Comércio Exterior

Exportações do Japão têm maior queda em 4 anos com impactos das tarifas

Total das exportações da quarta maior economia do mundo caiu 2,6% em relação ao ano anterior em julho, em termos de valor, maior queda mensal desde fevereiro de 2021

As exportações do Japão registraram a maior queda mensal em cerca de quatro anos em julho, mostraram dados do governo nesta quarta-feira (20), à medida que o impacto das tarifas dos EUA se intensificou, levantando preocupações sobre as perspectivas para a economia dependente das exportações.

O total das exportações da quarta maior economia do mundo caiu 2,6% em relação ao ano anterior em julho, em termos de valor, a maior queda mensal desde fevereiro de 2021, quando as exportações caíram 4,5%.

Essa queda foi maior do que a previsão mediana do mercado de uma redução de 2,1% e marca o terceiro mês consecutivo de declínio após uma queda de 0,5% em junho.

Apesar da queda no valor das exportações, os volumes de remessa se mantiveram até agora, já que os exportadores japoneses evitaram grandes aumentos de preços, disse Takeshi Minami, economista-chefe do Norinchukin Research Institute.

“Mas eles acabariam tendo que repassar os custos para os consumidores norte-americanos e isso prejudicaria ainda mais as vendas nos próximos meses”, disse ele.

As exportações para os Estados Unidos em julho caíram 10,1% em relação ao ano anterior, com uma queda de 28,4% nos automóveis e de 17,4% nos componentes automotivos.

Entretanto, as exportações de automóveis caíram apenas 3,2% em termos de volume, sugerindo que os cortes de preços das montadoras japonesas e os esforços para absorver as tarifas adicionais protegeram parcialmente os embarques.

Os Estados Unidos impuseram tarifas de 25% sobre automóveis e autopeças em abril e ameaçaram cobrar 25% sobre a maioria dos outros produtos do Japão.

Posteriormente, em 23 de julho, o país fechou um acordo comercial que reduziu as tarifas para 15% em troca de um pacote de investimentos japoneses de US$ 550 bilhões vinculados aos EUA.

A taxa tarifária acordada para automóveis, o maior setor de exportação do Japão, ainda é muito maior do que os 2,5% originais, exercendo pressão sobre as principais montadoras e fornecedores de peças.

As exportações para outras regiões também foram fracas. As exportações para a China caíram 3,5%, segundo os dados.

O total das importações em julho caiu 7,5% em relação ao ano anterior, em comparação com as previsões do mercado de uma queda de 10,4%.

Como resultado, o Japão teve um déficit de 117,5 bilhões de ienes (US$ 795,4 milhões) em julho, em comparação com a previsão de um superávit de 196,2 bilhões de ienes.

Fonte: CNN Brasil


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Exportação

Exportações de frango podem cair neste ano, mas vendas de ovos devem disparar, diz associação

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), exportações brasileiras de carne de frango devem ter uma queda de até 2% neste ano, em relação a 2024. Por outro lado, as vendas de ovos podem fechar o ano com alta recorde de 116,6%.

As exportações de frango do Brasil devem cair até 2% em volume, em 2025, para 5,2 milhões de toneladas, na comparação com o ano passado, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Entre janeiro e julho, a queda foi de 1,7%.

A previsão ocorre em meio aos embargos ao frango do país após um caso de gripe aviária em uma granja comercial em Montenegro (RS), em maio deste ano. Em junho, o Brasil se declarou livre da doença.

Apesar de o caso já ter sido encerrado e de o país não ter tido mais nenhum registro da doença em granja comercial, grandes importadores como a China e a União Europeia mantêm o bloqueio ao produto nacional.

De janeiro a julho, as exportações brasileiras de frango para os chineses caíram 32,2% em relação a 2024.

Mesmo assim, a entidade prevê que as vendas a outros países devem voltar a crescer em 2026, em torno de 5,8%.

Ainda não há previsão de retomada das compras por China e União Europeia. Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, os chineses estão analisando documentos enviados pelo governo brasileiro.

Santin explicou que a China ainda tem estoques de frango e que está com uma boa produção, o que tem mantido os preços estáveis dentro do país.

Mas que, em algum momento, terá que voltar a comprar carne do Brasil, pois não será capaz de substituir o volume do consumo interno sem a carne nacional.

Um caso emblemático é o caso do pé de galinha, produto que a China produz bem menos do que o volume importado de outros países.

O Chile, por sua vez, informou que deve voltar a comprar nesta ou na próxima semana.

Enquanto isso, a produção nacional de frango deve continuar em expansão. A previsão é que ela cresça até 3% em 2025 e outros 2% em 2026.

Fonte: G1


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Exportação

Brasil dispara na liderança global: já exporta quase 5 milhões de toneladas de frango por ano para mais de 150 países e transforma o agronegócio em máquina de bilhões

O Brasil consolidou-se de forma incontestável como o maior exportador de carne de frango do planeta. Em 2025, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o país deve ultrapassar a marca de 4,9 milhões de toneladas exportadas, chegando a mais de 150 mercados diferentes, incluindo destinos estratégicos como China, Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e União Europeia. A dimensão é tamanha que não se trata apenas de uma estatística econômica: o frango brasileiro já se tornou um ativo estratégico na geopolítica global da alimentação.

Esse desempenho histórico não é fruto do acaso. A indústria avícola nacional combina décadas de investimentos em tecnologia, sanidade, logística e acordos comerciais que permitem ao produto competir em preço e qualidade. Hoje, um em cada três frangos consumidos no mundo vem do Brasil, colocando o país em uma posição de protagonismo comparável ao petróleo da Arábia Saudita ou ao salmão do Chile.

Exportações em ritmo acelerado e números bilionários

O impacto direto dessa liderança é sentido na balança comercial. As exportações de frango ultrapassaram US$ 10 bilhões em 2024, colocando o setor entre os três maiores responsáveis pelo superávit brasileiro. O agronegócio, que já responde por mais de 25% do PIB nacional, tem na avicultura uma de suas engrenagens mais eficientes.

A China, que sozinha responde por cerca de 15% das compras externas de frango brasileiro, mantém contratos de longo prazo que garantem estabilidade.

O Oriente Médio, por sua vez, consome grandes volumes de cortes halal, preparados dentro dos rígidos protocolos religiosos que o Brasil domina com excelência. A África também desponta como mercado estratégico, ampliando a diversificação e reduzindo a dependência de compradores tradicionais.

Tecnologia, sanidade e logística: os segredos da competitividade

O sucesso brasileiro tem raízes em três pilares: tecnologia de produção, rigor sanitário e eficiência logística.

Na ponta da produção, o país desenvolveu um sistema integrado que conecta pequenos e médios produtores às grandes agroindústrias. Isso garante escala e padronização. Nas granjas, sensores de temperatura, alimentação automatizada e genética de ponta asseguram ganhos de produtividade e redução de custos.

No campo sanitário, o Brasil mantém status de país livre de influenza aviária em plantéis comerciais, algo que reforça a confiança internacional. Em 2023 e 2024, surtos da doença atingiram países concorrentes como EUA e União Europeia, beneficiando ainda mais os embarques brasileiros.

Por fim, a logística: o Brasil investiu em corredores de exportação, portos especializados em carnes refrigeradas e integração com ferrovias. Isso reduz custos e acelera entregas, algo essencial em um mercado global cada vez mais dinâmico.

Impactos internos: emprego e renda para milhares de brasileiros

A força do setor também é sentida dentro do país. A avicultura emprega diretamente mais de 4 milhões de pessoas, entre granjas, fábricas de ração, frigoríficos e transporte. Indiretamente, o impacto atinge milhares de famílias em áreas rurais, especialmente no Sul e Centro-Oeste, regiões que concentram a maior parte da produção.

Além do peso econômico, há uma questão de segurança alimentar. O frango é a proteína animal mais consumida no Brasil, superando carne bovina e suína. O preço mais acessível garante presença no prato diário de milhões de famílias, mesmo em períodos de inflação elevada nos alimentos.

Desafios: sanções, concorrência e meio ambiente

Apesar da liderança, o Brasil enfrenta obstáculos. Nos últimos anos, algumas barreiras sanitárias impostas pela União Europeia e pelos Estados Unidos mostraram que o protecionismo ainda pode frear embarques.

Além disso, a pressão ambiental sobre o agronegócio brasileiro cresce. Organizações internacionais e governos estrangeiros exigem garantias de que a produção não está associada a desmatamento ilegal ou trabalho precário.

Outro ponto é a concorrência. Países como os EUA e a Tailândia investem em modernização de seus setores e buscam ampliar participação em mercados estratégicos. A disputa tende a se intensificar, especialmente em regiões emergentes como África e Sudeste Asiático.

Frango como ativo geopolítico

Mais do que um produto de exportação, o frango brasileiro se tornou uma ferramenta geopolítica. Em momentos de crise alimentar global, como ocorreu durante a pandemia de Covid-19 e a guerra na Ucrânia, a capacidade do Brasil de abastecer mercados externos garantiu estabilidade de preços em várias regiões. Isso ampliou o peso diplomático do país, que passou a ser visto como fornecedor confiável em meio ao caos.

Essa característica reforça a percepção de que a produção agrícola brasileira vai além da economia: é um instrumento de soft power, capaz de abrir portas em negociações internacionais que extrapolam o campo comercial.

O futuro: proteínas alternativas e novos mercados

Olhando para os próximos anos, o setor avícola brasileiro terá de se reinventar diante das mudanças globais no consumo de proteínas.

O crescimento da carne cultivada em laboratório e das alternativas vegetais é um desafio, especialmente em mercados ricos. Ainda assim, analistas acreditam que o frango brasileiro seguirá competitivo, principalmente em países em desenvolvimento, onde a demanda por proteínas baratas e abundantes continuará em alta.

A abertura de novos mercados também está no horizonte. O Brasil negocia habilitações sanitárias para entrar em países que ainda mantêm barreiras, como Coreia do Sul e alguns da África Subsaariana. Caso esses acessos sejam liberados, o potencial de crescimento pode levar as exportações para além da marca de 5,5 milhões de toneladas por ano até 2030.

O frango brasileiro não é apenas um alimento: é uma engrenagem bilionária que move a economia, sustenta famílias e fortalece a posição internacional do país. Com quase 5 milhões de toneladas exportadas por ano e presença em mais de 150 países, o Brasil construiu uma liderança que dificilmente será desafiada no curto prazo.

Mas essa posição não está garantida para sempre. O setor precisa equilibrar competitividade com responsabilidade ambiental, inovação tecnológica e novos mercados. O futuro do agronegócio brasileiro pode muito bem continuar sendo escrito a partir das asas do frango — uma commodity que já se tornou símbolo da força produtiva nacional.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Exportação

Exportações brasileiras crescem mais de 50% com recuperação econômica da Argentina

A recuperação econômica da Argentina tem alavancado as exportações brasileiras que, neste ano, já aumentaram mais de 50%.

Das 1.500 novas vagas abertas por uma montadora, em todo o país, 1.200 foram em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Esta unidade fabrica a maior parte dos carros exportados para a Argentina. E o nosso parceiro do Mercosul está comprando muito mais. O aumento nas exportações da montadora foi de 73% de janeiro a julho deste ano na comparação com o mesmo período de 2024.

Valter Ferreira, diretor de planta da Fiat de Betim, afirmou: “A exportação para a Argentina contribui muito para esse crescimento. Com isso, de verdade, a gente abre oportunidades de emprego, de desenvolvimento, é um importante momento para o polo de Betim, sim.”

As exportações brasileiras para a Argentina passaram dos dez bilhões de dólares nos sete primeiros meses do ano, uma alta de 53% em relação ao mesmo período de 2024. Esse resultado foi impulsionado pelas vendas da indústria automobilística, que mais que dobraram (+116%).

O Brasil também exportou para o país vizinho mais máquinas e equipamentos industriais (+36%) e aparelhos elétricos (+43%). Reflexos, segundo analistas, da melhora da economia argentina.

Quando o presidente Javier Milei assumiu, em dezembro de 2023, ele promoveu um grande ajuste econômico. Cortou gastos públicos, privatizou estatais e desvalorizou o peso, que vinha sendo controlado artificialmente.

A pobreza atingiu mais da metade dos argentinos em 2024, mas agora diminuiu para 38% da população. Já a inflação mensal, que bateu em 25,5% na posse de Milei, despencou para 1,9% agora em julho.

O professor de economia Roberto Dumas diz que o acordo com o FMI, que vai liberar 20 bilhões de dólares em empréstimos, é sinal de que as coisas estão entrando nos eixos por lá.

Roberto Dumas, professor de economia do Insper, explicou: “A inflação antes do Milei, nos últimos dez anos, bateu 12 mil por cento e o Milei logrou cortar vários gastos públicos, tanto é que agora eles estão em superávit fiscal.”

É bom também para o Brasil, que tem na Argentina o seu terceiro maior parceiro comercial, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Uma relação antiga, fortalecida desde a criação do Mercosul, e que continua agora, mesmo com as trocas de hostilidades e diferenças políticas entre Javier Milei e o presidente Lula.

O professor de Relações Internacionais Vinícius Rodrigues Vieira explica que, mesmo quando há desavenças entre governos, os negócios entre os países podem ser mantidos e ampliados.

“Isso é um efeito do Mercosul. O Mercosul torna a relação comercial Brasil-Argentina imune a disputas ideológicas. Milei e Lula claramente não se dão bem, mas nenhum deles, nem o lado brasileiro nem o lado argentino, vai desafiar o Mercosul a ponto de acabar com ele. Eles querem a continuidade do Mercosul como está. Por quê? Eles sabem que uma Argentina melhor, mais estabilizada, voltará a ter produtos competitivos aqui no mercado brasileiro”.

Já em relação ao tarifaço de Donald Trump, que está num impasse, os especialistas têm repetido que o Brasil precisa fortalecer os laços diretos com parceiros antigos e procurar novos mercados.

“É importante que o Brasil esteja firme com vários parceiros. Com a Argentina, principalmente, porque tem maior valor agregado”, diz Dumas.

Vinícius acrescentou: “O Brasil precisa ir além do Mercosul. Buscar acordos bilaterais com seus parceiros do Mercosul, mas com o olho principalmente nos mercados emergentes como a Ásia e, claro, um mercado maduro que também está sofrendo com tarifaço, que é a União Europeia.”

Fonte: G1

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Exportação

Multinacional do setor de carnes reforça exportações

Paraguai, Brasil e Uruguai se posicionam como os países mais competitivos do mundo em termos de custos, segundo Fernando Queiroz, presidente de uma multinacional do setor de carnes. A estratégia responde às novas tarifas que os Estados Unidos impuseram à carne brasileira.

O executivo explicou ao Brasil Journal que, diante dessas medidas, a companhia reforçará os envios ao mercado norte-americano a partir de suas plantas no Paraguai, Argentina e Uruguai. “Trump está sendo mais duro com o Brasil, mas está sendo super amigável com a Argentina; e somos a maior empresa do setor na Argentina”, destacou.

A aposta no Paraguai se baseia em fatores estruturais, como a oferta global limitada pela redução dos rebanhos no hemisfério norte e a vantagem de custos no Cone Sul.

Segundo o Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), as exportações paraguaias de carne bovina, miúdos e produtos de origem animal atingiram US$ 1,305 bilhão no primeiro semestre de 2025 — um aumento de 18% em comparação com o ano anterior. O volume exportado chegou a 349.728 toneladas.

O Chile foi o principal destino, com 32% de participação, equivalente a 57.130 toneladas por US$ 343 milhões. Em seguida vieram Taiwan (14% e US$ 151 milhões), Estados Unidos (11% e US$ 111 milhões) e Israel (10% e US$ 100,5 milhões). O Brasil ficou em quinto lugar com 6%, o que representou 10.003 toneladas por US$ 63,9 milhões.

O contexto internacional e a competitividade em custos tornam o Paraguai um fornecedor-chave para abastecer mercados estratégicos, consolidando sua posição no comércio global de carne.

Fonte: Todo Logisitca News

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Comércio Exterior

EUA querem impor solução constitucionalmente impossível para o Brasil

Declaração é do ministro da Fazenda, Fernando Haddad

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse hoje (18), que o Brasil continua buscando manter um diálogo com os Estados Unidos (EUA) para tentar reduzir a aplicação da tarifa de 50% às exportações brasileiras. No entanto, afirmou ele, a negociação não tem sido possível porque os Estados Unidos insistem em impor ao Brasil uma solução “constitucionalmente impossível”. Para o ministro, está ocorrendo “uma dificuldade de compreensão do que se passa no Brasil”.

“Hoje nós temos documentos oficiais demonstrando que a negociação só não ocorre porque os Estados Unidos está tentando impor ao Brasil uma solução constitucionalmente impossível, que é Executivo se imiscuir em assuntos de outro poder, que é o Poder Judiciário. Nós não temos uma situação constitucional que nos permita, política e juridicamente, atuar no caso. Então, gerou-se um impasse que é pedir o que não pode ser entregue”, disse.

Segundo o ministro, o comércio bilateral entre os dois países já representa hoje metade do que foi nos anos 80 e a tendência é que continue caindo ainda mais.

“Nós tínhamos exportações da ordem de 25% com os Estados Unidos, hoje elas significam 12% e, pelo andar dos acontecimentos, eu acredito que o comércio bilateral, infelizmente, vai cair ainda mais”, disse.

Na manhã de hoje, Haddad participou da cerimônia de abertura do evento FT Climate & Impact Summit Latin America e Brasil 2030: Uma Nação de Oportunidades, promovido pelo Times Brasil/NBC, em parceria com o Financial Times, em São Paulo.

Durante a entrevista ao canal de TV, o ministro também disse que o cancelamento da reunião que ele teria com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, foi provocado por interlocutores da extrema-direita brasileira. Ele ressaltou que o ministério tem todos os documentos para comprovar as tratativas com o governo americano e detalhou que o encontro com Scott Bessent, em maio, havia sido positivo.

“[Foi uma reunião] excelente. Agora, o que mudou de maio para julho, tem que ser perguntado para eles”.

Segundo ele, causou estranhamento o fato de a reunião ter sido cancelada e, no mesmo momento em que ela ocorreria, Bessent ter aparecido conversando com um “concorrente” do governo brasileiro [no caso, o deputado federal Eduardo Bolsonaro]. Para Haddad, cada país tem uma maneira de proceder em situações como essa, mas disse que jamais cancelaria uma reunião que tivesse sido agendada.

“Eu nunca faria cometeria uma deslealdade dessa com um homólogo meu de outro país, por mais hostil que o outro país fosse. Se eu marquei um compromisso, eu cumpro”.

Mais tarde, em entrevista a jornalistas, Haddad comentou que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro tem trabalhado “para impedir que as negociações se estabeleçam”. E que, neste momento, o governo brasileiro está trabalhando para regulamentar o plano de contingência para apoiar o setor produtivo afetado pelo tarifaço de 50% imposto pelo governo dos Estados Unidos. O plano de apoio prevê R$ 30 bilhões em crédito e será viabilizado por meio de uma medida provisória chamada de MP Brasil Soberano.

“A tarefa dessa semana é regulamentar o plano de contingência, fazer chegar na ponta os recursos liberados e proteger o Brasil dessa agressão externa”, disse a jornalistas.

Para o ministro, o plano de contingência “está bem calibrado” e não precisará ser ampliado.

“Se o cenário se confirmar, eu não vejo razão para ampliar. Mas vamos ver o desdobramento da coisa. Nesse momento, eu devo dizer que não”.

Globalização

Para Haddad, o atual movimento do governo Trump, inclusive com a imposição de novas tarifas, indica que os Estados Unidos decidiram “mudar o jogo” da globalização.

“Eles venderam para o mundo a globalização, com desregulamentação financeira, a descentralização das atividades produtivas, o ganho de eficiência que isso ia gerar, a acumulação flexível. E aí, quando eles perceberam que eles ganharam muito, mas que a China ganhou ainda mais, aí [decidiram] ‘vamos melar o jogo’, ‘vamos mudar o jogo’”, destacou.

Segundo o ministro, os Estados Unidos ganharam muito com a globalização, mas enfrentaram um “desafio inesperado” e decidiram “mudar as regras do jogo”.

Confira reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, sobre os impactos do tarifaço no setor têxtil

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior, Exportação

Exportações colombianas caem em volume

As exportações colombianas registraram uma queda de 17% em volume durante o primeiro semestre de 2025, totalizando 43,6 milhões de toneladas. No entanto, o valor das vendas externas atingiu USD FOB 24.391,5 milhões, representando um crescimento de 1,6% em relação ao mesmo período de 2024.

Os combustíveis e produtos das indústrias extrativas lideraram a participação com 39,1%, seguidos pelos produtos agropecuários, alimentos e bebidas (31,3%), manufaturas (21,3%) e outros setores (8,3%). O aumento no valor exportado foi impulsionado principalmente por maiores vendas de café, chá, cacau, especiarias e seus preparados (+78,2%), ouro não monetário (+18,3%) e óleos e gorduras fixas de origem vegetal (+71,9%).

O segmento agropecuário, alimentos e bebidas somou USD FOB 7.627,7 milhões, com um crescimento interanual de 36,5%. Entre os produtos que impulsionaram esse aumento, destacam-se café, chá, cacau, especiarias e óleos vegetais. Em contraste, caíram as vendas de óleos e gorduras de origem animal (-56,3%), cortiça e madeira (-29,2%) e óleos e gorduras elaborados (-10,8%).

Os Estados Unidos mantiveram-se como o principal destino, com USD FOB 7.405,8 milhões (+7,5%), equivalentes a 30,4% das exportações totais, com destaque para petróleo bruto, café e flores. A União Europeia ficou em segundo lugar com USD FOB 3.179,1 milhões (+39,3%), impulsionada por maiores embarques para Países Baixos, Alemanha e Bélgica. O Panamá ocupou a terceira posição com USD FOB 1.770,5 milhões (-21,4%), concentrados em combustíveis (88,6%).

Esses três destinos — Estados Unidos (30,4%), União Europeia (13,0%) e Panamá (7,3%) — concentraram 50,7% das exportações colombianas no semestre. Também se destacou o aumento das vendas para a Venezuela (+18,9%). Em termos de participação, cresceram os envios para a UE (+3,5 p.p.) e EUA (+1,7 p.p.), enquanto diminuíram para China (-2,2 p.p.), Panamá (-2,1 p.p.), México e Chile (-1,8 p.p.).

Fonte: Todo Logistica News

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Exportação

Exporta para os EUA? ✈️ Confira passo a passo para entender produtos, tarifas extras e exceções

Desenhamos esse processo do início ao fim para esclarecer como os EUA dividiram os produtos, quais as tarifas por setores e quais são as exceções dessa taxação

Se você exporta para os Estados Unidos (EUA) e ainda está confuso sobre como as tarifas adicionais de 50% sobre os produtos brasileiros vão funcionar, a gente te entende! Com a quantidade de medidas em vigor, de listas de produtos, de especificações e ainda de exceções, fica fácil se perder. 

Nós preparamos um fluxograma que desenha esse processo e te ajuda a entender quais são as tarifas e como elas se aplicam aos diferentes produtos.

Vamos a um exemplo: o café. Ele não se encaixa nos setores com tarifas específicas, como aço, alumínio, automóveis, autopeças ou cobre.

O café também não consta na lista de exceções da Ordem Executiva 14323, o que significa que ele parte de uma tarifa base de 10% que já existia. Além disso, o café também não consta na lista de exceções da Ordem Executiva 14323, somando outra tarifa adicional de 40%.

Por isso, o café, assim como outros produtos, está sujeito diretamente à nova tarifa de 50%.

A depender de qual lista o seu produto está, ele tem a possibilidade de não receber nenhuma tarifa adicional ou receber tarifa adicional de 10%, 40% ou 50%.

 Com o café, a conta é a seguinte:

Tarifa Base: 10%

Tarifa Adicional: +40%

Total: 50%

E é assim que vários produtos chegam nos 50% de tarifas extras anunciadas pelo presidente dos EUA. 
 

Dá uma olhada como fica essa história desenhadinha 👇🏾

Fonte: Portal da Indústria

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Comércio Exterior

Alvos do ‘tarifaço’ têm mais de 90% das exportações direcionadas aos EUA

O tarifaço sobre as exportações brasileiras ameaça produtos que têm os EUA como o destino de mais de 90% de suas vendas internacionais. A dependência foi apresentada pelo Icomex (Indicador de Comércio Exterior), da FGV (Fundação Getulio Vargas), que alerta para os desafios ocasionados pela taxação e demonstra preocupação com os gastos originados pela sobretaxa.

O que aconteceu

Entre os 30 produtos mais exportados aos EUA, 18 serão sobretaxados. A cesta de 30 itens corresponde a 65,3% das vendas destinadas aos norte-americanos entre janeiro e julho deste ano e somam 7,8% do total das exportações do Brasil. A lista de exceções ao tarifaço abrangeu 12 deles.

Aço, madeira e sebo animal são os mais prejudicados. O estudo da FGV considera a participação dos norte-americanos nas compras de madeira de coníferas perfilada (98%), sebo de bovinos, ovinos e caprinos (97,3%) e semimanufaturados de ligas de aço (96,1%). Os itens representam mais de 4% das exportações nacionais para os Estados Unidos.

Concentração é entrave até mesmo para os contratos já firmados. Fernando Sette Júnior, economista e professor de relações internacionais, afirma que o cenário reduz as margens de lucro e pode inviabilizar vendas já firmadas. “A logística, a adequação regulatória e a renegociação contratual geram custos adicionais”, avalia ele.

Relação das tarifas adicionais conta com quase 700 exceções. A cobrança inicialmente estabelecida em 10% foi limitada a 694 produtos nacionais, como a celulose, as castanhas, os produtos de aviação e o suco de laranja. Segundo a Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio para o Brasil), 43,4% das exportações brasileiras aos EUA foram poupadas. Os demais setores foram taxados em 50%.

Entre os mais dependentes, aeronaves se livraram da taxa extra. O setor tem os Estados Unidos como principal parceiro, com 91% das exportações destinadas àquele mercado. Os produtos, que aparecem entre as exceções, respondem por 2,76% do total das vendas nacionais aos EUA, segundo o levantamento.

Dependência dos EUA dificulta a abertura de novos mercados. A concentração das vendas de alguns produtos complica a diversificação das parcerias comerciais. “Não há alternativas imediatas de destino com o mesmo porte de compra dos Estados Unidos”, diz Sette. Lia Valls, pesquisadora associada do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia, ligado à FGV), observa que o ingresso em novos países é ainda mais difícil para os exportadores de menor porte.

Para algumas empresas deve ser possível diversificar mercados. Para as pequenas, especialmente, é muito difícil. No comércio exterior, não é tão simples você entrar em um novo mercado. Existem as certificações de qualidade e você tem que conquistar a confiança de um novo cliente. Não é um processo assim tão rápido.Lia Valls, pesquisadora do Ibre/FGV

Socorro do governo

Plano de contingência é visto como positivo, mas insuficiente. Os especialistas em comércio exterior avaliam que as medidas apresentadas para socorrer os exportadores têm caráter temporário e não beneficiam igualmente todos os setores. “É uma medida de alívio. Precisamos ver como ela vai efetivamente ser operacionalizada”, afirma Valls. “O pacote anunciado pelo governo tem caráter parcial e setorial”, complementa Sette.

Abrangência limitada dos auxílios setoriais gera dúvidas. Voltado especialmente para pequenas e médias empresas, o pacote não socorre todos os segmentos afetados pelas tarifas norte-americanas. “Enquanto alguns exportadores terão condições de amortecer a perda de competitividade, outros precisarão absorver o choque sem uma proteção imediata”, avalia Sette.

Custos do tarifaço são apontados como desafio econômico. Além da ajuda do Planalto, outros impactos são previstos. “Há custos adicionais relevantes, que podem perdurar mesmo com apoio governamental”, diz Sette. Ele lista entre os desafios os gastos extras com logística, a menor entrada de dólares no Brasil, a adequação regulatória com certificações na busca por novos mercados e o risco reputacional em meio a cancelamentos e atrasos.

Fonte: UOL

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Exportação

Exportações brasileiras aos EUA batem recorde

O saldo comercial passou a ser favorável para os Estados Unidos em US$ 2,3 bilhões

Entre janeiro e julho de 2025, as exportações do Brasil para os Estados Unidos somaram US$ 23,7 bilhões, valor 4,2% maior que no mesmo intervalo de 2024, de acordo com dados do Monitor do Comércio Brasil-EUA, da Amcham Brasil.

No mesmo período, as importações brasileiras de produtos americanos chegaram a US$ 26 bilhões, representando crescimento de 12,6%.

Com isso, o saldo comercial passou a ser favorável para os Estados Unidos em US$ 2,3 bilhões, aumento de mais de seis vezes em relação ao resultado do ano anterior.

“As exportações brasileiras para os EUA seguem resilientes e em trajetória de crescimento até julho. Nosso compromisso é seguir trabalhando de forma coordenada com os dois governos para preservar esse comércio, que impulsiona empregos e oportunidades em ambos os países, sobretudo diante dos desafios adicionais que o aumento das tarifas trará daqui para frente”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

No mês de julho, já sob a sobretaxa americana de 10% e com o anúncio de elevação para 50% a partir de agosto, as exportações do Brasil para os EUA alcançaram US$ 3,7 bilhões, 3,8% acima de julho de 2024.

O volume embarcado subiu 7,3%, o que pode indicar antecipação de vendas para evitar as novas tarifas. As importações brasileiras de produtos americanos avançaram 18,2% no mês, para US$ 4,3 bilhões, segundo maior valor registrado desde 2015.

Entre os dez principais itens exportados pelo Brasil em julho, seis apresentaram aumento nas vendas:

  • Aeronaves: +159,0%
  • Ferro-gusa: +62,5%
  • Cal e cimento: +46,3%
  • Petróleo: +39,9%
  • Suco de frutas: +32,2%

No acumulado do ano, os maiores avanços vieram de carne bovina (+118,1%), sucos de frutas (+61,7%), café (+34,6%) e aeronaves (+31,7%).

Exportações de celulose e óleos de petróleo recuam

Alguns produtos perderam espaço no mercado americano. Celulose recuou 14,8%, afetada pela concorrência canadense. Óleos de petróleo caíram 18%, equipamentos de engenharia 20,8% e semi-acabados de ferro ou aço 8% – com queda de 64% apenas em julho.

O açúcar sofreu retração de 49,6% no valor e 51,7% no volume, já sob a tarifa de 50% que entrou em vigor no início de agosto.

No cenário global, o déficit dos EUA na balança de bens cresceu 27,8% no primeiro semestre de 2025.

O Brasil, entretanto, figura entre os poucos países com os quais os americanos mantêm superávit, ocupando a quinta posição nesse ranking, com crescimento de 57,9% na comparação anual. Em junho, no entanto, houve redução de 8,3% no déficit global americano, possivelmente ligada à aplicação das tarifas de retaliação.

Fonte: Modais em Foco

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