Comércio Internacional

Exportações da China crescem 21,8% no início de 2026 e superam expectativas do mercado

A China começou 2026 com um desempenho expressivo no comércio exterior. As exportações chinesas avançaram 21,8% em dólares entre janeiro e fevereiro, superando com ampla margem as previsões do mercado e indicando continuidade do ritmo forte após o superávit comercial recorde registrado no ano passado.

O resultado também ficou muito acima da expansão de 6,6% registrada em dezembro e da estimativa de 7,1% apontada por economistas consultados. O desempenho reforça a posição da segunda maior economia do mundo como um dos principais motores do comércio global.

Segundo especialistas, a demanda internacional por produtos tecnológicos tem sido um dos principais fatores por trás do avanço das remessas chinesas.

Tecnologia e eletrônicos lideram crescimento das exportações

O setor de tecnologia aparece entre os principais impulsionadores das exportações da China. A venda de circuitos integrados e produtos eletrônicos ganhou força com o aumento global de investimentos ligados à inteligência artificial.

Para Xu Tianchen, economista sênior da Economist Intelligence Unit, esse movimento já era esperado diante da expansão do setor tecnológico.

Além disso, alguns segmentos tradicionais também surpreenderam positivamente. “O crescimento das exportações de roupas, têxteis e bolsas foi inesperado, considerando o desempenho fraco desses setores em 2025 diante da concorrência do Sudeste Asiático e do Sul da Ásia”, avaliou o economista.

Embarques podem acelerar com demanda dos EUA

Analistas apontam que o ritmo das exportações pode se intensificar no curto prazo. Há expectativa de que os dados de março mostrem um aumento adicional nos embarques, especialmente para os Estados Unidos.

Esse movimento estaria relacionado à tentativa de fabricantes chineses de antecipar exportações enquanto permanece em vigor a suspensão de tarifas comerciais determinada pela Suprema Corte norte-americana.

Outro fator seria o retorno de empresas chinesas a setores de menor valor agregado, como o têxtil, ampliando a presença do país nesses mercados.

Tensões geopolíticas ainda são risco para o comércio

Apesar do cenário positivo, economistas alertam que tensões geopolíticas podem afetar o comércio global nos próximos meses.

Ainda é incerto o impacto de possíveis conflitos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, especialmente diante do risco de interrupções no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

Caso ocorram restrições no fluxo de energia ou transporte marítimo, a cadeia global de suprimentos poderia ser afetada.

China amplia estoques de commodities estratégicas

Nos primeiros meses do ano, a China também reforçou seus estoques de commodities essenciais para a indústria, incluindo minério de ferro e petróleo bruto.

A estratégia ajuda a proteger o setor produtivo contra eventuais oscilações nos mercados internacionais de energia e matérias-primas.

Superávit comercial cresce no início do ano

Os dados oficiais mostram ainda que o superávit comercial chinês atingiu US$ 213,6 bilhões entre janeiro e fevereiro, superando com folga os US$ 169,21 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

O resultado também ficou acima da previsão de economistas, que projetavam um saldo de US$ 179,6 bilhões.

As importações da China também apresentaram crescimento significativo no início de 2026, com alta de 19,8% no bimestre, acelerando em relação ao avanço de 5,7% observado em dezembro.

Fonte: Infomoney com informações de Reuters.

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução Infomoney / China Daily via REUTERS//File Photo

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Agronegócio, Comércio Exterior, Exportação, Industria, Negócios

Com exportações em alta, Brasil amplia liderança global no mercado de milho

O Brasil está consolidando sua posição de liderança nas exportações globais de milho. De acordo com análise do Agroinfo do Rabobank, o país encerrou a safra 2022/23 com exportações que somaram 56 milhões de toneladas — um aumento de 29% em relação ao ciclo anterior.

Esse avanço foi favorecido por dois fatores principais: a quebra de safra registrada nos Estados Unidos e a excelente produtividade da segunda safra brasileira, também conhecida como “safrinha”. Esses elementos colocaram o milho brasileiro em destaque no cenário internacional, abrindo caminho para que o país se tornasse o principal fornecedor mundial do grão.

A tendência de domínio deve continuar. Para a safra 2023/24, o Rabobank estima que o Brasil exporte entre 45 e 50 milhões de toneladas, mantendo-se como o maior exportador global. “Ainda que as exportações brasileiras devam recuar, principalmente por causa de uma safra menor, o país continuará sendo o maior player nas vendas externas”, destaca o relatório do Agroinfo.

Essa nova dinâmica do mercado é resultado direto da maior competitividade do milho brasileiro, que tem ganhado espaço frente aos Estados Unidos, tradicional líder nesse segmento. Com infraestrutura em expansão e maior eficiência logística, o Brasil caminha para consolidar-se como um parceiro confiável e constante nos mercados internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio
Com exportações em alta, Brasil amplia liderança global no mercado de milho – Portal do Agronegócio

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