Indústria

Conflito no Irã acende alerta para indústria catarinense

O atual conflito no Irã gera preocupação para a indústria de Santa Catarina, impactando não apenas oportunidades de expansão, mas também a logística de embarque de insumos estratégicos.

Riscos para mercados e logística

A instabilidade no Oriente Médio dificulta a abertura de novos mercados internacionais e aumenta a complexidade do transporte de matérias-primas essenciais, com possíveis atrasos e aumento de custos nas rotas comerciais.

Oportunidades de aproximação regional

Ao mesmo tempo, crises globais podem incentivar o fortalecimento das relações comerciais com mercados mais próximos e previsíveis. Países do Mercosul surgem como alternativas estratégicas, promovendo maior segurança logística e consolidando cadeias de suprimentos regionais.

O cenário evidencia a necessidade de adaptação rápida das empresas catarinenses para minimizar riscos e aproveitar oportunidades em regiões geograficamente mais próximas.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marco Favero/SECOM

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Exportação

Queda do tarifaço dos EUA impulsiona exportações de Santa Catarina

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de derrubar o tarifaço dos EUA sobre produtos brasileiros trouxe novo fôlego aos exportadores de Santa Catarina. Desde a última terça-feira (24), mercadorias enviadas ao mercado norte-americano deixaram de sofrer a sobretaxa de 50% e passaram a ser tributadas em 10%.

A nova alíquota foi definida pelo presidente Donald Trump após a decisão judicial, com a possibilidade de ampliação para 15% para todos os países. Mesmo diante da incerteza, a redução representa alívio para empresas catarinenses que haviam perdido espaço ou absorvido parte do custo adicional para manter contratos com clientes nos Estados Unidos.

Impacto bilionário nas exportações brasileiras

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), com base em dados de 2024, estima que o fim do tarifaço pode gerar impacto positivo de US$ 21,6 bilhões por ano nas exportações brasileiras aos EUA.

O Brasil, segundo análise da Global Trade Alert, tende a ser o país mais beneficiado com a reversão das tarifas. Ainda assim, o ambiente de negócios segue marcado por cautela, especialmente diante da possibilidade de novas mudanças na política comercial norte-americana.

Fiesc vê avanço, mas alerta para insegurança

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) classificou como positiva a decisão da Suprema Corte, mas destacou preocupação com a reação da Casa Branca ao manter uma nova taxa.

Para o presidente da entidade, Gilberto Seleme, as mudanças frequentes elevam o nível de insegurança nas relações comerciais com os Estados Unidos. Já a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante, reforçou que a federação continuará apoiando a diversificação de mercados internacionais, estratégia considerada essencial para reduzir riscos.

Setores mais beneficiados em SC

Em Santa Catarina, o segmento de madeira e móveis deve ser o principal beneficiado com a redução tarifária. O cenário também melhora para a indústria metalmecânica, especialmente para empresas com forte presença no mercado externo, como:

  • WEG
  • Tupy
  • Nidec
  • Schulz

Além das grandes companhias, dezenas de empresas que exportam ou já exportaram aos EUA também devem sentir efeitos positivos. Entre os setores contemplados estão:

  • Revestimentos cerâmicos
  • Plásticos
  • Têxteis
  • Barcos de lazer
  • Gelatina
  • Pescados
  • Couros
  • Máquinas e equipamentos

Apesar do cenário mais favorável, a expectativa é de que as indústrias catarinenses mantenham postura prudente nas negociações com o mercado americano, ao menos até o fim do atual ciclo político nos Estados Unidos, previsto para janeiro de 2029.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave

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Exportação

Exportações de Santa Catarina recuam 3,7% em janeiro e somam US$ 815,4 milhões

As exportações de Santa Catarina totalizaram US$ 815,4 milhões em janeiro, registrando queda de 3,7% na comparação com o mesmo mês de 2025. O resultado foi impactado principalmente pela retração nas vendas para Estados Unidos, Argentina e China, que juntos responderam por uma redução de US$ 99,5 milhões no período.

Queda nas vendas para EUA, China e Argentina pressiona resultado

O desempenho negativo reflete a diminuição das exportações catarinenses para os Estados Unidos, que recuaram 43%, além da Argentina (-33,2%) e da China (-30,3%). Segundo o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, fatores externos seguem influenciando o comércio exterior do estado.

“Seguimos sentindo o impacto do tarifaço dos Estados Unidos nas exportações, enquanto as vendas para a China sofrem com a desaceleração da economia chinesa e políticas de substituição de importações por produção local”, afirma.

Japão lidera destinos e impulsiona carne suína

Na contramão das quedas, as exportações para o Japão avançaram 29,3% em janeiro, alcançando US$ 66,7 milhões. O país asiático foi o principal destino dos produtos catarinenses no mês, impulsionado principalmente pela comercialização de carne suína.

Carnes puxam pauta exportadora de SC

As carnes de aves lideraram a pauta de exportações de Santa Catarina, com vendas de US$ 217 milhões, alta de 22,4% em relação a janeiro do ano passado. Já as exportações de carne suína somaram US$ 130,6 milhões, crescimento de 6,3%.

De acordo com o Observatório FIESC, o aumento da renda em economias asiáticas importadoras de proteína animal do estado tem favorecido o consumo e sustentado a demanda por esses produtos.

Produtos industriais têm altas expressivas

Entre os destaques positivos, as exportações de transformadores elétricos cresceram 107,2%, enquanto as vendas de preparações e conservas de carnes e miudezas avançaram 88,2%, reforçando a diversificação da pauta exportadora catarinense.

Madeira, móveis e motores registram retração

Por outro lado, as exportações de motores elétricos caíram 16,7%, totalizando US$ 27,1 milhões, enquanto as vendas externas de partes de motor recuaram 20,8%, para US$ 23,8 milhões.

O setor de madeira e móveis também apresentou queda de 18,8%, influenciado pela redução das vendas para os Estados Unidos. Apesar do aumento das exportações para mercados como México, Emirados Árabes e Itália, o volume ainda não compensa a perda no mercado norte-americano. Apenas as exportações de madeira compensada recuaram 36,3% em janeiro.

Importações de SC caem 8% no mês

As importações de Santa Catarina totalizaram US$ 3 bilhões em janeiro, queda de 8% na comparação anual. Entre os cinco principais países de origem, apenas o Chile registrou crescimento, com alta de 61,3%, somando US$ 268,3 milhões, impulsionado pelo aumento das compras de cobre, que quase dobraram.

China segue líder, apesar da retração

A China, principal fornecedora do estado, registrou queda de 13% nas exportações para Santa Catarina, totalizando US$ 1,3 bilhão, o que representa US$ 198,8 milhões a menos que em janeiro de 2025.

As importações da Alemanha recuaram 2,5%, para US$ 142,8 milhões. Já as compras dos Estados Unidos caíram 27,9%, somando US$ 138,7 milhões, enquanto as importações da Argentina tiveram retração de 5,4%, para US$ 108,8 milhões.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: tawatchai07/Freepik

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Tecnologia

WEG anuncia nova fábrica automatizada de armazenamento de energia em Itajaí

A WEG vai expandir seu parque industrial em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, com a implantação de uma nova fábrica dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (Bess). O empreendimento será o mais moderno do Brasil nesse segmento e reforça a estratégia da multinacional catarinense voltada à transição energética e à descarbonização.

Investimento conta com apoio do BNDES e da Finep

Para tirar o projeto do papel, a companhia obteve R$ 280 milhões em financiamento por meio do programa BNDES Mais Inovação, aprovado em chamada pública voltada à transformação de minerais estratégicos para a transição energética. A operação foi estruturada em parceria com a Finep, agência pública de fomento à inovação no país.

Obras começam em breve e devem gerar novos empregos

As obras da nova planta industrial devem começar nos próximos meses, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2027. A entrada em operação da fábrica vai resultar na criação de cerca de 90 empregos diretos.

Com a nova unidade, a capacidade produtiva da WEG em sistemas Bess poderá chegar a 2 GWh por ano, volume equivalente à fabricação de aproximadamente 400 sistemas de 5 MWh.

Fábrica terá robôs e alto nível de automação

O projeto prevê um elevado grau de automação industrial, com linhas de montagem automáticas e semiautomáticas, além da utilização de robôs móveis autônomos para a logística interna. O complexo também contará com um laboratório de testes, desenvolvimento e qualificação, voltado à melhoria contínua de processos, controle de qualidade e aceleração de novas soluções tecnológicas.

Outro destaque da infraestrutura será a instalação de uma subestação de energia, que permitirá simular condições reais de operação dos sistemas.

Projeto fortalece segurança energética e posicionamento global

Segundo o presidente da WEG, Alberto Kuba, o investimento amplia o portfólio de soluções de alto valor agregado desenvolvidas no Brasil. “Com esse passo, a WEG contribui diretamente para o avanço da segurança energética e para a maior resiliência do sistema elétrico nacional”, afirma.

O executivo também ressalta que a iniciativa fortalece a presença da empresa no cenário internacional. “É um projeto alinhado à estratégia de posicionar a WEG e o Brasil de forma mais competitiva no contexto global da transição energética, reduzindo riscos e consolidando a atuação nacional em um mercado em expansão”, explica.

Sistemas Bess são essenciais para fontes renováveis

Os sistemas de armazenamento de energia em baterias têm papel fundamental na estabilidade das redes elétricas, especialmente diante do crescimento das fontes renováveis, como energia solar e energia eólica. Eles permitem armazenar eletricidade em períodos de menor consumo e liberá-la nos momentos de maior demanda, aumentando a confiabilidade do sistema e reduzindo o risco de falhas no fornecimento.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Economia

Economia de Santa Catarina cresce 4,9% até novembro de 2025, acima da média nacional

O Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina segue em expansão, superando a média brasileira. Entre janeiro e novembro de 2025, a economia catarinense registrou crescimento acumulado de 4,9%, enquanto o índice nacional ficou em 2,4%. Os dados constam do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC), elaborado pelo Banco Central, considerado uma prévia do PIB.

Serviços lideram crescimento no estado

Segundo análise do Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina, o setor de serviços apresentou o melhor desempenho no período, seguido pela indústria e pelo comércio. Apesar de certa desaceleração, a agropecuária, impulsionada por fortes exportações, manteve o resultado positivo da economia estadual.

“O ritmo de crescimento da economia catarinense já mostra sinais de desaceleração, como previsto. O aumento da taxa de juros para conter o consumo e reduzir a demanda teve efeito esperado, e a indústria do estado perde dinamismo”, comentou Gilberto Seleme, presidente da Fiesc.

Agronegócio sustenta resultados gerais

O agronegócio se destacou, compensando resultados mais modestos de indústria e serviços. Produtos de exportação como soja, milho e tabaco registraram crescimento expressivo, contribuindo para o desempenho agregado do estado.

“Os resultados positivos do IBCR catarinense não refletem uma expansão generalizada da economia, mas sim um crescimento concentrado em setores específicos”, explicou Arthur Calza, economista do Observatório Fiesc.

Setor de serviços em alta

Entre os segmentos de serviços, o destaque foi para serviços profissionais, administrativos e complementares, com alta de 7% até novembro de 2025. Outros setores também tiveram desempenho relevante: informação e comunicação cresceu 5,1%, e serviços prestados às famílias subiram 4,3%. O crescimento geral do setor de serviços foi de 3,7% no período.

Indústria mostra ritmo mais lento

A produção industrial catarinense avançou 3,4% no acumulado do ano até novembro, mas perdeu força em relação ao início de 2025. Entre os destaques estão a fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, que cresceu 12,3%, seguida de máquinas, aparelhos e materiais elétricos com 7,8%, e máquinas e equipamentos com 5,9%, beneficiados pela safra recorde de grãos.

Comércio varejista ampliado também cresce

O comércio varejista ampliado registrou aumento de 2,6% até novembro. Entre os segmentos que mais se destacaram estão outros artigos de uso pessoal e doméstico, com alta de 10,2%, supermercados e hipermercados com 7,3%, e materiais de construção, que avançaram 7,2%.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: : Guto Kuerten, NSC, BD

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Economia

Juros altos e tarifaço dos EUA pressionam indústria, comércio e serviços de SC, aponta IBGE

Dados do IBGE sobre indústria, comércio e serviços em Santa Catarina mostram que a economia do estado sentiu, em novembro de 2025, os efeitos combinados dos juros elevados no Brasil e do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos. As três pesquisas indicam retração na comparação anual, embora o desempenho acumulado de 2025 ainda permaneça acima da média nacional.

Indústria cai no mês, mas cresce no acumulado do ano

A produção industrial catarinense recuou 1,4% em novembro frente ao mesmo mês de 2024, resultado ligeiramente pior que o do Brasil, que registrou queda de 1,2%. No entanto, no acumulado de janeiro a novembro de 2025, a indústria de SC avançou 3,4%, enquanto a média nacional ficou em 0,6%.

Os segmentos que mais pressionaram negativamente o resultado mensal foram produtos de madeira (-16,8%), móveis (-14,1%) e metalurgia (-15,8%), setores diretamente impactados pelo tarifaço norte-americano e pelo custo do crédito.
Na outra ponta, tiveram desempenho positivo minerais não metálicos (9,4%), produtos químicos (6,7%) e alimentos (3,8%).

Serviços registram primeira queda do ano

O setor de serviços teve em novembro a primeira retração de 2025 na comparação anual, com queda de 0,2%, enquanto o Brasil apresentou crescimento de 2,5%. Mesmo assim, no acumulado do ano, Santa Catarina avançou 3,7%, acima do resultado nacional, de 2,7%.

Entre os destaques positivos estão serviços profissionais, administrativos e complementares, com alta de 13,6%, e informação e comunicação, que cresceu 5,1%. Já serviços prestados às famílias (-5,7%), transportes (-5,6%) e outros serviços (-6,8%) apresentaram retração.

Comércio mantém crescimento acima da média nacional

O comércio ampliado, que engloba atacado, veículos e materiais de construção, cresceu 1% em novembro frente ao mesmo período do ano anterior. No Brasil, o indicador caiu 0,3%. No acumulado de 2025, Santa Catarina registra alta de 2,6%, enquanto o país teve leve retração de 0,2%.

As principais quedas no mês vieram de veículos e autopeças (-4,1%) e do atacado de alimentos, bebidas e fumo (-5,3%). As vendas de materiais de construção avançaram 2%, mas com crescimento considerado moderado.

No varejo restrito, os maiores avanços foram observados em materiais de escritório (36,5%), produtos farmacêuticos (8,3%) e hipermercados e supermercados (6,6%).

Pressão deve continuar nos próximos meses

Os indicadores reforçam que os juros em torno de 15% e o tarifaço dos Estados Unidos seguem impactando a atividade econômica catarinense. A expectativa é de que esse cenário continue influenciando os resultados setoriais nos próximos meses.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC Total

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Comércio Internacional

FIESC aponta acordo Mercosul-União Europeia como avanço estratégico para a indústria

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) avalia como um avanço estratégico a assinatura do Acordo Interino de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia, formalizada neste sábado (17). Para a entidade, o acordo fortalece a inserção internacional do Brasil em um dos maiores mercados consumidores do mundo, com impacto positivo direto sobre a indústria catarinense.

Negociado ao longo de mais de 26 anos, o acordo envolve um universo de 720 milhões de consumidores, ampliando o potencial de acesso a mercados para produtos e serviços brasileiros.

União Europeia lidera destino das exportações catarinenses

Levantamento da FIESC mostra que, em 2025, a União Europeia superou a China e se tornou o principal destino das exportações de Santa Catarina. Em 2024, as vendas do estado ao bloco europeu somaram US$ 1,35 bilhão, alta de 10,66% em relação ao ano anterior, representando 11,1% das exportações catarinenses.

Diversificação reduz riscos comerciais

Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a assinatura ocorre em um momento oportuno, marcado por tensões geopolíticas e reconfiguração das cadeias globais de produção. Segundo ele, acordos comerciais desse porte contribuem para diversificar destinos de exportação e reduzir a exposição a mudanças abruptas no cenário internacional.

Seleme cita como exemplo impactos recentes de medidas protecionistas, como o tarifaço norte-americano, que reforçam a necessidade de ampliar parcerias comerciais.

Santa Catarina ganha protagonismo estratégico

Na avaliação da FIESC, o acordo tende a ampliar as parcerias econômicas e tecnológicas com o bloco europeu. Santa Catarina é apontada como um hub logístico e produtivo, com destaque para a infraestrutura portuária, o setor de serviços, o turismo e a integração física proporcionada pela localização geográfica.

Além do comércio, o entendimento pode estimular intercâmbio tecnológico e alianças estratégicas em setores industriais relevantes.

Acordo vai além do comércio

O Acordo de Parceria União Europeia-Mercosul é considerado o mais moderno já negociado pelo bloco sul-americano. O texto completo abrange áreas como defesa, tecnologia, direitos humanos, relações do trabalho, sustentabilidade e mudanças climáticas.

Diante da complexidade para aprovação integral, a União Europeia optou por priorizar a parte comercial, resultando no chamado Acordo Interino de Comércio.

Próximos passos para ratificação

Após a assinatura, o acordo interino seguirá para ratificação no Parlamento Europeu, por maioria simples. Nos países do Mercosul, o texto será submetido aos respectivos Congressos nacionais antes da aprovação final pelo Poder Executivo. Posteriormente, o acordo será incorporado ao Acordo de Parceria Mercosul-UE (EMPA), quando este for aprovado.

Impacto econômico e geração de empregos

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que, em 2024, a cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil para a União Europeia, foram gerados 21,8 mil empregos, além da movimentação de R$ 441,7 milhões em massa salarial e R$ 3,2 bilhões em produção no país.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: FIESC

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Indústria

Produção industrial de Santa Catarina cresce 3,4% em 2025 e supera média nacional

A produção industrial de Santa Catarina acumulou alta de 3,4% em 2025 até novembro, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado colocou o estado na terceira posição nacional entre os maiores crescimentos da atividade industrial, segundo dados do Observatório FIESC.

O desempenho catarinense ficou bem acima da média brasileira, que avançou 0,6% no período, conforme levantamento do IBGE.

Diversidade industrial sustenta crescimento
Para o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, os números refletem a capacidade de adaptação do setor produtivo estadual.

Mesmo diante de desafios como o impacto do tarifaço internacional e a desaceleração das exportações para a China, a indústria local conseguiu ampliar a produção. Segundo ele, a diversidade de segmentos industriais foi decisiva para sustentar o crescimento.

Produtos de metal lideram expansão
Entre os setores industriais, o maior avanço no acumulado do ano foi registrado na fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com crescimento de 12,3%.

De acordo com o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, o desempenho está diretamente ligado ao bom momento da construção civil, tanto de edifícios residenciais quanto de obras de infraestrutura em Santa Catarina.

Máquinas e materiais elétricos ganham força
O segundo maior crescimento veio da fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que avançou 7,8% até novembro.

Segundo Bittencourt, o resultado foi impulsionado pela expansão das exportações industriais, com a abertura de novos mercados e a realocação de vendas antes concentradas nos Estados Unidos para destinos como Argentina, Chile e União Europeia. O programa de depreciação acelerada também contribuiu para o desempenho do setor.

Agronegócio impulsiona máquinas e equipamentos
A fabricação de máquinas e equipamentos registrou alta de 5,9% no período, beneficiada pelo bom momento do agronegócio, que teve safra recorde em 2025.

A produção de equipamentos agrícolas tem peso relevante na indústria catarinense e gerou efeitos positivos em cadeia. Assim como em outros segmentos, os incentivos fiscais ligados à depreciação acelerada ajudaram a estimular investimentos.

Incentivos reduziram impacto dos juros
Bittencourt destaca que programas de incentivo, como a depreciação acelerada e linhas de crédito com taxas mais atrativas, ajudaram a amenizar os efeitos da taxa Selic em 10% ao ano. O nível elevado de consumo das famílias também foi um fator favorável ao desempenho industrial ao longo do ano.

Produção industrial recua em novembro
Na análise mensal, porém, o cenário é menos favorável. Em novembro de 2025, na comparação com o mesmo mês de 2024, a produção industrial de SC recuou 1,4%, queda superior à média nacional, que foi de 1,2%.

O resultado reflete um ambiente econômico mais restritivo no curto prazo.

Bens não duráveis seguem em alta
Apesar da retração mensal, os bens de consumo não duráveis, como alimentos e embalagens, mantiveram crescimento.

Segundo a economista Tainara Venâncio de Souza, do Observatório FIESC, o desempenho foi sustentado pela renda das famílias e por efeitos residuais da recomposição do poder de compra ao longo do ano.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Indústria

Mesorregião Oeste de Santa Catarina concentra polos industriais com forte presença internacional

A mesorregião Oeste de Santa Catarina abriga dois polos industriais com expressiva inserção internacional: alimentos e bebidas e madeira e móveis. Juntos, esses segmentos responderam pela maior parte das exportações regionais em 2024, que somaram US$ 1,45 bilhão.

Do total exportado, US$ 638 milhões tiveram origem no polo de alimentos e bebidas, enquanto a indústria de madeira e móveis contribuiu com US$ 385,9 milhões. Os dados fazem parte de um levantamento do Observatório Nacional da Indústria, realizado pelo Observatório FIESC, que identificou as principais concentrações produtivas estratégicas do país.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o desempenho internacional desses setores confirma a relevância econômica do Oeste catarinense. “São cadeias produtivas consolidadas, com alta capacidade exportadora, forte geração de empregos e integração competitiva aos mercados globais”, afirma.

Indústria regional gera empregos e movimenta a economia

A mesorregião Oeste reúne 11,4 mil indústrias, inseridas em um universo de 50,2 mil estabelecimentos, e concentra 190,9 mil trabalhadores industriais, de um total de 437,3 mil empregos formais.

Chapecó lidera em número de trabalhadores na indústria, com 38,39 mil empregados, seguida por Caçador (13,9 mil) e Concórdia (11,7 mil). O município também ocupa a primeira posição em número de estabelecimentos industriais, com 2,4 mil indústrias, à frente de Concórdia (662) e Caçador (460).

Polo de alimentos e bebidas lidera exportações

O polo internacional de alimentos e bebidas é o maior da região em valor exportado. O segmento reúne 1.023 estabelecimentos e emprega 85,3 mil trabalhadores. Em 2024, os principais produtos exportados foram carne suína, com US$ 367 milhões, carnes de aves (US$ 129,4 milhões) e outras preparações de carnes (US$ 74,4 milhões).

Os principais destinos das exportações foram Chile (US$ 118 milhões), Filipinas (US$ 95,5 milhões) e Japão (US$ 79,6 milhões).

Entre as empresas de destaque está a Aurora Coop, que exporta para mais de 80 países. Em 2024, a cooperativa respondeu por 21,6% das exportações brasileiras de carne suína e por 8,4% das exportações de carne de frango. De acordo com o presidente da Aurora, Neivor Canton, a expansão internacional é prioridade estratégica. Em maio de 2025, a cooperativa inaugurou seu primeiro escritório comercial na China, com foco no mercado de carnes suína e de aves, e planeja ampliar a atuação para Hong Kong, Vietnã e outros países do sudeste asiático.

Outra grande exportadora é a BRF. A unidade de Chapecó é a maior produtora de perus de Santa Catarina e exporta peru, frango e empanados para mais de 50 países. As plantas de Concórdia e Herval d’Oeste exportam cortes suínos, enquanto a unidade de Videira atende também mercados do Oriente Médio.

Madeira e móveis ampliam presença no mercado externo

O polo de madeira e móveis da mesorregião Oeste reúne 1.263 estabelecimentos e emprega cerca de 21 mil trabalhadores. Em 2024, as exportações do segmento alcançaram US$ 385,9 milhões, impulsionadas principalmente por obras de carpintaria (US$ 146,5 milhões), móveis (US$ 83,3 milhões) e madeira em forma (US$ 54,9 milhões).

Os Estados Unidos foram o principal destino, com US$ 240,5 milhões, seguidos por Reino Unido (US$ 17,4 milhões) e França (US$ 15,9 milhões).

Seleme destaca que a indústria regional se diferencia pelo uso de tecnologia e por processos sustentáveis, com reaproveitamento integral da madeira. A proximidade com o setor florestal, segundo ele, reforça a competitividade do polo.

Entre as exportadoras de madeira estão Frameport, Guararapes (unidade de Caçador) e Adami. A Frameport se destaca na exportação de portas, especialmente para o mercado norte-americano. A Adami atende clientes em mais de 25 países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Europa, África, Israel e Arábia Saudita. Já a unidade da Guararapes em Caçador é a maior produtora de MDF das Américas, com três linhas de produção.

No setor moveleiro, ganham destaque empresas como a Móveis Henn, voltada a móveis populares; a Temasa, fornecedora de móveis de madeira maciça para marcas como a IKEA; e a Sollos, de Princesa, especializada em móveis de alto padrão e detentora de 120 prêmios de design, muitos assinados pelo designer Jader Almeida, reconhecido internacionalmente.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Plinio Bordin

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Indústria

Indústria do Sul de Santa Catarina amplia potencial de exportações com polos internacionais

A indústria do Sul de Santa Catarina reúne condições favoráveis para ampliar sua presença no mercado externo, apoiada em dois polos industriais com inserção internacional: o de cerâmica e o de produtos de madeira. Em 2024, o polo cerâmico somou US$ 105,9 milhões em exportações, enquanto o segmento madeireiro alcançou US$ 54,3 milhões em vendas ao exterior.

Os dados fazem parte de um levantamento do Observatório Nacional da Indústria, com estudo conduzido pelo Observatório FIESC, que identificou as principais concentrações produtivas estratégicas do país.

Base industrial diversificada fortalece a região

De acordo com o estudo, o Sul catarinense possui uma estrutura industrial ampla, com 40,3 mil empreendimentos, dos quais cerca de 10 mil são indústrias, representando aproximadamente 25% da atividade econômica regional.

O parque industrial é liderado por Criciúma, que concentra 1,74 mil indústrias, seguida por Tubarão (1,2 mil) e Araranguá (672).

Tradição produtiva impulsiona competitividade global

Para o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, o desempenho da região está ligado à sua trajetória histórica e à capacidade de adaptação produtiva.

“O Sul de Santa Catarina se desenvolveu a partir da cultura do carvão e construiu uma base industrial sólida. A região conseguiu transformar tradição em competitividade internacional, com destaque histórico para o setor cerâmico e crescimento consistente da indústria de produtos de madeira”, afirma.

Polo cerâmico lidera exportações do Sul catarinense

O polo cerâmico é o principal destaque da pauta exportadora regional. Somente a cerâmica não vitrificada respondeu por cerca de US$ 100 milhões em vendas externas em 2024. Os principais destinos foram Estados Unidos (US$ 26,7 milhões), Paraguai (US$ 17,6 milhões), Uruguai (US$ 10,6 milhões) e Argentina (US$ 9,1 milhões).

O setor reúne 631 empresas e emprega aproximadamente 11,5 mil trabalhadores.

Segundo o coordenador do estudo, Marcelo de Albuquerque, o polo cerâmico do Sul de SC está entre os mais consolidados do país, com empresas de referência como Eliane (Mohawk) e Angelgres.

“A região construiu um ecossistema completo, que envolve desde a extração de matéria-prima até processos industriais altamente automatizados e foco em design. Essa estrutura explica a presença sólida em mercados exigentes, como o norte-americano”, destaca.

Indústria de madeira avança no mercado internacional

O polo de produtos de madeira exportou US$ 54,3 milhões em 2024, com destaque para pallets, madeira em forma e artigos como molduras. O segmento de molduras está concentrado em Braço do Norte, com empresas como Moldurarte e Sul America.

Os Estados Unidos absorvem 39,3% das exportações do polo, seguidos por Chile e Colômbia. O setor emprega cerca de 4,5 mil pessoas, distribuídas em 540 empresas.

Indústria é motor de emprego na região

Além do desempenho exportador, o Sul catarinense se destaca na geração de empregos industriais. São 128,6 mil trabalhadores na indústria, de um total de 318,9 mil empregos formais na região.

Criciúma lidera como maior empregador industrial, com 24,9 mil postos de trabalho, seguida por Tubarão (12 mil) e Içara (10,3 mil), reforçando a importância do setor produtivo para o desenvolvimento regional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Anfacer/Divulgação

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