Economia, Internacional

Dólar cai a R$ 5,58 com conversa entre Trump e Xi, bolsa recua com bancos

Os temores de que os EUA serão os principais prejudicados da guerra comercial de Trump têm gerado a fraqueza do dólar no exterior

O dólar à vista e o Ibovespa fecharam em queda nesta quinta-feira (5), conforme os investidores reagiam à notícia de um telefonema entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, com dados da maior economia do mundo no radar.

O dólar à vista caiu 1,03%, a R$ 5,5871 na venda.

Já o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, teve queda de 0,56%, a 136.236,37 pontos, pressionado principalmente por bancos e com Hapvida na ponta negativa.

Na quarta-feira (4), o dólar à vista fechou em alta de 0,14%, a R$ 5,6450.

Tarifas e dados dos EUA

A semana tem sido marcada pela percepção de que a política comercial dos EUA está começando a prejudicar a economia norte-americana, com uma série de dados econômicos para o mês de maio apresentando resultados mais fracos do que o esperado, acirrando as preocupações de investidores.

Na véspera, um relatório da ADP sobre o setor privado mostrou que foram criados muito menos vagas de emprego do que o esperado em maio, enquanto uma pesquisa do Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM) revelou que o setor de serviços teve contração no mês passado.

Com isso, as atenções se voltavam novamente nesta sessão para dados dos EUA, com o governo informando mais cedo que os pedidos semanais de auxílio-desemprego subiram para 247 mil na última semana, acima dos 235 mil pedidos projetados em pesquisa da Reuters.

Já o déficit comercial dos EUA ficou em US$ 61,6 bilhões em abril – melhor do que o esperado –, quando Trump anunciou suas tarifas do “Dia da Libertação” e anunciou uma pausa de 90 dias para permitir negociações, mantendo uma taxa mínima de 10% sobre todas as importações para os EUA.

Os temores de que os EUA serão os principais prejudicados da guerra comercial de Trump têm gerado a fraqueza do dólar no exterior, com a moeda norte-americana rondando os menores patamares em vários anos e impulsionando divisas de países emergentes.

O foco dos mercados estará agora em torno da divulgação do relatório de emprego do governo, na sexta-feira.

O índice do dólar – que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas – caía 0,15%, a 98,653.

Também estava no radar a mais recente decisão de política monetário do Banco Central Europeu, que voltou a reduzir a taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para 2,0%.

Cenário nacional

No Brasil, entretanto, os ganhos potenciais do real têm sido contidos com novas preocupações sobre o cenário fiscal brasileiro, conforme governo e Congresso discutem alternativas para o decreto do Executivo que elevou as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que propostas serão apresentadas para lideranças partidárias em reunião no domingo.

Pesquisas recentes que reforçam a tendência de aumento da desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda têm levantado temores de que o governo possa apostar em medidas de impulso fiscal para melhorar a imagem do governante.

“A queda na aprovação cria um pequeno temor no mercado de que isso possa ser acompanhado com medidas que aumentam os gastos”, disse Matheus Massote, especialista em câmbio da One Investimentos. “Mas hoje o dia tende a ser mais tranquilo.”

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Economia

Brasil deu um dos maiores saldos positivos para balança comercial de Trump

O Brasil representou um dos maiores saldos positivos na balança comercial dos EUA, desde o início do governo de Donald Trump em 2025. No primeiro trimestre do ano, esteve na segunda posição entre os países com maior saldo positivo de exportações para o solo norte-americano.

Em dados oficiais publicados nesta quinta-feira, o governo americano indicou que o déficit comercial dos EUA com o mundo caiu de US$ 138 bilhões em março para apenas US$ 61 bilhões em abril, depois que a onda protecionista entrou em vigor.

Sobre o mês de abril, isoladamente, o maior saldo positivo dos EUA foi com Hong Kong (US$ 6,9 bi), seguido pela Holanda (US$ 4,8 bi), Reino Unido (US$ 4,3 bi), Suíça (US$ 3,5 bi), Austrália (US$ 1,4 bi) e Cingapura (US$ 1,4 bi). O Brasil vem na sétima posição, com US$ 1 bilhão de superávit para as exportações americanas. O país foi alvo de tarifas de 10% em todos seus produtos, além de taxas contra o aço – hoje em 50% – veículos e autopeças.

No mesmo mês, os EUA tiveram resultados negativos com a China ($19,7 bi), UE ($17,9 bi), Vietnã ($14,5 bi), México ($13,5 bi), Japão (US$ 5,8 bi), Alemanha (US$ 5,4 bi), Índia (US$ 5,3 bi), Coreia do Sul (US$ 3,3 bi) e vários outras grandes economias. O déficit americano com Taiwan aumentou, chegando a US$ 9,7 bilhões em abril.

Mas foi o levantamento sobre o primeiro trimestre que revelou uma posição de destaque ainda maior para o Brasil. Os números do primeiro trimestre mostram superávits, em bilhões de dólares, com a Holanda (US$ 18,1), Brasil (US$ 7,2), Reino Unido (US$ 5,9), Cingapura (US$ 4,2), Hong Kong (US$ 4,0), Arábia Saudita (US$ 2,6) e Bélgica (US$ 1,0).

A posição do Brasil deve ser usado pelo governo Lula nas negociações com Trump. As equipes dos dois países se reúnem para tentar chegar a um acordo e um dos argumentos usados pelo Itamaraty é de que a economia brasileira já recebe bens americanos de forma significativa e com tarifas baixas.

O resultado da balança comercial no primeiro trimestre do ano seria uma “prova” disso. Neste mesmo período, os americanos tiveram um déficit de US$ 82 bilhões com a Europa, US$ 71,1 bilhões com a China, US$ 52 bilhões com a Suíça e US$ 49 bilhões com o México.

De fato, houve um aumento do déficit com a União Europeia em US$ 44,6 bilhões.

Neste período, para todo o mundo, as exportações americanas aumentaram US$ 3,8 bilhões, para US$ 172,1 bilhões, e as importações aumentaram US$ 48,4 bilhões, para US$ 254,1 bilhões.

O superávit com a América do Sul e Central aumentou US$ 1,8 bilhão, chegando a US$ 15,5 bilhões no primeiro trimestre. As exportações aumentaram US$ 2,7 bilhões, para US$ 94,7 bilhões, e as importações aumentaram US$ 0,9 bilhão, para US$ 79,2 bilhões.

Fonte: UOL

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Economia, Negócios

Empresas brasileiras renovam apostas na Argentina em meio à recuperação econômica

Empresas como CVC Corp, Kepler Weber e Marcopolo registram melhores resultados e expandem operações no país vizinho

Após anos de resultados negativos, empresas brasileiras de diversos setores voltam a investir na Argentina, impulsionadas por indicadores macroeconômicos mais favoráveis que melhoram os resultados operacionais e elevam as projeções para os próximos trimestres. A empresa de turismo CVC Corp quase dobrou seus investimentos no país para 2025, a fabricante de silos Kepler Weber espera quadruplicar sua receita em relação a 2024, e a fabricante de ônibus Marcopolo viu seu volume de entregas aumentar em 1.000% no primeiro trimestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A CVC Corp, que controla uma operadora de turismo e tem participação em outras duas marcas na Argentina, investiu R$ 25 milhões no país em 2025 — valor próximo ao total investido nos últimos dois anos somados (R$ 30 milhões). A medida reflete a expectativa da empresa de que a recuperação argentina continuará gerando resultados positivos.

Desde 2018, quando iniciou operações na Argentina, a CVC registrou lucro anual apenas duas vezes: R$ 4,4 milhões em 2022 e um recorde de R$ 24 milhões em 2024. Segundo o CFO Felipe Gomes, a companhia se preparou para ampliar suas operações com base nos sinais de recuperação econômica observados a partir do fim de 2023. “Todo esse investimento se baseia na nossa crença e no que estamos vendo na prática. Estamos animados”, afirmou.

Os três primeiros meses de 2025 já mostram essa melhora: o lucro da CVC na Argentina chegou a R$ 48,6 milhões — um salto de 367,7% sobre o mesmo período de 2024 — e a receita cresceu 36%, alcançando R$ 81 milhões. A Argentina respondeu por 22,3% da receita total da empresa no período, mas Gomes estima que essa fatia chegue a 25% nos próximos trimestres.

A Kepler Weber, fabricante de silos, também aposta forte no mercado argentino. A expectativa é quadruplicar a receita no país, passando de R$ 5 milhões em 2024 para R$ 20 milhões em 2025. A empresa não registrou vendas na Argentina entre 2021 e 2023, e só retomou o mercado no ano passado, ainda com participação modesta. O CFO Renato Arroyo associa o novo cenário à melhora do poder de compra local: “A capacidade econômica da população mudou nos últimos dois anos”.

Além dos esforços operacionais, o desempenho positivo das empresas está ligado à melhora no ambiente macroeconômico argentino. De acordo com o economista Roberto Troster, o aumento da confiança na economia local se sustenta em três pilares: eliminação do déficit público (convertido em superávit), fim dos controles cambiais e desregulamentação promovida pelo governo — fatores que contribuíram para a queda da inflação e dos juros.

A mudança para um regime de câmbio flutuante, adotado pelo Banco Central argentino em abril, também favoreceu a retomada gradual dos volumes de consumo, ao corrigir distorções no mercado.

Segundo André Mazini, chefe de pesquisa em ações da América Latina do Citi, o varejo começou a acelerar, refletido em empresas como Lojas Renner, que voltou a apresentar resultados positivos. Apesar de ainda cautelosa quanto à expansão, a empresa vê potencial. “Temos quatro operações na Argentina, poderíamos ter pelo menos dez vezes mais. Mas, por ora, seguimos com uma abordagem cautelosa”, disse o CEO Fábio Faccio.

A JSL, presente no país desde 2011, também aguarda sinais mais sólidos para ampliar sua presença, mas reconhece o crescimento da operação desde o início de 2024.

A Marcopolo, que atua na Argentina desde 1998, voltou a lucrar no país em 2024, com R$ 75,7 milhões — o primeiro resultado positivo desde 2017. A empresa investe na adaptação da planta industrial para produzir ônibus urbanos e rodoviários, além de desenvolver fornecedores locais e lançar produtos com maior valor agregado. O gerente jurídico Eduardo Willrich afirma que as perspectivas seguem positivas para os próximos trimestres.

No setor automotivo, a Frasle Mobility, da Randoncorp, também registrou aumento nas exportações para a Argentina. A empresa destacou o ambiente favorável de negócios com a reabertura do mercado, reposição de estoques e novos lançamentos.

O otimismo com a Argentina não se restringe às empresas brasileiras. A Stellantis, grupo holandês dono de marcas como Fiat, Peugeot e Citroën, observou crescimento nas vendas desde o segundo semestre de 2024. O CFO da América do Sul, Fernando Scatena, associa essa retomada à estabilidade macroeconômica, que aumentou o acesso ao crédito e favoreceu o consumo. A empresa anunciou um investimento de US$ 385 milhões em sua planta de Córdoba, parte do qual será destinado à produção de picapes.

Outro impulso veio com o acordo de US$ 20 bilhões fechado pelo governo Javier Milei com o FMI, segundo Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos. Ele lembra que 2024 foi um ano de explicações sobre resultados ruins, mas o cenário agora mudou. A Natura, por exemplo, viu sua receita na Argentina saltar de R$ 526,8 milhões no 1º trimestre de 2024 para R$ 838,6 milhões no mesmo período de 2025 — alta de 59,1%.

Essa nova fase indica que, para muitas empresas, a Argentina deixou de ser uma dor de cabeça e passou a ser uma oportunidade concreta de crescimento.

Fonte: Valor International

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Economia, Industria

Economia brasileira avança com alta na indústria, deflação nos preços e previsão de superávit comercial recorde

Produção industrial registra 2ª alta consecutiva em abril, ainda que em ritmo mais moderado em relação a março

Indicadores antecedentes, como o aumento no fluxo de veículos pesados nas rodovias e a elevação das importações de bens intermediários, sugerem continuidade da recuperação da atividade industrial. Apesar do risco de correções estatísticas que possam limitar parte do ganho, nossa estimativa apontava para uma alta marginal de 0,1% na comparação mensal com ajuste sazonal, número que se confirmou nesta terça-feira (3).

IGP-DI de maio deve acentuar movimento deflacionário dos demais índices da família IGP, refletindo queda nos preços das commodities

 A expectativa é de que o índice registre deflação mais intensa do que a verificada no IGP-10 e no IGP-M do mês, influenciado não apenas pelo recuo nos preços de grãos como milho e arroz, mas também por uma correção mais significativa nas cotações do minério de ferro, que vêm acumulando perdas sucessivas nos últimos dias. Além da retração nos preços no atacado, espera-se uma desaceleração adicional nos preços ao consumidor, em linha com o comportamento registrado nos demais índices. Nossa projeção indica uma deflação de 0,76% na margem. O indicador será divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na próxima sexta-feira (6).

Superávit da balança comercial de maio deve atingir o maior patamar do ano 

Desempenho deve ser impulsionado pelo desempenho consistente do agronegócio e da agroindústria. Projetamos um saldo da balança comercial em torno de US$ 8,3 bilhões no mês, ligeiramente acima dos US$ 8,2 bilhões registrados em abril. O avanço foi sustentado pelo aumento expressivo nas exportações de cafécarnes e celulose, além de uma recuperação nas vendas externas de veículos. Para o acumulado do ano, mantemos a projeção de superávit próximo a US$76 bilhões. 

Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Zona do Euro manteve a trajetória de controle em maio 

Expectativa era de uma variação anual próxima de 2,1%, e a inflação europeia apresentou variação de 1,9%. Assim, o indicador fica dentro da meta de 2% do Banco Central Europeu (BCE), o que reforça a leitura de que a inflação está sob controle e convergindo de forma sustentada para a meta. Esse comportamento dos preços, somado ao quadro de atividade ainda fraca em boa parte do bloco, deve continuar abrindo espaço para a flexibilização monetária. Assim, o BCE segue com margem para implementar novos cortes de juros, buscando estimular um ambiente de crescimento mais dinâmico, sem abrir mão da estabilidade de preços. Neste contexto, o BCE deve anunciar, nesta quinta-feira (5), mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica, levando os juros para 2% na Zona do Euro. Será o 8° movimento de queda neste ciclo, que pode estar próximo do fim. 

Próximos dados de emprego nos EUA devem ganhar mais protagonismo com crescente preocupação com os efeitos da nova política tarifária da administração Trump

Relatório JOLTS e o payroll de maio estarão no centro das atenções. O número de vagas abertas nos Estados Unidos, medido pelo JOLTS, vem oscilando, com a última leitura apontando 7,2 milhões de posições em aberto. Novos sinais de enfraquecimento podem sugerir que o mercado de trabalho começa a sentir os primeiros impactos da desaceleração. Já o payroll, que registrou 177 mil novas vagas em abril, deve mostrar uma criação mais modesta, próxima de 130 mil em maio. Se confirmado, o resultado pode reforçar a percepção de que o emprego está começando a arrefecer. Em um cenário onde ainda se debate a intensidade com que as tarifas irão afetar a economia, sinais mais claros de desaceleração no mercado de trabalho podem pesar sobre as expectativas de consumo e também sobre a trajetória da inflação. Esses dados, portanto, serão fundamentais para calibrar as apostas em torno dos próximos passos do Federal Reserve (Fed).

Fonte: Money Times

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Economia, Finanças

Juros na Europa, balança comercial e produção de veículos: o que move o mercado

Analistas projetam que o Banco Central Europeu irá cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual

O mercado financeiro começa esta quinta-feira, 5, de olho na decisão do Banco Central Europeu (BCE), que deve cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 2,25% para 2%. A expectativa é unânime entre os investidores, motivada pela inflação na Zona do Euro abaixo da meta de 2%.

O anúncio está marcado para as 9h15, seguido pela entrevista da presidente Christine Lagarde às 9h45, momento que deve trazer mais clareza sobre o rumo da política monetária na região.

Nos Estados Unidos, às 9h30, saem os pedidos semanais de auxílio-desemprego e a balança comercial de abril. Os investidores seguem cautelosos após dados fracos sobre o mercado de trabalho, especialmente a forte queda na geração de empregos no setor privado e a retração no setor de serviços. Esses números aumentaram as apostas de um corte de juros ainda neste mês, com atenção redobrada para o relatório de payroll que será divulgado amanhã.

Representantes do Federal Reserve americano estarão ativos ao longo do dia: Adriana Kugler fala às 13h, enquanto Patrick Harker e Jeff Schmid se apresentam às 14h30, com potenciais impactos nas expectativas sobre a política monetária americana.

No Brasil, o destaque fica para a balança comercial de maio, que sai às 15h, acompanhada de coletiva da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Também está prevista a divulgação da produção de veículos em maio pela Anfavea, às 11h.

Ainda assim, o foco do mercado local está nas dúvidas sobre as medidas fiscais que a equipe econômica prepara para substituir o aumento do IOF, fator que tem guiado as negociações no mercado doméstico.

Mercados internacionais

As bolsas na Ásia e no Pacífico fecharam sem direção única. Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 1,49%, atingindo a máxima em mais de 10 meses, e o Kosdaq avançou 0,8%, impulsionados pelas expectativas de reformas e estímulos fiscais no governo do presidente eleito Lee Jae-myung.

Em contraste, o Nikkei 225 de Tóquio recuou 0,51%, e o Topix caiu 1,03%. O S&P/ASX 200 da Austrália fechou estável. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,85%, enquanto o índice CSI 300, da China, avançou 0,23%.

Na Índia, o Nifty 50 e o Sensex cresceram 0,84% e 0,77%, respectivamente, com o mercado antecipando corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros.

As bolsas europeias operam em alta nesta manhã, impulsionadas pela expectativa de corte da taxa de juros. Por volta das 7h15 (horário de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,44%, o francês CAC 40 subia 0,49%, o alemão DAX ganhava 0,47% e o britânico FTSE 100 registrava alta de 0,28%.

Na Alemanha, as encomendas à indústria cresceram 0,6% em abril ante março, contrariando a expectativa de queda de 1%, sustentadas pela demanda por equipamentos eletrônicos e óticos.

Nos Estados Unidos, os índices futuros operam em leve alta. Às 7h15, os futuros do S&P 500 subiam 0,07%, os do Dow Jones avançavam 0,11% e os do Nasdaq 100 ganhavam 0,09%.

Fonte: Exame

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Internacional, Tributação

Trump assina ordem para dobrar tarifas sobre aço e alumínio; Brasil será afetado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta terça-feira (3) um decreto para dobrar as tarifas aplicadas sobre a importação de aço e alumínio.

Em março, a alíquota foi estabelecida em 25%. A partir desta quarta-feira (4), com o novo decreto, passará a ser de 50%.

Apenas o Reino Unido conseguiu manter as tarifas sobre aço e alumínio em 25%, após negociações com o governo dos EUA.

Trump defende que a medida “protegerá ainda mais a indústria siderúrgica nos Estados Unidos” e sinalizou que “ninguém vai conseguir contornar” a tarifa.

“É uma grande honra para mim aumentar as tarifas sobre aço e alumínio de 25% para 50%, a partir de quarta-feira. Nossas indústrias de aço e alumínio estão se recuperando como nunca. Esta será mais uma GRANDE notícia para nossos maravilhosos trabalhadores do setor. FAÇAM A AMÉRICA GRANDE NOVAMENTE!”, escreveu, na sexta-feira (30), em publicação feita na sua rede social, Truth Social.

As medidas anunciadas pelo presidente norte-americano afetam importações anuais que superam os US$ 100 bilhões.

Sobre o projeto de lei de Trump, conhecido como “one big beautiful bill”, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que os republicanos que se opõe ao projeto “estão errados”.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio, Economia

Petrobras reduz em 5,6% o preço da gasolina vendida a distribuidoras

Redução será de R$ 0,17 no litro da gasolina tipo A; última diminuição havia sido em julho de 2024

A Petrobras anunciou nesta 2ª feira (1º.jun.2025) que reduzirá em 5,6% o preço médio da gasolina vendida a distribuidoras a partir de amanhã. A redução será de R$ 0,17 no litro da gasolina tipo A. O combustível passará a custar, em média, R$ 2,85 por litro.

A última vez que a Petrobras mexeu nos preços da gasolina foi em julho de 2024. Já o diesel passou por 3 reduções em 2025. Na mais recente, em 5 de maio, a petroleira realizou corte de 4,66%, ou R$ 0,16 por litro, no diesel.

Levando em consideração que há mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina C vendida nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará a ser de 2,08 por litro. Redução de R$ 0,12 a cada litro do combustível, segundo a estatal.

Em maio de 2025, a presidente da estatal, Magda Chambriard, afirmou que haveria redução nos preços dos combustíveis caso o preço do petróleo continuasse em movimento de queda.

“Eu não estou falando só da gasolina não. Eu estou falando da gasolina, do diesel, do QAV (Querosene de Aviação), do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) […] tanto a gasolina quanto o diesel estão abaixo do preço de paridade internacional”, afirmou Magda à época após um evento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no Rio de Janeiro (RJ).

Opep+ aumenta produção

Os países integrantes da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados) decidiram em reunião no sábado (31.mai.2025) aumentar a produção de petróleo em 411 mil bpd (barris por dia) em julho. É o mesmo crescimento que houve em maio e em junho.

Fonte: Poder 360

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Economia

Mercado reduz projeção para inflação em 2025, aponta Focus

Sobre a política monetária do Banco Central, houve manutenção na expectativa para a taxa básica de juros neste ano e no próximo

Analistas consultados pelo Banco Central (BC) reduziram a projeção para a inflação brasileira neste ano, mantendo uma previsão para a alta dos preços em 2026, enquanto subiram a expectativa em relação ao crescimento da economia no próximo ano, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira (2).

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou que a expectativa para a inflação, medida pelo IPCA, é agora de 5,46% ao fim deste ano, acima da previsão de 5,50% na pesquisa anterior. Para 2026, a projeção da alta dos preços foi mantida em 4,50%.

O centro da meta perseguida pelo BC é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

A mudança na esteira da divulgação de dados para o IPCA-15 de maio na semana passada, que desacelerou e ficou abaixo do esperado em maio, fazendo com que o resultado em 12 meses mostrasse algum rompimento.

O índice teve alta de 0,36% em maio, após subir 0,43% no mês anterior, e de 5,40% em 12 meses, ante ganho de 5,49% em abril.

Pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda a previsão de que o Produto Interno Brasileiro (PIB) suba 1,80% no próximo ano, acima da projeção de crescimento de 1,70% na semana anterior. Para 2025, a expectativa de expansão econômica caiu para 2,13%, de ganho de 2,14% anteriormente.

Sobre a política monetária do Banco Central, houve manutenção na expectativa para a taxa básica de juros neste ano e no próximo.

A mediana das projeções para a Selic ao final de 2025 é de 14,75%, enquanto para o término de 2026 a previsão é de que a taxa atinja 12,50%, no que foi a 18ª semana consecutiva de manutenção desse patamar. No momento, a Selic está em 14,75% ao ano.

No Focus desta segunda, houve ainda manutenção nas expectativas para os preços do dólar no final de 2025, a R$ 5,80, e 2026, a R$ 5,90.

A divisa norte-americana acumula queda ante o real de 6,8% neste ano, em movimento puxado por um processo de correção de preço, após sua disparada no fim do ano passado, e maior incerteza em relação aos planos tarifários dos Estados Unidos.

Fonte: CNN Brasil


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Industria

Desempenho da indústria em abril fortalece projeções de esfriamento gradual do setor

Entre os economistas, permanece a estimativa que a indústria ainda terá crescimento em 2025, porém em menor intensidade do que em 2024

A produção industrial brasileira cresceu menos que o esperado pelo mercado em abril, o que fortalece a tese entre os economistas de desaquecimento gradual da atividade econômica. Permanece assim a projeção de que a indústria ainda terá crescimento em 2025, porém em menor intensidade do que em 2024. E que o Banco Central vai precisar manter os juros em patamar restritivo por mais tempo.

A produção teve uma alta quase na linha d’água (+0,1% ante março), enquanto as estimativas dos analistas variavam de um crescimento entre 0,3% e 0,7%. Na comparação com abril do ano passado, o IBGE constatou uma queda de 0,3%, o que interrompeu uma sequência de dez meses consecutivos de altas. Mas o volume industrial ainda acumula variação positiva de 1,4% nos primeiros quatro meses do ano.

Rafaela Vitoria, economista chefe do Inter, destacou que o resultado foi menos disseminado do que no mês anterior, com 13 das 25 atividades apontando variação positiva em abril. Ela detalhou que os principais impactos positivos do mês vieram dos setores extrativos e de bebidas, enquanto os setores de derivados do petróleo e farmacêuticos foram os destaques negativos, revertendo as surpresas positivas de março.

Ele ponderou que a tendência de desaceleração no acumulado de 12 meses permanece, particularmente para os segmentos de veículos e alimentos, o que conversa com os dados recentes de crédito, indicando alta da inadimplência e redução das concessões de financiamento de veículos como decorrência da política monetária restritiva.

Ainda assim, segundo Rafaela, o nível de atividade industrial pode ser considerado robusto e seu esfriamento vem ocorrendo de maneira lenta e um pouco ruidosa. “Esse cenário deve reforçar o comunicado do Banco Central de que a política monetária deve permanecer restritiva por um prazo mais prolongado, até que se tenha maior evidência de desaceleração e seu consequente impacto na inflação e suas expectativas”, afirmou.

Igor Cadilhac, economista do PicPay, por sua vez, lembrou que os resultados positivos também predominaram entre as grandes categorias econômicas, com bens intermediários crescendo 0,7%, seguidos por bens de capital (+1,4%) e bens de consumo duráveis (+0,4%). Em contrapartida, houve recuo no segmento de bens de consumo semiduráveis e não duráveis (-1,9%).

“Para 2025, projetamos um crescimento de 2% na produção industrial brasileira. Apesar dos desafios impostos pela desaceleração da economia global e pelo prolongado período de juros elevados, acreditamos que a retração será moderada. Fatores como uma balança comercial sólida e políticas governamentais de estímulo à atividade econômica devem ajudar a mitigar os impactos negativos”, comentou.

Em sua análise, a XP disse concordar com a leitura de que a indústria brasileira vai esfriar gradativamente ao longo de 2025. “Por um lado, o fim da capacidade ociosa na maioria das categorias de manufatura — ou seja, restrições de oferta — e o ambiente restritivo de taxas de juros devem cobrar seu preço. Por outro lado, a resiliência do mercado de trabalho e as medidas governamentais anunciadas recentemente devem apoiar a demanda interna no curto prazo”, estimou.  

Para a XP, a produção industrial geral aumentará 2,0% em 2025, portanto abaixo dos 3,1% divulgado em 2024. O XP Tracker para o crescimento do PIB do 2º trimestre do ano é de 0,5% na comparação trimestral e de 2,4% na anualizada. “Nossa projeção atual para o crescimento do PIB em 2025 – atualmente em 2,3% – é ligeiramente tendenciosa para cima.”

A avaliação de Claudia Moreno, economista do C6 Bank, é que a principal surpresa em relação à projeção veio da indústria de transformação (-0,5%), que teve um resultado abaixo da alta esperada de 0,1%. “O resultado abaixo do esperado em abril reforça nossa perspectiva de que a indústria brasileira como um todo deve perder força ao longo de 2025. Nossa expectativa é de que a produção industrial termine o ano com uma retração de 0,5%. Vale lembrar que, no ano passado, o setor cresceu 3,1%”, detalhou.

Claudia considera que os dados da indústria indicam que a economia brasileira está em expansão, ainda que em ritmo mais lento do que em 2024. “Entendemos que essa perda de fôlego também é reflexo dos juros mais altos, que tendem a reduzir os investimentos e provocar uma desaceleração da atividade econômica. Por isso, esperamos que o PIB cresça 2% em 2025 e 1% em 2026” , estimou.

Para a política monetária, o C6Bank mantém a projeção de que o Comitê de Política Monetária (Copom) aumentará a Selic em 0,25 ponto percentual, para 15%, na reunião do próximo dia 18. “Mas reconhecemos que há chances de os juros ficarem estáveis. A tendência é que as pressões inflacionárias mantenham a Selic nesse patamar elevado até, pelo menos, o final de 2025, contribuindo para a desaceleração da economia”, disse Claudia em nota.

Rafael Perez, economista da Suno Research, por sua vez, destacou que o setor de bens de capital apresentou desempenho positivo, com alta de 1,4% no mês e crescimento de 8,3% no acumulado em 12 meses, destacando como um dos poucos setores dentro da indústria de transformação a continuar crescendo mesmo diante do cenário mais adverso.

“A antecipação das importações de máquinas e equipamentos para fugir da guerra comercial e evitar possíveis problemas nas cadeias globais de produção ajudam a explicar esse crescimento no mês”, disse.

No entanto, ele lembrou que setores mais cíclicos vêm desacelerando, refletindo os efeitos de juros elevados, crédito mais caro, custos ainda altos e incertezas provocadas pela guerra comercial. “Em geral, o resultado de abril sinaliza uma perda de tração da indústria diante da fragilidade de segmentos mais sensíveis ao ciclo econômico doméstico”, afirmou..

Para 2025, ele disse acreditar que a recuperação do setor extrativo deve ter continuidade, porém ainda pode ser limitada pela recente queda nos preços internacionais do petróleo e do minério de ferro. “Já a indústria de transformação segue vulnerável às condições domésticas e aos desdobramentos da guerra comercial, que podem pressionar os custos de importação e afetar a disponibilidade de insumos.”

Luis Otávio Leal, sócio e economista-chefe da G5 Partners, observou que o índice de difusão – percentual de atividades com variação positiva no mês – caiu de 55,1% em março para 43,3% em abril, corrobora a percepção de desaceleração.

“No decorrer dos próximos meses, continuamos acreditando que o nível altamente contracionista da política monetária vai afetar de maneira progressiva a indústria brasileira, particularmente o segmento de transformação. Inclusive, com base nos dados divulgados até o momento, nossas estimativas preliminares sugerem que o PIB industrial pode retrair no segundo trimestre. Se for o caso, seria o segundo em sequência.”

Fonte: InfoMoney


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Haddad deve apresentar a Lula nesta terça pacote para substituir alta do IOF: ‘Dá uma estabilidade duradoura para as contas’, diz

Ministro se reuniu com Motta e Alcolumbre na segunda para fechar pacote. Elevação do IOF gerou oposição no mercado e no Congresso – que ainda cogita derrubar o decreto de Lula.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda nesta terça-feira (3) um pacote de medidas para substituir a alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A elevação do IOF foi proposta, há duas semanas, como uma forma de aumentar a arrecadação federal e garantir o cumprimento das metas em 2025. A medida, no entanto, foi mal recebido tanto pelo mercado quanto pelo Congresso.

“Essa agenda [com Lula] já estava pré-fixada. Ele queria que na terça as coisas se resolvessem, para que ele pudesse viajar mais tranquilo, com as coisas endereçadas. E eu acredito que o plano de voo está bom, até superior ao que fizemos no ano passado. Do meu ponto de vista, dá uma estabilidade duradoura para as contas no próximo período”, afirmou.

Segundo Haddad, o pacote que será levado a Lula não inclui a sugestão apresentada pelo Ministério de Minas e Energia de ampliar leilões e áreas de exploração de petróleo – que, nas contas do governo, pode gerar uma arrecadação extra de R$ 35 bilhões até 2026.

“Tem um projeto no Congresso que já foi encaminhado pela área econômica por provocação do Ministério de Minas e Energia. Já está lá. Pelo menos metade do valor anunciado pelo ministro já está contabilizado para esse ano, para fechar a meta fiscal. Que nós vamos manter, como fizemos o ano passado”, disse Haddad.

Segundo Haddad, mesmo a parte do pacote de petróleo e gás que ainda não foi enviada ao Congresso não dispensa a apresentação de outras medidas. Isso, porque:

  • o ministro diz estar mirando “o centro da meta” (déficit zero), e não a margem máxima de tolerância de déficit;
  • o pedido da Câmara e do Senado, como contrapartida para não derrubar o decreto presidencial do IOF, foi a apresentação de “medidas estruturais” – o que não é o caso do pacote de Minas e Energia.

“Para garantir um ambiente político de qualidade, nós precisamos de reformas estruturais. O Congresso pediu, a Fazenda organizou, apresentou. Obviamente que isso vai depender agora de uma avaliação dos partidos políticos, mas só o fato de termos o aval do presidente das duas Casas já é uma coisa muito significativa”, afirmou.

Questionado por jornalistas, o ministro Haddad não quis antecipar se o pacote a ser apresentado ainda nesta terça-feira contempla mudanças nos pisos de saúde e educação, que pode gerar perda bilionária para estas duas áreas nos próximos anos, ou alterações no formato de correção do salário mínimo (que atualmente sobe acima da inflação).

Na noite de segunda (2), Haddad se reuniu com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para apresentar o rascunho das medidas que serão levadas ao aval de Lula.

Também participaram do encontro os ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Alexandre Padilha (Saúde), e os líderes do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

O encontro terminou após a meia-noite – e todos deixaram a residência oficial da Câmara sem dar qualquer declaração.

“O fato de a ministra Gleisi [Relações Institucionais], o José Guimarães [líder do governo na Câmara] e Jaques Wagner [líder no Senado] nos dá um conforto de que o plano tem um respaldo politico importante. Tecnicamente, ele [pacote] é robusto. Politicamente, ele está amparado. O Congresso vai ter uma oportunidade muito interessante de avançar naquilo que está todo mundo pedindo que tenha avanço”, acrescentou Haddad.

Fonte: G1



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