Transporte

GWM inicia operação de caminhão a hidrogênio no Brasil e amplia estratégia global de descarbonização

A GWM deu um passo importante na expansão de sua tecnologia de hidrogênio verde ao iniciar oficialmente a operação comercial de seu caminhão movido a célula de combustível no Brasil. O primeiro abastecimento do veículo foi realizado no Senai Cimatec Park, em Camaçari (BA), marcando o início da única operação da divisão GWM Hydrogen fora da China.

O abastecimento representa a entrada do caminhão em uma nova fase de testes operacionais utilizando combustível renovável produzido no país. Paralelamente, a fabricante iniciou as negociações comerciais do modelo e pretende realizar as primeiras entregas na América Latina ainda este ano.

Mercado brasileiro impulsiona projeções da GWM

A montadora aposta no Brasil como um dos principais mercados para sua estratégia de mobilidade sustentável. A expectativa é alcançar um faturamento de R$ 20 milhões em 2026 com a comercialização de caminhões e soluções baseadas em células de combustível de hidrogênio.

Segundo a empresa, a projeção é conservadora diante do interesse demonstrado pelo mercado. Atualmente, a GWM mantém negociações avançadas com sete empresas privadas e centros de tecnologia brasileiros, além de prospectar clientes em outros países da América do Sul.

Para 2027, a meta é elevar a receita para R$ 200 milhões, consolidando o Brasil como um mercado estratégico para a expansão global da fabricante. O otimismo é sustentado pela experiência da matriz chinesa, que já possui mais de 2 mil caminhões a hidrogênio em operação em diferentes condições de uso.

Caminhão a hidrogênio alia potência e emissão zero

O veículo foi desenvolvido com tecnologia FCEV (Veículo Elétrico Movido por Célula de Combustível), que transforma o hidrogênio armazenado em eletricidade para alimentar o motor elétrico. Durante a operação, a única emissão pelo escapamento é vapor d’água.

O conjunto mecânico reúne tanques de fibra de carbono com capacidade para armazenar até 40 quilos de hidrogênio, além de uma bateria auxiliar de 105 kWh, responsável por recuperar energia durante as frenagens.

Entre as principais características do modelo estão:

  • Potência de 544 cv (400 kW) e torque de 2.300 Nm;
  • Autonomia de até 500 quilômetros com tanque cheio a 350 bar;
  • Peso Bruto Total (PBT) de 49 toneladas;
  • Tara de 10,8 toneladas, cerca de 500 quilos inferior à de caminhões a diesel da mesma categoria, permitindo maior capacidade de carga.

Nos testes realizados no complexo do Senai Cimatec, na Bahia, o caminhão já percorreu mais de 500 quilômetros, com previsão de ultrapassar a marca de 1.000 quilômetros nos próximos meses.

Retrofit amplia alternativas para renovação de frotas

Além da venda de veículos novos, a GWM oferecerá no Brasil o serviço de retrofit, que permite converter caminhões movidos a diesel em modelos elétricos abastecidos por hidrogênio.

O processo substitui o conjunto mecânico convencional por um sistema composto por célula de combustível, tanques de alta pressão, motor elétrico e módulos eletrônicos instalados sobre o chassi original.

De acordo com a empresa, essa solução reduz o investimento inicial para transportadoras interessadas na transição energética e facilita a implantação de operações com abastecimento próprio, minimizando os impactos da ainda limitada infraestrutura pública de postos de hidrogênio no país.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: GWM Brasil

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Sustentabilidade

Barco movido a hidrogênio entra em fase decisiva de testes em Santa Catarina

O barco movido a hidrogênio JAQ H1 inicia uma das etapas mais importantes do projeto de desenvolvimento da embarcação sustentável. Após ser apresentado na COP30 e participar do Marina Itajaí Boat Show, o modelo de 36 metros permanece em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, onde passará pelos primeiros testes com abastecimento de hidrogênio (H₂).

A partir da próxima semana, a embarcação começará a receber o combustível em seus tanques e dará início à ativação das células a combustível, tecnologia responsável pela geração de energia para o sistema de propulsão. O objetivo é validar o funcionamento integrado dos equipamentos antes das futuras operações.

Comissionamento verifica desempenho e segurança dos sistemas

A nova fase corresponde ao chamado comissionamento, processo técnico destinado a avaliar se todos os componentes da embarcação operam de forma segura e eficiente.

Durante essa etapa, serão testados tanques, bombas, válvulas, baterias, motores, células a combustível e sistemas de segurança para garantir que todo o conjunto funcione de maneira integrada. Na prática, trata-se da verificação completa da embarcação antes da navegação.

Validação foi dividida em duas etapas

O cronograma de testes foi organizado em duas fases. A primeira ocorreu durante a passagem do JAQ H1 pela COP30, em Belém, quando foram avaliados os sistemas elétricos e as baterias da embarcação.

Agora, em Itajaí, começa a segunda etapa, voltada ao armazenamento do hidrogênio verde e ao funcionamento das células a combustível fornecidas pela GWM Hydrogen-FTXT.

Segundo Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil, o abastecimento inicial exige protocolos rigorosos, análises de risco e acompanhamento técnico contínuo para assegurar a operação.

“É um processo mais demorado porque envolve segurança, procedimentos de operação e diferentes testes. A prioridade é colocar o sistema para funcionar da maneira mais segura possível”, afirma.

Equipe internacional acompanhará os testes

Os trabalhos devem durar cerca de 15 dias e contar com aproximadamente 20 profissionais, entre engenheiros da GWM, especialistas do Grupo Náutica e técnicos da Quantus.

Além da equipe brasileira, engenheiros chineses participarão da operação para acompanhar o primeiro abastecimento, a ativação dos equipamentos, a calibração dos sistemas e os testes de segurança.

Tecnologia pode impulsionar a transição energética no setor marítimo

Idealizado pelo presidente do Grupo Náutica, Ernani Paciornik, o Projeto JAQ Hidrogênio Verde busca ampliar o uso de tecnologias limpas na navegação brasileira.

De acordo com Paciornik, a nova fase representa um passo importante para validar a aplicação do hidrogênio como fonte de energia no setor marítimo e contribuir para o desenvolvimento de soluções sustentáveis.

“Este é um momento muito importante para o projeto e para a transição energética do setor marítimo no Brasil. Depois de demonstrarmos, na COP30, a aplicação do hidrogênio nos sistemas de bordo, avançamos agora para uma etapa decisiva de testes, segurança operacional e validação tecnológica. O conhecimento gerado a partir desse processo poderá contribuir para o desenvolvimento de soluções mais limpas e acelerar a adoção de novas fontes de energia na navegação brasileira”, destaca Ernani Paciornik.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Agricultura

Fertilizantes no Brasil: dependência externa desafia agronegócio e coloca Petrobras diante de novo dilema

O Brasil, uma das maiores potências do agronegócio mundial, ainda enfrenta um desafio estratégico: a forte dependência de fertilizantes importados. No caso da ureia, principal fonte de nitrogênio utilizada nas lavouras, cerca de 80% do consumo nacional é abastecido por fornecedores internacionais, especialmente da Rússia, China e Oriente Médio.

As recentes crises geopolíticas, como a guerra na Ucrânia, além da volatilidade dos preços e dos custos logísticos, evidenciaram a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos. Nesse contexto, a decisão da Petrobras de retomar as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), reacendeu o debate sobre a produção nacional e o futuro dos fertilizantes no país.

Retomada da UFN-III busca reduzir dependência de importações

Paralisada desde 2014, a UFN-III deverá receber investimentos superiores a R$ 5 bilhões, com apoio do Novo PAC. A expectativa da Petrobras é concluir a planta entre o fim de 2028 e o início de 2029.

Quando entrar em operação, a unidade terá capacidade para produzir 3.600 toneladas diárias de ureia e 2.200 toneladas de amônia, volume suficiente para atender aproximadamente 15% da demanda nacional de ureia.

Para o governo, o projeto representa um avanço na estratégia de fortalecimento da segurança alimentar e da soberania na produção de insumos agrícolas. Já para o setor produtivo, a retomada pode ampliar a oferta nacional, mas ainda há dúvidas sobre sua competitividade.

Preço do gás natural é principal obstáculo

Especialistas avaliam que o maior desafio da produção nacional não está na capacidade industrial, mas no custo da matéria-prima.

Segundo Marcelo Soto, head de Operações e Inteligência de Suprimentos da SCA, o gás natural responde por 60% a 80% do custo de fabricação da ureia. Enquanto grandes exportadores, como Rússia, Irã e Catar, trabalham com preços próximos de US$ 3 por milhão de BTUs, no Brasil esse valor pode chegar a US$ 15, comprometendo a competitividade da indústria nacional.

Mesmo com a localização estratégica da planta, próxima ao Gasbol, ainda não há garantia de que o custo do gás permitirá competir com os fertilizantes importados sem subsídios ou mudanças estruturais no mercado energético.

Agronegócio prioriza custo e flexibilidade

Além da concorrência com a ureia importada, a produção nacional também disputa espaço com outras fontes de nitrogênio, como o sulfato de amônio, amplamente importado da China, e o nitrato de amônio, fornecido principalmente pela Rússia.

Na prática, o produtor rural escolhe o fertilizante com base no menor custo disponível, independentemente da origem do produto.

Outro fator apontado por especialistas é a falta de regularidade histórica da produção nacional. Segundo Marcelo Soto, a Petrobras costuma operar de forma pontual, dificultando contratos de fornecimento de longo prazo e obrigando distribuidores e agricultores a manterem a dependência do mercado internacional.

Amônia verde entra no debate sobre o futuro dos fertilizantes

Embora a retomada da UFN-III seja considerada positiva sob o ponto de vista da segurança de abastecimento, o projeto também desperta questionamentos sobre sua atualização tecnológica.

A unidade foi concebida há cerca de 15 anos com base em processos convencionais de produção de amônia e ureia a partir do gás natural. Entretanto, diversos países já investem em tecnologias de baixo carbono, como a amônia verde, produzida por meio do hidrogênio verde.

Especialistas ouvidos pelo setor avaliam que adaptar a planta para esse novo modelo poderia aumentar sua competitividade no longo prazo, embora os custos atuais da tecnologia ainda sejam elevados.

Transição energética depende da redução dos custos

O presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV), Luiz Viga, afirma que a produção de fertilizantes verdes representa uma alternativa estratégica para o Brasil.

Segundo ele, ao utilizar água e eletricidade renovável em vez de gás natural, o país pode aproveitar sua abundância de recursos energéticos para construir uma indústria mais competitiva no futuro.

No entanto, Viga alerta que o principal desafio não está na tecnologia, mas no custo da energia elétrica. Encargos setoriais e outros componentes tarifários ainda dificultam a viabilidade econômica dos projetos de hidrogênio verde.

Apesar disso, ele destaca que os custos internacionais vêm caindo rapidamente. Em mercados como China e Índia, projetos de amônia verde já apresentam valores significativamente inferiores aos registrados há poucos anos.

Brasil busca fortalecer produção nacional de fertilizantes

Programas federais de incentivo, como o Profert, também fazem parte da estratégia para ampliar a produção nacional e reduzir a dependência das importações.

A expectativa do setor é que os primeiros investimentos em fertilizantes produzidos com hidrogênio verde avancem até 2028, com unidades entrando em operação a partir de 2030. Para especialistas, a consolidação dessa tecnologia poderá transformar gradualmente o mercado brasileiro ao longo da próxima década.

Enquanto isso, a retomada da UFN-III representa um passo importante para ampliar a oferta nacional, mas especialistas ressaltam que sua efetividade dependerá de fatores como competitividade, custo do gás natural e evolução das tecnologias sustentáveis.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Internacional

Brasil e Países Baixos firmam plano para ampliar cooperação em transição energética e bioeconomia

O Brasil e os Países Baixos deram mais um passo na construção de parcerias voltadas ao desenvolvimento sustentável. O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério de Assuntos Econômicos e Política Climática dos Países Baixos assinaram o Plano de Trabalho Brasil–Países Baixos 2026-2028, documento que estabelece as prioridades da cooperação bilateral em áreas ligadas à transição energética e à bioeconomia.

O acordo foi formalizado durante reunião realizada em 15 de junho e marca a primeira ação prática decorrente do Memorando de Entendimento firmado entre os dois países durante a COP30, realizada em 2025.

Parceria prevê intercâmbio de conhecimento e inovação

Representando o governo brasileiro, o secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra, participou das discussões que definiram as iniciativas conjuntas para os próximos três anos.

A proposta inclui a realização de encontros técnicos, missões institucionais e intercâmbio de conhecimento entre governos, universidades, centros de pesquisa e empresas dos dois países. O objetivo é acelerar o desenvolvimento de tecnologias voltadas à economia de baixo carbono e à redução das emissões de gases de efeito estufa.

Temas estratégicos estão entre as prioridades

A agenda de cooperação contempla áreas consideradas essenciais para o avanço da sustentabilidade energética. Entre os temas prioritários estão o combustível sustentável de aviação (SAF), hidrogênio de baixo carbono, bioenergia, biorrefinarias, captura e armazenamento de carbono (CCS), além de biocombustíveis e recursos biológicos sustentáveis.

As ações serão desenvolvidas em parceria com instituições brasileiras e holandesas, fortalecendo iniciativas ligadas à descarbonização da economia e à expansão de modelos produtivos mais sustentáveis.

Missões internacionais e projetos de pesquisa fazem parte do plano

Entre as atividades previstas para o período de 2026 a 2028 estão a participação conjunta em missões internacionais voltadas ao desenvolvimento de biorrefinarias integradas, a realização de mesas-redondas anuais com especialistas do setor público e privado e o incentivo a projetos de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico.

A expectativa é ampliar a troca de experiências e estimular soluções capazes de fortalecer as cadeias produtivas associadas aos combustíveis renováveis e à transição energética global.

Cooperação fortalece oportunidades de investimento

Além do intercâmbio tecnológico, o plano busca criar um ambiente favorável para novos investimentos em setores estratégicos da economia sustentável. A iniciativa reforça a convergência entre Brasil e Países Baixos na promoção da inovação, do uso eficiente dos recursos naturais e da expansão da bioeconomia.

A parceria também abre caminho para o fortalecimento de projetos voltados à economia circular e ao desenvolvimento de tecnologias que contribuam para a neutralidade de carbono.

Relação bilateral já soma mais de 20 anos

A cooperação entre Brasil e Países Baixos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação não é recente. Há mais de duas décadas, os dois países mantêm iniciativas conjuntas por meio de acordos institucionais, missões técnicas e projetos colaborativos.

Com o novo plano de trabalho, a expectativa é ampliar ainda mais essa relação estratégica, consolidando oportunidades de inovação, desenvolvimento sustentável e crescimento econômico baseado em energias limpas.

FONTE: Ministério de Minas e Energia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MME

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Sustentabilidade

Armazenamento de energia e hidrogênio ganham protagonismo nas estratégias de Brasil e China

O avanço do armazenamento de energia e do hidrogênio verde tem reforçado o papel dessas tecnologias como pilares da transição energética global. O tema esteve no centro das discussões do painel “Fortalecendo as energias renováveis com hidrogênio e armazenamento de energia em uma nova era”, realizado nesta sexta-feira (12) durante o 17º Fórum e Exposição Internacional de Investimentos e Construção de Infraestrutura, em Macau.

Promovido pela PowerChina e conduzido por Li Sisheng, vice-presidente executivo da companhia, o encontro reuniu representantes do setor energético, especialistas e lideranças empresariais de diferentes países para debater os desafios da expansão das energias renováveis e as soluções necessárias para garantir maior estabilidade aos sistemas elétricos.

Brasil prepara primeiro leilão nacional de baterias

O debate ocorre em um momento estratégico para o Brasil. Recentemente, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou a realização do primeiro leilão nacional de sistemas de armazenamento por baterias, previsto para dezembro de 2026.

A expectativa é que a iniciativa atraia mais de R$ 10 bilhões em investimentos, contribuindo para ampliar a segurança energética, aumentar a flexibilidade operacional do sistema e facilitar a integração de fontes renováveis ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

Armazenamento de energia se torna peça-chave da transição energética

Durante a abertura do painel, Fang Qiuchen, presidente da Associação Internacional de Empreiteiros da China (CHINCA), destacou que o setor energético mundial vive uma nova etapa de transformação impulsionada pela inovação tecnológica, pela expansão das fontes limpas e pelas mudanças na matriz energética.

Segundo ele, o modelo tradicional está sendo substituído por sistemas mais eficientes, inteligentes e sustentáveis. Nesse cenário, o armazenamento de energia e o hidrogênio assumem funções estratégicas para equilibrar oferta e demanda, aumentar a capacidade de regulação das redes elétricas e viabilizar a integração de fontes renováveis.

Fang ressaltou ainda que a rápida expansão da energia solar e da energia eólica traz desafios relacionados à intermitência da geração. Para ele, o armazenamento é essencial para garantir o aproveitamento eficiente desses recursos em larga escala.

Integração tecnológica fortalece sistemas energéticos

Na sequência, He Yanfeng, vice-presidente executivo da Power Construction Corporation of China, afirmou que a busca simultânea por crescimento econômico, sustentabilidade ambiental e segurança energética tem acelerado a transformação do setor.

De acordo com o executivo, os sistemas de armazenamento passaram a desempenhar papel estrutural ao permitir que a eletricidade produzida por fontes renováveis seja utilizada de forma mais previsível e eficiente.

He destacou que a combinação entre energia solar, hidrogênio verde, armazenamento de energia e redes inteligentes representa uma das principais rotas tecnológicas para os sistemas energéticos do futuro.

O executivo também apresentou projetos desenvolvidos pela empresa em diferentes regiões do mundo, incluindo um dos maiores empreendimentos de armazenamento conectado à rede elétrica na Arábia Saudita e iniciativas voltadas ao uso industrial de energia renovável na Ásia Central.

Segundo ele, o armazenamento agrega “valor de tempo” à energia renovável, permitindo que a eletricidade gerada em períodos de maior produção seja utilizada posteriormente com segurança e estabilidade.

Hidrogênio verde e armazenamento caminham juntos

A visão internacional do tema foi reforçada por Adel Alsaeedi, vice-presidente sênior da Emirates Water and Electricity Company (EWEC), dos Emirados Árabes Unidos.

O executivo alertou que o aumento da demanda global por eletricidade, impulsionado pelo crescimento populacional, pela industrialização e pela expansão tecnológica, exige soluções capazes de fornecer energia limpa em grande escala.

Para Alsaeedi, embora as fontes renováveis sejam fundamentais para a descarbonização da economia, elas não conseguem, sozinhas, atender todas as exigências dos sistemas elétricos modernos.

Nesse contexto, o hidrogênio verde e os sistemas de armazenamento de energia tornam-se indispensáveis para garantir flexibilidade operacional, estabilidade das redes e maior resiliência energética.

Ele destacou ainda que o hidrogênio terá papel decisivo na redução das emissões em setores de difícil eletrificação, como aviação, transporte marítimo e indústria pesada, enquanto o armazenamento permitirá ampliar a participação das fontes renováveis com maior confiabilidade.

Estratégias de Brasil e China mostram convergência

As discussões realizadas em Macau reforçam que o armazenamento de energia deixou de ser uma solução complementar para se tornar um elemento central na expansão das energias renováveis em escala global.

A avaliação está alinhada com os movimentos adotados pelo Brasil, que busca ampliar sua capacidade de armazenamento por meio do leilão nacional de baterias e fortalecer a integração da geração solar e eólica ao sistema elétrico.

Nesse cenário, os debates promovidos pela PowerChina evidenciam uma crescente convergência entre as estratégias de Brasil e China. Os dois países avançam na construção de sistemas energéticos mais limpos, resilientes e preparados para absorver volumes cada vez maiores de energia renovável, tendo o armazenamento de energia e o hidrogênio verde como protagonistas dessa transformação.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Brasil 247

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Transporte

Corredor marítimo verde: Brasil, Noruega e Holanda avançam em projeto inédito no Atlântico

Brasil, Noruega e Holanda deram mais um passo rumo à descarbonização do transporte marítimo internacional com a apresentação do primeiro estudo de viabilidade técnica e econômica para a criação de um corredor marítimo verde no Atlântico Sul. A proposta busca conectar o Brasil à Europa por meio de rotas operadas com combustíveis de baixa ou zero emissão de carbono.

O estudo foi apresentado na Embaixada da Noruega, em Brasília, e aponta caminhos para reduzir o impacto ambiental do transporte marítimo entre os países.

Transporte marítimo gera milhões de toneladas de CO₂

De acordo com o levantamento, as operações marítimas entre Brasil e Europa emitiram aproximadamente 4,7 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 2023.

Somente nas rotas entre Brasil e Noruega, 88 viagens de grandes cargueiros foram responsáveis pela emissão de 116 mil toneladas de CO2e. A maior parte das emissões está relacionada ao transporte de commodities como soja, minério de ferro e celulose.

Estudo identifica três rotas prioritárias

O documento foi elaborado pela consultoria norueguesa DNV após mais de um ano de cooperação entre os governos envolvidos.

O estudo definiu três rotas consideradas estratégicas para implantação do corredor verde:

  • Vila do Conde (PA) – Karmøy (Noruega)
  • Santos (SP) – Rotterdam (Holanda)
  • Pecém (CE) – Rotterdam (Holanda)

A rota entre Vila do Conde e Karmøy concentra cerca de 66% das emissões bilaterais entre Brasil e Noruega, segundo os dados apresentados.

Já o corredor entre Pecém e Rotterdam deverá priorizar exportações de hidrogênio verde, amônia verde e ferro verde, alinhadas às metas ambientais da União Europeia.

Combustíveis verdes ainda elevam custos operacionais

O estudo analisou o uso de três alternativas de combustíveis sustentáveis para navegação:

  • Biodiesel (FAME)
  • Amônia verde
  • Metanol verde

Apesar do potencial de neutralização das emissões, operar embarcações com combustíveis verdes ainda apresenta custos superiores aos sistemas convencionais movidos a combustíveis fósseis.

Na rota entre Vila do Conde e Karmøy, por exemplo, o custo do biodiesel pode ficar 43% acima da operação tradicional entre 2026 e 2040. Já o metanol verde pode elevar os gastos em até 109%.

Por outro lado, o biodiesel aparece como alternativa mais viável no curto prazo, já que pode ser utilizado nos motores atuais sem necessidade de grandes adaptações.

Novas regras da IMO podem acelerar transição

A implementação do novo marco regulatório da Organização Marítima Internacional (IMO) deve impulsionar a adoção de combustíveis sustentáveis no setor naval.

O chamado IMO Net-Zero Framework prevê multas para embarcações que ultrapassarem limites de emissão de carbono, com penalidades que podem chegar a US$ 380 por tonelada de CO2e.

Segundo o estudo, essas regras tendem a reduzir gradualmente a diferença de custo entre combustíveis fósseis e opções sustentáveis ao longo dos próximos anos.

Brasil aposta em energia renovável e infraestrutura portuária

A parceria internacional se apoia nas características complementares dos três países envolvidos.

O Brasil entra no projeto com uma matriz energética majoritariamente renovável e portos estratégicos como Santos, Pecém, Itaqui, Açu, Rio Grande e Navegantes.

A Noruega contribui com tecnologia marítima avançada e experiência em soluções para navegação sustentável. Já a Holanda oferece a estrutura logística do porto de Rotterdam, considerado um dos maiores da Europa.

Falta de coordenação ainda é desafio para o setor

Especialistas envolvidos no projeto apontam que o principal obstáculo para a criação dos corredores verdes não está apenas nos investimentos, mas também na articulação entre governos, armadores, produtores e operadores portuários.

Entre as recomendações do estudo estão a formação de consórcios internacionais e contratos de longo prazo para dar segurança econômica aos investimentos em infraestrutura e novas embarcações.

O Ministério de Portos e Aeroportos também informou que o Brasil ainda precisa avançar na regulamentação específica para combustíveis sustentáveis voltados ao transporte marítimo.

Países preparam edital bilionário para pesquisa e inovação

Como parte da cooperação, Brasil, Noruega e Holanda estudam lançar ainda em 2026 um edital conjunto de pesquisa e desenvolvimento.

A iniciativa, em parceria com a Finep, poderá destinar cerca de R$ 450 milhões para projetos ligados a combustíveis verdes e tecnologias voltadas à descarbonização das rotas marítimas.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Sustentabilidade

China instala sistema de energia limpa em base científica na Antártida para enfrentar noite polar

A China colocou em operação um avançado sistema de energia híbrida na Antártida para abastecer a Estação Qinling, localizada no Mar de Ross. A estrutura combina energia solar, turbinas eólicas, hidrogênio, baterias especiais para baixas temperaturas e geradores a diesel, garantindo funcionamento contínuo mesmo durante a longa noite polar.

O projeto faz parte da estratégia chinesa de ampliar sua presença científica no continente antártico e reduzir a dependência de combustíveis fósseis em áreas remotas e de difícil acesso.

Estação Qinling opera em uma das regiões mais extremas do planeta

Instalada na Ilha Inexpressible, na Baía Terra Nova, a Estação Qinling é a quinta base científica da China na Antártida. A unidade iniciou oficialmente suas atividades em fevereiro de 2024 e foi projetada para funcionar durante todo o ano.

A estrutura pode abrigar até 80 pesquisadores no verão e cerca de 30 pessoas durante o inverno antártico.

O sistema energético começou a operar em março de 2025 e foi desenvolvido para enfrentar condições extremas, como temperaturas negativas intensas, ventos fortes, gelo constante e longos períodos sem luz solar.

Sistema híbrido combina energia solar, eólica e hidrogênio

A infraestrutura energética da base inclui turbinas eólicas de 100 quilowatts, painéis solares com capacidade de 130 quilowatts, baterias de baixa temperatura e uma unidade de hidrogênio capaz de gerar energia contínua.

O modelo permite alternar diferentes fontes de geração conforme as condições climáticas da Antártida. Em períodos de vento forte, a produção eólica assume parte do abastecimento. Já durante os momentos de maior incidência solar, os painéis fotovoltaicos alimentam laboratórios, alojamentos e sistemas de comunicação.

Quando não há vento nem luz solar suficiente, o armazenamento em baterias e o sistema de hidrogênio entram em operação para manter a estação ativa.

Hidrogênio garante energia durante a noite polar

Um dos principais desafios das bases científicas na Antártida é a chamada noite polar, período em que a região permanece semanas ou meses sem luz solar.

Para enfrentar essa condição, a Estação Qinling utiliza o hidrogênio como reserva estratégica de energia. Segundo informações divulgadas por veículos chineses, a unidade consegue fornecer 30 quilowatts de eletricidade contínua por até 14 dias sem geração solar.

As baterias especiais instaladas na base também foram desenvolvidas para suportar temperaturas extremamente baixas, condição que normalmente reduz o desempenho de sistemas convencionais de armazenamento energético.

China quer reduzir uso de diesel na Antártida

Apesar do foco em energia renovável, a estação mantém geradores a diesel como sistema de apoio e segurança operacional. O modelo híbrido garante redundância energética em situações de baixa geração renovável ou falhas técnicas.

A meta da China é fazer com que cerca de 60% da energia consumida na Qinling venha de fontes limpas, reduzindo a necessidade de transporte de combustível por navios e aeronaves — operações consideradas caras, complexas e ambientalmente sensíveis.

Base amplia presença científica chinesa no Mar de Ross

A localização da Estação Qinling fortalece a atuação chinesa em uma área estratégica para pesquisas climáticas e ambientais.

O Mar de Ross é considerado uma das regiões mais relevantes da Antártida para estudos sobre oceanografia, glaciologia, mudanças climáticas e ecossistemas polares.

Com a nova estrutura, a China amplia sua capacidade de coleta de dados científicos e reforça sua presença em uma região onde a pesquisa também possui importância geopolítica.

Projeto pode servir de modelo para áreas isoladas

Além do uso na Antártida, a experiência da Estação Qinling pode contribuir para soluções energéticas em regiões remotas ao redor do mundo.

A integração entre energia eólica, solar, hidrogênio e baterias em ambientes extremos pode ajudar no desenvolvimento de sistemas para ilhas isoladas, regiões montanhosas e comunidades sem acesso estável à rede elétrica.

A operação da base demonstra que a combinação entre fontes renováveis, armazenamento energético e geração emergencial pode garantir fornecimento contínuo mesmo em ambientes severos e de difícil logística.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

Uruguai e Argentina avançam em negociações sobre usina de hidrogênio verde na fronteira

Os governos do Uruguai e da Argentina deram novos passos nas negociações envolvendo a instalação de uma usina de hidrogênio verde próxima ao rio Uruguai, área que divide os dois países. O tema foi discutido na última terça-feira (12) durante reunião realizada em Montevidéu entre representantes diplomáticos das duas nações.

O empreendimento, liderado pela multinacional HIF Global, prevê investimentos superiores a US$ 5 bilhões, equivalente a cerca de R$ 24,4 bilhões.

Governo uruguaio avalia impactos ambientais

Após o encontro, o chanceler uruguaio, Mario Lubetkin, afirmou que as conversas avançaram de forma positiva e destacou que ainda existem etapas importantes antes da possível concretização do projeto.

Segundo o governo uruguaio, o estudo de impacto ambiental da futura planta industrial segue em análise. Além disso, Montevidéu também considera alternativas para a localização da usina, atendendo a uma das principais preocupações apresentadas por Buenos Aires.

A proposta inicial prevê a instalação da unidade no departamento de Paysandú, no norte uruguaio, a poucos quilômetros do rio Uruguai.

Cidade argentina teme efeitos no turismo e no meio ambiente

O projeto mantém autoridades e moradores da cidade argentina de Colón em estado de atenção devido aos possíveis impactos ambientais e reflexos sobre o turismo local.

O representante argentino, Pablo Quirno, avaliou de forma positiva a decisão uruguaia de considerar as observações ambientais feitas pela Argentina durante a análise técnica do empreendimento.

Ele também ressaltou que o Uruguai possui autonomia para receber investimentos estrangeiros, desde que atendam às exigências nacionais, mas destacou que o diálogo entre os países é fundamental para evitar futuros conflitos diplomáticos.

Possível mudança de localização está em análise

Embora ainda não exista definição oficial, veículos da imprensa local indicam que a usina poderá ser transferida para outra área dentro do mesmo departamento uruguaio.

A relação entre Montevidéu e Buenos Aires já enfrentou tensões semelhantes em anos anteriores devido à instalação de indústrias próximas ao rio compartilhado.

Histórico de conflitos entre Uruguai e Argentina

Em 2010, os dois países encerraram uma longa disputa diplomática relacionada à instalação de uma fábrica de celulose em território uruguaio, também nas proximidades do rio Uruguai.

Anos depois, o ex-presidente uruguaio Tabaré Vázquez revelou que, durante o período de tensão, chegou a considerar a possibilidade de um conflito armado com o país vizinho.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de São Paulo

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Sustentabilidade

Porto de Santos lidera avanço da energia limpa nos portos brasileiros

O setor portuário brasileiro tem acelerado investimentos em energia limpa e tecnologias sustentáveis para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no transporte marítimo. Responsável por mais de 95% do comércio exterior do Brasil, a atividade marítima enfrenta pressão internacional para diminuir seu impacto ambiental, já que responde por cerca de 3% das emissões globais relacionadas à energia.

Estudos apontam que, sem mudanças estruturais, as emissões do setor podem crescer entre 90% e 130% até 2030, na comparação com os níveis registrados em 2008.

Portos brasileiros ampliam ações de descarbonização

Entre as principais iniciativas adotadas pelos portos nacionais estão a eletrificação de equipamentos, o uso de sistemas de abastecimento elétrico para embarcações atracadas — conhecidos como Onshore Power Supply (OPS) — além do monitoramento de emissões e investimentos em combustíveis de baixo carbono e hidrogênio verde.

O Porto de Santos, maior complexo portuário do Hemisfério Sul, está entre os destaques desse movimento. Desde 2024, o terminal utiliza o sistema OPS para fornecer energia elétrica a rebocadores atracados, substituindo o consumo de diesel.

A energia utilizada é gerada pela Usina Hidrelétrica de Itatinga, localizada em Bertioga (SP), contribuindo diretamente para a redução das emissões de gás carbônico (CO2) nas operações portuárias.

Paranaguá investe em energia solar e logística ferroviária

No Paraná, o Porto de Paranaguá também vem ampliando medidas voltadas à sustentabilidade. Entre os projetos em andamento está a conclusão do Moegão, estrutura que aumentará a capacidade de movimentação ferroviária no terminal.

Além disso, sistemas de energia solar instalados em áreas portuárias ajudam a reduzir as emissões desde 2023, fortalecendo a eficiência operacional e a matriz energética limpa do complexo.

Porto de Suape terá terminal totalmente eletrificado

Em Pernambuco, o Porto de Suape prepara a implantação do primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina. O projeto prevê equipamentos movidos exclusivamente a energia elétrica, automação operacional e integração digital das operações.

A expectativa é que a nova estrutura entre em funcionamento até o fim deste ano, consolidando o porto como referência em infraestrutura portuária sustentável.

Pecém e Porto do Açu apostam no hidrogênio verde

No Ceará, o Complexo do Pecém avança na criação de um hub de hidrogênio verde, aproveitando o potencial regional de geração de energia renovável. O projeto inclui iniciativas voltadas à produção de amônia verde e expansão da infraestrutura logística para atender à nova demanda energética a partir de 2030.

Já o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, trabalha na implementação de um corredor verde voltado ao abastecimento com combustíveis de baixo carbono. O complexo também desenvolve projetos ligados ao hidrogênio e à descarbonização da indústria siderúrgica.

Sustentabilidade se torna prioridade no setor marítimo

Com o aumento das exigências ambientais globais, os portos brasileiros intensificam investimentos em inovação, eficiência energética e redução de emissões. A tendência é que projetos ligados à transição energética, eletrificação e combustíveis renováveis ganhem ainda mais espaço nos próximos anos.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vanessa Rodrigues/AT/Arquivo

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Portos

Portos brasileiros aceleram projetos de eletrificação e energia limpa para reduzir emissões

Os portos brasileiros vêm ampliando investimentos em eletrificação, uso de energia renovável e adoção de combustíveis limpos como parte da estratégia de descarbonização do setor. O avanço ocorre em um segmento responsável por mais de 95% do comércio exterior do Brasil e que, globalmente, representa cerca de 3% das emissões de gases de efeito estufa ligadas à energia no transporte marítimo.

Setor portuário busca reduzir impacto ambiental

Dados do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) apontam que, sem mudanças estruturais, as emissões do transporte marítimo podem alcançar até 130% dos níveis registrados em 2008 até o ano de 2030.

Além das emissões geradas pelos navios, os complexos portuários brasileiros enfrentam desafios relacionados ao intenso fluxo de caminhões, trens e limitações da infraestrutura terrestre, fatores que aumentam a pressão ambiental sobre o setor.

Diante desse cenário, o governo federal passou a fortalecer a Política de Sustentabilidade para o Transporte, lançada em 2025. A iniciativa estabelece diretrizes ambientais, sociais e de governança para os segmentos portuário, aeroportuário e hidroviário.

Segundo o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, o objetivo é ampliar ações sustentáveis com planejamento técnico e integração institucional.

Porto de Santos já utiliza energia elétrica para embarcações

Entre os principais exemplos em operação está o Porto de Santos, em São Paulo, que desde 2024 utiliza o sistema Onshore Power Supply (OPS) para fornecer energia elétrica a rebocadores atracados. O abastecimento é realizado com energia proveniente da usina hidrelétrica de Itatinga.

A medida reduz o consumo de combustíveis fósseis durante as operações portuárias e diminui a emissão de poluentes na região.

Paranaguá, Suape e Pecém ampliam projetos sustentáveis

No Porto de Paranaguá, no Paraná, investimentos em ferrovia e sistemas de geração fotovoltaica vêm sendo utilizados para aumentar a eficiência operacional e reduzir impactos ambientais.

Já o Porto de Suape, em Pernambuco, trabalha na implantação de um terminal de contêineres totalmente eletrificado, com previsão de conclusão até o fim deste ano.

Enquanto isso, os portos de Pecém, no Ceará, e do Açu, no Rio de Janeiro, avançam em projetos ligados à produção e exportação de hidrogênio verde, amônia verde e corredores logísticos voltados a combustíveis de baixo carbono a partir de 2030.

Governo amplia monitoramento ambiental no setor marítimo

Na área regulatória, o MPor coordena atualmente o Programa de Descarbonização de Portos (PND-Portos) e o Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação), desenvolvido em parceria com a Infra S.A.

O indicador reúne 39 métricas divididas em quatro dimensões para monitorar o desempenho ambiental das embarcações que operam nos portos brasileiros.

Transição energética deve transformar infraestrutura portuária

De acordo com o ministério, a combinação entre políticas públicas, monitoramento ambiental e modernização da infraestrutura será fundamental para impulsionar a transição energética do setor portuário nos próximos anos.

A estratégia também busca alinhar os portos brasileiros aos compromissos climáticos assumidos pelo país e às novas exigências ambientais do comércio internacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural

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