Exportação

Exportações do Brasil para os EUA caem 25,5% em janeiro e déficit bilateral aumenta

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de 25,5% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025, totalizando US$ 2,4 bilhões, segundo dados da Amcham Brasil. Este é o sexto mês consecutivo de retração.

No mesmo período, as importações do Brasil vindas dos EUA caíram 10,9%. Como a redução nas exportações foi mais acentuada, o déficit comercial bilateral atingiu cerca de US$ 0,7 bilhão, mais que o triplo do registrado em janeiro de 2025.

“Os dados confirmam que o início de 2026 segue marcado por pressões significativas sobre o comércio bilateral”, afirmou Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil. Ele destacou que a combinação entre queda das exportações brasileiras e tarifas elevadas, especialmente sobre bens industriais, tem ampliado o desequilíbrio na balança comercial.

Produtos e setores mais impactados

O recuo das exportações brasileiras foi fortemente influenciado pelos óleos brutos de petróleo, que caíram 39,1% na comparação anual. Além disso, produtos sujeitos a sobretaxas adicionais tiveram retração média de 26,7%, incluindo itens afetados pela Seção 232 da Lei de Expansão Comercial dos EUA.

Entre os produtos com maior impacto negativo estão semiacabados de ferro e aço, sucos, elementos químicos inorgânicos e combustíveis derivados de petróleo.

Segundo a Amcham Brasil, itens sujeitos a sobretaxas de 40% e 50%, como cobre e produtos siderúrgicos, tiveram queda acima da média geral, reforçando a pressão das barreiras tarifárias sobre o fluxo comercial.

Setores que resistem

Apesar do cenário desafiador, alguns produtos brasileiros mantiveram desempenho mais robusto. Entre os dez principais itens exportados para os EUA em janeiro, seis registraram resultados superiores ao desempenho em outros mercados, incluindo café não torrado, carne bovina, aeronaves, celulose e equipamentos de engenharia.

Por outro lado, produtos com maior retração no mercado americano apresentaram desempenho melhor em outros destinos, indicando uma mudança na dinâmica geográfica das exportações brasileiras.

Perspectivas para o comércio Brasil-EUA

A Amcham Brasil ressaltou que, mesmo com o aumento do déficit dos EUA no comércio global, o Brasil continua entre os poucos países com os quais os americanos mantêm superávit relevante.

“O comércio bilateral é sustentado por cadeias produtivas integradas, investimentos cruzados e geração de empregos em ambos os países. Avançar no diálogo econômico de alto nível é essencial para restaurar previsibilidade, reduzir barreiras e permitir a retomada do fluxo comercial ao longo de 2026”, afirmou Abrão Neto.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Exportação

Exportações brasileiras aos EUA caem 25,5% em janeiro, enquanto vendas à China crescem

As exportações brasileiras para os Estados Unidos sofreram queda de 25,5% em janeiro de 2026, totalizando US$ 2,4 bilhões, contra US$ 3,22 bilhões registrados no mesmo período de 2025. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (5), em Brasília, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

As importações de produtos norte-americanos também recuaram 10,9%, somando US$ 3,07 bilhões. Com isso, a balança comercial bilateral registrou déficit de US$ 670 milhões para o Brasil.

Esta é a sexta retração consecutiva nas vendas brasileiras aos EUA desde a aplicação de tarifas extras pelo governo de Donald Trump em meados de 2025. Apesar de parte das sobretaxas ter sido revista no fim do ano passado, cerca de 22% das exportações brasileiras ainda estão sujeitas a alíquotas de 40% a 50%.

Comércio com a China cresce e mantém superávit

Na contramão do desempenho com os EUA, o comércio Brasil-China apresentou crescimento significativo. As exportações brasileiras ao país asiático subiram 17,4%, alcançando US$ 6,47 bilhões em janeiro, frente a US$ 5,51 bilhões no mesmo mês de 2025.

As importações chinesas recuaram 4,9%, totalizando US$ 5,75 bilhões, garantindo ao Brasil superávit de US$ 720 milhões no período. A corrente de comércio com a China, soma de importações e exportações, atingiu US$ 12,23 bilhões, alta de 5,7% em relação ao ano anterior. Em contraste, o intercâmbio com os Estados Unidos totalizou US$ 5,47 bilhões, queda de 18%.

Desempenho com outros parceiros

O comércio exterior brasileiro com a União Europeia registrou superávit de US$ 310 milhões, embora a corrente comercial tenha recuado 8,8% em relação a janeiro de 2025. As exportações para o bloco caíram 6,2%, enquanto as importações diminuíram 11,5%.

Com a Argentina, o Brasil manteve superávit de US$ 150 milhões, apesar da retração de 19,9% no comércio bilateral. As exportações brasileiras ao país vizinho recuaram 24,5%, e as importações caíram 13,6% na comparação anual.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Rodolfo Buhrer/Proibida reprodução

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Comércio Exterior

EUA isentam produtos brasileiros e liberam US$ 4 bilhões em exportações: veja o impacto do tarifaço

Uma nova análise do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) aponta que os 238 produtos brasileiros isentos da tarifa adicional de 40% pelos Estados Unidos representam 10% das exportações do Brasil ao mercado americano, somando aproximadamente US$ 4 bilhões ao ano.
Com as categorias que já estavam fora do tarifaço, o total de itens totalmente isentos chega a 36% das vendas brasileiras aos EUA em 2024.

Entre os produtos mais relevantes estão café e carne bovina, que juntos totalizaram US$ 2,8 bilhões exportados no ano passado.

Produtos do agronegócio entre os principais favorecidos

Segundo o MDIC, a decisão do governo Donald Trump retira da sobretaxa de 40% vários itens do agronegócio brasileiro, incluindo café, carnes, preparações cárneas, sucos, cacau, gorduras animais e frutas.
A maioria desses produtos já havia sido excluída também da tarifa bilateral de 10% aplicada a todos os países. Assim, para grande parte desses itens, nenhuma tarifa adicional será cobrada na entrada nos EUA — nem os 40%, nem os 10%.

Quanto das exportações ainda sofre impacto

Do total de US$ 40,4 bilhões exportados aos Estados Unidos em 2024, 22% continuam sujeitos ao tarifaço de 50%, formado pela combinação da tarifa universal de 10% com a tarifa adicional de 40% aplicada apenas ao Brasil.

Já os produtos totalmente livres de sobretaxas representam agora 36% das exportações brasileiras, o equivalente a US$ 14,3 bilhões.

Itens ainda tarifados e categorias especiais

Desde o início das medidas, alguns setores permaneceram sujeitos à tarifa de 10%, caso de aeronaves, que representam 15% das exportações brasileiras aos EUA, cerca de US$ 6,2 bilhões.

Outra categoria importante é a dos produtos enquadrados na Seção 232, instrumento americano que permite impor tarifas por razões de segurança nacional. Esses itens, como o aço brasileiro, somaram US$ 10,9 bilhões em exportações — 27% do total vendido aos EUA.

Queda no volume sujeito ao tarifaço

De acordo com o MDIC, houve uma redução de 37% no valor das exportações brasileiras sujeitas à tarifa adicional aplicada exclusivamente ao Brasil, caindo de US$ 14,1 bilhões para US$ 8,9 bilhões (ano-base 2024).
Ao mesmo tempo, o volume de produtos que não enfrentam qualquer tarifa adicional aumentou 42%, passando de US$ 10,1 bilhões para US$ 14,3 bilhões.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bloomberg

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