Internacional

Irã libera navio do Catar no Estreito de Ormuz após semanas de restrições

O Irã autorizou, nesta quinta-feira (30), a passagem de um navio do Catar carregado com gás natural liquefeito (GNL) pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo e gás no mundo. A decisão ocorre após mais de três semanas de restrições impostas por Teerã à navegação na região.

Segundo informações divulgadas pela agência estatal iraniana Fars, a embarcação cumpriu todas as determinações das autoridades locais e atravessou o estreito sem qualquer registro de incidente.

Liberação ocorre em meio à tensão entre Irã e Estados Unidos

A autorização para a travessia acontece em um cenário de forte tensão entre Irã e Estados Unidos, marcado por confrontos e ameaças envolvendo interesses estratégicos na região do Golfo.

Até o momento, não há confirmação oficial de que a flexibilização das restrições será aplicada a outras embarcações, o que mantém a incerteza sobre a normalização da navegação no Estreito de Ormuz.

EUA anunciam nova ofensiva contra alvos iranianos

Em outro desdobramento do conflito, o Comando Central dos Estados Unidos informou ter realizado uma nova ofensiva militar contra o Irã. A ação foi apresentada como resposta à tentativa iraniana de atingir tropas norte-americanas com mísseis balísticos.

Segundo os militares americanos, dezenas de posições ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica foram atingidas durante a operação.

Bombardeios deixam mortos e Jordânia intercepta mísseis

A emissora estatal iraniana Irib informou que os ataques resultaram na morte de três pessoas na ilha de Qeshm. Entre as vítimas, estaria uma criança de dois anos.

Paralelamente, as Forças Armadas da Jordânia anunciaram a interceptação de cinco mísseis iranianos. Conforme o governo jordaniano, os projéteis tinham como destino o território do reino.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wikimedia Commons/ND Mais

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EUA intensificam ataques ao Irã e elevam tensão no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos realizaram nesta segunda-feira (20) o nono dia consecutivo de ataques contra o Irã, ampliando a escalada militar no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com a segurança no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, após autoridades iranianas relatarem a explosão e a paralisação de dois petroleiros na região.

O aumento das hostilidades ocorre após o colapso de um acordo de cessar-fogo firmado há cerca de um mês, reacendendo os confrontos e aumentando os riscos para o comércio internacional de energia.

Irã afirma ter atingido bases e instalações militares dos EUA

A Guarda Revolucionária Islâmica informou que lançou mísseis balísticos contra alvos militares americanos em diferentes países da região. Segundo o comunicado, foram atingidas aeronaves dos EUA no aeroporto de Aqaba, na Jordânia, além de instalações militares no campo de Al-Adiri e na Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait. O grupo também afirmou ter atacado posições americanas na Síria.

Em meio aos ataques, o Ministério do Interior do Bahrein informou que sirenes de alerta foram acionadas durante a manhã. Já o Exército do Kuwait declarou ter interceptado drones considerados hostis durante a ofensiva iraniana.

Washington anuncia nova ofensiva militar

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou o início de uma nova etapa da operação militar, afirmando que os ataques têm como objetivo reduzir a capacidade do Irã de realizar ações contra embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz. O órgão, no entanto, não divulgou detalhes sobre os alvos atingidos.

De acordo com a agência iraniana Tasnim, mísseis americanos atingiram diversas cidades durante a madrugada, incluindo Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as operações militares continuarão enquanto o Irã representar uma ameaça à navegação internacional.

Segundo Rubio, o Estreito de Ormuz é uma hidrovia de interesse global e os Estados Unidos manterão sua resposta militar sempre que embarcações comerciais forem alvo de ataques. Apesar disso, o governo americano declarou permanecer aberto a uma solução diplomática.

Estreito de Ormuz concentra preocupação do mercado global

As tensões também afetam diretamente a infraestrutura da região. O governo do Kuwait informou que uma usina de dessalinização foi atingida pelo segundo dia consecutivo, provocando um incêndio em uma instalação considerada essencial para o abastecimento de água.

Enquanto isso, o órgão britânico United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou ter recebido um relato sobre uma embarcação em chamas próxima à costa de Omã, embora a causa do incidente ainda não tenha sido confirmada.

A Guarda Revolucionária iraniana declarou que dois petroleiros ficaram imobilizados após explosões enquanto navegavam por uma rota ao sul do estreito, considerada insegura por Teerã. Segundo o governo iraniano, as embarcações teriam sido orientadas pelas forças americanas a utilizar esse trajeto.

As autoridades iranianas não divulgaram informações sobre os navios, como bandeira, nacionalidade da tripulação ou existência de vítimas.

Em novo comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que o Estreito de Ormuz continuará oferecendo riscos enquanto os ataques americanos persistirem, alertando para possíveis impactos no transporte de petróleo, gás natural e produtos petroquímicos.

Fluxo de navios diminui e petróleo sobe no mercado internacional

Dados da LSEG apontam que apenas quatro embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz no domingo, metade do volume registrado no dia anterior. Desde a última sexta-feira (17), ao menos três navios-tanque de derivados e um superpetroleiro ingressaram na região para operações de carregamento.

A instabilidade também repercutiu no mercado internacional, com os preços do petróleo avançando cerca de 2% nesta segunda-feira e superando a marca de US$ 90 por barril.

Conflito amplia número de vítimas militares

As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram a morte de mais um militar durante uma operação no norte do Iraque. Segundo o CENTCOM, o soldado participava da detonação controlada de munições remanescentes de um drone iraniano abatido.

Anteriormente, Washington havia informado a morte de dois militares na Jordânia e o desaparecimento de um terceiro. No domingo, o comando americano comunicou que restos mortais não identificados foram encontrados no local do ataque e seguem em processo de identificação.

Com a atualização, o número de militares americanos mortos desde o início do conflito chegou a 17, enquanto mais de 420 soldados ficaram feridos.

A guerra teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã com o objetivo declarado de enfraquecer os programas nuclear e de mísseis de Teerã. Desde então, o conflito já deixou milhares de mortos, principalmente em território iraniano e no Líbano.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/CENTCOM

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Tensão no Golfo Pérsico aumenta e ameaça entendimento entre EUA e Irã

A escalada da tensão no Golfo Pérsico voltou a elevar o risco de um confronto entre Estados Unidos e Irã. Segundo a emissora estatal iraniana Press TV, o governo iraniano afirmou que responderá a novos ataques com o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, além de prometer retaliar em dobro contra alvos considerados inimigos.

Acordo firmado em junho perde força

A nova troca de ameaças acontece menos de um mês após os dois países assinarem, em 17 de junho, um memorando de entendimento. O documento previa o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, além do compromisso de não iniciar novas ações militares ou conflitos diretos entre as nações.

No entanto, durante a reunião de cúpula da Otan realizada nesta quarta-feira (8), em Ancara, na Turquia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o acordo já não tem validade. “Não quero lidar com eles”, afirmou.

Irã acusa EUA de romper cessar-fogo

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, responsabilizou os Estados Unidos por descumprirem o cessar-fogo firmado entre os dois países.

De acordo com a Press TV, a crise se intensificou após forças norte-americanas realizarem ataques contra bases costeiras e instalações não militares nas províncias iranianas de Hormozgan, no sul do país, e Khuzistão, no sudoeste.

Ataques e retaliações ampliam a crise

Em resposta às ações militares dos Estados Unidos, autoridades iranianas informaram ter lançado mísseis e drones contra 85 alvos militares norte-americanos localizados no Bahrein e no Kuwait.

Ainda segundo a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), os ataques atingiram instalações no Porto Salman, onde está localizada a área da Quinta Frota dos EUA no Bahrein, além da Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuwait.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Stringer/Reuters

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EUA realizam ataque contra instalações do Irã após incidente com drones no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos realizaram ataques contra instalações iranianas neste sábado (6), após a identificação de drones lançados pelo Irã em direção ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de petróleo e gás.

De acordo com informações divulgadas pelas forças americanas e reproduzidas pela Reuters, os alvos atingidos foram estruturas de radar e monitoramento costeiro utilizadas pelo governo iraniano. A ação ocorreu após quatro drones iranianos supostamente ameaçarem o tráfego marítimo na região.

Bases de vigilância foram alvo da ofensiva

Em publicação na rede social X, o Comando Central dos Estados Unidos informou que os ataques atingiram instalações de vigilância localizadas em Goruk e na Ilha Qeshm, áreas consideradas estratégicas dentro do Golfo Pérsico.

O governo iraniano reagiu imediatamente. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do país, a ofensiva norte-americana representa uma violação do cessar-fogo firmado em 8 de abril entre as partes envolvidas no conflito.

A pasta afirmou ainda que Washington deverá assumir as consequências decorrentes da operação militar, classificando a resposta iraniana como uma medida legítima diante da situação.

Irã anuncia retaliação contra interesses americanos

A Guarda Revolucionária do Irã informou que lançou ataques contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Kuwait e no Bahrein. Além disso, a corporação declarou ter realizado ações contra quatro navios-tanque que navegavam pelo Estreito de Ormuz sem autorização das autoridades iranianas.

As ações ampliam a preocupação internacional com a segurança da navegação em uma das áreas mais importantes para o transporte de energia no mundo.

Paquistão tenta intermediar solução diplomática

Em meio ao aumento das tensões, o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, chegou a Teerã neste sábado para participar de negociações com autoridades iranianas.

Segundo a mídia estatal do Irã, o representante paquistanês atua como mediador nas tentativas de restabelecer o diálogo e reduzir os riscos de uma nova escalada militar entre os países envolvidos.

Cessar-fogo enfrenta novos desafios

Embora um acordo de cessar-fogo tenha sido firmado há quase dois meses entre Estados Unidos, Israel e Irã, incidentes envolvendo drones continuaram sendo registrados em diferentes pontos do Golfo Pérsico.

Dados da empresa de análise marítima Kpler indicam que uma embarcação do Catar transportando gás natural liquefeito atravessou o Estreito de Ormuz pela primeira vez desde o início do conflito, iniciado em maio.

Além disso, ataques com drones foram relatados em diversas áreas da região. Um dos episódios atingiu um navio cargueiro que seguia em direção ao Catar, reforçando o clima de instabilidade no corredor marítimo.

Parlamento iraniano faz alerta aos EUA

Nas redes sociais, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, adotou um tom mais duro ao comentar os recentes acontecimentos.

Segundo ele, qualquer ação contra embarcações iranianas poderá provocar uma resposta imediata e contundente contra navios e instalações militares dos Estados Unidos na região.

A declaração evidencia o aumento da tensão diplomática e militar no Oriente Médio, enquanto esforços internacionais buscam evitar o agravamento do conflito.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Google Earth

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Irã anuncia controle no Estreito de Ormuz e passa a exigir autorização para tráfego marítimo

O governo do Irã divulgou na quarta-feira (20) um novo mapa que estabelece uma zona marítima controlada no Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e cargas marítimas.

A medida foi apresentada pela recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão responsável pela administração da região. Segundo o comunicado, embarcações que desejarem cruzar a hidrovia deverão solicitar autorização prévia e coordenar o trânsito com as autoridades iranianas.

Área controlada no Estreito de Ormuz

De acordo com o mapa divulgado nas redes sociais, a área delimitada pelo Irã será definida por duas linhas estratégicas no estreito.

No lado leste, o limite parte de Kuh-e Mobarak, no território iraniano, até a região sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

Já no lado oeste, a delimitação se estende da extremidade da Ilha de Qeshm, também no Irã, até Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos.

A nova determinação reforça o controle iraniano sobre o fluxo marítimo em uma das principais rotas globais de exportação de petróleo.

Navios já operam sob coordenação iraniana

Mais cedo, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã informou que 26 embarcações atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas em coordenação com o país.

Entre os navios autorizados estavam petroleiros, porta-contêineres e outras embarcações comerciais, segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana.

A força militar afirmou ainda que o tráfego marítimo segue funcionando normalmente, desde que os operadores obtenham as permissões exigidas e mantenham comunicação com as autoridades responsáveis pela área.

Estreito de Ormuz é rota estratégica mundial

O Estreito de Ormuz é considerado um dos corredores marítimos mais importantes do planeta, ligando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Grande parte do petróleo exportado por países do Oriente Médio passa diariamente pela região.

Por conta da relevância econômica e geopolítica da hidrovia, qualquer alteração nas regras de navegação costuma gerar impacto no mercado internacional de energia e no transporte marítimo global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: @PGSA_IRAN

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Irã amplia área estratégica do Estreito de Ormuz e ameaça elevar enriquecimento de urânio

O Irã anunciou nesta terça-feira (12) uma ampliação significativa da área considerada estratégica no Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o comércio global de petróleo e gás natural liquefeito. Paralelamente, autoridades iranianas voltaram a mencionar a possibilidade de elevar o enriquecimento de urânio para níveis próximos ao grau militar caso o país sofra novos ataques.

As declarações ocorrem em meio ao aumento da tensão regional envolvendo os Estados Unidos, Israel e o governo iraniano.

Irã redefine alcance estratégico do Estreito de Ormuz

Segundo informações divulgadas pela agência estatal Fars, o vice-diretor político da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohammad Akbarzadeh, afirmou que o estreito deixou de ser tratado apenas como uma área limitada próxima às ilhas de Ormuz e Hengam.

De acordo com o militar, a região agora passa a ser considerada uma “vasta área operacional”, com alcance entre a cidade de Jask, no leste, e a Ilha Siri, no oeste.

A mudança amplia o conceito estratégico adotado anteriormente pelas forças iranianas e reforça o monitoramento militar sobre o corredor marítimo.

Região concentra fluxo global de petróleo e gás

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do planeta. Cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito passa pela região, utilizada principalmente por exportadores como Arábia Saudita, Iraque e Catar.

Agências iranianas afirmam que a área operacional anteriormente estimada entre 32 e 48 quilômetros agora teria alcance entre 322 e 483 quilômetros, formando o que foi descrito como um “crescente completo”.

Expansão militar é a segunda desde início do conflito

Esta é a segunda ampliação estratégica anunciada pelo Irã desde o agravamento das tensões com EUA e Israel.

Em maio, a Marinha da Guarda Revolucionária já havia divulgado um novo mapa de controle marítimo abrangendo parte do litoral do Golfo de Omã, incluindo áreas próximas aos Emirados Árabes Unidos.

A nova atualização amplia ainda mais o espaço considerado prioritário para operações militares iranianas na região.

Parlamento iraniano avalia enriquecimento de urânio a 90%

Outro ponto que elevou a tensão internacional foi a declaração do parlamentar iraniano Ebrahim Rezaei, que afirmou que o país poderá enriquecer urânio a até 90% de pureza em caso de novos ataques.

Esse percentual é considerado próximo ao chamado grau de armamento nuclear.

Segundo o parlamentar, o tema será analisado pelo Parlamento iraniano como uma possível resposta estratégica em caso de escalada militar.

Negociações nucleares seguem sob pressão

O impasse sobre o programa nuclear iraniano continua sendo um dos principais obstáculos nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.

Enquanto Teerã defende discutir a questão nuclear em etapas posteriores, Washington insiste que o país transfira seu estoque de urânio altamente enriquecido para fora do território iraniano e abandone o enriquecimento doméstico.

O presidente norte-americano Donald Trump declarou recentemente que o cessar-fogo entre os países segue frágil e afirmou que ataques anteriores teriam comprometido instalações nucleares iranianas.

No entanto, relatórios de inteligência dos EUA apontam que o programa nuclear iraniano ainda mantém capacidade operacional, especialmente devido à existência de estoques de urânio enriquecido a 60%.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Stringer/Reuters

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Irã confirma morte de comandante ligado ao fechamento do Estreito de Ormuz

O governo do Irã confirmou nesta segunda-feira (30) a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri. Ele não resistiu aos ferimentos provocados por um bombardeio realizado por Israel na semana passada, segundo comunicado oficial.

De acordo com a nota, o militar foi atingido durante um ataque que causou danos significativos a estruturas estratégicas e acabou falecendo após complicações decorrentes dos ferimentos.

Ataque ocorreu no sul do Irã e já havia sido reivindicado

A morte de Tangsiri já havia sido anunciada por Israel no dia 26 de março. Conforme o governo israelense, o comandante foi morto em uma operação noturna em Bandar Abbas, no sul do país, junto a outros integrantes de alto escalão da força naval iraniana.

As autoridades israelenses atribuem a Tangsiri a responsabilidade pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o transporte global de petróleo.

Irã promete resposta e continuidade das ações militares

Em seu posicionamento, a Guarda Revolucionária destacou que a morte do comandante não interromperá suas operações. O órgão afirmou que seguirá com ações contra EUA e Israel, prometendo “golpes contundentes” na região do Estreito de Ormuz.

Tangsiri foi descrito como um “comandante corajoso”, que atuava no fortalecimento da defesa costeira e na organização das forças militares iranianas.

Outras mortes e escalada do conflito

Além de Tangsiri, Israel declarou ter eliminado também Behnam Rezaei, chefe de Inteligência da Marinha da Guarda Revolucionária. No entanto, a informação ainda não foi confirmada pela mídia estatal iraniana.

A morte do comandante ocorre em meio a uma sequência de ações contra autoridades de alto escalão do Irã, intensificando a crise no Oriente Médio. Entre os nomes mais relevantes citados no conflito estão o líder supremo Ali Khamenei e o chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo, por onde circula cerca de 20% do petróleo global. O bloqueio da via, que já dura quase um mês, tem impacto direto na economia global e nas cadeias de abastecimento energético.

Israel também acusa Tangsiri de liderar ataques contra petroleiros e embarcações comerciais ao longo dos últimos anos, o que teria agravado tensões na região do Golfo Pérsico.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Alireza Tangsiri no X

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Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz e ameaça incendiar navios; EUA contestam bloqueio

O governo do Irã declarou nesta segunda-feira (2) o fechamento do Estreito de Ormuz e afirmou que qualquer embarcação que tentar atravessar a rota será alvo de ataque. A informação foi divulgada pela imprensa estatal iraniana, que atribuiu o anúncio a integrantes da cúpula da Guarda Revolucionária.

De acordo com o comunicado, a medida seria uma resposta direta à morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

Guarda Revolucionária reforça ameaça no Golfo

Em declaração transmitida pela mídia oficial, Ebrahim Jabari, assessor do comando militar, afirmou que o estreito está interditado e que forças da Guarda Revolucionária e da Marinha iraniana agirão contra qualquer navio que desrespeite a determinação.

O posicionamento representa a advertência mais incisiva desde que Teerã havia sinalizado, no último sábado (28), a intenção de fechar a estratégica rota marítima.

Apesar das declarações, o Comando Central dos Estados Unidos nega que o bloqueio esteja efetivamente em vigor. Segundo a emissora norte-americana Fox News, autoridades militares americanas garantem que o tráfego segue operando.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é considerado um dos principais corredores marítimos para a exportação de petróleo do Oriente Médio. A passagem conecta grandes produtores da região, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.

Analistas alertam que um bloqueio prolongado pode comprometer cerca de um quinto do fluxo global de petróleo bruto, pressionando fortemente os preços internacionais da commodity.

Mais cedo, a Guarda Revolucionária realizou um ataque com drones contra o petroleiro Athen Nova, que navegava pela região. Fontes ouvidas pela agência Reuters confirmaram o incidente.

Retaliação e escalada militar

Antes mesmo da confirmação do fechamento, militares iranianos já haviam emitido ameaças públicas contra os responsáveis pela morte de Khamenei. Em nota, a unidade de elite do Corpo da Guarda Revolucionária afirmou que os “inimigos” não estariam seguros “nem mesmo em casa”.

O discurso ocorreu pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar em Washington que confia na vitória americana na ofensiva contra Teerã.

Em publicação na rede social X, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian acusou Estados Unidos e Israel de ataques contra uma escola no sul do país e um hospital em Teerã. Segundo ele, os bombardeios deixaram 168 mortos no sábado (28) e atingiram uma unidade hospitalar no domingo (1º). Washington e Tel Aviv não confirmaram autoria.

Pezeshkian classificou os episódios como violações graves dos princípios humanitários e afirmou que o Irã não recuará diante das ofensivas.

Trump prevê conflito de até cinco semanas

Em pronunciamento na Casa Branca, Trump defendeu a operação militar e afirmou que a guerra pode se estender por “quatro ou cinco semanas, ou mais”. O republicano disse que os ataques representam a “última e melhor chance” de neutralizar o que chamou de ameaça do regime iraniano.

Segundo ele, os objetivos incluem destruir o arsenal de mísseis do país, enfraquecer a Marinha iraniana e impedir o avanço das ambições nucleares do Irã. O presidente também reiterou críticas ao acordo nuclear firmado durante o governo de Barack Obama, do qual os EUA se retiraram.

Durante cerimônia em homenagem a veteranos das guerras do Vietnã e do Afeganistão, Trump afirmou que as forças americanas já teriam eliminado lideranças iranianas e afundado ao menos dez embarcações militares do país.

De acordo com a CNN Internacional, quatro militares norte-americanos morreram até o momento, enquanto outros 18 estão em estado grave após ataques retaliatórios iranianos.

Mais cedo, Trump declarou à emissora que uma “grande leva de ataques” ainda estaria por acontecer.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonathan Ernst/ Reuters

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