Industria

Produção industrial brasileira cresce 0,8% em agosto e interrompe quatro meses de queda

A produção industrial brasileira registrou alta de 0,8% em agosto, na comparação com julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O avanço, o primeiro após quatro meses sem crescimento, superou a expectativa do mercado, que projetava aumento de 0,3%.

Indústria volta ao campo positivo

De acordo com o IBGE, 16 dos 25 ramos industriais pesquisados tiveram expansão no período, com destaque para os segmentos de farmoquímicos e farmacêuticos (+13,4%), derivados do petróleo e biocombustíveis (+1,8%) e alimentos (+1,3%).

“O setor industrial volta a mostrar crescimento mais relevante. Ainda não recupera totalmente as perdas acumuladas, mas interrompe um ciclo de resultados predominantemente negativos desde abril”, afirmou André Macedo, gerente da pesquisa do IBGE.

Mesmo com o desempenho positivo, a produção industrial acumula queda de 1,2% em 2025.

Impacto do tarifaço dos EUA

O resultado também refletiu os efeitos do tarifaço imposto pelos Estados Unidos, que tem pressionado setores voltados à exportação. Segundo o IBGE, empresas de madeira (-8,6%), extrativas (-0,3%) e móveis (+0,1%) já relataram impactos diretos das sobretaxas implementadas pelo governo Donald Trump.

“Esses efeitos ainda são pontuais, mas aparecem com mais clareza nos ramos exportadores”, destacou Macedo.

Perspectivas para 2025

A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) avalia que, apesar da alta em agosto, o setor deve enfrentar um cenário desafiador nos próximos meses, marcado por juros elevados, incertezas externas e a continuidade das sobretaxas americanas. A entidade projeta crescimento de 0,9% da indústria em 2025.

Para a analista Camila Saito, da consultoria Tendências, alguns fatores domésticos podem ajudar a sustentar a demanda, como o mercado de trabalho aquecido, a menor pressão cambial, a retomada da atividade extrativa, a criação da faixa 4 do Minha Casa Minha Vida e a liberação de precatórios.

Essas medidas, segundo ela, tendem a beneficiar setores ligados ao consumo, como automóveis, eletrodomésticos de linha branca e materiais de construção. No entanto, Saito alerta que as condições gerais ainda limitam uma recuperação mais robusta: “As incertezas externas, os juros altos e as sobretaxas dos EUA devem restringir maiores avanços da produção”.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Rádio Pampa

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Comércio Exterior

Tarifaço de Trump atinge exportações brasileiras, mas impacto inicial é menor que o esperado

Dois meses após a entrada em vigor do tarifaço de Donald Trump, os efeitos sobre a economia brasileira se mostram menos devastadores do que se temia. Segundo levantamento da Amcham Brasil, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), apenas 44,6% das exportações nacionais foram diretamente atingidas pela alíquota máxima de 50%. Outros 29,5% enfrentam sobretaxas menores, enquanto 25,9% seguem livres de tarifas adicionais.

Commodities encontram saída, mas indústria sofre

O impacto mais forte recaiu sobre café, carne e açúcar, produtos que representam pilares da pauta exportadora nacional. No caso do café, as vendas para os Estados Unidos caíram 56% em setembro e devem ser zeradas nas próximas semanas. Países europeus, como Alemanha e Itália, passaram a absorver parte dessa produção.

Para Fabrizio Panzini, diretor de Políticas Públicas da Amcham, a capacidade de redirecionar commodities para outros mercados reduziu os prejuízos imediatos. Já Marcos Matos, diretor do Cecafé, alerta que a reorganização global está em curso: a Colômbia deve reforçar suas exportações aos EUA, enquanto o Brasil tende a concentrar esforços na Europa.

Fora do agronegócio, no entanto, a pressão é muito maior. Setores como madeira, móveis e máquinas enfrentam estoques parados, aumento de custos e até demissões em massa. Produtos regionais, como o mel do Nordeste, também sentem os efeitos.

Setores mais afetados pelas tarifas

Em 2024, 74,1% dos produtos brasileiros vendidos aos EUA sofreram algum tipo de sobretaxa. Entre eles:

  • Commodities agrícolas: sofreram primeiro uma tarifa de 10% e, depois, a sobretaxa de 40%, totalizando 50%;
  • Ferro fundido, aeronaves e suco de laranja: atingidos apenas pela tarifa inicial de 10%;
  • Medicamentos e pescados: incluídos no segundo pacote, com alíquota de 40%;
  • Aço, alumínio e cobre: taxados em 50% pela seção 232 da Lei de Expansão do Comércio dos EUA;
  • Automóveis e autopeças: sobretaxa de 25%.

Apesar disso, de janeiro a agosto, as exportações brasileiras aos EUA ainda registraram crescimento de 1,6% em relação a 2023. Porém, em agosto, a queda foi brusca: -18,5%.

Indústria de máquinas busca alternativas

Nos equipamentos e máquinas, setor que depende em 27% do mercado americano, empresas tentam reorganizar estratégias. Cristina Zanella, diretora da Abimaq, explica que há um esforço para realocar exportações para outros destinos. Algumas fábricas compensaram perdas com a demanda interna, mas outras sofrem com cancelamentos de contratos e dificuldade de crédito.

Pressão política e busca por isenções

Enquanto setores tentam se adaptar, cresce a pressão política em Brasília e em Washington. Indústrias como celulose e ferro-gusa já conseguiram isenções. O empresário Joesley Batista se reuniu com Trump em setembro para negociar a taxação da carne. Paralelamente, companhias transferem parte da produção para países vizinhos, como Paraguai e Colômbia, para escapar da tarifa de 50%.

O advogado tributarista Leonardo Briganti avalia que o prejuízo maior recai sobre os EUA. “A ideia de reindustrializar os Estados Unidos não aconteceu. Houve aumento de custos e pequenas empresas importadoras estão sofrendo”, afirma.

Demissões e estoques parados

Na indústria da madeira, os efeitos são dramáticos. A empresa paranaense Randa perdeu 30% do faturamento e demitiu 200 funcionários. Outros 600 estão em férias coletivas. “Estamos pagando armazéns para estocar mercadorias. É insustentável”, diz o CEO Guilherme Ranssolin.

A Engemasa, fabricante de peças de aço inox, reduziu 10% do quadro de funcionários e acumula produtos sem destino. Já a Fider Pescados, que exportava tilápia, reduziu as vendas aos EUA e buscou clientes no mercado interno e no Canadá para compensar.

Perspectivas

De acordo com a Amcham, o Brasil conseguiu amortecer os impactos iniciais do tarifaço graças à força do agronegócio. No entanto, se as sobretaxas persistirem, a pressão sobre a indústria pode resultar em maior desemprego e retração econômica.

O governo dos EUA estuda liberar um pacote de US$ 10 bilhões para socorrer seus produtores rurais, especialmente os de soja, enquanto no Brasil cresce a expectativa por medidas de apoio à indústria nacional.

FONTE: Agenda do Poder
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agenda do Poder

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Comércio Exterior

Alckmin vê avanço gradual na redução de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), tem transmitido otimismo em relação à retomada das negociações comerciais com os Estados Unidos. Segundo interlocutores, ele acredita que o governo de Donald Trump deve reduzir as tarifas de importação aplicadas ao Brasil de forma gradual, conforme os diálogos avancem.

No início de setembro, a Casa Branca retirou a tarifa de 10% sobre a celulose importada, medida que beneficiou diretamente a indústria brasileira. Somente em 2024, o Brasil exportou 2,8 milhões de toneladas do produto para os EUA, equivalente a 15% das vendas externas do setor. No mesmo período, também foi suspensa a tarifa de 10% sobre o ferroníquel.

Tensões e retomada do diálogo

As negociações sofreram uma ruptura em agosto, após Trump elevar para 50% as tarifas sobre produtos brasileiros, justificando a medida em carta enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O republicano afirmou que a decisão estava relacionada ao tratamento dado pelo governo brasileiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Desde então, os contatos diplomáticos foram retomados de forma cautelosa. Em setembro, Alckmin participou de reunião virtual com Jamieson Greer, chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA), responsável pelo comércio exterior norte-americano. O encontro coincidiu com a condenação de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Poucos dias depois, durante a Assembleia Geral da ONU, em Nova York, Lula e Trump tiveram um breve encontro nos bastidores. Segundo relatos, a reunião, ainda que rápida, foi considerada positiva por ambos os presidentes.

Agenda bilateral e próximos passos

Em 25 de setembro, Alckmin voltou a dialogar com autoridades norte-americanas em reunião por videoconferência com o secretário de Comércio, Howard Lutnick, reforçando a pauta sobre tarifas.

Enquanto o vice-presidente se concentra nos temas ligados ao comércio exterior, outras questões, como a Lei Magnitsky aplicada contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e a suspensão de vistos de autoridades brasileiras, seguem sob responsabilidade do Itamaraty e do Planalto. A estratégia do governo Lula é ampliar o escopo das negociações, incluindo a revisão dessas punições.

Jantar do PCdoB em Brasília

Na noite de 1º de outubro, Alckmin participou de um jantar organizado pelo PCdoB, em Brasília, para arrecadação de fundos. Em discurso breve, afirmou que, sem a eleição e atuação de Lula, o Brasil poderia estar sob uma ditadura.

O partido confirmou apoio à reeleição do petista em 2026 e definiu como prioridade eleger mais deputados para superar a cláusula de barreira — atualmente, a sigla conta com nove parlamentares.

O evento, realizado no Clube de Engenharia, contou ainda com a presença dos ministros Sidônio Palmeira (Secom) e Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), além do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), e parlamentares de diferentes legendas.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

Cabotagem no Brasil: BR do Mar impulsiona transporte hidroviário e reduz custos logísticos

Modal hidroviário ganha força com nova regulamentação.

O transporte por cabotagem, ainda subutilizado pelas empresas brasileiras, pode se tornar uma alternativa estratégica com a regulamentação do programa BR do Mar, oficializada em julho de 2025. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apenas 29% das indústrias utilizam esse modal atualmente. Entre as que ainda não aderiram, 20% demonstram interesse, desde que haja melhorias na infraestrutura e redução de custos operacionais.

Potencial logístico ainda pouco explorado

Apesar da extensa costa e rede fluvial do país, a cabotagem representa apenas 11% da matriz de transportes nacional, com forte concentração no setor de petróleo e derivados, que responde por 75% da movimentação. O estudo da CNI revela que 76% dos empresários que já utilizam o modal desconhecem o programa BR do Mar. Por outro lado, entre os que conhecem, 90% acreditam que a iniciativa pode trazer benefícios, principalmente na diminuição dos gastos logísticos.

O que é o BR do Mar?

Lançado em 2022, o BR do Mar tem como objetivo ampliar a oferta de embarcações e reduzir os custos logísticos no país. Com o Decreto nº 12.555/25, foram estabelecidas regras para que as Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs) possam afretar embarcações estrangeiras, conforme os critérios definidos pelo programa.

A cabotagem consiste no transporte de cargas entre portos do mesmo país, sem atravessar fronteiras internacionais. É uma alternativa ao transporte rodoviário, com vantagens como maior capacidade de carga, menor custo, segurança contra roubos e redução de impactos ambientais.

“O Brasil possui uma costa extensa, mas ainda explora pouco a navegação de cabotagem. Para a indústria, que movimenta grandes volumes, esse modal pode ser decisivo para aumentar a competitividade”, afirma Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI.

Desafios e oportunidades

A redução de custos é apontada como principal vantagem por 85% das empresas que já utilizam a cabotagem e por 70% das que ainda não aderiram. No entanto, infraestrutura portuária deficiente é vista como o maior obstáculo por quase 70% dos entrevistados.

Outros entraves incluem:

  • Incompatibilidade geográfica (45%)
  • Falta de rotas disponíveis (39%)
  • Tempo de trânsito elevado (15%)
  • Distância até os portos (15%)
  • Segurança do modal como diferencial (21%)

Os estados com maior interesse em ampliar o uso da cabotagem são Rio Grande do Sul (17%), Bahia (13%), Rio Grande do Norte (13%) e Santa Catarina (13%).

Cabotagem como vetor de competitividade e sustentabilidade

De acordo com Paula Bogossian, analista de infraestrutura da CNI, o uso mais amplo da cabotagem poderia reduzir em até 13% os custos logísticos do Brasil. “O país ainda depende excessivamente do transporte rodoviário para longas distâncias. Equilibrar a matriz de transportes é essencial para a competitividade”, afirma.

O estudo mostra que empresas que utilizam o modal percorrem em média 1.213 km, enquanto as que não o utilizam cobrem 862 km. O uso da cabotagem cresce conforme o porte da empresa: 7% das pequenas, 22% das médias e 44% das grandes já adotam o modal.

Apesar da regulamentação, ainda faltam definições sobre contratos de afretamento de longo prazo e critérios para o conceito de embarcação sustentável. A CNI defende que a agenda ambiental seja integrada ao crescimento da cabotagem.

“O modal já é seis vezes menos poluente que o transporte rodoviário. Precisamos de parâmetros equilibrados, que não inviabilizem o crescimento da indústria naval brasileira”, reforça Muniz.

A pesquisa da CNI ouviu 195 empresas de 29 setores industriais, abrangendo todas as regiões do país.

FONTE: Com informações da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
IMAGEM: Foto Divulgação

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Comércio Exterior

Novo Regime de Origem Brasil-Chile: entenda as mudanças para exportações

CNI lança cartilha para empresas sobre novas regras de exportação

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta terça-feira (30) uma cartilha sobre o Novo Regime de Origem Brasil-Chile, com o objetivo de orientar empresas e entidades setoriais sobre como ampliar oportunidades no mercado chileno. O material detalha as mudanças nas regras de exportação e explica como as empresas podem se adaptar às novas normas.

Para aprofundar o tema, a CNI realizará um webinar no dia 2 de outubro, às 11h, transmitido ao vivo pelo canal oficial da instituição no YouTube.

Principais alterações no regime de origem

O novo marco regulatório define quando um produto é considerado originário do Brasil ou do Chile, possibilitando o uso de preferências tarifárias previstas em acordos comerciais. Entre os pontos abordados na cartilha estão:

  • Funcionamento das regras de origem;
  • Limites de uso de insumos provenientes de terceiros países;
  • Modelos de prova e verificação de origem;
  • Atualizações alinhadas às práticas internacionais.

As mudanças buscam simplificar os cálculos, oferecer flexibilidade para setores estratégicos e adotar normas mais compatíveis com a logística atual.

Autocertificação e modelos híbridos

Entre as novidades do regime, destacam-se:

  • Simplificação e modernização das regras de origem;
  • Cálculos mais simples para insumos importados;
  • Maior flexibilidade nos percentuais de insumos de terceiros países: 40% (regra geral), 45% (alguns produtos) e 50% (setor automotivo);
  • Criação de modelo híbrido de prova de origem, permitindo autocertificação pelas empresas ou emissão por entidades habilitadas.

Comércio bilateral Brasil-Chile

Dados da CNI indicam que o comércio entre os dois países é concentrado na indústria de transformação. Nos últimos dez anos:

  • 69,8% das exportações brasileiras para o Chile foram de produtos industriais;
  • 64,8% das importações vindas do Chile também foram produtos da indústria;
  • Insumos industriais representaram 48,2% da corrente de comércio, enquanto bens de consumo duráveis e combustíveis corresponderam a 20,7% e 18,9%, respectivamente.

Segundo Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, a atualização das regras aumenta a previsibilidade e competitividade dos produtos brasileiros no mercado chileno, reforçando a integração econômica bilateral.

“O Brasil e o Chile firmaram um dos primeiros acordos comerciais do Mercosul, que resultou no primeiro acordo de livre comércio moderno para o Brasil. A modernização do regime de origem torna as regras mais simples, alinhadas às práticas internacionais e mais seguras para as empresas brasileiras”, afirma Constanza.

Webinar detalhará o novo regime

O webinar “Novo Regime de Origem Brasil–Chile” vai apresentar as alterações, esclarecer dúvidas e mostrar como o setor privado pode aproveitar os benefícios do acordo, garantindo maior participação das empresas brasileiras no mercado chileno.

📌 Serviço

  • Lançamento da Cartilha da Indústria: 30 de setembro
  • Webinar Novo Regime de Origem Brasil–Chile: 2 de outubro, às 11h, no YouTube da CNI

FONTE: Agência de Notícias da Indústria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Industria

Alckmin anuncia núcleo do PEIEX e destaca Pavilhão Brasil na Hannover Messe 2026 em São José dos Campos

O vice-presidente Geraldo Alckmin lançou nesta segunda-feira (29) o núcleo do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) em São José dos Campos (SP) e apresentou os planos para o Pavilhão Brasil na Hannover Messe 2026, na Alemanha. A iniciativa marca um passo estratégico na internacionalização de empresas brasileiras, alinhada à política da Nova Indústria Brasil.

Conexão entre capacitação e projeção global

O novo núcleo do PEIEX foi criado em parceria com o Sebrae, a Faculdade Sebrae e o Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT). A proposta é ampliar a preparação de empresas para o comércio exterior e, ao mesmo tempo, conectar essa qualificação às oportunidades oferecidas pela Hannover Messe, onde o Brasil será País-Parceiro Oficial em 2026.

Alckmin ressaltou a importância da agenda:

“O comércio exterior é emprego e renda. Muitas empresas precisam da exportação para ganhar escala e competitividade. Ao mesmo tempo, ela permite que pequenas empresas cresçam. Esse é o trabalho da Apex: promover produtos brasileiros e atrair investimentos”, afirmou.

Nova Indústria Brasil: inovação, sustentabilidade e competitividade

Durante o evento, o vice-presidente destacou os três pilares da Nova Indústria Brasil (NIB):

  • Inovação: R$ 110 bilhões disponíveis por meio de BNDES, Embrapii e Finep, com juros reduzidos;
  • Sustentabilidade: R$ 180 bilhões anunciados pela indústria automotiva para a mobilidade verde;
  • Competitividade: incentivo à renovação do parque industrial brasileiro, cuja idade média das máquinas é de 15 anos, para reduzir custos e aumentar eficiência energética.

Alckmin também ressaltou o papel estratégico do Vale do Paraíba, região considerada um dos maiores corredores industriais do mundo, comparável ao Vale do Ruhr, na Alemanha.

PEIEX já qualificou mais de 30 mil empresas

Criado em 2004, o PEIEX já apoiou mais de 30 mil empresas brasileiras, das quais 20 mil eram micro e pequenas. Entre 2017 e 2023, os negócios atendidos pelo programa exportaram cerca de US$ 3,6 bilhões, especialmente para mercados da Ásia, Europa e América do Sul.

Em São Paulo, o programa já preparou 3.900 empresas desde 2010. O convênio atual prevê atendimento recorde de 2.425 companhias até 2027, sendo que o novo núcleo em São José dos Campos vai atender 100 empresas do Vale do Paraíba.

Brasil como protagonista na Hannover Messe 2026

Com público estimado em 130 mil visitantes e 4 mil expositores de mais de 60 países, a Hannover Messe é considerada a maior feira industrial do mundo. O Pavilhão Brasil, coordenado pela ApexBrasil, terá 2.000 m² em áreas temáticas de automação, robótica, energia, sustentabilidade e indústria digital.

A expectativa é reunir 450 representantes brasileiros, que terão acesso a rodadas de negócios, promoção internacional e matchmaking exclusivo. O espaço será vitrine da inovação, tecnologia e sustentabilidade da indústria nacional.

Apoio contínuo às empresas exportadoras

Segundo Ana Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil, a estratégia é preparar desde a base até a entrada em mercados globais:

“98% do mercado mundial está fora do Brasil. O PEIEX ajuda as empresas nessa jornada, desde a adaptação de produtos até certificações e rótulos. O consultor acompanha cada etapa”, explicou.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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Comércio Exterior, Industria

Indústria contrata escritórios na Ásia e Europa para ampliar mercados

Acordo foi firmado entre CNI e InvestSP, que também tem representantes no Oriente Médio e Estados Unidos.

Como parte da estratégia para minimizar os efeitos do tarifaço sobre a indústria brasileira, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) fechou um acordo com a InvestSP para abrir novos mercados. Com a parceria, a entidade terá representantes em Dubai, Nova York, Munique e Xangai mapeando oportunidades comerciais.

De acordo com Frederico Lamego, superintendente de Relações Internacionais da CNI, os representantes comerciais vão identificar potenciais fornecedores e distribuidores, além de verificar normas regulatórias e técnicas de outros países, de modo que as indústrias brasileiras possam se adaptar a esses mercados.

“Esses escritórios têm uma cobertura maior. Por exemplo, o de Dubai cobre o Oriente Médio. O mercado chinês por si só é muito grande. Por outro lado, é difícil exportar produtos industriais para lá [China]. Tem que fazer uma agenda de influência com o governo [chinês]”, disse Lamego à CNN.

Apesar de estar buscando novos mercados, a entidade reconhece que o mercado norte-americano não é substituível. O segmento de madeira e móveis, por exemplo, adota procedimentos específicos na sua produção para atender exclusivamente os compradores dos Estados Unidos.

Outra estratégia que vem sendo implementada pela CNI é o mapeamento e análise de todos os acordos comerciais que estão sendo firmados entre os EUA e outros países, de forma a identificar brechas que podem ser utilizadas como argumento na negociação brasileira.

Missão aos EUA

No início de setembro, a CNI realizou uma missão a Washington com o objetivo de abrir canais de diálogo para reverter ou reduzir as taxas adicionais de importação sobre produtos brasileiros impostas pelos Estados Unidos. Cerca de 130 empresários e representantes de associações de setores industriais integraram a comitiva.

Durante a viagem, a entidade brasileira propôs ampliar a relação entre Brasil e EUA para além da negociação tarifária. Os empresários argumentaram que há setores estratégicos que podem ser explorados na relação econômica entre os países, como data centers , a produção de combustível sustentável de aviação (SAF) e os estudos sobre minerais críticos e terras raras.

“Nós levamos a ideia de criar uma agenda positiva na área de minerais críticos, data centers e SAF, no sentido de colocar para o lado americano a disposição do setor privado de abrir um canal de negociação que seja mais amplo do que simplesmente uma questão tarifária”, afirmou Lamego à CNN.

Nos EUA, a CNI também participou da audiência pública relacionada ao processo aberto pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, na sigla em português) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite investigar políticas ou práticas de outros países consideradas injustas, discriminatórias ou restritivas ao comércio norte-americano.

A prestação de informações à USTR também é uma das frentes da CNI para reduzir às tarifas sobre as importações brasileiras. Entre as práticas questionadas pelo escritório, estão os acordos comerciais firmados entre Mercosul e Índia e o Brasil e o México.

De acordo com Lamego, a CNI buscou argumentar junto ao USTR que os acordos com a Índia e o México são restritos e limitados. Além disso, a entidade brasileira também alegou que a tarifa média praticada com o mercado norte-americano é inferior às implementadas no comércio com os indianos e mexicanos.

“Pode haver novos pedidos de informação por parte do governo americano. Pode acabar com as tarifas? Difícil. Mas, por outro lado, a justificativa da manutenção das tarifas pelo lado americano tem que está muito bem respaldada por eles, se isso vai extrapolar o mandato da agência, se está gerando algum tipo de discriminação, entre outros aspectos”, explica Lamego.

Também como parte da estratégia, a CNI contratou um escritório especializado em lobby para ajudá-lo nas negociações contra o tarifaço dos Estados Unidos. No radar da entidade brasileira, está ainda o acompanhamento dos efeitos das medidas do Plano Brasil Soberano na indústria.

Entre as ações do Plano Brasil Soberano que impactam diretamente a indústria, está o novo Reintegra (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários), programa que devolve aos exportadores brasileiros parte dos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva, na forma de crédito tributário. O governo aumentou as alíquotas para as empresas afetadas pelo tarifaço.

Além disso, o plano prorrogou por um ano o prazo para que as empresas consigam exportar suas mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo regime de drawback. O drawback é um regime aduaneiro que permite a suspensão ou isenção de tributos incidentes na aquisição de insumos empregados ou consumidos na industrialização de produtos exportados.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Importação, Informação, Negócios

Importações disparam e puxam a retomada industrial: por que o crédito é essencial neste cenário

Brasil registra alta de 73% nas importações entre 2020 e 2025 e confirma tendência de reindustrialização. Para empresas que atuam no comércio exterior, acesso a crédito rápido e estratégico virou fator decisivo.

O primeiro semestre de 2025 confirma uma trajetória de aceleração nas importações brasileiras, com um crescimento acumulado de 73% no valor FOB desde 2020. O país importou mais de US$ 135 bilhões apenas nos primeiros seis meses do ano, o maior volume da série histórica. O avanço expressivo é mais do que um dado econômico: é o reflexo de um movimento coordenado de retomada industrial, investimentos em infraestrutura e reestruturação de cadeias produtivas.

Esse impulso, no entanto, tem um custo: à medida que empresas precisam importar mais insumos, peças, máquinas e produtos acabados para sustentar sua produção, o acesso a capital de giro e financiamento externo se torna determinante para não perder o timing da oportunidade.

Indústria e reindustrialização aceleram demanda por importações

O relatório Panorama Estratégico das Importações Brasileiras (2020–2025), elaborado pela equipe de inteligência da NAC Bank, revela que o salto nas importações não é homogêneo. Segmentos estratégicos, como energia offshore, aviação, automotivo e farmacêutico puxam a fila. Só a importação de plataformas de perfuração, por exemplo, cresceu 1.277% frente ao mesmo período do ano anterior. Já as partes de turbinas e motores aeronáuticos subiram 31%, e medicamentos preparados registraram alta de 22,5%.

“Esses números indicam um reposicionamento da economia. As empresas estão se reestruturando, buscando modernização e respondendo a uma demanda interna mais sofisticada. Isso exige insumos de alto valor agregado, que em boa parte vêm de fora”, explica a análise do documento.

A China segue como o principal parceiro comercial, com aumento de 22% nas exportações ao Brasil, seguida pelos Estados Unidos e Alemanha. O Brasil, portanto, importa mais — e importa melhor.

O desafio: financiar o crescimento com agilidade

Se por um lado o cenário é promissor, por outro ele exige decisões rápidas e acesso desburocratizado a capital. É aqui que entra a atuação de instituições como a NAC Bank, a primeira fintech brasileira especializada exclusivamente em crédito para comércio exterior.

A NAC oferece soluções desenhadas sob medida para quem importa. Entre os destaques:

  • Cargo Equity: linha de capital de giro com lastro logístico, em reais e sem IOF.
  • Pagamento Antecipado ao Exportador: financia o fornecedor antes mesmo do embarque.
  • NAC Machines: crédito para aquisição de máquinas e equipamentos diretamente na origem.
  • NAC Abroad: estrutura em moeda estrangeira com taxas competitivas.

“Hoje, ter um parceiro financeiro especializado não é mais diferencial. É questão de sobrevivência e competitividade. O importador precisa estar pronto para fechar negócios, muitas vezes em poucas horas, e não pode esperar pela morosidade bancária tradicional”, afirma a equipe da NAC.

O que esperar do segundo semestre

Com o real relativamente estável, sinais de reativação industrial e aumento na demanda por tecnologia e energia, a tendência é de manutenção do ritmo elevado de importações no segundo semestre de 2025. Isso acende um alerta para empresas que ainda operam com estruturas financeiras rígidas ou limitadas.

O cenário exige planejamento logístico, inteligência de mercado — e principalmente, crédito acessível, flexível e ágil.

A boa notícia? Há soluções no mercado que já entendem essa urgência. A NAC Bank é uma delas.

Quer entender como financiar suas importações com agilidade e segurança?
Acesse: www.nacdigital.com.br

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Comércio Exterior, Exportação, Industria, Informação, Investimento

Exportações crescem 40%, mas Anfavea teme maior concorrência do México

A indústria automotiva brasileira não pode reclamar das vendas externas em 2025. Pelo menos até março, quando o tarifaço imposto às importações pelo governo dos Estados Unidos ainda estava sendo gestado, ou não passava de ameaçava, e que desde a primeira semana abril estabeleceu caos global em todos os setores.

No primeiro trimestre saíram do Brasil rumo a outros países 155,6 mil automóveis, comerciais leves e pesados. Trata-se de volume 40,6% maior do que em igual período do ano passado. Em março foram negociados no exterior 38,9 mil veículos, 19% abaixo do que no mês anterior.

“Mas é bom lembrar que fevereiro foi acima da curva”, ponderou nesta terça-feira, 8, Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea, que mais uma vez creditou o crescimento dos embarques no ano especialmente à forte demanda na Argentina.

Principal destino da produção brasileira, o mercado argentino absorveu 67,6 mil unidades nos primeiros três meses de 2025 120% acima dos embarques registrados em igual período de 2024 e 43,5% de todos os veículos exportados pela indústria brasileira.

Apesar de comemorar o forte aumento das exportações, Leite frisa que a evolução não tem evitado a perda de participação dos veículos brasileiros nos mercados latino-americanos nos últimos anos.

Cita a chegada de produtos oriundos da China como um dos entraves e, pior, antecipa cenário de ainda maiores dificuldades que o tarifaço estadunidense poderá deflagrar.

O dirigente exemplifica sobretudo com o México, que exportou 3,2 milhões de veículos no ano passado para os Estados Unidos, 76% de tudo que vendeu no exterior, e deve ver migrar para os Estados Unidos parte da produção de veículos de suas 37 fábricas.

O país naturalmente buscará alternativas para desaguar os veículos que fabrica e assim atenuar o aumento da capacidade ociosa. É natural, na avaliação de Leite, que olhe sobretudo para a América Latina. “Para países e blocos com os quais tem acordo de livre-comércio, como o Mercosul e o Brasil”, reforça o dirigente.

Além de potencialmente aumentar a briga pelos consumidores que hoje compram carros e comerciais brasileiros, a indústria mexicana pode influenciar os investimentos que estão programados para produtos e produção na operações brasileiras de várias montadoras, já que a capacidade produtiva instalada no México poderia suprir as necessidades.

Leite ainda diz ser cedo para calcular o tamanho das mudanças que podem vir adiante, já nos próximos meses até. “O certo é que os investimentos [ no Brasil] serão impactados de alguma forma”.

Fonte: Auto Indústria
Exportações crescem 40%, mas Anfavea teme maior concorrência do México – AutoIndústria

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Agronegócio, Mercado Internacional

Angola, Coreia do Sul, México e Reino Unido abrem novos mercados para o Brasil

Com essas novas autorizações, o agronegócio brasileiro chega à 138³ abertura de mercado em 2024, totalizando 216 novas oportunidades desde o inicio de 2023. O governo brasileiro recebeu com satisfação as recentes aprovações sanitárias para a abertura de mercados em quatro países, refletindo a confiança internacional no sistema de controle sanitário e fitossanitário brasileiro.

O Reino Unido e o México autorizaram a importação de Grãos Secos de Destilaria (DDG) do Brasil, sem a necessidade de certificação fitossanitária, o que contribuirá para diversificar o uso de subprodutos de grãos no mercado externo e impulsionar a indústria brasileira de biocombustíveis.

O México também autorizou, sem exigência de certificação fitossanitária do Brasil, a importação de farinha e pellets” (ração compactada) de feno dos tipos “alfalfa hay” e “timothy hay” destinados à alimentação animal.
Além disso, as autoridades sanitárias de Angola, Coreia do Sul, México e Reino Unido aprovaram a importação de dois outros produtos brasileiros: flor seca de cravo da índia e fibra de coco. Essas aberturas oferecerão novas oportunidades para o setor de especiarias, bem como para o de fibras naturais, o qual pode beneficiar-se do potencial de crescimento das indústrias de construção e de manufatura nesses países.

Com essas novas autorizações, o agronegócio brasileiro chega à 138″ abertura de mercado em 2024, totalizando 216 novas oportunidades desde o início de 2023.
Esses resultados são fruto do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e c Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Angola, Coreia do Sul, México e Reino Unido abrem novos mercados para o Brasil (jornalportuario.com)

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