Trafico

Receita Federal apreende 226 kg de cocaína em contêiner no Porto de Paranaguá

A Receita Federal apreendeu 226 quilos de cocaína durante uma operação de fiscalização em um terminal portuário privado no Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná. A apreensão ocorreu na tarde de 10 de março, após inspeção de rotina realizada com o uso de scanner de cargas.

A droga estava escondida em um contêiner que transportava madeira para exportação, aparentemente regular. Após a identificação de irregularidades na análise de imagem, agentes realizaram a verificação detalhada e localizaram os tabletes da substância ilícita.

Droga estava escondida dentro de vigas de madeira

Segundo informações da fiscalização, a cocaína estava ocultada no interior de vigas de pinus tratadas, que haviam sido adaptadas para criar espaços ocos. A estratégia visava camuflar a droga em meio à carga lícita de madeira destinada ao comércio exterior.

O contêiner seguiria inicialmente para a Espanha, onde passaria por transbordo no Porto de Las Palmas, considerado um importante hub logístico do Atlântico por conectar rotas entre Europa, África e América. O destino final da carga seria a Itália.

Droga foi encaminhada para investigação

Após a apreensão, todo o material foi encaminhado para a polícia judiciária competente, responsável por conduzir as investigações sobre a origem da droga e possíveis envolvidos na tentativa de tráfico internacional de drogas.

Paranaguá já registra três apreensões em 2026

Esta foi a terceira apreensão de cocaína realizada no Porto de Paranaguá em 2026. Nos dois primeiros meses do ano, as operações de fiscalização já haviam resultado na retenção de 72 quilos da droga.

Os dados também mostram a dimensão do combate ao tráfico nos portos do Sul do Brasil. Em 2025, a Receita Federal apreendeu mais de 2,4 toneladas de cocaína em operações realizadas nos portos do Paraná e de Santa Catarina.

Somente no Porto de Paranaguá, as autoridades interceptaram mais de 1,8 tonelada da droga em 12 operações ao longo do ano passado.

Fiscalização reforça combate ao tráfico internacional

A Receita Federal destaca que as operações fazem parte de uma estratégia contínua de combate ao tráfico internacional de drogas, realizada em cooperação com outros órgãos de segurança pública e inteligência.

O órgão também reforça que o uso de tecnologia de inspeção, análise de risco e monitoramento de cargas tem sido fundamental para identificar tentativas de envio de entorpecentes em portos brasileiros, protegendo as fronteiras e fortalecendo o controle aduaneiro no país.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Comércio Exterior

Setor da madeira movimenta R$ 3,17 bilhões e consolida relevância econômica em Mato Grosso

O setor da madeira em Mato Grosso encerrou 2025 com movimentação de R$ 3,17 bilhões, registrando crescimento de 2,86% em relação ao ano anterior. O desempenho confirma o peso econômico da cadeia florestal no estado, que produziu 16,4 milhões de metros cúbicos ao longo do ano, considerando vendas no mercado estadual, interestadual, exportações e comercialização de madeira em tora.

Comércio interestadual lidera destino da produção

O comércio interestadual foi o principal destino da produção mato-grossense, somando R$ 1,46 bilhão, o equivalente a 46,24% do total comercializado. O mercado interno estadual respondeu por R$ 877,2 milhões, enquanto as exportações de madeira alcançaram R$ 596,89 milhões, o que corresponde a US$ 113,01 milhões. Já a venda de madeira em tora movimentou R$ 232,1 milhões em 2025.

Crescimento sustentado pelo mercado interestadual

Na comparação com 2024, o avanço do setor foi impulsionado principalmente pelo desempenho do mercado interestadual, que registrou alta de 18,89%. Em contrapartida, as exportações recuaram 10,5%, enquanto o mercado estadual apresentou queda de 7,92%, segundo dados do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de Mato Grosso (Cipem).

Mesmo diante dessas retrações, o crescimento das vendas para outros estados compensou as perdas e garantiu a expansão global da cadeia da madeira no estado.

Exportações enfrentam entraves burocráticos

Apesar do recuo geral das exportações, as vendas para os Estados Unidos avançaram, mesmo com o aumento das tarifas de importação, que elevaram a taxação de produtos de madeira para até 50%. Os embarques para o país cresceram de US$ 13,7 milhões em 2024 para US$ 15 milhões em 2025.

Segundo o Cipem, a queda nas exportações não decorre de falta de mercado ou irregularidade na produção. O presidente da entidade, Ednei Blasius, destaca que o setor opera com manejo florestal sustentável e sistemas avançados de rastreabilidade.

Entre os principais obstáculos estão as exigências adicionais decorrentes da inclusão de espécies como Ipê e Cumaru na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), que ampliaram a burocracia e criaram gargalos operacionais, afetando a competitividade internacional da madeira brasileira.

Principais destinos da madeira mato-grossense

Em 2025, a Índia liderou como principal destino da madeira de Mato Grosso, com US$ 51,2 milhões e 156,8 mil toneladas exportadas. Na sequência aparecem os Estados Unidos, com US$ 15 milhões e 8,5 mil toneladas, a China, com US$ 11,1 milhões e 18,2 mil toneladas, a França, com US$ 7,1 milhões e 4,1 mil toneladas, e o Vietnã, com US$ 5,9 milhões e 9,5 mil toneladas.

Emprego e arrecadação fortalecem o interior

No mercado interno, a cadeia da madeira permanece como uma das principais atividades produtivas em diversas regiões do estado. Mato Grosso conta atualmente com 1.339 estabelecimentos ligados ao setor, que empregam 10.323 trabalhadores de forma direta e cerca de 30 mil indiretamente.

Em municípios como Colniza, o segmento responde por 18% dos empregos formais. Ao todo, a atividade gera postos de trabalho em 89 municípios, reforçando sua importância para o desenvolvimento regional.

A cadeia florestal também contribui para a arrecadação estadual. Em 2025, o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) arrecadou R$ 28,5 milhões provenientes do setor, recursos destinados a investimentos em infraestrutura e habitação.

Regulação, qualificação e perspectivas para 2026

Para 2026, está prevista a entrega do primeiro guia de coleta botânica de Mato Grosso, que deverá orientar as atividades do setor florestal. Paralelamente, o Cipem investe na qualificação profissional, com o projeto de Formação de Identificadores Botânicos, voltado à melhoria dos inventários florestais e à redução do tempo de registro das espécies.

Entre as principais demandas do setor estão a modernização do marco regulatório e a eliminação de exigências consideradas redundantes. O Cipem defende a extinção do Certificado de Identificação de Madeiras (CIM) e a migração do Sisflora 2.0 para o DOF+, ampliando a integração entre sistemas estaduais e federais. No âmbito nacional, o setor também busca ajustes em resoluções do Conama para reduzir custos e entraves à indústria florestal legal.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Sistema Fiemt

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Indústria

Indústrias do Sul defendem setor madeireiro brasileiro em investigação dos EUA

A FIESC, ao lado da FIEP, da FIERGS e da ABIMCI, enviou ao governo dos Estados Unidos uma manifestação técnica defendendo que a madeira brasileira exportada ao país norte-americano tem origem exclusivamente privada e não recebe subsídios. O posicionamento responde a um questionamento do Departamento de Comércio dos EUA, que analisa possíveis benefícios indevidos na importação de determinados tipos de madeira.

O documento, protocolado na última sexta-feira (5), reúne informações detalhadas sobre a operação do setor no Brasil e busca ampliar o entendimento das autoridades americanas sobre a cadeia produtiva nacional.

Investigação 232 segue em andamento

A expectativa das entidades é de que o posicionamento contribua para o desfecho da chamada Investigação 232, ainda sem conclusão por parte do governo dos EUA. O estudo pode influenciar diretamente o fluxo comercial entre os dois países, especialmente no segmento de madeira processada.

União entre federações empresariais

A articulação foi liderada pelo presidente da FIESC, Gilberto Seleme. Logo após receber o questionamento dos EUA, Seleme convidou os presidentes da FIERGS, Cláudio Bier, da FIEP, Edson Vasconcellos, e da ABIMCI, Paulo Pupo, para organizar dados e argumentos técnicos que embasassem a resposta.

A consulta americana foi dirigida a países que representam ao menos 1% das importações totais dos EUA no setor madeireiro — entre eles Brasil, Áustria, Canadá, Chile, Alemanha e Suécia.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/CNI

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