Trafico

Receita Federal apreende 116 kg de cocaína no Aeroporto de Guarulhos

A Receita Federal apreendeu aproximadamente 116 kg de cocaína na noite de terça-feira (22), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. A droga estava escondida em três malas que seriam levadas para uma aeronave com destino a Joanesburgo, na África do Sul.

Segundo a Receita, a carga apreendida foi avaliada em cerca de R$ 5,8 milhões. A ação ocorreu durante uma fiscalização realizada pela Alfândega da Receita Federal no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos.

Droga foi localizada antes do embarque

A apreensão teve início após equipes identificarem movimentações consideradas suspeitas na área aeroportuária. Durante o monitoramento, os agentes perceberam três volumes abandonados nas proximidades de uma aeronave que faria o trajeto para a África do Sul.

As equipes de fiscalização localizaram as três malas, todas identificadas com etiquetas de destino para Joanesburgo. Dentro dos volumes, foram encontrados aproximadamente 116 kg de cocaína, além de dispositivos de rastreamento.

A intervenção ocorreu antes que as bagagens entrassem no fluxo normal de embarque e fossem encaminhadas à aeronave.

Após a localização da droga, as autoridades competentes foram acionadas. Um homem foi preso em flagrante durante a ocorrência.

Operação Sufoco amplia apreensões no aeroporto

A ação integra a Operação Sufoco, conduzida pela Alfândega de Guarulhos com base em atividades de inteligência e monitoramento de acessos irregulares às áreas restritas do aeroporto.

Desde o início da operação, em 21 de agosto, outras duas apreensões de cocaína já haviam sido realizadas no aeroporto.

Na primeira ocorrência, registrada em 21 de agosto, aproximadamente 25 kg de cocaína foram encontrados escondidos em bolinhos recheados e bombons. A droga foi interceptada durante uma tentativa de entrada do entorpecente na área aeroportuária.

Mala com mais de 45 kg foi interceptada em setembro

Em 18 de setembro, uma nova ação de monitoramento identificou outra tentativa de transporte de drogas. Dessa vez, uma mala contendo mais de 45 kg de cocaína foi localizada antes do embarque.

O volume estava nas proximidades de uma aeronave que tinha Frankfurt, na Alemanha, como destino.

Operação já apreendeu mais de 180 kg de cocaína

Com a apreensão realizada em 22 de setembro, as ações da Operação Sufoco somaram mais de 180 kg de cocaína apreendidos entre 21 de agosto e 22 de setembro.

De acordo com a estimativa divulgada pela Receita Federal, o valor das drogas apreendidas durante esse período chega a aproximadamente R$ 9 milhões.

As ações fazem parte do trabalho de fiscalização aduaneira, inteligência e controle realizado no Aeroporto Internacional de Guarulhos para identificar tentativas de acesso irregular às áreas restritas e de transporte de entorpecentes.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Aeroportos

Por que algumas pistas de aeroporto são maiores que outras?

O tamanho de uma pista de aeroporto não é definido apenas pelo porte do terminal ou pela quantidade de passageiros atendidos. Dependendo das aeronaves que operam no local e das condições geográficas e meteorológicas da região, uma pista pode ter menos de 1 mil metro ou chegar a aproximadamente 4 mil metros.

Entre os principais fatores considerados estão o peso da aeronave, seu desempenho operacional, temperatura, altitude, vento, declividade, características do terreno e condições do pavimento. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o dimensionamento também leva em conta os pesos operacionais e as características de desempenho dos aviões que utilizarão a estrutura.

No Brasil, as diferenças são facilmente observadas. A pista principal do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, tem 1.940 metros. No Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, uma das pistas alcança 4 mil metros. Já o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, possui duas pistas com 3.700 e 3 mil metros.

Peso do avião influencia o comprimento da pista

Uma das principais variáveis é o tamanho e o peso da aeronave.

Aviões maiores e mais pesados podem precisar de uma distância maior para atingir a velocidade necessária para a decolagem. No pouso, a lógica também se aplica: quanto maior a aeronave e seu peso na operação, maior pode ser a distância necessária para reduzir a velocidade e parar com segurança.

Por isso, o comprimento da pista precisa ser compatível com os tipos de aeronaves previstos para operar naquele aeroporto e com as condições específicas de cada operação.

Temperatura e altitude também afetam a operação

As características do local onde o aeroporto está instalado também interferem diretamente no desempenho das aeronaves.

Em temperaturas elevadas, o ar fica menos denso, condição que pode afetar o desempenho do avião durante a decolagem e aumentar a distância necessária para alcançar a velocidade adequada.

A altitude do aeroporto é outro elemento importante. Em regiões mais elevadas, a pressão atmosférica é menor, modificando as condições de operação das aeronaves.

Isso explica por que aeroportos destinados a receber aviões semelhantes podem ter pistas de comprimentos diferentes.

Vento, terreno e pavimento entram nos cálculos

O planejamento de uma pista de pouso e decolagem envolve uma série de variáveis além das características do avião.

De acordo com os critérios considerados pela Anac, entram na análise fatores como:

  • vento;
  • declividade da pista;
  • condições da superfície;
  • elevação do aeródromo;
  • características do terreno;
  • desempenho e peso das aeronaves.

Também são avaliadas as distâncias efetivamente disponíveis para diferentes etapas da operação. Entre elas estão a corrida de decolagem, a distância necessária para a decolagem, a aceleração e parada e a distância disponível para o pouso.

Dependendo das características do aeroporto, áreas complementares, como zonas de parada e zonas desimpedidas, também podem ser consideradas nos cálculos de segurança operacional.

Pista maior não significa aeroporto mais movimentado

O comprimento da pista não está diretamente relacionado ao número de passageiros atendidos por um aeroporto.

Um terminal pode ter uma pista relativamente curta e receber um grande volume de voos, enquanto outro aeroporto, com uma pista significativamente maior, pode apresentar uma movimentação diferente.

A dimensão da estrutura está principalmente relacionada às características das operações previstas, aos modelos de aeronaves e às condições específicas do local.

Assim, o tamanho de uma pista resulta da combinação entre o avião que irá utilizá-la, as características do aeroporto e as condições ambientais e operacionais existentes.

Anac mantém cadastro das pistas brasileiras

A definição das dimensões de uma pista envolve estudos, cálculos e critérios técnicos destinados a garantir que a infraestrutura seja compatível com as aeronaves e as operações previstas.

A Anac mantém um cadastro oficial das pistas dos aeródromos públicos brasileiros. A base reúne informações como comprimento, largura, orientação e tipo de pavimento.

Os dados do cadastro são atualizados semanalmente, permitindo acompanhar as características da infraestrutura aeroportuária disponível no país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Unsplash

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Importação

Medicamento experimental é liberado em poucos minutos após chegada ao Brasil

A chegada de um medicamento experimental ao Brasil exigiu uma operação logística coordenada e de alta velocidade no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Importada dos Estados Unidos, a carga destinada ao tratamento do influenciador Lito Sousa teve o despacho aduaneiro concluído em poucos minutos após o desembarque, permitindo que o produto fosse encaminhado imediatamente ao hospital onde será utilizado.

A operação envolveu a Receita Federal e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que atuaram de forma integrada para antecipar os procedimentos necessários à entrada da carga no país.

Importação foi planejada antes da chegada da carga

A agilidade na liberação foi resultado de um planejamento prévio entre os órgãos responsáveis pelo controle da importação. Como o medicamento possui caráter experimental e seu potencial terapêutico pode ser comprometido pela passagem do tempo, a operação exigia que as etapas de fiscalização e desembaraço fossem realizadas com a maior rapidez possível.

O medicamento ALN-6457, produzido pela Regeneron Pharmaceuticals, ainda está em fase pré-clínica e não possui registro comercial ou representante legal no Brasil. No dia 4 de setembro, a Anvisa autorizou sua importação excepcional para uso compassivo no caso de Lito Sousa.

A carga chegou ao aeroporto de Guarulhos na madrugada de sábado (12), em um voo procedente de Nova York. Após o desembarque, o produto passou pelo procedimento de despacho aduaneiro, etapa fundamental para a regularização da entrada de mercadorias importadas no território nacional.

Da aeronave ao hospital

Após a liberação, a logística foi realizada de forma direta. O medicamento foi retirado da aeronave e encaminhado para um helicóptero, que fez o transporte até seu destino final, o Hospital Israelita Albert Einstein. A estratégia eliminou etapas intermediárias no deslocamento da carga e reduziu o intervalo entre a chegada do medicamento ao Brasil e sua disponibilização para uso hospitalar.

O caso demonstra como o planejamento antecipado pode ser determinante em operações de importação de produtos sensíveis, especialmente quando envolve medicamentos, vacinas e outros insumos de saúde que dependem de condições específicas e possuem caráter emergencial.

Integração entre órgãos reduz tempo na importação

A atuação conjunta entre Receita Federal, Anvisa, Ministério da Saúde e operadores logísticos faz parte de uma estrutura utilizada em situações que demandam maior agilidade na entrada de produtos essenciais no país.

Durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, a integração entre os órgãos foi fundamental para acelerar a liberação de vacinas, medicamentos e outros insumos utilizados no enfrentamento da emergência sanitária.

Além da fiscalização e do controle das mercadorias que entram no território nacional, a Aduana brasileira exerce papel estratégico na cadeia de suprimentos de saúde. O desafio está em conciliar segurança, cumprimento das exigências regulatórias e velocidade no desembaraço.

No caso do medicamento destinado a Lito Sousa, a operação evidencia como a preparação antecipada e a integração entre diferentes instituições podem reduzir significativamente o tempo de uma importação, especialmente quando cada hora pode fazer diferença para o destinatário final.

Fonte: G1, com informações sobre a operação da Receita Federal e da Anvisa.

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa / Reprodução Internet

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Aeroportos

Polícia Federal faz operação contra esquema de tráfico de drogas em bagagens no Aeroporto de Guarulhos

A Polícia Federal (PF) realizou, na terça-feira (4), a Operação Échec de Livraison, que tem como objetivo desmantelar uma organização criminosa suspeita de utilizar o sistema de bagagens despachadas em voos com destino à Europa para enviar drogas ao exterior. A ação ocorreu no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, principal terminal aéreo do país.

Investigação começou após apreensão de cocaína na França

As investigações tiveram início a partir de informações compartilhadas por autoridades francesas, dentro dos mecanismos de cooperação policial internacional. O ponto de partida foi a apreensão de cerca de 43 quilos de cocaína no Aeroporto de Paris, em outubro de 2025.

Segundo a PF, a droga foi encontrada em uma mala despachada cuja etiqueta apresentava dados incompatíveis com o voo e com o passageiro responsável pela bagagem. A inconsistência levantou suspeitas sobre o uso de etiquetas fraudadas, mecanismo que teria sido utilizado para inserir o entorpecente no fluxo regular de bagagens.

Mandados de prisão e buscas foram cumpridos

Com base nas evidências reunidas ao longo da investigação, a Justiça autorizou o cumprimento de seis mandados de prisão e sete mandados de busca e apreensão.

Até a divulgação oficial da operação, quatro suspeitos já haviam sido presos pelas equipes da Polícia Federal.

Objetivo é identificar todos os envolvidos

De acordo com a PF, a operação busca identificar e responsabilizar todos os integrantes da organização criminosa suspeita de atuar no tráfico internacional de drogas, utilizando a estrutura logística de bagagens em voos internacionais para transportar cocaína até países da Europa.

As investigações continuam para esclarecer a participação de outros envolvidos e identificar a extensão do esquema criminoso.

FONTE: Aeroin
TEXTO: Redação
IMAGEM: Depositphotos

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Aeroportos

Guarulhos lidera importações aéreas no Brasil e concentra 55% das operações internacionais

O Terminal de Cargas (Teca) do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, alcançou um novo marco ao movimentar mais de 342 mil toneladas de mercadorias em 2025. Desse total, cerca de 167 mil toneladas corresponderam às importações e outras 175 mil toneladas às exportações, consolidando o aeroporto como o principal hub da carga aérea internacional brasileira.

De acordo com a GRU Airport, o terminal responde atualmente por 55% de todas as importações aéreas realizadas no país, reforçando sua relevância para as operações de comércio exterior. O complexo atende 21 companhias cargueiras com voos diretos para importantes centros logísticos da América do Norte, Europa e Oriente Médio.

Localização e conectividade impulsionam liderança

A posição de destaque de Guarulhos é resultado da combinação entre ampla conectividade internacional e localização estratégica, próxima ao maior polo industrial e consumidor do Brasil. Esses fatores favorecem empresas que dependem de agilidade e previsibilidade nas operações logísticas.

Entre os principais produtos transportados pelo terminal estão medicamentos, equipamentos médicos, componentes eletrônicos, autopeças, produtos farmacêuticos, mercadorias perecíveis e itens de alto valor agregado, segmentos que exigem rapidez, segurança e controle durante o transporte.

Modal aéreo é essencial para cargas de alto valor

Embora represente uma parcela menor do volume total transportado quando comparado aos modais rodoviário e marítimo, o transporte aéreo de cargas desempenha papel estratégico para a indústria e o comércio exterior.

Esse modal é utilizado principalmente para produtos de maior valor agregado ou sensíveis ao tempo de entrega, garantindo rapidez, controle de temperatura, rastreabilidade e elevados padrões de segurança ao longo da cadeia logística.

Crescimento da carga aérea acompanha avanço do setor

O desempenho registrado em Guarulhos acompanha a expansão da carga aérea internacional no Brasil. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que os aeroportos brasileiros movimentaram 673,6 mil toneladas de cargas no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 1,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

As operações internacionais responderam por 448,2 mil toneladas, equivalente a 66,5% de toda a movimentação registrada no período, mantendo o segmento como principal responsável pelo desempenho do setor.

Infraestrutura moderna amplia capacidade operacional

Com mais de 200 mil metros quadrados destinados à armazenagem, o Teca opera ininterruptamente, 24 horas por dia. A estrutura inclui câmaras frias com capacidade para 33 mil metros cúbicos, além de áreas específicas para cargas perigosas, produtos controlados e transporte de animais vivos.

Essa infraestrutura permite atender diferentes perfis de mercadorias e amplia a eficiência das operações logísticas no maior aeroporto do país.

Investimentos de R$ 2,5 bilhões devem fortalecer hub logístico

A expansão do terminal faz parte do plano de modernização do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Em dezembro de 2025, a concessionária anunciou investimentos de R$ 2,5 bilhões até 2029 para ampliar a capacidade operacional, modernizar instalações, reforçar a segurança e preparar o aeroporto para o aumento da demanda por passageiros e cargas.

Entre os projetos previstos estão os parques logísticos Aero I e Aero II, que integrarão as áreas terrestre (landside) e aérea (airside). A proposta é acelerar os processos de carga e descarga, ampliar a capacidade de armazenagem e criar novos fluxos para cargas nacionais e internacionais, fortalecendo Guarulhos como referência logística na América do Sul.

Cenário internacional pode influenciar movimentação de cargas

Apesar dos resultados positivos, o setor acompanha com atenção as mudanças no comércio internacional. A adoção de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode alterar os fluxos de importação e exportação, principalmente de mercadorias de maior valor agregado transportadas por via aérea.

Ainda assim, os impactos sobre a movimentação no terminal de Guarulhos dependerão da evolução das negociações comerciais entre os países e das estratégias adotadas pelas empresas exportadoras.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Aeroportos

Multas da Receita Federal elevam preocupação no setor aeroportuário e podem aumentar custos da aviação

As recentes multas da Receita Federal aplicadas a empresas de serviços auxiliares ao transporte aéreo colocaram o setor aeroportuário em estado de alerta. As autuações, que já atingem companhias de ground handling com atuação no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), podem representar uma mudança significativa na estrutura de custos da infraestrutura aeroportuária brasileira.

O foco da cobrança está na contribuição adicional ao Risco Ambiental do Trabalho (RAT), destinada ao financiamento da aposentadoria especial de trabalhadores expostos a agentes nocivos, especialmente níveis elevados de ruído.

Segundo representantes do segmento, a nova interpretação pode elevar a alíquota incidente sobre a folha de pagamento de 3% para até 9%, além de gerar cobranças retroativas que, em alguns casos, já ultrapassam R$ 25 milhões por empresa.

Setor questiona ampliação da cobrança pela Receita

A origem da discussão está no Tema 555 do Supremo Tribunal Federal (STF), que definiu que o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) não elimina automaticamente o direito à aposentadoria especial em situações de exposição contínua ao ruído.

No entanto, empresas do setor afirmam que a Receita Federal estaria ampliando o alcance desse entendimento ao considerar que todos os trabalhadores estariam expostos às mesmas condições, aplicando a cobrança sobre toda a folha salarial sem avaliação individual dos postos de trabalho.

De acordo com José Nijar Sauaia Neto, advogado que presta assessoria jurídica à Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares ao Transporte Aéreo (Abesata), as autuações desconsideram análises técnicas específicas e presumem, de forma generalizada, a ineficácia dos equipamentos de proteção utilizados pelas empresas.

Empresas de apoio aéreo temem impacto em toda a cadeia da aviação

As Empresas de Serviços Auxiliares ao Transporte Aéreo (ESATAs) desempenham funções essenciais para o funcionamento dos aeroportos, como movimentação de bagagens e cargas, atendimento aos passageiros, limpeza de aeronaves, apoio operacional em solo e atividades de embarque e desembarque.

Como essas operações dependem fortemente de mão de obra, a folha de pagamento representa uma das principais despesas do setor. Por isso, um aumento na contribuição previdenciária pode elevar significativamente os custos operacionais.

Na avaliação das empresas, os reflexos não ficariam restritos às prestadoras de serviços. O impacto pode alcançar companhias aéreas, operadores logísticos e concessionárias aeroportuárias, afetando toda a cadeia da aviação civil.

Preocupação se estende a aeroportos de todo o país

Embora as primeiras autuações tenham sido registradas em Guarulhos, empresas que atuam em aeroportos como Congonhas, Viracopos, Galeão, Brasília, Confins e Recife acompanham o caso com atenção diante da possibilidade de ampliação das fiscalizações.

O tema ganha ainda mais relevância em um momento de recuperação e expansão do setor aéreo brasileiro.

Dados do Ministério de Portos e Aeroportos e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam que o transporte aéreo movimentou 33,5 milhões de passageiros no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 7,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A demanda internacional avançou 13%, enquanto o mercado doméstico registrou alta de 6%.

Entre janeiro e maio, o fluxo de passageiros acumulou expansão de 6,7%, impulsionando novos investimentos na ampliação e modernização dos aeroportos.

Investimentos podem ser afetados por aumento de custos

O cenário preocupa porque coincide com um ciclo de investimentos na infraestrutura aeroportuária.

Em fevereiro deste ano, o governo federal e a concessionária Aena anunciaram R$ 9,2 bilhões para obras de modernização e expansão em 11 aeroportos brasileiros, incluindo Congonhas. Além disso, foi divulgado um pacote de R$ 1,8 bilhão destinado ao fortalecimento da infraestrutura aeroportuária regional até 2027.

Para o setor, mudanças na interpretação de encargos previdenciários podem comprometer a previsibilidade financeira justamente em um período de retomada dos investimentos.

Empresas recorrem à Justiça e Congresso analisa mudanças

As empresas autuadas já iniciaram a contestação das cobranças nas esferas administrativa e judicial. Parte dos processos chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), enquanto novos recursos ainda poderão ser analisados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Paralelamente, outras empresas do segmento passaram a revisar laudos ambientais, Perfis Profissiográficos Previdenciários (PPP) e documentos relacionados à segurança do trabalho para reduzir riscos de futuras autuações.

No Congresso Nacional, um projeto de lei apresentado pelo deputado federal Sérgio Souza (MDB-PR) propõe restringir multas retroativas aos casos de fraude ou omissão dolosa de informações previdenciárias, além de garantir que as empresas possam apresentar provas técnicas antes da formalização da cobrança.

Segundo Ricardo Aparecido Miguel, presidente da Abesata, a previsibilidade jurídica é essencial para manter os investimentos e a estabilidade financeira das empresas responsáveis por serviços fundamentais à operação dos aeroportos brasileiros.

Insegurança jurídica preocupa setor aeroportuário

Para representantes da cadeia da aviação, a discussão sobre a incidência do RAT deixou de ser apenas uma questão previdenciária. O tema passou a ser considerado estratégico por envolver segurança jurídica, competitividade e os custos da infraestrutura aeroportuária, fatores considerados decisivos para a continuidade da expansão do transporte aéreo no Brasil.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Informação

Nova rota da Latam para Bruxelas amplia transporte de cargas e fortalece conexão entre Brasil e Europa

A Latam iniciou a operação de sua nova rota sem escalas entre São Paulo/Guarulhos e Bruxelas, passando a ser a única companhia aérea com voos diretos ligando Brasil e Bélgica. Além de ampliar as opções para passageiros, a novidade representa um reforço significativo na logística internacional, com mais de 100 toneladas semanais de capacidade para transporte de cargas entre os dois países.

A ligação é realizada três vezes por semana com aeronaves Boeing 787-9 e conecta diretamente o maior aeroporto do Brasil a um dos principais centros logísticos da Europa. O voo inaugural registrou ocupação máxima dos 300 assentos disponíveis.

Operação fortalece exportações e movimentação de cargas

A nova rota cria uma alternativa estratégica para o envio de cargas brasileiras para a Europa, especialmente para mercados da Europa Ocidental e do Norte. Entre os produtos que podem ser beneficiados estão mercadorias industriais, itens farmacêuticos, produtos perecíveis e cargas de alto valor agregado.

No sentido inverso, a expectativa é ampliar o transporte de produtos farmacêuticos europeus para o Brasil. A Bélgica ocupa posição relevante na cadeia global de distribuição desse segmento, sendo considerada uma das principais portas de entrada para medicamentos e insumos especializados.

Segundo Derick Barboza, diretor de Aeroportos da Latam Brasil, a nova operação reforça a presença da companhia em mercados estratégicos e amplia as oportunidades para passageiros e embarcadores.

Bruxelas se consolida como importante hub logístico europeu

Com a inclusão de Bruxelas em sua malha internacional, a companhia amplia as possibilidades de conexão a partir do Aeroporto Internacional de Guarulhos, principal centro de operações da empresa no país.

Além de ser sede de importantes instituições da União Europeia, a capital belga desempenha papel fundamental na distribuição de cargas para diversos países do continente. Sua localização estratégica facilita o acesso a mercados como Alemanha, França, Holanda e países nórdicos, tornando-se uma opção atrativa para operadores logísticos e exportadores.

De acordo com a GRU Airport, a nova ligação também deve impulsionar o fluxo de passageiros entre Brasil e Bélgica, atualmente estimado em cerca de 100 viajantes por dia.

Latam chega ao décimo destino europeu com voos diretos

Com a inauguração da rota para Bruxelas, a Latam passa a operar voos diretos do Brasil para dez cidades europeias: Amsterdã, Barcelona, Bruxelas, Frankfurt, Lisboa, Londres, Madri, Milão, Paris e Roma.

A expansão ocorre em um momento de crescimento da aviação internacional brasileira. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam avanço contínuo na demanda por viagens ao exterior, impulsionado pela recuperação do setor aéreo e pela ampliação da oferta de voos para destinos estratégicos.

Com a nova operação, a companhia passa a oferecer conexões sem escalas para 27 destinos internacionais a partir do Brasil.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Carga aérea ganha foco em estudo do governo com visitas a centros logísticos em São Paulo

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) avançou nas análises sobre o setor de carga aérea no Brasil após realizar visitas técnicas a terminais aeroportuários e centros logísticos em São Paulo. A iniciativa foi conduzida em parceria com pesquisadores do Laboratório de Transportes e Logística (Labtrans), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A ação faz parte de um estudo que busca identificar gargalos, oportunidades e desafios do transporte aéreo de cargas, segmento considerado estratégico diante do crescimento acelerado do comércio eletrônico no país.

Viracopos e Guarulhos concentram grande parte da movimentação

Durante três dias, técnicos do ministério e especialistas da UFSC acompanharam operações nos Terminais de Carga Aérea (TECA) dos aeroportos de Viracopos e Guarulhos. Juntos, os dois terminais responderam por 38% da movimentação nacional de carga aérea em 2025.

Além dos aeroportos, a equipe visitou centros logísticos de grandes operadores do setor, como Amazon, DHL, Latam Airlines e Cainiao, braço logístico da AliExpress. Também entrou no roteiro a Ajun, empresa responsável pelo transporte de encomendas ligadas a plataformas digitais como Shein, Temu e Shopee.

Crescimento do e-commerce impulsiona logística aérea

O avanço do e-commerce vem ampliando a necessidade de operações mais rápidas e integradas, aumentando a relevância da logística aérea para garantir prazos menores de entrega e fortalecer a conexão entre mercados nacionais e internacionais.

A pesquisa de campo foi estruturada em quatro pilares principais: infraestrutura, sustentabilidade, segurança operacional e expansão do comércio eletrônico.

Durante as visitas, os técnicos acompanharam processos de importação e exportação, desembaraço aduaneiro e modelos operacionais utilizados por empresas do setor logístico.

Integração logística busca reduzir custos e otimizar operações

Entre os modelos avaliados pela equipe está a parceria entre a Amazon e a Azul Linhas Aéreas. O sistema permite que as cargas sejam preparadas, inspecionadas e paletizadas pela empresa de comércio eletrônico antes do embarque, seguindo os padrões exigidos pela companhia aérea.

Na prática, o modelo reduz etapas operacionais, melhora o fluxo da cadeia logística e contribui para a redução de custos no transporte de mercadorias.

Estudo deve apoiar políticas públicas para o setor

Segundo o secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, a análise desses modelos pode servir de referência para modernizar os processos ligados à logística aeroportuária e ao transporte aéreo de encomendas no Brasil.

De acordo com ele, o governo busca compreender o funcionamento dessas operações para discutir medidas com órgãos reguladores, operadores e empresas do setor, com foco na simplificação de procedimentos e na redução de custos para consumidores e empresas.

O estudo conduzido pelo MPor pretende avaliar como o país pode se preparar para o aumento das encomendas movimentadas por plataformas digitais e operadores logísticos. A expectativa é que os dados levantados sirvam de base para políticas públicas voltadas ao fortalecimento da infraestrutura, ampliação da competitividade e modernização da logística aérea nacional.

FONTE: Plantão News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Plantão News

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Aeroportos

Aeroportos do Brasil ganham destaque entre os mais movimentados da América Latina

O avanço da aviação brasileira e os investimentos em infraestrutura colocaram o Brasil em posição de destaque no setor aeroportuário da América Latina. De acordo com levantamento divulgado pelo Conselho Internacional de Aeroportos da América Latina e Caribe (ACI-LAC), três terminais brasileiros figuram entre os dez mais movimentados da região em 2025: Guarulhos, Congonhas e Galeão.

Guarulhos lidera ranking latino-americano

O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, apareceu na liderança do ranking regional após registrar mais de 23,1 milhões de passageiros ao longo de 2025. O número representa crescimento de 8,3% em comparação com o ano anterior.

Com o resultado, o terminal paulista superou importantes centros aéreos do continente, como o Aeroporto El Dorado, em Bogotá, e o Aeroporto Internacional da Cidade do México.

Congonhas e Galeão também aparecem entre os maiores

Além de Guarulhos, o levantamento inclui o Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, que ficou na sétima colocação com movimentação próxima de 11,9 milhões de passageiros.

Já o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, encerrou o ranking na décima posição, com cerca de 8,7 milhões de viajantes transportados. O terminal carioca também apresentou um dos maiores avanços do período, com crescimento de 23,6% no fluxo de passageiros entre 2024 e 2025.

Investimentos impulsionam modernização aeroportuária

O crescimento da movimentação aérea acompanha o aumento dos investimentos no setor. Em 2024, os aportes públicos em infraestrutura aeroportuária chegaram a R$ 549,5 milhões, enquanto os investimentos privados alcançaram R$ 3,38 bilhões.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os investimentos fortalecem a conectividade, melhoram os serviços aos passageiros e ampliam a segurança operacional nos aeroportos brasileiros.

Guarulhos receberá R$ 1,4 bilhão em melhorias

Considerado o maior terminal aéreo da América Latina, Guarulhos terá novos investimentos de R$ 1,4 bilhão anunciados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O pacote inclui 21 projetos voltados à ampliação de terminais, integração tecnológica e modernização de áreas operacionais, como pátios e taxiways.

A renovação do contrato de concessão, homologada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em outubro de 2024, também permitiu a retomada de obras estruturantes e a extensão da concessão até 2033.

Congonhas e Galeão passam por transformação

O Aeroporto de Congonhas também vive um amplo processo de modernização. O projeto prevê investimentos estimados em R$ 2,4 bilhões, com foco em sustentabilidade, eficiência operacional e adequação aos padrões internacionais.

Após a conclusão das obras, a capacidade anual do terminal deverá aumentar de 22 milhões para quase 30 milhões de passageiros.

No Rio de Janeiro, o Galeão também deve receber novos aportes após o leilão de venda assistida realizado em março. O terminal foi adquirido pela espanhola Aena por R$ 2,9 bilhões, em um modelo que busca garantir a continuidade dos investimentos e a sustentabilidade da concessão até 2039.

Transporte aéreo mantém ritmo de crescimento no Brasil

O desempenho dos aeroportos acompanha a expansão da demanda por transporte aéreo no país. Somente no primeiro trimestre deste ano, mais de 34 milhões de passageiros utilizaram voos domésticos e internacionais no Brasil, alta de 9,52% em relação ao mesmo período do ano passado.

A movimentação internacional teve crescimento ainda mais expressivo, com mais de 8,3 milhões de passageiros embarcando ou desembarcando em voos para o exterior — avanço de 13,2%.

Já o mercado doméstico registrou aumento de 8,35%, totalizando mais de 25,7 milhões de passageiros transportados nos três primeiros meses do ano.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima/MPor

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Logística

Shopee amplia logística com maior galpão do Brasil e intensifica disputa no e-commerce

A Shopee deu um passo decisivo no mercado brasileiro ao fechar o maior contrato de locação de galpão logístico já registrado no país. A estrutura, com cerca de 220 mil metros quadrados, está localizada em Guarulhos, às margens da Rodovia Presidente Dutra — um dos principais corredores de transporte do Brasil.

O movimento reforça a estratégia da empresa de acelerar entregas e ampliar sua eficiência operacional, elevando a concorrência com gigantes como Mercado Livre e Amazon.

Contrato antecipado revela disputa por infraestrutura

Um dos pontos mais relevantes da operação é que a Shopee assinou o contrato antes mesmo da conclusão da obra. Em um cenário de baixa disponibilidade de espaços logísticos — cerca de 8% em São Paulo — a decisão demonstra antecipação estratégica.

Ao garantir o ativo previamente, a empresa não apenas assegura capacidade de expansão, como também limita o acesso de concorrentes a estruturas similares em localização privilegiada.

Localização estratégica reduz custo da última milha

A escolha de Guarulhos é considerada estratégica por sua proximidade com grandes centros consumidores e conexão direta com importantes rotas rodoviárias.

Essa localização favorece a chamada logística de última milha, etapa final da entrega e uma das mais caras do processo. Quanto menor a distância até o consumidor, maior a eficiência e menor o custo operacional.

Investimento prioriza eficiência e velocidade

O valor de locação gira em torno de R$ 45 por metro quadrado, indicando que a decisão vai além do custo imediato. A aposta está na redução do custo por entrega ao longo do tempo, por meio de escala logística, otimização de rotas e maior velocidade de processamento.

O empreendimento pertence à empresa Mark Logistics, controlada pela gestora ARIS Management, e foi projetado para operações de grande volume.

Expansão acelerada supera 1 milhão de m²

Desde 2020, a Shopee vem ampliando sua presença no Brasil com rapidez. Atualmente, a empresa soma pelo menos 16 centros de distribuição e ultrapassa 1 milhão de metros quadrados em área logística.

Esse crescimento coloca a plataforma entre as maiores operações do país, atrás apenas do Mercado Livre em infraestrutura logística.

Modelos como cross docking e fulfillment aceleram entregas

Para otimizar operações, a empresa combina diferentes modelos logísticos. O cross docking permite que produtos sejam rapidamente redirecionados sem necessidade de armazenamento prolongado.

Já o modelo de fulfillment centraliza o estoque de vendedores nos centros da Shopee, garantindo maior controle sobre embalagem, separação e envio — o que contribui para reduzir prazos e padronizar processos.

Rede descentralizada amplia capilaridade

Além dos centros de distribuição, a Shopee conta com mais de 3 mil pontos físicos espalhados pelo Brasil. Esses locais funcionam como pontos de coleta, retirada e devolução, aumentando a capilaridade logística.

Essa estratégia descentralizada aproxima a operação do consumidor final e reduz a dependência de grandes hubs.

Prazos menores elevam concorrência no setor

Os efeitos da expansão já são percebidos nos prazos de entrega. Na região metropolitana de São Paulo, parte significativa dos pedidos chega em até dois dias, com uma parcela entregue no dia seguinte.

Esse avanço pressiona concorrentes a reagirem com melhorias em frete, prazos e benefícios, elevando o nível de exigência no setor de e-commerce.

Impacto direto no consumidor e no mercado

Com entregas mais rápidas e maior previsibilidade, o consumidor tende a se beneficiar de uma experiência mais eficiente. Ao mesmo tempo, a disputa entre grandes players intensifica a competitividade por preço e serviço.

A estratégia da Shopee indica uma mudança no foco do mercado: a infraestrutura logística passa a ser um dos principais diferenciais competitivos no comércio eletrônico.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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