Exportação

Exportações de Santa Catarina crescem 5,2% em outubro e atingem recorde histórico

As exportações de Santa Catarina registraram um crescimento de 5,2% em outubro, alcançando US$ 1,1 bilhão — o maior valor já obtido pelo estado nesse mês desde o início da série histórica, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta quinta-feira (6). Em comparação com o mesmo período de 2024, quando o total foi de US$ 1,04 bilhão, o resultado confirma a expansão consistente das vendas externas catarinenses tanto na análise mensal quanto anual.

Agronegócio lidera exportações catarinenses

Mais uma vez, o agronegócio foi o principal motor do desempenho positivo. As carnes de aves (US$ 188,7 milhões) e a carne suína (US$ 162,1 milhões) lideraram a pauta exportadora, seguidas pela soja (US$ 87,9 milhões). Entre os produtos industriais, destacam-se os geradores elétricos (US$ 63,4 milhões) e os motores de pistão e suas partes (US$ 37,5 milhões), completando o top 5 das exportações do estado.

Para o governador Jorginho Mello, o resultado reflete o reconhecimento internacional da qualidade da produção catarinense. “Santa Catarina leva produtos competitivos e certificados para mais de 200 destinos no mundo. Nossa força produtiva e excelência abrem novos mercados e consolidam a presença do estado no comércio global”, afirmou.

Estado mantém alta de 5,1% no acumulado do ano

O bom desempenho de outubro ajudou a manter o ritmo de crescimento no acumulado do ano. Entre janeiro e outubro de 2025, as exportações catarinenses somaram US$ 10,1 bilhões, um avanço de 5,1% em relação ao mesmo período de 2024, quando o valor foi de US$ 9,6 bilhões. O aumento representa US$ 492 milhões a mais em receitas para o estado.

De acordo com o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, o resultado é reflexo de um ambiente de negócios favorável. “Santa Catarina vive um momento econômico forte, sustentado por um povo trabalhador e por um governo que simplifica processos e estimula quem produz”, destacou.

As carnes de aves (US$ 1,69 bilhão) e a carne suína (US$ 1,46 bilhão) continuam liderando as vendas no acumulado, representando quase 30% das exportações totais. Na sequência aparecem os geradores elétricos (US$ 539,7 milhões), a soja (US$ 535,5 milhões) e a madeira parcialmente trabalhada (US$ 384,9 milhões).

Exportações alcançam mais de 200 destinos globais

Segundo o MDIC, os produtos de Santa Catarina chegam atualmente a mais de 200 mercados internacionais. Os Estados Unidos seguem como principal destino, com US$ 1,28 bilhão em compras, embora o valor represente uma queda de 9,3% em relação a 2024. Em segundo lugar aparece a China, com US$ 1 bilhão, também com variação negativa de 8,4%.

Por outro lado, as vendas para outros países da América Latina cresceram e compensaram as retrações nos dois maiores parceiros. A Argentina registrou alta de 25%, com US$ 746 milhões em importações, seguida por México (US$ 654,5 milhões, +0,46%), Japão (US$ 579 milhões, +10%), Chile (US$ 525,2 milhões, +36,2%) e Paraguai (US$ 368,3 milhões, +3%).

O desempenho reforça a diversificação dos mercados catarinenses e consolida o estado como um dos principais exportadores do país, com forte presença no agronegócio e na indústria de transformação.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
TEXTO: Redação
IMAGEM: SCPAR/Divulgação

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Comércio Exterior

Queda de 37,9% das exportações aos EUA ascende luz amarela para Amcham Brasil

A queda de 37,9% nas exportações do Brasil aos Estados Unidos em outubro reforça a urgência de avanços nas negociações bilaterais, avalia a Amcham Brasil, em nota.

A redução foi a mais acentuada desde a entrada em vigor das tarifas adicionais de 40% sobre produtos brasileiros, em agosto de 2025, acrescenta a instituição.

“Essa retração, a terceira consecutiva, evidencia a intensificação dos efeitos negativos das tarifas sobre o fluxo comercial entre os dois países, impactando cadeias produtivas integradas, investimentos e empregos em ambas as economias. Esses efeitos se somam à menor demanda nos Estados Unidos e à redução de preços internacionais para alguns produtos, como petróleo e derivados”, afirma.

Para o presidente da Amcham Brasil, Abrão Neto, a forte contração nas exportações brasileiras para o mercado americano em outubro reforça a urgência de uma solução para normalizar o comércio bilateral. “É essencial que o valioso impulso político gerado pelo recente encontro entre os presidentes Lula e Trump seja aproveitado para alavancar avanços concretos nas negociações entre os dois países”, diz.

FONTE: Istoé Dinheiro
IMAGEM: Reprodução/Istoé

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Comércio Exterior, Exportação

Mato Grosso lidera exportações de carne bovina para a China e ultrapassa São Paulo em 2025

O estado de Mato Grosso reafirmou sua posição de destaque no agronegócio nacional ao se tornar, em 2025, o maior exportador de carne bovina para a China. Com uma receita acumulada de US$ 3 bilhões até setembro, o estado ultrapassou São Paulo — tradicional polo da pecuária brasileira — e consolidou sua dominância nas vendas externas do setor.

De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), entre janeiro e setembro, Mato Grosso embarcou 351,3 mil toneladas de carne bovina ao mercado chinês, superando as 343,5 mil toneladas enviadas por São Paulo no mesmo período. A China segue como principal destino da carne bovina brasileira, responsável pela maior fatia das exportações do país.

No total, Mato Grosso exportou 646,9 mil toneladas da proteína para 89 países, com preço médio de US$ 5,3 mil por tonelada, reforçando o vigor do setor e o peso do estado nas vendas internacionais.

Missão mato-grossense busca novas parcerias na China
Para sustentar o ritmo de crescimento e abrir novos mercados em 2026, uma comitiva de Mato Grosso — composta pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Invest MT — cumpre nesta semana uma agenda estratégica na China.

O grupo pretende ampliar os canais de exportação e firmar novas parcerias comerciais, especialmente com províncias do interior chinês, além de reforçar o compromisso do estado com práticas de sustentabilidade e produção responsável.

Segundo o presidente do Imac, Caio Penido, a presença da comitiva no país asiático representa uma oportunidade de fortalecer ainda mais a imagem da carne mato-grossense no mercado internacional.

“Participar dessa missão é uma oportunidade estratégica para fortalecer nossa presença global. A China é o principal destino das exportações de Mato Grosso, e temos muito a mostrar — especialmente nosso compromisso com uma pecuária sustentável e de alta qualidade”, afirmou Penido.

O dirigente destacou ainda que o foco é abrir novas portas e demonstrar que o modelo de produção mato-grossense atende às demandas do consumidor global, que valoriza alimentos produzidos com segurança alimentar, responsabilidade ambiental e social.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Assessoria Imac

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Comércio Exterior

Brasil bate recorde de exportações e importações em 2025, aponta MDIC

O Brasil registrou um desempenho histórico em sua balança comercial em 2025, com recordes nas exportações, importações e corrente de comércio, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No mês de outubro, as exportações somaram US$ 31,97 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 25,01 bilhões, resultando em um superávit de US$ 6,96 bilhões e uma corrente de comércio de US$ 56,98 bilhões. No acumulado de janeiro a outubro, as exportações chegaram a US$ 289,73 bilhões e as importações a US$ 237,33 bilhões, com saldo positivo de US$ 52,4 bilhões e corrente de comércio total de US$ 527,07 bilhões — o maior volume já registrado para o período.

Exportações crescem, importações recuam levemente

As exportações brasileiras cresceram 9,1% em outubro de 2025 em comparação com o mesmo mês de 2024, quando totalizaram US$ 29,3 bilhões. Já as importações caíram 0,8%, passando de US$ 25,21 bilhões em outubro de 2024 para US$ 25 bilhões neste ano.

Com isso, a corrente de comércio de outubro atingiu US$ 56,99 bilhões, um avanço de 4,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Desempenho por setor exportador

Todos os setores exportadores apresentaram crescimento em outubro. A indústria extrativa liderou o avanço, com alta de US$ 1,39 bilhão (22%). Em seguida vieram a agropecuária, que subiu US$ 1,18 bilhão (21%), e a indústria de transformação, com aumento de US$ 130 milhões (0,7%).

No acumulado do ano, a agropecuária cresceu 3,6% (US$ 2,33 bilhões), a indústria de transformação teve alta de 3,2% (US$ 4,89 bilhões), enquanto a indústria extrativa recuou 2,9% (US$ 1,97 bilhão) em relação a 2024.

Importações também crescem no ano

Nas importações, o desempenho de outubro mostrou alta de 3,5% na agropecuária e 1% na indústria de transformação, enquanto a indústria extrativa teve queda de 30,1%.

No acumulado do ano, as compras externas da indústria de transformação avançaram 9,3% (US$ 18,73 bilhões), as da agropecuária aumentaram 8,1% (US$ 390 milhões), e as da indústria extrativa caíram 23% (US$ 3,28 bilhões).

Comércio exterior em alta

O MDIC destaca que os números reforçam a força do comércio exterior brasileiro e indicam uma tendência de diversificação da pauta exportadora, com maior presença de produtos industrializados e commodities agrícolas. O resultado também reflete o bom momento das relações comerciais com a Ásia, Europa e Mercosul.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ivan Pacheco/VEJA

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Comércio Exterior

Exportações para os EUA caem 38% em outubro após tarifaço, mas saldo comercial do Brasil segue positivo

As exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 38% em outubro, totalizando US$ 2,21 bilhões, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). No mesmo período, as importações de produtos norte-americanos cresceram 9,6%, alcançando US$ 3,97 bilhões.

Com isso, o Brasil registrou déficit comercial de US$ 1,76 bilhão com os EUA, o décimo mês consecutivo em que o país compra mais do que vende para o parceiro americano. O último superávit ocorreu em dezembro do ano passado, no valor de US$ 468 milhões.

Déficit acumulado supera US$ 7 bilhões no ano

Entre janeiro e outubro, o déficit comercial com os Estados Unidos ultrapassou US$ 7 bilhões, o que representa alta superior a 400% em relação ao mesmo período de 2024, quando somava US$ 1,38 bilhão.

Os dados do MDIC mostram ainda que, nos últimos 16 anos, o Brasil acumula déficits sucessivos com os EUA, totalizando US$ 88,6 bilhões desde 2009.

Superávit com outros parceiros mantém balança positiva

Apesar da queda nas exportações para os Estados Unidos, o Brasil ampliou as vendas para outros mercados importantes, como:

  • China (+33,4%)
  • União Europeia (+7,6%)
  • Mercosul (+14,3%)

Esses resultados garantiram um superávit de US$ 6,96 bilhões na balança comercial de outubro, crescimento de 70% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O desempenho foi o melhor para o período desde 2023, quando o saldo foi de US$ 9,18 bilhões.

As exportações totais atingiram US$ 31,97 bilhões, alta de 9,1%, enquanto as importações recuaram 0,8%, somando US$ 25 bilhões. No acumulado do ano, o superávit comercial brasileiro chega a US$ 52,4 bilhões, embora ainda 16,6% abaixo do resultado de 2024.

Tarifaço de Trump pressiona comércio bilateral

A queda nas exportações ocorre após o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que elevou as tarifas de importação de produtos brasileiros em até 50%, afetando cerca de 36% das vendas externas ao país.

O aumento das tarifas, implementado de forma gradual desde agosto, foi justificado por motivos econômicos e políticos, incluindo alegações de “déficit comercial com o Brasil” e críticas ao processo judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para reduzir os impactos, o governo brasileiro lançou um pacote de apoio às empresas afetadas, com linha de crédito de R$ 30 bilhões condicionada à manutenção de empregos.

Negociações entre Lula e Trump seguem em curso

No fim de outubro, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump se reuniram para discutir o tema. Apesar do diálogo, as sobretaxas americanas continuam em vigor, e ainda não há previsão de revisão das medidas.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sandro Menezes/Governo do RN

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Agronegócio

Agronegócio brasileiro enfrenta novos desafios no mercado asiático

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou uma viagem à Indonésia e à Malásia, onde participou da cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). A visita reforçou o interesse do governo em ampliar a presença do agronegócio brasileiro na Ásia, considerada a região mais dinâmica da economia mundial.

Apesar do potencial, o crescimento das exportações brasileiras na região pode ocorrer em ritmo mais lento do que o previsto. No mesmo período, o ex-presidente americano Donald Trump também esteve na Ásia e conseguiu garantir concessões comerciais de vários países por meio de medidas tarifárias, fortalecendo o posicionamento dos Estados Unidos no comércio internacional.

Soja brasileira perde espaço para os EUA

A política comercial americana tem impactado diretamente as exportações do Brasil, especialmente de soja. Após uma trégua entre Trump e o presidente chinês Xi Jinping, a China retomou a compra de soja dos Estados Unidos, com um acordo que prevê 12 milhões de toneladas até o fim do ano e 25 milhões anuais até 2028.

No curto prazo, isso significa que o país asiático deve reduzir as importações de soja brasileira, priorizando o produto americano até a entrada da nova safra do Brasil, prevista para fevereiro. A expansão brasileira em outros mercados asiáticos também pode ser afetada, incluindo o farelo de soja.

Carne e algodão na disputa internacional

Além da soja, os produtores americanos de carne e algodão têm criticado o avanço do Brasil na Ásia. O país é o maior exportador mundial de carne bovina e pode ultrapassar os EUA também em produção total neste ano. Atualmente, 32% da carne bovina e 35% da carne suína produzidas no Brasil são exportadas, com destaque para China, México, Canadá e Filipinas.

No setor têxtil, o Brasil triplicou sua produção de algodão desde 2010, tornando-se o maior exportador global. Produtores norte-americanos afirmam que a concorrência brasileira se baseia em preços mais competitivos e pressionam o governo dos EUA por apoio político e econômico.

Comércio global cada vez mais politizado

Durante o Brazil Commodities Forum, realizado em Genebra, especialistas alertaram que o cenário de tarifas e políticas protecionistas — impulsionado pelo lema “America First” — começa a reverter oportunidades antes abertas ao Brasil. Países como Japão, Reino Unido e nações do Sudeste Asiático voltaram a comprar mais produtos americanos, muitas vezes por razões políticas e não comerciais.

A demanda chinesa por commodities se estabilizou, enquanto o custo das terras agrícolas brasileiras segue alto. Mesmo com maior eficiência produtiva, o país enfrenta taxas de juros elevadas, o que encarece o crédito e limita novos investimentos.

Sustentabilidade e competitividade como novos pilares

Para a advogada Heloisa Slav, especialista em commodities e organizadora do fórum, o futuro do agro brasileiro dependerá de três fatores principais:

  1. Manter o baixo custo e a alta escala de produção;
  2. Comprovar sustentabilidade em mercados com padrões cada vez mais exigentes;
  3. Equilibrar relações comerciais com China e Estados Unidos, mesmo em um ambiente global instável.

As novas exigências da União Europeia e dos EUA, que incluem produção livre de desmatamento, rastreabilidade e baixo carbono, tornam a sustentabilidade um diferencial competitivo. Nesse contexto, o Brasil tem potencial para se consolidar como fornecedor preferencial, unindo eficiência econômica e responsabilidade ambiental.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Tarifas dos EUA sobre alumínio ampliam concorrência e mudam rotas de exportação, diz CBA

O presidente da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), Luciano Alves, afirmou que as tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre o alumínio brasileiro alteraram o equilíbrio global entre oferta e demanda, forçando empresas a redirecionar exportações e acirrando a disputa por mercados internacionais.

Impacto das tarifas no comércio global

Segundo Alves, a redução nas vendas para o mercado norte-americano levou produtores brasileiros a buscar alternativas em outros destinos estratégicos, como Europa e América Latina. Essa movimentação, explicou ele, tem aumentado a competitividade nesses mercados, que agora recebem parte do alumínio antes destinado aos EUA.

“É natural observar uma queda no volume exportado para os Estados Unidos. As empresas estão procurando espaço nos mesmos mercados, especialmente Europa e América Latina, o que eleva a concorrência e afeta nossa atuação nessas regiões”, disse o executivo ao Valor.

Alves também destacou que o mercado americano tem compensado a redução de importações com a compra de sucata, enquanto a CBA ajusta sua produção para atender novos destinos e fortalecer a presença no mercado interno.

Estratégia da CBA diante do novo cenário

Com a nova configuração comercial, marcada por incertezas e maior competição global, a CBA tem concentrado a produção no Brasil, destinando cerca de 12% ao mercado externo, principalmente em lingotes de alumínio enviados à Europa.

O executivo explicou que essa antecipação está ligada à chegada do CBAM (Carbon Border Adjustment Mechanism), mecanismo europeu que, a partir de 2026, vai cobrar tarifas baseadas nas emissões de carbono de produtos importados.

“Os clientes europeus já estão se preparando para essa transição regulatória, antecipando suas compras”, observou Alves.

Desafios para exportadoras brasileiras

As declarações do presidente da CBA evidenciam os desafios enfrentados pelas exportadoras brasileiras diante de novas barreiras comerciais e ambientais impostas por grandes economias. A adaptação a normas mais rígidas de sustentabilidade e a diversificação de mercados se tornaram, segundo ele, estratégias essenciais para manter a competitividade do setor.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Daniel Wainstein/Valor

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Industria

Indústria catarinense busca ampliar exportações em missão empresarial na Argentina

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) lidera, nos dias 10 e 11 de novembro, uma missão empresarial à Argentina com foco em fortalecer o comércio exterior e abrir novas oportunidades de exportação. O evento, realizado em Buenos Aires, reunirá 23 indústrias catarinenses no Encontro de Negócios BR/SC, sendo 10 delas micro e pequenas empresas apoiadas pelo SEBRAE/SC.

Expansão do setor moveleiro e novos mercados

De acordo com o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a iniciativa busca consolidar a imagem da indústria catarinense e ampliar a presença de produtos do setor moveleiro no mercado argentino.

“É um esforço concreto para fomentar novos mercados e diversificar os destinos das nossas exportações”, destacou Seleme.

A missão tem como meta gerar novos negócios internacionais, fortalecendo as relações entre empresas de Santa Catarina e compradores argentinos.

Encontros institucionais e rodada de negócios

A programação inclui uma agenda institucional com a presença do Embaixador do Brasil na Argentina, Julio Glintenick Bitelli, e de representantes da União Industrial Argentina (UIA) e da Confederação Argentina da Média Empresa (CAME).
Durante o encontro, o governador Jorginho Mello apresentará os diferenciais competitivos de Santa Catarina, a convite da FIESC.

O evento também contará com uma rodada de negócios, que busca aproximar empresários catarinenses de potenciais clientes e parceiros argentinos. As reuniões estão sendo organizadas de acordo com o perfil e os objetivos de cada indústria exportadora, com foco em intensificar as relações comerciais bilaterais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Turismo de Buenos Aires

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Exportação

A recuperação da Argentina impulsiona exportações e turismo do Brasil

A recuperação econômica da Argentina trouxe um impulso à economia brasileira neste ano, com um aumento expressivo nas exportações de bens e um salto no turismo argentino. No primeiro semestre de 2025, as exportações brasileiras para a Argentina atingiram o equivalente a 0,8% do PIB do Brasil, ante 0,5% no mesmo período de 2024.

Dados do governo brasileiro mostram que esse crescimento continuou no terceiro trimestre. De julho a setembro, as exportações para a Argentina subiram 34,6%, em comparação com um aumento de 4,7% nas exportações totais do Brasil.

Francisco Pessoa Faria, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), calculou que o turismo argentino no Brasil acrescentou o equivalente a 0,2% do PIB brasileiro no primeiro semestre do ano, ante 0,08% no mesmo período do ano passado.

No total, as exportações de serviços para a Argentina cresceram de 0,12% do PIB no início de 2024 para 0,25% no primeiro semestre de 2025, segundo dados da agência de estatísticas oficial da Argentina, o INDEC.

Gastos com viagens quase dobram

De janeiro a junho, o Brasil exportou US$ 2,69 bilhões em serviços para a Argentina — o dobro dos US$ 1,33 bilhão do mesmo período de 2024. O principal motor foi o gasto de turistas argentinos no Brasil, que totalizou US$ 2,14 bilhões, ante US$ 918 milhões um ano antes.

Em contrapartida, as importações brasileiras de serviços caíram 11,9% em 2025, para US$ 869,7 milhões. Isso resultou em um superávit de US$ 1,82 bilhão na balança de serviços do Brasil, muito superior aos US$ 337,3 milhões registrados no primeiro semestre de 2024.

Economistas afirmam que essa retomada tem sido positiva para o Brasil, embora haja incerteza sobre sua duração. Apesar de um swap cambial de US$ 20 bilhões para apoiar a Argentina e dos bons resultados nas eleições de meio de mandato de 26 de outubro, o presidente Javier Milei deve implementar medidas que podem pesar sobre a economia argentina.

O impulso econômico sob Milei tem aumentado a demanda por produtos brasileiros, afirmou Gustavo Pérego, sócio da consultoria argentina Abeceb. “No ano passado, a Argentina passou por um processo de reestruturação econômica. Houve uma forte queda na primeira metade do ano, seguida de recuperação na segunda.”

Vendas de automóveis impulsionam superávit comercial

Automóveis e autopeças são os principais produtos exportados do Brasil para a Argentina, disse Pérego. O aumento se deveu aos controles cambiais do governo anterior, que restringiram o acesso de importadores a dólares, reduzindo a oferta de carros no mercado local.

Para resolver isso, o governo argentino implementou em 2024 medidas para quitar dívidas com importadores e melhorar o poder de compra dos consumidores. “Quando a situação se normalizou, a demanda por carros e motocicletas disparou”, afirmou Pérego. “E grande parte desses veículos é fabricada no Brasil.”

De janeiro a setembro, o Brasil exportou US$ 14,2 bilhões em bens para a Argentina — um aumento de 47,2% em relação ao mesmo período de 2024 —, enquanto as importações de produtos argentinos caíram 1,8%, para US$ 9,5 bilhões, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O superávit comercial virou a favor do Brasil, chegando a US$ 4,7 bilhões, ante um déficit de US$ 50,5 milhões em 2024.

Produtos manufaturados do setor de transporte dominam as exportações brasileiras para o parceiro do Mercosul. Veículos de passeio responderam por 21,9% do total exportado à Argentina, somando US$ 3,1 bilhões nos nove primeiros meses do ano — mais que o dobro dos US$ 1,4 bilhão de 2024. Autopeças representaram 9,7%, veículos comerciais leves 6,4% e veículos rodoviários 5,5%.

Pérego prevê que o PIB argentino cresça 4% neste ano, após uma contração de 1,7% em 2024. “Isso estimula a demanda por carros, o que, por sua vez, impulsiona as exportações brasileiras.” Uma pesquisa de mercado do Banco Central da Argentina, o relatório REM (equivalente ao Focus brasileiro), projeta crescimento de 3,9% do PIB em 2025.

No entanto, ele alertou que as exportações de automóveis brasileiros para a Argentina dificilmente manterão o mesmo ritmo de expansão. “Havia uma demanda reprimida, então as vendas dispararam entre o fim de 2024 e este ano. Isso deve se normalizar.”

Concorrência dos elétricos chineses

Pérego também destacou a concorrência dos veículos elétricos chineses, que a Argentina atualmente importa com isenção de impostos sob um programa que permite a entrada de 50 mil veículos neste ano e mais 50 mil em 2026. O país pode ter até 200 mil veículos elétricos em circulação em três ou quatro anos, disse ele.

A economia argentina deve desacelerar em 2026, com crescimento previsto de 3%, um ponto percentual abaixo de 2025.

Faria, da FGV Ibre, afirmou que as mudanças na demanda argentina têm grande impacto na indústria automotiva brasileira. Nos 12 meses encerrados em junho de 2025, a Argentina respondeu por 8,6% das exportações totais de manufaturados do Brasil e 48,4% das exportações de veículos automotores, reboques e carrocerias.

Ariane Benedito, economista-chefe da fintech PicPay, projetou crescimento de até 5,5% do PIB argentino neste ano. “É uma recuperação significativa, mas a economia argentina continua vulnerável”, afirmou. A volatilidade cambial é uma preocupação central, dependendo de como Milei implementará seu plano econômico. A inflação também preocupa, impulsionada pelo forte consumo. “O cenário base depende de quanto a terapia de choque de Milei vai custar em termos de desaceleração econômica.”

Ela também apontou uma provável desaceleração global em 2026, o que afetaria o Brasil. O PicPay projeta crescimento de 1,7% do PIB brasileiro em 2026, ante 2,2% neste ano.

Ainda assim, Benedito disse que a posição geográfica do Brasil lhe dá vantagem no fornecimento de produtos automotivos à Argentina. Essa relação comercial ajudou o Brasil a evitar queda no volume e no valor das exportações em 2025, apesar das novas tarifas dos EUA.

Turismo argentino

Faria também destacou o impulso do turismo argentino. De janeiro a setembro, 2,79 milhões de argentinos visitaram o Brasil, ante 1,47 milhão no mesmo período do ano passado, segundo a Embratur. Os argentinos agora representam 39% de todos os turistas estrangeiros no país, contra 30% em 2024.

“O fluxo de turistas argentinos em 2025 foi impulsionado pelo câmbio”, disse Faria. Em abril, a Argentina substituiu seus rígidos controles cambiais — em vigor desde o fim de 2019 — por uma banda de câmbio flutuante administrada entre 1.000 e 1.400 pesos por dólar, ampliada em 1% ao mês. Também foram retiradas as restrições à compra de dólares.

Historicamente, a Argentina é um mercado emissor forte quando sua moeda está relativamente estável, e o Brasil é o destino de praia mais próximo, observou Pérego. “Foi assim no último verão e provavelmente será novamente no próximo. Os argentinos são atraídos ao Brasil por dois motivos: praias quentes e custos mais baixos. Um feriado de 10 ou 15 dias na praia na Argentina pode sair mais caro do que no sul do Brasil”, disse ele, especialmente para quem viaja de carro ao Rio Grande do Sul ou Santa Catarina.

No entanto, Pérego observou que o Brasil ficou mais caro para os argentinos ao longo de 2025 devido à valorização do real. A cotação do dólar caiu para R$ 5,38 em 31 de outubro, ante R$ 6,19 no fim de dezembro de 2024, segundo o Banco Central.

Roberto Dumas Damas, professor do Insper, alertou que, apesar dos ganhos eleitorais de Milei, a Argentina ainda enfrenta alta dívida externa e baixas reservas. “A eleição dá mais tempo a Milei, mas o país ainda precisa de reformas”, disse.

“O único caminho real é algo semelhante ao que o Brasil fez em janeiro de 1999: deixar a moeda flutuar, elevar fortemente os juros, definir uma meta de inflação e aprovar uma lei que garanta plena independência ao Banco Central da Argentina.”

FONTE: Valor Econômico
IMAGEM: Rogerio Vieira/Valor

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Exportação

China vai remover 15 empresas dos EUA da lista de controle de exportações

A China anunciou que retirará 15 empresas norte-americanas de sua lista de controle de exportações, como parte do compromisso firmado nas recentes negociações econômicas e comerciais entre Pequim e Washington, realizadas em Kuala Lumpur. A medida passa a valer no dia 10 de novembro, conforme informou nesta quarta-feira um porta-voz do Ministério do Comércio chinês.

De acordo com o governo chinês, essas companhias haviam sido incluídas na lista em março de 2025, por meio do Anúncio nº 13, que impedia a exportação de tecnologias e materiais de uso duplo – aplicáveis tanto para fins civis quanto militares. Entre as empresas afetadas estão Leidos, Gibbs & Cox, IP Video Market Info, Sourcemap, Skydio, Rapid Flight, Red Six Solutions, Shield AI, HavocAI, Neros Technologies, Group W, Aerkomm, General Atomics Aeronautical Systems, General Dynamics Land Systems e AeroVironment.

Outras restrições seguem suspensas por mais um ano

O comunicado também informou que as sanções aplicadas a outras 16 empresas dos Estados Unidos, incluídas em abril pelo Anúncio nº 21, permanecerão suspensas por mais um ano. Exportadores que desejarem retomar transações comerciais com as companhias liberadas deverão solicitar licença específica ao Ministério do Comércio da China, que analisará cada caso.

Pequim busca estabilidade nas relações bilaterais

Em nota adicional, o ministério confirmou que serão parcialmente canceladas as sanções contra empresas americanas listadas como “entidades não confiáveis”. As restrições de abril continuarão suspensas, enquanto as de março serão encerradas definitivamente.

Segundo o governo chinês, as decisões reforçam o compromisso de cumprir os acordos firmados com os EUA e de promover um ambiente de negócios mais previsível e estável entre as duas maiores economias do mundo.

FONTE: Jornal de Brasília
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/X

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