Exportação

Exportações brasileiras de café para os EUA caíram

Entre janeiro e julho, vendas tiveram queda de 18%, na comparação com o mesmo período de 2024

As exportações brasileiras de café para os EUA caíram 18% de janeiro a julho deste ano, para 3,7 milhões de sacas, em relação a igual período de 2024, segundo um relatório do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

O movimento já era esperado uma vez que o Brasil exportou volumes recordes em 2024, não só para os americanos, como também para outros mercados, o que reduziu os estoques nacionais.

Em abril, os EUA já haviam sobretaxado os produtos brasileiros em 10%. E, no mês passado, impuseram uma tarifa adicional de 40% a uma série de mercadorias, incluindo o café.

“A partir de agora, as indústrias americanas estão em compasso de espera, pois possuem estoque por 30 a 60 dias, o que gera algum fôlego para aguardarem um pouco mais as negociações em andamento”, explica Márcio Ferreira, presidente do Cecafé.

“Porém, o que já visualizamos são eventuais pedidos de prorrogação, que são extremamente prejudiciais ao setor”, comenta.

Ferreira explica que, quando um exportador fecha um negócio, ele contrata, junto a um banco, um financiamento pré-embarque, conhecido como Adiantamento sobre Contrato de Câmbio (ACC), o que permite que ele obtenha recursos antecipados.

“Com a prorrogação dos negócios, o ACC não é cumprido e passamos a sofrer com mais juros, com taxas altas e custos adicionais”, diz Ferreira.

EUA são maior mercado do Brasil

Apesar da queda nas exportações, os EUA continuam como os maiores clientes do Brasil. De janeiro a julho, eles compraram 16,8% de todo o café que o Brasil exportou.

Por isso, a associação de exportadores diz que vem trabalhando junto ao governo brasileiro e ao setor privado dos EUA para que os cafés do Brasil entrem na lista de isenção do tarifaço.

A entidade acrescenta que vem mantendo diálogos com os governos estaduais e federal para implementação de medidas compensatórias ao setor.

China como alternativa?

Neste mês, a China autorizou 183 empresas brasileiras a exportarem café para o país. Mas, segundo o presidente do Cecafé, muitos desses exportadores já atuavam no mercado chinês.

Por isso, ele avalia que a medida “não necessariamente” vai aumentar as exportações brasileiras para o país asiático.

“Observamos atentamente o potencial de crescimento do consumo chinês, mercado que importou 571.866 sacas de janeiro a julho e ocupa a 11ª posição no ranking dos principais parceiros dos cafés do Brasil em 2025”, diz Ferreira.

“Esse credenciamento por cinco anos é positivo do ponto de vista de desburocratização, mas, por si só, não representa nenhum aumento de exportações à China”, finaliza.

Fonte: G1

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Exportação

Exportações de ovos crescem 304,7% em Julho

As exportações brasileiras de ovos (incluindo produtos in natura e processados) totalizaram 5.259 toneladas em julho de 2025, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número representa alta de 304,7% em relação ao volume registrado no mesmo período do ano passado, com 1.300 toneladas embarcadas.

A receita gerada pelos embarques em julho alcançou US$ 11,808 milhões, saldo 340,9% superior ao obtido no mesmo mês de 2024, com US$ 2,678 milhões.

Com o desempenho do mês, o acumulado entre janeiro e julho alcançou 30.174 toneladas exportadas, volume 207,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (9.818 toneladas). Já a receita acumulada chegou a US$ 69,567 milhões, incremento de 232,2% em relação aos US$ 20,940 milhões obtidos entre janeiro e julho de 2024.

Os Estados Unidos seguem como principal destino das exportações brasileiras de ovos, com 18.976 toneladas embarcadas nos sete primeiros meses do ano (+1.419%) e receita de US$ 40,7 milhões (+1.769%). Em seguida, aparecem o Chile, com 2.562 toneladas (-27,9%) e US$ 7.533 milhões, Japão, com 2.019 toneladas (+175,2%) e US$ 4,689 milhões (+163,3%), e o México, com 1.843 toneladas e US$ 8,135 milhões. Outros destaques no período incluem Angola (889 t), Emirados Árabes Unidos (1.677 t), Uruguai (428 t) e Serra Leoa (473 t).

“Ainda não é possível prever o efeito das questões comerciais com os Estados Unidos sobre os embarques do produto, mas há uma perspectiva de eventual manutenção de fluxo, já que a demanda norte-americana pelo produto segue elevada frente à escassez do produto enfrentada naquele mercado”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: Notícias Agrícolas

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Exportação

Exportações de SC têm alta de 3% em julho

Itens como tabaco não-manufaturado e refrigeradores tiveram forte elevação no mês; carnes de aves, carne suína e compressores elétricos apresentaram recuo

Santa Catarina registrou em julho alta de 3,06% na exportação de produtos, na comparação com o mesmo mês do ano passado, atingindo US$ 1,083 bilhão. Este movimento foi puxado por itens como tabaco não-manufaturado, que subiu 279% e atingiu o quarto lugar na pauta, e refrigeradores, que tiveram alta de 151,4% e fecharam o mês na 16a posição.

Já entre os produtos mais vendidos por SC para o exterior, o mês foi de recuo, com os embarques de carnes de aves caindo 4,3%, de carne suína diminuindo 6,7% e motores elétricos decrescendo 19,2%. A informação é do Observatório FIESC, compilada a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Acumulado do ano
Considerando o período entre janeiro e julho, os embarques somaram US$ 6,952 bilhões, o que representa uma alta de 6,2% na comparação com os mesmos meses de 2024. Neste período, as vendas externas também foram lideradas carnes de aves (+7,9%, US$ 1,273 bilhão), carne suína (+15,8%, US$ 1,005 bilhão) e motores elétricos (-18,1%, US$ 341 milhões).

No período, os Estados Unidos ampliaram a liderança entre os principais compradores, com as vendas subindo 1,4%, para US$ 1,005 bilhão. Já a China teve recuo de 9,7% nas compras, para US$ 662 milhões. Com ganho de 33,1%, na terceira posição, a Argentina atingiu US$ 513 milhões e se distanciou do Japão, que está em quarto lugar.

Importações
As importações catarinenses subiram 4,2% em julho, na comparação com o mesmo período do ano anterior, para US$ 2,919 bilhões. Com este resultado, os desembarques no estado chegam a US$ 19,734 bilhões no ano, alta de 4,8%. Entre os principais produtos que chegam ao estado estão: cobre refinado, partes e acessórios para veículos e polímeros de etileno.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Exportação

Frigoríficos brasileiros negociam com Vietnã para substituir exportações aos EUA

A busca pela abertura de novos mercados para exportação de carne bovina levou uma comitiva formada pelos principais frigoríficos do Brasil até o Vietnã, mercado que acaba de abrir suas portas para a proteína brasileira.

Uma missão oficial brasileira esteve na capital, Hanói, na semana passada, após incursões feitas pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva junto às autoridades vietnamitas.

Conforme informações obtidas pela reportagem, representantes de 17 frigoríficos e empresas do setor, incluindo gigantes como JBS, Marfrig, Minerva e Masterboi, participaram das discussões diretas com mais de uma dezena de importadores.

O objetivo, na prática, foi ampliar os canais de diálogo para obter uma resposta mais ágil do governo local aos pedidos brasileiros de habilitação sanitária para os exportadores.

Atualmente, o governo do Vietnã avalia a solicitação de habilitação de 86 frigoríficos para exportação de carne bovina. Duas plantas da JBS foram aprovadas até agora, as unidades de Mozarlândia e Goiânia, ambas localizadas em Goiás.

Carlos Fávaro comentou, na semana passada, a expectativa de abertura do Vietnã à carne bovina brasileira. “O mercado do Vietnã é um mercado que a gente buscava abrir há mais de 20 anos. Abriu em março. Duas plantas frigoríficas se habilitaram. Imagina se a gente se esforçar agora e habilitar 15, 20, 30 plantas frigoríficas. Amplia os mercados”, afirmou.

Além da habilitação de plantas, as empresas brasileiras também sugeriram, durante os encontros, a possibilidade de se negociar um Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e o Vietnã, com o objetivo de buscar a redução de tarifas.

Hoje, países concorrentes do Brasil -como Austrália, Nova Zelândia, União Europeia, Rússia e Canadá- contam com vantagens tarifárias para acessar o mercado vietnamita.

Os encontros entre empresários brasileiros e vietnamitas foram articulados pela Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes). O país asiático teria capacidade de absorver até 100 mil toneladas de carne por ano, o que o colocaria entre os cinco maiores mercados do Brasil. Hoje, suas importações nesta área são irrisórias frente ao potencial que está em jogo.

A reportagem procurou o Mapa, a JBS e a Abiec para comentar o assunto, mas não teve retorno até a publicação deste texto.

A missão empresarial pretende consolidar um avanço institucional na abertura do mercado vietnamita. Com o engajamento direto de empresas exportadoras, apoio da diplomacia brasileira e articulação ministerial, o Brasil quer marcar posição de liderança global em carne bovina e distribuir a fatia que hoje está nas mãos dos americanos, segundo maior comprador do país, só atrás da China.

Em junho, o governo brasileiro anunciou o ingresso formal do Vietnã como país parceiro do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o qual tem sido tratado como inimigo pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Com uma população de quase 100 milhões de habitantes, o Vietnã tornou-se o décimo país parceiro do bloco, juntamente com Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Nigéria, Tailândia, Uganda e Uzbequistão.

O status de país parceiro, criado em 2024, consiste em uma forma de aproximação diplomática e econômica, sem que o país se torne um membro pleno do bloco. O parceiro pode participar das cúpulas como convidado permanente, além de integrar discussões técnicas e grupos de trabalho em áreas como comércio, saúde, segurança alimentar, energia e infraestrutura.

A aproximação com o Vietnã marca mais um passo na busca do mercado brasileiro por novos compradores, diante da chantagem tarifária imposta por Donald Trump. Como revelou a Folha de S.Paulo, Brasil e China trabalham na criação de um protocolo bilateral para certificação e rastreabilidade de produtos agropecuários, com foco central na exportação de carne e soja para o país asiático.

O protocolo prevê que os dois países alinhem metodologias para mensurar emissões, uso de solo, manejo ambiental e bem-estar animal. A intenção é que certificados brasileiros, como os desenvolvidos pela Embrapa -a exemplo dos selos Carne Carbono Neutro (CCN) e Carne Baixo Carbono (CBC)- passem a ser aceitos pelas autoridades e empresas chinesas como prova válida de sustentabilidade.

As exportações brasileiras de carne bovina dão sinais de que, em meio à queda acentuada registrada nas vendas para os Estados Unidos, já há migração para outros destinos. A principal evidência desse movimento vem do México.

A reportagem reuniu informações sobre as vendas de carnes ao exterior registradas até 28 de julho. Os dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio) apontam que o setor, enquanto registra um volume histórico de exportação global, vê a queda das vendas aos norte-americanos e a entrada de novos países no topo da lista dos principais compradores.

O México, que até o ano passado nem sequer figurava na lista dos dez maiores importadores da carne brasileira, acaba de ultrapassar as compras feitas pelos Estados Unidos, ficando em segundo lugar do ranking, só atrás da China, que também segue em expansão.

Fonte: Folha de São Paulo

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Exportação

México fixa preços de exportação para tomates frescos após fim de acordo com EUA

A decisão segue a retirada de Washington em julho de um acordo de 2019 entre os dois países que regulava as exportações mexicanas de tomate para os EUA

O México estabeleceu preços mínimos de exportação para tomates frescos para proteger sua produção doméstica e garantir o abastecimento interno depois que um acordo bilateral com os EUA expirou, disseram os ministérios da Economia e da Agricultura do México em um comunicado conjunto no domingo.

A decisão segue a retirada de Washington em julho de um acordo de 2019 entre os dois países que regulava as exportações mexicanas de tomate para os EUA.

Em 14 de julho, o governo Trump anunciou uma tarifa de cerca de 17% sobre as importações de tomates frescos do México.

Embora as novas regras mexicanas de preços se apliquem exclusivamente às exportações definitivas, elas não restringem os volumes de exportação nem impõem preços máximos. Os preços serão revisados anualmente ou antes, se as condições do mercado exigirem, informaram os ministérios mexicanos.

Os preços mínimos de exportação por quilograma foram fixados em US$1,70 para tomates cereja e grape, US$0,88 para tomates Roma, US$0,95 para tomates redondos e US$1,65 para tomates redondos com talos. Outras variedades, como os tomates coquetel e os tomates da variedade tradicional, também terão um preço mínimo de US$1,70.

De acordo com dados oficiais, o México exportou US$3,3 bilhões em tomates no ano passado.

“Essa ação reforça o compromisso do governo com a competitividade agrícola, o emprego rural digno e a soberania alimentar”, disseram os ministérios.

Os ministérios acrescentaram que as associações mexicanas de produtores de tomate expressaram seu apoio ao acordo, que entrou em vigor imediatamente após sua publicação em 8 de agosto no diário oficial do governo.

Fonte: InfoMoney

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Exportação

Mercados reagem a dados chineses e Fed; tarifas pressionam exportações brasileiras

As principais bolsas da Ásia e da Europa registraram alta, desafiando o ambiente de incerteza provocado pela nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos. O índice de Xangai atingiu seu maior patamar desde 2021, impulsionado por números de importação e exportação da China em julho que superaram as expectativas dos analistas. O bom desempenho dos dados chineses renovou o apetite por risco dos investidores e compensou, em parte, as preocupações comerciais globais.

Segundo fontes do Departamento de Comércio dos EUA, oito dos principais parceiros comerciais do país – responsáveis por cerca de 40% dos fluxos comerciais americanos – firmaram acordos para limitar as tarifas a 15% ou menos. No entanto, países como Brasil, Índia, Suíça e Canadá enfrentam agora tarifas significativamente mais elevadas, entre 35% e 50%, o que deve impactar diretamente setores exportadores estratégicos, como o de alimentos e commodities agrícolas.

Apesar da tensão tarifária, Taiwan e Coreia do Sul comemoraram isenções totais sobre as taxas de importação de semicondutores, um alívio importante para cadeias produtivas de alta tecnologia.

Outro fator que ajudou a sustentar o otimismo dos mercados foi a sinalização de que o Federal Reserve pode iniciar uma nova rodada de cortes de juros ainda este ano. Neel Kashkari, presidente do Fed de Minneapolis, e Mary Daly, do Fed de São Francisco, indicaram que a instituição ainda vê espaço para flexibilizar a política monetária nos próximos meses, diante de dados econômicos que sugerem desaceleração da atividade.

Em meio às especulações, o presidente Donald Trump afirmou que deve indicar nos próximos dias uma substituta temporária para o lugar de Adriana Kugler no conselho do Fed. Também circulam os nomes cotados para substituir Jerome Powell na presidência do banco central em 2026, com destaque para Kevin Warsh, ex-governador do Fed, e Kevin Hassett, conselheiro da Casa Branca.

Mercado de cacau mantém viés altista

No mercado de cacau, o contrato com vencimento em dezembro registrou nova valorização, encerrando o dia em US$ 7.837 por tonelada, com alta de US$ 87. Durante o pregão, oscilou entre US$ 7.657 e US$ 7.849, com um volume expressivo de 30.048 contratos negociados. O interesse em aberto subiu levemente, alcançando 96.534 contratos, sinalizando continuidade da pressão compradora.

Os estoques certificados nos portos dos EUA, monitorados pela ICE, apresentaram mais uma queda – desta vez de 8.333 sacas – totalizando 2.298.448 sacas, reforçando a percepção de aperto na oferta física da amêndoa nos mercados de entrega.

O contrato futuro de Real x Dólar com vencimento em 30 de agosto está estável, cotado a R$ 5,50, refletindo um momento de compasso de espera antes da divulgação de indicadores econômicos importantes nos EUA nesta quinta-feira.

Fonte: mercadodocacau

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Exportação

Após tarifaço, Brasil bate recorde de exportações ao Canadá no 1º semestre de 2025 

A exportação de café cresceu 45% na comparação anual

A busca por mercados alternativos após a indefinição de tarifas na entrada de produtos brasileiros nos Estados Unidos (EUA) pode ter sido um dos fatores que fizeram o Brasil bater recorde de exportação para o Canadá.

O comércio entre os países fechou o primeiro semestre com crescimento de 25%, na comparação com o mesmo período de 2024. Os dados são do Quick Trade Facts, relatório elaborado pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).

De acordo com a análise feita por especialistas econômicos da CCBC, embora a moeda brasileira tenha se valorizado em relação ao Dólar americano, o patamar de conversão entre eles ainda é de desvalorização em relação ao Real.

“Este fator ajudou a impulsionar o aumento das exportações, pois produtos brasileiros se tornaram relativamente mais acessíveis para os consumidores canadenses”, disse Hilton Nascimento, presidente da Câmara, assim como a ameaça tarifária. 

O saldo brasileiro foi positivo, com queda de US$ 1,4 bilhão em importações para US$ 1,37 bi. Já as exportações de produtos brasileiros cresceram, assim como a corrente de comércio entre os países, que aumentou 16%.

Ouro como principal produto

O principal produto que o país exporta para o Canadá é o bulhão dourado, ou seja, , ouro em forma bruta, não refinado ou industrializado. O produto foi responsável por US$ 1,35 bilhão das exportações nestes seis primeiros meses ante os mais de US$ 765 milhões de período correspondente em 2024, segundo o estudo.

Um dos principais produtos exportados para os Estados Unidos, o café foi destaque também de crescimento de exportação para o Canadá, com alta de 45%.

Veja dados completos:

PRODUTOSJAN-JUNHO 2025 – VALOR (US$)VARIAÇÃO JAN-JUNHO 2025/2024
Bulhão dourado (bullion doré), em formas brutas, para uso não monetário  1.352.277,42  77%
Alumina calcinada  883.156,64  37%
  Outros açúcares de cana  218.237,02  -16%
Café não torrado, não descafeinado, em grão139.684,8545%
Ouro em barras, fios e perfis de seção maciça107.012,39Não registrou valores em 2024
Outros aviões e outros veículos aéreos, de peso superior a 15.000 kg, vazios  62.971.362  -75%
  Bauxita não calcinada (minério de alumínio)    34.197.250  -14%
Outros produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado, de seção transversal retangular, que contenham, em peso, menos de 0,25 % de carbono  32.220.252  -63%
Sulfetos de minérios de cobre e seus concentrados  27.295.278  29668680%
  Outros minérios de cobre e seus concentrados    25.802.133  -52%
Outros niveladores  24.428.734  -16%
Café solúvel, mesmo descafeinado  23.882.175  61%
Minérios de níquel e seus concentrados22.558.660  30%
Coque de petróleo calcinado  17.275.902  – 8%
Outras carnes de suíno congeladas  15.627.731  14%
Querosenes de aviação15.565.429  -7%
Outros produtos de origem animal, impróprios para a alimentação humana  13.407.513  5%
Outras carregadoras e pás carregadoras de carregamento frontal12.956.229  -45%
Asas não desossadas de galinha, comestíveis, congelados  11.537.015  Não registrou valores em 2024

Fonte: InfoMoney

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Exportação

Exportações brasileiras crescem 4,8% em julho e atingem US$ 198 bilhões no acumulado do ano

Crescimento das vendas ocorre para vários destinos, com destaque para EUA, México, Argentina, União Europeia e Japão; importações também avançam

Exportações registram avanço em julho

Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (6/8) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), as exportações brasileiras cresceram 4,8% em valores e 7,2% em volume no mês de julho de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024. Em julho, o país exportou US$ 32,31 bilhões.

Acumulado do ano soma US$ 198 bilhões em exportações

No acumulado até julho, as exportações brasileiras totalizam US$ 198 bilhões, o que representa crescimento de 0,1% em valores e 2% em volume sobre o mesmo período do ano anterior. A corrente de comércio soma US$ 359 bilhões no ano, com saldo positivo de US$ 37 bilhões.

Crescimento das exportações para principais destinos

O avanço nas exportações ocorreu para diversos mercados importantes, com destaque para o volume embarcado:

  • Estados Unidos: aumento de 5%
  • México: crescimento de 17,2%
  • Argentina: expansão expressiva de 42,4%
  • União Europeia: alta de 7,4%
  • Japão: incremento de 7,3%
Principais produtos e setores em alta

Entre os produtos com maior crescimento mensal estão carne bovina, óleos brutos de petróleo, minérios de cobre e café não torrado. No que diz respeito aos setores, a Indústria de Transformação liderou o avanço em valores, com crescimento de 7,4%, seguida pela Indústria Extrativa (3,6%) e pela Agropecuária (0,3%).

Importações também apresentam crescimento significativo

No mês de julho, as importações brasileiras subiram 8,4% em valores, totalizando US$ 25,2 bilhões. O destaque ficou para:

  • Bens de capital, com aumento de 13,4%
  • Bens intermediários, crescimento de 10,8%
  • Bens de consumo, alta de 5,1%

No acumulado do ano até julho, as importações somam US$ 161 bilhões, com crescimento de 8,3% em valores e 9,7% em volume.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação

CBA redireciona exportações de alumínio para Europa e América Latina após tarifa de 50% dos EUA

Com a entrada em vigor da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre o alumínio brasileiro nesta quarta-feira (6), a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) redirecionou suas exportações para Europa, América Latina e o próprio Brasil.

Embora apenas uma pequena parte das exportações tivesse como destino os Estados Unidos, o presidente da CBA, Luciano Alves, afirmou que a tarifa exigiu ajustes imediatos na estratégia comercial da empresa.

“Tivemos um trimestre com vendas muito parecido com o primeiro trimestre (…) e um volume de vendas saudável com 91% destinado ao mercado interno. Das exportações, de 9%, uma parte ia para os EUA e desviamos deste volume para outros mercados, principalmente Europa, América Latina e Brasil”, frisa.

O executivo reconhece que o movimento tarifário promovido pelo governo de Donald Trump traz impactos indiretos na cadeia e impactos no preço. “A consequência disso é que já vemos uma queda no prêmio da Europa, com muito metal chegando de todos que não estão conseguindo vender para os EUA, e isso influencia na queda de preços”, observou.

Essa saturação de mercados alternativos tem levado à compressão de margens e ao aumento da competição, inclusive no Brasil, onde empresas que antes priorizavam os Estados Unidos também buscam novos compradores.

“No Brasil, isso também ocorre com uma competição maior de outros mercados que antes vendiam para os EUA e passaram a buscar alternativas”, afirma.

Para Alves, o cenário exige atenção, mas ainda não é motivo para alarme. Outro ponto é sobre possíveis medidas de reciprocidade por parte do Brasil, o presidente da CBA, no entanto, frisa que os efeitos seriam limitados, já que a companhia adota uma política de diversificação na sua base de insumos.

Segundo dados da Associação Brasileira do Alumínio, os efeitos da tarifa de sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos pode provocar um impacto de R$ 1,15 bilhão no setor até o fim de 2025. O valor representa os prejuízos diretos já contabilizados e as perdas projetadas após a ampliação da tarifa de importação para 50%, determinada por nova ordem executiva de Trump.

Fonte: Valor Econômico

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Comércio Exterior

Tarifaço dos EUA atinge 77,8% das exportações brasileiras, diz CNI

Nesse universo, segundo a Confederação Nacional da Indústria, 45,8% dos produtos estão submetidos a tarifas de 40% ou 50%

Dados da CNI mostram que o tarifaço imposto por Donald Trump ao Brasil vai impactar 77,8% da pauta produtos exportados por empresas nacionais ao mercado norte-americano.

“No total, 77,8% da pauta exportadora está sujeita a alguma taxação adicional, considerando as ordens executivas que instituíram as tarifas de 10%, de 40% e a Seção 232 do Trade Expansion Act, de 25% e 50%, aplicadas exclusivamente a produtos de aço, alumínio, cobre, veículos e autopeças. Mais da metade das exportações enfrentarão sobretaxas de 50%”, diz a CNI.

O levantamento baseia-se em dados da United States International Trade Commission, com análise no nível de dez dígitos do código tarifário norte-americano, o que permite identificar com precisão os produtos sujeitos às medidas comerciais.

É importante destacar que cada medida comercial tem a própria lista de cobertura e isenções, o que significa que produtos livres de uma tarifa adicional podem estar submetidos à outra.

O cruzamento mostra que dos 77,8% das exportações sujeitas a taxação adicional, 45,8% estão submetidas a tarifas de 40% ou 50% direcionadas especificamente ao Brasil.

“Esse retrato dá a dimensão do problema enorme que teremos de enfrentar e o quanto vamos precisar avançar nas negociações para reverter essas barreiras. É um trabalho que precisa envolver governos e os setores produtivos. Os EUA são os principais parceiros comerciais da indústria, precisamos encontrar saídas”, diz Ricardo Alban, presidente da CNI.

Os dados mostram que 41,4% da pauta exportadora brasileira aos EUA, com 7.691 produtos de variados setores, está sujeita à tarifa combinada de 50%. Em 2024, a exportação desses bens alcançou 17,5 bilhões de dólares.

Principal segmento exportador ao mercado americano, a indústria de transformação responde por 69,9% desse valor, com 7.184 produtos afetados pelas tarifas combinadas, que totalizaram 12,3 bilhões de dólares em 2024.

Os setores com maior número de produtos exportados afetados pela sobretaxa combinada de 50% seriam: Vestuário e acessórios (14,6%), Máquinas e equipamentos (11,2%), Produtos têxteis (10,4%), Alimentos (9,0%), Químicos (8,7%) e Couro e calçados (5,7%).

Os setores de aço, alumínio e cobre, sobretaxados pela Seção 232, representam 9,3% da pauta e enfrentarão tarifa adicional de 50%.

Combinados, esses blocos da pauta exportadora representam 50,7% das exportações brasileiras aos americanos.

Fonte: Veja

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