há algo que me orgulha nesse projeto, é ajudar essas empresas a ganharem tempo, previsibilidade e competitividade. Não tem preço descer no seu quintal,” destaca. 

O risco que ninguém vê 

Uma rota aérea não se sustenta por si só. A Bringer Air Cargo assumiu compromissos rigorosos — e, segundo Schiavone, isso exige coragem. “Se não tiver carga, o avião vem do mesmo jeito. Nós temos contrato. Alguém precisa assumir o risco ou a rota nunca nasce.” 

Essa fala sintetiza a essência do modelo da empresa: flexível, leve e totalmente orientado ao cliente. Em vez de se prender à disponibilidade de uma única companhia aérea, a empresa trabalha para garantir frequência — com a Latam como parceira prioritária mas aberta a outras companhias aéreas para substituição, se necessário. 

O projeto não está concluído — está só começando, e as próximas etapas já têm direção: 

🔹 aumentar a frequência semanal 
🔹 iniciar a exportação aproveitando o retorno da aeronave 
🔹 fortalecer presença comercial com representantes regionais 
🔹 retomar, no médio prazo, a operação em Porto Alegre — interrompida pela enchente de 2024 

Mais do que metas comerciais, Schiavone fala em construção de confiança: “O mercado vai planejar o futuro baseado nesse voo. E esse planejamento vai fortalecer a rota, que por sua vez fortalece a indústria. É um ciclo.” 

Navegantes além de Miami 

Embora o voo seja MIAMI × NAVEGANTES, a rota conecta Santa Catarina muito além dos Estados Unidos. Mais de 80% das cargas que chegam à América Latina vindas da Ásia passam primeiro por Miami. Ou seja: a indústria catarinense não está conectada apenas com os EUA — mas com todo o corredor global que se concentra naquele hub. “Por isso eu digo: não estamos conectando a cidade com Miami. Estamos conectando com o mundo”, esclarece Schiavone. 

Maior aeronave operada em Navegantes até agora 

O voo inaugural da rota cargueira Miami × Navegantes, realizado no dia 26, não apenas marcou a chegada do primeiro Boeing 767-300 BCF da Latam Cargo ao Aeroporto Internacional de Navegantes, mas também evidenciou a sinergia operacional entre os principais agentes envolvidos. Enquanto a Bringer assumiu a liderança estratégica da rota, a execução em solo contou com a atuação coordenada da Motiva — concessionária do aeroporto — e do Terminal de Cargas da Pac Log, responsável pela armazenagem, manuseio e cadeia fria para produtos sensíveis. Segundo Lílian Françoso, gerente de cargas da Motiva, a operação atende uma demanda histórica da indústria catarinense: “A nova operação posiciona Navegantes como um ponto estratégico: cerca de 80% das importações de SC estão concentradas em um raio de até 1h30 do aeroporto, o que coloca o terminal como a opção mais próxima e competitiva para o setor produtivo”.  

Outra conquista relevante envolveu infraestrutura: a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) permitiu a operação de aeronaves de fuselagem larga no terminal, algo inédito para Navegantes e considerado um passo decisivo para consolidar o aeroporto em rotas internacionais de carga. 

Validação de quem conhece o mercado 

Para Luciano Zucki, co-founder e director da PLEX Internacional Logistics com sede no Estados Unidos, o voo da Bringer do Brasil é um marco importante para Santa Catarina, para o Sul do Brasil e para toda a cadeia logística internacional. “Como parceira da Bringer há anos, a PLEX International Logistics tem orgulho de apoiar este projeto e apresentar ao mercado um novo serviço com os melhores rates disponíveis, atendimento dedicado e toda a sua expertise em logística aérea e aeroespacial entre EUA e Brasil. Para os clientes, o novo voo representa mais velocidade na conexão EUA x Sul do Brasil, maior previsibilidade e estabilidade operacional, melhor relação custo-benefício no transporte aéreo e mais capacidade e frequência para cargas urgentes, de alto valor ou sensíveis à temperatura e ao tempo”, fala Luciano.  

Quem é Roberto Schiavone 

Roberto Schiavone é um executivo sênior com sólida atuação internacional nos setores de freight forwarding, supply chain e logística, reconhecido pela liderança estratégica em empresas multinacionais e pelo foco em desenvolvimento comercial, gestão de operações de carga aérea e expansão de mercados. Sua trajetória profissional é marcada por mais de duas décadas em posições de alta gestão, com responsabilidade sobre regiões globais e desempenho de negócios. Atualmente, exerce o cargo de Chief Commercial Officer (CCO) na Bringer Air Cargo, sediado em Miami, onde conduz a estratégia comercial global da companhia, fortalece parcerias estratégicas, impulsiona novas rotas e lidera iniciativas de crescimento e relacionamento com grandes clientes. Graduado em Administração de Empresas com ênfase em Marketing e Publicidade pela Universidade Paulista, Roberto reúne profundo conhecimento técnico, visão estratégica e experiência multicultural, sendo reconhecido por seu papel na construção de soluções logísticas eficientes, expansão internacional e consolidação de operações de carga aérea no mercado global. 

TEXTO: REDAÇÃO 

IMAGENS: DIVULGAÇÃO / MOTIVA 

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Indústria

Economia de Santa Catarina cresce acima da média nacional e impulsiona indústria, comércio e serviços

Santa Catarina mantém ritmo acelerado de crescimento

Dados recentes do IBGE confirmam que a economia de Santa Catarina continua em forte expansão entre janeiro e setembro de 2025, superando com folga a evolução registrada no restante do país. Mesmo diante de desafios internos e externos, o estado mantém um dos desempenhos mais expressivos do Brasil, com avanços significativos na indústria, no comércio e no setor de serviços.

Indústria catarinense avança mais que o dobro da média nacional

A indústria de Santa Catarina apresentou crescimento de 3,1% no acumulado do ano, enquanto a média nacional ficou em 1%. A expansão é puxada principalmente por segmentos como:

  • Fabricação de produtos de metal (exceto máquinas e equipamentos): 16,7%
  • Máquinas e equipamentos: 6,4%
  • Produtos alimentícios: 5,3%
  • Produtos de minerais não metálicos: 4,9%

Segundo o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, o bom desempenho reflete medidas adotadas pelo governo estadual para fortalecer o ambiente de negócios e apoiar o empreendedor. “Apesar dos juros altos e da instabilidade internacional, o trabalho contínuo do Estado para estimular o setor produtivo está gerando resultados efetivos”, afirmou.

Comércio catarinense lidera crescimento no país

O comércio também se destaca no cenário catarinense, com alta de 5,9%, muito acima da média brasileira de 1,5%. Entre as atividades com melhor desempenho estão:

  • Artigos de uso pessoal e doméstico: 11,9%
  • Hipermercados e supermercados: 7,4%
  • Artigos farmacêuticos: 4,5%
  • Combustíveis e lubrificantes: 4,1%

O aumento é impulsionado pelo consumo das famílias, favorecido pela baixa taxa de desemprego no estado — atualmente a menor do país.

Serviços seguem trajetória de expansão

O setor de serviços em Santa Catarina cresceu 4,1%, ultrapassando novamente a média nacional, de 2,8%. Entre os segmentos com maiores avanços estão:

  • Serviços prestados às famílias: 5,3%
  • Informação e comunicação: 5,2%
  • Transportes: 3,9%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: 3,9%

Para Dreveck, o bom desempenho é reflexo direto da confiança do consumidor: “Com emprego e renda, o catarinense volta a frequentar restaurantes, salões de beleza, viajar e renovar o guarda-roupas. Isso movimenta a economia e fortalece os setores”.

Com informações de SECOM GOVSC.
Redação

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Sem Categoria

Santa Catarina fortalece laços comerciais com a Argentina e amplia exportações de produtos de alto valor agregado

Governo catarinense busca ampliar negócios com a Argentina

Com o objetivo de impulsionar as exportações e promover produtos de alto valor agregado, o Governo de Santa Catarina, em parceria com a Fiesc (Federação das Indústrias) e o Sebrae/SC, realizou o Encontro de Negócios BR/SC – Argentina. O evento aconteceu na Embaixada do Brasil em Buenos Aires e reuniu empresários dos dois países para discutir novas oportunidades de cooperação.


Santa Catarina apresenta potencial econômico

A missão catarinense foi liderada pelo governador Jorginho Mello, que ressaltou o papel estratégico da aproximação com o mercado argentino.

“Viemos a Buenos Aires para mostrar as potencialidades de Santa Catarina e abrir portas para novos negócios em diversos setores, especialmente o moveleiro”, afirmou o governador.


Exportações crescem mais de 25% em 2024

Os números confirmam o bom momento da balança comercial entre Santa Catarina e a Argentina. As vendas ao país vizinho cresceram 25,2% nos dez primeiros meses de 2024, em relação ao mesmo período do ano anterior. Apenas em outubro, o aumento foi de 8,4%, evidenciando o fortalecimento das relações econômicas.

Parceria estratégica além do turismo

O secretário de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de SC, Paulinho Bornhausen, destacou que a relação entre os dois mercados vai muito além do turismo.

“O evento reuniu um grande número de empresários argentinos e brasileiros. Santa Catarina está de portas abertas para a Argentina, incentivando novos investimentos e parcerias comerciais”, disse Bornhausen.


Indústria diversificada impulsiona oportunidades

Para o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, a aproximação ocorre em um momento propício, diante da recuperação econômica argentina.

“A Argentina é uma parceira natural de Santa Catarina. Nosso estado tem uma indústria diversificada e competitiva, e a presença do governador reforça a credibilidade do setor produtivo catarinense”, destacou.

Seleme ainda acrescentou que o objetivo é mudar a percepção sobre o estado no mercado argentino.

“Queremos que o argentino veja Santa Catarina não só como destino turístico, mas também como um ambiente de negócios e investimentos”, concluiu.


Delegação empresarial catarinense

A comitiva de Santa Catarina contou com 23 empresários de diferentes segmentos, reforçando o interesse do estado em ampliar a presença de produtos catarinenses no mercado internacional e estreitar os laços econômicos com a Argentina.

Fonte: Governo de Santa Catarina / Fiesc
TEXTO: Redação

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Exportação

Exportações de Santa Catarina para a Argentina avançam 25,2% com retomada da economia argentina

As exportações de Santa Catarina para a Argentina registraram um salto de 25,2% entre janeiro e outubro deste ano, somando US$ 746 milhões. O resultado reflete a recuperação econômica argentina e o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países. No mesmo período, as vendas do Brasil para a Argentina atingiram US$ 15,85 bilhões, alta de 41,4%, enquanto as exportações totais brasileiras cresceram 9,1%, segundo dados da FIESC.

Indústrias catarinenses buscam novos negócios em Buenos Aires

Acompanhando esse movimento positivo, cerca de 20 indústrias do setor moveleiro de Santa Catarina participam, nos dias 10 e 11 de novembro, do Encontro de Negócios SC-Argentina, promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) na Embaixada do Brasil em Buenos Aires.

O evento reúne o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Glintenick Bitelli, o governador Jorginho Mello, o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, e representantes da indústria argentina. A agenda inclui apresentações institucionais e rodadas de negócios entre empresas catarinenses e potenciais compradores argentinos.

Argentina dá sinais de recuperação econômica

“O momento é extremamente favorável para ampliarmos as parcerias comerciais, já que a Argentina demonstra sinais de crescimento econômico”, afirmou Seleme. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), após dois anos de retração, o PIB argentino deve crescer 4,5% em 2025, impulsionado pela queda da inflação e pela recuperação do poder de compra da população.

Bruno Pauli, do Grupo 4B, um dos empresários participantes da missão, destacou o potencial de consumo dos argentinos. “Quando vêm a Santa Catarina como turistas, eles investem, compram imóveis e movimentam a economia. Agora, queremos levar nossos produtos até eles e fortalecer os laços comerciais”, afirmou.

Vantagens logísticas reforçam competitividade catarinense

A proximidade geográfica e a estrutura logística de Santa Catarina também favorecem o comércio com o país vizinho. O porto seco de Dionísio Cerqueira, no extremo oeste catarinense, é hoje a aduana com melhor infraestrutura da fronteira com a Argentina, com 23 mil caminhões registrados em 2024.

“Santa Catarina tem uma posição estratégica no Mercosul, mantém relações comerciais e culturais com a Argentina e oferece produtos reconhecidos pela qualidade brasileira”, reforçou o presidente da FIESC.

As rodadas de negócios entre as indústrias catarinenses e os compradores argentinos acontecem na terça-feira, 11 de novembro, encerrando o evento com foco na expansão das exportações do estado.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Visit Buenos Aires

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Exportação

Exportações de Santa Catarina crescem 5,2% em outubro e atingem recorde histórico

As exportações de Santa Catarina registraram um crescimento de 5,2% em outubro, alcançando US$ 1,1 bilhão — o maior valor já obtido pelo estado nesse mês desde o início da série histórica, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira (6). Em comparação com o mesmo período de 2024, quando o total foi de US$ 1,04 bilhão, o resultado confirma a expansão consistente das vendas externas catarinenses tanto na análise mensal quanto anual.

Agronegócio lidera exportações catarinenses

Mais uma vez, o agronegócio foi o principal motor do desempenho positivo. As carnes de aves (US$ 188,7 milhões) e a carne suína (US$ 162,1 milhões) lideraram a pauta exportadora, seguidas pela soja (US$ 87,9 milhões). Entre os produtos industriais, destacam-se os geradores elétricos (US$ 63,4 milhões) e os motores de pistão e suas partes (US$ 37,5 milhões), completando o top 5 das exportações do estado.

Para o governador Jorginho Mello, o resultado reflete o reconhecimento internacional da qualidade da produção catarinense. “Santa Catarina leva produtos competitivos e certificados para mais de 200 destinos no mundo. Nossa força produtiva e excelência abrem novos mercados e consolidam a presença do estado no comércio global”, afirmou.

Estado mantém alta de 5,1% no acumulado do ano

O bom desempenho de outubro ajudou a manter o ritmo de crescimento no acumulado do ano. Entre janeiro e outubro de 2025, as exportações catarinenses somaram US$ 10,1 bilhões, um avanço de 5,1% em relação ao mesmo período de 2024, quando o valor foi de US$ 9,6 bilhões. O aumento representa US$ 492 milhões a mais em receitas para o estado.

De acordo com o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, o resultado é reflexo de um ambiente de negócios favorável. “Santa Catarina vive um momento econômico forte, sustentado por um povo trabalhador e por um governo que simplifica processos e estimula quem produz”, destacou.

As carnes de aves (US$ 1,69 bilhão) e a carne suína (US$ 1,46 bilhão) continuam liderando as vendas no acumulado, representando quase 30% das exportações totais. Na sequência aparecem os geradores elétricos (US$ 539,7 milhões), a soja (US$ 535,5 milhões) e a madeira parcialmente trabalhada (US$ 384,9 milhões).

Exportações alcançam mais de 200 destinos globais

Segundo o MDIC, os produtos de Santa Catarina chegam atualmente a mais de 200 mercados internacionais. Os Estados Unidos seguem como principal destino, com US$ 1,28 bilhão em compras, embora o valor represente uma queda de 9,3% em relação a 2024. Em segundo lugar aparece a China, com US$ 1 bilhão, também com variação negativa de 8,4%.

Por outro lado, as vendas para outros países da América Latina cresceram e compensaram as retrações nos dois maiores parceiros. A Argentina registrou alta de 25%, com US$ 746 milhões em importações, seguida por México (US$ 654,5 milhões, +0,46%), Japão (US$ 579 milhões, +10%), Chile (US$ 525,2 milhões, +36,2%) e Paraguai (US$ 368,3 milhões, +3%).

O desempenho reforça a diversificação dos mercados catarinenses e consolida o estado como um dos principais exportadores do país, com forte presença no agronegócio e na indústria de transformação.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: SCPAR/Divulgação

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Industria

Indústria catarinense busca ampliar exportações em missão empresarial na Argentina

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) lidera, nos dias 10 e 11 de novembro, uma missão empresarial à Argentina com foco em fortalecer o comércio exterior e abrir novas oportunidades de exportação. O evento, realizado em Buenos Aires, reunirá 23 indústrias catarinenses no Encontro de Negócios BR/SC, sendo 10 delas micro e pequenas empresas apoiadas pelo SEBRAE/SC.

Expansão do setor moveleiro e novos mercados

De acordo com o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a iniciativa busca consolidar a imagem da indústria catarinense e ampliar a presença de produtos do setor moveleiro no mercado argentino.

“É um esforço concreto para fomentar novos mercados e diversificar os destinos das nossas exportações”, destacou Seleme.

A missão tem como meta gerar novos negócios internacionais, fortalecendo as relações entre empresas de Santa Catarina e compradores argentinos.

Encontros institucionais e rodada de negócios

A programação inclui uma agenda institucional com a presença do Embaixador do Brasil na Argentina, Julio Glintenick Bitelli, e de representantes da União Industrial Argentina (UIA) e da Confederação Argentina da Média Empresa (CAME).
Durante o encontro, o governador Jorginho Mello apresentará os diferenciais competitivos de Santa Catarina, a convite da FIESC.

O evento também contará com uma rodada de negócios, que busca aproximar empresários catarinenses de potenciais clientes e parceiros argentinos. As reuniões estão sendo organizadas de acordo com o perfil e os objetivos de cada indústria exportadora, com foco em intensificar as relações comerciais bilaterais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Turismo de Buenos Aires

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Inovação

Imersão da FIESC impulsiona setor moveleiro de Santa Catarina com foco em design e inovação

Diante dos desafios impostos pelas barreiras comerciais internacionais, o polo moveleiro de São Bento do Sul recebeu, nos dias 21 e 22 de outubro, a primeira Imersão da Academia FIESC de Negócios, iniciativa voltada a fortalecer a competitividade das indústrias de móveis de Santa Catarina.

O encontro, realizado na sede do Sindicato das Indústrias Moveleiras (Sindusmobil), reuniu dez empresas de São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho. A proposta foi transformar as dificuldades econômicas em oportunidades de inovação, reposicionamento e abertura de novos mercados.

“É uma oportunidade ímpar de repensar os negócios e buscar novas perspectivas de desenvolvimento”, destacou Arnaldo Huebl, vice-presidente da FIESC para o Planalto Norte, na abertura do evento.

Design e valor de marca como diferenciais competitivos

A imersão contou com a curadoria do designer Célio Teodorico, da Studio 566 Design, que conduziu uma jornada de conhecimento sobre design, valor de marca e diferenciação de produto. Especialistas do Observatório FIESC também apresentaram análises sobre o cenário internacional do setor moveleiro.

Para Djoni Kurowsky, diretor da Móveis Paulo, o caminho para o crescimento está na criação de produtos únicos.

“Precisamos oferecer diferenciais e adaptar o design brasileiro às preferências dos mercados-alvo. Essa iniciativa abre horizontes para novos nichos de atuação”, afirmou.

Segundo dados da ApexBrasil, empresas que investem em design aumentam em até 25% o valor percebido de seus produtos e ampliam em 20% suas exportações.

“A imersão nos ajudou a desenvolver produtos com design mais assertivo, voltados aos mercados interno e externo”, explicou Leila Tenfen Vantowsky, diretora da Móveis Caftor, de Rio Negrinho.

Celiane Grossl Minikovski, da Gromóveis, de Campo Alegre, destacou o impacto direto nas estratégias digitais. “O projeto tem contribuído para ajustar nossos produtos à exportação e ampliar a presença no mercado nacional”, afirmou.

Planejamento estratégico e acompanhamento individual

A estratégia da Academia FIESC de Negócios vai além da capacitação. Antes da imersão, cada empresa passou por um diagnóstico detalhado de seus desafios e oportunidades. A próxima etapa prevê visitas presenciais às indústrias, elaboração de briefings de novos produtos e prototipagem física de até três projetos por empresa.

O programa ainda inclui estudos de mercado, apoio técnico especializado e plano de desenvolvimento estratégico individual. Participaram da imersão as empresas Ativa Indústria de Móveis, Inter Link do Brasil, Móveis Grossl, Móveis Paulo, Móveis Serraltense, Móveis Weihermann, Gromóveis, Herli Móveis, Móveis Caftor e Móveis Quater.

São Bento do Sul reforça liderança como polo exportador de móveis

O polo moveleiro de São Bento do Sul, que também engloba Campo Alegre e Rio Negrinho, foi o primeiro a receber a iniciativa por ser o maior exportador de móveis do Brasil — e também um dos mais afetados pelo tarifaço americano.

De acordo com o Observatório FIESC, entre janeiro e setembro de 2025, as indústrias da região exportaram US$ 63,5 milhões, sendo 50,11% destinados aos Estados Unidos. O polo reúne 398 empresas — 312 do setor moveleiro e 86 da indústria madeireira — e emprega mais de 8 mil trabalhadores.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGENS: Julio Gomes

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Industria

Produção industrial catarinense avança 4,8% no ano até maio

Desempenho é o terceiro melhor do país, mas mostra redução do ritmo da atividade industrial; produtos de metal, móveis e máquinas e equipamentos puxam resultado

A produção industrial de SC cresceu 4,8% de janeiro a maio, de acordo com o IBGE. O resultado coloca a atividade industrial catarinense na terceira posição entre os locais pesquisados no período. Dados compilados pelo Observatório FIESC apontam que os setores que mais impactaram o desempenho no período foram fabricação de produtos de metal, com avanço de 19,3%; fabricação de móveis, com incremento de 10,3% e máquinas e equipamentos, com alta de 8,8% no acumulado do ano até maio, na comparação com igual período do ano passado.

O economista Marcelo de Albuquerque, do Observatório FIESC, avalia que a atividade industrial já vem mostrando uma limitação ao crescimento, diante de uma política monetária mais restritiva. “A alta taxa de juros, aliada à pressão inflacionária e ao cenário externo instável – com compradores internacionais em compasso de espera em alguns segmentos – têm influenciado a produção industrial”, afirmou.

Albuquerque explica que a diversidade industrial de Santa Catarina é um fator positivo. “Enquanto algumas cadeias produtivas como a de bens de capital já mostram sinais de desaceleração como resultado do ciclo de elevação da Taxa Selic, outras ainda se beneficiam de exportações em alta”, explica. O setor de madeira e móveis, por exemplo, apresentou incremento de 2,5% nas vendas ao exterior no primeiro semestre de 2025 em comparação com igual período de 2024.

Considerando o desempenho do mês de maio, a indústria de Santa Catarina recuou 0,2% frente a abril, número menos intenso do que a média do país, que foi de queda de 0,5% no período. Dados do IBGE apontam que, dos 15 locais pesquisados, nove apresentaram recuos na análise mensal.

Fonte: FIESC

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Industria

Indústria catarinense cresce mais que o dobro da média nacional

Setor de serviços também aumentou mais que a média do país. Bom desempenho segue em linha com o momento positivo da economia catarinense, que avança como destaque nacional – Foto: Roberto Zacarias/SecomGOVSC

Os setores econômicos da indústria e dos serviços de Santa Catarina seguem crescendo acima da média nacional, conforme apontam pesquisas do IBGE divulgadas nesta sexta-feira, 11. O bom desempenho segue em linha com o momento positivo da economia catarinense, que avança como destaque entre todos os estados brasileiros e garante índices positivos de geração de emprego e renda. 

Enquanto a média industrial brasileira ficou em 1,8% entre janeiro e maio, o crescimento catarinense foi bem superior,  de 4,8% no mesmo período. Já no setor de serviços, o Brasil avançou 2,5% nos primeiros cinco meses de 2025, enquanto Santa Catarina registra elevação de 5%. As vendas do comércio também superaram a média nacional.

Conforme o governador Jorginho Mello, a diversidade econômica de Santa Catarina e o apoio do Governo do Estado têm sido fatores importantes para o desempenho positivo. “O governo tem feito o dever de casa. Garantimos mais investimentos em infraestrutura e energia, além de estimular o empreendedorismo, tirando da frente a burocracia. Isso tudo dá resultado”, destaca. 

Indústria catarinense é a terceira que mais cresce no Brasil

O percentual de 4,8% entre janeiro e maio coloca Santa Catarina na terceira posição do ranking nacional. O estado só fica atrás do Pará, com 9,6%, e do Paraná, com 5,7%. “O setor industrial é um orgulho para Santa Catarina, pois produz com qualidade, inovação e competitividade. Nossa produção é reconhecida tanto no Brasil quanto internacionalmente, o que garante um crescimento robusto e consolidado”, diz o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviço, Silvio Dreveck. 

Conforme o IBGE, todos os 14 segmentos industriais avaliados em Santa Catarina registraram alta em 2025. Os destaques são a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (19,3%), fabricação de móveis (10,3%), bem como fabricação de produtos de minerais não metálicos (9,4%). Segmentos importantes como a fabricação de produtos têxteis (4,7%), fabricação de produtos alimentícios (4,3%) e fabricação de produtos de madeira (2,9%) também tiveram avanço.

Setor de serviços cresce puxado pelo consumo das famílias

Entre janeiro e maio de 2025, o setor de serviços de Santa Catarina acumula elevação de 5%. O percentual é o dobro da média nacional, de 2,5%, e o sexto maior do ranking nacional. Os dados divulgados pelo IBGE apontam que o crescimento catarinense está associado ao avanço do consumo das famílias.

“O avanço no setor de serviços, principalmente os serviços prestados às famílias, mostra que o catarinense está mais disposto a consumir. Isso é reflexo direto da forte geração de emprego e renda, que garante trabalho e salário para o cidadão. Além disso, o bom momento do segmento de transportes mostra o aquecimento da atividade econômica “, acrescenta o secretário Silvio Dreveck.  

Entre os segmentos avaliados em Santa Catarina, o maior avanço no período foi dos serviços prestados às famílias (10,9%), seguido dos transportes (7,1%). Os serviços de informação e comunicação (4,3%) e outros serviços (0,4%) também avançaram no período. Os serviços profissionais, administrativos e complementares oscilaram negativamente em -1,5%.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Comércio Exterior, Economia, Industria, Informação, Mercado Internacional

FIESC projeta crescimento tímido para a indústria de SC em 2025

Juros mais altos e crescimento mais lento da renda das famílias contribuem para a expectativa; incertezas no cenário externo por fator Trump colaboram

 A indústria catarinense deve esperar um cenário econômico desafiador em 2025, com crescimento modesto de 1,73%. A expectativa da Federação das Indústrias de SC (FIESC) considera que os fatores que impulsionaram o crescimento de mais de 7% em 2024 terão peso diferente este ano. A análise consta do Boletim de Conjuntura divulgado nesta segunda-feira (3) pela entidade.

Para o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, a alta dos juros e a alta do dólar tiveram um efeito negativo sobre a expectativa dos industriais. “O índice de confiança do empresário industrial já vem mostrando um maior pessimismo em relação à economia, especialmente porque não se enxerga solução de curto prazo para os motivos que levaram ao aumento da taxa básica de juros. O empresário não acredita na disposição do governo federal para reduzir gastos”, explica.

Entre os principais fatores para a desaceleração da economia de SC estão o impacto do aumento dos juros em setores que dependem do crédito. O economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, explica que segmentos como o de bens de capital devem observar uma menor demanda. “Além disso, o saldo de crédito à pessoa física para a aquisição de bens será fortemente afetado pela Selic – projetada a 15% a partir da metade de 2025 -, o que deve levar a um resultado negativo a partir de junho”, afirmou.

Aliado ao fator crédito, o crescimento mais moderado da renda familiar também impacta o desempenho da indústria em 2025. “Juros altos e o aumento do endividamento das famílias devem reduzir o consumo, o que afeta setores como os de automóveis, de eletrodomésticos e têxtil e de confecções”, analisa Bittencourt.

Aguiar destaca que a resiliência da indústria de Santa Catarina será colocada à prova e será necessário fazer ajustes em face às novas condições de crescimento.

No cenário externo, as incertezas sobre os efeitos das políticas tarifárias já anunciadas ou prometidas pelo presidente norte-americano Donald Trump também preocupam. “Muitas medidas a serem tomadas pelos EUA ainda são desconhecidas, e a extensão delas e seus reais efeitos sobre as exportações catarinenses ainda são imprevisíveis”, explica o economista. Os Estados Unidos são o principal destino das exportações de SC, e o segundo maior parceiro comercial do estado.

Impacto atenuado

Setores como agroindústria e construção civil serão fundamentais para minimizar os impactos de uma economia em desaceleração, na avaliação de Bittencourt. Um dos fatores que justifica a análise é que ambos os segmentos geram efeito encadeamento, ou seja, movimentam outros setores.

Um exemplo é a construção civil, que impulsiona a indústria cerâmica, de plásticos, de metais e de madeira, por exemplo. “A construção civil deve ajudar a minimizar a desaceleração, pois o ciclo de obras iniciado em 2024 vai continuar precisando de matérias primas em 2025”, destaca o economista.

Já a agroindústria deve se beneficiar do aumento da produção agrícola, estimada em 8%. Os reflexos esperados são de crescimento da indústria de proteína animal, especialmente na de carnes de aves e de suínos. A atividade destes dois setores movimenta ramos como o de plásticos e papel (embalagens) e o de metalurgia.

Bittencourt reforça, no entanto, que mudanças na política fiscal brasileira e na política tarifária norte-americana podem alterar este cenário.

FONTE: FIESC
FIESC projeta crescimento tímido para a indústria de SC em 2025 | FIESC

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